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Festival premiará produções audiovisuais de alunos de escolas públicas do Rio de Janeiro
Entre os prêmios oferecidos aos estudantes, estão oficinas de produção audiovisual ministradas pelo Centro Técnico Audiovisual da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania

publicado: 09/08/2019 18h53, última modificação: 15/08/2019 17h55
Foto: Renan Prado

Uma parceria entre o Centro Técnico Audiovisual (CTAv) do Ministério da Cidadania, a MultiRio e a RioFilme vai selecionar e premiar produções audiovisuais criadas entre 2017 e 2019 por alunos de escolas públicas do Rio de Janeiro. O Festival MultiRioFilme foi lançado nesta sexta-feira à tarde, na RioFilme.

A iniciativa visa reconhecer criações audiovisuais de estudantes de instituições municipais, com auxílio de professores, em quatro categorias: Educação Infantil, 1° ao 5° ano, 6° ao 9° ano e Programa de Educação de Jovens e Adultos (Peja). As inscrições para o Festival MultiRioFilme começam em setembro. A cerimônia de premiação, prevista para novembro, ocorrerá no histórico Cine Odeon, com a exibição dos trabalhos selecionados.

A MultiRio é uma empresa pública vinculada à Secretaria Municipal de Educação e dedica-se a produzir conteúdo de mídia educativa. Atualmente, disponibiliza em torno de sete mil títulos no site, criados para o compartilhamento de informações e conhecimentos. O Rio de Janeiro tem umas das maiores redes municipais de ensino da América Latina: são 1.540 escolas e 650 mil alunos. Para o presidente da MultiRio, Adolpho Konder, o Festival MultiRioFilme vai revelar e motivar instituições e alunos que realizam produção audiovisual.

“É uma forma de mapear iniciativas que têm acontecido na rede, a gente já conhece muitas, mas como é uma rede muito grande a gente quer incentivar cada vez mais essas iniciativas de produção audiovisual. É fundamental, sem sombra de dúvidas, do ponto de vista pedagógico, que a gente incentive cada vez mais a reflexão dos jovens através da cultura – e da cultura do audiovisual –, que é tão importante para o nosso país”, afirma.

Empresa vinculada à Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, também comprometida com o festival, a RioFilme tem 27 anos no mercado. Neste período, já produziu 490 filmes. Para o presidente da instituição, Marco Aurélio Marcondes, o projeto ajuda a resgatar a autoestima da comunidade escolar e, mais do que isso, dos cariocas. “É fundamental para a cidade neste momento em que ela precisa recuperar a sua autoestima. A ideia do pertencimento, a ideia de que a cidade pertence à cidadania. O audiovisual é uma maneira de expressão cada vez mais difundida entre os jovens”, enfatiza.

Oficinas de produção audiovisual

Os vencedores e suas escolas ganharão oficinas de produção audiovisual ministradas pelo Centro Técnico Audiovisual da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania. O secretário Henrique Pires comemora a realização do festival.

“A possibilidade de colocar alguns jovens em contato com a produção audiovisual é sensacional. Hoje, grande parte deles têm à disposição o equipamento acoplado em um telefone, que permite que eles façam filmes, fotografem, e que registrem o que está acontecendo no entorno deles. Isso pode ser um fator que ajude a desenvolver novos talentos, novas capacidades, novos integrantes dessa cadeia produtiva do audiovisual que para nós é fundamental ativar, estimular”, destaca.

O CTAv apoia o desenvolvimento da atividade audiovisual brasileira, oferecendo ferramentas e estimulando processos criativos, com foco na formação e capacitação para o mercado de trabalho. Para o secretário do Audiovisual da Secretaria Especial da Cultura, Ricardo Rihan, o centro técnico está alinhado ao crescimento do setor audiovisual no Brasil.

“Olhando para o futuro, precisamos refletir sobre quais são os tipos de empregos que teremos. Certamente, a atividade de criação de propriedade intelectual será um dos mais importantes geradores de empregos. Atrair os nossos jovens para esta atividade é extremamente positivo para o desenvolvimento econômico do país”, enfatiza Rihan.

Entre os principais serviços do CTAv, estão: apoio a mostras e festivais nacionais, capacitação audiovisual, empréstimo de equipamentos de filmagens, trabalho técnico de mixagem em obras audiovisuais e cessão de estúdio. Para saber mais, acesse: ctav.gov.br.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
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Seminário debate relação entre cursos jurídicos e direitos autorais no Brasil
Evento promovido pelo Ministério da Cidadania e pela Universidade de São Paulo reuniu especialistas, juristas e estudantes para debater o aprimoramento da lei que trata do assunto

publicado: 13/08/2019 19h39, última modificação: 13/08/2019 19h39

Aberto ao público, seminário foi considerado um marco para novas discussões para o aprimoramento da lei de Direitos Autorais (Foto: Divulgação)

Discutir a relação entre os cursos jurídicos e os direitos autorais no Brasil. Esse foi o objetivo de seminário realizado pela Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual (Sdapi) do Ministério da Cidadania. O evento, realizado no dia 12 de agosto, contou com a parceria da Universidade de São Paulo (USP). Estudantes, pesquisadores e especialistas se reuniram para tratar de temas como o aprimoramento da política regulatória relacionada aos direitos autorais, a atuação do Brasil na agenda internacional relacionada aos direitos autorais e a necessidade da discussão e adesão do País a eventuais tratados.

“Tivemos uma grande oportunidade para trabalhar, em maior grau, a importância da educação dos direitos autorais em todos os níveis, dimensões e para todas as classes, como política permanente”, destacou o secretário da Sdapi, Maurício Braga.

Aberto ao público, o evento ocorreu no Prédio Histórico da Faculdade de Direito da USP e foi considerado um marco para novas discussões para o aprimoramento da lei de Direitos Autorais. “O seminário foi um absoluto sucesso, com a presença de inúmeros profissionais renomados do Direito Autoral. E a Faculdade de Direito da USP colocou-se completamente à disposição para estabelecer uma verdadeira parceria com a Sdapi, com o objetivo de discutirmos juntos a lei de Direitos Autorais”, citou o secretário.

Na mesa de debate, representando o ministério, estava a diretora do Departamento de Política Regulatória da Sdapi, Carolina Panzolini, acompanhados pelos professores do Departamento de Direito Civil da Faculdade de Direito, Silmara Juny de Abreu Chinellato e Antônio Carlos Morato, além do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo José Carlos Costa Netto.

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CTAv divulga projetos selecionados na Linha de Formação e Qualificação Audiovisual

São mais de 16 milhões de reais destinados a 31 projetos de vertente técnica, artística e gerencial

31 iniciativas de formação e qualificação de recursos humanos na área de audiovisual foram selecionadas pelo Centro Técnico Audiovisual e a Agência Nacional do Cinema (Ancine) para aporte financeiro do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Os projetos, participantes do Edital 13/2018, receberão mais de 16 milhões de reais destinados a iniciativas de vertente técnica, artística e gerencial, enquadrados em modalidades de gestão, criação e técnico e acessibilidade.

Conforme previsto no edital, a seleção buscou a desconcentração regional de recursos. Foram aprovados 14 projetos do eixo Rio-São Paulo, 10 da macrorregião nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e 7 da região Sul, Espírito Santo e Minas Gerais. Confira aqui a apresentação com os dados finais dessa seleção.

Todos os projetos irão abrir seleção para participantes este ano, alguns estabelecendo pré-requisitos em função da especificidade do conteúdo. O detalhamento de cada projeto pode ser conferido na página do CTAv. Para mais informações, basta enviar um e-mail para formacao.ctav@cultura.gov.br.

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17ª Semana Nacional de Museus começa nesta segunda-feira (13)

No total, 3.222 eventos integram a programação especial, que segue até 19 de maio em diversos museus do País

publicado: 10/05/2019 13h22, última modificação: 15/05/2019 10h43

Começa nesta segunda-feira (13) a 17ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cidadania. Com o tema Museus como Núcleos Culturais: O Futuro das Tradições, o evento propõe um debate sobre o papel dos museus como centros disseminadores e receptores de práticas, costumes e pensamentos de nossa cultura. No total, 3.222 eventos integram a programação especial, que segue até 19 de maio em diversos museus do País. Confira a programação completa.

Um dos destaques da programação é o lançamento de cinco volumes da série República em Documentos, na sexta-feira (17), no Museu da República, no Rio de Janeiro. A instituição também preparou os seminários Haja Hoje para tanto Ontem – a fotografia no trânsito da história (13/5), Os efeitos do Movimento e do Corpo como primeiro patrimônio (14/5) e Haja hoje para tanto ontem: o que a Abolição não aboliu (15/5). A programação ainda prevê a abertura da exposição Palácio, Presidência, Museus, sobre a história do Palácio do Catete, antiga sede da Presidência da República.

Já o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, apresenta a exposição 230 Anos da Inconfidência Mineira: Caminhos e Descaminhos, sobre o movimento que levou à independência brasileira. O museu ainda organizou um ciclo de palestras, de 13 a 21 de maio, sobre a cultura afro-brasileira em Minas Gerais, no período do ciclo do ouro. No dia 18, a oficina de bordado Não me Kahlo, com sorteio de cinco exemplares do livro Pequeno guia de incríveis mulheres que sempre foram consideradas menos importantes que seus maridos (Uruatu, 2018). Saiba mais.

O Museu Victor Meirelles (MVM/Ibram), em Florianópolis, oferecerá visitas guiadas especiais para crianças e turmas escolares. Outra atividade preparada para a Semana Nacional de Museus é a oficina de roteiro e stop-motion, direcionada a membros do Centro de Atenção Psicossocial de Florianópolis. Veja como participar das atividades.

Semana Nacional de Museus

A Semana Nacional de Museus foi pensada como uma ação para dar ainda mais relevo ao Dia Internacional dos Museus (18/5), criado pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM). Trata-se de um momento propício para fomentar debates no campo museal e para estimular a realização e o desenvolvimento de projetos e atividades museológicas que podem ser de curta, média ou longa duração.

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Seminário discute matrizes tradicionais do forró como Patrimônio do Brasil

Evento, que está com inscrições abertas, marca o início do processo de pesquisa para que a expressão cultural possa candidatar-se a Patrimônio Cultural

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Brasileiro (Iphan), vinculado ao Ministério da Cidadania, promove, de 8 a 10 de maio, em Recife (PE), o Seminário Forró e Patrimônio Cultural. O evento marca o início do processo de pesquisa que investigará a complexidade das Matrizes Tradicionais do Forró com suas dimensões melódicas, harmônicas, rítmicas e coreográficas, além dos modos de fazer instrumentos musicais, dos contextos sociais e culturais em que a manifestação está inserida, bem como as particularidades dos lugares onde tais referências culturais são mais simbólicas. A pesquisa se estenderá até meados de 2020 e resultará no dossiê de registro a ser analisado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que vai deliberar se o bem receberá o reconhecimento como Patrimônio Cultural do Brasil. As inscrições já estão abertas.

O seminário vai reunir forrozeiros, artistas, músicos, artesãos, dançarinos, gestores públicos e culturais, produtores e pesquisadores de todo o Nordeste e de estados com forte presença nordestina, que há décadas acolhem e ajudam a fortalecer as Matrizes Tradicionais do Forró, como São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Espírito Santo. O evento promoverá trocas de experiências sobre temas importantes para o reconhecimento e a continuidade dessa forma de expressão tão representativa da cultura brasileira.

“Este seminário é de extrema importância para o forró como forma de expressão por falar de maneira tão profunda da cultura nordestina, que vem se renovando no tempo, mantendo-se como força viva da disseminação pelo Brasil e pelo mundo”, ressalta a presidente do Iphan, Kátia Bogéa.

Na pauta, estão debates importantes para a compreensão do forró como Patrimônio Cultural, a exemplo da valorização e sustentabilidade da manifestação; das ações de preservação; e de políticas públicas, dentre outros. A programação buscará também compreender as formas de transmissão dos saberes relacionados, por meio de oficinas e aulas de mestres sobre os diferentes instrumentos musicais, os ritmos e as danças que constituem as Matrizes do Forró.

Haverá também espaços para apresentações e interações musicais entre músicos e dançarinos, por meio de palcos abertos, e um show de encerramento especial na tradicional casa de forró recifense, Sala de Reboco, que reunirá os participantes do Seminário na noite da sexta-feira (10). O evento será aberto ao público.

O processo de Registro das Matrizes Tradicionais do Forró

Em setembro de 2011, a Associação Cultural Balaio do Nordeste encaminhou ao Iphan o pedido de registro das Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil. Desde então o Instituto buscou, em parceria com a Associação, o Fórum Nacional Forró de Raiz e outras instituições parceiras, incentivar encontros, fóruns e audiências públicas para discutir o processo de reconhecimento, abordando os potenciais, significados e limites da política de Patrimônio Cultural. As diretrizes apontadas no Encontro Nacional para Salvaguarda das Matrizes do Forró, ocorrido em João Pessoa (PB) em setembro de 2015, são o fundamento para a pesquisa a ser realizada pela Associação Respeita Januário em cooperação com o Iphan. Confira a entrevista com a presidente da Associação Cultural Balaio do Nordeste, Joana Alves.

Formas de expressão como Patrimônio imaterial

Para que um bem seja registrado pelo Iphan, é necessário possuir relevância para a memória nacional, continuidade histórica e fazer parte das referências culturais de grupos formadores da sociedade brasileira. Entre os patrimônios imateriais inscritos no Livro do Registro das Formas de Expressão estão as Matrizes do Samba do Rio de Janeiro, o Tambor de Crioula do Maranhão, o Samba de Roda do Recôncavo Baiano e o Frevo.

Serviço:
Data: 08 a 10 de maio de 2018
Horário: De 9h às 18h
Local: Museu Cais do Sertão e Paço do Frevo, Recife (PE)

Confira a Programação

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Brasileiro (Iphan)
Ministério da Cidadania

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Festival-escola de música clássica em Santa Catarina é o maior da América do Sul

Com 14 edições realizadas, Femusc transforma a vida de estudantes de música por meio do intercâmbio com professores e músicos renomados de todo o mundo

(publicado: 13/02/2019 12h51, última modificação: 13/02/2019 12h56)

 

Estudantes de 29 países se inscreveram na 14ª edição do Femusc, realizado em Jaguará do Sul (Foto: Divulgação)

Ajudar jovens músicos brasileiros a atingir a excelência técnica internacional. Esse é o objetivo do Festival de Música de Santa Catarina (Femusc), que ocorre entre o fim de janeiro e o início de fevereiro na cidade de Jaraguá do Sul. Considerado o maior festival-escola da América Latina, devido ao número expressivo de aulas particulares, concertos, oficinas e participantes, o Femusc foi idealizado pelo oboísta e maestro Alex Klein, consagrado com dois prêmios Grammy, os únicos de música erudita para o Brasil, e um dos principais solistas de Oboé da Orquestra Sinfônica de Chicago.

Se nas primeiras edições do Femusc havia mais gente no palco do que na plateia, esta 14ª edição do evento, encerrada em 1º de fevereiro desse ano, teve público de 50 mil pessoas, sendo 60 mil online – quase um terço da população da pequena Jaraguá do Sul, com 170 mil habitantes. Foram quase mil inscrições, de estudantes de 29 países, para preencher as 300 vagas que o Festival oferece. São esses participantes que formam as orquestras, trios, quartetos, entre outras formações musicais, responsáveis pelos 200 concertos oferecidos ao público ao longo dos 10 dias de evento.

“Aos poucos, a resistência em relação à música erudita foi sendo quebrada”, explica o diretor executivo do Femusc, Fenisio Pires Junior. Tanto que, hoje, o Femusc movimenta toda a cidade, tanto no aspecto artístico, quanto social, educacional e financeiro. O Festival leva concertos a presídios, creches, asilos e abrigos da cidade. Durante duas semanas, também leva música e alegria para os hospitais, como contrapartida social. Incentivadas pela grandiosidade do festival, atualmente, mais de mil crianças e jovens de Jaraguá do Sul têm aulas de formação musical, oferecidas pela Sociedade Cultura Artística (SCAR), que dirige o Centro de Cultura de Jaraguá do Sul, onde são realizadas diversas atividades do festival.

Para organização do Festival, o Instituto Femusc capta recursos por meio de incentivo fiscal do governo federal, via Lei Rouanet, para a organização do Festival desde 2010, totalizando quase R$ 13 milhões ao longo destes 10 anos. Para a edição de 2019, já captaram R$ 1.242.416,00. Para viabilizar a realização do evento, várias instituições se uniram e fundaram o Instituto Femusc. A SCAR, a Prefeitura de Jaraguá do Sul, entre outras entidades, integram a direção do Instituto, responsável pela organização do Festival.

A economia da cidade agradece. Nesse ano, durante os 10 dias de
Festival, cerca de R$ 3 milhões foram movimentados diretamente na economia de Jaraguá do Sul, mais que o dobro do investimento de R$ 1,2 milhão, captados com apoio da Rouanet. O diretor executivo do Femusc, Fenisio Pires Junior, comenta que os hotéis, bares e restaurantes ficam cheios durante todo o evento. “As pessoas saem do teatro, dos concertos e, ao invés de irem para casa, vão jantar fora. Assim, o Femusc movimenta a economia e toda a cidade.”

Nível internacional

Um dos principais atrativos do Festival é a presença de músicos e professores de renome internacional – só nesta última edição foram 22. Para o diretor artístico e idealizador do projeto, Alex Klein, o intercâmbio com artistas com experiência nas grandes orquestras de todo o mundo é essencial para elevar o nível técnico dos jovens músicos brasileiros. “E se não podemos enviar todos eles ao mundo, então vamos trazer o mundo até eles”, declara.

Um dos destaques do Femusc desse ano foi o norte-americano Harry Silverstein, diretor cênico de Óperas, com mais de 90 produções musicais em todo o mundo. Junto a André Santos, na direção musical, e Laura Bulhões, na coordenação, foi responsável por produzir dois espetáculos, com mais de cem pessoas, em apenas duas semanas: “Suor Angélica”, de Puccini, e “Os Sete Pecados Capitais”, de Kurt Weill.

E se engana quem acha que os renomados profissionais internacionais vem ao Femusc motivamos por altos cachês. Cada professor e participante recebe uma diária, quase uma ajuda de custo, para participar do festival. “O que os une é o amor pela música e a vontade de ensinar, de compartilhar, de ajudar na formação de novos talentos”, ressalta Fenisio.

Novos talentos

O Festival tem três níveis de classificação dos participantes: intermediário, avançado e profissional. Não raro, novos talentos, “verdadeiras pérolas”, como se refere Fenisio, são descobertas entre os estudantes de nível intermediário. É o caso de Richard Mickael Bartikoski, natural de São Leopoldo no Rio Grande do Sul, que ficou famoso em todo o país ao participar de programas de televisão.

Apresentado ao violino aos 8 anos, o menino se apaixonou pelo instrumento e começou sua formação. Em um determinado momento, precisava de um instrumento próprio, cujo valor era de R$ 12 mil, um investimento que era impossível para a família. Incentivado por amigos, Richard foi para a porta do shopping da cidade tocar o instrumento que tinha para arrecadar os recursos necessários para comprar um novo. Foi quando uma rede de TV local fez uma reportagem sobre ele e, a partir de então, sua história rodou o Brasil.

O Femusc foi o segundo festival do qual Richard participou, e ele se apaixonou logo de cara. “É o único festival do Brasil que permite que você almoce ao lado de um músico chinês e faça aula com um australiano no mesmo dia, nenhum outro oferece esse contato com tantos estudantes de tantos lugares do mundo. Além disso, eles trazem os melhores professores”, destaca.

Outra história comovente é de um estudante do interior da Amazônia, que tem aulas quinzenais de violino em Manaus, distante três dias de viagem da cidade onde mora. Para ir ao Femusc desse ano, o estudante precisou viajar durante dez dias, três de barco até Manaus, e sete de ônibus até Jaraguá do Sul.

Apoio e eventos gratuitos

Quase toda a programação do Festival é gratuita. As únicas exceções foram o Concerto de Gala e a Ópera que, em 2019, tiveram ingressos vendidos a R$ 20. “Foi a primeira vez que cobramos ingresso. Como os eventos gratuitos têm lotação máxima, algumas pessoas de localidades vizinhas não vinham aos eventos. Com a venda de ingressos a preços populares, pudemos garantir a vinda do público das cidades vizinhas, além da ajuda financeira ao festival”, relata Fenisio.

O empresariado apoia a as atividades culturais na região. Como resultado, o Centro Cultural possui a maior coleção de harpas da América Latina, 18 no total, além de 30 pianos, tudo adquirido com doações e contribuições das empresas da cidade. Esse acervo permite que o Festival não precise alugar ou pedir emprestados instrumentos para aulas e apresentações.

Outro ponto forte é o voluntariado. Uma tradição em Jaraguá do Sul, o trabalho voluntário é essencial para a realização do festival. Nessa edição, cerca de 100 voluntários desempenharam as mais diversas funções, possibilitando a realização de um evento dessa envergadura com poucos recursos. “Há festivais de música que têm orçamentos bem mais elevados que o nosso. Os voluntários contribuem muito para que consigamos fazer tudo o que fazemos com os recursos de que disponibilizamos”, afirma o diretor executivo.

 

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