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Ibermúsicas lança três editais, com prêmios entre mil e cinco mil dólares

Iniciativa é formada por 14 países e contempla, nesta edição, composições e projetos musicais on-line

Estão abertas a partir de terça-feira, 1º de junho, as inscrições para os editais do Programa de Fomento das Músicas Ibero-Americanas Ibermúsicas 2021, que vão contemplar composições e projetos musicais on-line de países ibero-americanos. A iniciativa é financiada atualmente por 14 países; entre eles, o Brasil, representado pela Fundação Nacional de Artes – Funarte. Serão concedidos prêmios entre mil e cinco mil dólares norte-americanos por projeto.

Esta edição reúne três editais: o VIII Prêmio Ibermúsicas para Criação de Canções, que recebe candidaturas até 17 de setembro; o Edital de Ajudas ao Setor Musical em Modalidade Virtual 2021 e o Prêmio Ibermúsicas de Composição e Estreia de Obra 2021, os dois com inscrições até 1º de outubro.

Confira os concursos

Edital de Ajudas ao Setor Musical em Modalidade Virtual 2021
A chamada pública tem como alvo atender projetos virtuais a serem realizados em 2022. Podem ser inscritos eventos de formação (como cursos e oficinas), ciclos de concertos, festivais, feiras musicais e gravação de álbuns, entre outros. Os financiamentos vão de mil a quatro mil dólares norte-americanos por proposta. As inscrições podem ser realizadas até 1° de outubro de 2021.

Prêmio Ibermúsicas de Composição e Estreia de Obra 2021
O concurso tem o objetivo de promover a criação e estreia de música de concerto (acadêmica, erudita e experimental). Para promover o intercâmbio entre compositores e intérpretes, o concurso agrupa os países da região em pares. Os compositores brasileiros, por exemplo, devem inscrever projetos em parceria com grupos musicais da Colômbia. Para cada país membro do Programa Ibermúsicas, será concedido um prêmio, no valor de cinco mil dólares norte-americanos. As inscrições ficam abertas até 1° de outubro de 2021.

VIII Prêmio Ibermúsicas para Criação de Canções
O propósito desse prêmio é impulsionar e valorizar a música popular na região ibero-americana. O concurso é aberto a todos os estilos musicais. Nesta edição, serão premiadas três canções por país membro do Programa. Um dos prêmios será destinado às “novas sonoridades urbanas”, como rap, hip hop, “trap”, “remix” e “R&B”. As canções devem ser inéditas, nunca antes apresentadas em público nem premiadas; e devem incluir música e letras no idioma espanhol, português ou línguas próprias dos países da região (como mirandês, náuatle, guarani e aimará). Cada vencedor ganhará um prêmio de mil dólares norte-americanos. O prazo de inscrições vai até 17 de setembro de 2021.

Os editais e formulários de inscrição on-line estão disponíveis no site www.ibermusicas.org. Instruções para o envio de propostas e materiais podem ser consultadas no mesmo endereço eletrônico.

Sobre o Ibermúsicas

O Ibermúsicas é um programa internacional de cooperação multilateral, dedicado exclusivamente às artes musicais. Seu objetivo é promover a presença e o conhecimento da diversidade musical ibero-americana, estimular a formação de novos públicos na região e expandir o mercado de trabalho para os profissionais do setor. A iniciativa preza pela riqueza da música regional, com base no talento de seus criadores, intérpretes, pesquisadores e demais atores do ecossistema musical ibero-americano.

Atualmente, o Ibermúsicas é formado por 14 países, que o financiam: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela. Desde 2012, a Fundação Nacional de Artes – Funarte representa o Brasil.

O Programa de Fomento das Músicas Ibero-Americanas Ibermúsicas foi aprovado na XXI Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, realizada em Assunção, capital do Paraguai, em novembro de 2011. Está enquadrado no Espaço Cultural Ibero-Americano da Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib).

Mais informações no Brasil
Fundação Nacional de Artes – Funarte
Centro da Música | Coordenação de Música Popular
cemus@funarte.gov.br

Fonte – Funarte

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Abertas as inscrições para palestras sobre educação patrimonial no Pará

Entre os meses de junho e julho, o Iphan-PA promove eventos online com a participação de especialistas do campo do Patrimônio Cultural

Marujada de São Benedito em Bragança (PA)

Marujada de São Benedito em Bragança (PA) é um dos temas do “Conversa Pai d’égua” (Foto: Cristino Martins/Acervo Agência Pará)

Ações de educação patrimonial adaptadas à pandemia de Covid-19 são o tema que abre a edição 2021 do ciclo de palestras Conversa Pai d’Égua: falando sobre patrimônio, realizada pela superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Pará (Iphan-PA). Com início nesta sexta-feira, 4, às 17h, os eventos têm como objetivo abrir um espaço de debate público sobre temas relacionados à preservação e promoção do Patrimônio Cultural. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por meio de formulário digital.

Com transmissão virtual, por meio do canal da Rede Casas do Patrimônio do Pará no YouTube, o ciclo é composto por cinco encontros transmitidos, reunindo especialistas das áreas da educação patrimonial, patrimônio imaterial, arqueologia e patrimônio edificado. Os encontros serão realizados nos dias 4, 11, 18 e 25 de junho e 2 de julho, sempre às sextas-feiras. O público receberá certificados de participação.

O encontro desta sexta-feira, 4, tem como tema “Aprendendo no caminho: estratégias para uma educação patrimonial à distância”; a palestrante será a chefe do Núcleo de Educação Patrimonial do Iphan, Sônia Florêncio. A sessão visa a debater ações educativas, no âmbito do Patrimônio Cultural, diante da epidemia de Covid-19, que impôs o afastamento e isolamento sociais, o que acabou por limitar a realização dessas atividades, como as que são promovidas em museus.

Já no dia 11 de junho, os palestrantes são os historiadores Érico Muniz e Roseane Pinto, do campus de Bragança da Universidade Federal do Pará (UFPA). Eles vão tratar do tema “Entrevistas como fontes primárias em processos de inventário no Iphan: a experiência do INRC da Marujada de Bragança”, uma vez que a Marujada está em processo de registro como Patrimônio Cultural do Brasil no âmbito do Iphan.

No dia 18 de junho, por sua vez, o tema do evento será a “Política Nacional da Diversidade Linguística”, tendo como palestrante Marcus Garcia, que faz parte da Divisão Técnica de Diversidade Linguística do Iphan. E no encontro seguinte, no dia 25 de junho, o palestrante será o arqueólogo Jair Boro Munduruku, autor da monografia vencedora do Prêmio Luiz de Castro Faria de 2020, realizado pelo Iphan.

A sessão de encerramento do ciclo, a ocorrer no dia 2 de julho, terá como palestrante a pesquisadora Celma Chaves, da Faculdade de Arquitetura da UFPA. O tema do encontro será o “Patrimônio Moderno em Belém: em busca de visibilidade e reconhecimento”.

Conversa Pai d’Égua

Realizado desde 2012, o ciclo de palestras Conversa Pai d’Égua: falando sobre patrimônio é uma ação da área de Educação Patrimonial do Iphan-PA. O evento visa a divulgar e refletir sobre questões atuais relacionadas à identificação, preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural, convidando especialistas para abordarem os temas sob diferentes pontos de vista.

Serviço:
Ciclo de palestras Conversa Pai d’Égua: falando sobre patrimônio
Datas:
4, 11, 18 e 25 de junho e 2 de julho de 2021
Inscrições: formulário digital

Programação

Dia 04/06 às 17h
“Aprendendo no caminho: estratégias para uma educação patrimonial à distância”
Palestrante: Sônia Florêncio – Chefe do Núcleo de Educação Patrimonial – DECOF/IPHAN

Dia 11/06 – 16h
Entrevistas como fontes primárias em processos de inventário no Iphan: a experiência do INRC da Marujada de Bragança
Palestrantes: Prof. Dr. Érico Muniz e Profª Drª Roseane Pinto (Faculdade de História/ UFPA Bragança)

Dia 18/06 – 16h
A Política Nacional de Diversidade Linguística
Palestrante: Marcus Vinicius Garcia (Divisão Técnica de Diversidade Linguística/CGIR/DPI/IPHAN)

Dia 25/06 – 16h
Oca’õ Agõkabuk e Cultura Material Munduruku (monografia vencedora do Prêmio Luiz de Castro Faria)
Palestrante: Jair Boro Munduruku

Dia 02/07
Patrimônio Moderno em Belém: em busca de visibilidade e reconhecimento
Palestrante: Profª Drª Celma Chaves (FAU/UFPA)

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Cultura, Artes, História e Esportes

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Mestras e mestras realizam festival de carimbó online no Pará

Mestras e mestras realizam festival de carimbó online no Pará

Festival Pau & Corda

Transmissão virtual do Festival Pau & Corda de 2020 (Foto: Pierre Azevedo)

Carimbozeiros das regiões do Marajó, nordeste paraense e da capital Belém (PA) compõem a programação da 12ª edição do Festival Pau & Corda do Carimbó, que ocorre entre os dias 22 e 30 de maio. Pelo segundo ano consecutivo realizado em formato online devido à pandemia, em 2021 o evento foi contemplado em edital da Lei Aldir Blanc. Com oficinas de música e dança, bate-papo sobre produção de eventos, roda de conversa e show, o festival recebe apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia federal vinculada à Secretaria Especial da Cultura e ao Ministério do Turismo.

“Nossa programação sempre teve brincadeiras de ruas: quebra-pote, cabo de guerra, corrida de saco. Também nos preocupamos em ofertar oficinas de formação. Esse ano, como não tem brincadeira na rua, vamos disponibilizar uma oficina online com esse repasse cultural que são as brincadeiras populares”, explica a idealizadora do festival, Neire Rocha. “E vamos disponibilizar em nosso canal várias oficinas que ensinam ofícios como  tocar banjo e maracá, como reutilizar sacolas plásticas de maneira criativa, entre outras.”

Brincadeiras de rua durante o Festival Pau & Corda de 2019 (Foto: Divulgação).Na edição deste ano, há oficinas de percussão, de banjo e lundu marajoara, além de programação voltada para o público infantil com jogos e brincadeiras populares. Também estão previstas oficinas de artesanato para pintura de maracas, de reciclagem criativa e, ainda, um bate-papo sobre produção executiva em projetos de baixo orçamento. O festival será encerrado com roda de conversa sobre a cultura popular no contexto da pandemia e, ainda, show em formato de live do grupo Sancari.

“A nossa Constituição Federal de 1988, que reconheceu os direitos culturais, assim como o patrimônio imaterial como objeto de preservação e valorização, determina que o dever de proteger e promover o patrimônio brasileiro deve ser uma tarefa compartilhada entre poderes públicos e a sociedade”, contextualizou o técnico em Antropologia do Iphan-PA, Cyro Lins, em mensagem veiculada no evento. “Nesse sentido, o Festival Pau & Corda do Carimbó, que é promovido por carimbozeiros e carimbozeiras, tem um papel fundamental na promoção, difusão e transmissão dos saberes tradicionais do carimbó para as gerações futuras.”

Realizado desde 2008, o Festival Pau & Corda foi contemplado, este ano, em edital da Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia (Fidesa), da Lei Aldir Blanc. O evento é promovido em conjunto com os moradores da passagem Álvaro Adolfo, no bairro da Pedreira em Belém, e o grupo Sancari. Parte do circuito Zimba Pará, o festival foi criado no âmbito do movimento Campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro.

Carimbó & Salvaguarda

Show do grupo Sancari durante o Festival Pau & Corda de 2019 (Foto: Divulgação).Reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil desde 2014, o carimbó tem origens na Amazônia colonial, na convergência de “influências culturais de índios, negros e europeus (portugueses)”, como aponta o dossiê de registro da manifestação.  Reunindo festas, música e dança, da capital Belém ao interior do Pará, o carimbó “é comumente divulgado como uma das mais significativas formas de expressão da identidade paraense e brasileira”, completa o dossiê.

Desde o registro da manifestação paraense, o Iphan-PA vem realizando um conjunto de ações de salvaguarda visando à reprodução e sustentabilidade da manifestação junto a comunidades detentoras. Em 2017, o prêmio Carimbó nosso patrimônio foi conferido a 25 mestras, mestres e grupos. Nesse entretempo, também foram realizados congressos que construíram políticas públicas voltadas para o bem.

Devido à emergência em saúde pública decorrente da pandemia, o Iphan também promoveu ações online em parceria com os detentores. Em maio de 2020, carimbozeiros participaram da ação Patrimônio Cultural em Casa, um bate-papo virtual com comunidades detentoras de todo o Brasil. Já em 2021, mestres e mestras do carimbó participam do projeto Conectando Patrimônios: redes de artes e sabores, que visa promover produtos e artigos associados às manifestações, como curimbós, maracas, saias e outros adereços.

Para o ano de 2020, estava previsto o 3º Congresso Estadual do Carimbó, em que seria lançado o Plano de Salvaguarda do Carimbó, elaborado com a participação das comunidades detentoras nas duas edições anteriores do congresso. Com a pandemia, o evento foi adiado, mas os recursos para a promoção do evento seguem disponíveis, aguardando as condições sanitárias necessárias para a realização.

*Fotos: 1) Transmissão online Festival Pau & Corda do ano de 2020 (Crédito: Pierre Azevedo); 2) Brincadeiras de rua na edição de 2019 (Crédito: Roberta Brandão); 3) Show do grupo Sancari no Festival de 2019 (Crédito: Roberta Brandão).

Serviço:
Festival Pau & Corda do Carimbó
Data:
23 a 30 de maio de 2021
Acesso:
Canal do Festival

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Modos de Fazer Cuia do Baixo Amazonas são tema de webnário em Santarém (PA)

Destinado a artesãs, produtores rurais e acadêmicos, o evento foi contemplado em edital da Lei Aldir Blanc

Cuias do Baixo Amazonas

Cuias do Baixo Amazonas (Foto: Camila Giusti/Acervo Iphan).

Em 2021, completam-se 18 anos de criação da Associação de Artesãs Ribeirinhas de Santarém (Asarisan), que representa as detentoras dos Modos de Fazer Cuias do Baixo Amazonas, no Pará. Em comemoração ao aniversário da entidade, a Asarisan realizará, nos dias 11, 18 e 25 de maio, o webnário Artesanato tradicional, patrimônio imaterial e propriedade intelectual, envolvendo artesãs e pesquisadoras que vão debater práticas de salvaguarda para a manifestação. As inscrições, que são gratuitas, podem ser feitas por meio de formulário digital. O evento também marca o lançamento site Cuias Aíra, meio de divulgação e comercialização das cuias do Baixo Amazonas.

O webnário é realizado como parte do projeto “Salvaguarda do Modo de Fazer Cuias no Aritapera, Baixo Amazonas, Pará”, que ainda prevê a realização de um seminário de salvaguarda do bem em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a ser realizado no mês de junho. Selecionado em edital da Lei Aldir Blanc, o projeto destina-se a artesãs e artesãos, produtores agrícolas, acadêmicos, técnicos e pessoas com interesse no tema. Os participantes também vão poder enviar perguntas aos expositores.

Festival de Cuias da Região do Aritapera em 2018 (Foto: Alexandre_Nazareth Rocha)O evento de maio será composto por três sessões sobre a experiência de artesãs e pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento. O objetivo é valorizar o artesanato tradicional e, ainda, difundir métodos e instrumentos para a proteção do Patrimônio Cultural Imaterial e da propriedade intelectual associados aos Modos de Fazer Cuias.

A programação conta com artesãs de outras regiões do Brasil, como Maria José Souza, da Associação para o Desenvolvimento da Renda Irlandesa de Divina Pastora (SE), e Ilana Cardoso, que trabalha com artesanato de capim dourado em Mateiros (TO). O webnário também terá participação de pesquisadores da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e outras instituições, como Luciana Carvalho (Ufopa) e Marina Zacchi, da Universidade Federal de Sergipe (UFS). A programação completa está disponível ao final da matéria.

Realizado pela Asarisan, o evento tem apoio do Núcleo de Estudos Interdisciplinares em Sociedades Amazônicas, Cultura e Ambiente (Sacaca) e da Diretoria de Cultura da Pró-Reitoria da Ufopa. A Asarisan é titular da primeira marca coletiva do Pará registrada pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), em 2014, e foi a proponente do registro dos Modos de Fazer Cuias do Baixo Amazonas como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan em 2015.

Modos de Fazer Cuias do Baixo Amazonas

Festival de Cuias da região do Aritapera(Foto: Débora Marcial/Acervo Iphan)A prática de fazer cuias é fruto do conhecimento indígena na região amazônica há mais de dois séculos, sendo hoje um ofício conduzido por mulheres em comunidades do Baixo Amazonas, no Pará. Utilizadas por populações amazônicas para tomar banho, cozinhar, desalagar a canoa e tomar tacacá, por exemplo, as cuias são produzidas a partir dos frutos da cuieira, árvore comum na região.

“O tradicional modo de fazer cuias na região caracteriza-se por um longo processo de manipulação de recursos naturais, em especial a casca do cumatê e, evidentemente, a própria cuia”, define o dossiê de registro do bem, citando etapas do trabalho como a retirada dos frutos da cuieira, corte e limpeza do fruto, tingimento, lavagem e ornamentação. “Esse processo tradicional é dominado e praticado por mulheres, constituindo até hoje (…) um ofício exclusivamente feminino.”

Serviço:
Artesanato tradicional, patrimônio imaterial e propriedade intelectual
Data:
11, 18 e 25 de maio de 2021
Transmissão: Canal Cuias Aíra no Youtube

Programação:
Programação Artesanato tradicional e patrimônio imaterial
Dia 11 de maio, às 18 horas
Expositoras:
Luciana Carvalho (Sacaca/Ufopa, Santarém/PA)
Marina Zacchi (Greccos UFS/CNPq, Aracaju/SE
Thaís Brito (Cecult-UFRB, Santo Amaro/BA)
Mediadora: Thais Helena Medeiros (Ouriço Amazônia e Casa Uru Alter hospedaria & alimentação, Santarém/PA)

Marcas coletivas e indicações geográficas de artesanato tradicional
Dia 18 de maio, às 18 horas
Expositores:
Bruno Mileo (Sacaca/Ufopa, Santarém/PA)
Carla Arouca Belas (pesquisadora independente, Canadá)
Patrícia Pereira Peralta (INPI, Rio de Janeiro/RJ)
Mediadora: Patrícia Chaves (LEEA/Ufopa, Santarém/PA)

Patrimônio cultural, marca e indicação geográfica: e agora, o que acontece com meu artesanato?
Dia 25 de maio, às 18 horas
Expositoras:
Ilana Cardoso (Associação Capim Dourado do Povoado de Mumbuca, Mateiros/TO)
Maria José Souza (Associação para o Desenvolvimento da Renda Irlandesa de Divina Pastora/SE – Asderen)
Maria Wbiranilda da Silva de Albuquerque (Associação das Mulheres Rendeiras de Marechal Deodoro/AL – AMUT-MD)
Wendy Sherry (Cooperativa dos Artesãos de Barra Nova/AL – Cooperartban)
Mediadora: Júlia Brussi (Ufopa)

Assessoria de Comunicação Iphan
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PLANOR | Curso Introdução ao grego para catalogação de obras raras
O Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras da Fundação Biblioteca Nacional abre inscrições para a segunda edição do curso “Introdução ao grego para catalogação de obras raras”, ministrado pelos professores Dr. Pedro da Silva Barbosa, Dr. Ribeiro Martins e Dr. Rainer Guggenberger, dividido em dois módulos entre os dias 20 e 21/05/2021, das 14h às 17h, transmitido pelo Canal do YouTube da FBN.

Público-alvo: bibliotecários, arquivistas, historiadores, museólogos, pesquisadores e estudantes de letras e das áreas citadas.

Evento gratuito com certificação.

Inscrições de 5 a 18/05/2021 no site: https://www.even3.com.br/introducaogregoplanor/

Ementa
Diferenciação entre o grego clássico e o grego moderno; transliteração do alfabeto grego para o latino; leitura e transliteração de folhas de rosto de obras raras publicadas em grego e depositadas na Divisão de Obras Raras da Fundação Biblioteca Nacional.

Cronograma:

20/05/2021
14h-14h20 Apresentação da FBN, do NDLC e dos envolvidos (Rainer Guggenberger)

14h20-14h50 Diferenciação entre o grego clássico e o grego moderno (Pedro Martins)

14h50-15h20 Letras maiúsculas gregas em folhas de rosto e sua transliteração (Pedro Barbosa)

15h40-17h Letras maiúsculas gregas em folhas de rosto e sua transliteração (Pedro Barbosa)

21/05/2021

14h-15h20 Letras minúsculas gregas em obras raras da FBN (Rainer Guggenberger)
15h40-16h20 Exemplo de como catalogar uma obra de língua grega (Pedro Martins)

16h20-17h Exercícios: letras gregas em folhas de rosto da FBN e sua transliteração (Pedro Martins)

Professores:
Pedro da Silva Barbosa possui graduação em Letras Português-Grego (Licenciatura) pela Universidade
Federal do Rio de Janeiro (2010); graduação em Letras Português-Grego (Bacharelado) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2007); mestrado (2010) e doutorado (2017) em Letras Clássicas pelo Programa de Pós-Graduação em Letras Clássicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Línguas e Literaturas Clássicas.
Pedro Ribeiro Martins é Professor de Língua e Literatura Grega no Departamento de Letras Clássicas junto à Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Concluiu, em 2016, seu doutorado em Filologia Grega pela Universidade de Göttingen, Alemanha, sob a orientação do Prof. Dr. Heinz-Günther Nesselrath. Em 2010, concluiu seu mestrado em Estudos Clássicos pela Universidade de Coimbra, Portugal, sob a orientação da Prof. Dra. Maria de Fátima Sousa e Silva. Em 2008, concluiu o bacharelado em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília. É vice-líder do grupo de pesquisa Animalia e vice-coordenador do projeto de extensão Animamito (UFRJ). Atua nas áreas de Grego Antigo, Filosofia Antiga, História Antiga, Alimentação na Antiguidade, Política na Antiguidade e Sociologia da Antiguidade.

Rainer Guggenberger possui Doutorado em Letras Clássicas pela Universität Wien (2016). Possui Graduação e Mestrado em Filosofia (2010), em Italiano (2012) e em Letras Clássicas (2013) pela Universität Wien. É Professor (atualmente Adjunto) do Magistério Superior de Língua e Literatura Gregas (Graduação e Licenciatura) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É membro dos grupos de pesquisa ATRIVM-UFMS e CRÍTICA TEXTUAL, os dois registrados junto ao CNPq, e atua no Programa de Pós-Graduação em Letras Clássicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sendo atualmente seu coordenador. O seu foco está na área de Língua e Literatura Gregas, Filosofia Antiga e recepção e instrumentalização de textos clássicos nos discursos literários da Antiguidade. Tem experiência no ensino de língua alemã e de cultura e literatura austríacas e é editor da revista Calíope. Em 2019/2020 foi pesquisador bolsista da Fundação Biblioteca Nacional desenvolvendo um projeto sobre ligaduras e variantes gráficas de letras gregas em tipografias renascentistas.

2 Comentários

  1. Aluisio

    Não pude assistir hoje. Haverá link p gravação? Obrigado

    Responder
    • Miriam Araujo

      Prezado Aluisio,
      Obrigada pela sua mensagem! Sugerimos que entre em contato com a Fundação Biblioteca Nacional para obter maiores informações sobre o curso!
      https://www.bn.gov.br/

      Atte,

      Equipe do Plano Nacional de Cultura

      Responder

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  1. Fundação Biblioteca Nacional abre inscrições para curso de Introdução ao Grego para Catalogação de Obras Raras – Esmeril - […] Informações sobre o conteúdo programático e os professores: http://pnc.cultura.gov.br/2021/05/05/planor-curso-introducao-ao-grego-para-catalogacao-de-obras-rara… […]

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Guia da Programação da 19ª Semana Nacional de Museus está disponível

Está disponível o guia com a programação completa da 19ª Semana Nacional de Museus. Com 433 páginas, está organizado por regiões, cidades e instituições participantes, que têm a responsabilidade direta pelo desenvolvimento das atividades inscritas na programação. O formato busca rápida permite ao usuário encontrar atividades por estado, cidade, museu ou palavra-chave.

Entre os dias 17 a 23 de de maio de 2021, as instituições participantes irão desenvolver atividades das mais diversas categorias: palestras, exibição de filme, contação de história, oficinas, exposição, show musical e roda de conversa.

Neste ano, o tema escolhido foi O futuro dos museus: recuperar e reimaginar, que propõe a reflexão sobre o futuro dos museus. De acordo com o tema, reimaginar um futuro para os museus significa não apenas dialogar com os
avanços tecnológicos e os recursos e ferramentas deles advindos, mas também compreender como afetam a maneira de ser e de estar no mundo.

Acesse o kit digital e mais informações sobre o tema da 19ª Semana Nacional de Museus aqui.

Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail semana@museus.gov.br.

Fonte – Ibram

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