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Clássicos do cinema nacional podem ser vistos gratuitamente no site da Cinemateca Brasileira

Filmes raros e considerados clássicos do cinema brasileiro podem ser assistidos gratuitamente e online no site da Cinemateca Brasileira. A instituição integra a estrutura da Secretaria do Auviovisual (SAV) do Ministério da Cultura (MinC).

Entre as películas disponíveis estão algumas protagonizadas por Grande Otelo (1915-1993), um dos maiores nomes do teatro, do cinema e da televisão brasileiros. Uma dessas produções é Também Somos Irmãos, de 1949, dirigida por José Carlos Burle. Nos papéis principais estão Otelo e Aguinaldo Camargo. Trata-se de um filme pioneiro no Brasil no que diz respeito à abordagem da discriminação racial. Conta a história de dois irmãos negros, Renato e Miro. Eles foram adotados por um homem que também cuidou de duas crianças brancas. No fim da infância, a discriminação entre os negros e os brancos se acentua por meio de constantes humilhações. Renato se submete por amar Marta, a menina branca criada com ele. Já Miro decide abandonar o lar e viver nem um morro entre criminosos.

Para assistir aos filmes, acesse o site da Cinemateca Brasileira.

Fonte: Fundação Palmares

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Funarte disponibiliza ao público Acervo Sergio Britto Digital

Acervo Sergio Britto Digital se encontra à disposição do público para consulta no Portal da Fundação Nacional de Artes (Funarte), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC). Doado pela família do ator, é composto por milhares de fotos e matérias de jornais, programas de espetáculos, além de vídeos e DVDs, que foram reunidos por Sergio Britto ao longo de sua vida. Incorporado ao Centro de Documentação da Funarte, que já possui uma parte dos arquivos de Britto doados pelo próprio artista, o acervo digital constitui grandiosa contribuição por se juntar ao existente e disponibilizar a documentação totalmente tratada – catalogada e digitalizada em uma base de dados – para acesso imediato de pesquisadores e estudiosos.

Os registros da obra de Sergio Britto vão desde o Teatro Universitário, em 1945, quando ele atuou em Romeu e Julieta, de William Shakespeare, até seu último espetáculo como ator, Recordar é Viver, em 2011.

Fazem parte do acervo fotos do Grande Teatro Tupi, popularmente conhecido como o Grande Teatro de Sergio Britto – programa que levou cerca de 400 peças, de grandes autores mundiais e nacionais, à tela do extinto canal de televisão (TV Tupi) e que projetou para a fama atores como Ítalo Rossi, Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, entre outros.

Também estão no acervo os últimos trabalhos do ator, como o sucesso de público e crítica A última gravação de Krapp e Atos sem Palavras I (2009), dois textos de Samuel Beckett encenados por Britto aos 85 anos, no espetáculo que lhe valeu vários prêmios como melhor ator, incluindo o Prêmio Shell – um dos mais prestigiados do teatro – e o Prêmio Faz a Diferença. Além do último trabalho do ator, Recordar é viver (2010), de Hélio Sussekind, no qual dividiu o palco com Suely Franco. O acervo também traz referências antigas, como a montagem La Traviata (1974), além de fitas VHS e DVDs de espetáculos teatrais e entrevistas. O destaque entre os vídeos fica por conta das edições do programa Arte com Sergio Britto, da EBC/TV Brasil, que recebeu nomes importantes das artes brasileiras, discutindo o passado, o presente e o futuro das artes cênicas nacionais.

Em 65 anos de dedicação às artes, o ator e diretor Sergio Britto (1923-2011) reuniu e conservou em sua casa, em Santa Teresa, bairro central do Rio de Janeiro (RJ), parte da memória do teatro e da televisão brasileiros. Trata-se de um acervo de inestimável valor cultural, entre filmes, fotos, impressos, jornais e manuscritos. Com o patrocínio da Petrobras, do Governo do Rio de Janeiro, da Secretaria de Estado de Cultura (SEC) e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, o material teve todos os itens organizados e digitalizados por meio do Projeto Sergio Britto Memórias.

Capitaneado por Marília Brito, sobrinha do ator, que assumiu a responsabilidade pela guarda do material quando o estado de saúde do tio se agravou, em 2011, o acervo, físico e digital, inicialmente, esteve sob a guarda do Instituto CAL de Arte e Cultura, devido à relação de Sergio com a escola de teatro e, também, a fim de garantir a sua manutenção e o acesso ao público, especialmente para os estudantes em formação.

“Coordenar o Projeto Sergio Britto Memórias – Acervo foi um compromisso assumido com o meu tio Sergio. Ele foi, sem ter essa intenção, um grande arquivista. Guardava tudo. Não só o que fez, mas também o que via e o que lia. Ele queria que as pessoas tivessem acesso a isso”, conta Marília. Ela também disse que o acervo físico foi doado ao Instituto CAL de Arte e Cultura, que tem Sergio Britto como um de seus fundadores, sendo o grande parceiro de Sergio Britto e da família Brito.

Marília explicou que a iniciativa da família em doar o acervo digital para a Funarte veio a partir da relação estreita do artista com a instituição. “Tivemos certeza disso quando fomos informados pelo pessoal do Cedoc, durante o desenvolvimento do Projeto Sergio Britto Memórias, que Sergio havia doado duas mil fotos do Grande Teatro, fotos essas que ainda não haviam sido trabalhadas pela Funarte. Desde então, desenvolvemos, eu e Renata Brito, sobrinha neta do Sergio, que respondeu pela organização do Acervo e coordenação da pesquisa e alimentação do Acervo Sergio Britto Digital, uma parceria com a Funarte.

Segundo Marília, o objetivo maior da família do ator sempre foi o de preservar sua memória, e permitir o acesso ao público do acervo reunido por ele durante mais de meio século que o grande artista dedicou às artes. “Na democratização desse acervo para pesquisadores, estudantes de arte, entre outros, a Funarte se apresentou como a melhor alternativa técnica. O Acervo Sergio Britto Digital poderá ser pesquisado pelo site da Funarte, dando uma grande abrangência e visibilidade à memória de Sergio Britto”, disse Marília.

O presidente da Funarte, Stepan Nercessian – profissional de teatro e televisão como Britto –, frisou a importância do legado do ator e diretor estar agora sob a guarda da Funarte: “O Sergio Britto em vida era um acervo rico, generoso e fundamental na história do teatro brasileiro. E é certo que seu legado, agora na Funarte, continuará o trabalho que fazia em vida: ensinar, servir, ensinar”, destacou.

A diretora do Centro de Programas Integrados (Cepin), Maristela Rangel, ao qual o Cedoc é vinculado, se declarou “muito feliz com essa aquisição histórica”: “O acervo digital de Sergio Britto foi uma grande aquisição para a Funarte e se junta com outros também de relevância histórica no campo das artes. É a Funarte cada vez mais se destacando no campo da preservação e guarda da memória nacional das artes. Agradeço a confiança da família em escolher a Funarte, em especial à Marília Brito, que soube honrar a memória deste grande ator e diretor de teatro, um homem múltiplo e com uma sabedoria ímpar.”

Fonte: FUNARTE

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Funarte lança site dedicado à memória da instituição em SP

A Fundação Nacional de Artes (Funarte), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), lançou o site Vozes da Funarte SP, que passa a integrar o Portal das Artes, endereço da fundação na internet. O projeto foi desenvolvido como parte das comemorações dos 40 anos da instituição em São Paulo, celebrados em 2017. O site é composto por uma linha do tempo, fotos, depoimentos, notícias de jornal e área aberta para a contribuição dos visitantes. 

Resultado de um ano e meio de pesquisa em acervos, consulta a documentos históricos e entrevistas, o site apresenta um panorama histórico do local onde hoje estão instalados o Complexo Cultural Funarte SP e as representações regionais do Ministério da Cultura, da Fundação Biblioteca Nacional e da Fundação Palmares. A ideia nasceu do interesse de artistas, estudantes e pesquisadores, que procuram frequentemente o escritório da Funarte SP em busca de informações, entre outras, sobre o projeto arquitetônico e a história das construções, localizadas no bairro paulistano de Campos Elíseos.

Cercado de lendas, o terreno pertenceu à Baronesa de Limeira, mas foi vendido ao estado de São Paulo em 1906 e, posteriormente, cedido ao Governo Federal para a construção de uma sede para a Escola de Aprendizes Artífices, já na década de 1920. Nos anos 1970, a escola foi transformada no Instituto Técnico Federal de São Paulo e transferida para o bairro do Canindé. O casarão histórico e os galpões usados como oficina pelos alunos passaram a abrigar uma delegacia do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em 1977, uma representação regional da Funarte foi instalada no local e, no ano seguinte, foi inaugurada a Sala Guiomar Novaes, importante palco para a música alternativa nos anos 1980, que ajudou a lançar artistas como Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção. Ao longo dos anos, os galpões foram convertidos em salas de espetáculos e galerias de arte, formando o Complexo Cultural Funarte SP, em intensa atividade até os dias atuais.

O site também conta a história do Teatro de Arena Eugênio Kusnet. Fundado na década de 1950 por José Renato, o teatro foi palco de grandes atores e diretores nacionais, entre eles, Augusto Boal, Vianninha e Gianfrancesco Guarnieri. Atualmente, o local conta com uma sala de espetáculos que homenageia Boal, o criador do Teatro do Oprimido, e com um espaço expositivo, a Sala Umberto Maganani, no andar superior.

A partir desses “lugares de memória”, a pesquisa compõe uma rede alimentada por depoimentos, fotos, documentos históricos e notícias de jornal – a maioria cedida pelo jornal O Estado de S. Paulo. São abordados temas variados, que abrangem os espaços culturais, circuitos artísticos e políticas públicas, transitando pelas áreas de cultura, educação e saúde. Setores que, no início do século XX, eram diretamente relacionados.

Também estão disponíveis entrevistas com alguns dos primeiros servidores da Funarte SP, gestores e artistas que passaram pelo lugar ou que, de alguma forma, contribuíram para sua construção e memória. Há, ainda, um mural, uma área aberta para colaborações de todos os interessados. Os textos e as imagens são publicados no site e podem receber comentários de outros usuários, como em uma rede social. A proposta é continuar acrescentando conteúdo à pesquisa de modo a ampliar, de forma coletiva, os debates sobre as linguagens artísticas e as políticas públicas, mantendo viva a memória dos espaços culturais da Funarte SP.

Site Vozes da Funarte SP

Ficha técnica:
Concepção: Ester Moreira e Sharine Melo | Texto, entrevistas e pesquisa de conteúdo: Ester Moreira e Sharine Melo | Pesquisa de imagens e consulta ao acervo do CEDOC/Funarte: Sharine Melo | Transcrição e edição das entrevistas: Alexandre Shiguehara, Ester Moreira e Sharine Melo | Revisão: Alexandre Shiguehara | Design do site: Sharine Melo |Apoio de programação Web: Ronaldo Lucena

Fonte: FUNARTE

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Biblioteca Nacional disponibiliza acervo de periódicos

Na Hemeroteca Digital, o portal de periódicos da Biblioteca Nacional, é possível encontrar um raro acervo de jornais e revistas, desde os primeiros jornais do Brasil, como a Gazeta do Rio de Janeiro e o Correio Braziliense, até publicações atuais. Atualmente, são 14 milhões de páginas de jornais e revistas digitalizadas. Em 2016, o portal teve mais de 7 milhões de acessos, tanto do Brasil quando do exterior.   

De acordo com a coordenadora da Biblioteca Nacional Digital, Angela Bettencourt, a instituição cumpre com seu papel de preservar e divulgar a informação. “Projetos como a Hemeroteca Digital são importantíssimos para os brasileiros. Iniciativas como essa atingem também o público em geral, não apenas pesquisadores, tornando-se fundamentais para democratizar o acesso aos bens culturais”, ressalta.

A Hemeroteca Digital foi criada em 2009, a partir de um projeto apoiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A ideia inicial era digitalizar apenas periódicos já em domínio público, mas o escopo acabou sendo ampliado. “Fomos procurados por proprietários de jornais, como o Jornal do Brasil, autorizando a digitalização. Depois vieram os proprietários dos Diários Associados, que incluem o Jornal do Commercio, Diário de Pernambuco e a famosa revista O Cruzeiro. Desde então, passamos a digitalizar também periódicos atuais. Não temos o direito patrimonial, mas podemos divulgar em nosso portal”, explica Angela.

Para pesquisar na Hemeroteca Digital, basta digitar ou escolher o nome do periódico, escolher o período e o que se quer encontrar. Uma das grandes vantagens da pesquisa no acervo é que não é preciso procurar página por página do jornal ou revista para encontrar a informação pesquisada. “Nossa indexação é por palavra. Isso facilita muito a recuperação da informação na vastidão do material”, frisa a coordenadora.

Para Angela, a Biblioteca Nacional acompanha os novos tempos com projetos como a Hemeroteca Digital. “A Biblioteca Nacional dita as normas para catalogação de livros, o material analógico, podemos dizer. E também marcamos presença no mundo digital. Atualmente, a instituição é a maior biblioteca digital do País e estamos ensinando às outras como fazer, que padrões seguir. Isso vai nos ajudar a cooperar no futuro, quem sabe nos transformando em um verdadeiro Google da cultura”, destaca.

Texto e Fonte: Alessandra de Paula /Assessoria de Comunicação/Ministério da Cultura

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Fundação Casa de Rui Barbosa disponibiliza, na internet, documentos sobre a escravidão
07/02/2017
Por Denise Mota

Você sabe como nasceu a expressão “para inglês ver”? Por que as camélias se tornaram símbolo da luta abolicionista? O que queriam dizer termos como “bacalhau” e “ingênuo” para designar elementos e circunstâncias cotidianos na vida dos negros africanos escravizados?

Um mergulho na página criada pela Fundação Casa de Rui Barbosa —Escravidão, abolição e pós-abolição— permite aprender ou relembrar dados históricos e detalhes curiosos, além de oferecer acesso fácil e direto a um rico acervo de livros, documentos, fotos, pesquisas e até jogos que ajudam a fomentar o interesse pelo tema entre internautas mais jovens.

Aquarela de H. Gold Schmidt, “Carro de boi transportando os escravos” – Minas Gerais, 1895 (Reprodução/Fundação Casa de Rui Barbosa)

A página também tem o propósito de auxiliar o trabalho de pesquisadores especializados na área. Entre as muitas fontes de informação disponíveis, a fundação publica, traduzido, o banco de dados The Trans-Atlantic Slave Trade Database, com registros sobre o trânsito e o comércio de escravos pelo Atlântico entre 1514 e 1866.

Estão online ainda os catálogos das exposições “O registro da escravidão na vida privada” e “A abolição e seus registros na vida privada”, com documentos relacionados à temática das mostras.

O projeto de organização e digitalização de todo o material foi desenvolvido pelos profissionais do Serviço de Arquivo Histórico e Institucional da fundação: Leandro Jaccoud, Renata Barbatho e Priscila Vaisman, sob coordenação de Lucia Maria Velloso de Oliveira. A iniciativa também contou com a equipe do Laboratório Lambda da PUC-RJ, sob coordenação de Ana Pavanni.

Texto e Fonte: Denise Mota; Folha de São Paulo.

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Ibram e Google disponibilizarão on-line acervos de cinco museus

O Museu Lasar Segall, em São Paulo (SP), é um dos que participará da primeira etapa do projeto (Foto: Ibram)

Imagens em alta definição de bens culturais pertencentes aos acervos de cinco museus da rede do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) estarão disponíveis on-line nos próximos meses. Resultado de parceria entre o Ibram e a Google Inc, por meio do Projeto Google Art, a digitalização tem como objetivo promover os museus brasileiros e seus acervos, democratizando o acesso ao vasto patrimônio preservado por essas instituições.

Nesta primeira fase do projeto participam o Museu Imperial, em Petrópolis (RJ); o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), os Museus Castro Maya e o Museu Histórico Nacional (MHN), no Rio de Janeiro; e o Museu Lasar Segall, em São Paulo (SP).

Inicialmente, estarão disponíveis on-line imagens do interior e edificação dos museus, por meio da tecnologia Street View, imagens de peças emblemáticas dos acervos de cada instituição, capturadas em alta definição (ArtCamera), além de conteúdos relacionados – como plantas baixas e dados de identificação (metadados) das obras.

Trabalho em processo

Com as imagens das galerias e edificações dos museus já capturadas, está em andamento a fotografia das obras: cerca de 100 imagens devem ser feitas em cada instituição. Com a inclusão dos metadados, a última fase será a construção das exposições virtuais que alinham as obras em torno de narrativas.

O lançamento dos conteúdos digitais dos museus Ibram na plataforma Google deve ocorrer durante o 7º Fórum Nacional de Museus, na cidade de Porto Alegre (RS), no mês de junho.

O Google Art é um projeto sem fins lucrativos desenvolvido pelo Instituto Cultural da Google. Com instituições parceiras em mais de 60 países e cerca de 45 mil obras on-line, 26 instituições brasileiras já se encontram no projeto – como a Pinacoteca de São Paulo, o Museu do Amanhã (RJ), a Fundação Athos Bulcão (DF) e Inhotim (MG), entre outros.

A proposta é divulgar os acervos culturais, obras de arte e documentos históricos que estão fisicamente em museus e instituições de todo o mundo por meio da rede mundial de computadores, ampliando sua acessibilidade para pessoas no mundo inteiro. Saiba mais.

Texto e Fonte: Instituto Brasileiro de Museus (Ibram)/Ministério da Cultura

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