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Edital Bolsa Funarte de Estímulo à Conservação Fotográfica Solange Zúñiga

A Funarte disponibilizou a portaria que dispõe sobre designar membros da Comissão Técnica Interna de Habilitação do Edital Bolsa Funarte de Estímulo à Conservação Fotográfica Solange Zúniga.

Acesse aqui a Portaria Funarte nº. 209, de 31/07/2019

ERRATA- 19/07/2019

A Funarte publicou no dia 19 de julho de 2019, no Diário Oficial da União, ato de retificação do edital Bolsa Funarte de Estímulo à Conservação Fotográfica Solange Zuñiga, publicado dia 15/07/2019. As alterações citam: o nome do programa, do qual foi retirada a palavra “prêmio”; e a troca de subitens.

Acesse aqui a retificação

Acesse aqui o edital retificado

INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ O DIA 29/08/2019

A Fundação Nacional de Artes – Funarte publicou, no dia 15 de julho de 2019, a primeira edição do Edital Bolsa Funarte de Estímulo à Conservação Fotográfica Solange Zúñiga. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União. As inscrições estão abertas de 16 de julho a 29 de agosto de 2019.

O programa vai contemplar projetos de pesquisa, com textos inéditos no campo da preservação e da conservação da fotografia. A iniciativa é realizada por meio do Centro de Conservação e Preservação Fotográfica (CCPF), integrante do Centro de Artes Visuais da Funarte.

Através do edital, serão concedidas cinco bolsas de R$ 40 mil cada uma. Podem candidatar-se pessoas físicas, residentes em qualquer lugar do Brasil, que atuem nas áreas técnicas relacionadas ao concurso.

Essa ação da Funarte possui como objetivo estimular a produção de conhecimento no campo da conservação e da preservação fotográficas. O processo seletivo inclui três módulos de concorrência. São eles:

1 – Ações e estudos sobre conservação e restauração fotográfica no Brasil – duas bolsas serão concedidas no módulo;
2 – Ações e estudos sobre digitalização e preservação digital de acervos fotográficos no Brasil – duas bolsas; e
3 – Ações e estudos realizados sobre processos fotográficos históricos dos séculos XIX e XX – nesse módulo será concedida uma bolsa

O produto final a ser desenvolvido pelos contemplados deve ser um texto, tendo como padrão os Cadernos Técnicos de Conservação Fotográfica – números 6, 7 e 8, editados pela Funarte, conforme as especificações do edital. Essa coleção, coordenada e desenvolvida pelo CCPF, pode ser baixada neste link:

Legado para a bibliografia e para a formação na área

Por meio desse edital, a Funarte intenciona promover a produção de textos originais, que contribuam para a formação de novos profissionais em conservação e preservação da fotografia; além de estimular a capacitação técnica nos vários setores relacionados à área, por meio do desenvolvimento da bibliografia direcionada a profissionais e estudantes, bem como da divulgação do conhecimento e de experiências ligados a esse campo.

Inscrições

As inscrições estão abertas de 16 de julho a 29 de agosto de 2019 e deverão ser realizadas exclusivamente pelo correio, por meio de formulário de inscrição disponível neste link.

O envelope de envio deve ser preenchido com os seguintes dados:

a) Destinatário:
Edital Bolsa Funarte de Estímulo à Conservação Fotográfica Solange Zúñiga
Centro de Conservação e Preservação Fotográfica da Funarte/CEAV
Centro Empresarial Cidade Nova – Teleporto
Av. Presidente Vargas nº 3.131 – 18º andar, sala 1804 – Cidade Nova
Rio de Janeiro (RJ)
CEP: 20.210-911

b) Remetente
Nome completo do proponente
Endereço completo do proponente

c) ) Título do Projeto (Indicar também: Módulo 1 ou 2 ou 3)

Acesse aqui o edital

Acesse aqui o formulário de inscrição

O CCPF

O Centro de Conservação e Preservação Fotográfica (CCPF) – Funarte é um núcleo de excelência que, há mais de 30 anos, pesquisa, desenvolve e difunde sistemas e métodos que são amplamente utilizados pelas instituições brasileiras detentoras de coleções, além do reconhecimento como centro de referência internacional no campo da preservação e conservação fotográfica.

A homenagem

O Centro de Conservação e Preservação Fotográfica/CEAV – Funarte considera de grande relevância a homenagem a Solange Zuñiga no edital. “Trata-se da profissional responsável pela concepção, desenvolvimento e coordenação geral do Programa Nacional de Preservação e Pesquisa da Fotografia realizado na Funarte, que culminou na criação do CCPF. Além disso, Solange Zuñiga foi uma incentivadora da pesquisa no campo da conservação fotográfica, no qual alcançou grande prestígio, tanto no Brasil como em outros países da América do Sul”, comenta Sandra Baruki, coordenadora do CCPF.

Sobre Solange Zuñiga

Solange Zuñiga era doutora em Ciência da Informação pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) – em convênio com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – com tese sobre políticas de preservação de acervos documentais, e mestre em Biblioteconomia pela Universidade de Columbia – Nova York (EUA), onde cursou mestrado em Administração da Preservação. Foi diretora do antigos departamentos de Artes e de Pesquisa e Documentação da Funarte, onde foi responsável pela concepção, desenvolvimento e coordenação do Programa Nacional de Preservação e Pesquisa da Fotografia a instituição que originou o CCPF. Participou da equipe de historiadores responsável pela concepção, implementação e coordenação do projeto do Centro de Pesquisas Históricas da Fundação Casa de Rui Barbosa. Foi uma das idealizadoras do projeto Publicação e Disseminação de Literatura Técnica em Preservação, do programa Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos (CPBA), com apoio de instituições norte-americanas, como a Comission on Preservation and Access (Comissão de Preservação e Acesso) e a Fundação Andrew W. Mellon e, no Brasil, da Fundação Vitae – Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social.

Mais informações
edital.ccpf@funarte.gov.br

Acesse o edital e os documentos relacionados a ele nesta página, na coluna da direita, Arquivos Relacionados

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Acervo da Casa de Rui Barbosa é cedido para publicações editoriais

A FCRB conta com 130 arquivos privados de escritores. O material, que inclui documentos, fotos e cartas, pode ser utilizado em publicações

(publicado: 14/01/2019 19h41, última modificação: 15/01/2019 10h43)

Escritores, pesquisadores e estudantes contam com um rico e gratuito acervo para fins de reprodução e pesquisa. Tratam-se de documentos raros da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), entidade ligada ao Ministério da Cidadania. O material vem sendo utilizado, por exemplo, em publicações literárias. Na obra Todas as crônicas – Clarice Lispector, organizada por Pedro Karp Vasquez, foram incluídas crônicas cedidas pela fundação. Imagens da autora também ilustram o livro de Teresa Montero, O Rio de Clarice, Passeio afetivo pela cidade. As contribuições da FCRB também estão presentes em “O poeta e outras crônicas de literatura e vida”, com crônicas de Rubem Braga; e em “A invenção de Orfeu”, com poema e fotos do escritor Jorge de Lima.

A Fundação possui 130 arquivos privados de escritores brasileiros, além de uma coleção de documentos avulsos, coletados esparsamente ao longo dos anos. Nesta parte do acervo, encontram-se materiais de escritores como Augusto Meyer, Gonzaga Duque, Lúcio Cardoso, Manuel Bandeira, Machado de Assis, entre outros.

A busca e a escolha dos documentos para consulta podem ser feitas por meio da base de dados da entidade. Quando o pesquisador opta por reproduzir o documento, técnicos da fundação encaminham o contato do detentor dos direitos autorais para a liberação do material.

“Nós temos muito nítida (a ideia) de que é a nossa obrigação disponibilizar, mas como estes autores não estão em domínio público, as famílias são contatadas e nós damos o acesso aos eventuais interessados para que entrem em contato com a família para ver se eles autorizam ou não”, detalha a presidente da fundação, Marta de Senna.

Para o livro O Rio de Clarice, Passeio afetivo pela cidade, por exemplo, a fundação cedeu 12 fotos, digitalizadas após a autorização do detentor dos direitos autorais sobre elas – no caso, o filho da escritora, Paulo Gurgel Valente.

Assim que o detentor do direito autoral libera a reprodução, o pesquisador comunica a Fundação Casa de Rui Barbosa e, então, é autorizado a reproduzir o documento. Um exemplar da obra em que o documento é reproduzido deve ser enviado à FCRB, a partir da assinatura de um termo.

Edições da Casa de Rui

A Fundação Casa de Rui Barbosa também edita livros desde 1942. São mais de 700 títulos, publicados em coedição ou isoladamente. O selo Edições Casa de Rui Barbosa foi criado em 1995. Por não ser uma editora comercial, a fundação prioriza obras relacionadas a um largo espectro de interesses intelectuais.

As obras editadas pela fundação são preferencialmente doadas a interessados ou, eventualmente, vendidas por meio do pagamento de uma Guia de Recolhimento da União (GRU). A maior parte das publicações é composta por pesquisas de servidores da instituição.

A Casa de Rui ainda é depositária de uma série de autores da literatura brasileira e de políticos brasileiros, além do acervo de Rui Barbosa, com mais de 80 mil documentos e o selo da Unesco de Memória do Mundo.

Consultas

Para mais informações e verificações sobre a disponibilidade de obras editadas pela FCRB deve ser feita ao Serviço de Editoração pelo e-mail editora@rb.gov.br.

Já as consultas ao acervo da FCRB podem ser agendadas pelo e-mail consulta.acervo@rb.gov.br, pelo telefone (21) 3289-8665, ou diretamente na sala de consultas da fundação.

O pedido de livros para consulta no mesmo dia deve ser feito até as 16h30. Já outros documentos devem ser solicitados com antecedência mínima de 24 horas, incluindo documentos sonoros, de imagens em movimento, microfilmados e de outros suportes.

Serviço

Fundação Casa de Rui Barbosa
Endereço: Rua São Clemente 134, Botafogo, Rio de Janeiro (RJ)

 

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania

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Obras de Monteiro Lobato entram para domínio público

Saiba o que muda e quais repercussões isso poderá ter na relação dos leitores com as obras do escritor

(publicado: 21/01/2019 17h12, última modificação: 24/01/2019 11h57)

Ele dá nome a ruas, escolas e bibliotecas por todo o Brasil. O Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado em 18 de abril, homenageia a data de nascimento desse escritor, autor de mais de 50 livros que mexeram, como ninguém, com o imaginário de crianças e jovens de todo o Brasil. A personalidade em destaque é Monteiro Lobato, cujas obras ingressaram em domínio público em 1º de janeiro deste ano.

“Quando a obra ingressa no domínio público, qualquer pessoa pode utilizá-la, fazer adaptações, traduzir, veicular, imprimir, ou seja, fazer qualquer tipo de uso econômico sem ter de pedir autorização prévia para o autor ou titular de direitos”, explica a diretora da Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Carolina Panzolini. “Isso, na prática, significa que as obras de Monteiro Lobato agora podem ser livremente exploradas comercialmente”, completa. A legislação brasileira estipula o prazo de 70 anos a partir de 1º de janeiro ao ano subsequente à morte do autor para que as obras dele entrem em domínio público.

Especialista na obra de Monteiro Lobato, a professora de Literatura Brasileira Milena Ribeiro Martins, da Universidade Federal do Paraná, acredita que o ingresso da obra do escritor paulista em domínio público vai aumentar a atenção do público e reaquecer o interesse pela obra de Lobato. “Não só as editoras podem investir comercialmente em livros sem gastar com direitos autorais, mas autores podem investir na recriação de suas obras sem pedir licença para a família a respeito disso”, afirma. “O número de leitores de Lobato tende a aumentar porque, comercialmente, vai haver novas edições, e o número de criações com base na obra de Lobato deve aumentar”, avalia.

Milena defende que, apesar de alguns terem quase 100 anos, os livros de Lobato, em especial os voltados ao público infantil, podem ser muito atraentes para os jovens leitores que vivem cercados de experiências multimídias. “Há um misto de fantasia, de ciência, de imaginação e de criatividade na obra do Lobato, que ainda é atraente para as crianças”, argumenta.

Um dos principais exemplos dessa irreverência é a personagem Emília. A boneca de pano falante está sempre cheia de ideias e, com seu gênio forte, causa uma série de confusões para sua dona, a menina Lúcia, mais conhecida como Narizinho, prima de Pedrinho e neta de Dona Benta, que é dona do Sítio do Picapau Amarelo. Esses personagens, além de renderem dezenas de livros, séries de TV, animações, bonecos e um conjunto de produtos para o público infantil, povoaram o imaginário de várias gerações de crianças brasileiras desde a década de 1930.

Uma das ousadias de Lobato foi, em uma época em que o conservadorismo era grande, dar voz às crianças, que não costumavam ter espaço na maioria das famílias para expor seus pensamentos. “Ele não vai pensar numa criança simplesmente obediente, mas ele vai pensar numa criança reflexiva, criativa, produzindo novos significados para o seu momento histórico. E, nesse sentido, ele muda muito a literatura nacional e discute produção literária estrangeira dentro da sua obra”, destaca a especialista.

Múltiplas facetas

Na vida profissional, Lobato atuou em várias frentes. Formou-se em Direito. Foi promotor público no interior paulista. Escreveu artigos, críticas de arte, fez ilustrações e caricaturas para jornais e revistas. Traduziu e fez adaptações para o português de importantes obras literárias, como Minha vida e minha obra, de Henry Ford, Por quem os sinos dobram, de Ernest Hemingway, Robson Crusoé, de Daniel Defoe, e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, entre outros. Também cuidou de uma propriedade rural, que herdou do avô.

Fundou uma editora, a Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato. Foi adido comercial em Nova York, nos Estados Unidos, e fez prospecção de petróleo por meio da Companhia Petróleos do Brasil. Suas obras foram traduzidas para mais de 10 idiomas e publicadas no exterior.

Conquistou, em 1936, a cadeira 39 da Academia Paulista de Letras, mas não conseguiu uma vaga na Academia Brasileira de Letras.

Casou-se com Maria da Pureza de Castro Natividade, com quem teve quatro filhos: Martha, Edgard, Guilherme e Ruth. Suas principais paixões eram escrever, desenhar e fotografar.

Polêmico

Antonio Gomes da Costa Neto, do Departamento de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Brasília, é especialista na obra de Monteiro Lobato (Foto: Clara Angeleas/Ascom)

Aos olhares dos dias de hoje, muitas das falas de seus personagens podem ser consideradas racistas. No entanto, o racismo, ou melhor, a discriminação por raça e cor só foi tida como crime no Brasil há 30 anos, em 1989, quando entrou em vigor a Lei 7.716.

“Aquela obra foi produzida em tempos pretéritos, quando a filosofia era a admissibilidade do racismo como política pública. Hoje, isso não mais existe. Então, a melhor forma de se lembrar de Lobato é você pegar e contextualizá-lo no período em que ele escreveu”, resume o pesquisador Antonio Gomes da Costa Neto, do Departamento de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Brasília (UnB).

O pesquisador sustenta que esta polêmica deveria servir de debate entre os professores e os alunos em sala de aula. Neste caso, os professores deveriam ter um preparo para falar sobre o assunto. Em paralelo, ele defende que os novos livros de Lobato deveriam conter notas explicativas que contextualizem o período em que vivia Lobato e aproveitem para desconstruir qualquer estímulo ao racismo.

“A minha defesa é que você trabalhe a educação das relações étnico-raciais dentro do livro. Quando você trabalha na desconstrução do racismo, você agrega porque tem que trabalhar a questão de gênero, a questão de diversidade, de reconhecimento de cultura. A política étnico-racial valoriza o quilombola, valoriza a origem africana e é isso que eu quero, que a gente valorize uma cultura de povos formadores da nossa nação”, afirma Costa Neto.

Acervo

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), localizada no Rio de Janeiro, conta em seu arquivo digitalizado com 28 arquivos sobre Lobato, entre eles 26 cartas trocadas com o também escritor Lima Barreto e com o historiador Nelson Werneck Sodré (Foto: Divulgação)

As obras de Lobato estão acessíveis em boa parte das bibliotecas de todo o País. Há, no entanto, alguns itens curiosos relacionados a ele que estão disponíveis em entidades vinculadas ao Ministério da Cidadania.

No Banco de Conteúdos da Cinemateca Brasileira é possível encontrar fotos de filmes feitos com base em seus trabalhos, como O Saci, de Rodolfo Nanni (a primeira adaptação cinematográfica de Monteiro Lobato para o cinema); O Comprador de Fazendas, de Alberto Pieralis (baseada no conto homônimo); e Jeca Tatu, de Milton Amaral, entre outros.

Ainda na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, no Centro de Documentação e Pesquisa, é possível consultar bibliografia sobre o tema e agendar um horário para assistir filmes como Monteiro Lobato, da cineasta Ana Carolina (documentário de 1971); Jeca Tatu, de 1959, de Milton Amaral; e O Comprador de Fazendas, de 1951, de Alberto Pieralisi.

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), localizada no Rio de Janeiro, conta em seu arquivo digitalizadocom 28 arquivos sobre Lobato, entre eles 26 cartas trocadas com o também escritor Lima Barreto e com o historiador Nelson Werneck Sodré.

Já a Fundação Nacional de Artes (Funarte) produziu, em 2012, um programa especial com canções que falam dos personagens de Lobato, com roteiro assinado por Cláudio Felício e apresentação de Paulo César Soares. O Estúdio F é resultado de uma parceria entre a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) com a Funarte, lançado em novembro de 2006.

Familiares de Monteiro Lobato também criaram um portal em que é possível ver detalhes sobre a vida e obra do autor, além de fotos e imagens no endereço: http://www.monteirolobato.com.

No site, inclusive, há uma observação importante com relação às mudanças que o domínio público acarreta para o uso da obra dele. “Somente a obra original – o texto da maneira exata como foi escrito – por Monteiro Lobato pode ser reproduzida e utilizada sem que haja penalizações. As ilustrações não fazem parte da obra, foram criadas por outros artistas como J.U. Campos (Jurandir Ubirajara Campos), Nino, Andre Le Blanc, Belmonte, Jean Gabriel Villin, Voltolino, Kurt Wiese, entre outros e não caíram em domínio público ainda”, resume.

 

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Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania

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Digitalização de 8 mil folhetos de cordel amplia visibilidade do poema popular brasileiro

Fundação Casa de Rui Barbosa, vinculada ao Ministério da Cidadania, disponibiliza uma das maiores coleções sobre a literatura típica do interior nordestino

(publicado: 29/01/2019 17h39, última modificação: 01/02/2019 10h10)

Aqueles pequenos “folhetos” com capas de xilogravura que ficam pendurados em barbantes em feiras no interior do Nordeste estão ganhando o Brasil e o mundo por meio da internet. Os poemas populares da literatura de cordel estão em processo de digitalização pela Fundação Casa de Rui Barbosa, vinculada ao Ministério da Cidadania. Já foram digitalizados e disponibilizados no portal da Casa de Rui 2.100 títulos e esta semana a entidade começou o processo de digitalização de outros seis mil títulos. Dentro de cerca de dez meses, a depender da liberação de direitos autorais, o mundo inteiro terá acesso a cerca de 8.379 títulos da cultural regional brasileira, disponíveis gratuitamente ao público por meio do site da Casa de Rui.

Além dos folhetos, no portal da Casa de Rui há uma série de indicações e referências de artigos, livros, teses e dissertações envolvendo o tema do cordel, que constitui uma coleção ímpar em importância e originalidade de produção cultural brasileira.

“Ter a minha obra no site da Casa de Rui Barbosa é levar a minha arte ao mundo. Tem um significado histórico, é uma consagração”, disse o fundador da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, o cordelista, poeta, contista e ensaísta Gonçalo Ferreira da Silva, de 81 anos. O cearense é autor de cerca de 300 títulos e se iniciou no Cordel em 1978. Há um conjunto de 216 folhetos em versão on-line do seu trabalho no Portal da Fundação Casa de Rui Barbosa.

Preocupado com a manutenção e valorização do cordel, Gonçalo atuou junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia também vinculada ao Ministério da Cidadania, para que o cordel fosse reconhecido como patrimônio brasileiro, o que se concretizou em setembro de 2018, quando o estilo literário recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial brasileiro.

Relatos do cotidiano, mortes de pessoas famosas, lendas e acontecimentos históricos são alguns dos temas desses cordéis. Apesar da liberdade temática, os cordelistas seguem as tradições de métricas em suas criações. Os mais frequentes são a parcela (estrofe de versos de quatro sílabas, mas há ainda uma versão mais recente com cinco sílabas); estrofes de quatro versos de sete sílabas; as sextilhas (constituída de seis linhas ou seis versos de sete sílabas, sendo que as linhas pares rimam entre si); setilhas (estrofes de sete versos de sete sílabas); oitavas (estrofes de oito versos de sete sílabas); décimas (dez versos de sete sílabas), mais usadas por repentistas e martelo agalopado (estrofe dez versos de dez sílabas).

Gonçalo Ferreira da Silva é autor de cerca de 300 títulos de cordel. Foto: TV Brasil

Coleção ímpar

O acervo de cordel da Casa de Rui começou a ser constituído a partir de 1960. Entre as obras, é possível encontrar folhetos raros, incluindo os pioneiros do estilo como Leandro Gomes de Barros e Francisco de Chagas Batista.

“A sistematização desses documentos começou em 1979, quando foram mapeados os folhetos de Cordel da fundação”, conta a bibliotecária da fundação Carolina Sena, cuja dissertação de mestrado foi intitulada “A literatura de cordel na Fundação Casa de Rui Barbosa: organizando uma memória dispersa”. Com a pesquisa, foi possível traçar a trajetória do cordel na instituição.

Entre 2001 e 2004, foi desenvolvido um projeto com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) de pesquisa e digitalização da coleção. O trabalho de digitalização começou com a coleção do pesquisador Sebastião Nunes Batista de folhetos de Leandro Gomes de Barros. O conteúdo depois foi ampliado para outros 20 cordelistas, com o patrocínio da Petrobras.

Serviço

A forma mais fácil de conhecer o conteúdo é clicar na aba “poetas e cantadores”, onde se encontra a lista de 21 poetas divididos em duas gerações. A primeira geração é formada por sete autores que atuaram entre os anos de 1900 a 1930. São eles: Antônio Ferreira da CruzFrancisco das Chagas BatistaJoão Melquíades Ferreira da SilvaSeverino Milanês da SilvaSilvino Pirauá de LimaJosé Camelo de Melo Resende e Leandro Gomes de Barros.

Já a segunda geração é de autores que escrevem a partir de 1930 até os dias atuais, num total de 14, que inclui João Martins de AtaídeManuel Camilo dos SantosJosé PachecoManuel Pereira SobrinhoJoão Ferreira de LimaMinelvino Francisco Silva, José SoaresJosé Costa LeiteJosé João dos Santos (Azulão)Raimundo Santa HelenaRodolfo Coelho CavalcantiManuel d’Almeida FilhoFrancisco Sales Arêda e Gonçalo Ferreira da Silva.

 

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Com informações da Fundação Casa de Rui Barbosa

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BN Digital oferece acesso gratuito a 2,1 milhões de documentos

Mapas, imagens, documentos, fotos, manuscritos, livros, jornais, revistas e arquivos sonoros produzidos desde 1400 podem ser acessados de forma rápida e prática no site da instituição

(publicado: 24/01/2019 15h47, última modificação: 30/01/2019 08h59)

A BN Digital conta com mais de 2 milhões de itens digitalizados, entre mapas, imagens, documentos, fotos, manuscritos, livros, jornais, revistas e arquivos sonoros (Foto: Ronaldo Caldas/Ascom)

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), vinculada ao Ministério da Cidadania, é responsável pela guarda de parte significativa da memória do Brasil. São mapas, imagens, documentos, fotos, manuscritos, livros, jornais, revistas e arquivos sonoros que vão do século XV até os dias atuais. Para democratizar o acesso a toda essa riqueza, a instituição investe na digitalização do acervo. Já são mais de 2 milhões de itens disponíveis on-line no portal BN Digital, com acesso gratuito.

“Tudo que está na biblioteca digital é de livre acesso aos pesquisadores e à população em geral. Não é necessário cadastro. É só entrar lá, fazer a busca e encontrar o que quer”, destaca o coordenador de projetos da BN Digital, Vinicius Martins. A maior parte é composta por periódicos (livros e revistas). Parte deles já está em domínio público, ou seja, para o uso, não é necessário o pagamento de direitos autorais.

Na BN Digital, há coleções completas de revistas que marcaram época, como O Cruzeiro e Manchete, e jornais como o Jornal do Brasil, cuja versão impressa parou de circular em 2010. Nesses casos, as obras foram cedidas por seus titulares e ainda há algum tipo de restrição de uso. O próprio site informa o usuário sobre a questão.

Vinicius Martins explica que as Bibliotecas Nacionais, como é o caso da FBN, têm o papel de “preservar e dar acesso ao patrimônio bibliográfico e à memória nacional”. No entanto, até o início do ano 2000, quem precisasse ou quisesse ter acesso a algum material teria de ir pessoalmente à sede da BN, no centro do Rio de Janeiro. “Em um país de dimensões continentais como o Brasil, isso era um limitador. Com o advento da internet, se viu na Biblioteca a possibilidade de construir uma ferramenta capaz de dar conta desta questão do acesso de forma mais ampla, mais geral”, afirma.

A utilização da BN Digital vem crescendo ano a ano. Em 2018, foram contabilizados 20.483.646 de acessos. Em 2017, foram 20,1 milhões de acessos; em 2016, 15,6 milhões; em 2015, 11.543.019 e, em 2014, 6.039.063. No ano passado, as páginas visualizadas em cada acesso também passaram a ser contabilizadas: foram 53 milhões.

“Acesso praticamente todos os dias”

“Eu uso direto [a BN Digital] há uns três anos. Acesso praticamente todos os dias. Se eu fosse fazer [a pesquisa] no acervo físico, não daria conta, porque eu teria que procurar muito”, conta Luiza (Foto: Acervo pessoal)

Uma das pessoas que contribui para essas estatísticas é a historiadora Luiza Amador, que mora em Belém. Doutoranda da Universidade Federal do Pará, ela precisa pesquisar periódicos antigos para produzir sua tese, na qual retratará a prostituição na capital paraense durante a “Belle Époque”, de 1890 a 1920. “Eu fiz toda a minha pesquisa acessando jornais daqui do Pará. É muito legal porque você joga na busca a palavra ‘prostituição’ e ele varre tudo que tem de prostituição e te dá direto a notícia”, conta a pesquisadora.

A partir dos documentos que conseguiu na BN Digital, Luiza já registrou, no primeiro capítulo de seu trabalho, o trajeto dos promotores das prostitutas que vinham do exterior até o Norte do Brasil. “Eu uso direto [a BN Digital] há uns três anos. Acesso praticamente todos os dias. Se eu fosse fazer no acervo físico, não daria conta, porque eu teria que procurar muito”, avalia. “Era como se fosse procurar uma agulha no palheiro. É muito difícil de fazer essas conexões e, on-line, eu consegui. Joguei o nome do indivíduo e aí foi varrendo. Isso foi muito importante para a minha pesquisa”, ressaltou.

BN Digital por dentro

Profissional da Biblioteca Nacional utiliza equipamento especial para captura de gravura (Foto: FBN)

Inaugurada em 2006, a BN Digital foi ao ar com cerca de 3 mil itens. Hoje, uma equipe de 29 profissionais atua no tratamento, na curadoria e na divulgação do acervo a ser disponibilizado. Cada item leva em média de 15 a 30 dias para sair “da gaveta onde está guardado até estar disponível para o público na internet”.

Cada item é digitalizado com três tipos de qualidade: altíssima (que fica no acervo da BN), média (disponibilizada para publicações impressas) e baixa (apenas para visualização na internet).

Para serem digitalizados, os documentos passam por uma curadoria, que usa como critérios a raridade; o fato de serem peças únicas; se o material está em domínio público; e se os temas estão entre os de maior procura pelo público, como genealogia, futebol e questões do cotidiano.

Ao longo dos anos, parcerias com instituições públicas e privadas, como o Instituto Moreira Salles, a Fundação Casa de Rui Barbosa e o Departamento do Patrimônio Histórico da Marinha, aumentaram e qualificaram o acervo.

Vinicius Martins conta que, com a aproximação dos 200 anos da Independência do Brasil, os técnicos da FBN já estão buscando materiais relacionados ao assunto. “A curadoria é uma construção coletiva. A gente tenta sempre colocar disponível conjuntos integrais porque o documento solto, às vezes, não faz sentido para a pesquisa, e ficamos sensível ao que os usuários querem”, afirma.

 

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania
Com informações da Fundação Biblioteca Nacional

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Bossa nova: um samba de muitas notas e muitos legados

Em homenagem à data de nascimento de Tom Jobim, comemora-se em 25 de janeiro o Dia Nacional da Bossa Nova. Ministério da Cidadania disponibiliza ao público partituras, livros, discos e registros musicais do estilo. Saiba mais!

(publicado: 25/01/2019 10h52, última modificação: 28/01/2019 12h03)

O “maestro soberano” Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, o Tom Jobim, além de ser um dos criadores da bossa nova, é um dos mais maiores compositores da história da música brasileira. A data de nascimento dele, 25 de janeiro, foi escolhida para celebrar o Dia Nacional da Bossa Nova. Como gênero musical, a bossa nova uniu, no final dos anos 50, o samba a outros ritmos, como o jazz, com influências até mesmo a música clássica, e internacionalizou a música brasileira com suas harmonias rebuscadas e refinamentos melódicos.

Considerado um dos marcos iniciais da bossa nova, o LP Canção do Amor Demais, gravado por Elizeth Cardoso com músicas de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, foi lançado em maio de 1958 e também contou com a participação do compositor João Gilberto. Nos anos seguintes, o estilo foi se consolidando e se confundiu com a própria carreira de Tom Jobim, que compôs clássicos como Garota de Ipanema, uma das músicas brasileiras mais conhecidas no exterior, Samba do Avião, Só Danço Samba, Ela é Carioca, Insensatez e O Morro Não Tem Vez, todas com o parceiro Vinícius de Moraes.

Songbooks Funarte

Como um dos gêneros musicais mais procurados por músicos brasileiros e estrangeiros, a bossa nova é destaque do projeto Songbook Online Internacional, lançado no ano passado pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao Ministério da Cidadania. O projeto disponibiliza cerca de 1,2 mil partituras de obras de compositores brasileiros consagrados, em português, inglês, espanhol e francês.

Para o coordenador de Música de Concerto do Centro da Música da Funarte, José Schiller, a bossa nova é um dos movimentos mais importantes da história da música popular brasileira e um gênero musical que até hoje influencia e é cultuado no mundo inteiro. “Os três volumes do Songbook incluíram uma série de compositores de bossa nova, como Tom Jobim, Chico Buarque, Edu Lobo e Francis Hime, entre outros. As partituras presentes no Songbook são aquelas ouvidas, cultuadas, tocadas e muitas vezes procuradas no exterior”, explica.

Somente do maestro Tom Jobim, mais de 60 partituras foram cedidas pelo Instituto que leva seu nome. “A bossa nova é um estilo musical que influenciou o jazz, a música americana e a música de outros países. Criou filhotes como a new bossa, que surgiu na Inglaterra há alguns anos. O catálogo de partituras vem de alguma maneira cobrir uma pequena lacuna dessa demanda”, destacou Schiller.

Também vinculada ao Ministério da Cidadania, a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) tem em seu acervo uma série de arquivos totalmente dedicados à bossa nova, como livros, discos, partituras e registros de música, entre outros. Todos os arquivos estarão disponíveis para a consulta pública ainda neste semestre na sede Escritório Regional Sudeste do Ministério da Cidadania, no Rio de Janeiro (RJ).

Tom Jobim

Ao longo da vida, Tom Jobim registrou aproximadamente 400 canções (Foto: Acervo Funarte)

Nascido no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, em 1927, Tom Jobim foi compositor, cantor, pianista, violonista, maestro e arranjador. Ainda adolescente, teve aulas de piano com o professor alemão radicado no Brasil Hans-Joachim Koellreutter. Na década de 50, tocou em bares e boates em Copacabana até ser contratado como arranjador pela gravadora Continental. Sua primeira composição gravada foi Incerteza, cantada por Mauricy Moura. E seu primeiro sucesso foi a canção Tereza da Praia, gravada por Lúcio Alves e Dick Farney pela Continental, em 1954.

Ao longo de sua carreira, teve parceiros como Vinícius de Moraes e João Gilberto e foi um dos principais atores na construção do movimento da Bossa Nova. Em 1991, passou a integrar o Songwriters’ Hall of Fame in New York (Salão da Fama de Compositores de Nova Iorque), ao lado de grandes compositores norte-americanos, como Cole Porter e os irmãos Ira e George Gershwin. Grande parte de sua inspiração vinha da fauna e da flora brasileiras e das belezas naturais do Rio de Janeiro, que estavam presentes em muitas de suas canções. Ao longo da vida, registrou aproximadamente 400 canções. Morreu em 1994, na cidade de Nova Iorque, aos 67 anos.

 

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