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Prêmio Funarte de Apoio ao Espetáculo Circense 2020

INSCRIÇÕES ABERTAS A PARTIR DO DIA 17 DE AGOSTO, SEGUNDA-FEIRA

A Fundação Nacional de Artes (Funarte) lançou, no dia 14 de agosto de 2020, em de edital válido em todo o Brasil, o Prêmio Funarte de Apoio ao Espetáculo Circense 2020. Por meio do processo seletivo, serão contemplados 40 projetos direcionados à área de circo.

A iniciativa destina-se a apoiar e incentivar a montagem, a renovação e a circulação de espetáculos de circos de lona, fixos ou itinerantes, e de grupos, trupes, companhias e coletivos circenses.

O edital prevê dois módulos de premiação: um deles com dez prêmios de R$ 30 mil e outro com 30 prêmios de R$ 19 mil. O total empregado na ação é de R$ 900 mil, sendo R$ 30 mil para custos administrativos.

Por meio desse processo seletivo a Funarte espera possibilitar o aprimoramento e o desenvolvimento do circo, a partir da ampliação da capacidade de produção e difusão desta linguagem artística. Com isso, a Fundação pretende valorizar e fortalecer a diversidade da cultura brasileira, assim como possibilitar sua democratização e acessibilidade.

Condições gerais de participação

Podem participar somente pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, cujas atividades sejam dirigida à cultura – mas não microempreendedores individuais (MEIs), nem Órgãos públicos ou fundações privadas.

Cada proponente poderá inscrever somente um projeto e em apenas um dos módulos citados acima – com exceção de cooperativas de produtores ou de artistas e de associações “que abriguem diversos grupos ou companhias”. É vedada, ainda, a inscrição de mais de um projeto de um mesmo grupo ou circo, ainda que com proponentes diferentes. Será inabilitado o projeto que estiver fora das condições estabelecidas pelo edital. As condições para a participação estão detalhadas no ítem 4 do edital.

“Os pagamentos feitos a Pessoas Jurídicas não estão isentos de tributação, embora não sofram retenção na fonte”, informa também o documento.

Inscrições

O edital estabelece que as inscrições começam no primeiro dia útil após a data da publicação do edital no Diário Oficial da União – ou seja, no dia 17 de agosto, às 09h01min. As inscrições são realizadas exclusivamente pela internet mediante preenchimento e envio do formulário de inscrição, por meio de link a ser divulgado abaixo, no dia da abertura das inscrições. No formulário há campos específicos, nos quais o interessado deverá preencher ou anexar (na forma de documento) conteúdos descritos no ítem 6 do edital – que fornece outros esclarecimentos.
As inscrições ficarão abertas por um prazo de 45 dias corridos, contados a partir do primeiro dia útil após a da data de publicação da portaria que institui o edital no Diário Oficial da União, até as 17h59min do último dia. Para efeito de inscrições, a Funarte considera o horário de Brasília. Leia mais sobre inscrições no item 6 do edital.

Dinâmica da seleção

A seleção dos projetos ocorrerá em três etapas: Habilitação, Avaliação e Documentação Complementar. A primeira será uma triagem eliminatória, com o objetivo de verificar o correto preenchimento do formulário, anexos obrigatórios, cumprimento das exigências do edital. Jà a fase de Avaliação será classificatória e incluirá todos os projetos habilitados. Será realizada por uma Comissão de Seleção, composta por cinco cidadãos da sociedade civil, especialistas em arte circense, e um coordenador, servidor da Funarte, sem direito a voto. Mais informações sobre essas etapas no item 7 do edital.

Os critérios a serem considerados pela Comissão estão listados no item 7.3.4.

Os interessados em participar do processo seletivo devem ler com muita atenção todo o edital.

Acesse aqui o edital

Acesse aqui o formulário de inscrições online (a partir do dia 17/08, segunda-feira)

Mais informações
Coordenação de Circo – Funarte
circo.funarte@gmail.com

O Prêmio Funarte de Apoio ao Espetáculo Circense 2020 faz parte do Programa Funarte de Toda Gente. Iniciado em 2020, ele reúne diversas ações, em todas as áreas de alcance da Funarte – circo, artes visuais, música, dança, teatro e artes integradas – com um investimento em torno de R$ 20 milhões. Seu foco é unir cada vez mais os artistas e produtores ao público e à instituição, para que ela cumpra sua missão principal: incentivar a cadeia produtiva das artes brasileiras, levando as manifestações artísticas todo o país, desenvolvendo um trabalho na Funarte que possa contemplar todos os cidadãos.

Mais informações sobre outros editais do Funarte de Toda Gente, no Portal da Fundação, na seção Editais: www.funarte.gov.br/editais

Mais informações sobre outras ações do programa, na seção Notícias do portal: www.funarte.gov.br/noticias

Fonte: Funarte

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Museu Solar Monjardim divulga exposição virtual sobre arte sacra

Está aberta e disponível ao acesso público a exposição virtual Reencontro com a fé, do Museu Solar Monjardim/Ibram. A mostra, coordenada pela doutoranda em artes visuais Fuviane Galdino Moreira, traz 39 imagens sacras de diferentes devoções, estilos e períodos e pode ser acessada por meio do site até o dia 12 de agosto.

Um catálogo com mais imagens, ampla contextualização e informações textuais também está disponível, bem como minipalestras em vídeo sobre o tema. Com um total de 360 peças que abrangem um período que vai do século XVII ao XIX, o acervo de arte sacra do museu é um dos mais significativos do Espírito Santo.

Segundo o diretor do museu, Evaldo Portela, a expectativa é a de que, no médio prazo, parte do acervo possa ser aproveitada para além do mundo virtual, após sanada a questão da pandemia do novo Coronavírus e concluídas as obras de engenharia pelas quais o casarão histórico passa atualmente.

“Muitas destas imagens não são vistas pela população capixaba há mais de 50 anos. Nosso desejo é ampliar ao máximo o acesso de todos a estes belos testemunhos materiais da fé, do talento artístico e da habilidade manual de nossos antepassados”, concluiu o diretor.

Mais informações msm@museus.gov.br

1) Santo Antônio
Madeira policromada: 26,6 x 9,8 x 9,5 cm
2) Cristo Crucificado
Madeira policromada: 66,5 x 23 x 7 cm

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Patrimônio Cultural #Emcasa promove live de Fandango Caiçara nesta sexta-feira

Apresentação do grupo Fandanguará, de Fandango Caiçara

Com 22 integrantes, o grupo Fandanguará promove a música, a dança e a produção de instrumentos do Fandango Caiçara

Depois do recolhimento da quaresma, é tradição para os fandangueiros que, no Sábado de Aleluia, grupos realizem bailes de Fandango Caiçara, mas este ano a quarentena do novo coronavírus impediu a realização presencial das festas. Assim, três integrantes do grupo Fandanguará, do município de Guaraqueçaba (PR), convocaram os dançantes de dentro de suas próprias casas, promovendo o baile por meio de uma live nas redes sociais. É essa experiência que o grupo apresentará nesta sexta-feira, 24 de abril, durante a ação Patrimônio Cultural #Emcasa, um bate-papo musical por meio das redes sociais, realizado em parceria entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e detentores da cultura popular do Brasil.

O grupo foi criado em 2004, com o objetivo de reunir jovens em torno da música e da dança do Fandango Caiçara. Desde então, o Fandanguará participa de festas, festivais, palestras e oficinas no município de Guaraqueçaba, mas também em todo o território caiçara, nos estados de São Paulo e Paraná, chegando até Paraty (RJ). Visibilizando a ancestralidade caiçara, os 22 integrantes do coletivo passaram a conhecer as técnicas de luteria e já produzem eles mesmos as primeiras rabecas e machetes, seguindo o exemplo de mestres e mestras da região.

“Eu sou caiçara, nascido em Paranaguá (PR), mas moro em Guaraqueçaba. Aos 13 anos, comecei a participar de grupos de cultura popular, como o de teatro de bonecos. Aí conheci o Fandango. E, assim, descobri que minha família tinha uma história no Fandango”, conta Lenadro Dieguez, 34 anos, integrante do grupo Fandanguará. “O Fandango já foi proibido. Também tiveram leis de proteção ambiental que generalizavam a abordagem, proibindo que os mestres cortassem árvores para a fabricação de instrumentos. E muita gente deixou de fazer”, explica Leandro. À medida que adentrou a cultura caiçara, descobriu que seus avós tinham importante participação no Fandango.

E a ancestralidade foi seguida pelos jovens fandangueiros. Tradicionalmente, durante a quaresma, não se toca o Fandango. As cordas de violas e rabecas são afrouxadas e até mesmo retiradas dos instrumentos, que são postos de boca para a parede. “O fandango fica impossibilitado durante a quaresma. Não tocam, nem dançam, somente constroem”, conta Dieguiz. Apenas no Sábado de Aleluia é que os grupos tornam a afinar as cordas para conduzir os bailes. Este ano, porém, o fim da quaresma se deparou com a quarentena do coronavírus. E a solução foi a live de integrantes do grupo Fandanguará nas redes sociais.

A experiência do grupo será relatada na quarta edição da ação Patrimônio Cultural #Emcasa, que tem como objetivo visibilizar práticas e saberes de detentores e, ainda, servir de alerta quanto à importância do isolamento social durante a situação de emergência em saúde pública. A ação se situa ao lado de outras iniciativas semelhantes: um bate-papo musical, viabilizados em lives de redes sociais, com transmissões realizadas dentro cada de cada mestre ou mestra. Os convidados das edições anteriores foram o mestre Hailton Crimbó e o cantor Tiãozinho da Mocidade, detentores do Carimbó e das Matrizes do Samba do Rio de Janeiro, respectivamente. O último bate-papo teve a presença de Dona Dalva, sambadeira do Samba de Roda do Recôncavo Baiano.

A proposta é que toda semana um pouco da história de um bem cultural seja contada por um detentor que, a cada narrativa, vai cantar ou tocar a música que é característica daquela manifestação. Esse conteúdo é compartilhado nos canais do iphan – e as lives poderão ser acessadas em celulares, tablets e computadores. De casa, os mestres participantes ainda enviam uma importante mensagem a outros mestres: cumprir o isolamento social, uma vez que boa parte dos detentores faz parte dos grupos de risco para o novo coronavírus.

Fandango Caiçara

Registrado como Patrimônio Cultural do Brasil em 2012, o Fandango Caiçara é uma manifestação musical, coreográfica, poética e festiva, que ocorre na faixa litorânea que vai do sul do estado de São Paulo ao norte do Paraná. O universo do Fandango Caiçara é composto por um amplo leque de significados, indo desde práticas de trabalho, divertimento, religiosidade, música e dança a prestígios, rivalidades, saberes e fazeres. Com diferenças que se definem pelos instrumentos utilizados, pela estrutura musical, versos e toques, o Fandango Caiçara se classifica em batido e bailado (ou valsado).

Serviço
Patrimônio Cultural #Emcasa
Data: 24 de abril de 2020, às 18h
Local: na sua casa
Para assistir, basta acessar as redes sociais do Iphan:
www.facebook.com/IphanGovBr
www.twitter.com/IphanGovBr
www.instagram.com/iphan.gov.br

Mais informações para imprensa
Assessoria de Comunicação Iphan
comunicacao@iphan.gov.br
Moisés Sarraf – moises.sarraf@iphan.gov.br
(61) 2024-5526 / (91) 98165-4577

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Mestra Dona Dalva é a convidada do Patrimônio Cultural #EmCasa desta sexta-feira, dia 17 de abril

“O samba é a vida, é a alma, é a alegria da gente”, define a cantora e sambadeira Dalva Damiana de Freitas, 92 anos, que será a terceira convidada da ação Patrimônio Cultural #Emcasa, a ocorrer nesta sexta-feira, 17 de abril.  A declaração se refere ao Samba de Roda do Recôncavo Baiano (link), bem registrado como Patrimônio Cultural do Brasil, ao qual a sambadeira dedicou boa parte de sua vida. Realizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em parceria com mestres e mestras da cultura popular, a ação promove, durante a pandemia de coronavírus, um bate papo-musical por meio das redes sociais.

Dalva Damiana de Freitas, conhecida como Dona Dalva, nascida em 1927, é uma respeitada mestra do Samba de Roda em Cachoeira (BA). A sambadeira trabalhou na antiga fábrica de charutos Suerdieck, onde se juntou a suas companheiras de trabalho para fundar um grupo de samba. A fábrica já não mais existe, mas o grupo Samba da Suerdieck é tradicional na região do Recôncavo Baiano. Além disso, Dona Dalva é integrante da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, importante instituição da cultura afro-brasileira.

“(…) Lhe digo, eu estou com as pernas travadas de reumatismo, a pressão circulando, a coluna também, mas quando toca o pinicar do samba eu acho que eu fico boa, eu sambo, pareço uma menina de 15 anos”, disse Dona Dalva, quando do processo de registro do Samba de Roda, como Patrimônio Cultural do Brasil em 2006.

Em sua terceira edição, a ação Patrimônio Cultural #EmCasa visa a dar visibilidade a práticas e saberes de detentores e, além disso, alertar sobre a necessidade de isolamento social da população durante a situação de emergência em saúde pública. Assim como iniciativas semelhantes, o bate-papo musical é realizado por meio de lives nas redes sociais. As transmissões ao vivo são feitas dentro da casa de cada mestre ou mestra. Nas edições anteriores, foram promovidas lives com mestre Hailton Carimbó e o cantor Tiãozinho da Mocidade, ambos detentores do Carimbó e das Matrizes do Samba do Rio de Janeiro, respectivamente.   

A cada semana, um detentor faz circular por todo o Brasil suas histórias, um pouco do significado de cada bem e, por fim, a música que toca sua vida. Nesta edição, o público terá acesso às violas, pandeiros e à dança miúda do Samba de Roda, ritmo e cultura do Recôncavo Baiano que influenciou variados estilos musicais por todo o país. Essas narrativas são compartilhadas nos canais do Iphan – podendo ser acessadas em computadores, celulares e tablets. E mais: de mestre pra mestre, o bate-papo ainda relembra a importância do isolamento social, uma vez que boa parte deles faz parte de grupos de risco para o coronavírus.

E, enquanto dura a quarentena, vale ressaltar: é preciso evitar visitas a pessoas que compõem grupos de risco, como idosos e pessoas com doenças crônicas (diabetes e hipertensão, por exemplo). Contatos mais próximos, beijos e abraços, apenas ao fim da pandemia. Também é importante estimular a aquisição de produtos dos mestres, como CDs, livros e artesanato, já que eles estão impedidos de comercializar e realizar shows. Comprar esses produtos, nesse momento, é mais uma forma de proteger a saúde dos detentores e estimular a reprodução da cultura popular brasileira.

Samba de Roda

O estado da Bahia e, mais precisamente, o território que fica no entorno da Baía de Todos os Santos, é a terra do Samba de Roda do Recôncavo Baiano. Expressão musical, poética, festiva e coreográfica, o samba é uma das mais relevantes manifestações da cultura brasileira, exercendo influência sobre o samba carioca. Em 2004, o Samba de Roda foi inscrito no Livro de Registro das Formas de Expressão, tornando-se Patrimônio Cultural do Brasil. No ano seguinte, foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Os primeiros registros do Samba de Roda datam dos anos de 1860. Hoje, congrega matrizes culturais transmitidas por africanos escravizados e seus descendentes – o que inclui o culto a caboclos e orixás, a capoeira e as chamadas comidas de azeite. Essa herança se transformou junto a traços culturais portugueses, como a música tocada em viola e pandeiros. O Samba de Roda, então, se associou ao calendário festivo como as festas da Boa Morte, em Cachoeira, e aos sambas ao final de rituais para caboclos em terreiros de candomblé. Além disso, o Samba de Roda pode ser realizado em qualquer ocasião como diversão e pelo prazer.

Serviço
Patrimônio Cultural #Emcasa
Data: 17 de abril de 2020, às 18h
Local: na sua casa
Para assistir, basta acessar as redes sociais do Iphan:
www.facebook.com/IphanGovBr
www.twitter.com/IphanGovBr
www.instagram.com/iphan.gov.br


Mais informações para imprensa
Assessoria de Comunicação Iphan
comunicacao@iphan.gov.br
Moisés Sarraf – moises.sarraf@iphan.gov.br
(61) 2024-5526 / (91) 98165-4577

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Samba carioca é tema do Patrimônio Cultural #Emcasa nesta quinta-feira, 09 de abril

Da Vila Vintém, na zona oeste do Rio de Janeiro (RJ), o sambista Tiãozinho da Mocidade, 71, vai reunir as referências de sua infância no bate-papo musical desta quinta-feira, dia 09 de abril, na segunda edição da ação Patrimônio Cultural #Emcasa. Realizada a partir da parceria entre Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e mestres e mestras da cultura popular, a ação visa a promover, durante a epidemia de coronavírus, bens registrados como Patrimônio Cultural do Brasil. Nesta edição, o bem homenageado são as Matrizes do Samba do Rio de Janeiro: partido alto, samba-enredo e samba de terreiro.

“A minha vida começa na Vila Vintém. Uma vila que se forma com gente de muitas origens: sulistas, nortistas, italianos e até árabes. Então, tinha Folia de Reis, Jongo e outras manifestações”, reconta Tioãozinho da Mocidade, que, além de cantor e compositor, é conselheiro do Museu do Samba e Conselheiro da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, agremiação em que ganhou destaque. “E o moleque absorve isso tudo. Aí aconteceu a Mocidade na minha vida. E o samba já foi algo mais natural”, explica Tiãozinho, que é considerado a voz da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Diante da situação de emergência pública por conta da pandemia do novo coronavírus, o bate-papo musical busca dar visibilidade a práticas e saberes de detentores e, ainda, ressaltar a necessidade do isolamento social da população e, também, dos mestres e mestras. Com a recomendação de ficar em casa, a ação vai conectar detentores e público. Tal como outras iniciativas que vêm sendo realizadas, o bate-papo musical será promovido por meio de lives nas redes sociais (transmissões ao vivo feitas dentro de casa).

Toda semana, a casa de um mestre da cultura popular vai irradiar sua história pessoal, sua relação com o bem e, claro, a música que marca sua vivência – e, nessa edição, o samba carioca que se tornou parte da identidade brasileira. O conteúdo será compartilhado nos canais do Iphan, sendo acessado em celulares, tablets e computadores. A ação também é mais um alerta para as medidas de contenção do coronavírus, especialmente em circuitos de mestres e mestras, já que muitos deles compõem os grupos de risco para a doença.

Vale lembrar: durante a quarentena, é importante evitar visitas a pessoas desses grupos, como idosos e pessoas com doenças crônicas (hipertensão e diabetes, por exemplo). Beijos e abraços ficam para depois da pandemia. Como artistas e fazedores de cultura estão impedidos de realizar shows ou apresentações, estimular a aquisição de produtos desses mestres, como CDs, livros e artesanato, é um reforço à saúde de detentores e à reprodução de nossa cultura. Mais uma coisa: sempre que possível, lavar as mãos com água, sabão e álcool em gel.

As Matrizes do samba

Reinterpretando influências rítmicas, poéticas e musicais do jongo, do samba de roda baiano, do maxixe e da marcha carnavalesca, emerge o samba do Rio de Janeiro a partir de três formas: o partido alto, o samba-enredo e o samba de terreiro. Assim, em 2007, as Matrizes do Samba do Rio de Janeiro foram inscritas no Livro de Registo das Formas de Expressão, sendo reconhecidas como Patrimônio Cultural do Brasil.

Conforme dossiê de registro do bem, o partido-alto é o samba vinculado ao cotidiano, a partir da criação coletiva e cuja estrutura é marcada pela improvisação. Já o samba-enredo é o ritmo inventado nas rodas do bairro do Estácio de Sá e, gradativamente, apropriado pelas escolas de samba para animar desfiles de Carnaval. E o samba de terreiro, por fim, é expressão da quadra da escola, do quintal, do subúrbio e da roda de samba do botequim.

Serviço
Patrimônio Cultural #Emcasa
Data: 09 de abril de 2020, às 18h
Local: na sua casa
Para assistir, basta acessar as redes sociais do Iphan:
www.facebook.com/IphanGovBr
www.twitter.com/IphanGovBr
www.instagram.com/iphan.gov.br

Mais informações para imprensa
Assessoria de Comunicação Iphan
comunicacao@iphan.gov.br
Moisés Sarraf – moises.sarraf@iphan.gov.br
(61) 2024-5526 / (91) 98165-4577

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Museu Regional de São João del-Rei inaugura exposição virtual
O Museu Regional de São João del-Rei (MRSJDR)/Ibram, a partir do próximo domingo (05), inaugura a exposição virtual Oratórios: a religiosidade no cotidiano. A mostra conta com 12 obras manufaturadas entre os séculos XVIII e XIX.

Pertencentes ao acervo da instituição, os oratórios são divididos de acordo com seus atributos e usos por parte dos devotos. A exposição destaca três classificações – lapinha, itinerante e ermida – com peças de características barrocas e rococó.

O projeto de uma exposição virtual busca aproximar o público do museu durante o período de isolamento por conta da pandemia do coronavírus (Covid-19). Como explica a diretora da instituição, Eliane Zanatta, “a exposição virtual foi pensada como estratégia de comunicação do museu para possibilitar uma aproximação entre a sociedade e seu patrimônio, visando um encontro mais efetivo e marcante, especialmente se consideramos que o museu está fechado para as obras de manutenção há mais de um ano e que estamos vivendo tempos difíceis com a crise do Covid-19 que assola o país.”

Eliane também acredita que esse tipo de iniciativa é uma forma de valorizar as peças que compõem o acervo do Museu Regional. “Estamos ampliando nossas ações, dinamizando o nosso acervo, colocando-o em ativação, para apresentação e pesquisa, sem refletir a realidade física das nossas exposições.”

A exposição virtual pode ser acessada até o dia 05 de julho por meio do site museuregionaldesaojoaodelrei.museus.gov.br.

O Museu

O Museu Regional de São João del-Rei foi aberto ao público no ano de 1963. A instituição está instalada em um casarão construído no século 19. O imóvel pertenceu ao comendador João Antônio da Silva Mourão, importante comerciante da cidade. Após alguns anos de um intenso jogo de interesse para definir o destino do casarão, o prédio foi tombado pelo IPHAN em 1946. Nos anos seguintes, o local passou por reformas e também nesse período o acervo foi montado com peças que remetiam ao cotidiano mineiro dos séculos 18, 19 e 20.

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