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Museu da Abolição promove bloco Grito dos Abolidos

Ação levará às ruas do Recife temáticas como empoderamento negro, fortalecimento da memória afro e valorização da diversidade

(publicado: 27/02/2019 15h52, última modificação: 27/02/2019 15h52)

O bloco “O Grito dos Abolidos” vai desfilar nesta sexta-feira (1/3), a partir das 15h, com concentração na Praça João Alfredo (Foto: Ibram)

Muitas vezes definido como “candomblé de rua”, o afoxé é uma manifestação de música e dança que leva para fora dos limites dos terreiros brasileiros uma amostra da riqueza sensorial, simbólica e estética que caracteriza a espiritualidade de matriz africana.

Às vésperas do carnaval deste ano, uma iniciativa do Museu da Abolição, situado em Recife (PE) e vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), utilizará o afoxé como plataforma para levar às ruas da capital pernambucana temáticas como empoderamento negro, afirmação política desta população, fortalecimento da memória afro e valorização da diversidade.

A ação ocorre nesta sexta-feira (1º), a partir das 15h, com o desfile do bloco “O Grito dos Abolidos”. O bloco terá concentração na praça João Alfredo, no bairro de Madalena, saindo em cortejo até o jardim interno do MAB, na mesma região. O desfile será animado pela apresentação do Afoxé Omim Sabá, do bairro do Cordeiro.

O desfile, que ocorre em meio à abertura de um dos carnavais mais tradicionais do Brasil, também pretende contribuir para que problemas como assédio, violência, racismo e intolerância não manchem a celebração da maior festa popular brasileira em Pernambuco. A atividade é gratuita e aberta à participação de qualquer pessoa, de todas as faixas etárias. O Museu da Abolição fica na Rua Benfica, 1150 – Madalena, em Recife (PE).

 

Assessoria de Comunicação
Instituto Brasileiro de Museus (Ibram)
Ministério da Cidadania

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Prêmio Rodrigo: abertas inscrições para ações que valorizam o Patrimônio

Serão selecionados oito ações no campo do Patrimônio Cultural do Brasil. Cada premiado receberá o valor de R$ 30 mil

Os projetos que atuam na preservação e promoção do Patrimônio Cultural Brasileiro já podem participar do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade deste ano. Reconhecido mundialmente pela sua diversidade cultural, o Brasil é um país que condensa em sua identidade a influência de vários grupos que colaboraram para a formação da sociedade brasileira. Há 32 anos, o Prêmio Rodrigo, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituição vinculada ao Ministério da Cidadania, estimula e valoriza aqueles que atuam em favor da preservação dos bens culturais do país.

No edital deste ano, serão selecionados oito ações no campo do Patrimônio Cultural do Brasil. Cada premiado receberá o valor de R$ 30 mil. Os projetos inscritos deverão ser entregues nas superintendências do Iphan nos estados até o dia 17 de maio. As ações serão pré-selecionadas pelas comissões estaduais, compostas por representantes das diferentes áreas culturais de cada estado, presidida pelo superintendente. Os projetos vencedores na etapa estadual serão analisados pela Comissão Nacional de Avaliação, formada pela presidente do Iphan e por 19 jurados que atuam nas áreas de preservação ou salvaguarda do Patrimônio Cultural. O resultado final do concurso deverá ser divulgado até o dia 20 de agosto de 2019 no site do Iphan.

Patrimônio Cultural do Sul

Em 2019, o Iphan está promovendo o Patrimônio Cultural do Sul do país. Desde sua criação, o Prêmio Rodrigo vem se aperfeiçoando e estabelecendo novas propostas que refletem a evolução das políticas de valorização e proteção dos bens culturais. Desde 2016, a cerimônia de premiação tem sido realizada em diferentes estados, visando estimular a participação comunitária na celebração das conquistas de parceiros que se dedicam à proteção, promoção e valorização do Patrimônio Cultural Brasileiro. Por isso, em consonância com a proposta do Iphan, a celebração da 32ª edição do Prêmio Rodrigo será em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

Nesta edição, o Prêmio Rodrigo traz duas grandes categorias, subdivididas em quatro seguimentos:

Categoria 1 – Iniciativas de excelência no campo do Patrimônio Cultural Material: referem-se às ações nas áreas de preservação de bens de natureza material, como paisagens culturais, cidades históricas, sítios arqueológicos, edificações e monumentos; e ainda as coleções arqueológicas, acervos museológicos, documentais, bibliográficos, arquivísticos, videográficos, fotográficos e cinematográficos, assim como ações relacionadas de comunicação, difusão e educação, e devem ser apresentadas por pessoas físicas ou jurídicas que sejam responsáveis por sua concepção, autoria ou responsabilidade técnica.

Categoria 2 – Iniciativas de excelência no campo do Patrimônio Cultural Imaterial: referem-se às ações nas áreas de salvaguarda de práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; ritos e festas que marcam a vivência coletiva do trabalho, da religiosidade e do entretenimento; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares que abrigam práticas culturais coletivas. Ainda, coleções e acervos associados a estas manifestações culturais, assim como ações de comunicação, difusão e educação relacionadas, e devem ser apresentadas por pessoas físicas ou jurídicas que sejam responsáveis por sua concepção, autoria ou responsabilidade técnica.

Segmento I – Entidades governamentais da administração direta e indireta (autarquias; empresas públicas; sociedades de economia mista; e fundações públicas) dos níveis federal, estadual ou municipal;

Segmento II – Empresas e fundações privadas, não contempladas no segmento III;

Segmento III – Instituições sem fins lucrativos da sociedade civil organizada;

Segmento IV – Pessoas físicas individuais e representantes de grupos ou coletivos não constituído em pessoa jurídica.

Serão selecionadas, ao todo, oito ações, sendo uma de cada segmento, por categoria.

A Comissão Nacional de Avaliação

Presidida pela presidente do Iphan, Kátia Bogéa, a Comissão Nacional de Avaliação desempenha um papel de extrema relevância para a promoção dos bens culturais do Brasil. É formada por profissionais do campo do patrimônio material, do patrimônio imaterial, por representantes de instituições públicas e da sociedade civil, experientes, qualificados e envolvidos em caráter permanente com a produção e proteção do Patrimônio Cultural Brasileiro.

Assessoria de Comunicação
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ministério da Cidadania

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Saiu resultado final da premiação: MinC investirá R$ 10 milhões em 500 iniciativas culturais populares

22.10.2018 – 12:12

O Ministério da Cultura (MinC) divulgou nesta segunda-feira (22), no Diário Oficial da União, o resultado final do Prêmio Culturas Populares 2018 – edição Selma do Coco. Foram 500 iniciativas culturais populares vencedoras, em todos os estados brasileiros, além do Distrito Federal. Nesta edição, o valor da premiação passou de R$ 10 mil para R$ 20 mil. O valor global – R$ 10 milhões – é o maior volume de recursos já concedido em seis edições da premiação. A edição atual ainda incluiu a inscrição de novos arranjos da cultura popular, como a aparelhagem e a guitarrada. Também foram permitidas a participação de indígenas, ciganos, capoeiristas e ações de hip hop.

Serão agraciados 200 prêmios para iniciativas de mestres e mestras (pessoa física); 192 para iniciativas de grupos sem Cnpj; 77 para pessoas jurídicas sem fins lucrativos; 11 para pessoas jurídicas com ações comprovadas em acessibilidade cultural; e 20 para herdeiros de mestres e mestras já falecidos (in memoriam), totalizando 500 prêmios.

“O formato deste edital permitiu uma isonomia regional, onde todas as regiões foram representadas e reconhecidas. Além disso, não só as culturas populares tradicionais foram reconhecidas, como também as manifestações dos novos arranjos, das inovações culturais”, avalia a secretária de Diversidade Cultural do MinC, Magali Moura.

Nas categorias de mestre, grupos sem Cnpj e entidades e mestres in memoriam, os prêmios ficaram distribuídos da seguinte forma: Nordeste (124), Sudeste (121), Norte (98), sul (96) e Centro-Oeste (50). Quanto aos 11 premiados com ações comprovadas em acessibilidade cultural, cinco são do Nordeste, três do Sul, dois do Sudeste e um do Centro-Oeste.

Ao todo, foram 2.227 inscrições para a edição Selma do Coco, sendo 1.482 habilitadas: 784 de mestres, 367 de grupos e comunidades, 296 de instituições privadas sem fins lucrativos e 35 de herdeiros de mestres já falecidos (in memoriam). Os estados com mais inscritos foram Paraíba (254), Minas Gerais (238), Bahia (228), Pernambuco (221) e São Paulo (194).

Os selecionados têm 15 dias para atualizar os dados bancários informados ao MinC no momento de inscrição, caso tenham mudado. Em caso de dúvidas, basta enviar um e-mail para editais.sdc@cultura.gov.br.

 

Premiação

O objetivo da iniciativa é fortalecer as expressões culturais populares brasileiras, retomando práticas populares em processo de esquecimento e que difundam as expressões populares para além dos limites de suas comunidades de origem. Exemplos dessas iniciativas são o cordel, a quadrilha, o maracatu, o jongo, o cortejo de afoxé, o bumba-meu-boi e o boi de mamão, entre outros.

As iniciativas foram analisadas por uma Comissão de Seleção que avaliou critérios como contribuição sociocultural que o projeto proporciona às comunidades; melhoria da qualidade de vida das comunidades a partir de suas práticas culturais; e impacto social e contribuição da atuação para a preservação da memória e para a manutenção das atividades dos grupos, entre outros.

Neste ano, a premiação homenageia a cantora pernambucana Selma do Coco (1929-2015). Nascida na cidade de Vitória de Santo Antão, Selma deixou como principal legado a sua contribuição para a consolidação do coco, ritmo típico do Nordeste brasileiro, como referência nacional. A artista gravou três álbuns e participou de festivais internacionais nos Estados Unidos e na Europa, além de ter ganhado o antigo Prêmio Sharp, hoje Prêmio da Música Brasileira.

 

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 Confira o resultado final da premiação

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Grupo de Trabalho sobre Diversidade de Gênero e Étnico-racial no Audiovisual se reúne na Ancine

10.10.2018 – 15:30

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) sediou, nesta terça (9), a segunda reunião do Grupo de Trabalho (GT) sobre Diversidade de Gênero e Étnico-racial no Audiovisual. 

De acordo com a resolução do Conselho Superior de Cinema, de 4 de fevereiro de 2018, o GT foi criado para a formulação de uma política consistente de promoção da igualdade de gênero e raça no setor audiovisual, visando estimular a formação de novos cineastas, contribuir para o fortalecimento da cadeia produtiva do cinema e do audiovisual, bem como estimular a diversidade de gênero e étnico-racial na produção audiovisual, com a consequente contribuição para o aumento do protagonismo e visibilidade da diversidade cultural.

O encontro foi aberto pelo Secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Frederico Maia Mascarenhas. “A partir das propostas apresentadas aqui, vamos encaminhá-las para o Conselho Superior do Cinema para que os membros possam então chancelar e avaliar as medidas para a construção de uma política pública consistente”, disse ele.

Estavam presentes à reunião, a diretora da Ancine, Debora Ivanov; Lorrayne Cabral de Mello, assessora da diretora Mariana Ribas; o cineasta e pesquisador Joel Zito Araújo; Viviane Ferreira, representante da Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro (Apan); e os servidores da Ancine, Gledson Mercês, Ana Julia Cury e Fabiana Trindade, representantes da Comissão de Gênero, Raça e Diversidade da Agência.

A diretora Debora Ivanov explicou aos presentes que a Ancine, desde 2014, vem implementando ações afirmativas no âmbito da Agência: “Em 2017, foi incluído no mapa estratégico da Ancine a diversidade como valor e objetivo. Além disso, o FSA conta com paridade de gênero e a inclusão de representantes negros em suas comissões de seleção”.

De acordo com dados do “Informe Diversidade de Gênero e Raça nos Lançamentos Brasileiros de 2016”, apresentados pela Comissão de Gênero, Raça e Diversidade da Ancine, 97,2% dos 142 filmes lançados no ano foram dirigidos por pessoas brancas. As mulheres comandaram 19,7% dos filmes e os homens negros, apenas 2,1%. Nenhum filme em 2016 foi dirigido ou roteirizado por uma mulher negra.

“Temos um arcabouço legal que deve ser respeitado. De acordo a Constituição Federal, as ações do poder público voltadas ao desenvolvimento cultural do País deverão observar a “valorização da diversidade étnica e regional. E a MP 2228-1, que criou o próprio Conselho e a Ancine, estabelece como um dos objetivos da Agência o estímulo à diversificação da produção cinematográfica nacional”, explicou Gledson.

Para Ana Júlia, as experiências internacionais podem servir de parâmetro para o Brasil criar sua própria política pública. “A questão da diversidade étnica e de gênero é pauta em muitos países. Para citar alguns exemplos, o Reino Unido, através do British Film Institute (BFI) criou o fundo da diversidade, disponibilizando recursos no montante de um milhão de libras. Já o Canadá, através do Telefilm Canada, desenvolveu o projeto “Talent to Watch”, cujo objetivo é estimular uma nova geração de criadoras mulheres e de indígenas”, explicou ela.

Por fim, a Comissão propôs objetivos para diminuir a desigualdade de gênero e raça no acesso aos recursos de financiamento de obras brasileiras. “É importante que o Conselho Superior do Cinema já encaminhe diretrizes para o Comitê Gestor do FSA, para que sejam aplicadas quando forem pensadas as linhas de investimento”, explicou Fabiana Trindade.  Um dos objetivos é que haja uma diretriz que defina um percentual anual de recursos a serem destinados a ações afirmativas.

Para Joel Zito, cineasta, pesquisador, escritor e roteirista, o segmento audiovisual é aquele na sociedade brasileira em que o racismo estrutural do país trouxe os resultados mais dramáticos: “Todas pesquisas existentes demonstram que a telenovela, assim como o cinema brasileiro, sempre negou uma representação da diversidade racial brasileira, um país de minoria branca com uma população afrodescendente constituída de pretos e pardos, que corresponde a 54,9% da população”.

“Uma política pública do audiovisual inclusiva impacta também o mercado privado e possibilita o surgimento de talentos”, concluiu Joel Zito.

Representando os profissionais do audiovisual negro, a cineasta Viviane Ferreira, acrescentou que as ações afirmativas não podem se restringir à reserva de cotas. “Há muitas outras medidas, como fundo de estímulo, bolsas de estudos, empréstimos, referência em contratos públicos e indutores”, disse ela.

Por fim, Viviane anunciou que já há um projeto de lei (nº 10.516/2018) em tramitação na Câmara dos Deputados, que dispõe sobre políticas de ação afirmativa para o setor audiovisual, determinando reserva de vagas para negros, indígenas e mulheres em processos seletivos financiados com recursos públicos federais.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Ancine divulga projetos contemplados no Concurso Produção para Cinema

10.10.2018 – 12:30

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) divulgou, nesta quarta (10), o resultado final da Chamada Concurso Produção para Cinema 2018, o primeiro da agência com cotas de gênero e raça. O valor total investido pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) é de R$ 100 milhões, sendo R$ 60 milhões na Modalidade A, voltada a projetos de longa-metragem de ficção, documentário e animação, sem distinção de objetivos comerciais ou artísticos; e R$ 40 milhões na Modalidade B, com ênfase em projetos de perfil autoral e propósitos artísticos. Na Modalidade A, foram contemplados 22 projetos e na Modalidade B, 20 projetos.

O edital de concurso foi o primeiro da Ancine com cotas de gênero e raça. Na modalidade B, de viés artístico, os projetos com direção de mulheres e negros surpreenderam e ficaram bem acima da cotas estabelecidas. No caso das cotas de no mínimo 35% dos recursos para projetos dirigidos por mulheres cisgênero ou transexuais/travestis, foram contemplados oito do total de 20 projetos. Este número representa, em termos de orçamento, um percentual de 44,5% do orçamento total, quase 10 pontos percentuais acima da cota mínima. Bom desempenho tiveram também os diretores negros. Do mínimo de 10% dos recursos disponíveis para diretores negros (pretos e pardos) ou indígenas, foram contemplados cinco dos 20 projetos totais, um percentual de 26,4% do orçamento geral, mais que o dobro da cota prevista.

Na modalidade A, houve demanda para o cumprimento de cotas para mulheres diretoras, cujos nove projetos representaram exatamente 35% do orçamento total, mas não houve demanda de projetos suficientes para o cumprimento das cotas de diretores negros, restrita a um filme, equivalente a 2,5% do orçamento geral.

Nas duas modalidades foram aplicados também indutores regionais: o edital determina que no mínimo 30% dos recursos disponíveis sejam alocados em projetos de produtoras independentes sediadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste (CONNE); e que no mínimo 10% dos recursos sejam alocados em projetos da região Sul e dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo (FAMES). Na Modalidade B, tanto CONNE quanto FAMES bateram suas cotas: 33% e 24,4%, respectivamente. Na modalidade A, apenas os estados do FAMES bateram a cota, com uma demanda de 20,3% dos recursos (dois projetos). Não houve demanda de projetos suficiente para o cumprimento da cota dos estados do CONNE. Os projetos contemplados atingiram 25% dos recursos orçamentários totais.

 

Desconcentração dos recursos

O caráter desconcentrador de recursos acabou se materializando do ponto de vista da regionalização da produção em todo o país. Produtoras sediadas no CONNE receberam R$ 15 milhões na Modalidade A e R$ 13,2 milhões na Modalidade B (com seis projetos em cada uma), num total de R$ 28,2 milhões. Já as produtoras do FAMES receberam R$ 12,2 milhões na A (três projetos) e 9,7 milhões na B (cinco projetos), total de R$ 21,9 milhões. Ou seja, as produtoras fora do eixo Rio-São Paulo receberam R$ 50,2 milhões. Com isso, a produtoras do eixo RJ-SP receberam investimentos de R$ 49,7 milhões (em 22 projetos). Em outras palavras: as produtoras fora do eixo Rio-SP receberam mais da metade dos R$ 100 milhões disponíveis para a chamada.

O mesmo pode ser dito em relação ao porte das empresas. Ao contrário do que se especulava, 30 empresas contempladas foram classificadas nos níveis mais iniciantes: 1, 2 e 3, enquanto 12 produtoras contempladas são classificadas na ANCINE nos níveis 4 e 5, mais altos. Na modalidade B, 15 das 20 produtoras contempladas têm classificação até o nível 3.

O anúncio antecipou em nove dias a data prevista no cronograma do edital, lançado menos de sete meses atrás, em 19 de março deste ano, um objetivo de aceleração na análise dos processos que bateu as expectativas da agência. Em relação à última Chamada Prodecine 01, também voltada à produção de longas-metragens, o período entre o lançamento do edital e a divulgação do resultado final foi reduzido de 1 ano, 2 meses e 13 dias para menos de 7 meses, mesmo com quase o triplo de projetos inscritos.

Em relação às cotas regionais e raciais, os recursos da Chamada foram distribuídos nas proporções abaixo, considerando que o mesmo projeto pode cumprir mais de uma cota:

 

Modalidade A – R$ 60 milhões

CONNE: R$15.025.904,00

FAMES: R$12.200.000,00

Cotas de gênero: R$21.001.588,35

Cotas de raça: R$1.500.000,00

 

Modalidade B – R$ 40 milhões

CONNE: R$13.234.397,88

FAMES: R$9.758.790.81

Cotas de gênero: R$17.804.058,50

Cotas de raça: R$10.575.087,81

 

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Confira os resultados da Modalidade A

 

Confira os resultados da Modalidade B

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Agência Nacional do Cinema / Ministério da Cultura

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Prêmio Culturas Populares divulga inscrições habilitadas

31.8.2018 – 17:25

O Ministério da Cultura divulgou nesta sexta-feira (31/8), no Diário Oficial da União, o resultado de habilitação das inscrições do Prêmio Culturas Populares 2018 – edição Selma do Coco. Ao todo, foram 2.227 inscrições, sendo 1.482 habilitadas: 784 de mestres, 367 de grupos e comunidades, 296 de instituições privadas sem fins lucrativos e 35 de herdeiros de mestres já falecidos (in memoriam).

Os candidatos inabilitados terão cinco dias corridos a partir desta sexta-feira para enviar pedido de reconsideração da fase de habilitação para o e-mail coedi@cultura.gov.br por meio deste formulário. A próxima etapa é o recebimento e o julgamento dos pedidos de reconsideração, que está previsto para ser divulgado na segunda quinzena de setembro.

“Este edital vem valorizar os fazedores de cultura popular, reconhecer o importante trabalho feito por mestres, grupos e entidades. Além disso, o repasse financeiro permite que as atividades desenvolvidas pelos premiados tenham continuidade”, destaca a secretária de Diversidade Cultural do MinC, Magali Moura. “O prêmio também é importante para que identificar quem são os fazedores de cultura popular do país, saber com qual tipo de manifestação cultural eles trabalham e onde estão localizados. Isso gera um rico material que serve de base para o ministério trabalhar e pensar em políticas públicas mais efetivas e direcionadas para esse importante segmento”, completa.

Representantes de todos os 26 estados e do Distrito Federal se inscreveram no Prêmio. Os estados com mais inscritos foram Paraíba (254), Minas Gerais (238), Bahia (228), Pernambuco (221) e São Paulo (194).

Serão 200 prêmios para iniciativas de mestres e mestras (pessoa física); 180 para iniciativas de grupos sem CNPJ; 70 para pessoas jurídicas sem fins lucrativos; 30 para pessoas jurídicas com ações comprovadas em acessibilidade cultural; e 20 para herdeiros de mestres e mestras já falecidos (in memoriam). Neste ano, o valor da premiação passou de R$ 10 mil para R$ 20 mil, além de incluir a inscrição de novas categorias (como a capoeira) e grupos sociais (como ciganos e indígenas).

Após a habilitação, uma comissão de seleção e avaliação irá avaliar o mérito das propostas. Entre os critérios a serem analisados estão contribuição sociocultural que o projeto proporciona às comunidades; melhoria da qualidade de vida das comunidades a partir de suas práticas culturais; e impacto social e contribuição da atuação para a preservação da memória e para a manutenção das atividades dos grupos, entre outros.

 

Premiação

O objetivo da iniciativa é fortalecer as expressões culturais populares brasileiras, retomando práticas populares em processo de esquecimento e que difundam as expressões populares para além dos limites de suas comunidades de origem. Exemplos dessas iniciativas são o cordel, a quadrilha, o maracatu, o jongo, o cortejo de afoxé, o bumba-meu-boi e o boi de mamão, entre outros.

Neste ano, a premiação homenageia a cantora pernambucana Selma do Coco (1929-2015). Nascida na cidade de Vitória de Santo Antão, Selma deixou como principal legado a sua contribuição para a consolidação do coco, ritmo típico do Nordeste brasileiro, como referência nacional. A artista gravou três álbuns e participou de festivais internacionais nos Estados Unidos e na Europa, além de ter ganhado o antigo Prêmio Sharp, hoje Prêmio da Música Brasileira.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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