Você está aqui:
Encontro no Rio de Janeiro debate acessibilidade cultural

O Ministério da Cultura (MinC) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) promovem, de segunda-feira (13) a quarta-feira (15), no Rio de Janeiro, a quinta edição do Encontro Nacional de Acessibilidade Cultural (Enac). O objetivo do evento é discutir maneiras de tornar ambientes e equipamentos culturais acessíveis às pessoas com deficiência.

Participantes do encontro vão debater como a tecnologia tem sido utilizada para promover acessibilidade cultural às pessoas com deficiência (Foto: Divulgação)

Nos três dias, os participantes vão debater como a tecnologia tem sido utilizada para promover acessibilidade cultural às pessoas com deficiência. Também serão discutidas a relação entre a acessibilidade e o audiovisual; e políticas públicas, controle social e acessibilidade, entre outros temas. Oficinas, exposições e o espetáculo Corpo sobre Tela, do artista Marcos Abranches, também estão na programação.
De acordo com o arquiteto e servidor da Representação Regional do MinC no Rio de Janeiro e Espírito Santo, Osvaldo Emery, a ideia é que o encontro e o curso de Especialização em Acessibilidade Cultural, que deve ter nova turma em 2018, formem agentes multiplicadores para que, cada vez mais, as pessoas com deficiência saiam da invisibilidade no meio cultural, participando ativamente tanto como espectadores ou consumidores de cultura quanto como produtores culturais.
O encontro conta com o apoio das universidades Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), do Fórum Permanente UFRJ Acessível e Inclusiva e do Sistema Universitário de Apoio Teatral (Suat).
Texto e Fonte: Assessoria de Comunicação/Ministério da Cultura

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Enviar arquivos

É possível colocar imagens ou outro tipo de arquivo, junto com o seu comentário. Clique no botão abaixo, para selecionar e enviar o arquivo. Você pode enviar quantas imagens forem necessárias, cada imagem será mostrada junto de seu comentário.

Acessibilidade em instituições culturais é tema de evento no Rio

25.09.2017 – 17:30

Acessibilidade e inclusão serão temas de uma série de debates que acontecerão nesta terça (26) e quarta-feira (27), durante o encontro Cultivar Sentidos, no auditório do Museu do Amanhã e no teatro Oi Futuro Flamengo, no Rio de Janeiro. O evento é uma realização do Museu e da Oi Futuro e tem como objetivo promover a reflexão de diversos atores da sociedade e do governo sobre a comunicação irrestrita e facilitada aos portadores de necessidades especiais nas instituições culturais, para que se tornem cada vez mais acessíveis a esse público. O Ministério da Cultura integra a programação do evento.

A programação faz parte das comemorações para o Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência e Dia do Orgulho Surdo, celebrados em 21 e 26 de setembro, respectivamente. As atividades são gratuitas.

Entre os temas que serão abordados estão o impacto da língua e da tradução na constituição do pensamento; a transformação da instituição a partir da presença pessoa com deficiência; a ocupação dos lugares de fala pelas pessoas com deficiência no Brasil; o mundo não-visual; a comunicação acessível; tecnologias de aproximação e metodologias acessíveis; e modos de se realizar uma divulgação eficiente de eventos acessíveis.

O arquiteto e servidor da Representação Regional do Ministério da Cultura no Rio de Janeiro e Espírito Santo, Osvaldo Emery, defende que a participação da Pasta está alinhada à meta de promover a acessibilidade dos equipamentos culturais brasileiros. Emery participa do primeiro dia do debate, com o tema Conquistas em Rede. A ideia é expor a influência da rede de órgãos que compõem o grupo Territórios Acessíveis, criado para acompanhar o desenvolvimento de acessibilidades nos eventos das Olimpíadas e Paraolimpíadas do Rio de Janeiro, ocorridos em 2016.

“A ideia é refletirmos sobre as estratégias de comunicação que temos com nossos públicos, de modo que possamos diminuir as barreiras que os impedem de chegar à programação”, afirma Melina Almada, gerente de Educação do Museu do Amanhã. A museóloga do Oi Futuro, Bruna Cruz, também destaca a importância da comunicação para o tema: “O evento foi pensado especialmente para os profissionais de comunicação, promovendo conversas sobre inclusão e sobre a necessidade de se falar sempre para os diversos públicos”.
Territórios Acessíveis

O programa Territórios Acessíveis é o desdobramento do programa Unlimited: Arte Sem Limites – Transform British Council Brasil. A Rede Unlimited – Territórios Acessíveis reúne mensalmente, desde julho de 2015, instituições e produtores de cultura do Rio de Janeiro e de São Paulo para debater, compartilhar e promover mudanças positivas sobre acessibilidade, tanto nas instituições integrantes como nas demais que lidam com a cultura. Além disso, promove uma reflexão sobre a atuação das pessoas com deficiência na esfera cultural, bem como mobiliza as programações e atividades nas instituições para que sejam cada vez mais acessíveis a todos os públicos.

Entre as instituições participantes da Rede Unlimited – Territórios Acessíveis estão o Ministério da Cultura, o Centro Cultural Banco do Brasil, o Museu do Ingá, o eLABorando, o Centro Cultural do Ministério da Saúde, o Centro de Vida Independente (CVI), o Museu de Arte do Rio, o British Council Brasil, a Escola e Faculdade Angel Vianna, o Oi Futuro e o Museu do Amanhã.
Serviço Cultivar Sentidos

26 de setembro (terça-feira)
Horário: 10h às 18h30
Local: Museu do Amanhã – Auditório (Praça Mauá, nº 1, Centro – Rio de Janeiro)

Dia 27 de setembro (quarta-feira)
Horário: 10h às 18h30
Local: Oi Futuro Flamengo – Teatro (Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo – Rio de Janeiro)

Fonte: ASCOM MinC

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Enviar arquivos

É possível colocar imagens ou outro tipo de arquivo, junto com o seu comentário. Clique no botão abaixo, para selecionar e enviar o arquivo. Você pode enviar quantas imagens forem necessárias, cada imagem será mostrada junto de seu comentário.

Ancine lança programa para viabilizar conteúdo acessível

28.3.2017 – 17:30

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) lançou, nesta terça-feira (28), o Programa de Apoio à Distribuição de Conteúdo Acessível no Segmento de Exibição Cinematográfica 2017. A iniciativa visa garantir que os lançamentos de pequeno porte contem com recursos de acessibilidade para deficientes visuais e auditivos.

A acessibilidade aos portadores de deficiência visual e auditiva nas salas de cinema está prevista na Lei 13.146/2015, que instituiu o Estatuto da Pessoa com Deficiência, e na Instrução Normativa nº 128/2016, editada pela Ancine em setembro, que regulamenta o provimento de tecnologia assistiva.

De acordo com os comandos legais, os filmes nacionais e estrangeiros, exibidos em todo o País, devem dispor dos recursos de legendagem; legendagem descritiva (que indica, para surdos, ruídos e sons importantes para a construção da narrativa); audiodescrição (que auxilia os cegos na compreensão da mensagem, com a narração de informações visuais) e da Língua Brasileira de Sinais, conhecida como LIBRAS.

“Todos os brasileiros devem ter direito ao acesso às obras audiovisuais da forma em que são oferecidas. A obrigação de acessibilidade é uma questão civilizatória. Esse programa de apoio à distribuição de conteúdo acessível foi pensado para que todos os filmes, mesmo aqueles lançados em poucos cinemas, cheguem aos brasileiros que necessitam de tecnologia assistiva”, explica o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel.

Parâmetros

No segundo semestre de 2016, a Ancine instalou uma Câmara Técnica com a participação de representantes dos segmentos de distribuição e exibição para acompanhar a implementação e validar as tecnologias de provimento dos recursos de acessibilidade visual e auditiva nas salas de cinema brasileiras.

Os trabalhos foram concluídos neste mês, com a publicação de um Termo de Recomendações que estabelece os parâmetros mínimos a serem observados para a distribuição e exibição de conteúdo acessível nas salas de exibição. O documento apresenta especificações técnicas recomendadas a empresas distribuidoras, exibidoras e provedoras de soluções de acessibilidade determinando um padrão a ser seguido no provimento dos serviços de acessibilidade auditiva e visual.

O termo pactuado entre os participantes da Câmara Técnica determina os formatos de distribuição dos arquivos digitais e o fluxo de distribuição dos conteúdos acessíveis, além de abordar a questão da proteção relativa aos direitos autorais pertinentes a esses conteúdos.

Clique aqui para acessar o Termo de Recomendações produzido pela Câmara Técnica sobre Acessibilidade.

Como funciona o Programa de Apoio
O Programa de Apoio à Distribuição de Conteúdo Acessível no Segmento de Exibição Cinematográfica 2017 vai contemplar com até R$ 15 mil as empresas distribuidoras de filmes nacionais ou estrangeiros com ocupação máxima de até 20 salas de cinema.

Os apoios serão destinados às obras, nacionais ou estrangeiras, a serem exibidas comercialmente até 30 de junho de 2018. O valor do apoio deve ser utilizado exclusivamente para a execução de serviços de legendagem, legendagem descritiva, LIBRAS e audiodescrição.

Os pedidos devem ser feitos em nome das distribuidoras (ou da empresa produtora que esteja distribuindo diretamente a obra), que precisam estar com o cadastro regularizado na Ancine.

Os interessados devem preencher o formulário e anexar a documentação solicitada no regulamento do Programa, disponível aqui.

A partir do dia 16 de maio de 2017, as empresas distribuidoras devem oferecer os filmes aos cinemas com recursos de legendagem, legendagem descritiva e audiodescrição. Os filmes distribuídos a partir de setembro devem também contar com recursos de linguagem de LIBRAS.

Saiba mais
A entrada em vigor da Lei 13.146/2015, que instituiu o Estatuto da Pessoa com Deficiência, fixou um prazo máximo de quatro anos, a partir de 1º de janeiro de 2016, para que as salas de cinema brasileiras ofereçam, em todas as sessões, recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência. A partir do comando legal, a Ancine editou, após um período de consulta pública, normativo que dispõe sobre as normas gerais e critérios básicos de acessibilidade visual e auditiva a serem observados nos segmentos de distribuição e exibição cinematográfica.

De acordo com a Instrução Normativa nº 128, as salas de exibição comercial deverão dispor de tecnologia assistiva voltada à fruição dos recursos de legendagem, legendagem descritiva, audiodescrição e LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais. Os recursos serão providos na modalidade que permita o acesso individual ao conteúdo especial, sem interferir na fruição dos demais espectadores.

Para a formulação da IN foram realizadas uma Análise de Impacto Regulatório, publicada em fevereiro 2015 – com amplo levantamento sobre a experiência internacional na implantação desses recursos e pesquisa sobre as tecnologias disponíveis no mercado -, e uma Consulta Pública em julho de 2016.
Mais informações: (21) 3037-6003/6004 e comunicacao@ancine.gov.br
Texto e Fonte: Assessoria de Comunicação/Ministério da Cultura Com informações da Ancine