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Brasil participa de encontro em Acessibilidade Audiovisual

25.10.2018 – 15:15

A Coordenadora de Difusão e Acessibilidade Audiovisual do Ministério da Cultura (MinC), Sylvia Regina Bahiense, participa hoje e amanhã (25 e 26) do 1º Encontro em Acessibilidade Audiovisual do Mercosul em Montevidéu, Uruguai. O encontro é parte do Plano de Acessibilidade Audiovisual da Reunião Especializada de Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais do Mercosul (Recam) para pessoas cegas e surdas e tem o objetivo de gerar reflexão e intercâmbio de ideias e boas práticas sobre o tema.

O Encontro ainda integra as atividades do semestre presidido pelo Uruguai no Mercosul e é organizado pelo ICAU Direção de Cinema e Audiovisual Nacional, junto com a Oficina de Gestão Audiovisual da Prefeitura de Montevidéu. A programação do Encontro prevê três mesas redondas compostas por representantes de associações, acadêmicos, funcionários e instituições relacionadas à acessibilidade audiovisual.

Serão abordadas as políticas públicas para o setor e os desafios em relação ao acesso de produtos do audiovisual e à cultura enfrentados por pessoas cegas e surdas.  Um dos pontos altos do programa será a apresentação, na noite desta quinta-feira, do filme uruguaio “Loucura al Aire”, das diretoras Leticia Cuba e Alicia Cano, acessível para portadores de deficiência visual e auditiva. A exibição será na Praça República Espanhola, em frente à sede do Mercosul, aberta ao público.

Outra atração desta quinta é a entrega da premiação do “Concurso de Boas Práticas da Sociedade Civil do Mercosul em Acessibilidade Audiovisual”. As premiações serão entregues para os representantes dos dois projetos vencedores, sendo um deles brasileiro: o Festival Internacional de Cine Surdo da Argentina (FICSor) e o VerOuvindo: Festival de Filmes com Acessibilidade Comunicacional do Recife.

O VerOuvindo é uma mostra competitiva de curtas com audiodescrição e atividades formativas, tais como, oficinas, aulas e debates, com o objetivo de instigar a reflexão sobre a temática. Já o Festival FiCSor é a primeira plataforma de exibição de filmes nacionais e internacionais da Argentina, e a segunda na região sul-americana vinculada à cultura e identidade surda.

Na sexta-feira (26) as atividades terão lugar na Faculdade de Informação e Comunicação da Universidade da República (UdelaR), com foco em acessibilidade ao patrimônio audiovisual. Na ocasião, também serão exibidos quatro curtas-metragens que tiveram sua versão acessível produzida pela Prefeitura de Montevidéu.

Acesse aqui a programação completa do Encontro.

 

Boas-vindas

Na quarta-feira (23), Sylvia Naves e o Secretário do Audiovisual, Sr. Frederico Maia Mascarenhas, estiveram presentes à XXXI Reunião da Recam, cujo objetivo foi dar as boas-vindas à Presidência pró Tempore do Uruguai à frente do órgão, pelos próximos seis meses.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura / Com informações da Recam

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Apoio da Lei Rouanet permite reforma de sala de música

25.10.2018 – 10:15

Tombada em 2005 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) como patrimônio histórico do Rio de Janeiro (RJ), a sala Cecília Meirelles é um dos principais espaços da música clássica da cidade. Entre 2012 e 2015, o edifício passou por ampla reforma, que previu a modernização de todos os espaços. Para tanto, a Associação de Amigos da Sala Cecília Meirelles contou com o apoio da Lei Rouanet, por meio da qual conseguiu captar R$ 20 milhões. Desde sua construção, em 1896, o prédio havia passado apenas por duas grandes reformas, uma em 1939, e outra em 1989, quando um laudo técnico avaliou a necessidade de reforço de toda a estrutura.

Reforma da Sala Cecília Meirelles valorizou a acústica e adequou o espaço para as exigências de segurança. Foto: Divulgação

“Apesar de ter passado por reformas anteriores, a Sala exigia uma revisão em toda a sua estrutura que estava desgastada e certamente ficaria comprometida num futuro próximo. Através das leis de incentivo federal e estadual financiamos cerca de 87% do valor total da obra. A Lei Rouanet foi fundamental para que o BNDES e a Petrobras – maiores patrocinadores da reforma – concretizassem as parcerias que viabilizaram a obra. O Governo do Estado do Rio de Janeiro através de sua Secretaria de Cultural responsabilizou-se pelo restante dos recursos através da compra de material e equipamentos”, afirma João Guilherme Ripper, maestro e diretor da Sala à época da reforma.

O prédio que hoje abriga a Sala teve várias funções. Foi edificado para ser uma confeitaria, o Armazém do Romão, mas logo viria a ser transformado no Hotel do Império, localidade que abrigou hóspedes ilustres, como fazendeiros e políticos da República Velha. Em meados do século passado, despertaria para sua vocação cultural, abrigando o Cine Colonial entre as décadas de 30 e 50. Apenas em 1965, no dia 1º de dezembro, foi inaugurada a Casa Cecília Meirelles, dedicada à música.

A Sala integra o chamado Corredor Cultural do bairro da Lapa, região boêmia do centro da cidade, próximo a outros monumentos históricos como a Fundição Progresso, o Automóvel Club do Brasil e o Lampadário do Largo da Lapa. Dedicado à música de câmara e concertos, e à difusão de todos os estilos musicais, o espaço tem capacidade de 835 lugares. Anexo à Sala Cecília Meireles, o Auditório Guiomar Novaes tem 154 lugares e é utilizado, principalmente, para pequenos recitais e palestras.

De acordo com Nelson Freitas, presidente da Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj), responsável pelo espaço, “a sala cumpre um papel único, de formação e informação para o público de música erudita do Rio de Janeiro. A curadoria singular, e vale ressaltar aqui o papel do diretor Miguel Proença, proporciona o acesso do público a jovens concertistas de renome, inclusive internacionais”.

 

Espaço foi adequado para ter mais acessibilidade e comodidade ao público. Foto: Divulgação

Acessibilidade e Acústica 

Nelson Freitas destaca que a acústica da Sala é de altíssima qualidade. Tanto que a Funarj está elaborando projeto, com valor aproximado de R$ 1 milhão, para implantar um sistema de gravação de áudio e vídeo, por meio do Fundo Nacional de Cultura, um dos mecanismos da Lei Rouanet. “A acústica da sala é tão incrível que estamos tentando implantar um sistema de gravação de áudio e vídeo, tanto pela qualidade de seu registro sonoro, quanto visual. Esse é um legado que podemos deixar.”A modernização acústica do ambiente foi o ponto principal da reforma, ao priorizar o uso de materiais e formas que tornassem a Sala a mais adequada possível à escuta musical. Foram retirados os plissados que interferiam no palco e o teto ganhou estruturas de madeira em forma de ondas, para ajudar na amplificação do som. Na avaliação das estruturas propostas, foram feitos diversos testes com músicos da Orquestra Petrobras Sinfônica e com a equipe do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Outro ponto importante da obra foi adaptar as instalações da Sala com itens de acessibilidade. Os três andares ganharam rampas e elevadores e todos os banheiros foram ajustados para cadeirantes. A antiga bomboniére, situada no primeiro andar, e o Café da Sala, transferido para o segundo piso, também foram reformados, para propiciar mais conforto e comodidade ao público.

Foto: Divulgação

Uma das principais marcas do local, o painel modernista que compõe o fundo do palco foi preservado. O foyer recebeu obra do artista plástico Marcos Chaves, que criou uma paisagem montada com fotos do Rio. “Fotografo muito a cidade e criei esta obra especialmente para a Sala, que fica no coração do Rio”, conta o artista.

O prédio anexo à Sala ganhou uma sala multiuso, com o Espaço Guiomar Novaes, com cabine de som e luz, que funciona como auditório para palestras, camarim para orquestras, espaço de ensaio para apresentações, além de também receber recitais de menor porte. A administração da Sala também se encontra neste edifício, que ainda possui uma sala de estudos isolada.

Assim como nas reformas que ocorreram ao longo da história do edifício, a fachada original se manteve preservada, enquanto a fachada lateral, remanescente do Grande Hotel, foi resgatada. Para tanto, um cuidadoso trabalho de restauro ocorreu, para não modificar as características originais do prédio. Um desafio foi a total ausência de registros arquitetônicos da época da construção do edifício.

“Tornamos a Sala mais acessível através da implantação de rampas, pisos táteis e elevadores para portadores de deficiência; ampliamos o hall de entrada que era desproporcional ao número de lugares na plateia; corrigimos alguns parâmetros da acústica – que já era excelente! – tornando a Sala referência em palco para a música de câmara no Brasil”, conclui João Ripper.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Funarte celebra público que homenageia peças em seus palcos

19.9.2018 – 11:02

No Dia Nacional do Teatro e do Teatro Acessível, celebrado nesta quarta-feira (19), a Fundação Nacional de Artes (Funarte) celebra seu público. Em 2017, 39.648 pessoas foram aos espaços culturais da Funarte em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. E, até julho deste ano ano, uma plateia de 24 mil assistiu as apresentações em seus palcos. “A presença do público é o mais importante para estimular os eventos e peças”, resume a assessora de Artes Cênicas da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Julia Guedes.

E para facilitar o acesso de um público ainda maior, o governo federal sancionou, em 2017, a criação da efeméride  “Dia Nacional do Teatro Acessível”. A celebração visa incentivar atividades cênicas que ofereçam práticas de acessibilidade física e comunicativa a pessoas com deficiência. A iniciativa surgiu após a campanha Teatro Acessível: Arte, prazer e Direitos, realizada pela ONG Escola de Gente, em 2011. A celebração incentiva atividades cênicas que ofereçam práticas de acessibilidade física e comunicativa a pessoas com deficiência.

Nessa modalidade são incluídos recursos como audiodescrição, atendimento prioritário, reserva de assentos, material em braile, letra ampliada, legendas e até intérpretes de libras. Segundo a criadora da ONG, Cláudia Werneck, a classe artística está mais interessada na acessibilidade e na proposta de liberdade do público em circular por todos os espaços culturais.

“Acessibilidade na cultura é um direito e isso é inegociável. O teatro acessível é livre, porque pratica inclusão, e porque não exclui pessoas por seus modos de ouvir ou não ouvir, enxergar ou não enxergar, andar ou não andar, ter um intelecto que se movimento mais vagarosamente”, pontua Cláudia.

O grupo Os Inclusos e os Sisos, criado em 2003 pela atriz Tatá Werneck, usa mais de 10 tipos de recursos, como língua de sinais desde a fila de entrada, estenotipia, audiodescrição, visita tátil ao cenário, piso tátil, material de comunicação em braile, letra ampliada e formatos digitais em meios físico e online, linguagem simples, além de rampas de acesso e banheiros adaptados. Até mesmo língua de sinais tátil, usada por pessoas surdocegas, é disponibilizado. Mais de 100 mil pessoas de 19 estados já assistiram aos espetáculos do grupo.

 

Teatro

O Ministério da Cultura (MinC)  e suas sete entidades vinculadas vem conduzindo uma série de ações, planos e programas que tratam do tema da acessibilidade, além de buscar que seus próprios equipamentos sejam acessíveis às pessoas com deficiência.

Na unidade da Funarte de São Paulo, há acessibilidade física para cadeirantes no Complexo Cultural e é oferecido cadeira de rodas no Espaço Arena. A unidade da Funarte no Rio de Janeiro, locada no Palácio Capanema, tombado como patrimônio cultural pelo Iphan, está fechada para reformas que devem contemplar pré-requisitos de acessibilidade.  Na unidade da Funarte de BH, há vaga de veículo reservada e sinalizada para cadeirantes, rebaixamento do meio-fio na calçada, o piso é tátil direcional e a bilheteria acessível.

Todos os seis galpões também são adaptados com piso tátil direcional, rampa de acesso à área externa com corrimãos em 2 alturas, banheiros acessíveis e piso tátil. O portal da Funarte www.funarte.gov.br oferece versões acessíveis de vídeos produzidos pelos seus servidores, nos seguintes links: http://www.funarte.gov.br/audio-descricao/http://www.funarte.gov.br/libras/ e http://www.funarte.gov.br/closed-caption/.

Desde 2004, já há legislação que especifica o número de espaços e assentos reservados para pessoas com deficiência em teatros, cinemas, auditórios, estádios, ginásios de esporte, locais de espetáculos e de conferências e similares. O texto determina que 4% dos lugares desses espaços sejam direcionados a pessoas com mobilidade reduzida. Em locais com capacidade acima de mil pessoas, deverão ser garantidos pelo menos 40 espaços.

Além de apresentar a quantidade de lugares por perfil, o texto do Decreto nº 5.296 assegura ainda que 50% dos assentos reservados tenham características dimensionais e estruturais para o uso por pessoa obesa, com a garantia de, no mínimo, um assento. No caso das salas de espetáculo, elas deverão dispor de meios adequados entre as quais estão legenda oculta, audiodescrição, intérprete de Libras e de guias-intérpretes.

 

Grandes talentos

O Dia Nacional do Teatro também é o momento ideal para lembrar e homenagear grandes nomes das artes cênicas. Plínio Marcos, Nelson Rodrigues, Dias Gomes, Ariano Suassuna e Chico Buarque são alguns dos autores mais representativos. O teatro brasileiro celebra talentos de atores e atrizes como Paulo Autran, Bibi Ferreira, Laura Cardoso, Sérgio Britto, Fernanda Montenegro, entre muitos outros.

Segundo a administradora cultural Sharine Melo, da Funarte São Paulo, as salas da instituição contam um pouco da história do teatro brasileiro. “A Sala Guiomar Novaes recebe grande quantidade de grupos jovens, que necessitam de espaço para ensaios e apresentações. Já o Teatro de Arena Eugênio Kusnet foi fundamental para o desenvolvimento da linguagem dramatúrgica nacional. Inúmeros artistas consagrados, como José Renato, Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, passaram pelo lugar”, recorda.

De 2015 a agosto de 2018, foi captado R$ 1.437 bilhão para eventos relacionados ao teatro pela Lei Rouanet.  Foram 6.465 projetos neste período, sendo mais de R$ 1.108 bilhão destinado a peças de teatro, teatro de bonecos, de formas animadas e teatro musical.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Festival de Documentário Brasileiro chega à 4ª edição

4.9.2018 – 9:45

De 4 a 9 de setembro, a cidade de Pirenópolis (GO) vai receber a quarta edição do IV PirenópolisDoc – Festival de Documentário Brasileiro, que traz documentários de curta e longa metragem de todas as regiões do Brasil, em mostras competitivas e especiais no Cine Pireneus, com entrada gratuita. A programação completa pode ser conferida no site do evento.

O festival recebeu R$ 80 mil em recursos do Ministério da Cultura, por meio de edital de apoio a festivais e mostras audiovisuais, realizado em 2017. Nesta edição, o PirenópolisDoc superou o número de filmes inscritos de todas as edições, tendo recebido um total de 560 documentários de 24 estados e do Distrito Federal.

“São quatro anos de encontros frutíferos com pessoas e obras que nos renderam – e continuam rendendo – trocas e aprendizados incomensuráveis, que renovam a nossa visão de mundo”, afirma a diretoria geral do festival, Fabiana Assis.

O PirenópolisDoc também homenageia a cineasta Helena Solberg, única mulher integrante do Cinema Novo no Brasil. Com mais de cinquenta de carreira, participante dos movimentos políticos pelos direitos das mulheres desde a década de 1960, Solberg sempre trouxe em suas obras essa temática.

A cineasta é convidada especial do festival e estará presente durante toda a semana em Pirenópolis, realizando debates após cada exibição de seus filmes na mostra especial que leva seu nome. A Mostra Retrospectiva Helena Solberg trará obras que foram raramente exibidas para o público brasileiro.

 

Programação

O histórico Cine Pireneus vai abrigar a programação do festival, que contará com exibições gratuitas de 26 documentários selecionados em três mostras competitivas. Uma das novidades desta edição é o Programa Primeiro Corte, laboratório para realizadores de documentários em fase de pós-produção. Além de tutoria, o projeto oferecerá uma consultoria de mercado, pensada para guiar os cineastas sob as perspectivas da venda de documentários no Brasil.

A mostra Conexões Ibero-América: Constelação Patrício Guzmán exibirá filmes raros do cineasta chileno Patricio Guzmán, reconhecido como um dos maiores documentaristas vivos da atualidade. Os filmes trazem uma temática engajada a respeito do passado político do Chile, mas muito pertinente a todos os países da América Latina.

E, pela primeira vez, o PirenópolisDoc realizará uma sessão especial acessível aos portadores de deficiência visual e auditiva, com tradução em libras, audiodescrição e legenda descritiva.

 

Serviço

IV PirenópolisDoc

Data: de 4 a 9 de Setembro de 2018

Local: Cine Pirineus – Pirenópolis (GO)

Informações:  www.pirenopolisdoc.com.br

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Ações do MinC buscam ampliar acessibilidade de produções e equipamentos culturais

5.07.2018    20:30

A ampliação da acessibilidade em produções e equipamentos culturais tem sido uma constante preocupação do Ministério da Cultura (MinC) em todas as ações. As iniciativas feitas pelo sistema MinC englobam instituições vinculadas como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Agência Nacional do Cinema (Ancine) e Fundação Nacional das Artes (Funarte).

Nos equipamentos culturais administrados, direta ou indiretamente, pelo Ministério da Cultura, vêm sendo empreendidas adaptações físicas para promover acessibilidade desde meados dos anos 2000. Como é o caso da Cinemateca Brasileira, unidade da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura. A salas BNDES e Petrobras da Cinemateca tem espaço reservado para cadeirantes e para pessoas obesas. As áreas públicas da Cinemateca também foram equipadas com elevador para acesso à instituição, telefones públicos para cadeirantes, banheiros acessíveis.

Ligado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), entidade vinculada ao MinC, o Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, foi o primeiro no Brasil a oferecer guia multimídia com linguagem em Libras para deficientes auditivos. É uma referência entre os 30 museus de responsabilidade do Ibram por oferecer audioguias traduzidos para inglês e espanhol, contendo audiodescrição de algumas áreas do museu.

O Iphan realiza, por meio do programa PAC Cidades Históricas/Avançar, a restauração de edifícios e espaços públicos tendo como prioridade essa questão da acessibilidade. Todas as últimas entregas incluem inserção de infraestrutura de acessibilidade, como instalação de rampas, elevadores. Entre essas reformas, esses locais recebem recursos para se adequarem às regras de acessibilidades entre os mais recentes estão os Galpões da orla de Penedo (AL), a Praça dos expedicionários em Aracaju (SE), Praça JK de Diamantina (MG), Largo do Carmo em Marechal Deodoro (AL) e o Cineteatro São Joaquim (GO).

A Fundação Casa de Rui Barbosa, entidade vinculada ao MinC, conta com folders em Braille – com imagens e textos sobre a instituição; audioguias com audiodescrição e videoguias em LIBRAS, disponíveis na recepção do museu. Seu prédio, por ser tombado pelo Iphan como patrimônio cultural, ainda depende de aprovação do órgão para intervenções e reformas para melhor receber pessoas com deficiência.

Dentro dessa perspectiva, as unidades da Funarte de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte contam com acessibilidade física para cadeirantes.  E o portal da Funarte www.funarte.gov.br oferece versões acessíveis de vídeos produzidos pelos seus servidores.

Entre as secretarias da Pasta, algumas ações de acessibilidade também têm se destacado, como por exemplo, o Projeto Acessibilidade em Bibliotecas, executado pela OSCIP Mais Diferenças, organização com larga experiência na inclusão cultural e educacional de pessoas com deficiências.O projeto Acessibilidade em Bibliotecas também resultou na elaboração de 25 livros em formato acessível. As obras estão disponíveis na internet no site: http://acessibilidadeembibliotecas.culturadigital.br/2016/12/15/cordel-a-chegada-de-lampiao-no-ceu-tem-versao-audiovisual-acessivel/.

A Secretaria do Audiovisual do MinC, em parceria com a Universidade de Brasília, a Universidade Estadual do Ceará e profissionais da acessibilidade audiovisual, publicou em 2016 o Guia para Produções Audiovisuais Acessíveis. O documento traz orientações sobre como o produtor de cinema pode fazer audiodescrições, janela de Libras e adotar legenda para surdos e ensurdecidos, que possui tempo de leitura diferente da convencional. Os exemplares foram distribuídos gratuitamente e podem ser pedidos na Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.

Já a Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC) lançou a 5ª edição do Prêmio Culturas Populares, no ano passado,  das 500 iniciativas premiadas, 20 instituições (8 pessoas jurídicas e 12 grupos e comunidades) foram selecionadas e receberam o prêmio por realizar ações que envolvem pessoas com deficiência, dentro da cota de acessibilidade cultural.

Em uma parceria feita entre a SCDC e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o MinC lançou a III Edição do  Curso de Especialização em Acessibilidade Cultural. Os selecionados, já divulgados pelo Ministério, participarão do curso que contará com 360 horas de aula, divididas em nove meses, a partir de julho do corrente, com uma semana de aulas por mês. O objetivo do curso é formar especialistas em acessibilidade cultural para atuar no campo das políticas culturais, orientando e implementando conteúdos, ferramentas e tecnologias de acessibilidade que proporcionem fruição estética, artística e cultural a partir do enfoque da deficiência. Ao todo foram disponibilizadas 60 vagas.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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MinC lança edital inédito de Formação no Audiovisual

18.10.2018 – 10:42

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual (SAv), publicou nesta quinta-feira (18), no Diário Oficial da União (DOU), o primeiro Edital de Formação no Audiovisual já lançado pelo governo federal. Serão disponibilizados R$ 16,1 milhões para realização de projetos de formação e qualificação de recursos humanos nas áreas técnica, artística e gerencial. As inscrições começam no próximo dia 23.

Com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), a chamada pública prevê a realização de cursos divididos por três perfis de formação, são eles: de gestão audiovisual, de criação e técnico e de acessibilidade audiovisual. As empresas interessadas em participar do edital deverão enviar propostas podem conter cursos que se enquadrem em mais de um dos três perfis, desde que o projeto totalize, no mínimo, 96 horas. O Centro Técnico Audiovisual (CTAv) ficará responsável pelo recebimento das propostas, que serão avaliadas por uma comissão em conjunto com a Agência Nacional do Cinema (Ancine).

Para o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, que vem trabalhando para ampliar os investimentos no setor audiovisual, o incentivo à formação faz parte de uma política maior que visa dar condições para que o audiovisual brasileiro se consolide como atividade criativa estratégica. “Este é um setor que gera emprego, renda e desenvolvimento para o país. Estamos trabalhando no fomento aos diferentes elos da cadeia, na ampliação da demanda pelo produto audiovisual brasileiro e buscando formar mão de obra que atenda às necessidades desse novo momento”, afirmou.

Por ser um investimento do Fundo Setorial do Audiovisual, todas as propostas devem conter, obrigatoriamente, atividades ou ações com perspectivas de geração de receita como: taxa de matrícula, mensalidade, valor do curso, venda de materiais didáticos, dentre outros.

Cotas e indutores

A exemplo de outros editais lançados este ano no programa AudiovisualGeraFuturo, o edital prevê cotas regionais e indutores específicos que tornam a chamada pública ainda mais acessível. De acordo com as regras, no mínimo 30% dos recursos deverão ser destinados a projetos de empresas sediadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, 20% dos recursos deverão ser destinados a projetos de empresas sediadas na região Sul e nos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

Será conferida pontuação diferenciada de 5 pontos, no máximo, para propostas que se associarem a Núcleos de Produção Digital, ao Centro Técnico Audiovisual (CTAv), à realização de projetos de formação nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e à execução de projetos de formação nas regiões Sul e nos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

Cursos previstos

Os valores a serem investidos variam de R$ 300 mil a R$ 1,2 milhão e cada proponente poderá apresentar até duas propostas distintas. As empresas interessadas podem enviar no perfil de gestão audiovisual propostas para realização de cursos de gestão empresarial, legislação audiovisual, plano de negócios, distribuição e comercialização, direito autoral, gestão da propriedade intelectual, mercado audiovisual, monetização de jogos eletrônicos, marketing específico para jogos eletrônicos, marketing para conteúdos audiovisuais de forma geral, produção executiva, elaboração de Game Design Document – GDD, realidade virtual e realidade aumentada.

De acordo com a SAv, os cursos do Perfil de Gestão Audiovisual buscam competências de gestão que valorizem a eficiência e eficácia de alcance dos objetivos dos projetos de produção audiovisual no que se referente à gestão orçamentária, planejamento, articulação de parceiros, gestão da produção, inserção no mercado audiovisual, compreensão da legislação base para a criação audiovisual. Os cursos desse perfil deverão ter carga horária mínima de 40 horas.

No perfil de criação e técnico, as propostas podem sugerir programas de ensino sobre roteiros para cinema, TV, jogos eletrônicos ou animação, construção de storyboard, modelagem em 2D/3D para animação e jogos eletrônicos, animação em 2D/3D, cenografia, figurino, maquiagem, animação em Stop Motion, narrativas transmídias, direção, pós-produção, entre outros. Para este perfil, foram previstos mais de 40 tipos distintos do curso.

O edital reservou ainda uma série de cursos na área de acessibilidade audiovisual, como Língua Brasileira de Sinais (Libras), Aplicações e usos da janela de LIBRAS no cinema e na televisão, Audiodescrição audiovisual, Legendagem para surdos e ensurdecidos (LSE), entre outros. Para os cursos alinhados a este perfil, os alunos precisam ter conhecimento prévio de linguagem audiovisual.

O secretário do Audiovisual, Frederico Mascarenhas, reforça: “A iniciativa tem por finalidade atender à crescente demanda por profissionais gerada pelo desenvolvimento da indústria audiovisual, que tem crescido muito nos últimos anos, fortalecendo e expandindo as ações de formação nas mais diversas modalidades”.

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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