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Centro Técnico Audiovisual oferece curso a jovens com deficiência intelectual

A iniciativa nasceu da parceria entre o CTAv, vinculado ao Ministério da Cidadania, e o Instituto Municipal Helena Antipoff (IHA)

Rio de Janeiro/RJ – Uma parceria para expandir horizontes, em todos os sentidos. O Centro Técnico Audiovisual (CTAv), vinculado ao Ministério da Cidadania, se uniu ao Instituto Helena Antipoff (IHA), ligado à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, para ensinar técnicas de animação a pessoas com deficiência intelectual. No início de outubro, cinco alunos do instituto receberam do CTAV uma oficina sobre princípios do gênero audiovisual.

O instrutor do curso, Sérgio Arena, acena que receber estes alunos foi uma experiência nova e enriquecedora. “A oficina também foi inédita para mim, pois já tinha o formato do curso preparado, mas para essa relação com eles eu não tinha. Foi extremamente contagiante, porque eles ficaram muito encantados em entender todo o processo, entender como o movimento se dá, eles ficaram bastante envolvidos e fluiu super bem”, contou Arena.

Para formatar a oficina e adaptá-la às exigências dos alunos, foi preciso que a equipe do CTAv se reunisse com os professores do IHA. “O pessoal do IHA fez a oficina, para que pudessem sentir e pensar de que forma a gente poderia adaptar para os alunos com deficiência. Todo o processo foi feito em conjunto, o que ajudou enormemente”, completou o professor.

No início da oficina, os alunos assistiram a alguns curtas-metragens de animação na sala de cinema do CTAv. Em seguida, Arena mostrou a eles como criar uma animação por meio de desenhos e fotos colocados em sequência e, depois, em movimento. Os alunos fizeram então suas próprias animações, com os instrumentos disponibilizados em sala de aula.

Raissa Baêta, uma das participantes, compôs um pequeno filme em que sua boneca girava sobre um fundo violeta. Apesar do resultado ter impressionado a todos, a técnica é simples: foram feitas várias fotografias da boneca em diferentes posições sucessivas, que foram colocadas em sequência ritmada pelo programa do computador. No fim da oficina, os alunos, seus acompanhantes, os professores e técnicos fizeram uma pequena confraternização para celebrar o encontro.

Transformação e cidadania

Segundo Maria de Lourdes S. Pereira, mãe da participante Monick da Silva Pereira (31), iniciativas deste tipo estimulam a criatividade e ajudam a filha a se expressar melhor, o que foi observado durante e após a oficina. “Ela adorou. Agora ela conta para todos o que aconteceu, e isso é ótimo. Ela fala o que fez, onde foi. Tudo isso é muito gratificante para nós, mães, ver o desenvolvimento deles, ver que o trabalho está dando certo”, destacou.

Professora do IHA, Mônica Muniz de Ruiz acompanhou os alunos durante toda a atividade. Formada em Dança pelo Instituto Angel Vianna, com especialização em Recuperação Motora e Terapia através da Dança e em Fisioterapia, ela leciona para pessoas com deficiência há 22 anos e se encanta com o poder transformar da arte. “A arte transforma pensamentos, faz com que você se sinta mais feliz quando você é capaz de ser ouvido, quando você tem sua expressão valorizada, a arte pode transformar de forma positiva qualquer ser humano. É muito gratificante ver o olhar das famílias quando o aluno se expressa, quando é valorizado e aplaudido. O olhar muda, a família passa a ter autoestima mais positiva, o aluno passa a ter autoestima fortalecida”, contou.

Um dos alunos do IHA que participou do curso oferecido pelo governo federal, Evandro Souza de Nascimento, relatou o quanto é bom aprender coisas novas. “Eu gostei dos movimentos e eu não sabia que, detalhadamente, é trabalho pra caramba”, afirmou. Empolgado com que o aprendeu, Nascimento não descarta a possibilidade de participar de uma produção audiovisual no futuro. “Quem sabe um dia, né, eu possa fazer um filme assim?”, disse, ao final do encontro.

Se depender da equipe do CTAV, não faltarão oportunidades de aprendizado e aprimoramento sobre o universo audiovisual, voltadas a diferentes públicos. Segundo a coordenadora interina do centro, Débora Palmeira, a ideia é seguir fazendo oficinas e ampliar seu alcance.

“Recebemos muitas respostas positivas dos alunos em relação ao conteúdo e a forma como as oficinas são conduzidas. Também já soubemos que alguns jovens que faziam oficinas aqui foram convidados para participar do júri de um festival de curtas aqui no Rio, e eles receberam por isso. Então, é gratificante saber que a capacitação que eles receberam aqui contribuiu para que eles pudessem realizar essa atividade fora”, ressaltou.

Sobre o CTAv

Criado em 1985 a partir de parceria entre a Embrafilme e o National Film Board do Canadá, o CTAv integra, desde 2003, a estrutura da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cidadania. O centro é referência na América Latina em conservação de acervo, sendo responsável pela guarda de mais de 20 mil rolos de película e 4,5 mil arquivos digitais.

O CTAv também presta serviço de mixagem e empréstimo de equipamentos, por meio de chamadas públicas, e de produção e envio de cópias de filmes brasileiros para participar de festivais de cinema nacionais e internacionais. O centro também oferece oficinas e cursos, todos eles gratuitos. A programação pode ser conferida no site do centro, localizado no Rio de Janeiro, em www.ctav.gov.br.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cidadania
Informações para a imprensa:
(61) 2024-2266 / 2412

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Brasil participa de encontro em Acessibilidade Audiovisual

25.10.2018 – 15:15

A Coordenadora de Difusão e Acessibilidade Audiovisual do Ministério da Cultura (MinC), Sylvia Regina Bahiense, participa hoje e amanhã (25 e 26) do 1º Encontro em Acessibilidade Audiovisual do Mercosul em Montevidéu, Uruguai. O encontro é parte do Plano de Acessibilidade Audiovisual da Reunião Especializada de Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais do Mercosul (Recam) para pessoas cegas e surdas e tem o objetivo de gerar reflexão e intercâmbio de ideias e boas práticas sobre o tema.

O Encontro ainda integra as atividades do semestre presidido pelo Uruguai no Mercosul e é organizado pelo ICAU Direção de Cinema e Audiovisual Nacional, junto com a Oficina de Gestão Audiovisual da Prefeitura de Montevidéu. A programação do Encontro prevê três mesas redondas compostas por representantes de associações, acadêmicos, funcionários e instituições relacionadas à acessibilidade audiovisual.

Serão abordadas as políticas públicas para o setor e os desafios em relação ao acesso de produtos do audiovisual e à cultura enfrentados por pessoas cegas e surdas.  Um dos pontos altos do programa será a apresentação, na noite desta quinta-feira, do filme uruguaio “Loucura al Aire”, das diretoras Leticia Cuba e Alicia Cano, acessível para portadores de deficiência visual e auditiva. A exibição será na Praça República Espanhola, em frente à sede do Mercosul, aberta ao público.

Outra atração desta quinta é a entrega da premiação do “Concurso de Boas Práticas da Sociedade Civil do Mercosul em Acessibilidade Audiovisual”. As premiações serão entregues para os representantes dos dois projetos vencedores, sendo um deles brasileiro: o Festival Internacional de Cine Surdo da Argentina (FICSor) e o VerOuvindo: Festival de Filmes com Acessibilidade Comunicacional do Recife.

O VerOuvindo é uma mostra competitiva de curtas com audiodescrição e atividades formativas, tais como, oficinas, aulas e debates, com o objetivo de instigar a reflexão sobre a temática. Já o Festival FiCSor é a primeira plataforma de exibição de filmes nacionais e internacionais da Argentina, e a segunda na região sul-americana vinculada à cultura e identidade surda.

Na sexta-feira (26) as atividades terão lugar na Faculdade de Informação e Comunicação da Universidade da República (UdelaR), com foco em acessibilidade ao patrimônio audiovisual. Na ocasião, também serão exibidos quatro curtas-metragens que tiveram sua versão acessível produzida pela Prefeitura de Montevidéu.

Acesse aqui a programação completa do Encontro.

 

Boas-vindas

Na quarta-feira (23), Sylvia Naves e o Secretário do Audiovisual, Sr. Frederico Maia Mascarenhas, estiveram presentes à XXXI Reunião da Recam, cujo objetivo foi dar as boas-vindas à Presidência pró Tempore do Uruguai à frente do órgão, pelos próximos seis meses.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura / Com informações da Recam

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Apoio da Lei Rouanet permite reforma de sala de música

25.10.2018 – 10:15

Tombada em 2005 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) como patrimônio histórico do Rio de Janeiro (RJ), a sala Cecília Meirelles é um dos principais espaços da música clássica da cidade. Entre 2012 e 2015, o edifício passou por ampla reforma, que previu a modernização de todos os espaços. Para tanto, a Associação de Amigos da Sala Cecília Meirelles contou com o apoio da Lei Rouanet, por meio da qual conseguiu captar R$ 20 milhões. Desde sua construção, em 1896, o prédio havia passado apenas por duas grandes reformas, uma em 1939, e outra em 1989, quando um laudo técnico avaliou a necessidade de reforço de toda a estrutura.

Reforma da Sala Cecília Meirelles valorizou a acústica e adequou o espaço para as exigências de segurança. Foto: Divulgação

“Apesar de ter passado por reformas anteriores, a Sala exigia uma revisão em toda a sua estrutura que estava desgastada e certamente ficaria comprometida num futuro próximo. Através das leis de incentivo federal e estadual financiamos cerca de 87% do valor total da obra. A Lei Rouanet foi fundamental para que o BNDES e a Petrobras – maiores patrocinadores da reforma – concretizassem as parcerias que viabilizaram a obra. O Governo do Estado do Rio de Janeiro através de sua Secretaria de Cultural responsabilizou-se pelo restante dos recursos através da compra de material e equipamentos”, afirma João Guilherme Ripper, maestro e diretor da Sala à época da reforma.

O prédio que hoje abriga a Sala teve várias funções. Foi edificado para ser uma confeitaria, o Armazém do Romão, mas logo viria a ser transformado no Hotel do Império, localidade que abrigou hóspedes ilustres, como fazendeiros e políticos da República Velha. Em meados do século passado, despertaria para sua vocação cultural, abrigando o Cine Colonial entre as décadas de 30 e 50. Apenas em 1965, no dia 1º de dezembro, foi inaugurada a Casa Cecília Meirelles, dedicada à música.

A Sala integra o chamado Corredor Cultural do bairro da Lapa, região boêmia do centro da cidade, próximo a outros monumentos históricos como a Fundição Progresso, o Automóvel Club do Brasil e o Lampadário do Largo da Lapa. Dedicado à música de câmara e concertos, e à difusão de todos os estilos musicais, o espaço tem capacidade de 835 lugares. Anexo à Sala Cecília Meireles, o Auditório Guiomar Novaes tem 154 lugares e é utilizado, principalmente, para pequenos recitais e palestras.

De acordo com Nelson Freitas, presidente da Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj), responsável pelo espaço, “a sala cumpre um papel único, de formação e informação para o público de música erudita do Rio de Janeiro. A curadoria singular, e vale ressaltar aqui o papel do diretor Miguel Proença, proporciona o acesso do público a jovens concertistas de renome, inclusive internacionais”.

 

Espaço foi adequado para ter mais acessibilidade e comodidade ao público. Foto: Divulgação

Acessibilidade e Acústica 

Nelson Freitas destaca que a acústica da Sala é de altíssima qualidade. Tanto que a Funarj está elaborando projeto, com valor aproximado de R$ 1 milhão, para implantar um sistema de gravação de áudio e vídeo, por meio do Fundo Nacional de Cultura, um dos mecanismos da Lei Rouanet. “A acústica da sala é tão incrível que estamos tentando implantar um sistema de gravação de áudio e vídeo, tanto pela qualidade de seu registro sonoro, quanto visual. Esse é um legado que podemos deixar.”A modernização acústica do ambiente foi o ponto principal da reforma, ao priorizar o uso de materiais e formas que tornassem a Sala a mais adequada possível à escuta musical. Foram retirados os plissados que interferiam no palco e o teto ganhou estruturas de madeira em forma de ondas, para ajudar na amplificação do som. Na avaliação das estruturas propostas, foram feitos diversos testes com músicos da Orquestra Petrobras Sinfônica e com a equipe do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Outro ponto importante da obra foi adaptar as instalações da Sala com itens de acessibilidade. Os três andares ganharam rampas e elevadores e todos os banheiros foram ajustados para cadeirantes. A antiga bomboniére, situada no primeiro andar, e o Café da Sala, transferido para o segundo piso, também foram reformados, para propiciar mais conforto e comodidade ao público.

Foto: Divulgação

Uma das principais marcas do local, o painel modernista que compõe o fundo do palco foi preservado. O foyer recebeu obra do artista plástico Marcos Chaves, que criou uma paisagem montada com fotos do Rio. “Fotografo muito a cidade e criei esta obra especialmente para a Sala, que fica no coração do Rio”, conta o artista.

O prédio anexo à Sala ganhou uma sala multiuso, com o Espaço Guiomar Novaes, com cabine de som e luz, que funciona como auditório para palestras, camarim para orquestras, espaço de ensaio para apresentações, além de também receber recitais de menor porte. A administração da Sala também se encontra neste edifício, que ainda possui uma sala de estudos isolada.

Assim como nas reformas que ocorreram ao longo da história do edifício, a fachada original se manteve preservada, enquanto a fachada lateral, remanescente do Grande Hotel, foi resgatada. Para tanto, um cuidadoso trabalho de restauro ocorreu, para não modificar as características originais do prédio. Um desafio foi a total ausência de registros arquitetônicos da época da construção do edifício.

“Tornamos a Sala mais acessível através da implantação de rampas, pisos táteis e elevadores para portadores de deficiência; ampliamos o hall de entrada que era desproporcional ao número de lugares na plateia; corrigimos alguns parâmetros da acústica – que já era excelente! – tornando a Sala referência em palco para a música de câmara no Brasil”, conclui João Ripper.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Funarte celebra público que homenageia peças em seus palcos

19.9.2018 – 11:02

No Dia Nacional do Teatro e do Teatro Acessível, celebrado nesta quarta-feira (19), a Fundação Nacional de Artes (Funarte) celebra seu público. Em 2017, 39.648 pessoas foram aos espaços culturais da Funarte em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. E, até julho deste ano ano, uma plateia de 24 mil assistiu as apresentações em seus palcos. “A presença do público é o mais importante para estimular os eventos e peças”, resume a assessora de Artes Cênicas da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Julia Guedes.

E para facilitar o acesso de um público ainda maior, o governo federal sancionou, em 2017, a criação da efeméride  “Dia Nacional do Teatro Acessível”. A celebração visa incentivar atividades cênicas que ofereçam práticas de acessibilidade física e comunicativa a pessoas com deficiência. A iniciativa surgiu após a campanha Teatro Acessível: Arte, prazer e Direitos, realizada pela ONG Escola de Gente, em 2011. A celebração incentiva atividades cênicas que ofereçam práticas de acessibilidade física e comunicativa a pessoas com deficiência.

Nessa modalidade são incluídos recursos como audiodescrição, atendimento prioritário, reserva de assentos, material em braile, letra ampliada, legendas e até intérpretes de libras. Segundo a criadora da ONG, Cláudia Werneck, a classe artística está mais interessada na acessibilidade e na proposta de liberdade do público em circular por todos os espaços culturais.

“Acessibilidade na cultura é um direito e isso é inegociável. O teatro acessível é livre, porque pratica inclusão, e porque não exclui pessoas por seus modos de ouvir ou não ouvir, enxergar ou não enxergar, andar ou não andar, ter um intelecto que se movimento mais vagarosamente”, pontua Cláudia.

O grupo Os Inclusos e os Sisos, criado em 2003 pela atriz Tatá Werneck, usa mais de 10 tipos de recursos, como língua de sinais desde a fila de entrada, estenotipia, audiodescrição, visita tátil ao cenário, piso tátil, material de comunicação em braile, letra ampliada e formatos digitais em meios físico e online, linguagem simples, além de rampas de acesso e banheiros adaptados. Até mesmo língua de sinais tátil, usada por pessoas surdocegas, é disponibilizado. Mais de 100 mil pessoas de 19 estados já assistiram aos espetáculos do grupo.

 

Teatro

O Ministério da Cultura (MinC)  e suas sete entidades vinculadas vem conduzindo uma série de ações, planos e programas que tratam do tema da acessibilidade, além de buscar que seus próprios equipamentos sejam acessíveis às pessoas com deficiência.

Na unidade da Funarte de São Paulo, há acessibilidade física para cadeirantes no Complexo Cultural e é oferecido cadeira de rodas no Espaço Arena. A unidade da Funarte no Rio de Janeiro, locada no Palácio Capanema, tombado como patrimônio cultural pelo Iphan, está fechada para reformas que devem contemplar pré-requisitos de acessibilidade.  Na unidade da Funarte de BH, há vaga de veículo reservada e sinalizada para cadeirantes, rebaixamento do meio-fio na calçada, o piso é tátil direcional e a bilheteria acessível.

Todos os seis galpões também são adaptados com piso tátil direcional, rampa de acesso à área externa com corrimãos em 2 alturas, banheiros acessíveis e piso tátil. O portal da Funarte www.funarte.gov.br oferece versões acessíveis de vídeos produzidos pelos seus servidores, nos seguintes links: http://www.funarte.gov.br/audio-descricao/http://www.funarte.gov.br/libras/ e http://www.funarte.gov.br/closed-caption/.

Desde 2004, já há legislação que especifica o número de espaços e assentos reservados para pessoas com deficiência em teatros, cinemas, auditórios, estádios, ginásios de esporte, locais de espetáculos e de conferências e similares. O texto determina que 4% dos lugares desses espaços sejam direcionados a pessoas com mobilidade reduzida. Em locais com capacidade acima de mil pessoas, deverão ser garantidos pelo menos 40 espaços.

Além de apresentar a quantidade de lugares por perfil, o texto do Decreto nº 5.296 assegura ainda que 50% dos assentos reservados tenham características dimensionais e estruturais para o uso por pessoa obesa, com a garantia de, no mínimo, um assento. No caso das salas de espetáculo, elas deverão dispor de meios adequados entre as quais estão legenda oculta, audiodescrição, intérprete de Libras e de guias-intérpretes.

 

Grandes talentos

O Dia Nacional do Teatro também é o momento ideal para lembrar e homenagear grandes nomes das artes cênicas. Plínio Marcos, Nelson Rodrigues, Dias Gomes, Ariano Suassuna e Chico Buarque são alguns dos autores mais representativos. O teatro brasileiro celebra talentos de atores e atrizes como Paulo Autran, Bibi Ferreira, Laura Cardoso, Sérgio Britto, Fernanda Montenegro, entre muitos outros.

Segundo a administradora cultural Sharine Melo, da Funarte São Paulo, as salas da instituição contam um pouco da história do teatro brasileiro. “A Sala Guiomar Novaes recebe grande quantidade de grupos jovens, que necessitam de espaço para ensaios e apresentações. Já o Teatro de Arena Eugênio Kusnet foi fundamental para o desenvolvimento da linguagem dramatúrgica nacional. Inúmeros artistas consagrados, como José Renato, Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, passaram pelo lugar”, recorda.

De 2015 a agosto de 2018, foi captado R$ 1.437 bilhão para eventos relacionados ao teatro pela Lei Rouanet.  Foram 6.465 projetos neste período, sendo mais de R$ 1.108 bilhão destinado a peças de teatro, teatro de bonecos, de formas animadas e teatro musical.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Festival de Documentário Brasileiro chega à 4ª edição

4.9.2018 – 9:45

De 4 a 9 de setembro, a cidade de Pirenópolis (GO) vai receber a quarta edição do IV PirenópolisDoc – Festival de Documentário Brasileiro, que traz documentários de curta e longa metragem de todas as regiões do Brasil, em mostras competitivas e especiais no Cine Pireneus, com entrada gratuita. A programação completa pode ser conferida no site do evento.

O festival recebeu R$ 80 mil em recursos do Ministério da Cultura, por meio de edital de apoio a festivais e mostras audiovisuais, realizado em 2017. Nesta edição, o PirenópolisDoc superou o número de filmes inscritos de todas as edições, tendo recebido um total de 560 documentários de 24 estados e do Distrito Federal.

“São quatro anos de encontros frutíferos com pessoas e obras que nos renderam – e continuam rendendo – trocas e aprendizados incomensuráveis, que renovam a nossa visão de mundo”, afirma a diretoria geral do festival, Fabiana Assis.

O PirenópolisDoc também homenageia a cineasta Helena Solberg, única mulher integrante do Cinema Novo no Brasil. Com mais de cinquenta de carreira, participante dos movimentos políticos pelos direitos das mulheres desde a década de 1960, Solberg sempre trouxe em suas obras essa temática.

A cineasta é convidada especial do festival e estará presente durante toda a semana em Pirenópolis, realizando debates após cada exibição de seus filmes na mostra especial que leva seu nome. A Mostra Retrospectiva Helena Solberg trará obras que foram raramente exibidas para o público brasileiro.

 

Programação

O histórico Cine Pireneus vai abrigar a programação do festival, que contará com exibições gratuitas de 26 documentários selecionados em três mostras competitivas. Uma das novidades desta edição é o Programa Primeiro Corte, laboratório para realizadores de documentários em fase de pós-produção. Além de tutoria, o projeto oferecerá uma consultoria de mercado, pensada para guiar os cineastas sob as perspectivas da venda de documentários no Brasil.

A mostra Conexões Ibero-América: Constelação Patrício Guzmán exibirá filmes raros do cineasta chileno Patricio Guzmán, reconhecido como um dos maiores documentaristas vivos da atualidade. Os filmes trazem uma temática engajada a respeito do passado político do Chile, mas muito pertinente a todos os países da América Latina.

E, pela primeira vez, o PirenópolisDoc realizará uma sessão especial acessível aos portadores de deficiência visual e auditiva, com tradução em libras, audiodescrição e legenda descritiva.

 

Serviço

IV PirenópolisDoc

Data: de 4 a 9 de Setembro de 2018

Local: Cine Pirineus – Pirenópolis (GO)

Informações:  www.pirenopolisdoc.com.br

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Ações do MinC buscam ampliar acessibilidade de produções e equipamentos culturais

5.07.2018    20:30

A ampliação da acessibilidade em produções e equipamentos culturais tem sido uma constante preocupação do Ministério da Cultura (MinC) em todas as ações. As iniciativas feitas pelo sistema MinC englobam instituições vinculadas como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Agência Nacional do Cinema (Ancine) e Fundação Nacional das Artes (Funarte).

Nos equipamentos culturais administrados, direta ou indiretamente, pelo Ministério da Cultura, vêm sendo empreendidas adaptações físicas para promover acessibilidade desde meados dos anos 2000. Como é o caso da Cinemateca Brasileira, unidade da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura. A salas BNDES e Petrobras da Cinemateca tem espaço reservado para cadeirantes e para pessoas obesas. As áreas públicas da Cinemateca também foram equipadas com elevador para acesso à instituição, telefones públicos para cadeirantes, banheiros acessíveis.

Ligado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), entidade vinculada ao MinC, o Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, foi o primeiro no Brasil a oferecer guia multimídia com linguagem em Libras para deficientes auditivos. É uma referência entre os 30 museus de responsabilidade do Ibram por oferecer audioguias traduzidos para inglês e espanhol, contendo audiodescrição de algumas áreas do museu.

O Iphan realiza, por meio do programa PAC Cidades Históricas/Avançar, a restauração de edifícios e espaços públicos tendo como prioridade essa questão da acessibilidade. Todas as últimas entregas incluem inserção de infraestrutura de acessibilidade, como instalação de rampas, elevadores. Entre essas reformas, esses locais recebem recursos para se adequarem às regras de acessibilidades entre os mais recentes estão os Galpões da orla de Penedo (AL), a Praça dos expedicionários em Aracaju (SE), Praça JK de Diamantina (MG), Largo do Carmo em Marechal Deodoro (AL) e o Cineteatro São Joaquim (GO).

A Fundação Casa de Rui Barbosa, entidade vinculada ao MinC, conta com folders em Braille – com imagens e textos sobre a instituição; audioguias com audiodescrição e videoguias em LIBRAS, disponíveis na recepção do museu. Seu prédio, por ser tombado pelo Iphan como patrimônio cultural, ainda depende de aprovação do órgão para intervenções e reformas para melhor receber pessoas com deficiência.

Dentro dessa perspectiva, as unidades da Funarte de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte contam com acessibilidade física para cadeirantes.  E o portal da Funarte www.funarte.gov.br oferece versões acessíveis de vídeos produzidos pelos seus servidores.

Entre as secretarias da Pasta, algumas ações de acessibilidade também têm se destacado, como por exemplo, o Projeto Acessibilidade em Bibliotecas, executado pela OSCIP Mais Diferenças, organização com larga experiência na inclusão cultural e educacional de pessoas com deficiências.O projeto Acessibilidade em Bibliotecas também resultou na elaboração de 25 livros em formato acessível. As obras estão disponíveis na internet no site: http://acessibilidadeembibliotecas.culturadigital.br/2016/12/15/cordel-a-chegada-de-lampiao-no-ceu-tem-versao-audiovisual-acessivel/.

A Secretaria do Audiovisual do MinC, em parceria com a Universidade de Brasília, a Universidade Estadual do Ceará e profissionais da acessibilidade audiovisual, publicou em 2016 o Guia para Produções Audiovisuais Acessíveis. O documento traz orientações sobre como o produtor de cinema pode fazer audiodescrições, janela de Libras e adotar legenda para surdos e ensurdecidos, que possui tempo de leitura diferente da convencional. Os exemplares foram distribuídos gratuitamente e podem ser pedidos na Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.

Já a Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC) lançou a 5ª edição do Prêmio Culturas Populares, no ano passado,  das 500 iniciativas premiadas, 20 instituições (8 pessoas jurídicas e 12 grupos e comunidades) foram selecionadas e receberam o prêmio por realizar ações que envolvem pessoas com deficiência, dentro da cota de acessibilidade cultural.

Em uma parceria feita entre a SCDC e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o MinC lançou a III Edição do  Curso de Especialização em Acessibilidade Cultural. Os selecionados, já divulgados pelo Ministério, participarão do curso que contará com 360 horas de aula, divididas em nove meses, a partir de julho do corrente, com uma semana de aulas por mês. O objetivo do curso é formar especialistas em acessibilidade cultural para atuar no campo das políticas culturais, orientando e implementando conteúdos, ferramentas e tecnologias de acessibilidade que proporcionem fruição estética, artística e cultural a partir do enfoque da deficiência. Ao todo foram disponibilizadas 60 vagas.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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