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Lançada linha de crédito emergencial do Fundo Setorial do Audiovisual de R$ 400 milhões

Recursos executados por BNDES e BRDE serão destinados à manutenção de empregos e à preservação das atividades da cadeia produtiva do setor

publicado: 20/07/2020 16h06, última modificação: 20/07/2020 16h06

Recursos serão destinados a gastos com folha, fornecedores e custos operacionais fixos. Foto: Clara Angeleas/Secretaria Especial da Cultura

De forma a apoiar o setor audiovisual, mitigando os impactos da COVID-19, foi lançada nesta segunda-feira, 20 de julho, a linha de crédito emergencial do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), no valor de R$ 400 milhões. Os recursos serão destinados à manutenção dos empregos e à preservação de atividades da cadeia produtiva do setor. A iniciativa foi proposta pela Agência Nacional do Cinema (ANCINE), aprovada pelo Comitê Gestor do FSA e será executada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

A linha emergencial foi aprovada na primeira reunião do Comitê presidida pelo Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. “O setor audiovisual é estratégico para a economia, gerador de renda e de empregos, e por isso, deve ter toda a atenção do governo nesse momento. Esse auxílio chega para garantir que postos de trabalho sejam mantidos e que as atividades do setor possam, em breve, voltar com o vigor de sempre”, disse o Ministro.

A reunião contou com a participação do Secretário Especial da Cultura, Mário Frias, o diretor-presidente substituto da ANCINE, Alex Braga, dentre outros representantes do governo e do setor audiovisual.

O Secretário Especial da Cultura, Mário Frias, reforça a importância da agilidade na liberação dos recursos. “A liberação deste apoio para as pequenas, médias e grandes empresas é uma ação rápida e integrada do governo federal. A parceria com BNDES e BRDE para redução de tempo e burocracia fará com que o dinheiro chegue de forma mais ágil aos interessados, possibilitando a manutenção de centenas de empregos diretos. O Ministério do Turismo, a Secretaria Especial da Cultura e a ANCINE estão trabalhando em sinergia, que é uma marca do governo Bolsonaro, para minimizar os impactos do setor audiovisual, um dos mais afetados nesta pandemia”.

Para o diretor-presidente substituto da ANCINE, Alex Braga: “É um conjunto de medidas anticíclicas muito importante nesse momento para a preservação de empresas e empregos”.

Do total de recursos, R$ 250 milhões serão oferecidos, de forma direta, pelo BNDES, em financiamentos superiores a R$ 10 milhões.

O BNDES receberá pedidos entre 20 de julho e 30 de setembro. Empresas de capital nacional terão prioridade entre os pedidos de financiamento feitos nos primeiros quinze dias de protocolo no BNDES. Após esse prazo, as empresas brasileiras de capital estrangeiro do segmento de exibição cinematográfica também terão direito a acessar os recursos remanescentes da linha emergencial, para manter empregos e a cadeia de fornecedores no Brasil.

Os recursos serão exclusivamente destinados a financiar os gastos com folha, fornecedores e gastos operacionais fixos. Haverá, porém, algumas limitações, como o impedimento do uso para pagamento de verbas rescisórias devidas em caso de demissão de funcionários.

Conforme regulamento aprovado pela diretoria do BNDES na quinta-feira (16), os financiamentos contarão com a cláusula social que já vinha sendo incorporada pelo Banco em outras linhas emergenciais. A empresa que mantiver, repor ou ampliar postos de trabalho ao longo de um ano terá direito a um custo financeiro reduzido, de 0,5% ao ano, além da Taxa Referencial (TR, que atualmente está em zero). Se houver demissões sem reposição, esse custo permanece em TR mais 4% ao ano. O pagamento de empréstimo terá carência de 24 meses e prazo total para pagamento de até oito anos – o maior prazo de todas as linhas de crédito emergencial lançadas pelo BNDES desde o início da pandemia.

“No BNDES, a linha de financiamento dos recursos do FSA incorporará as inovações das modalidades dos créditos emergenciais durante a pandemia. Por esse motivo, o prazo médio de liberação dos recursos de cerca de seis meses deverá cair para até dois meses, a partir da aprovação dos pedidos”, explicou Petrônio Cançado, diretor de Crédito e Garantia do BNDES. Dessa forma, as primeiras liberações são esperadas para setembro.

Já os R$ 150 milhões restantes da linha emergencial serão ofertados pelo BRDE para créditos entre R$ 50 mil e R$ 10 milhões, com compromisso de manutenção de emprego e do pagamento de fornecedores.

Segundo Wilson Bley Lipski, diretor de Operações do BRDE, a expectativa é de grande demanda. “Estamos preparados para atender todo o Brasil, especialmente as pequenas empresas do setor. Nossa equipe do BRDE está neste momento finalizando os detalhes dos processos para que todas as solicitações recebam resposta no menor tempo possível. Esperamos poder desembolsar todo recurso, mas atentos também à qualidade do crédito que estará sendo concedido. É imprescindível que o empreendedor atenda aos quesitos necessários para obtenção do crédito e, assim, manteremos a meta de liberar todo o montante estabelecido para as boas empresas do segmento, que vão manter suas atividades e empregos que geram”.

Pequenos Exibidores terão apoio não reembolsável

Adicionalmente, o pacote de medidas emergenciais aprovado pelo Comitê Gestor do FSA conta também com o Programa Especial de Apoio ao Pequeno Exibidor (PEAPE). Na modalidade não reembolsável, o Programa é destinado aos grupos exibidores de até 30 salas. Para esse segmento, foram reservados recursos do FSA no valor de R$ 8,5 milhões que poderão ser usados para custear folha de pagamento, serviços terceirizados, fornecedores de equipamentos e despesas correntes relativas ao funcionamento das salas. As inscrições para este Programa começam na próxima semana e serão oportunamente anunciadas.

De acordo com o Secretário Especial Mário Frias, conversas mostram a ansiedade do setor pelo PEAPE. “O retorno que estamos tendo de alguns exibidores mostra que seguimos o caminho esperado. É muito satisfatório saber que estamos levando um pouco de tranquilidade para aquele exibidor que, muitas vezes, tem como única fonte de renda uma sala de cinema, conhece os familiares de seus funcionários e está na luta para manter os empregos”.

Para mais informações e como participar das linhas de crédito acesse os links:
www.bndes.gov.br/fsaemergencial
https://www.brde.com.br/fsa/

Assessoria de Comunicação Social
Secretaria Especial da Cultura

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Comitê Gestor do FSA aprova medidas de amparo ao setor audiovisual
Decisões tomadas buscam a preservação de empregos e empresas

publicado: 25/06/2020 10h24,
última modificação: 25/06/2020 10h25
Reunião do Comitê Gestor do FSA foi presidida pelo minsitro do Turismo. Crédito: Roberto Castro/MTur

Uma série de medidas emergenciais de amparo ao setor audiovisual foi aprovada nesta quarta-feira (24.06) pelo Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), em sua primeira reunião realizada sob a presidência do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que assumiu a responsabilidade pelo colegiado em 08 de junho. Pequenas, médias e grandes empresas estão contempladas nas medidas que poderão beneficiar, direta e indiretamente, cerca de 400 mil trabalhadores.

De Brasília, a reunião presidida pelo ministro do Turismo foi acompanhada pelo secretário Especial da Cultura, Mário Frias, e pelo diretor-presidente substituto da ANCINE, Alex Braga, que apresentou as propostas desenvolvidas pela Agência em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Participaram ainda, por videoconferência, os integrantes do Comitê.

“Essa reunião marca um novo início do setor cultural no Brasil. Não vamos medir esforços para atender ao máximo o setor audiovisual”, enfatizou o ministro Marcelo Álvaro.

O secretário da Cultura, Mario Frias, destacou a satisfação em estar presente no encontro. “Assumir a secretaria e logo em seguida participar desta reunião tão aguardada pelo setor é uma honra. Cultura e turismo são pilares fundamentais para o desenvolvimento do nosso Brasil”.

Para o diretor-presidente substituto da ANCINE, Alex Braga, as medidas representam um apoio fundamental ao setor neste momento particular. “Buscamos uma redução dos impactos da pandemia no mercado, propomos ações emergenciais que possibilitam a preservação das atividades e a manutenção de postos de trabalho”, explica.

Entre as decisões acertadas estão:
1. Programa de Apoio Especial ao Pequeno Exibidor;
2. Linha de Crédito Emergencial para o Setor Audiovisual;
3. Suspensão temporária de pagamentos da Linha de Crédito do Programa Cinema Perto de Você;
4. Suspensão dos prazos para cumprimento de obrigações impostas pelo FSA durante os efeitos diretos da Covid-19.

O primeiro item diz respeito ao socorro imediato aos pequenos grupos exibidores de até 30 salas, diante das restrições ocasionadas pela pandemia. Apenas no segmento de exibição há cerca de 65 mil postos de trabalhos ameaçados, já que o faturamento das salas de cinema é próximo de zero desde o final de março, e sem previsão definida quanto ao retorno regular das suas atividades.

Serão destinados recursos do Fundo no valor de R$ 8,5 milhões que poderão ser usados para custear folha de pagamento, serviços terceirizados, fornecedores de equipamentos e despesas correntes relativas ao funcionamento das salas. A ANCINE estima que tenham direito ao apoio mais de 700 salas de exibição, em 325 complexos de 185 empresas diferentes, em 24 unidades federativas do país.

O Comitê aprovou também a Linha de Crédito Emergencial (item 2), no valor total de R$ 400 milhões – sendo R$ 250 milhões para operações diretas (geridas pelo BNDES) e R$ 150 milhões para operações indiretas (operadas pelo BRDE). O objetivo da medida é a manutenção dos empregos e das empresas do setor audiovisual atingidas pelos efeitos da Covid-19.

Pelo BNDES, o apoio emergencial estará centrado em contratos superiores a R$ 10 milhões, nos quais os recursos serão exclusivamente empregados nos gastos com folha, fornecedores e gastos operacionais fixos. Haverá flexibilização de garantias reais, processo ágil de análise de crédito e compromisso para manutenção de postos de trabalho e limitação na distribuição de dividendos.

Já a atuação emergencial do BRDE estará voltada para créditos entre R$ 50 mil e R$ 10 milhões, com compromisso de manutenção de emprego e do pagamento de fornecedores. Nas operações com os dois bancos, para poder ter acesso à linha de crédito com as melhores condições de taxas de juros, o beneficiário precisa se comprometer a não reduzir o quadro permanente de pessoal.

Alívio ainda para as empresas do setor audiovisual que possuem operações ativas de crédito com o BNDES. O Comitê deu anuência para a concessão de suspensão, por seis meses, do pagamento de amortizações de empréstimos da Linha de Crédito do Programa Cinema Perto de Você (item 3).

Este programa foi responsável pela construção de mais de 290 salas (80% no interior do país) e pela digitalização de mais de mil salas de cinema no país desde 2010. A suspensão do pagamento representa um importante demonstrativo do apoio ao empresariado que apostou no Brasil nesse setor. Atualmente, o BNDES possui 40 contratos no âmbito do FSA, firmados com 13 empresas, restando o valor aproximado de R$ 267 milhões a receber.

Também em caráter emergencial e excepcional, o grupo aprovou a suspensão de prazos e diligências em obrigações contratuais firmadas com o FSA (item 4). Enquanto durarem os efeitos da Covid-19, fica suspenso o cumprimento de encargos como (a) Conclusão da obra (filmagens); (b) Prestação de contas e envio dos formulários de acompanhamento da execução; e (c) Exibição comercial em salas de cinema.

Para o próximo encontro, foi mantido em pauta o Relatório de Gestão 2018 e situação operacional e orçamentária do FSA, considerando a necessidade de aprofundamento da matéria. Ao contrário das ações aprovadas pelo Comitê Gestor, que se beneficiam de recursos de apoio não reembolsável e de crédito, as ações que aguardam decisão foram constituídas com recursos de investimentos retornáveis. Nessas operações a Ancine identificou questões que demandam maior aprofundamento técnico e jurídico, a exemplo do uso de rendimentos financeiros associado ao déficit de recursos para cobertura de todos os compromissos firmados.

1 Comentário

  1. Fatima Prando

    Parabéns ministro do Turismo.

    Responder

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Notícia Regulatória: Ancine faz consulta pública sobre Serviço de Programação Linear via Internet

Objetivo é discutir o enquadramento regulatório do serviço e avaliar seus impactos na cadeia de valor do audiovisual

A ANCINE aprovou nesta terça-feira, 07/04, a colocação em consulta pública da Notícia Regulatória sobre o enquadramento dos serviços de Oferta de Conteúdo Audiovisual em Programação Linear via Internet, e seus impactos sobre as atividades de produção, programação e empacotamento.
O objetivo da Agência é promover o debate público e receber contribuições dos agentes envolvidos sobre o tema.
Os serviços de entrega de conteúdo audiovisual passam por significativas mudanças e inovações, caminhando, assim, sempre à frente da regulação. A entrega direta de conteúdo audiovisual linear fora dos canais de TV paga, e o com apoio de novas tecnologias, acaba por produzir novos e relevantes modelos de negócio.
Consequentemente, ao abrigo da legislação vigente, espera-se dos entes reguladores um tratamento regulatório que proteja a concorrência, que seja isonômico em relação aos demais serviços, que coíba possíveis práticas abusivas no mercado regulado e que corrija eventuais assimetrias regulatórias.
É de conhecimento público a oferta direta de conteúdo audiovisual pela Internet por agentes econômicos classificados como programadoras, o que cria a necessidade de avaliar se tal atividade deve ser enquadrada como Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) ou como Serviço de Valor Adicionado (SVA). O objetivo é garantir segurança jurídica aos agentes econômicos envolvidos, inclusive para efeito do estabelecimento de um regime regulatório que proteja a livre concorrência e não impeça as inovações tecnológicas, ao mesmo tempo em que assegure o desenvolvimento da indústria audiovisual brasileira.
Três fundamentos balizam a elaboração da Notícia Regulatória:
(i) O enquadramento regulatório do Serviço de Oferta de Conteúdo Audiovisual em Programação Linear via Internet ainda não está definido, mas repercute em matérias de competência da ANATEL e da ANCINE;
(ii) Os agentes do mercado audiovisual e de telecomunicações demandam segurança regulatória e jurídica sobre o tema; e
(iii) Há razoável dúvida sobre o tema, com possíveis repercussões no âmbito regulatório, legislativo e judicial.
A Consulta Pública ficará disponível no site da ANCINE pelo prazo de 45 dias, a contar da publicação. Para participar é preciso se cadastrar no Sistema de Consulta Pública. O documento pode ser consultado, sem necessidade de cadastro, na página Consulta Pública. Dúvidas sobre o funcionamento do sistema devem ser encaminhadas para ouvidoria.responde@ancine.gov.br.
Fonte: Ancine

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Brasil fecha 2018 com maior número de salas de cinema desde 1975

Parque exibidor conta com 3.356 salas espalhadas por todo o País. No ano passado, 161 milhões de pessoas conferiram obras nas telonas

(publicado: 06/02/2019 12h09, última modificação: 12/02/2019 10h44)

O Distrito Federal apresenta a melhor relação habitantes por sala de cinema – 33.803 pessoas para uma sala (Foto: Clara Angeleas / Ascom Ministério da Cidadania)

A Agência Nacional do Cinema (Ancine), vinculada ao Ministério da Cidadania, publicou nesta segunda-feira (4), no site do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA), o Informe Preliminar de Salas de Exibição de 2018.

O público em salas de exibição no Brasil foi de 161 milhões de pessoas. A performance dos filmes brasileiros, impulsionados pelo resultado do filme “Nada a perder”, apresentaram um crescimento de 25,3% em relação a 2017. Foram 23,25 milhões de espectadores para os filmes nacionais.
As obras brasileiras voltaram a ultrapassar a marca de 20 milhões de ingressos vendidos, o que só havia acontecido nos anos de 2010, 2013, 2015 e 2016.

A participação de mercado do filme brasileiro fechou o ano em 14,4%, um resultado bem acima do ano anterior (9,6%), mas abaixo dos melhores resultados em 2010 (19,1%), 2012 (18,6%) e 2014 (16,5%).

O Sistema de Controle de Bilheteria (SCB), fonte dos dados do Informe pela primeira vez, mostra que a participação de sessões de filmes brasileiros é de 13,7%. Ou seja, o resultado em bilhetes vendidos do filme nacional, em 2018, é proporcional ao número de sessões ocupados pelas obras brasileiras em salas de cinema.

O Informe apresenta ainda o ranking dos filmes lançados em 2018, o ranking das distribuidoras e o ranking do grupo exibidor. O longa “Vingadores: Guerra Infinita” foi o mais assistido no ano, com 14.241.590 espectadores. A Disney é a distribuidora mais bem colocada e o grupo exibidor Cinemark foi o que mais fez público no ano.

 

Parque exibidor em nível recorde

Em 2018 o número de salas de exibição fechou com o maior nível da série histórica, com 3.356 salas de cinema, superando o pico anterior, de 3.276 salas, em 1975. Após o nível mais baixo atingido em 1995, com 1.033 salas, o parque exibidor brasileiro veio crescendo paulatinamente até atingir o patamar atual.

O Distrito Federal apresenta a melhor relação habitantes por sala de cinema – 33.803 pessoas para uma sala. Já a Bahia, embora tenha o menor número de salas em relação a sua quantidade de (129.935 habitantes por sala), é o segundo estado, que proporcionalmente, levou mais público aos cinemas (19,5% de participação de público), perdendo apenas do Rio de Janeiro (19,6%).

O estado com mais salas de exibição é São Paulo (1.047) e levou para os cinemas 54.104.896 espectadores. O estado teve 12,7 % de participação de público nos filmes brasileiros.

O Informe Anual Preliminar tem caráter provisório. Os números serão atualizados nos informes anuais consolidados, a serem publicados até 30 de junho de 2019.

O monitoramento dos dados foi realizado pela Coordenação de Monitoramento de Cinema, Vídeo Doméstico e Vídeo por Demanda, e a elaboração do painel pela Coordenação do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual, ambas da Superintendência de Análise de Mercado da Ancine.

 

Assessoria de Comunicação
Agência Nacional do Cinema
Ministério da Cidadania

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Ancine lança campanha pela valorização do audiovisual

12.11.2018 – 18:43

Em 2017 o Brasil bateu o recorde de títulos brasileiros lançados nas salas de cinema – foram 160 longas-metragens, que venderam mais de 17 milhões de ingressos. Na televisão, no mesmo ano, as obras brasileiras ocuparam 17,7% das horas de programação dos canais de TV paga. E a animação nacional atingiu novo patamar, bateu recorde de lançamentos e contribuiu para o aumento da visibilidade do Brasil internacionalmente.

Mesmo com uma produção robusta, que dá sinais de crescimento ao longo dos anos, o audiovisual brasileiro ainda é visto com desconfiança pelo público em geral. Para desmistificar essa imagem, romper com o preconceito em relação às obras nacionais, e destacar todo o seu potencial, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) – entidade vinculada ao Ministério da Cultura – e a DM9DDB criaram a campanha “Audiovisual brasileiro, mais do que você imagina”, veiculada em ambiente 100% digital.

“O audiovisual nacional já se impõe como importante gerador de renda e emprego dentro da economia criativa. Conquistamos espaço no mercado interno de filmes e séries para TV e temos ampliado nossa produção audiovisual para setores emergentes, como o de vídeo sob demanda, o de animação, e o de jogos eletrônicos. Nossos talentos e nossos produtos ganham cada vez mais reconhecimento internacional e a campanha vem para mostrar essas conquistas, para valorizar nossa produção, e apresentar um mercado audiovisual amadurecido”, explica o diretor-presidente da Ancine, Christian de Castro.

A campanha traz cinco filmes destinados às categorias da produção: audiovisual em geral; cinema; séries; games; e animação. Nas peças, que serão veiculadas durante 30 dias nas redes sociais da Agência e também nos portais verticais de cinemas, atores encarnam os clichês mais difundidos sobre cada um dos temas. Enquanto esse discurso é apresentado, telas contrapõem esses argumentos com manchetes dos principais jornais do Brasil e do mundo e cenas que demonstram o imenso potencial do audiovisual brasileiro.

“A campanha vai além de refutar esse discurso tão forte sobre a produção nacional. Ela mostra para o público que o audiovisual brasileiro é muito mais que cinema: é uma forma completa de arte e entretenimento”, explica Adriano Alarcon, VP de criação e conteúdo da DM9DDB.

 

https://www.youtube.com/watch?v=vO7iFVW6sf0&feature=youtu.be

 

Fonte: Agência Nacional do Cinema / Ministério da Cultura

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Câmara Técnica de Cinema define aferição da Cota de Tela 2019

26.10.2018 – 14:20

A Agência Nacional de Cinema (Ancine), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), participou do sexto Encontro da Câmara Técnica do Segmento de Mercado de Salas de Exibição, em que foi aprovado o novo modelo para aferição da Cota de Tela de 2019. Após votação dos representantes de mercado presentes, a aferição da Cota de Tela por sessão foi unanimidade na reunião. O modelo melhor avaliado com número expressivo de votos foi o modelo II, com 15 votos. O modelo III obteve apenas um voto, enquanto o modelo I (sem sessões no decreto) não obteve nenhum voto.

Na abertura do evento, o diretor presidente da Ancine, Christian de Castro, ressaltou que a instalação dessa Câmara Técnica permitiu que os representantes de mercado, junto com a agência, chegassem a um amadurecimento das propostas de Cota de Tela a serem votadas com uma antecedência inédita.  “Isso permite que o trâmite interno e o encaminhamento do modelo aprovado ao MINC ocorram com muito mais celeridade e segurança”, afirmou.

A diretora Mariana Ribas destacou que a Cota de Tela é um sucesso como instrumento indutor para a distribuição e exibição do cinema brasileiro, mas que também é preciso pensar no público e em outras maneiras de aumentá-lo e de formar plateia, para melhorar ainda mais os resultados dos filmes nacionais. Além disso, é importante pensar em políticas públicas que atendam aos modelos de negócio dos pequenos, médios e grandes produtores, distribuidores e exibidores e, claro, estimular novos entrantes no mercado.

O diretor da Ancine, Alex Braga, assinalou que, no próximo encontro, será apresentado de forma mais detalhada o modelo II, aprovado na reunião, o qual, então, seguirá para a Oitiva, conforme expresso na Lei. Ele ressaltou a importância da criação deste espaço, construído a partir de análises técnicas compartilhadas e descritas de forma objetiva. Frisou que a Cota de Tela é um instrumento de mercado praticado em diversos países e que está de acordo com a natureza do audiovisual. E exaltou a importância da Cota de Tela ter se simplificado, como resultado das experiências bem-sucedidas da mudança já ocorrida neste ano.

De acordo com dados apresentados pela superintendente de Análise do Mercado, Luana Rufino, a multiprogramação incentiva a diversidade de oferta de filmes em salas de cinema. Reconhecer cada sessão de filme brasileiro como contribuinte para o cumprimento da Cota de Tela incentiva o aumento da diversidade de filmes brasileiros no parque exibidor. Uma mudança de aferição – por sessão e não mais por dia –, não afeta, no entanto, a estratégia de grandes lançamentos de filmes brasileiros e estrangeiros com maior potencial de retorno econômico.

“A aferição da cota de tela por sessões permite a convivência entre as duas estratégias de lançamento e manutenção dos filmes, potencializando a receita dos filmes que hoje contribuem pouco para o Market Share. Além disso, permite-se uma maior permanência dos lançamentos nacionais em cartaz. O modelo aprovado trouxe importantes avanços na regulação”, explicou.

 

Cota de Tela 

O modelo consolida a proposta de aferição da Cota de Tela por sessão para se adequar à prática já estabelecida do mercado de se programar os filmes também por sessão. A cota por sessão aumenta o incentivo para os exibidores programarem filmes brasileiros, expandindo a oferta e a diversidade de obras para o público. A aferição por grupo exibidor trará maior equilíbrio distributivo e alívio regulatório ao pequeno e médio exibidor.

O incremento de 20% após às 17h incentivará que o filme brasileiro seja programado nos melhores horários. E a divulgação das médias das salas reduzirá a assimetria de informação no setor, dando mais transparência na negociação para a manutenção de obras brasileiras em exibição. Abaixo as propostas dos três modelos de aferição da Cota de Tela, para ser aplicado já no próximo ano. Após votação dos presentes, por quase unanimidade, o modelo II, para a Cota de Tela de 2019, foi o melhor avaliado.

 

MODELO I

  • Sem necessidade de mudança regulatória
  • Mesmo Decreto do ano de 2018
  • IN de Cota de Tela com aferição por sessão – IN de 2018
  • Regra da Dobra permanece a mesma, sem divulgação das médias

 

MODELO II

  • Cota de Tela por sessão
  • Cota de Tela por Grupo Exibidor com Mínimo de Sessões por Complexo sem transferência
  • Divulgação das Médias das salas sem Regra da Dobra
  • Incentivo de mais de 20% para sessões depois das 17hs

 

MODELO III 

  • Cota de Tela por sessão
  • Cota por Grupo Exibidor com Mínimo de Sessões por Complexo sem transferência
  • Regra da Dobra: Público por sessão
  • Divulgação das Médias das Salas

 

Sobre a Câmera Técnica de Cinema

A Câmara foi criada em dezembro de 2017, após o encontro de distribuidores e exibidores com a ANCINE para a definição anual da cota da tela. O objetivo do grupo, que se reúne mensalmente, é acompanhar e analisar o comportamento do mercado de salas exibição, assim como discutir sobre a evolução do cinema brasileiro.

Estiveram presentes a esse encontro: Antonio Carlos Caio Silva – ABRAPLEX/Associação das Empresas Cinematográficas Operadoras de Cinema Multiplex; Bruno Wainer – ADIBRA/Associação das Distribuidoras Brasileira; Daniel Caetano – ABRACINE/Associação Brasileira de Exibidores  de Cinema; Eric Belhassen – APACI/Associação Paulista de Cineasta; Glaucia Camargos – SICAV/Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual; Gilberto Leal – Sindicado dos Exibidores do Rio de Janeiro; João Daniel Tikhomiroff – SIAESP/Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo; Leonardo Edde – SICAV/Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual; Luiz Carlos Barreto – SICAV/Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual; Luiz Severiano Ribeiro – ABRACINE/Associação Brasileira de Exibidores  de Cinema; Marcelo Bertini – ABRAPLEX/Associação das Empresas Cinematográficas Operadoras de Cinema Multiplex; Marcio Fraccaroli – presidente da Paris Filmes; Paulo Lui – AEXIB/ Associação dos Exibidores Brasileiros de Cinema de Pequeno e Médio Porte; Ricardo Difini Leite – FENEEC/Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográfica; Rodrigo Saturnino – Diretor geral da Sony Pictures/Universal Pictures no Brasil; Sandro Rodrigues – ADIBRA/Associação das Distribuidoras Brasileira; Silvia Cruz – ANDAI/Associação Nacional Distribuidores Audiovisual Independente.

 

Fonte: Agência Nacional do Cinema / Ministério da Cultura

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