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Música no Museu completa 20 anos com espetáculos gratuitos

O Projeto Música no Museu encerra, neste mês de dezembro, sua temporada anual de concertos. De 1º a 27, serão 28 apresentações de coros, orquestras e grupos de cordas, vozes e pianos, em diversos locais do Rio de Janeiro, com foco em músicas natalinas. Um dos destaques, no dia 6, será a apresentação do pianista italiano Stefano Bollani, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Todas as apresentações são gratuitas. O projeto conta com apoio do Ministério da Cultura (MinC) por meio da Lei Rouanet.

A Orquestra de Violões da AV-Rio integra a programação do Projeto Música no Museu 2017 (Foto: Rosana Rodrigues / Divulgação)

O concerto de abertura de dezembro ocorreu nesta sexta (1), no Museu Histórico Nacional, no Centro do Rio de Janeiro. Já o encerramento será no dia 27, no CCBB, com a Orquestra de Violões da AV-Rio, que apresentará clássicos brasileiros (confira no fim do texto a programação completa).

Premiado em 2008 com a Ordem do Mérito Cultural (OMC), principal condecoração brasileira da área da cultura, o Projeto Música no Museu completa, em 2017, 20 anos de atividades ininterruptas. Criado pelo violonista Turíbio Santos, a iniciativa visa promover concertos gratuitos de música erudita e popular em museus, bibliotecas, arquivos, centros culturais, igrejas e palácios, entre outros.

Em 20 anos de atividades, tornou-se a maior série de música clássica do País, reconhecida pelo RankBrasil, a versão brasileira do Guiness Book. Desde 1997, realizou 6.254 concertos, uma média de 24 por mês, com a participação de cerca de 4,2 mil músicos, muitos deles por mais de uma vez. Segundo o diretor do Música no Museu, Sérgio da Costa e Silva, cerca de 1 milhão de pessoas já assistiram às apresentações do projeto. Em 2017, foram 420 concertos no Brasil e 14 no exterior, nas cidades de Lisboa, Porto, Coimbra (Portugal), Roma (Itália) e Madri (Espanha).

Além dos concertos o ano todo, o Música no Museu realiza anualmente dois festivais internacionais de harpas – o RioHarpFestival e o SPHarpFestival – e o RioWindsFestival, especializado em instrumentos de sopro. O projeto também é responsável pelo concurso anual Jovens Músicos – Música no Museu, que oferece ao vencedor uma bolsa de US$ 105 mil da James Madison University, dos Estados Unidos.
Comemorações de 20 anos

Em comemoração aos 20 anos do projeto, será lançado, neste mês de dezembro, um selo comemorativo dos Correios. E no dia 18 de dezembro, o Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro, nomeará seus páreos com os nomes Música no Museu 20 anos, RioHarpFestival e RioWindsFestival.

“Estou muito feliz com o sucesso do projeto. Agradeço nossos parceiros, entre eles o Ministério da Cultura, por aceitarem o desafio de fazer com que o Música no Museu se tornasse a maior série de música clássica do Brasil”, destaca o diretor do projeto, Sérgio da Costa e Silva. “De norte a sul do Brasil, democratizamos a cultura por meio da música, já que todas as apresentações são gratuitas”, ressalta.
Programação de dezembro

01 – Sexta-feira – 12h30
Museu Histórico Nacional
Praça XV de Novembro s/n – Centro
Capacidade: 120 lugares
Músico: Duo Diogo Cruz, violão e Samuel de Oliveira, flauta
Programa: Diogo Cruz

02 – Sábado – 17h
Clube Hebraica
Rua das Laranjeiras, 346 – Laranjeiras
Capacidade: 200 lugares
Músico: Molho Inglês
Direção: Crismarie Hackenberg
Programa: Clássicos do Natal

03 – Domingo – 11h30
MAM
Rua Infante D. Henrique, s/n
Capacidade: 200 lugares.
Músicos: Ira Krauss e Marilene Cordeiro, mezzo-sopranos, Helio Ferreira, tenor, Rosa Vidal, piano
Programa: Árias de ópera

04 – Segunda-feira – 12h30
Biblioteca Nacional
Rua México, s/n – Centro
Capacidade: 120 lugares.
Músico: Coral atrás da Nota
Regência: Mário Assef
Programa: Clássicos de Natal

05 – Terça-feira – 12h30
CRAB
Praça Tiradentes
Capacidade: 100 lugares
Músico: Pastoril do Céu da Terra
Programa: Auto Natalino

06 – Quarta-feira – 12:30h
CCBB
Rua 1º de Março, 66 – 4º andar- sala 26
Capacidade: 100 lugares
Músico: Stefano Bollani, piano (Itália)
Programa: clássicos internacionais

07 – Quinta-feira – 12h30
Museu Nacional de Belas Artes
Av. Rio Branco, 199 – Centro
Capacidade: 100 lugares
Músico: Coro Feminino da Associação de Canto Coral
Regência Cláudio Ávila
Programa: Clássicos de Natal

08 – Sexta-feira – 15h
Centro Cultural Justiça Federal
Av. Rio Branco, 241 – Centro
Capacidade: 141 lugares
Músico: Belkiss Campos, soprano, Giuseppe Mauro, tenor, Dilia Tosta, piano
Programa: Árias de ópera, músicas clássicas italianas e espanholas

10 – Domingo – 11h30
MAM
Rua Infante D. Henrique, s/n
Capacidade: 200 lugares
Músico: Camerata do Uerê
Regência Waleska Araujo
Programa: Clássicos de Natal

11 – Segunda-feira – 12h30
Museu da República
Rua do Catete, 135 – Catete
Capacidade: 80 lugares
Músico: Coral do Cepel e Coral Eletrobras
Direção: Crismarie Hackenberg
Programa: Clássicos do Natal

11 – Segunda-feira – 18h
Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ)
Rua da Candelária, 9
Músico: Camerata do Uerê
Regência: Waleska Araújo
Programa: Clássicos do Natal

12 – Terça-feira – 12h30
CRAB
Praça Tiradentes, 89 – Centro
Capacidade: 100 lugares
Músico: Quintino Bento e Primeira Escola de Congo de São Benedito do Erê
Programa: Natal cantado e Congada do Erê

12 – Terça-feira – 20h
Iate Clube do Rio de Janeiro
Av. Pasteur
Capacidade: 150 lugares
Músico: Coro de Cor convida Coral Cantada
Direção: Ana Azevedo e Bianca Malafaia
Programa: Clássicos de Natal

13 – Quarta-feira – 12h30
CCBB
Rua 1º de Março, 66 – 4º Andar- sala 26
Capacidade: 100 lugares
Músico: Luiz Bomfim, barítono e Regina Lacerda, piano
Programa: É Tempo de Natal…

13 – Quarta-feira – 19h
Paróquia da Ressurreição – Concerto comemorativo dos 15 anos do Madrigal Cruz Lopes
Rua Francisco Otaviano, 99 – Ipanema
Capacidade: 300 lugares
Músico: Madrigal Cruz Lopes
Participação da Camerata A4 Cordas – Regina Tatagiba, piano
Regência: José Machado Neto
Programa: Clássicos do Natal

14 – Quinta-feira – 18h
Centro Cultural Justiça Federal
Av. Rio Branco, 241 – Centro
Capacidade: 82 lugares
Músico: Quarteto do Madrigal do Leme – Melody Freyburger: Soprano e Flauta, Marilene Massal: Contralto, Anton Steuxner: Barítono, Violão e Flauta, Bernardo Arbex: Baixo
Programa: Músicas sacras e natalinas de cinco séculos, cantadas e instrumental – obras de Dufay, Binchios, Bach, Teleman, Praetorius, Schubert, Gavaert, Holst, Gruber e outros.

15 – Sexta-feira – 15h
Centro Cultural Justiça Federal
Av. Rio Branco, 241 – Centro
Capacidade: 141 lugares
Músico: Orquestra de Violoncelos da Ação Social pela Musica do Brasil
Programa: Bach, Mozart, Vivaldi e Brahms.

15 – Sexta-feira – 19h
Igreja São Paulo Apóstolo
Rua Barão de Ipanema, 85 – Copacapaba
Músico: Madrigal Cruz Lopes – 15 Anos
Participação da Camerata A4 Cordas – Regina Tatagiba, piano
Regência: José Machado Neto
Programa: Clássicos do Natal

16 – Sábado – 17h
Igreja Nossa Senhora da Glória
Largo do Machado
Capacidade: 300 lugares
Músico: Madrigal Cruz Lopes.
Participação da Camerata A4 Cordas – Regina Tatagiba, piano
Regência: José Machado Neto
Programa: Clássicos do Natal

17 – Domingo – 15h
Centro Cultural dos Correios
Rua Visconde de Itaboraí
Capacidade: 100 lugares
Músico: Coral da TV Globo
Regência: Bianca Malafaia
Piano: Filipe de Matos
Programa: Clássicos do Natal

18 – Segunda-Feira – 18h30
Colégio Notre Dame
Rua Barão da Torre, 308 – Ipanema
Capacidade: 690 lugares
Músico: Madrigal Cruz Lopes
Regência Maestro José Machado Neto
Programa: Adolphe Adam; Mozart; Puccini; Mascagni; Carl Orff; Verdi; Franz Gruber; G.F. Handel

19 – Terça-feira – 12h30
CRAB
Praça Tiradentes, 89 – Centro
Capacidade: 100 lugares
Músico: Pastoril do Céu na Terra
Programa: Auto Natalino

19 – Terça-feira – 18h
Museu do Exército / Forte de Copacabana
Praça Cel. Eugenio Franco, 1 – Posto 6
Capacidade: 200 lugares
Músico: Madrigal do Leme
Regência: Anton Steuxner
Programa: T.Tallis, G.F.Händel, J.S.Bach, F.A.Gaveart, G.Holst.

20 – Quarta-feira – 12h30
CCBB
Rua 1º de Março, 66 – 4º Andar- sala 26
Capacidade: 100 lugares
Músico: Coral do Sisejufe
Regência: Edu Feijó
Programa: Clássicos de Natal

21 – Quinta-feira – 19h
Biblioteca da Maison de France
Av. Presidente Antonio Carlos
Capacidade: 100 lugares.
Músico: Quarteto do Madrigal do Leme. Melody Freyburger: Soprano e Flauta, Marilene Massal: Contralto, Anton Steuxner: Barítono, Violão e Flauta, Bernardo Arbex: Baixo
Programa: Músicas sacras e natalinas de 5 séculos, cantadas e instrumental. Obras de Dufay, Binchios, Bach, Teleman, Praetorius, Schubert, Gavaert, Holst, Gruber e outros.

22 – Sexta-feira – 12h30
Museu Histórico Nacional
Praça XV de Novembro s/n – Centro
Capacidade: 120 lugares
Músico: Marcelo Saldanha, violão
Programa: Clássicos de Natal.

27 – Quarta-feira – 12h30
Encerramento da temporada 2016
CCBB
Rua 1º de Março, 66 – 4º Andar- sala 26
Capacidade: 100 lugares
Músico: Orquestra de Violões da AV-Rio
Programa: Clássicos brasileiros

Fonte: ASCOM MinC

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Chapada dos Veadeiros sedia encontro apoiado pelo MinC
14.07.2017 – 19:41
Começa neste sábado (15/7) e vai até 30 de julho o 4º Encontro de Lideranças e Comunidades Quilombolas do Estado de Goiás, no município de Alto Paraíso de Goiás (GO), na Chapada dos Veadeiros. O Ministério da Cultura (MinC) está apoiando o evento com R$ 200 mil, por meio do Instituto Federal de Goiás, um dos organizadores do encontro de quilombolas. “O objetivo do encontro é reunir comunidades tradicionais num ambiente de diálogo, com a participação de representantes do poder público e de pesquisadores”, diz o coordenador-geral de Cultura e Educação da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC, Egerton Neto.
A previsão é que 210 moradores de remanescentes de quilombos se reúnam durante duas semanas para trocar experiências e promover a cultura popular. O evento será paralelo ao 17º Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, que ocorrerá no mesmo local e período, com a participação de povos indígenas, pesquisadores e representantes do governo federal.
Haverá debates sobre a situação e os desafios das comunidades tradicionais, além de festividades, exposições, oficinas e feiras. Será discutida, entre outras questões, a ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.
Kalunga
O encontro de quilombolas terá foco nas expressões culturais e nas demandas dos moradores do Sítio Histórico Kalunga, considerado o maior território quilombola do Brasil, segundo o coordenador do 17º Encontro de Culturas Tradicionais, Juliano George Basso. Neste sítio, que tem 200 mil hectares, estão localizados remanescentes de quilombos na região da chapada.
Parte da programação ocorrerá na chamada aldeia multiétnica, incluindo uma festa tradicional dos povos do Alto Xingu (Dança do Peixe). Haverá feira de sementes, oficina de vídeo, exposição de imagens de aves e palestras sobre agrotóxicos e desafios dos povos indígenas.
Basso considera que os Encontros são enriquecedores tanto para os povos tradicionais quanto para os turistas que visitam a região. “É um momento de troca de saberes. Os visitantes têm acesso a manifestações tradicionais que não costumam ser muito divulgadas, pois ainda sofrem grande preconceito por parte das sociedades urbanas. A gente aprende muito”, diz Basso.
O município de Alto Paraíso de Goiás fica a 230 quilômetros de Brasília (DF) e a 420 quilômetros de Goiânia (GO).
Fonte: Assessoria de Imprensa – Ministério da Cultura
Brasil investiu R$ 84 milhões em óperas, pela Rouanet, em 25 anos

Nesta terça-feira (27/6), comemora-se o Dia do Artista Lírico, personagem central em óperas e corais. Ele é o responsável por unir o universo da música e do teatro. Desde 1992, o Ministério da Cultura (MinC) vem contribuindo para a formação de novos públicos e valorização deste gênero artístico teatral. Só por meio da lei de incentivo fiscal – Lei Rouanet – nos últimos 25 anos foram destinados cerca de R$ 84 milhões para a realização de óperas no País — uma média de R$ 5 milhões por ano nos últimos dez anos. Além disso, o MinC lançou editais e promoveu bienais de ópera por meio da Fundação Nacional de Artes (Funarte).

“Meu intuito é levar aos palcos, cada vez mais, o canto erudito produzido no Brasil”, Elmir Santos, barítono (Foto: Divulgação)

“No início desta década, experimentamos um crescimento no número de produções. Muitas realizadas por meio de orquestras sociais”, relata o baixo-barítono Lício Bruno, que este ano completa 29 anos de carreira. Em sua avaliação, o canto lírico não pode ser visto apenas como entretenimento, mas, sobretudo, como um importante fator de formação cultural. “O artista lírico não é apenas o solista, é também o coralista. As óperas e o canto lírico foram, no passado, erroneamente associados apenas à elite. No entanto, projetos sociais em comunidades carentes em diversos lugares do país como no Morro da Mangueira, têm revelado ao mundo novos talentos”, alerta.
Para Lício, que também atua como professor universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), o dia do artista lírico deve ser lembrado como uma oportunidade de repensar novos mecanismos de fomento cultural que assegurem novas formas de realizar a arte. “É preciso que todo esse trabalho tenha continuidade e muitos outros jovens tenham oportunidade entrar em contato com o universo da música lírica.”

Paixão pelo lírico

Primeiro barítono negro formado em música pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Elmir Santos se encantou pelas peculiaridades da música erudita brasileira composta por inúmeras influências. O interesse pelo canto lírico surgiu aos 10 anos de idade, quando Santos começou a participar do coral da prefeitura da cidade, formado somente por crianças da rede municipal de ensino. Anos mais tarde,chegou a estudar música popular na escola de música Bituca, em Barbacena, apadrinhada pelo cantor Milton Nascimento. Já na faculdade, ele manteve paralelamente ao estudo da música erudita um trabalho como cantor em uma banda de Black Music. “Desde sempre transitei entre os universos popular e erudito. Mas, o canto lírico é minha paixão. O que me encanta no repertório de músicas eruditas brasileiras é justamente essa mistura, que reflete a identidade do povo do nosso País, formado por negros, índios e europeus”, afirma.
Em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), Santos apresentou um recital com o título As africanias como matriz da música brasileira e americana. “Durante minha apresentação, cantei apenas compositores que de alguma maneira utilizaram da matriz africana para compor suas músicas. Foram selecionadas peças de Heitor Villa-Lobos, Francisco Mignone, Waldemar Henrique e dos americanos Scott Joplin – autor de uma ópera com temática negra que tinha uma mulher como personagem central-, George Gershwin (Porgy and Bess), entre outros”, explica.
Para Elmir, a escolha do repertório do trabalho final era uma tentativa de colocar em evidência a música erudita brasileira, que ele considera muito esquecida. “Infelizmente, percebo um certo preconceito com o canto lírico. A música brasileira, a nossa essência, ainda não é cantada. Meu intuito é levar aos palcos, cada vez mais, o canto erudito produzido no Brasil. Compositores como Villa-Lobos, Francisco Mignone – que por muitos anos compôs balés e óperas enaltecendo nossa cultura-, precisam ser lembrados. Temos uma produção muito rica, que retrata a nossa história. Espero poder contribuir com a propagação da música erudita em nosso País”, enfatiza.

Miscigenada desde a origem

O pesquisador Herculano Lopes, da Fundação Casa de Rui Barbosa, que desenvolveu um trabalho sobre o teatro musical ligeiro, destaca a chegada da ópera no Brasil, desde as primeiras companhias vindas da Europa no século 19, cujas divas acabavam se envolvendo com gêneros populares.  “É importante lembrar que a noção atual de nacionalidade é distinta daquela do século 19. Naquela época, não havia uma separação tão rígida entre o erudito e o popular, mas, sim um esforço grande da elite em dar um ar europeu à arte no País”, pondera.
De acordo com Herculano, a ópera foi cultivada como um elemento de construção nacional no século 19. “Em dezembro de 1843, desembarcou no Brasil uma cantora lírica italiana chamada Augusta Candiani, que inicialmente era casada com o dono da companhia. Pouco depois ela deixou o marido para viver com um compositor de modinhas. Como a sociedade não aceitou a separação dela, Candiani seguiu pelo interior do País cantando modinhas”, conta.
No final do século 19, o movimento pela ópera nacional ganhou força, especialmente com o compositor Carlos Gomes, que trouxe como tema o escravo, o índio. Foi a inserção de um brasileiro no gênero universal. “Na virada do século 19 para o 20, voltamos à discussão do que é de fato nacional, um pouco como vemos hoje quando procuramos classificar, por exemplo, o que é o rock nacional. A ópera no Brasil também viveu essas transformações”, relata.
Texto e Fonte: Assessoria de Comunicação/Ministério da Cultura

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Aberta as inscrições do 4º Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras

O Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves – CADON deu início à produção do 4º Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras. O prêmio tem como objetivo, atender as expressões artísticas de estética negra, nos segmentos de artes cênicas, música e um prêmio especial na área de preservação de bens culturais.

As inscrições de projetos estão abertas e vão até o dia 08 de maio de 2017, então se atente ao prazo final. Essa é mais uma edição do Prêmio que conta com o patrocínio da Petrobrás e que desde a primeira edição em 200, acredita e investe no projeto, que contribui para a valorização e fortalecimento dos produtores, artistas e empreendedores que trabalham com a temática de matriz africana.

O projeto também tem apoio da Fundação Cultural Palmares, que é apoiadora desde 2006 e proporcionou a concretização dessa ação afirmativa, e que vem ganhando visibilidade a cada ano, trazendo um olhar mais atento e profundo para as questões com a temática negra e que mostra a força da nossa identidade cultural que foi e é fundamental na construção de costumes do Brasil e que ainda resiste.

Nesse ano o prêmio tem algumas novidades. Nesta edição, as modalidades focam na democratização do acesso, com o objetivo de atingir pessoas de várias regiões do país, principalmente as que não têm acesso aos bens culturais e vivem longe dos grandes centros urbanos. O proponente terá a possibilidade de propor projetos inovadores, que façam uso ou não de recursos tecnológicos, podendo misturar linguagens ou veicular no ambiente virtual (website, Facebook, Youtube, Instagram).

O valor total de premiação da 4ª edição será de R$ 900.000,00 (novecentos mil reais), distribuídos entre 11(onze) projetos:

• Artes Cênicas – 05 projetos de até R$ 80.000,00

• Música – 05 projetos de até R$80.000,00
• Prêmio Especial – 01 projeto de até R$100.000,00(área de Preservação e Difusão do Patrimônio Cultural e Histórico da Cultura Afro-brasileira)

Quem Pode Participar

Pessoas jurídicas, de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos, com efetiva e comprovada atuação na área cultural, especialmente as que promovem a difusão e a valorização das expressões culturais afro-brasileiras e que estejam em conformidade com as condições definidas no edital.

Maiores informações e inscrições, acesse o site http://www.premioafro.org/

Texto e Fonte: Fundação Cultural Palmares

Apoiado pela Funarte, Festival Nacional de Teatro de Ribeirão Preto abre inscrições

A Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, por meio de sua Secretaria da Cultura e da Fundação Nacional de Artes – Funarte, está com as inscrições abertas para o 5º Festival Nacional de Teatro de Ribeirão Preto.

A programação será realizada no período de 6 a 15 de junho, com apresentações no Céu das Artes, Teatro Municipal e Teatro Minaz. As inscrições vão até o dia 23 de abril e podem ser efetivadas através do formulário online – que, assim como o edital, pode ser consultado no site da Secretaria Municipal da Cultura de Ribeirão Preto (informado abaixo) –.

Serão selecionados em âmbito nacional até 18 espetáculos e três oficinas temáticas para participação no Festival. A apuração ocorrerá entre os dias 24 e 26 de abril. Como prêmio, será concedida uma ajuda de custo no valor de R$ 4 mil ao grupos contemplados, para realizar apresentações.

A Funarte apóia o evento através de convênio com a Prefeitura da cidade – destinado ao projeto Fomento ao Teatro –.

Sobre o festival
Com abrangência em todo o Brasil, o 5º Festival Nacional de Teatro de Ribeirão Preto envolve atores, diretores e outros criadores e grupos de representação numa troca de informações e conhecimentos. O objetivo da iniciativa é provocar a aproximação do público e de artistas locais a diferentes manifestações cênicas, contribuindo para a formação de espectadores e o aprimoramento de quem se dedica às artes do palco.

Acesse aqui o site da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, para acesso a documentos e mais informações

Texto e Fonte: Funarte

O Ministério da Cultura (MinC) irá apoiar, neste ano, a Feira Pan-Amazônica do Livro, a quarta maior feira de literatura do Brasil e a maior da Região Norte em termos de programação e área ocupada, atrás apenas da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, da Bienal do Livro do Rio de Janeiro e da Feira do Livro de Porto Alegre. O aporte, de R$ 300 mil, se dará por meio de convênio entre o Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) do MinC e a Secretaria de Estado de Cultura do Pará.  

O apoio do ministério reforça algumas ações prioritárias da gestão do ministro Roberto Freire: o incentivo à leitura no país e a ampliação de iniciativas na Região Norte. “É com satisfação que o MinC participa da Feira Pan-Amazônica do Livro, que atende a uma prioridade do ministério, que é fazer com que o brasileiro leia mais. Nada melhor do que incentivar eventos como esse. Há algum tempo, o ministério estava ausente nesse sentido e estamos recuperando o tempo perdido”, destaca.

Grande vitrine literária

A 21º edição do evento, que ocorrerá em Belém (PA) entre 26 de maio e 5 de junho, terá como tema principal a poesia. O homenageado deste ano será o poeta piauiense Mauro Faustino. Realizado anualmente, o evento conta com público estimado de 400 mil visitantes. Na programação, há oficinas, cursos, lançamentos de livros, seminários e atividades que envolvem cinema, teatro, música, fotografia e dança. O objetivo é promover ações de incentivo à leitura e fomento à produção e à difusão cultural.

Segundo a Secretaria de Cultura do Pará, a Feira Pan-Amazônica gera negócios da ordem de R$ 18 milhões, em média, ao incrementar a produção literária nacional e local, aumentar o número de leitores e gerar empregos no setor. O evento também apresenta um crescimento anual de 15%, tanto em área, quanto em público e volume de vendas.

Segundo a diretora de Cultura da Secretaria de Cultura do Pará, Ana Catarina Peixoto de Brito, a feira cumpre um papel importante de incentivo à leitura, “tanto pelas atividades da programação quanto pela possibilidade de contato direto com o livro dentro dos estandes, com preços acessíveis e oferta diversificada”.

Ela explica que, embora dure dez dias, alguns programas e ações relacionados à feira se desenvolvem e se prolongam ao longo do ano. São organizados, por exemplo, Salões do Livro, que alcançam as cidades da vizinhança, e ações preparatórias antes da feira para levar programação cultural às escolas.

Texto e Fonte: Assessoria de Comunicação/Ministério da Cultura

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