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29º Festival Cine Ceará começa nesta sexta-feira (30) em Fortaleza
Record em inscrições, festival recebeu filmes de 12 países. Evento foi contemplado em edital do Ministério da Cidadania com R$ 400 mil

publicado: 29/08/2019 16h58, última modificação: 29/08/2019 16h58
Foto: Divulgação

O Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema – abre oficialmente nesta sexta-feira (30) e vai até o dia 6 de setembro, em Fortaleza, no Ceará. Na 29ª edição, 40 filmes entre curtas e longas-metragens serão exibidos. O evento foi um dos contemplados no edital de apoio a mostras e festivais de audiovisual, lançado em 2018 pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, e recebeu R$ 400 mil para a sua realização.

Record em número de participantes por quatro edições consecutivas, a mostra deste ano contabilizou 1.271 produções audiovisuais inscritas, vindas de 12 países ibero-americanos: Brasil, México, Argentina, El Salvador, Venezuela, Chile, Peru, Espanha, Portugal, Cuba, Colômbia e Bolívia. Para o diretor do festival, Wolney Oliveira, uma prova da consolidação do festival.

“O primeiro grão do festival foi o Vídeo Mostra Fortaleza, criado em 1991, com a temática do centro da cidade. Em 1995, muda-se o nome para Cine Ceará, com competitiva de curtas e longas-metragens. Em 2006, resolvemos apostar no eixo do cinema ibero-americano. Desde então, o festival tem crescido muito, com muitos trabalhos maravilhosos e premiadíssimos. O aporte que nós temos do Ministério da Cidadania é fundamental para continuarmos evoluindo”, afirmou.

A 29ª edição vai ficar na história com o protagonismo de produções do estado. O Cine Ceará começa com a estreia nacional do filme “A Vida Invisível”, do diretor cearense Karim Aïnouz. O longa foi escolhido para representar o Brasil na disputa pelo Oscar, o maior prêmio do cinema mundial. Já o encerramento terá a exibição de “Pacarrete”, do também diretor cearense, Allan Deberton.

O longa “Pacarrete” foi o grande destaque do 47º Festival de Cinema de Gramado e recebeu oito prêmios, entre eles, o de melhor filme. A produção teve o aporte financeiro de R$ 1,25 milhão do Fundo Setorial Audiovisual do Ministério da Cidadania para filmes de baixo orçamento.

Mais de 10 mil pessoas são aguardadas nos oito dias de evento. Além das mostras competitivas de curtas e longas-metragens, o festival traz exibições especiais, debates, oficinas e a presença de profissionais das mais diversas áreas do audiovisual. Para saber mais sobre a programação do festival, acesse: cineceara.com

Ministério da Cidadania apoia mostras e festivais de audiovisual

O edital de apoio a mostras e festivais de audiovisual, no qual o Festival Cine Ceará foi contemplado, está com inscrições abertas até 30 de setembro. Ainda há cerca de R$ 740 mil para projetos nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Os recursos para o Rio de Janeiro e São Paulo, que correspondem a 50% dos R$ 26,5 milhões previstos no edital, já foram integralmente utilizados. As inscrições podem ser feitas pelo link: http://mapas.cultura.gov.br/oportunidade/1031/.

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Edital da Fundação Nacional de Artes vai premiar artistas plásticos
Inscrições para a 9ª edição do Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça podem ser feitas até 27 de setembro. Três projetos serão selecionados

publicado: 13/08/2019 15h42, última modificação: 13/08/2019 15h44

Abraham Palatnik – Doação para Fundação José Augusto – 5ª edição do Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça. Foto: Divulgação

Estão abertas até 27 de setembro as inscrições para a 9ª edição do Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça. Lançado pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), instituição vinculada ao Ministério da Cidadania, o prêmio visa incentivar produções artísticas destinadas ao acervo de instituições museológicas públicas e privadas sem fins lucrativos, fomentar a difusão e a criação das artes visuais e permitir a acessibilidade aos bens culturais e o compromisso com a formação de público. Confira o edital.

Serão selecionados três projetos, em três módulos, em todo o território nacional. O proponente contemplado no módulo I receberá R$ 30 mil; no módulo II, R$ 60 mil; e no módulo III, R$ 100 mil. Os recursos financeiros destinados a este Prêmio somam R$ 250 mil. Desse total, R$ 190 mil serão aplicados em premiação e R$ 60 mil, em despesas administrativas.

Inscrições

As inscrições devem ser feitas exclusivamente por meio postal, na modalidade Sedex ou outra forma de via postal expressa, com Aviso de Recebimento (AR), utilizando formulário próprio disponível neste link. No item 6 deste edital, estão todas as informações relacionadas às inscrições.

Uma comissão composta por seis membros, sendo um representante da Funarte e cinco especialistas em artes visuais, com conhecimento comprovado e notoriedade no campo das artes visuais, nomeadas pelo presidente da Funarte, vai avaliar e selecionar as propostas provenientes dos diversos segmentos da expressão visual.

Sobre Marcantonio Vilaça

Personalidade atuante nas artes visuais nas décadas de 1980 e 1990, o advogado por formação dirigiu a revista de arte “Galeria”, fundou com sua irmã a galeria Pasárgada Arte Contemporânea, provocando um movimento renovador em sua cidade natal, Recife (PE), e inaugurou com Karla Ferraz de Camargo a galeria Camargo Vilaça, em São Paulo (SP), considerada a mais importante referência para a arte brasileira nos anos 1990.

Por sua atuação, Marcantonio Vilaça projetou a arte contemporânea brasileira internacionalmente, profissionalizou a representação do artista contemporâneo brasileiro, que passou a frequentar bienais e feiras internacionais, ganhou catálogos e livros e entrou para acervos de grandes museus e coleções particulares. Também investiu ao expor artistas estrangeiros no Brasil, em uma tentativa de abrir os olhos do público brasileiro para a produção contemporânea mundial.

Marcantonio Vilaça morreu aos 37 anos, no dia 1º de janeiro de 2000. Foi homenageado com a criação de dois prêmios de incentivo à produção artística com o seu nome, regulamentados por lei federal. Além deste editado pela Funarte, há o Prêmio CNI/SESI.

Informações:

Outros esclarecimentos sobre o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça – 9ª Edição podem ser obtidos pelo endereço eletrônico premio.mav2019@funarte.gov.br.

Fundação Nacional de Artes (Funarte)
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17ª Semana Nacional de Museus começa nesta segunda-feira (13)

No total, 3.222 eventos integram a programação especial, que segue até 19 de maio em diversos museus do País

publicado: 10/05/2019 13h22, última modificação: 15/05/2019 10h43

Começa nesta segunda-feira (13) a 17ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cidadania. Com o tema Museus como Núcleos Culturais: O Futuro das Tradições, o evento propõe um debate sobre o papel dos museus como centros disseminadores e receptores de práticas, costumes e pensamentos de nossa cultura. No total, 3.222 eventos integram a programação especial, que segue até 19 de maio em diversos museus do País. Confira a programação completa.

Um dos destaques da programação é o lançamento de cinco volumes da série República em Documentos, na sexta-feira (17), no Museu da República, no Rio de Janeiro. A instituição também preparou os seminários Haja Hoje para tanto Ontem – a fotografia no trânsito da história (13/5), Os efeitos do Movimento e do Corpo como primeiro patrimônio (14/5) e Haja hoje para tanto ontem: o que a Abolição não aboliu (15/5). A programação ainda prevê a abertura da exposição Palácio, Presidência, Museus, sobre a história do Palácio do Catete, antiga sede da Presidência da República.

Já o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, apresenta a exposição 230 Anos da Inconfidência Mineira: Caminhos e Descaminhos, sobre o movimento que levou à independência brasileira. O museu ainda organizou um ciclo de palestras, de 13 a 21 de maio, sobre a cultura afro-brasileira em Minas Gerais, no período do ciclo do ouro. No dia 18, a oficina de bordado Não me Kahlo, com sorteio de cinco exemplares do livro Pequeno guia de incríveis mulheres que sempre foram consideradas menos importantes que seus maridos (Uruatu, 2018). Saiba mais.

O Museu Victor Meirelles (MVM/Ibram), em Florianópolis, oferecerá visitas guiadas especiais para crianças e turmas escolares. Outra atividade preparada para a Semana Nacional de Museus é a oficina de roteiro e stop-motion, direcionada a membros do Centro de Atenção Psicossocial de Florianópolis. Veja como participar das atividades.

Semana Nacional de Museus

A Semana Nacional de Museus foi pensada como uma ação para dar ainda mais relevo ao Dia Internacional dos Museus (18/5), criado pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM). Trata-se de um momento propício para fomentar debates no campo museal e para estimular a realização e o desenvolvimento de projetos e atividades museológicas que podem ser de curta, média ou longa duração.

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Festival-escola de música clássica em Santa Catarina é o maior da América do Sul

Com 14 edições realizadas, Femusc transforma a vida de estudantes de música por meio do intercâmbio com professores e músicos renomados de todo o mundo

(publicado: 13/02/2019 12h51, última modificação: 13/02/2019 12h56)

 

Estudantes de 29 países se inscreveram na 14ª edição do Femusc, realizado em Jaguará do Sul (Foto: Divulgação)

Ajudar jovens músicos brasileiros a atingir a excelência técnica internacional. Esse é o objetivo do Festival de Música de Santa Catarina (Femusc), que ocorre entre o fim de janeiro e o início de fevereiro na cidade de Jaraguá do Sul. Considerado o maior festival-escola da América Latina, devido ao número expressivo de aulas particulares, concertos, oficinas e participantes, o Femusc foi idealizado pelo oboísta e maestro Alex Klein, consagrado com dois prêmios Grammy, os únicos de música erudita para o Brasil, e um dos principais solistas de Oboé da Orquestra Sinfônica de Chicago.

Se nas primeiras edições do Femusc havia mais gente no palco do que na plateia, esta 14ª edição do evento, encerrada em 1º de fevereiro desse ano, teve público de 50 mil pessoas, sendo 60 mil online – quase um terço da população da pequena Jaraguá do Sul, com 170 mil habitantes. Foram quase mil inscrições, de estudantes de 29 países, para preencher as 300 vagas que o Festival oferece. São esses participantes que formam as orquestras, trios, quartetos, entre outras formações musicais, responsáveis pelos 200 concertos oferecidos ao público ao longo dos 10 dias de evento.

“Aos poucos, a resistência em relação à música erudita foi sendo quebrada”, explica o diretor executivo do Femusc, Fenisio Pires Junior. Tanto que, hoje, o Femusc movimenta toda a cidade, tanto no aspecto artístico, quanto social, educacional e financeiro. O Festival leva concertos a presídios, creches, asilos e abrigos da cidade. Durante duas semanas, também leva música e alegria para os hospitais, como contrapartida social. Incentivadas pela grandiosidade do festival, atualmente, mais de mil crianças e jovens de Jaraguá do Sul têm aulas de formação musical, oferecidas pela Sociedade Cultura Artística (SCAR), que dirige o Centro de Cultura de Jaraguá do Sul, onde são realizadas diversas atividades do festival.

Para organização do Festival, o Instituto Femusc capta recursos por meio de incentivo fiscal do governo federal, via Lei Rouanet, para a organização do Festival desde 2010, totalizando quase R$ 13 milhões ao longo destes 10 anos. Para a edição de 2019, já captaram R$ 1.242.416,00. Para viabilizar a realização do evento, várias instituições se uniram e fundaram o Instituto Femusc. A SCAR, a Prefeitura de Jaraguá do Sul, entre outras entidades, integram a direção do Instituto, responsável pela organização do Festival.

A economia da cidade agradece. Nesse ano, durante os 10 dias de
Festival, cerca de R$ 3 milhões foram movimentados diretamente na economia de Jaraguá do Sul, mais que o dobro do investimento de R$ 1,2 milhão, captados com apoio da Rouanet. O diretor executivo do Femusc, Fenisio Pires Junior, comenta que os hotéis, bares e restaurantes ficam cheios durante todo o evento. “As pessoas saem do teatro, dos concertos e, ao invés de irem para casa, vão jantar fora. Assim, o Femusc movimenta a economia e toda a cidade.”

Nível internacional

Um dos principais atrativos do Festival é a presença de músicos e professores de renome internacional – só nesta última edição foram 22. Para o diretor artístico e idealizador do projeto, Alex Klein, o intercâmbio com artistas com experiência nas grandes orquestras de todo o mundo é essencial para elevar o nível técnico dos jovens músicos brasileiros. “E se não podemos enviar todos eles ao mundo, então vamos trazer o mundo até eles”, declara.

Um dos destaques do Femusc desse ano foi o norte-americano Harry Silverstein, diretor cênico de Óperas, com mais de 90 produções musicais em todo o mundo. Junto a André Santos, na direção musical, e Laura Bulhões, na coordenação, foi responsável por produzir dois espetáculos, com mais de cem pessoas, em apenas duas semanas: “Suor Angélica”, de Puccini, e “Os Sete Pecados Capitais”, de Kurt Weill.

E se engana quem acha que os renomados profissionais internacionais vem ao Femusc motivamos por altos cachês. Cada professor e participante recebe uma diária, quase uma ajuda de custo, para participar do festival. “O que os une é o amor pela música e a vontade de ensinar, de compartilhar, de ajudar na formação de novos talentos”, ressalta Fenisio.

Novos talentos

O Festival tem três níveis de classificação dos participantes: intermediário, avançado e profissional. Não raro, novos talentos, “verdadeiras pérolas”, como se refere Fenisio, são descobertas entre os estudantes de nível intermediário. É o caso de Richard Mickael Bartikoski, natural de São Leopoldo no Rio Grande do Sul, que ficou famoso em todo o país ao participar de programas de televisão.

Apresentado ao violino aos 8 anos, o menino se apaixonou pelo instrumento e começou sua formação. Em um determinado momento, precisava de um instrumento próprio, cujo valor era de R$ 12 mil, um investimento que era impossível para a família. Incentivado por amigos, Richard foi para a porta do shopping da cidade tocar o instrumento que tinha para arrecadar os recursos necessários para comprar um novo. Foi quando uma rede de TV local fez uma reportagem sobre ele e, a partir de então, sua história rodou o Brasil.

O Femusc foi o segundo festival do qual Richard participou, e ele se apaixonou logo de cara. “É o único festival do Brasil que permite que você almoce ao lado de um músico chinês e faça aula com um australiano no mesmo dia, nenhum outro oferece esse contato com tantos estudantes de tantos lugares do mundo. Além disso, eles trazem os melhores professores”, destaca.

Outra história comovente é de um estudante do interior da Amazônia, que tem aulas quinzenais de violino em Manaus, distante três dias de viagem da cidade onde mora. Para ir ao Femusc desse ano, o estudante precisou viajar durante dez dias, três de barco até Manaus, e sete de ônibus até Jaraguá do Sul.

Apoio e eventos gratuitos

Quase toda a programação do Festival é gratuita. As únicas exceções foram o Concerto de Gala e a Ópera que, em 2019, tiveram ingressos vendidos a R$ 20. “Foi a primeira vez que cobramos ingresso. Como os eventos gratuitos têm lotação máxima, algumas pessoas de localidades vizinhas não vinham aos eventos. Com a venda de ingressos a preços populares, pudemos garantir a vinda do público das cidades vizinhas, além da ajuda financeira ao festival”, relata Fenisio.

O empresariado apoia a as atividades culturais na região. Como resultado, o Centro Cultural possui a maior coleção de harpas da América Latina, 18 no total, além de 30 pianos, tudo adquirido com doações e contribuições das empresas da cidade. Esse acervo permite que o Festival não precise alugar ou pedir emprestados instrumentos para aulas e apresentações.

Outro ponto forte é o voluntariado. Uma tradição em Jaraguá do Sul, o trabalho voluntário é essencial para a realização do festival. Nessa edição, cerca de 100 voluntários desempenharam as mais diversas funções, possibilitando a realização de um evento dessa envergadura com poucos recursos. “Há festivais de música que têm orçamentos bem mais elevados que o nosso. Os voluntários contribuem muito para que consigamos fazer tudo o que fazemos com os recursos de que disponibilizamos”, afirma o diretor executivo.

 

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Festival de Cinema Ambiental do Espírito Santo abre inscrições

Podem participar da seleção curtas de ficção, animação, documentário ou gêneros híbridos. Evento conta com apoio da Lei Rouanet

(publicado: 20/02/2019 10h20, última modificação: 20/02/2019 10h20)

Estão abertas até 20 de março as inscrições de curtas-metragens de ficção, animação, documentário ou gêneros híbridos para a quinta edição do Festival de Cinema Ambiental e Sustentável do Espírito Santo (Cine.Ema), que será realizada de 7 a 8 de junho no distrito de Burarama, em Cachoeiro de Itapemirim, e nos dias 2 e 3 de agosto na Reserva Ambiental Águia Branca, em Vargem Alta. Podem participar filmes de até 30 minutos de duração, com temáticas ambientais, ecológicas e sustentáveis, que serão avaliados por curadoria e poderão compor a grade de programação das mostras competitivas e não competitivas do evento. Confira aqui as regras gerais de participação.

Em 2019, o evento realizará mais uma vez o Cine.Eminha, mostra ambiental infantil, com filmes de curta duração voltados para crianças. Os filmes submetidos para esta mostra não competitiva também devem ser inscritos na seleção. As obras que participam da mostra competitiva concorrem ao troféu “Sino” de melhor obra audiovisual, nas categorias ficção, animação, documentário, gênero híbrido e júri popular, este último eleito pelo próprio público da mostra.

Os filmes da mostra competitiva e não competitiva serão avaliados por um seleto grupo de profissionais da área ambiental e cultural do Brasil. Além de avaliarem os conteúdos submetidos para a avaliação, os curadores também poderão convidar obras de destaque nacional ou internacional para compor a grade de programação do festival.

Inspirado na Pedra da Ema, cartão postal do bucólico distrito de Burarama, em Cachoeiro de Itapemirim (ES), o “Cine.Ema – Festival de Cinema Ambiental e Sustentável do Espírito Santo” é um projeto social e cultural de ampliação da consciência ambiental por meio do cinema, exibindo gratuitamente obras audiovisuais que tematizem o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável em mostras realizadas em rua, praça pública ou escolas. O evento realiza atividades paralelas de educação ambiental que relacionem a ruralidade do distrito, que é considerado a principal rota agroturística de Cachoeiro de Itapemirim, ao sul do estado.

 

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Com apoio da Secretaria Especial da Cultura, escritores e cineastas produzirão obras sobre 200 anos da Independência

Editais lançados em 2018 premiaram 25 iniciativas inéditas de livros e 35 de audiovisual, entre séries, longas-metragens e documentários

(publicado: 16/01/2019 15h59, última modificação: 21/01/2019 17h21)

Livro de Bruno Gaudêncio terá como personagem principal o pintor Pedro Américo, autor do emblemático quadro O Grito do Ipiranga ou Independência ou Morte (Foto: Reprodução)

A Independência do Brasil, que completa 200 anos em 2022, será retratada em obras literárias e audiovisuais com apoio da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania. Em 2018, dois editais – Incentivo à Publicação Literária e Desenvolvimento de Projetos – 200 anos da Independência do Brasil – selecionaram 25 livros e 35 longas-metragens, documentários ou séries para receber recursos para sua produção. Cada um dos livros vencedores recebeu R$ 40 mil e cada obra audiovisual, R$ 100 mil (documental) ou R$ 200 mil (ficção).

O historiador Bruno Gaudêncio, de Campina Grande (PB), foi um dos selecionados no edital de Incentivo à Produção Literária. Doutorando em História Social pela Universidade de São Paulo (USP), é professor de História da Rede Estadual de Ensino e autor de 15 livros de poesias, contos, ensaios e roteiro de quadrinhos.

A obra de Gaudêncio enfoca a personalidade responsável pelo que se tem, até hoje, de imagem coletiva do ato da independência, o também paraibano Pedro Américo, autor do emblemático quadro O Grito do Ipiranga ou Independência ou Morte. A pintura, de 1888, retrata Dom Pedro I em cima de um cavalo, seguido por vários cavaleiros. A obra integra o acervo do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, atualmente fechado para visitação.

Voltado ao público infantil e juvenil, o livro vai misturar ficção com realidade. “A história é ambientada em três tempos. No ano que Pedro Américo pintou o Grito do Ipiranga, que é 1888, ele encontra um amigo, que lhe proporciona viajar no tempo para 1822, ano da independência, e para 2022, ano do bicentenário”, explica o autor.

Gaudêncio destaca que editais como este estimulam a produção de livros e dão oportunidade a profissionais de regiões como o Nordeste, que nem sempre estão na mira das editoras. Desde o anúncio do resultado do prêmio, conta, já foi procurado por algumas editoras interessadas em publicar a obra. Ele estima que, antes do meio do ano, o livro estará publicado.

Também vencedora do edital de Incentivo à Produção Literária, a escritora Adelice Souza destacou em sua obra a participação da Bahia na Independência do Brasil, em especial as mulheres e o povo miscigenado. “Brancos e meninos bem nascidos não foram guerrear pela libertação do Brasil de Portugal. A guerra foi feita por caboclos, por índios, que queriam a sua própria independência, e por escravos que, ao participarem da guerra, recebiam dos seus senhores o aval, a carta de alforria. Então, muitos negros escravizados participaram da guerra para serem libertados”, destaca a escritora.

Doutora em Artes Cênicas pela Universidade Federal (UFBA), Adelice é dramaturga, diretora teatral, arte-educadora e instrutora de ioga. Já publicou oito livros, entre romances, contos e peças de teatro, além de ter participado em coletâneas.

Em formato de romance que mescla história e ficção, a história de Adelice vai ressaltar a ação de três personagens verídicas: Maria Quitéria (que se vestiu de homem para lutar pela independência); Joana Angélica (religiosa, considerada mártir da Independência pela resistência à invasão das tropas portuguesas ao Convento da Lapa, em Salvador) e Maria Felipa (pescadora negra que contribuiu para o ataque contra portuguesas como informante).

“Para nós, baianos, a independência não chegou em 1822. Chegou em 1823, em 2 de julho, com a independência da Bahia. Eu fiz a narrativa em cima do conceito de que a independência da Bahia é uma parte importantíssima da independência do Brasil. A criação da autora parte da história de uma cabocla que interfere na vida pessoal dessas três mulheres que acabam sendo figuras preponderantes desta guerra.

Bicentenário no audiovisual

A produtora cultural Tati Mendes é uma das cabeças por trás do longa-metragem De Amor e Liberdade – Um Brasil Tardio. Com direção do cineasta Amaury Tangará e roteiro de Sônia Rodrigues, o projeto foi um dos vencedores do edital Desenvolvimento de Projetos – 200 anos da Independência do Brasil.

O longa-metragem conta uma história de amor tendo como cenário a Rusga de Mato Grosso, um conflito armado que fez parte do processo de independência do País e culminou com a morte de 400 portugueses em uma única noite. “A luta durou uma noite e nós a chamamos de a Noite de São Bartolomeu de Cuiabá”, conta a produtora, referindo-se a evento ocorrido em 1572 em que católicos franceses massacraram cerca de 3 mil protestantes.

De acordo com a produtora, a ideia é captar recursos também em Portugal, local no qual deverão ser realizadas algumas filmagens. “O filme é baseado em fato real muito pouco explorado pelos livros de história, mas que tem documentação. Nós descobrimos que em Portugal tem mais relatos da Rusga do que aqui no Brasil”, conta.

Para Tati Mendes, a ideia de criar um edital de fomento a projetos é uma oportunidade de o País poder conhecer sua própria história. “Com certeza, o edital deve trazer roteiros incríveis, já que a história do Brasil é riquíssima em todos os estados. Para nós, é uma chance única de contar um episódio tão interessante para o País”, destacou.

Outro projeto selecionado no edital Desenvolvimento de Projetos – 200 anos da Independência do Brasil é o da Super8Prod, de Porto Alegre (RS). A empresa vai produzir a série de animação A Animalesca História da Independência, voltado a adultos e de comédia, na qual todos os personagens são animais. O protagonista é próprio Brasil, representado por uma jaguatirica.

 A série A Animalesca História da Independência foi um dos projetos premiados no edital Desenvolvimento de Projetos – 200 anos da Independência do Brasil (Foto: Reprodução)

A ideia, de acordo com o criador e roteirista Gustavo Magnani, é toda em cima do narrador, que conta a história da independência em cinco partes. “Cansado da forma como conhecemos a independência, os mesmos heróis, as mesmas histórias, ele (Brasil) tenta contar a própria biografia. Obviamente enviesado, como um narrador sempre é, ainda mais contando sua própria história tendo os personagens como animais”, afirma.

Realizador estreante, Magnani viu no edital de 200 anos uma oportunidade “genuinamente” inovadora. “Sem nenhum exagero. Eu, que já participei de uma série de editais, nunca tinha visto editais com tantas oportunidades para diretores, realizadores estreantes, mulheres, negros, indígenas e de regiões normalmente não contempladas. O ano de 2018 foi um dos melhores para o audiovisual no Brasil. Eu sou uma dessas pessoas que continuaria trabalhando, é claro, mas com esse edital tudo ficou melhor”, declarou.

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