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ANCINE lança edital para produção cinematográfica com R$ 100 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual

Inscrições serão abertas nesta terça, 20 de março

A Agência Nacional do Cinema – ANCINE e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) lançaram nesta segunda, 19 de março, a Chamada Pública para Produção para Cinema 2018, em regime de concurso público. O valor investido nessa linha será de R$ 100 milhões oriundos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). 

Serão selecionadas propostas de produção independente de longas-metragens com destinação inicial a salas de exibição, sendo tal seleção realizada em duas modalidades:

Modalidade A, voltada a projetos de longa-metragem de ficção, documentário e animação, sem distinção de objetivos comerciais ou artísticos;

Modalidade B, voltada a projetos de longa-metragem de ficção, documentário e animação com ênfase em projetos de perfil autoral e propósitos artísticos evidentes.

Para a modalidade A serão disponibilizados R$ 60 milhões, sendo até R$ 6 milhões por projeto de ficção e animação e R$ 1,5 milhão por documentário. Na modalidade B serão destinados R$ 40 milhões, observados os limites de investimento de R$ 3 milhões para ficção e animação e R$ 1 milhão para documentário.

Nas duas modalidades serão aplicados os indutores regionais: no mínimo 30% dos recursos para projetos de produtoras independentes sediadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste; e no mínimo 10% dos recursos para projetos audiovisuais da região Sul ou dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

A etapa de seleção será realizada em duas fases:

1ª Fase: Avaliação dos Projetos. Etapa de caráter eliminatório e classificatório. Nesta fase cada proposta receberá notas inteiras de 1 a 5 para o Quesito 1 – Projeto, e notas inteiras de 1 a 10 para os Quesitos 2, 3 e 4, conforme tabela abaixo com seus respectivos pesos:

QUESITOS

PESO

Modalidades

A

B

1 – Projeto

25%

40%

Avaliação do projeto apresentado, incluindo sinopse, visão do diretor e roteiro

25%

40%

2 – Qualificação técnica do diretor

30%

30%

2.1 Quantidade de obras dirigidas (CPB)

10%

10%

2.2 Desempenho comercial das obras dirigidas

10%

5%

2.3 Desempenho em festivais

10%

15%

3 – Capacidade gerencial e desempenho da produtora

30%

25%

3.1 Capacidade gerencial – Classificação de nível na ANCINE

10%

5%

3.2 Desempenho comercial das obras produzidas pela produtora em salas de cinema.

10%

5%

3.3 Premiações em festivais

10%

15%

4 – Planejamento e adequação do plano de negócios

15%

5%

Captação, licenciamentos, parcerias efetivadas (coprodução, distribuição) e estratégia comercial)

15%

5%

Total

100%

100%

 

Cada proposta habilitada será avaliado por 2 profissionais independentes com notório saber e experiência no mercado audiovisual, selecionados pelo Edital de Credenciamento de Pareceristas. Os profissionais independentes elaborarão parecer atribuindo notas exclusivamente ao Quesito 1 – Projeto, cabendo à área técnica da ANCINE a pontuação dos demais quesitos.

O detalhamento da pontuação de cada quesito pode ser encontrado no item 6.5 (critérios de avaliação).

2ª Fase: Decisão do Investimento. Segunda etapa da seleção, de caráter eliminatório. Nesta fase serão formadas duas Comissões de Seleção (uma para cada Modalidade), compostas por 3 especialistas em atividades audiovisuais indicados pelo Comitê Gestor do FSA e por 2 servidores da ANCINE indicados pela Diretoria Colegiada. Todos os membros das Comissões de Seleção analisarão conjuntamente as propostas classificadas, que concorrem em igualdade de condições, sem vinculação às notas atribuídas na primeira etapa da seleção.

As inscrições para o edital serão feitas através do Sistema FSA/BRDE entre os dias 20 de março e 3 de maio de 2018. Veja o edital completo aqui.

Saiba mais sobre os parâmetros para aplicação da pontuação automática e sobre classificação de nível das produtoras brasileiras.

Fonte: ANCINE

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MinC e Ancine anunciam investimento de R$ 471 milhões no setor audiovisual

O Ministério da Cultura (MinC) e a Agência Nacional do Cinema (Ancine) anunciaram nesta segunda-feira (12), no Rio de Janeiro, a segunda etapa do programa #audiovisualgerafuturo, com o lançamento de novos editais para cinema e televisão. Serão investidos R$ 471 milhões na indústria audiovisual brasileira. As novas chamadas públicas trazem mudanças importantes nas operações do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) geridas pela Ancine, garantindo mais agilidade e transparência aos processos.

“Apresentamos hoje a reestruturação do FSA, que é resultado de um longo processo de análise e de diálogo entre a Agência, o Ministério da Cultura e representantes do setor que fazem parte do CGFSA (Conselho Gestor do FSA). Nosso objetivo é ampliar a performance do produto brasileiro no mercado interno e externo, acelerando a capacidade de execução das linhas de investimento e realizando uma distribuição de recursos mais equilibrada em todos os elos da cadeia de valor. As mudanças permitirão também uma maior autonomia e previsibilidade aos agentes econômicos, fundamental para estimular o desenvolvimento da atividade”, avalia o diretor-presidente da Ancine, Christian de Castro.

Além de mudanças estruturais, como um sistema de pontuação mais objetivo e transparente, algumas linhas foram também renomeadas em função, por exemplo, do elo da cadeia beneficiado e do sistema de seleção adotado. Nesta etapa do programa são estimados R$ 468 milhões em produção e distribuição para cinema e TV, além de R$ 3 milhões, provenientes do orçamento da Ancine, destinados a subsidiar a atividade de grupos exibidores de pequeno porte, que se destacaram pela exibição de filmes nacionais em suas salas de cinema.

Esses recursos, somados aos R$ 80 milhões anunciados pela Secretaria do Audiovisual (SAv/MinC) em fevereiro, são provenientes do orçamento do Plano Anual de Investimento de 2017 que ainda não foram aplicados. Os valores disponíveis para o exercício de 2018 serão aprovados ainda no mês de março pelo Comitê Gestor do FSA e uma nova etapa do programa #audiovisualgerafuturo tem previsão de lançamento para abril, totalizando mais de R$ 1 bilhão no setor este ano, maior valor já disponibilizado historicamente.

“O programa #audiovisualgerafuturo é composto por linhas de investimento que se complementam. As linhas sob responsabilidade da Secretaria de Audiovisual do MinC visam promover a inclusão e reduzir as desigualdades no audiovisual, têm caráter de política compensatória. Também buscam estimular a difusão, com o fomento para mostras, festivais e encontros do mercado. Já as linhas operadas pela Ancine, que estamos lançando agora, têm um foco mais preciso na promoção do desenvolvimento do mercado de audiovisual”, explicou o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

Na ocasião, foi anunciada também a terceira edição da Linha de Produção para TVs Públicas, realizada em parceria com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Serão distribuídos R$ 70 milhões entre as cinco regiões do país, o que resultará em programação de produção independente para a TV Brasil, para os canais do Poder Legislativo e ainda para TVs Comunitárias e Universitárias.

Até o fim de março, o MinC e a Ancine divulgarão informações sobre inscrições e detalhes de cada uma das chamadas públicas.

Confira as seis chamadas públicas anunciadas na segunda etapa do programa #audiovisualgerafuturo:

Produção Cinematográfica/Seletivo (antigos Prodecine 01 e 05)

O edital, destinado a produtoras brasileiras independentes, busca ampliar a produção de filmes brasileiros com foco tanto em aspectos comerciais quanto artísticos, garantindo a diversidade na produção nacional. A chamada será dividida em duas modalidades:
Modalidade A (Livre), com investimentos de até R$ 6 milhões por projeto. O total de recursos destinados a essa modalidade será de R$ 60 milhões.
Modalidade B (Foco artístico), com investimentos de até R$ 3 milhões. O total de recursos destinados a essa modalidade será de R$ 40 milhões.
O mérito dos projetos será analisado por dois pareceristas externos, credenciados por edital. A aferição dos critérios objetivos será feita por servidores da Ancine a partir de parâmetros definidos pelo Comitê Gestor do FSA.

Produção Cinematográfica/Fluxo Automático (antigos Prodecine 02 e 04)

Serão destinados R$ 150 milhões para produção cinematográfica, que podem ser acessados por produtoras e distribuidoras brasileiras. As produtoras só poderão dispor de até 10% do valor total dos recursos, e as distribuidoras, 30%. O limite por projeto será de R$ 6 milhões.

A produtora proponente deverá apresentar contrato de distribuição com empresa brasileira independente. Distribuidoras estrangeiras só serão aceitas como codistribuidoras.

O objetivo da chamada é fortalecer a associação entre empresas produtoras e distribuidoras brasileiras, ampliando a competitividade dos filmes nacionais.

Fluxo Automático de Produção para TV (antigos Prodav 01 e 02)
Serão destinados R$ 120 milhões para a produção de conteúdos para TV, que podem ser acessados por produtoras independentes e por emissoras e programadoras brasileiras, respeitando-se o limite de 10% para a produtora e 30% para a programadora.

As programadoras estrangeiras serão aceitas somente no módulo em que a produtora é a proponente. Havendo a possibilidade de exibição em canal internacional como primeira janela, só serão aceitos os casos em que os direitos de exploração no Brasil permaneçam com a produtora brasileira independente. O objetivo é ampliar a presença do conteúdo nacional nas grades de programação dos canais brasileiros e estrangeiros.

Distribuição Cinematográfica/Fluxo Automático (antigo Prodecine 03)
Linha destinada à comercialização de obras cinematográficas com destinação inicial ao mercado de salas de exibição.

São três modalidades de investimento, de acordo com o tamanho do lançamento do longa-metragem de ficção, documentário ou animação. Será disponibilizado um total de R$ 28 milhões para investimentos. A modalidade A investe na distribuição de obras com lançamento comercial em, no mínimo, 100 salas de cinema, simultaneamente, por ao menos uma semana.

Na modalidade B, são investidos recursos para o lançamento em, no mínimo, 10 salas de cinema, ou 120 sessões simultâneas em ao menos uma semana. Já a modalidade C atende os lançamentos em, no mínimo, 10 salas, ou 140 sessões não simultâneas ao longo do período de exibição.

TVs Públicas
Em sua terceira edição, a principal novidade é a inclusão dos canais legislativos entre os canais aptos à exibição das obras, unindo-se aos segmentos de TV universitária, comunitária e educativa e cultural. Serão produzidas 80 obras, divididas da seguinte forma:

3 Temas Livres – 15 obras
5 séries de ficção
5 séries de animação
5 séries documentário
13 Blocos Temáticos – 65 obras

2 blocos ficção (profissão / histórico)
2 blocos animação (infantil e infanto-juvenil)
9 blocos DOC (jovem, infantil, sociedade e meio ambiente, biográfico, diversidade de gênero, raça, sexualidade, manifestações culturais, qualidade de vida)

Prêmio Adicional de Renda (PAR) Exibição

O edital, que se destina aos pequenos exibidores brasileiros, tem por objetivo ampliar a exibição de filmes nacionais, premiando as empresas exibidoras em função da quantidade e diversidade de filmes nacionais exibidos. Serão destinados R$ 3 milhões para complexos de até duas salas, pertencentes a grupos de até 20 salas.

O Fundo Setorial do Audiovisual (FSA)
O Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) é um fundo destinado ao desenvolvimento articulado de toda a cadeia produtiva da atividade audiovisual no Brasil. Criado pela Lei nº 11.437, de 28 de dezembro de 2006, e regulamentado pelo Decreto nº 6.299, de 12 de dezembro de 2007, o FSA é uma categoria de programação específica do Fundo Nacional da Cultura (FNC).

O FSA é um marco na política pública de fomento à indústria cinematográfica e audiovisual no País, ao inovar quanto às formas de estímulo estatal e à abrangência de sua atuação. Isso porque o FSA contempla atividades associadas aos diversos segmentos da cadeia produtiva do setor – produção, distribuição/comercialização, exibição e infraestrutura de serviços – mediante a utilização de diferentes instrumentos financeiros, tais como investimentos, financiamentos, operações de apoio e de equalização de encargos financeiros.

A Agência Nacional do Cinema (Ancine)
Criada em 2001 pela Medida Provisória 2228-1, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) é uma agência reguladora que tem como atribuições o fomento, a regulação e a fiscalização do mercado do cinema e do audiovisual no Brasil. É uma autarquia especial, vinculada desde 2003 ao Ministério da Cultura, com sede e foro no Distrito Federal e Escritório Central no Rio de Janeiro. A Ancine é a Secretaria Executiva do Fundo Setorial do Audiovisual.

Fonte: ASCOM MinC

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BNDES aprova pela primeira vez apoio financeiro à distribuidora audiovisual

Operação, no valor de R$ 10 milhões, permitirá à Elo Company, de São Paulo, distribuir, anualmente, três filmes para o grande público nas salas de cinema

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a concessão de apoio financeiro de R$ 10 milhões para o plano de negócios da Elo Company, de São Paulo. É a primeira vez que uma distribuidora de conteúdo recebe o apoio do BNDES, tradicional apoiador de outros elos da cadeia produtiva do audiovisual, da produção à exibição. 

Os recursos (R$ 5 milhões em financiamento e outros R$ 5 milhões em recursos incentivados no âmbito da Lei do Audiovisual) representam 42,9% do total a ser investido no plano de negócios da empresa, cuja meta é distribuir, anualmente, três filmes destinados ao grande público nas salas de cinema, além do licenciamento para televisão e plataformas de vídeo on demand (VOD).

O plano de negócios prevê ainda a coprodução de mais de seis obras audiovisuais, com potencial para exportação, incluindo longas-metragens de ficção, documentários e séries de televisão e de animação.

Também fazem parte do projeto investimentos corporativos e a aquisição de equipamentos e softwares, como ilhas de edição compatíveis com ultra-alta definição (4K), monitores de áudio e vídeo profissionais, servidores, softwares de edição para tratamento de cor, composição, design visual, efeitos visuais e animação, entre outros.

Além do fortalecimento de sua atuação no estratégico segmento de distribuição de filmes, de grande potencial comercial no cinema e nas outras mídias, a empresa passará a atuar de forma similar aos seus pares internacionais. Isso porque, aplicará o conhecimento da demanda e de sua rede de contatos no desenvolvimento e produção de projetos de animação, não ficção e ficção.

A Elo estima que ampliará seus quadros de 9 para 17 colaboradores. Já o número de empregos indiretos deverá subir de 19 para 27 — sem contar a contratação de profissionais extras para a produção e lançamento de cada título, que, pelos cálculos da empresa, deverá superar mais de 15 mil postos de trabalho, diretos e indiretos, durante a execução do plano de negócios.

Fundada em 2015, a Elo Company é distribuidora de mais de 200 filmes no Brasil e no Mundo. A empresa foi responsável pela distribuição do longa de animação “O Menino e o Mundo”, indicado ao Oscar 2016 e licenciado para mais de 100 países, além de títulos como “Espaço Além – Marina Abramovic e o Brasil”, primeiro filme latino-americano a receber o selo Vimeo Originals e “SOS Mulheres ao Mar 2”, cuja bilheteria ultrapassou 1.5 milhão de ingressos vendidos.

* com informações do BNDES

Fonte: ANCINE

1 Comentário

  1. Federico

    Afinal o BNDES financia metade dos comentaristas aqui kkkkk. BNDES é acessível a qualquer dono de buteco né? Golden Share permite ao BR dar a voz final em alguns assuntos bem específicos, são alguns tópicos que estão previsto em normas, afinal se não fosse assim a EMBRAER continuaria sendo estatal e continuaria quebrada ou falida. To imaginando aqui os carguinhos indicados pelo Governo dando palpite em tudo e pedindo para que restaurem o cargo de entregador de cafézinho. kkkkkk Não é assim que funciona querido. Certamente é a ação mais valiosa, mas não quer dizer que ela comanda a empresa.

    Responder

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MinC abre inscrições para editais de audiovisual com cotas para diretores negros, indígenas, mulheres e novos diretores na segunda-feira (26)

Começam na próxima segunda-feira (26) as inscrições para oito dos onze editais do Programa #AudiovisualGeraFuturo, o maior já lançado pelo Ministério da Cultura (MinC) pela Secretaria do Audiovisual (SAv) em termos de volume de recursos e de projetos, e um marco na inclusão social de segmentos da população que normalmente não estão contemplados.

Nesta quinta, o MinC publica no Diário Oficial da União (D.O.U.) os primeiros cinco editais que compõem o programa. São editais voltados inteiramente para a produção de conteúdo independente: longas de animação, curtas e séries com narrativas para infância, duas linhas de documentário – uma sobre questões afro-brasileiras e indígenas e outra sobre infância e juventude. Na sexta (23), outros três editais serão publicados no D.O.U., voltados à produção de jogos eletrônicos, curtas e séries voltados para a infância.

As inscrições para os demais editais que compõem o #AudiovisualGeraFuturo – Festivais e mostras e eventos de mercado, desenvolvimento de projetos 200 anos da Independência do Brasil e desenvolvimento de projetos para a infância – serão abertas na quarta-feira (28), mas os editais serão divulgados do D.O.U. na segunda-feira (26).

As inscrições se encerram entre os dias 13 e 27 de abril e podem ser feitas no sistema Mapas Culturais no link: mapas.cultura.gov.br.

Inclusão

Os cinco primeiros editais publicados no D.O.U. têm cotas específicas (com percentuais distintos) para novos diretores, diretores de regiões fora do eixo Rio e São Paulo, negros, indígenas, mulheres e transexuais. É o primeiro edital do MinC a inserir transexuais e travestis no conceito “mulheres”. Além de representar um marco na inclusão social, os editais devem contribuir para o fortalecimento da cadeira produtiva do setor audiovisual.

Para este primeiro bloco de editais, o MinC vai disponibilizar R$ 37,6 milhões para a produção de 46 projetos, com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). O edital Longa de Animação selecionará cinco projetos de produção de obras audiovisuais de longas-metragens inéditos e de ficção, com temática livre. Os selecionados receberão R$ 3,5 milhões cada um para desenvolver uma proposta destinada exclusivamente ao público infantil de 0 a 12 anos.

Para participar, as produtoras precisam ter registro regular e estarem classificadas como produtoras independentes na Agência Nacional do Cinema (Ancine), vinculada do Ministério da Cultura responsável pela gestão dos recursos do FSA. Os editais exigem que os projetos sejam acompanhados de teasers – pequeno vídeo de divulgação.

Com duas linhas específicas para documentários, a primeira etapa de editais abre espaço para a criação de obras com as temáticas Afro-Brasileira e Indígena e Infância e Juventude. Os projetos de valorização das culturas afro-brasileira e indígena receberão R$ 500 mil (cada um) para a realização de dez obras documentais inéditas com duração a partir de 52 minutos. O mesmo valor e duração serão reservados para documentários que tratem sobre infância e juventude.

As séries infantis são outro destaque do edital Audiovisual Gera Futuro. Ao todo, serão destinados R$ 8 milhões para a produção de 10 obras audiovisuais de minissérie de ficção, sendo 5 projetos de 13 episódios e 5 projetos de 26 episódios. Todos os episódios devem ser live action, de temática livre, com sete minutos cada, voltados para crianças de 0 a 12 anos. Os projetos de 13 episódios receberão R$ 600 mil (cada) e os de 26 episódios, R$ 1 milhão.

O edital Narrativas Audiovisuais para Infância – Curta é o último deste pacote de editais e vai selecionar 21 obras audiovisuais de curta-metragens. Os projetos, também destinados a crianças até 12 anos, terão um orçamento unitário de R$ 100 mil e devem ter uma duração de 13 minutos.

Audiovisual Gera Futuro

O programa Audiovisual Gera Futuro, lançado no último dia 7 de fevereiro, em Brasília, disponibilizará R$ 80 milhões para cerca de 250 projetos, voltados ao desenvolvimento, produção e difusão. Em todos os editais serão utilizados indutores para promover a inclusão e reduzir as desigualdades no setor audiovisual.

Confira os editais já publicados no Diário Oficial da União

Fonte: ASCOM MinC

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Programa Ibermedia abre inscrições para convocatória 2018

O Programa Ibermedia, dedicado ao incentivo à coprodução de filmes de ficção e documentários realizados na comunidade ibero-americana, está com inscrições abertas para solicitações de apoio ao desenvolvimento de projetos de cinema e tevê e à coprodução de filmes ibero-americanos. O prazo para envio de propostas vai até o dia 23 de abril e o processo deve ser realizado por meio do sistema de gestão de convocatórias Ibermedia.

Desenvolvimento de Projetos de Cinema e Televisão

Os projetos inscritos podem ser de ficção, documentário, animação, produções criativas que utilizem novas tecnologias, produções baseadas em material de arquivo ou séries de TV. Os projetos com destinação para as salas de cinema devem ter no mínimo 60 minutos. Projetos voltados para a televisão ou para exploração em plataformas digitais devem ter duração mínima de 24 minutos, no caso de animações; 90 minutos, no caso de projetos de ficção; e 50 minutos, caso seja um projeto documental.

Além das fases de elaboração de roteiro, storyboard, captação de recursos e elaboração dos planos de financiamento e comercialização, os projetos devem prever, também, no caso de animações, pesquisa de referências e realização de um piloto, e a pesquisa de arquivos, caso trate-se de uma produção elaborada para valorizar o patrimônio audiovisual.

Cada proposta de Desenvolvimento de Projetos de Cinema e Televisão selecionada poderá receber até 15 mil dólares, desde que pelo menos 50% do orçamento do desenvolvimento do projeto já esteja garantido.

Para mais informações, acesse o regulamento da linha Desenvolvimento de Projetos de Cinema e Televisão.

Apoio à Coprodução de Filmes Ibero-Americanos

O apoio à coprodução de filmes ibero-americanos pode ser solicitado por empresas independentes de produção cinematográfica, originárias de um mínimo de dois países-membros do Ibermedia. São elegíveis os projetos de filmes de longa-metragem de ficção, de animação e documentário com uma duração mínima de 70 minutos destinados à exploração comercial. Os projetos devem apresentar cooperação artística e técnica dos países-membros do fundo envolvidos.

Para longas de ficção e animação, o valor do empréstimo concedido poderá ser de até 150 mil dólares. Já os documentários podem receber até 100 mil dólares. Projetos que envolvam países integrantes do grupo 3 da CACI (Bolívia, Costa Rica, Cuba, Equador, Guatemala, Nicarágua, Panamá, Paraguai, República Dominicana e Uruguai) poderão ter acesso a um apoio adicional de distribuição, para tornar a estreia e a exibição em seu país mais efetivas, de acordo com termos específicos do regulamento.

Consulte a íntegra do regulamento da Linha de Apoio à Coprodução de Filmes Ibero-Americanos.

Saiba mais sobre o Programa Ibermedia

O Fundo Ibero-americano de apoio Ibermedia, criado em 1996 e ratificado por 21 países (Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, Equador, Espanha, Guatemala, Itália, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela), estimula a promoção e a distribuição de filmes ibero-americanos. A missão do Programa Ibermedia é trabalhar para a criação de um espaço audiovisual ibero-americano, por meio de apoios financeiros e concursos abertos a todos os produtores de cinema independentes dos países-membros da América Latina, Espanha e Portugal.

O Ibermedia faz parte da política audiovisual da Conferência de Autoridades Cinematográficas Ibero-americanas (CACI), organismo internacional cujo objetivo é o desenvolvimento da cinematografia dentro do espaço audiovisual dos países ibero-americanos e a integração por meio de uma participação equitativa desses países na atividade cinematográfica regional. Além do Ibermedia, a CACI também mantém, entre seus programas, o Ibermedia TV, o DocTV LatinoAmérica e o Observatório Ibero-Americano do Audiovisual.

Clique aqui para acessar o site do Programa Ibermedia. Em caso de problemas técnicos no ato da inscrição, entre em contato com a Unidade Técnica do Programa pelo e-mail info@programaibermedia.com. Para esclarecimento de dúvidas ou pedido de informações adicionais sobre o envio de solicitações de apoio, entre em contato com a Coordenação de Programas Internacionais de Cooperação e Intercâmbio da Agência Nacional do Cinema (Ancine) pelo e-mail programa.ibermedia@ancine.gov.br.

Fonte: Ancine

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MinC lança 11 editais de audiovisual no valor de R$ 80 milhões

Ministro Sérgio Sá Leitão anunciou o lançamento de 11 editais voltados ao audiovisual, com investimento de R$ 80 milhões (Foto: Acácio Pinheiro/Ascom MinC)

Ampliar a participação no mercado de novos talentos e de realizadores negros, mulheres e indígenas e estimular a descentralização do setor audiovisual e a produção de conteúdo infantil e transmídia. Esses são os objetivos centrais do primeiro conjunto de editais do programa #AudiovisualGeraFuturo, lançado nesta quarta-feira (7/2), em Brasília, pelo Ministério da Cultura (MinC).

As 11 linhas anunciadas serão operadas pela Secretaria do Audiovisual (SAV) do MinC e contam com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). “Nossa estimativa é de que, este ano, dentro da política de audiovisual, teremos R$ 1 bilhão para programa #AudiovisualGeraFuturo”, informou o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. Esse montante será disponibilizado ao longo de todo o ano, por meio de linhas operadas pela SAV e pela Agência Nacional do Cinema (Ancine). Editais de linhas operadas pela Ancine serão lançados em março.

Em termos de volume de projetos e de recursos financeiros, trata-se do maior pacote de editais já realizado pela Secretaria de Audiovisual do MinC. Serão disponibilizados R$ 80 milhões para cerca de 250 projetos, por meio de 11 editais voltados ao desenvolvimento, produção e difusão. Em todos há indutores que visam promover a inclusão e reduzir as desigualdades no setor audiovisual.

Todos os editais serão publicados no Diário Oficial da União até dia 26 de fevereiro. A partir da publicação, as inscrições poderão ser feitas pelo portal do Ministério da Cultura.

Visão contemporânea

Um dos principais entusiastas das ações do Ministério da Cultura, o presidente da Comissão de Cultura da Câmara, deputado Thiago Peixoto (PSD-GO), destacou os avanços representados pelo programa #AudiovisualGeraFuturo. “Os editais lançados hoje ajudam a corrigir uma série de distorções que haviam no passado. Além disso, estabelecem um diálogo com regiões diferentes de todo o Brasil. Certamente o programa irá fortalecer o setor audiovisual no País”, disse.

Peixoto também enfatizou o importante papel exercido pela campanha #CulturaGeraFuturo, apresentada pelo ministro no início da cerimônia oficial que lançou os 11 editais da SAv. “A campanha traz uma visão extremamente contemporânea da cultura brasileira. Seja sob o ponto de vista da economia criativa ou do aspecto da identidade e do pertencimento, a campanha já está se consolidando como política pública”, elogiou.

Para a deputada Laura Carneiro (PMDB-RJ), o lançamento dos editais do Audiovisual é mais uma prova de que o Ministério da Cultura passa por uma transformação. “O MinC construiu uma política que trata a questão de gênero como deve ser tratada e olha com especial atenção para o setor audiovisual e para a cultura de modo geral. Isso mostra que vivemos um novo momento”, destacou.

O secretário do Audiovisual do MinC, João Batista Silva, que vai coordenar os editais lançados nesta quarta-feira (07), elogiou o empenho do ministro em buscar um modelo de governança do audiovisual em que a SAv volta a ter seu protagonismo na elaboração de políticas públicas para o setor.

Já o diretor-presidente da Ancine, Christian de Castro, que está há um mês à frente da ações da agência, considera fundamental que haja uma integração ainda maior com o Ministério da Cultura e com a Secretaria do Audiovisual, principalmente no sentido de promover o desenvolvimento do setor. “Nosso objetivo é trabalharmos juntos, sempre em consonância, visando o crescimento do setor. A economia criativa é o grande vetor de desenvolvimento no mundo inteiro”.

Ações afirmativas

Cotas de gênero e raça foram adotadas a partir de estudo feito pela Ancine e divulgado em janeiro de 2018. Tendo como base os 142 longas-metragens brasileiros lançados comercialmente em salas de exibição no ano de 2016, o estudo apontou que 75,4% foram dirigidos por homens brancos. As mulheres brancas assinaram a direção de 19,7%. Apenas 2,1% foram dirigidos por homens negros. Nenhum foi dirigido ou roteirizado por mulheres negras.

Seguindo a política de desconcentração adotada pelo Ministério da Cultura, e buscando estimular a produção audiovisual em todas as regiões do País, cotas regionais foram estabelecidas para todos os editais: ao menos 30% para Norte, Nordeste e Centro-Oeste; e ao menos 20% para Sul, Minas Gerais e Espírito Santo.

Linhas

Do total de recursos, R$ 53,6 milhões são direcionados para 106 projetos de produção, incluindo longas, curtas, jogos eletrônicos e narrativas transmídia (projetos que incluem produtos voltados para diferentes plataformas e planejados de forma integrada). A maioria dos editais incentiva a geração de conteúdos voltados para a infância, um público que tem ganhado cada vez mais importância e para o qual a produção brasileira ainda é restrita.

Um total de R$ 10,4 milhões será destinado a 57 projetos de desenvolvimento. Nesta linha, serão R$ 6 milhões para projetos que tratam dos 200 anos da Independência do Brasil, a ser celebrada em 2022, e outros R$ 4,4 milhões para o desenvolvimento de projetos voltados à infância. A abordagem é livre.

A terceira linha traz uma novidade: serão R$ 16 milhões a serem aplicados em 85 projetos de mostras, festivais e eventos do mercado audiovisual – uma linha de financiamento inédita via Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). O objetivo é incentivar a difusão das produções brasileiras nos mercados interno e externo, despertando maior interesse do público e estimulando o crescimento do setor.

Fonte: ASCOM MinC

2 Comentários

  1. Gabriela

    Como tenho acesso aos editais?

    Responder

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