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Constituído Grupo de Trabalho do Mercado Editorial do Brasil

24.8.2018 – 17:33

O Ministério da Cultura (MinC) designou os representantes que participarão do Grupo de Trabalho (GT) do Mercado Editorial do Brasil. Criado pelo MinC no fim de julho, o GT tem o objetivo de elaborar um diagnóstico do setor no Brasil e propor medidas legislativas e ações de financiamento. A portaria com os nomes dos participantes foi publicada no Diário Oficial. Dois encontros do grupo já estão agendados, sendo o primeiro para o dia 12 de setembro e o segundo para o dia 31 de outubro.

Participam do GT representantes do MinC, da Fundação Biblioteca Nacional, da Câmara Brasileira do Livro, do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, da Associação Nacional de Livrarias, da Associação Brasileira das Editoras Universitárias e da Liga Brasileira de Editoras. De acordo com a portaria que formalizou a constituição do GT, o MinC pode, ainda, convidar membros da sociedade civil e representantes de outros órgãos do poder público para contribuir com o desenvolvimento dos trabalhos, caso seja necessário. O GT será presidido pelo Secretário de Economia Criativa do MinC, Douglas Capela.

Formação do GT

O GT do Mercado Editorial do Brasil foi uma iniciativa do MinC após diversas reuniões realizadas entre representantes do setor e o ministro Sérgio Sá Leitão. Diante das necessidades da área, o ministro Sérgio Sá Leitão optou pela criação de um grupo de trabalho para que pudesse fazer uma avaliação da área no Brasil, considerando todos os elos da cadeia de valor e com a participação de diversos atores do mercado editorial. A partir do diagnóstico, caberá ao grupo elaborar proposta de legislação e de política pública para a promoção do mercado editorial no Brasil, além de propor ações adicionais que julguem necessárias.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Flip gera impacto econômico de R$ 47 milhões para o País

30.07.2018 – 10:00

Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) encomendado pelo Ministério da Cultura (MinC) para medir o impacto econômico da 16ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) demonstra que investir em cultura é um ótimo negócio. De acordo com análise feita pela FGV, o evento gerou retorno econômico da ordem de R$ 47 milhões, além de R$ 4,7 milhões em impostos. Tudo isso a partir de R$ 3,5  milhões (R$ 3 milhões em investimento público e R$ 500 mil de outras fontes) investidos na organização do evento.

A metodologia desenvolvida pela FGV leva em consideração o efeito cascata que os gastos efetuados pelos frequentadores da Flip têm na economia local. Os recursos gastos com hotéis, restaurantes, bares e transporte, se expandem para outros setores da economia, já que os prestadores desses serviços precisam adquirir matérias-primas e outros serviços com seus fornecedores. Deste modo, o impacto econômico na rede turística local, chamado de impacto econômico direto, gera demanda também para os fornecedores, o chamado impacto econômico indireto. No caso da Flip, são R$ 30 milhões de impacto direto e R$ 17 milhões de indireto.

Além disso, há a geração de renda e de empregos. Estima-se que a festa tenha gerado R$ 17 milhões em renda, além de ser responsável pela criação de 1.349 empregos, sendo 673 diretos e 676 indiretos. Do total de impostos gerados, R$ 1,6 milhão ficam com o município, R$ 570 mil com o estado e R$ 2,5 milhões vão para a União.

O levantamento considerou a participação de 26.400 pessoas em quatro dias de evento. Destes, 1,9% (502) são estrangeiros, 45,3% (11.959) são brasileiros não residentes na cidade, 9,1% (2.402) são excursionistas (aqueles que foram ao evento, mas não pernoitaram na cidade) e 43,7% (11.537) são residentes em Paraty.

Para o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o estudo da FGV “demonstra como, além do impacto positivo que a Flip tem no campo literário, na ampliação do acesso e da promoção do livro e da leitura como formas de qualificação do capital humano da nossa sociedade, ela também tem grande impacto na economia, em termos de geração de renda, emprego, inclusão e, portanto, de desenvolvimento”.

Segundo Sá Leitão, a realização de estudos de impacto econômico é uma diretriz do Ministério da Cultura adotada em vários eventos e programas,  com o objetivo de mensurar o quanto o País se beneficia do investimento em cultura e das atividades culturais e criativas. “Queremos mostrar para os contribuintes o quanto os recursos públicos que são investidos em cultura retornam multiplicados na forma de geração de renda, emprego, valor, inclusão social e mais arrecadação tributária˜, disse ele.

Esse é o terceiro evento do calendário do Programa Rio de Janeiro a Janeiro a ter o impacto econômico mensurado pela Fundação Getúlio Vargas. Os dois primeiros foram o Réveillon de Copacabana e o Carnaval do Rio de Janeiro. Monitoramento do programa feito pela FGV mostra que, no primeiro semestre, 39 eventos chancelados pelo Rio de Janeiro a Janeiro, realizados em solo fluminense, geraram impacto total de R$ 6,4 bilhões.

A Festa Literária Internacional de Paraty reuniu, na cidade histórica, milhares de autores, gestores e produtores culturais, artistas e turistas, para celebrar a língua portuguesa e a literatura. Na edição de 2018, a Flip homenageou a poetisa e cronista brasileira Hilda Hilst, considerada uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Ministério participa da 16ª Festa Literária Internacional de Paraty

27.07.2018 – 15:18

Até domingo (29/7), a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) reúne, na cidade histórica, autores, gestores e produtores culturais, artistas e turistas, para celebrar a língua portuguesa e a literatura do Brasil. A 16ª Flip rende homenagem à escritora Hilda Hilst, que empresta à festa literária um tom transcendente e intimista.

Durante o evento, o Ministério da Cultura realiza, com apoio técnico da Fundação Getúlio Vargas (FGV Projetos), pesquisa de impacto econômico da Flip. Estão sendo investigadas informações sobre geração de renda e emprego, arrecadação de impostos e visitação a sítios históricos. A pesquisa está sendo feita por meio de questionário aplicado por uma equipe da FGV junto aos visitantes da festa. O resultado da pesquisa será divulgado na segunda-feira (30).

Foto: Oscar Liberal (Ascom/Iphan)

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, prestigia o evento no sábado (28/7). Ele participa, às 19 horas, do Lançamento do livro Roteiros do Patrimônio: Barroco e Rococó nas Igrejas de Sabará e Caeté, que tem apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O MinC apoia esta edição da Flip por meio da Lei Rouanet. O projeto para realização da festa foi autorizado a captar R$ 4.188.258,27 junto a patrocinadores. O valor captado, até então, foi de R$ 2.004.000,00.

 

Ações para o setor

O Ministério da Cultura oficializou, na quinta-feira (26), a criação de um Grupo de Trabalho que vai elaborar diagnóstico da situação do mercado do livro, propor legislações e ações de financiamento para o setor. O objetivo é buscar soluções para a crise no mercado editorial, que tem causado o fechamento de livrarias e prejuízo a editoras.

O GT será formado por representantes do Governo Federal e da sociedade civil — associações de escritores, livreiros e editoras. As reuniões acontecerão quinzenalmente, e o prazo para conclusão dos trabalhos é de 90 dias.

Além disso, R$ 6,7 milhões estão sendo investidos em editais de apoio ao livro, leitura, literatura e bibliotecas. São três editais de apoio à criação de bibliotecas digitais (R$ 2 milhões), à realização de feiras literárias (R$ 3,7 milhões) e à publicação de livros com a temática do bicentenário da Independência do Brasil (R$ 1 milhão). As inscrições para os três editais estão abertas.

 

Paraty: Patrimônio Mundial

A 16ª Flip também marca a candidatura de Paraty a Patrimônio Mundial, em 2019. Na Casa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no centro histórico, o público poderá conhecer o dossiê da candidatura apresentado à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). A proposta é resultado de uma parceria entre o Iphan, Ministério do Meio Ambiente e Prefeitura Municipal de Paraty.

Foto: Oscar Liberal (Ascom/Iphan)

O conteúdo do dossiê destaca a história e cultura local e a paisagem natural da cidade. Se escolhida, Paraty será o primeiro sítio misto brasileiro reconhecido como Patrimônio Mundial. A candidatura apresenta um recorte de mais de 130 mil hectares. Nele, o centro histórico está cercado de quatro áreas de preservação ambiental: o Parque Nacional da Serra da Bocaina; o Parque Estadual da Ilha Grande; a Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul e a Reserva Ecológica Estadual da Juatinga.

No sábado (28/7), no âmbito da FlipZona, o Iphan promove, às 10h, no auditório do Colégio Cembra, roda de conversa sobre literatura e território. Participam as educadoras Sônia Rampim, Beatriz Goulart e Izabel Cermelli. A entrada é gratuita. No mesmo dia, às 13h, será oferecida a oficina Mapas e Narrativas Patrimoniais. A inscrição é gratuita e as vagas são limitadas.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

 

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Cinco cidades vão receber apoio federal para se candidatarem à Rede de Cidades Criativas da UNESCO

27.07.2018 – 10:05

O Ministério da Cultura (MinC) vai oferecer, pela primeira vez na história, apoio técnico às cidades brasileiras que queiram se candidatar ao título de cidade criativa da UNESCO. O MinC lançou o edital nesta sexta-feira (27), durante oficina de capacitação sobre leis federais de incentivo para produtores culturais em Vitória (ES).

As cidades selecionadas receberão consultoria especializada para a elaboração do dossiê de candidatura. Cada cidade deve identificar uma área temática preferencial, que já seja significativa na cultura e na economia locais. As possibilidades são: artesanato e artes folclóricas, design, cinema, gastronomia, literatura, artes midiáticas ou música. As inscrições estarão abertas na segunda quinzena de agosto.

“Na prática, ao ganhar o selo da UNESCO, a cidade passa a ter suporte e condições de desenvolver sua vocação criativa, fortalecendo a cadeia de empreendimentos e atividades da área temática pela qual foi escolhida, seja ela gastronomia, design, cinema ou outra. Isso resulta na atração de mais turistas, na geração de emprego, renda e desenvolvimento para a região. Por isso é tão importante investir na candidatura ao título”, enfatiza o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. Segundo ele, com o edital, o MinC quer ajudar as prefeituras a apresentarem propostas mais competitivas na próxima seleção de cidades criativas, que acontecerá em 2019.

Oito cidades brasileiras já fazem parte da Rede de Cidades Criativas: Belém (PA), Florianópolis (SC) e Paraty (RJ), no campo da gastronomia; Brasília (DF) e Curitiba (PR) no do design; João Pessoa (PB), artesanato e artes folclóricas; Salvador (BA), música; e Santos (SP), cinema. O programa da Unesco tem o objetivo de promover a cooperação internacional entre cidades que investem na cultura e na criatividade como fatores de estímulo ao desenvolvimento sustentável. Atualmente, 180 cidades de 72 países fazem parte da rede.

O edital tem como objetivo estimular a elaboração de planos de desenvolvimento que, além de estimular a economia criativa e que tenham a cultura como base, contribuam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) previstos na Agenda 2030 da ONU. Podem participar do certame quaisquer municípios integrantes do Sistema Nacional de Cultura (SNC) e que já desenvolvam ou pretendam desenvolver ações nas quais a criatividade seja vetor de desenvolvimento urbano sustentável e que ainda não tenham sido eleitas cidades criativas pela UNESCO.

 

Rede de Cidades Criativas

 

A Rede de Cidades Criativas da UNESCO foi criada em 2004. Na prática, as participantes assumem o compromisso de compartilhar experiências e conhecimento entre si; de desenvolver parcerias com os setores público, privado e a sociedade civil; fomentar programas e redes de intercâmbio profissional e artístico; de realizar estudos, pesquisas e de criar meios de divulgação que ampliem o conhecimento sobre a Rede e suas atividades.

Para serem integrantes da Rede, as cidades precisam passar por processo de seleção realizado pela Comissão de Avaliação da UNESCO. A proposta de candidatura deve demonstrar de forma clara e prática a disposição, o compromisso e a capacidade em contribuir com os compromissos das cidades criativas. Deve apresentar um plano de ação realístico, incluindo detalhamento de projetos, iniciativas e políticas que serão executadas nos quatro anos seguintes à admissão ao Programa.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Campanha sobre economia criativa chega aos cinemas

O primeiro filme da campanha #culturagerafuturo, do Ministério da Cultura (MinC), terá espaço em 292 salas de cinema de 75 cidades de todas as regiões do Brasil. A peça publicitária de 30 segundos, veiculada a partir desta quinta (8), apresenta o conceito “Cultura gera futuro” e será divulgada por quatro semanas.

A campanha evidencia o Brasil como um País vocacionado para as atividades criativas e culturais. Por meio de diferentes meios de comunicação, a iniciativa apresenta a Cultura como ativo que gera emprego, renda e inclusão social, além de ter um papel fundamental na promoção de um desenvolvimento mais justo e sustentável.

Um dos destaques da campanha é o portal www.culturagerafuturo.com, que reúne conteúdo sobre economia criativa no Brasil. Entre eles, estão histórias de quem faz Cultura, notícias, agenda de eventos e cursos. A campanha também poderá ser acompanhada por meio de perfis no Facebook e Twitter.

Para a veiculação do filme no cinema, o MinC conta com apoio da Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex (Abraplex), da United Cinemas International Brasil (UCI), da Cinemark, da Kinoplex, da Rede Cinesystem Cinemas, da Centerplex Cinemas, da Cinépolis e da GNC Cinemas.

Também foram produzidos conteúdos para rádio e redes sociais. A #culturagerafuturo contará ainda com outros três filmes, que abordam a Lei Rouanet, o Audiovisual e a importância da economia criativa.

Força da Economia Criativa

Segundo estudo publicado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), as atividades criativas e culturais respondem por 2,64% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, colocando-se entre os dez maiores setores econômicos do país, superando indústrias tradicionais. O setor envolve 200 mil empresas e instituições e gera cerca de um milhão de empregos diretos. Além disso, paga R$ 10,5 milhões de impostos por ano.

Nesse contexto, os mecanismos de fomento do setor cultural, especialmente a Lei Rouanet e a Lei do Audiovisual, assumem papel estratégico não apenas como propulsores do segmento criativo, mas como instrumentos de desenvolvimento econômico do país.

Ao longo de 26 anos de existência, a Lei Rouanet injetou cerca de R$ 16,5 bilhões na economia criativa e permitiu que diversas atividades culturais se concretizassem. Foram, mais precisamente, 50,4 mil projetos realizados de teatro, dança, circo, cinema, literatura, artes visuais, música, design, patrimônio cultural e festas populares, entre outros segmentos.

Fonte: ASCOM MinC

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Economia criativa é destaque em reunião de ministros do Mercosul

“A parceria com outros países da América do Sul é fundamental para ampliarmos a circulação de bens e serviços culturais da região”, ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão (2º da esq para dir). Foto: Acácio Pinheiro / Ascom MinC

A importância da Cultura para a economia dos países da América do Sul foi destaque dos debates da 42ª Reunião de Ministros da Cultura do Mercosul, realizada nesta sexta-feira (1/12) no Rio de Janeiro, com a presença de representantes do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Peru, Equador e Chile. No encontro, também houve o lançamento do Mapa de Residências Artísticas do Mercosul, que possibilitará maior intercâmbio cultural entre os países-membros, e foi aprovado o Plano Estratégico de Integração Cultural do bloco para 2018 e 2019.

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, destacou aos presentes que uma das prioridades do Ministério da Cultura do Brasil (MinC) é o fomento aos empreendimentos culturais. “A economia da cultura é um dos nossos focos principais. Hoje, as atividades criativas representam 2,64% do Produto Interno Brasileiro, o que as colocam entre as 10 mais importantes atividades econômicas do País, à frente de setores tradicionais, como eletrônicos, têxtil e farmacêutico, por exemplo”, afirmou. “A parceria com outros países da América do Sul é fundamental para ampliarmos a circulação de bens e serviços culturais da região, não apenas dentro dos países, mas também fora, de forma globalizada, rentabilizando e monetizando nossos ativos culturais, que são riquíssimos”, completou.

Para o ministro da Cultura do Paraguai, Fernando Griffith, um dos principais desafios dos países sul-americanos é trabalhar de forma integrada. “Somos um continente com características únicas, no qual sobra talento. E a indústria cultural é uma ferramenta de desenvolvimento muito importante. Precisamos ser ambiciosos e usar a cultura como ferramenta de transformação social”, afirmou. No próximo semestre, o Paraguai assume a presidência pro tempore do Mercosul em substituição ao Brasil.

O secretário de Integração Federal e Cooperação Internacional do Ministério da Cultura da Argentina, Iván Petrella, ressaltou que todos os países da região têm dificuldades de mostrar à sociedade a importância de se investir em cultura. “Muita gente não entende o porquê de se usar recursos públicos para fomentar a cultura. É necessário mostrar a razão, fazer com que haja uma reflexão. O fato é que precisamos defender a cultura em termos econômicos não só para nossos governos, mas para a sociedade”, apontou.

O cônsul-geral do Peru no Rio de Janeiro, Hugo Enrique Flores, ressaltou a importância de um trabalho conjunto entre os setores da cultura e do turismo. “Em meu país, a história e a cultura são enormes vantagens competitivas. Não temos como competir com as praias do Brasil, mas temos todo um legado dos incas e outros povos que são um grande atrativo. A cultura pode ter um impacto muito grande nas receitas de um país, e associá-la ao turismo pode dar ótimos resultados”, afirmou.

Mapa de Residências Artísticas

Além do debate sobre economia da cultura, a Reunião de Ministros da Cultura foi palco para o lançamento oficial do Mapa de Residências Artísticas do Mercosul, plataforma colaborativa, pública e gratuita com acesso a informações sobre oportunidades de mobilidade e residências artísticas em toda a América do Sul.

“É uma plataforma importante para que haja maior intercâmbio no campo da cultura entre nossos países. Queremos fazer com que artista dos diversos países possam fazer contato com seus colegas e possam trocar ideias e experiências”, afirmou o ministro Sérgio Sá Leitão.
Durante o evento, também foi lançada a publicação Cadernos da Diversidade, revista digital com artigos sobre ações culturais do Mercosul. Nesta primeira edição, elaborada pelos ministérios da Cultura do Brasil e da Argentina, foram abordadas experiências de protagonismo cultural realizada por mulheres e para mulheres.

Plano Estratégico 2018-2019

Ao final da reunião, foi aprovado o Plano Estratégico de Integração Cultural do Mercosul para 2018-2019. Entre as ações previstas para o próximo biênio estão a revisão da estrutura e do regulamento do Mercosul Cultural; a realização de atividades que promovam o papel da cultura na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS); o reconhecimento do sistema cultura da erva-mate como Patrimônio Cultural do Mercosul; a criação de uma Capital do Patrimônio Cultural do Mercosul; o mapeamento de mercados internacionais prioritários para a atuação conjunta dos países do bloco, com realização de duas missões comerciais até 2019; a realização de ações sobre questões de gênero em regiões de fronteira; e a difusão de estudos nacionais sobre os setores culturais da região.

Fonte: ASCOM MinC

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