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Patrimônio Arqueológico: gravuras rupestres são descobertas no Paraná

Arqueólogos estudam em Capitão Leônidas Marques (PR) mais de 150 desenhos feitos há pelo menos 4 mil anos

(publicado: 14/02/2019 10h15, última modificação: 14/02/2019 10h17)

Arqueólogos descobriram mais de 150 gravuras rupestres em sítio arqueológico no sudoeste paranaense. Desenhos foram feitos há pelo menos 4 mil anos (Foto: Raquel Schwengber/Espaço Arqueologia)

 

O município de Capitão Leônidas Marques, situado na região sudoeste do Paraná, é habitado por pouco mais de 15 mil pessoas e tem chamado a atenção de pesquisadores e da imprensa nos últimos dias. Isso porque arqueólogos descobriram aproximadamente 150 gravuras rupestres em um sítio arqueológico. As gravuras estão distribuídas em três rochas e os pesquisadores estimam que elas foram esculpidas há pelo menos 4 mil anos. O local de descoberta do sítio já vem sendo estudado desde 2009, quando, por meio do licenciamento ambiental, o mesmo foi identificado e já cadastrado no banco de dados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituição vinculada ao Ministério da Cidadania. O sítio arqueológico Vista Alta e outros sítios de diversas tipologias foram identificados durante as prospecções arqueológicas realizada nas áreas pretendidas para a implantação da Usina Hidrelétrica do Baixo Iguaçu.

Apesar de os estudos terem começado há dez anos, foi nos últimos dias que iniciou-se uma avaliação mais aprofundada da área. Em decorrência da importância do sítio, do potencial informativo para a comunidade e do fato de que a área estava sofrendo impactos decorrentes de outras atividades, o Iphan solicitou estudos mais detalhados e a verificação da possibilidade de transformar o sítio em um local de visitação, um museu a céu aberto. Neste momento, pesquisadores brasileiros e portugueses estão tratando em laboratório especializado fotografias feitas por drone, para a produção de material cartográfico, bem como modelos digitais de terreno e descrição do estado de conservação. As fotografias também servirão para subsidiar um modelo de gestão do sítio após as atividades de levantamento.

Todo o material que se encontra em estudo possibilitará produzir um vasto conjunto de informações sobre o sudoeste do Paraná, bem como dados interpretativos sobre o comportamento humano nessa região, tanto nos aspectos tecnológicos como simbólicos. O sítio é considerado de alta relevância e a sua localização privilegiada, em área não afetada diretamente pelo barramento, faz com que ele tenha grande potencial para ser preservado, estudado e visitado.

Os impactos ao meio ambiente causados por grandes projetos de infraestrutura, instalações industriais, entre outros, sempre estão vinculados aos aspectos culturais das comunidades onde essas obras são realizadas. É nesse sentido que o Iphan está presente nos estudos de impacto dos grandes empreendimentos, por meio do licenciamento ambiental, com objetivo de assegurar a sustentabilidade dos ecossistemas em suas variabilidades físicas, bióticas, socioculturais e econômicas.

Desse modo, o licenciamento ambiental é uma obrigação legal prévia à instalação de qualquer empreendimento ou atividade potencialmente poluidora ou degradadora do meio ambiente, compartilhada entre instituições federais, estaduais e municipais. Nos processos de licenciamento ambiental o Iphan é consultado preventivamente, para que um empreendimento ou atividade não venha a impactar ou destruir os bens culturais acautelados em âmbito federal.

 

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ministério da Cidadania

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Preservação do patrimônio cultural mobiliza cidades históricas brasileiras durante o carnaval

Ministério da Cidadania, por meio do Iphan, orienta prefeituras sobre cuidados com áreas tombadas e faz ação nas redes sociais para estimular foliões a ter cautela com os bens culturais

(publicado: 27/02/2019 18h10, última modificação: 07/03/2019 11h08)

Olinda, em Pernambuco, tem o frevo e o maracatu como protagonistas em ruas que abrigam edifícios coloniais do século XVI

As brincadeiras realizadas durante o carnaval, uma das mais importantes e populares festas brasileiras, exigem também cuidados para preservar os patrimônios materiais espalhados por diversas cidades que hospedam os festejos. Cidades como Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Olinda (PE), São Luís (MA), Diamantina (MG), Ouro Preto (MG) e Salvador (BA) abrigam cenários reconhecidos como símbolos históricos e que também são patrimônio cultural. Essas e muitas outras são conjuntos urbanos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão vinculado ao Ministério da Cidadania, e em alguns casos reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como patrimônio mundial.

Para garantir a preservação desses patrimônios, as prefeituras anualmente informam ao Iphan o percurso dos blocos de rua, e o órgão, por sua vez, orienta os cuidados a serem tomados em cada caso. No procedimento usual, os organizadores solicitam autorização da prefeitura municipal para promover o evento, informando o tipo de estrutura que será montado, local, som, estimativa de público, colocação de faixas, banners, banheiros químicos, formato do evento completo. Com todas as informações em mãos, o Iphan solicita à prefeitura, por exemplo, a colocação de tapumes protegendo um monumento ou indica a distância que deve ser guardada entre o monumento e os trios elétricos, palcos, barracas, arquibancadas, caixas de som, telões e equipamentos em geral. É papel da prefeitura também garantir a colocação de banheiros químicos, a fiscalização das instalações elétricas e a utilização de materiais inflamáveis, como botijões de gás e fogos de artifício. Depois do carnaval, técnicos do Iphan vão até as cidades fiscalizar o estado dos monumentos.

O procedimento se baseia no Decreto Lei 25, de 1937, que organiza a proteção do patrimônio histórico e artístico nacional. O artigo 17 diz que “as coisas tombadas não poderão, em caso nenhum, ser destruídas, demolidas ou mutiladas, nem, sem prévia autorização especial do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (atual Iphan), ser reparadas, pintadas ou restauradas, sob pena de multa de cinquenta por cento do dano causado”.

O diretor de Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan, Andrey Schlee, comemora: “Não tem acontecido danos nas cidades com grandes carnavais nos últimos anos, o que reflete a boa comunicação do Iphan com a sociedade ao longo de todo o ano, não apenas na véspera do carnaval, para conscientizar sobre a importância dos cuidados com o patrimônio”.

Diamantina (MG), uma das cidades que concentra uma série de patrimônios culturais tombados e uma festa de carnaval tradicional, conta com experiência tanto na preservação quanto na organização da festa para assegurar a realização das celebrações. Segundo a secretária municipal de Cultura, Márcia Horta, a cidade nunca registrou nenhum tipo de dano ao patrimônio durante o período de festas e isso se dá principalmente em função das campanhas de conscientização realizadas todos os anos. “Avançamos muito no que se refere à preservação. Hoje, por exemplo, já não utilizamos mais tapumes para proteger os monumentos. Para nós, esta não é uma medida protetiva ou de valorização adequada. Se isolarmos o monumento de uma festa de cultura, acabaríamos retirando da cidade esse patrimônio”, afirmou.

No Rio de Janeiro, primeira área urbana no mundo a ter reconhecido pela Unesco, em 2012, o valor universal da sua paisagem cultural urbana, os foliões, com seus blocos, realizam a festa entre prédios e ruas históricas. No carnaval de 2018, por recomendação do Iphan, o Paço Imperial foi cercado com tapumes. Construído em 1733 e inaugurado em 1743, o prédio foi usado primeiramente como Casa dos Vice-Reis do Brasil. Depois, foi sede dos governos do Reinado e do Império e abrigou a Agência Central dos Correios e Telégrafos. Tombado pelo Iphan em 1938, o Paço Imperial foi restaurado nos anos 1980 e funciona como centro de exposições e eventos, além de sede da Biblioteca Paulo Santos, que tem em seu acervo cerca de 9.500 volumes e 4.600 títulos de periódicos nacionais e internacionais.

Os becos e ladeiras de Salvador acolhem um carnaval frenético, recebendo um dos maiores públicos de todo o País. Recife e Olinda, ambas no estado de Pernambuco, têm o frevo e o maracatu como protagonistas em ruas que abrigam edifícios coloniais do século XVI, que harmonizam-se com as fachadas de azulejos dos séculos XVIII e XIX e com obras neoclássicas e ecléticas do início do século XX. Olinda é a segunda cidade brasileira a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco, em 1982.

Campanha

Para reforçar a importância da preservação do patrimônio cultural, o Iphan prepara uma ação nas redes sociais que estimula os foliões a brincar o carnaval e ao mesmo preservar o patrimônio cultural brasileiro. As peças começarão a ser veiculadas a partir desta sexta-feira (1º), nas redes sociais do Iphan e do Ministério da Cidadania.

 

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania

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Plano Diretor define diretrizes de preservação do Parque dos Guararapes

Publicação é parte de ações para consolidar a gestão do parque e a regularização fundiária das áreas ocupadas por população de baixa renda.

(publicado: 15/01/2019 15h54, última modificação: 15/01/2019 19h09)

 

Parque Histórico Nacional dos Guararapes (Foto: Iphan)

Um dos mais emblemáticos palcos das lutas travadas entre Portugal e Holanda em solo brasileiro, o Campo das Batalhas de Guararapes, atualmente conhecido como Parque Histórico Nacional de Guararapes-PHNG, agora conta com diretrizes gerais para a gestão da preservação do bem cultural. A publicação do Plano Diretor no Diário Oficial da União, na segunda-feira (14), é parte das ações conjuntas entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, da Superintendência do Patrimônio da União, do Exército Brasileiro e da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes para consolidação da gestão do Parque dos Guararapes e a regularização fundiária das áreas ocupadas por população de baixa renda.

Histórico

Localizado no Município de Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, o Parque Histórico Nacional dos Guararapes foi palco de um dos mais importantes episódios da história nacional: a Batalha dos Guararapes (1648 -1649), que consistiu em enfrentamentos entre as forças portuguesas e holandesas pelo controle de boa parte da região Nordeste do Brasil. Por essa relevância, “Campos das batalhas de Guararapes” foi apreciado e tombado em 1954, por meio do processo 523-T-53, e inscrito no livro de Tombo Histórico em 1961.

O parque foi criado em 1971 e conta com uma área de 3,63 quilômetros quadrados, sendo que parte desse território está sob responsabilidade do Exército. O local também é sede da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres dos Montes Guararapes, templo barroco que guarda os restos mortais dos heróis das lutas travadas no local.

Em 1965, uma área de 224,4 hectares foi desapropriada pela União, com objetivo de criar um parque público. Em 1971, foi criado o Parque Histórico Nacional dos Guararapes, por Decreto Presidencial. A partir de 1998, cerca de 80 hectares do PHNG foram destinados à constituição de área militar e parque público, sob guarda do Ministério da Defesa, por meio da 7ª Região Militar. Desse modo, uma parcela da área objeto do tombamento federal encontra-se sob gestão do Exército e outra parte abrange assentamentos humanos de elevada densidade construtiva.”

 

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ministério da Cidadania

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Na Bahia, São Félix e Itaparica têm bens restaurados pelo MinC/Iphan

Obras de restauração somam quase R$ 3 milhões, oriundos do Fundo Nacional de Cultura e do PAC Cidades Históricas

publicado: 28/12/2018 10h13, última modificação: 14/01/2019 17h54

Paço Municipal de São Félix recebe obras de restauro. Foto: Acervo Iphan

Nesta sexta-feira (28), as cidades baianas de Itaparica e São Félix recebem dois bens culturais revitalizados, após passarem por obras de restauração, promovidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC). Retratos da ocupação do território e representantes do Patrimônio Cultural da Bahia, os municípios estão entre os 11 conjuntos urbanos protegidos no Estado pelo Instituto.

Em São Félix, no Recôncavo Baiano, o Paço Municipal recebeu ações emergenciais e de restauro. O edifício, construído no final do século XIX, abrigava a sede da Prefeitura até 2013, quando foi interditado por graves problemas estruturais. As intervenções realizadas pelo Iphan, com orçamento de mais de R$ 1,2 milhão proveniente do Fundo Nacional de Cultura (FNC), garantiram a preservação da integridade do bem, que á parte do conjunto tombado da cidade.

Também foram executadas a recuperação dos elementos arquitetônicos e artísticos, a melhoria dos espaços internos e a modernização das instalações. Dessa forma, será possível a retomada das atividades da Administração Municipal, em plenas condições de atendimento aos servidores e cidadãos. As intervenções tiveram duração de 11 meses.

Itaparica

Igreja de São Lourenço, em Itaparica, teve a estrutura arquitetônica e de bens artísticos recuperada. Foto: Acervo Iphan

Em Itaparica, duas obras de restauro estavam em execução: a Igreja de São Lourenço e a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento. A primeira delas já foi finalizada e também será entregue à população no dia 28, depois de receber um investimento de mais de R$ 1,76 milhão, também por meio do Iphan, advindos do PAC Cidades Históricas.

A igreja, cujos primeiros registros são do século XVII, é marcada pela simplicidade e robustez, que levaram ao seu tombamento individual como Patrimônio Cultural Brasileiro, em proteção que se estende a todo seu acervo. A intervenção realizou a recuperação da estrutura do templo – incluindo toda a parte arquitetônica – e dos bens artísticos e integrados, como imagens sacras e altares.

Somando quase R$ 3 milhões, as intervenções são parte de uma série de investimentos que o Iphan tem feito no Patrimônio Cultural da Bahia nos últimos anos. Só pelo PAC Cidades Históricas já são quase R$ 105 milhões investidos, com obras também nos municípios de Salvador, Maragogipe e Santo Amaro.

 

Assessoria de Comunicação
Com informações do Iphan
Ministério da Cultura

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Centro Histórico de Cuiabá (MT) recebe obras de requalificação urbana

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia do Ministério da Cidadania, entrega obras que somam um investimento de R$ 603 mil

A partir do investimento do Iphan, vinculado ao Ministério da Cidadania, a Praça Caetano de Albuquerque foi transformada, possibilitando melhores condições de atendimento à população (Foto: Divulgação)

No mês de abril, a cidade de Cuiabá (MT) comemora seu aniversário de 300 anos. Em meio às celebrações, destaca-se um grande e importante desafio: a preservação de seu Centro Histórico, que é símbolo da memória e identidade mato-grossense, representante da formação urbana e da história da cidade e de sua gente. Como parte dessa proposta, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia do Ministério da Cidadania, e a Prefeitura de Cuiabá entregam, nesta terça (2), as obras de requalificação das praças Caetano de Albuquerque e Doutor Alberto Novis, e da escadaria do Beco Alto, fundamentais espaços públicos da capital do Mato Grosso.

Ainda como parte desse presente para a cidade, também serão assinadas as ordens de serviço para início da restauração do Casarão da Rua Sete de Setembro, atual sede do Iphan, e retomada da obra do Casarão de Bém-Bém. O secretário especial da Cultura, José Henrique Pires, a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, o diretor do Departamento de Projetos Especiais do Iphan, Robson de Almeida, e a superintendente do Iphan no Mato Grosso, Amelia Hirata, estarão presentes na solenidade, assim como o prefeito Emanuel Pinheiro e outros representantes dos governos Estadual e Municipal.

Todas essas ações estão sendo executadas pela Prefeitura, com recursos do Iphan, por meio do PAC Cidades Históricas. “Com essas obras concluídas e o início de novas ações, o Iphan reforça seu esforço em preservar o Centro Histórico de Cuiabá, valorizando essa área tão importante para a cidade e que é um Patrimônio Cultural Brasileiro. Mas não só preservar: é preciso trazer vida, comércio, movimento e uso para a região. Esse é o verdadeiro presente que Cuiabá precisa nesses 300 anos!”, afirma a presidente Kátia Bogéa.

Espaços públicos do Centro Histórico

Juntos, os três espaços que foram requalificados no Centro Histórico de Cuiabá somam investimentos de cerca de R$ 603 mil. Integrantes do conjunto protegido pelo tombamento federal, as praças Caetano de Albuquerque e Doutor Alberto Novis, assim como a escadaria do Beco Alto, receberam novo mobiliário urbano, paisagismo, iluminação, pavimentação e adaptações às condições de acessibilidade, garantindo melhores condições de uso e implementando novos espaços de lazer e convivência aos moradores e visitantes.

Um exemplo das melhorias poderá ser constatado na Praça Caetano de Albuquerque, também conhecida como Praça do Rasqueado, por ser tradicionalmente utilizada para apresentações musicais e festejos populares. Essas atividades, que atraem movimento e desenvolvem a região, poderão agora ser retomadas, com o espaço transformado e em melhores condições de receber a população.

Já a escadaria do Beco Alto corresponde à área onde se encontram as ruas Pedro Celestino e Ricardo Franco, em trecho inclinado do terreno, próximo ao Largo da Mandioca. Ela recebeu novos degraus, paisagismo e áreas de convivência, melhorando a circulação e permanência de pedestres no local. As intervenções nas áreas também permitiram a descoberta de um testemunho do calçamento original, datado do século XVIII, durante a pesquisa arqueológica na Praça Doutor Alberto Novis, colocando em destaque a história e a memória da cidade.

Intervenções nas edificações

Também será iniciada a obra do Casarão da Rua Sete de Setembro. O edifício, que hoje abriga a sede do Iphan no Mato Grosso, receberá investimentos de R$ 474 mil, em obra que prevê a restauração de toda a casa, incluindo nova disposição dos ambientes e recuperação de aspectos que estão danificados, como alvenarias e pisos, rede elétrica e de telefonia, e também a implantação de condições de acessibilidade. A previsão é que, depois da intervenção, o edifício também amplie seu uso, passando a receber, além do Iphan, mais um equipamento cultural do Centro Histórico de Cuiabá.

Outro ponto importante é a restauração do Casarão de Bém-Bém. A obra havia sido iniciada em 2017, mas, em dezembro do mesmo ano, um desmoronamento arruinou parte do edifício. Foi então realizada uma ação emergencial junto ao bem e, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta, a Prefeitura Municipal apresentou novo projeto ao Iphan, com as adequações necessárias à preservação do edifício. Agora, a ação será então retomada, com previsão de investimentos de R$ 2,1 milhões, para a recuperação do imóvel e sua ampliação para a implantação da Escola de Música do Projeto Ciranda, conduzido pela Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo.

Ao todo, o PAC Cidades Históricas prevê investimentos de mais de R$ 11 milhões em 16 ações no Centro Histórico de Cuiabá. Delas, já foram concluídas a restauração do Casarão de Barão de Melgaço e do Museu da Imagem e do Som de Cuiabá, além da requalificação das praças Senhor dos Passos e do Largo Feirinha da Mandioca. Essas obras somam um investimento de R$ 4,6 milhões, já realizado pelo Iphan na cidade nos últimos dois anos.

Serviço

Entrega das obras de requalificação das praças Caetano de Albuquerque e Doutor Alberto Novis e da escadaria do Beco Alto
Local: Praça Doutor Alberto Novis, entre as ruas Campo Grande e Sete de Setembro, Centro Histórico, Cuiabá (MT)
Data: 02 de abril de 2019
Horário: 9h

Assessoria de Comunicação
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Ministério da Cidadania

Fonte:Ministério da Cidadania/ Secretaria Especial da Cultura com informações do Iphan

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Igreja dos Reis Magos receberá obras para conservação

13.11.2018 – 12:18

Um dos bens culturais mais preciosos para o Espírito Santo ganhará do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entidade vinculada ao Ministério da Cultura, mais uma obra de conservação. A Igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida, no município da Serra, construída entre 1580 e 1615, receberá investimentos de aproximadamente R$ 720 mil. A ordem de serviço, que também contempla a residência, será assinada na próxima quarta-feira (14), às 10 horas, pela presidente do Iphan, Kátia Bogéa, em cerimônia que contará com a presença do governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, e do prefeito da Serra, Audifax Barcelos.

A Igreja dos Reis Magos foi construída entre 1580 e 1615 e é um dos símbolos da presença jesuíta no Brasil. Foto: Acervo Iphan

Serão realizadas ações no telhado, nas alvenarias, nas esquadrias, pisos, forros e substituição de equipamentos hidráulicos. Também será feita a recomposição de piso do pátio e da Igreja, a substituição de elementos elétricos e a realização de intervenções em elementos artísticos, como por exemplo, a higienização mecânica do quadro Adoração dos Reis Magos. A obra está prevista para ficar pronta em dez meses.

A presidente do Iphan, Kátia Bogéa, destaca que a igreja é um dos símbolos da presença jesuíta no Brasil. “Esta edificação secular, por sua excepcionalidade, está inscrita nos livros de Belas Artes e Histórico. Manter viva essa memória exige permanente atenção por parte de toda a comunidade e dos poderes públicos”, afirma.  A obra de conservação tem como objetivo garantir a manutenção e a proteção dos elementos arquitetônicos e artísticos do Patrimônio Cultural tombado pelo Iphan em 1943, para que o bem possa ser usufruído por toda a comunidade e pelos turistas que visitam a cidade.

O prefeito Audifax Barcelos destaca a importância do bem. “A Igreja e Residência dos Reis Magos é um dos mais importantes símbolos do Estado e da Serra. É o segundo ponto turístico mais visitado do Espírito Santo. Além de ajudar a contar parte da história da cidade, atrai visitantes e gera renda para o município. A conservação desse patrimônio é um marco e deve ser comemorada”.

 

Patrimônio Cultural conservado

No município vizinho, Anchieta, o Iphan também está com obras em andamento. O Santuário Nacional de São José de Anchieta será totalmente restaurado. O museu do Santuário do século XVI, um dos mais antigos monumentos católicos do país, irá passar por obras de acessibilidade e ganhar rampas, plataformas elevatórias, banheiro adaptado, além de sinalização em braile. A intervenção tem o propósito de democratizar o acesso às salas do museu, como a histórica Cela de São José de Anchieta. O local receberá projeto museográfico de organização do acervo, que contempla investimentos na climatização, telhado, iluminação, comunicação, sonorização e restauro de peças.

Na segunda etapa da obra, serão executados o restauro da Igreja, a montagem da sala de documentação e estudos e o paisagismo na área do entorno do Santuário. O projeto, contratado pelo Iphan, será executado pelo Instituto Modus Vivendi. A primeira etapa conta com patrocínio da Vale, que investirá R$ 5,6 milhões, via lei Rouanet.

 

Herança Jesuíta no Espírito Santo

No Estado, além do aspecto religioso, a passagem jesuítica teve significativo papel na educação e no empreendedorismo. Fundaram o Colégio de São Tiago (atual Palácio Anchieta), em Vitória, e as aldeias de Reis Magos, em Nova Almeida, e de Reritiba, em Anchieta, além das fazendas de Muribeca, em Presidente Kennedy, Itapoca, em Serra, e Araçatiba, em Viana.

As fazendas garantiam a subsistência do Colégio e a continuidade de seus trabalhos, assegurando-lhe independência autárquica, além da função específica de ensino. Elas tiveram importante influência na vida econômica da capitania ao se tornarem os mais importantes centros de produção da época.

A herança dos Jesuítas também é relevante no conjunto arquitetônico do patrimônio histórico no estado, sendo quatro os bens considerados Patrimônio Cultural Brasileiro: a Igreja de Nossa Senhora da Assunção e Residência, em Anchieta; a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Guarapari; a Igreja dos Reis Magos e Residência, em Serra; e a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, em Viana.

Existem outros três bens tombados pelo Conselho Estadual de Cultura: a Igreja de São João de Carapina, em Serra; a Igreja de Nossa Senhora das Neves, em Presidente Kennedy; e o Palácio Anchieta, em Vitória. Contudo, dentre os vários aldeamentos jesuítas por todo o Brasil, a dos Reis Magos impressiona por ser um dos poucos conjuntos sem muitas alterações ao longo de quatro séculos.

O Pároco da cidade, Frei Diniz, destaca a importância que as obras de conservação representam para a população da Serra e convida a comunidade para participar da cerimônia. “Vamos celebrar essa iniciativa e demonstramos que valorizamos e estamos cuidando muito bem desse bem cultural que está em nossa cidade, mas é patrimônio do Brasil”, conclui.

 

Jesuítas e o Patrimônio Cultural Brasileiro

Criado em 1937, com a finalidade de promover a preservação do patrimônio cultural do Brasil, o Iphan incluiu o expressivo legado jesuítico em suas primeiras ações de proteção e conservação. Foram onze tombamentos logo em 1938, entre os quais a Catedral Basílica de Salvador (BA), o Seminário de Olinda (PE), a Capela de São Pedro d’Aldeia (RJ), o antigo Colégio de Paranaguá (PR) e as ruínas da igreja de São Miguel (RS). Paralelamente aos acautelamentos pioneiros, foram realizados detalhados estudos sobre a contribuição dos jesuítas nas artes plásticas e arquitetura.

 

Fonte: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional / Ministério da Cultura

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