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Prêmio Rodrigo: abertas inscrições para ações que valorizam o Patrimônio

Serão selecionados oito ações no campo do Patrimônio Cultural do Brasil. Cada premiado receberá o valor de R$ 30 mil

Os projetos que atuam na preservação e promoção do Patrimônio Cultural Brasileiro já podem participar do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade deste ano. Reconhecido mundialmente pela sua diversidade cultural, o Brasil é um país que condensa em sua identidade a influência de vários grupos que colaboraram para a formação da sociedade brasileira. Há 32 anos, o Prêmio Rodrigo, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituição vinculada ao Ministério da Cidadania, estimula e valoriza aqueles que atuam em favor da preservação dos bens culturais do país.

No edital deste ano, serão selecionados oito ações no campo do Patrimônio Cultural do Brasil. Cada premiado receberá o valor de R$ 30 mil. Os projetos inscritos deverão ser entregues nas superintendências do Iphan nos estados até o dia 17 de maio. As ações serão pré-selecionadas pelas comissões estaduais, compostas por representantes das diferentes áreas culturais de cada estado, presidida pelo superintendente. Os projetos vencedores na etapa estadual serão analisados pela Comissão Nacional de Avaliação, formada pela presidente do Iphan e por 19 jurados que atuam nas áreas de preservação ou salvaguarda do Patrimônio Cultural. O resultado final do concurso deverá ser divulgado até o dia 20 de agosto de 2019 no site do Iphan.

Patrimônio Cultural do Sul

Em 2019, o Iphan está promovendo o Patrimônio Cultural do Sul do país. Desde sua criação, o Prêmio Rodrigo vem se aperfeiçoando e estabelecendo novas propostas que refletem a evolução das políticas de valorização e proteção dos bens culturais. Desde 2016, a cerimônia de premiação tem sido realizada em diferentes estados, visando estimular a participação comunitária na celebração das conquistas de parceiros que se dedicam à proteção, promoção e valorização do Patrimônio Cultural Brasileiro. Por isso, em consonância com a proposta do Iphan, a celebração da 32ª edição do Prêmio Rodrigo será em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

Nesta edição, o Prêmio Rodrigo traz duas grandes categorias, subdivididas em quatro seguimentos:

Categoria 1 – Iniciativas de excelência no campo do Patrimônio Cultural Material: referem-se às ações nas áreas de preservação de bens de natureza material, como paisagens culturais, cidades históricas, sítios arqueológicos, edificações e monumentos; e ainda as coleções arqueológicas, acervos museológicos, documentais, bibliográficos, arquivísticos, videográficos, fotográficos e cinematográficos, assim como ações relacionadas de comunicação, difusão e educação, e devem ser apresentadas por pessoas físicas ou jurídicas que sejam responsáveis por sua concepção, autoria ou responsabilidade técnica.

Categoria 2 – Iniciativas de excelência no campo do Patrimônio Cultural Imaterial: referem-se às ações nas áreas de salvaguarda de práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; ritos e festas que marcam a vivência coletiva do trabalho, da religiosidade e do entretenimento; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares que abrigam práticas culturais coletivas. Ainda, coleções e acervos associados a estas manifestações culturais, assim como ações de comunicação, difusão e educação relacionadas, e devem ser apresentadas por pessoas físicas ou jurídicas que sejam responsáveis por sua concepção, autoria ou responsabilidade técnica.

Segmento I – Entidades governamentais da administração direta e indireta (autarquias; empresas públicas; sociedades de economia mista; e fundações públicas) dos níveis federal, estadual ou municipal;

Segmento II – Empresas e fundações privadas, não contempladas no segmento III;

Segmento III – Instituições sem fins lucrativos da sociedade civil organizada;

Segmento IV – Pessoas físicas individuais e representantes de grupos ou coletivos não constituído em pessoa jurídica.

Serão selecionadas, ao todo, oito ações, sendo uma de cada segmento, por categoria.

A Comissão Nacional de Avaliação

Presidida pela presidente do Iphan, Kátia Bogéa, a Comissão Nacional de Avaliação desempenha um papel de extrema relevância para a promoção dos bens culturais do Brasil. É formada por profissionais do campo do patrimônio material, do patrimônio imaterial, por representantes de instituições públicas e da sociedade civil, experientes, qualificados e envolvidos em caráter permanente com a produção e proteção do Patrimônio Cultural Brasileiro.

Assessoria de Comunicação
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ministério da Cidadania

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Ministério da Cidadania incentiva resgate de tradições culturais de crianças indígenas no RS

Crianças indígenas no município de Ronda Alta, no Rio Grande do Sul, estão trocando brinquedos e brincadeiras tradicionais por jogos eletrônicos e televisão. Elas têm encontrado dificuldade em se identificar com sua etnia, a Kaingang – uma das três principais etnias do estado, ao lado da Guarani e Charrua. O diagnóstico foi realizado pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania no município, onde também está localizado o Centro Cultural Kanhgág Jãre, o primeiro ponto de cultura indígena do País.

O diagnóstico faz parte de um projeto liderado pela Secretaria Especial da Cultura no âmbito do Criança Feliz, programa do Ministério da Cidadania que é referência mundial na promoção de políticas públicas para o desenvolvimento infantil. O projeto da Secretaria visa a capacitar educadores e gestores culturais no resgate de jogos e brincadeiras praticadas e difundidas nas culturas populares e tradicionais brasileiras.

Projetos como o de Ronda Alta, entre outros voltados à primeira infância, serão debatidos nesta terça (12) e quarta-feira (13) no Seminário Internacional da Primeira Infância – O Melhor Investimento para Desenvolver uma Nação, em Brasília. “Pessoas de várias partes do mundo que atuam na área da primeira infância virão apresentar os resultados de seus trabalhos. Estamos falando de um grande universo onde o programa Criança Feliz está inserido, em que é avaliado por instituições do Brasil e exterior”, explica o ministro Osmar Terra, que participa do evento acompanhado do secretário especial da Cultura, Henrique Pires.

A Secretaria Especial da Cultura defende o brincar como ferramenta de promoção do desenvolvimento infantil e como um investimento que contribui para a formação da identidade e da qualidade de vida na infância. “A ludicidade, em todas as suas expressões (jogos, brinquedos, brincadeiras), é considerada uma manifestação cultural e artística – pois apresenta simbolismos e representações de diferentes grupos sociais e étnicos”, explica o secretário Henrique Pires. “Além disso, o brincar gera prazer, fruição cultural e artística, expressão dos sentimentos e aprendizagem. Entre os resultados do brincar, estão: melhor aprendizado escolar, redução do uso de álcool e outras drogas, melhor desempenho profissional e aumento da renda na idade adulta, redução dos índices de criminalidade e violências, além da redução das desigualdades sociais”, completa.

O retorno social e econômico é outro aspecto da ludicidade, já que o investimento na primeira infância previne gastos futuros com saúde, educação e segurança pública.

Resgate da infância

No Centro Cultural Kanhgág Jãre, a Secretaria Especial da Cultura promove ações para o resgate de jogos, brincadeiras tradicionais e demais aspectos culturais da etnia Kaingang, como estudo dos grafismos e marcas culturais, além da história do artesanato, especialmente a cestaria.

O centro cultural já recebeu, por meio de convênio, investimento de R$ 75,7 mil da Secretaria Especial da Cultura. Outro convênio com a rede de Pontos de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul foi recentemente repactuado e teve sua vigência prorrogada até 2020. Os Pontos de Cultura são grupos, coletivos e entidades de natureza ou finalidade cultural que desenvolvem e articulam atividades culturais em suas comunidades e em redes, reconhecidos e certificados pela Secretaria Especial da Cultura por meio dos instrumentos da Política Nacional de Cultura Viva.

A importância do brincar é reforçada em documento elaborado pela Secretaria Especial da Cultura para o Programa Criança Feliz. Ao visitar as crianças e seus responsáveis, profissionais do programa disseminam a importância dos jogos e brincadeiras para o imaginário e o fazer infantil; e a contribuição da ludicidade para o desenvolvimento, a aprendizagem e a formação.

Criança Feliz

O Programa Criança Feliz é promovido com apoio de diversos especialistas renomados, como a diretora do Centro de Desenvolvimento Infantil na Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa da China, Mary Young. O ministro da Embaixada da China no Brasil, Song Yang, elogia a atuação do Ministério da Cidadania. “Nessa área, a China tem que aprender com as experiências do Brasil. Nós, China e Brasil, somos dois países em desenvolvimento e temos ainda muito a fazer pela nossa sociedade”, afirma.

O Ministério da Cidadania coordena as ações do Criança Feliz por meio da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social. A iniciativa integra as áreas de Saúde, Assistência Social, Educação, Justiça, Cultura e Direitos Humanos. Nas visitas semanais, técnicos capacitados orientam sobre o desenvolvimento das crianças de até 3 anos beneficiárias do Bolsa Família e de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). As gestantes também recebem atendimento. Em breve, o programa passará também a atender crianças de até 3 anos do Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal.

Impacto Social

Os estudos sobre o impacto de programas sociais voltados à primeira infância renderam ao economista americano James Heckman o Prêmio Nobel de Economia. Heckman comprovou que políticas públicas focadas nesse período da evolução humana têm potencial de gerar verdadeiras revoluções sociais. O levantamento envolveu economistas, psicólogos, sociólogos, estatísticos e neurocientistas. O estudo apontou que o investimento em programas de aprendizagem precoce pode impulsionar resultados educacionais, econômicos e de saúde.

Estados Unidos, Canadá, Chile e Cuba são alguns exemplos de países que realizam programas de visitação domiciliar similares ao Criança Feliz. Com sede na Holanda, a Fundação Bernard Van Leer atua em mais de 20 países e, recentemente, lançou um livro sobre as ações realizadas na América Latina com foco na primeira infância. O representante da Bernard Van Leer Leonardo Yánez afirma que a Fundação apoia a continuidade do programa “e que ainda deve acompanhar a consolidação e as pesquisas sobre os resultados do Criança Feliz a longo prazo”.

Para a secretária nacional de Promoção ao Desenvolvimento Humano do Ministério da Cidadania, Ely Harasawa, a repercussão positiva do programa ao redor do mundo reforça a importância de utilizar evidências científicas na aplicação de políticas públicas, além de ser uma proposta de trabalho que gera resultados rápidos. Ela salienta: “Esse reconhecimento é fundamental. Quando você tem organizações importantes da primeira infância do cenário internacional falando do programa, desperta a atenção”.

SERVIÇO
Seminário Internacional da Primeira Infância: o melhor investimento para desenvolver uma Nação
Data: 12 e 13 de março
Horário: de 8h às 18h
Local: Millennium Convention Center – ASCADE – SCES Trecho 2 – Conjunto 10 – Lote 18.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania

 

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Saiu resultado final da premiação: MinC investirá R$ 10 milhões em 500 iniciativas culturais populares

22.10.2018 – 12:12

O Ministério da Cultura (MinC) divulgou nesta segunda-feira (22), no Diário Oficial da União, o resultado final do Prêmio Culturas Populares 2018 – edição Selma do Coco. Foram 500 iniciativas culturais populares vencedoras, em todos os estados brasileiros, além do Distrito Federal. Nesta edição, o valor da premiação passou de R$ 10 mil para R$ 20 mil. O valor global – R$ 10 milhões – é o maior volume de recursos já concedido em seis edições da premiação. A edição atual ainda incluiu a inscrição de novos arranjos da cultura popular, como a aparelhagem e a guitarrada. Também foram permitidas a participação de indígenas, ciganos, capoeiristas e ações de hip hop.

Serão agraciados 200 prêmios para iniciativas de mestres e mestras (pessoa física); 192 para iniciativas de grupos sem Cnpj; 77 para pessoas jurídicas sem fins lucrativos; 11 para pessoas jurídicas com ações comprovadas em acessibilidade cultural; e 20 para herdeiros de mestres e mestras já falecidos (in memoriam), totalizando 500 prêmios.

“O formato deste edital permitiu uma isonomia regional, onde todas as regiões foram representadas e reconhecidas. Além disso, não só as culturas populares tradicionais foram reconhecidas, como também as manifestações dos novos arranjos, das inovações culturais”, avalia a secretária de Diversidade Cultural do MinC, Magali Moura.

Nas categorias de mestre, grupos sem Cnpj e entidades e mestres in memoriam, os prêmios ficaram distribuídos da seguinte forma: Nordeste (124), Sudeste (121), Norte (98), sul (96) e Centro-Oeste (50). Quanto aos 11 premiados com ações comprovadas em acessibilidade cultural, cinco são do Nordeste, três do Sul, dois do Sudeste e um do Centro-Oeste.

Ao todo, foram 2.227 inscrições para a edição Selma do Coco, sendo 1.482 habilitadas: 784 de mestres, 367 de grupos e comunidades, 296 de instituições privadas sem fins lucrativos e 35 de herdeiros de mestres já falecidos (in memoriam). Os estados com mais inscritos foram Paraíba (254), Minas Gerais (238), Bahia (228), Pernambuco (221) e São Paulo (194).

Os selecionados têm 15 dias para atualizar os dados bancários informados ao MinC no momento de inscrição, caso tenham mudado. Em caso de dúvidas, basta enviar um e-mail para editais.sdc@cultura.gov.br.

 

Premiação

O objetivo da iniciativa é fortalecer as expressões culturais populares brasileiras, retomando práticas populares em processo de esquecimento e que difundam as expressões populares para além dos limites de suas comunidades de origem. Exemplos dessas iniciativas são o cordel, a quadrilha, o maracatu, o jongo, o cortejo de afoxé, o bumba-meu-boi e o boi de mamão, entre outros.

As iniciativas foram analisadas por uma Comissão de Seleção que avaliou critérios como contribuição sociocultural que o projeto proporciona às comunidades; melhoria da qualidade de vida das comunidades a partir de suas práticas culturais; e impacto social e contribuição da atuação para a preservação da memória e para a manutenção das atividades dos grupos, entre outros.

Neste ano, a premiação homenageia a cantora pernambucana Selma do Coco (1929-2015). Nascida na cidade de Vitória de Santo Antão, Selma deixou como principal legado a sua contribuição para a consolidação do coco, ritmo típico do Nordeste brasileiro, como referência nacional. A artista gravou três álbuns e participou de festivais internacionais nos Estados Unidos e na Europa, além de ter ganhado o antigo Prêmio Sharp, hoje Prêmio da Música Brasileira.

 

Acesso Rápido

 Confira o resultado final da premiação

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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MinC promove resgate das brincadeiras infantis tradicionais

10.10.2018 – 10:00

Jogos, brinquedos, brincadeiras. Muito além de um passatempo, as expressões lúdicas podem ser consideradas manifestações culturais e artísticas. Apresentam simbolismos e representam diferentes grupos sociais e étnicos e a realidade de diferentes infâncias. Para o Ministério da Cultura (MinC), brincadeira é coisa séria, é ferramenta de promoção do desenvolvimento infantil. E é reforçando a importância do brincar que a Pasta contribui para o Programa Criança Feliz, do governo federal. O programa, de caráter intersetorial, promove o desenvolvimento integral das crianças na primeira infância.

Um verdadeiro tesouro está escondido nas brincadeiras praticadas e difundidas nas culturas populares e tradicionais brasileiras e o MinC está documentando essa riqueza. Para tornar essas tradições disponíveis e à mostra para qualquer cidadão, o Ministério está percorrendo algumas regiões do Brasil para documentar a ludicidade presente no País. Esse documento irá subsidiar a elaboração de uma publicação do Programa Criança Feliz referente à infância, ludicidade, cultura, diversidade e território. Com esse documento em mãos, profissionais que atuam no programa serão capacitados e, por sua vez, irão difundir os benefícios da brincadeira.

É nos primeiros anos de vida, especialmente do nascimento até os três anos (a fase também denominada primeiríssima infância), que se estabelecem as bases do desenvolvimento físico, intelectual, emocional e social da criança. E a primeira infância, que segue até os seis anos, tem sido considerada a fase mais importante do desenvolvimento humano. Por estar em uma etapa que ainda não possui a capacidade de abstração totalmente desenvolvida, a criança necessita de uma ferramenta concreta para seu aprendizado e interações – e é aqui que entra a ludicidade. Atenção, concentração, raciocínio lógico, memória, linguagem, regras, colaboração e confiança são alguns dos aspectos colocados em prática e desenvolvidos por meio de jogos e brincadeiras.

Segundo a secretária da Diversidade Cultural do MinC, Magali Moura, o Ministério está cada vez mais ciente dessa relevância e pretende promover o resgate das brincadeiras infantis nas comunidades, a partir da atuação no programa do governo federal. “A infância deve ser vista como a fundação do cidadão brasileiro. Vamos atuar repassando informações que possam beneficiar o desenvolvimento da criança por meio do brincar. Estamos fortalecendo as políticas públicas voltadas à infância”, afirma Magali. O público prioritário do Criança Feliz são as gestantes e crianças de até três anos de idade beneficiárias do Programa Bolsa Família, crianças de até seis anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e crianças afastadas do convívio familiar por medida protetiva (crianças abrigadas). Atualmente, mais de 2.700 municípios brasileiros já aderiram ao programa.

O Ministério da Cultura ainda vai articular estruturas físicas como os Pontos de Cultura e os Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs) para formação de profissionais envolvidos no programa. Entre outras atribuições do MinC no Criança Feliz, estão: fortalecer o empoderamento cultural da criança, promovendo estimulação criativa no contato com a diversidade cultural de seu território e dos vínculos afetivos e interpessoais; e assegurar às crianças o direito de acesso à transmissão das crenças e culturas familiares.

 

 

Da televisão ao arco e flecha

Em visita ao município Ronda Alta, no Rio Grande do Sul, representante do MinC constatou que crianças indígenas estão trocando brinquedos e brincadeiras tradicionais por jogos eletrônicos e televisão. Além da questão da ludicidade, as crianças já encontram dificuldade em se identificar com sua etnia, a Kaingang – uma das três principais do estado, ao lado da Guarani e Charrua. Também praticam a língua materna na escola (por ser componente curricular) com resistência, já que as crianças crescem falando português.

A partir dessa realidade local, o Ministério da Cultura já reforça o resgate de jogos, brincadeiras tradicionais e demais aspectos culturais da etnia Kaingang, como estudo dos grafismos e marcas culturais, além da história do artesanato – especialmente a cestaria. A ação ocorre por meio do Centro Cultural Kanhgág Jãre, o primeiro Ponto de Cultura indígena do País, que já recebeu R$ 75,7 mil em investimento do MinC, por meio de convênio. Entre as brincadeiras tradicionais resgatadas pelo ponto de cultura estão o arco e flecha e o tiro ao alvo com zarabatana. Os Pontos de Cultura são grupos, coletivos e entidades de natureza ou finalidade cultural que desenvolvem e articulam atividades culturais em suas comunidades e em redes, reconhecidos e certificados pelo MinC por meio dos instrumentos da Política Nacional de Cultura Viva.

 

 

Conheça brincadeiras tradicionais indígenas

Criança indígena brinca de “Bola ao cesto” (Foto: Divulgação MinC)

 

Arco e flecha

Construídos pelas crianças, o arco e flecha são utilizados em jogos que utilizam alvo, ou encenação de caça.

 

Tiro ao alvo com zarabatana

A criança recebe uma zarabatana (antigamente cada criança construía a sua) e deve tentar acertar os “alvos” com sementes, derrubando-os. Os alvos são animais, como tatu e macaco, desenhados em papel e colados em isopor.

 

Bola ao cesto

As crianças ficam sentadas e um cesto é colocado em uma determinada distância que não seja tão longe. Uma bola é entregue para a criança, que é incentivada a arremessar para acertar dentro do cesto.

 

O tigre e a lebre

Dois jogadores dão-se as mãos formando a “toca” e o terceiro ficará entre eles e será a “lebre”. Do lado de fora ficam as lebres perdidas, crianças que ficaram “sobrando”, sem toca. A um comando, as tocas levantam os braços e todas as lebres devem ocupar uma nova toca. Quem não conseguir entrar fica no centro, esperando nova oportunidade. O elemento que confere ainda mais animação à brincadeira é o “tigre”, que age como caçador. Nesse caso, apenas um participante fica de fora. Ele deverá perseguir os coelhinhos durante a troca de tocas. O primeiro a ser pego passará ao posto de “tigre”, depois realizam novas trocas, sucessivamente. É uma variação de outra brincadeira tradicional, chamada “Coelhinho sai da Toca”.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Encontro reúne pontos de cultura indígena do Nordeste

31.8.2018 – 15:25

Salvador, na Bahia, sedia, de 31 de agosto a 2 de setembro, o VI Encontro de Pontos de Cultura Indígena do Nordeste. Promovido pela ONG Thydêwá, o evento, realizado no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM/BA), traz apresentações de cantos e danças tradicionais, rodas de conversa com o público e mostra interativa de arte eletrônica indígena, entre outras atividades.

Rede de Pontos de Cultura Indígena do Nordeste reúne representantes de oito comunidades (Foto: Mariana Cabral)

Participam do encontro representantes de Pontos de Cultura Indígena de oito comunidades: Os Pataxó da Aldeia Trambuco (Porto Seguro); os Pataxó Hãhãhãe da Aldeia Milagrosa (Pau Brasil); os Pataxó da Aldeia 2 Irmãos (Cumuruxatiba – Prado); os Tupinambá de Olivença da Aldeia Itapoã (Ilhéus) – todos os localizados na Bahia; os Pankararu (Tacaratu – Pernambuco), os Kariri-Xocó (Porto Real do Colégio – Alagoas), os Karapotó Plaki-ô (São Sebastião – Alagoas) e os Xokó (Porto da Folha – Sergipe).

Durante o encontro, os participantes devem avaliar o projeto Mensagens da Terra, de autoria da ONG Thydêwá com apoio do Ministério da Cultura (MinC). A iniciativa visa fortalecer indígenas como agentes de Cultura Viva no uso das tecnologias de informação e comunicação para agirem a favor do planeta e de suas comunidades. Os indígenas participaram de uma formação continuada, presencial e a distância, no decorrer de três anos, com o objetivo de afirmar e valorizar suas culturas, conhecimentos e memórias, bem como buscar dignidade para a vida em suas comunidades.

Por meio do programa Mensagens da Terra, a rede de Pontos de Cultura Indígena do Nordeste lançou cinco livros multiétnicos de autoria coletiva dos indígenas, disponibilizou mais de 70 curtas-metragens na internet e vem apoiando a rede Eu sou pelas mulheres indígenas, que visa melhorar a realidade de mulheres indígenas do Nordeste e de outras regiões.

 

Mostra Interativa de Arte Eletrônica

Uma das principais atividades do encontro é a Mostra Arte Eletrônica Indígena (AEI): uma exposição interativa, com trabalhos cocriados entre indígenas brasileiros e artistas do Brasil, Reino Unido e Bolívia, selecionados via edital para residências artísticas nas comunidades indígenas participantes da rede nos estados da Bahia, Alagoas, Pernambuco e Sergipe. A exposição pode ser visitada das 13h às 18, com entrada franca.

As obras interativas tratam da reivindicação de terras, da preservação da memória e do diálogo entre gerações, destacando também a cultura indígena na música, na fotografia, no vídeo, na cartografia dos sons, na escultura, na tecelagem, na colagem digital, nas pinturas rupestres e na projeção eletrônica da pintura corporal, entre outras manifestações artísticas.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Simpósio debate racismo e intolerância religiosa no trabalho

27.8.2018 – 11:06

De 28 a 30 de agosto, será realizado, em Brasília (DF), o Simpósio Negro(a), Afro-Religioso(a), Quilombola: Racismo e Intolerância Religiosa no Brasil e seus Reflexos o Mundo do Trabalho. O encontro, realizado com apoio da Fundação Cultural Palmares, instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), vai reunir juízes, advogados, ministros e representantes da sociedade civil para debater sobre as relações de trabalho em temas como o racismo, a intolerância religiosa e os preconceitos de gênero e orientação sexual.

O simpósio é promovido pelo Ministério Público da União (MPU), pela Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). No dia 29, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Erivaldo Oliveira, participa do painel A proteção constitucional do patrimônio material e imaterial das comunidades tradicionais de terreiro e dos quilombos. Desafios para a garantia e defesaConfira a programação completa.

“O seminário é um marco importante na luta pela cultura da paz e respeito à diversidade. O evento vai contribuir para apresentar ao corpo jurista, especialistas e estudiosos do país a situação de intolerância e violências correlatas vivenciada pelo povo negro, afro-religioso e quilombola, possibilitando o diálogo entre os atores”, destaca a diretora do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-Brasileira da Fundação Palmares, Márcia Uchôa

O evento está dividido em seis painéis temáticos, com cerca de 50 atividades, entre palestras, rodas de conversa e apresentações culturais. Serão abordados temas como: escravidão negra e o mito da democracia racial; preconceito, racismo e intolerância religiosa; cotas raciais; genocídio do negro brasileiro; liberdade e intolerância religiosa no mundo do trabalho; relação entre racismo, intolerância religiosa, gênero e orientação sexual no mundo do trabalho; mito da imparcialidade e questões etnorraciais e religiosas; e proteção constitucional do patrimônio material e imaterial das comunidades tradicionais de terreiro e dos quilombos, entre outros.

Durante o simpósio, estarão abertas as exposições fotográficas Odoyá! Dia de festa no mar, das fotógrafas Isabel Gouvêa e Valéria Simões, e Herança Viva, do fotógrafo Januário Garcia. Também haverá lançamento das publicações “Homenagem aos 15 anos de atuação da Coordigualdade/ MPT; O Genocídio do Negro Brasileiro. Processo de Um Racismo Mascarado (Reedição); Biografia Ilustrada de Abdias Nascimento; e da terceira edição de Proteção Constitucional à Liberdade Religiosa.

 

Serviço

 Simpósio Negro(a), Afro-Religioso(a), Quilombola: Racismo e Intolerância Religiosa no Brasil e seus Reflexos no Mundo do Trabalho

Data: 28 a 30 de agosto

Local: Auditório do Centro Empresarial CNC SAUN – Quadra 5, lote C, 2º subsolo – Brasília

 

Fonte: Assessoria de Comunicação/ Ministério da Cultura

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