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Aberta consulta pública sobre o Modo Artesanal de Fazer Queijo Minas e o Modo de Fazer a Viola de Cocho

População pode se manifestar sobre pareceres de reavaliação dos bens via postal, e-mail ou formulário digital

Viola de cocho

Modos de Fazer Viola de Cocho e Queijo de Minas passam por revalidação (Fotos: Francisco da Costa/Acervo Iphan-MG)

O Modo Artesanal de Fazer Queijo Minas e o Modo de Fazer a Viola de Cocho (MS e MT) vão passar por um processo de revalidação do título de Patrimônio Cultural do Brasil. Com a publicação dos extratos de pareceres técnicos no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 2 de junho, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) abriu prazo de 30 dias para que a população possa se manifestar sobre a revalidação dos dois bens. Até o dia 2 de julho, por meio de formulário digital, via postal ou e-mail, qualquer pessoa pode opinar sobre o tema.

Para a Revalidação do Título de Patrimônio Cultural, o Iphan elaborou, em parceria com comunidades detentoras, organizações diretamente envolvidas e pesquisadores, os pareceres de reavaliação, que trazem informações atualizadas dos bens. O documento faz uma comparação entre o momento em que foram registrados e os anos posteriores, identificando transformações e continuidades em aspectos culturalmente relevantes ou obstáculos à sua reprodução.

Feitura da viola de cocho(Foto: Francisco da Costa)A revalidação de um bem cultural registrado pelo Iphan acontece pelo menos a cada dez anos, de acordo com o Decreto nº 3.551/2000, que institui esse instrumento de proteção. Os processos de revalidação, portanto, são obrigatórios, já que previstos no ordenamento jurídico brasileiro.

De acordo com Tassos Lycurgo, diretor do Departamento de Patrimônio Material do Iphan, “vários bens que já tem mais de dez anos de registro e que já deveriam ter sido revalidados estão passando agora pelo processo, mas a sociedade pode ficar tranquila pois todos esses bens vencidos até aqui têm altíssima probabilidade de terem seus títulos revalidados”. Uma eventual perda do título só aconteceria em hipótese remota, em que o bem a ser salvaguardado não mais existisse ou no caso em que os detentores não demonstrassem interesse em seguir adiante com a relação que o registro estabelece entre eles e o Estado, o que não é o caso do Modo de Fazer Queijo e do Modo de Fazer Viola de Cocho, como os Pareces destacam.

Foram produzidos três pareceres: um para o Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas e dois para o Modo de Fazer Viola de Cocho, um no estado de Mato Grosso e outro no estado de Mato Grosso do Sul. Os documentos também reúnem recomendações e encaminhamentos para o processo de salvaguarda dos bens.

As manifestações também podem ser realizadas via formulário digital disponível ao final da matéria. Detentores, organizações e cidadãos de qualquer idade podem se manifestar por meio do correio eletrônico dpi@iphan.gov.br ou via correspondência, enviando propostas para o Departamento de Patrimônio Imaterial – Diretor – SEPS Quadra 713/913, Bloco D, 4º andar – Asa Sul -Brasília – Distrito Federal – CEP: 70.390-135.

Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas(Foto: Rodolfo Cruz)Ao término dos 30 dias, as eventuais manifestações sobre o parecer de revalidação serão enviadas à Câmara Setorial do Patrimônio Imaterial a fim de subsidiar a avaliação do bem registrado. A Câmara, por sua vez, manifestará sua decisão sobre a reavaliação do bem e, por fim, o processo é encaminhado ao Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que decide sobre a Revalidação do Título de Patrimônio Cultural do Brasil dos bens.

Sobre os bens

Registrado como Patrimônio Cultural em 2005, o Modo de Fazer Viola de Cocho nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul se refere à produção artesanal desse instrumento musical, cuja singularidade reside em sua forma e na sonoridade. Esculpida em uma tora de madeira inteiriça, a viola de cocho é resultado dos saberes que orientam o manejo das matérias-primas típicas da região Centro-Oeste como o sarã-de-leite e o cedro. As comunidades detentoras desses conhecimentos são compostas pelos mestres cururueiros, que produzem a viola – um elemento fundamental nas rodas de cururu e siriri da região pantaneira.

Nas regiões do Serro, da Serra da Canastra e do Salitre (MG), foi registrado, em 2008, o Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas. Reunindo um conjunto de conhecimentos para a produção de queijo de leite cru. A manipulação do leite, dos coalhos e das massas, a prensagem e a cura são partes dos saberes que conferem especificidade aos queijos produzidos. Mais que um conjunto de saberes e técnicas, o modo de fazer queijo e o seu produto se integram à vida cotidiana, à sociabilidade alimentar e constitui um marcador da identidade cultural dessas regiões.

Serviço:
Revalidação do Modo de Fazer a Viola de Cocho em Mato Grosso (MT)
Data: 2 de junho a 2 de julho de 2021
Formulário: https://forms.gle/teWoJ2xcBqSWrzVR8

Revalidação do Modo de Fazer a Viola de Cocho em Mato Grosso do Sul (MS)
Data: 2 de junho a 2 de julho de 2021
Formulário: https://forms.gle/XMQKwg1vHMjUnREq6

Revalidação do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas
Data: 2 de junho a 2 de julho de 2021
Formulário: https://forms.gle/yT3FPVFGXooGxcXJ9

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Cultura, Artes, História e Esportes
Fonte – Iphan

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Prêmio reconhece iniciativas exemplares de preservação de Sistemas Agrícolas Tradicionais

Ações de salvaguarda de sistemas produtivos tradicionais foram selecionadas em várias regiões brasileiras

Prêmio BNDES Sat

Colheita de bananas pacová agroecológicas em roça tradicional que serão enviadas para teste de desidratação na cozinha experimental de São Gabriel da Cachoeira/Créditos: Carlos Demeterco

No município de Santa Isabel do Rio Negro, no noroeste do Amazonas, a Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN) implantou a Casa das Frutas, que dá suporte de infraestrutura e de gestão a diversas cadeias de valores para produtos desenvolvidos com frutas secas e atende povos indígenas que habitam aquela região. Essa iniciativa é a primeira colocada da 2ª edição do Prêmio BNDES de boas práticas de salvaguarda e conservação dinâmica de sistemas para agrícolas tradicionais. A cerimônia de entrega da premiação ocorrerá nesta sexta-feira (21/05), a partir das 10h, e será transmitida pelo canal oficial da Embrapa no YouTube.

A Casa das Frutas de Santa Isabel do Rio Negro será utilizada por agricultores de comunidades indígenas que abrigam mais de 60 comunidades localizadas em terras indígenas reconhecidas e em processo de reconhecimento pela Fundação Nacional do Índio (Funai). O Sistema Agrícola Tradicional (SAT) do Rio Negro (AM), ancorado no cultivo da mandioca brava, foi registrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural do Brasil.

O Prêmio é uma iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Nazária Mandú Lopes colhe pimentas em sua roça, próxima à comunidade Canadá, no rio Ayari, Terra Indígena Alto Rio Negro (AM) -- Créditos: Carol Quintanilha/ISAA parceria entre essas entidades pretende dar visibilidade, fortalecer e apoiar as condições de sustentabilidade dos SATs existentes no Brasil, tendo como pressuposto o desenvolvimento de processos participativos de salvaguarda e o fortalecimento da autonomia das comunidades envolvidas. A premiação contribuiu para a identificação de diversos sistemas agrícolas em todos os biomas brasileiros e tem apoiado o esforço de designações internacionais como Sistema Importantes do Patrimônio Agrícola Mundial (Globally Important Agricultural Heritage Systems, GIAHS), da FAO.

“Para o Iphan, o reconhecimento e a promoção dados à diversidade cultural envolvida nas práticas premiadas reitera sua missão institucional e, também, os compromissos internacionais de preservação do Patrimônio Cultural brasileiro”, ressaltou a presidente do Iphan, Larissa Peixoto. “Uma maior sustentabilidade ambiental das práticas agrícolas no país nos estimula a continuar, sobretudo pela satisfação de poder premiar iniciativas de qualidade como as agraciadas nas duas edições do Prêmio BNDES SAT. Dar-lhes visibilidade é a nossa parcela do prêmio”, completou ela.

Na cerimônia de entrega da premiação, a presidente do Iphan vai lançar a segunda edição da publicação Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais que já está disponível no site do Iphan na versão digital. Clique aqui para acessar.

Num total de R$ 610 mil, o prêmio reconhece iniciativas exemplares de salvaguarda e conservação de sistemas agroalimentares tradicionais, desenvolvidas em associação com projetos agrícolas, pecuários, extrativistas, pesqueiros e afins que têm sua centralidade nos conhecimentos e técnicas da cultura de comunidades tradicionais e povos indígenas. Nesta segunda edição foram recebidas 41 propostas de todo o país, sendo 23 habilitadas e dez selecionadas e premiadas. As três primeiras colocadas receberam o valor bruto de R$ 70 mil e, as demais, de R$ 50 mil.

Imagens cedidas pela equipe do projeto Os ciclos do Yaokwa entre os Enawene Nawe qualificação e documentação de registros do Salomã, IphanSociedade de Amigos do Museu do Índio-SAMI (2016-2018). Acervo Iphan, 2017Em quarto lugar dentre as premiadas, no município de Comodoro (MT), está a iniciativa da Associação Etnocultural Indígena Enawene Nawe. Esta população indígena protagonizou esforços para assegurar a realização de sua roça tradicional, denominada Ikioakakwa, em um contexto desafiador de acesso a áreas produtivas que se encontram cada vez mais distanciadas da aldeia. Os principais produtos da roça Ikioakakwa são mandioca, batata-doce, cará, urucum, araruta e feijão. O SAT, que envolve ainda a pesca por barragens, alimenta toda a comunidade e está ligado de forma direta à cosmologia, à memória coletiva e à história desse povo indígena. O ancestral Ritual Yaokwa dos Enawene Nawe é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan desde 2010.

Diversidade brasileira

Os demais contemplados também desenvolveram propostas inovadoras em todas as regiões do país, como por exemplo, o segundo colocado, “Bancos Comunitários de Sementes da Paixão”, do Polo Sindical e das Organizações da Agricultura Familiar da Borborema, no Agreste da Paraíba. O projeto vem crescendo desde 1993, presente em 13 municípios do Território da Borborema, que atualmente contam com 60 bancos e que juntos armazenam 27 toneladas de sementes crioulas distribuídas em 13 espécies e 145 variedades.

Da Serra do Espinhaço, em Minas Gerais, vem outra iniciativa, a terceira premiada: das comunidades de Apanhadoras e Apanhadores de Flores Sempre Vivas. É uma experiência de reconhecimento e valorização fomentada pelo Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas. O grupo se articula por meio da Comissão de Defesa dos Direitos das Comunidades Extrativistas (CODECEX) e já são reconhecidas pelo programa Sistemas Importantes do Patrimônio Agrícola Mundial (SIPAM) da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Os demais premiados foram: o Centro Cultural Kàjire, pela feira de sementes tradicionais da nação indígena Krahô, em Goiatins (TO); as comunidades tradicionais de fecho de pastos do Oeste da Bahia, pela iniciativa dos guardiões e guardiãs do cerrado em defesa da biodiversidade; a Associação dos Pescadores Artesanais de Porto Moz (Aspar), no Pará, pela conservação dos estoques pesqueiros e fortalecimento da entidade e da categoria; a Associação Indígena Ulupuwene, do Alto Xingu, pela festa do Kukuho (“espirito da mandioca”); o coletivo de agroflorestas e frutas nativas da região dos Campos de Cima da Serra Gaúcha, pela conservação e manutenção dos potreiros tradicionais, por meio do aproveitamento e uso das espécies vegetais nativas; e o Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica, do Vale do Jequitinhonha, em Minas, pelo Catálogo de Sementes Crioulas do Alto Jequitinhonha.

Sistemas Agrícolas Tradicionais

Acervo IphanOs sistemas agrícolas de povos indígenas e de comunidades tradicionais são parte importante da dinâmica econômica de diversas regiões e possuem formas únicas de praticar a agricultura. Expressando saberes particulares, os chamados Sistemas Agrícolas Tradicionais envolvem desde o cultivo da terra até diversos outros processos simbólicos e produtivos, de maneira integrada. Sua manutenção está vinculada aos saberes ancestrais dessas comunidades, patrimônios culturais que guardam modos únicos de preservação da agrobiodiversidade.

São registrados como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, no Amazonas (2010), e o Sistema Agrícola Tradicional das Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira, em São Paulo (2018). A partir do Registro são desenvolvidas ações de salvaguarda, com foco no apoio à sustentabilidade cultural dos saberes e práticas associados a esses bens culturais.

Conheça a publicação: Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais

Serviço

Cerimônia de premiação: 2ª edição do Prêmio BNDES
Datas: sexta-feira (21/05)
Horário: a partir das 10h
Transmissão ao vivo: canal da Embrapa no YouTube

 Legenda das fotos na ordem em que aparecem:

– 1ª: imagem: Colheita de bananas pacová agroecológicas em roça tradicional que serão enviadas para teste de desidratação na cozinha experimental de São Gabriel da Cachoeira – Crédito: Carlos Demeterco/ Instituto Socioambiental (ISA)

– 2ª imagem: Nazária Mandú Lopes colhe pimentas em sua roça, próxima à comunidade Canadá, no rio Ayari, Terra Indígena Alto Rio Negro (AM) — Créditos: Carol Quintanilha / Instituto Socioambiental (ISA)

– 3ª imagem: Imagem cedida pela equipe do projeto “Os ciclos do Yaokwa entre os Enawene Nawe” qualificação e documentação de registros do Salomã, IphanSociedade de Amigos do Museu do Índio-SAMI (2016-2018). Acervo Iphan, 2017

4ª imagem: Acervo Iphan

*Com informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

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Banho de São João (MS) é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil

Congregando festas católicas e afrorreligiosas, a celebração recebeu o título em reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural

Banho de São João

Descida da ladeira para o ritual do banho de São João em Corumbá (Foto: Vânia Jucá/Acervo Iphan).

O Banho de São João de Corumbá e Ladário (MS) foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (19) em reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, órgão colegiado do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Congregando o culto a São João Batista e ao orixá Xangô, a festividade reúne uma série de rituais, como procissões, cortejos, novenas e giras em terreiros de candomblé e umbanda, reunindo a população em fé, alegria e afeto. É festa joanina no Pantanal!

Banho de São João (Foto: Vânia Jucá).Percorrendo as casas dos festeiros – realizadores de festas em homenagem ao santo –, o roteiro do Banho de São João inclui, ainda, a decoração de altares e andores, queima de fogueiras e realização de oferendas, além de rezas e terços, giras em terreiros e levantamento de mastros. Na passagem do dia 23 para 24 de junho, a população se dirige às margens do rio Paraguai para realizar, assistir e participar do ritual do banho: em Corumbá, o banho acontece no Porto Geral e, em Ladário, no Porto Ladário. É o ápice da celebração, a festa pública, para onde convergem as festas das casas e dos terreiros.

Durante a 95ª do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, órgão colegiado composto por representantes de instituições públicas e privadas, bem como por representantes da sociedade civil, foi apresentado parecer do pedido de registro do Banho de São João. Por unanimidade, o conselho decidiu pelo reconhecimento do bem como Patrimônio Cultural do Brasil, sendo inscrito no Livro de Registro das Celebrações.

“O Banho de São João é importante celebração que compõem a identidade do estado do Mato Grosso do Sul. Pra nós, é uma felicidade imensa concluir o processo de registro de um bem tão significativo para a região do Pantanal e para o Brasil”, declarou a presidente do Iphan, Larissa Peixoto. “Com esse ato, coroamos um intenso processo de pesquisa sobre o bem, com produção de vídeos, documentário e dossiê. Assim, o Iphan já atua na salvaguarda para a reprodução e sustentabilidade do Banho de São João.”

Descida do andor de Pai Clemilson (Foto: Vânia Jucá/Acervo Iphan).Situados na região pantaneira do Mato Grosso do Sul, às margens do rio Paraguai, Corumbá e Ladário são municípios vizinhos, distantes cerca de 350 km da capital Campo Grande. Corumbá possui cerca de 112 mil habitantes; Ladário, 23 mil. Na fronteira com a Bolívia, a região tem um histórico no processo de formação do território brasileiro a partir da expansão colonial das coroas Portuguesa e Espanhola.

“É uma grande valorização do Banho de São João, do Arraial do Banho de São João. É um ganho imenso. Com o registro nacional, há mais visibilidade para uma festa que precisa ser conhecida”, avalia o festeiro Alfredo Ferraz, 32. “Esse Arraial é realizado somente aqui. O Brasil precisa conhecer, o mundo precisa conhecer. O registro é uma emoção porque, quando começamos a montar o processo, era só um sonho. Para os festeiros e devotos, hoje é uma grande vitória”, completa Alfredo, que herdou do pai e do avô a devoção a São João.

Devido à pandemia, desde 2020, o Banho de São João vem sendo realizado apenas em âmbito doméstico. Novenas, terços, alvoradas e levantamento de mastro são promovidos em cada residência, limitando-se o acesso à comunidade. O próprio banho na imagem do santo é feito dentro das próprias casas, em bacias ou tanques.

Processo de registro

Missa do dia 23 de junho em Corumbá (Foto: Vânia Jucá/Acervo Iphan)Em 2010, com o reconhecimento da Celebração Banho de São João de Corumbá como bem cultural de natureza imaterial do estado do Mato Grosso do Sul, foi solicitado ao Iphan reconhecimento em esfera federal. Os estudos realizados a partir de 2014 apontaram a necessidade de se ampliar o recorte espacial, incluindo o município de Ladário, onde a tradição também é realizada.

Já em 2018, o Iphan firmou parceria com a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) para dar prosseguimento ao dossiê do Banho de São João. O trabalho contou com incursões a campo para acompanhar a preparação da festa, resultando em inúmeras entrevistas, sendo 25 delas gravadas, com festeiros, devotos e autoridades religiosas e político-administrativas.

O registro de bens culturais de natureza imaterial foi instituído pelo Decreto 3.551/2000. Com o reconhecimento, o Banho de São João passa a ser acautelado pelo Iphan, que atuará na salvaguarda da festa, coordenando a execução de políticas públicas para a reprodução e sustentabilidade da manifestação.

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Aberta consulta pública sobre o Círio de Nazaré (PA), o Frevo (PE) e a Cachoeira de Iauaretê (AM)

População pode se manifestar sobre pareceres de reavaliação dos bens via postal, e-mail ou formulário digital

Bens em processo de Revalidação

O Círio de Nazaré, o Frevo e a Cachoeira de Iauaretê passam por processos de revalidação do título de Patrimônio Cultural do Brasil

O Círio de Nazaré (PA), o Frevo (PE) e a Cachoeira de Iauaretê (AM) vão passar por um processo de revalidação do título de Patrimônio Cultural do Brasil. Com a publicação dos extratos de pareceres técnicos no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 14, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) abriu prazo de 30 dias para que a população possa se manifestar sobre a revalidação dos três bens. Até o dia 13 de junho, por meio de formulário digital, via postal ou e-mail, qualquer pessoa pode opinar sobre o tema.

Para a Revalidação do Título de Patrimônio Cultural, o Iphan elaborou, em parceria com comunidades detentoras, organizações diretamente envolvidas e pesquisadores, os pareceres de reavaliação, que trazem informações atualizadas dos bens. Os documentos fazem uma comparação entre o momento em que foram registrados e os anos posteriores, identificando transformações e continuidade aspectos culturalmente relevantes ou empecilhos à sua reprodução. Os pareceres também reúnem recomendações e encaminhamentos para o processo de salvaguarda do Círio de Nazaré, do Frevo e da Cachoeira de Iauaretê.

Motorromaria, cortejo conduzido por motoqueiros, parte do Círio de Nazaré (Foto: Raul Alves).Ao término dos 30 dias, as eventuais manifestações sobre o parecer de revalidação serão enviadas à Câmara Setorial do Patrimônio Imaterial a fim de subsidiar a avaliação do bem registrado. A Câmara, por sua vez, manifestará sua decisão sobre a reavaliação do bem e, por fim, o processo é encaminhado ao Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que decide sobre a Revalidação do Título de Patrimônio Cultural do Brasil dos bens. Caso a revalidação seja negada, será mantido apenas o registro do bem como referência cultural do seu tempo.

A revalidação de um bem cultural registrado pelo Iphan acontece pelo menos a cada dez anos, de acordo com o Decreto nº 3.551/2000, que institui esse instrumento de proteção. As manifestações também podem ser realizadas via formulário digital disponível ao final da matéria. Detentores, organizações e cidadãos de qualquer idade podem se manifestar por meio do correio eletrônico dpi@iphan.gov.br ou via correspondência, enviando propostas para o Departamento de Patrimônio Imaterial – Diretor – SEPS Quadra 713/913, Bloco D, 4º andar – Asa Sul -Brasília – Distrito Federal – CEP: 70.390-135.

Sobre os bens

Passistas de Frevo (Foto: Acervo Iphan).O Círio de Nossa Senhora de Nazaré consiste em um conjunto de celebrações e eventos que ocorre em Belém (PA) durante o mês de outubro. A chamada quadra nazarena reúne devotos e turistas, tendo seu clímax no segundo domingo de outubro, quando é realizada a procissão do Círio. O período é marcado pela efervescência religiosa, cultural e afetiva, quando são realizadas outras romarias, como a Trasladação e o Círio Fluvial, e ainda festejos como o espetáculo de rua Auto do Círio, o cortejo do Arrastão do Pavulagem e a Festa da Chiquita – festividade realizada pela comunidade LGBT. Em 2013, o Círio foi reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade na Unesco.

Localizada na região do Alto Rio Negro, no município de São Gabriel da Cachoeira (AM), a Cachoeira de Iauaretê ou Cachoeira da Onça, por sua vez, é registrada como Patrimônio Cultural do Brasil desde 2006 sob o título de Lugar Sagrado dos Povos Indígenas dos Rios Uaupés e Papuri. Lugar de referência para povos indígenas da região banhada pelos dois rios, a maioria de filiação linguística Tukano Oriental, Aruak e Maku, a Cachoeira reúne pedras, lajes, ilhas e paranás que simbolizam episódios de guerras, morte e aliança em mitos de origem e narrativas históricas desses povos, como a criação da humanidade e o surgimento de suas respectivas etnias.

Cachoeira de Iarauetê (Foto: Acervo Iphan).Já o Frevo, que tem origem em fins do século XIX, é expressão musical, coreográfica e poética que frutificou em Recife e Olinda, ambas em Pernambuco, reunindo riqueza melódica e criatividade oriundas de outros gêneros. Praticado, originalmente, por bandas militares, escravos recém-libertos, capoeiras e a nova classe operária da cidade de Recife do começo do século XX, o Frevo foi registrado como Patrimônio Cultural do Brasil em 2007. A manifestação também foi incluída na lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco.

Serviço:
Revalidação do Círio de Nazaré (PA)
Data: 14 de maio a 13 de junho de 2021
Formulário: https://forms.gle/mct89SHJ51rR5RRy6

Revalidação Frevo (PE)
Data: 14 de maio a 13 de junho de 2021
Formulário: https://forms.gle/2GrKY7bDCYtamTMr9

Revalidação Cachoeira de Iauaretê (AM)
Data: 14 de maio a 13 de junho de 2021
Formulário: https://forms.gle/hnVnt8hJbP6B19t58

Assessoria de Comunicação Iphan
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Fonte – Iphan

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Modos de Fazer Cuia do Baixo Amazonas são tema de webnário em Santarém (PA)

Destinado a artesãs, produtores rurais e acadêmicos, o evento foi contemplado em edital da Lei Aldir Blanc

Cuias do Baixo Amazonas

Cuias do Baixo Amazonas (Foto: Camila Giusti/Acervo Iphan).

Em 2021, completam-se 18 anos de criação da Associação de Artesãs Ribeirinhas de Santarém (Asarisan), que representa as detentoras dos Modos de Fazer Cuias do Baixo Amazonas, no Pará. Em comemoração ao aniversário da entidade, a Asarisan realizará, nos dias 11, 18 e 25 de maio, o webnário Artesanato tradicional, patrimônio imaterial e propriedade intelectual, envolvendo artesãs e pesquisadoras que vão debater práticas de salvaguarda para a manifestação. As inscrições, que são gratuitas, podem ser feitas por meio de formulário digital. O evento também marca o lançamento site Cuias Aíra, meio de divulgação e comercialização das cuias do Baixo Amazonas.

O webnário é realizado como parte do projeto “Salvaguarda do Modo de Fazer Cuias no Aritapera, Baixo Amazonas, Pará”, que ainda prevê a realização de um seminário de salvaguarda do bem em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a ser realizado no mês de junho. Selecionado em edital da Lei Aldir Blanc, o projeto destina-se a artesãs e artesãos, produtores agrícolas, acadêmicos, técnicos e pessoas com interesse no tema. Os participantes também vão poder enviar perguntas aos expositores.

Festival de Cuias da Região do Aritapera em 2018 (Foto: Alexandre_Nazareth Rocha)O evento de maio será composto por três sessões sobre a experiência de artesãs e pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento. O objetivo é valorizar o artesanato tradicional e, ainda, difundir métodos e instrumentos para a proteção do Patrimônio Cultural Imaterial e da propriedade intelectual associados aos Modos de Fazer Cuias.

A programação conta com artesãs de outras regiões do Brasil, como Maria José Souza, da Associação para o Desenvolvimento da Renda Irlandesa de Divina Pastora (SE), e Ilana Cardoso, que trabalha com artesanato de capim dourado em Mateiros (TO). O webnário também terá participação de pesquisadores da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e outras instituições, como Luciana Carvalho (Ufopa) e Marina Zacchi, da Universidade Federal de Sergipe (UFS). A programação completa está disponível ao final da matéria.

Realizado pela Asarisan, o evento tem apoio do Núcleo de Estudos Interdisciplinares em Sociedades Amazônicas, Cultura e Ambiente (Sacaca) e da Diretoria de Cultura da Pró-Reitoria da Ufopa. A Asarisan é titular da primeira marca coletiva do Pará registrada pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), em 2014, e foi a proponente do registro dos Modos de Fazer Cuias do Baixo Amazonas como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan em 2015.

Modos de Fazer Cuias do Baixo Amazonas

Festival de Cuias da região do Aritapera(Foto: Débora Marcial/Acervo Iphan)A prática de fazer cuias é fruto do conhecimento indígena na região amazônica há mais de dois séculos, sendo hoje um ofício conduzido por mulheres em comunidades do Baixo Amazonas, no Pará. Utilizadas por populações amazônicas para tomar banho, cozinhar, desalagar a canoa e tomar tacacá, por exemplo, as cuias são produzidas a partir dos frutos da cuieira, árvore comum na região.

“O tradicional modo de fazer cuias na região caracteriza-se por um longo processo de manipulação de recursos naturais, em especial a casca do cumatê e, evidentemente, a própria cuia”, define o dossiê de registro do bem, citando etapas do trabalho como a retirada dos frutos da cuieira, corte e limpeza do fruto, tingimento, lavagem e ornamentação. “Esse processo tradicional é dominado e praticado por mulheres, constituindo até hoje (…) um ofício exclusivamente feminino.”

Serviço:
Artesanato tradicional, patrimônio imaterial e propriedade intelectual
Data:
11, 18 e 25 de maio de 2021
Transmissão: Canal Cuias Aíra no Youtube

Programação:
Programação Artesanato tradicional e patrimônio imaterial
Dia 11 de maio, às 18 horas
Expositoras:
Luciana Carvalho (Sacaca/Ufopa, Santarém/PA)
Marina Zacchi (Greccos UFS/CNPq, Aracaju/SE
Thaís Brito (Cecult-UFRB, Santo Amaro/BA)
Mediadora: Thais Helena Medeiros (Ouriço Amazônia e Casa Uru Alter hospedaria & alimentação, Santarém/PA)

Marcas coletivas e indicações geográficas de artesanato tradicional
Dia 18 de maio, às 18 horas
Expositores:
Bruno Mileo (Sacaca/Ufopa, Santarém/PA)
Carla Arouca Belas (pesquisadora independente, Canadá)
Patrícia Pereira Peralta (INPI, Rio de Janeiro/RJ)
Mediadora: Patrícia Chaves (LEEA/Ufopa, Santarém/PA)

Patrimônio cultural, marca e indicação geográfica: e agora, o que acontece com meu artesanato?
Dia 25 de maio, às 18 horas
Expositoras:
Ilana Cardoso (Associação Capim Dourado do Povoado de Mumbuca, Mateiros/TO)
Maria José Souza (Associação para o Desenvolvimento da Renda Irlandesa de Divina Pastora/SE – Asderen)
Maria Wbiranilda da Silva de Albuquerque (Associação das Mulheres Rendeiras de Marechal Deodoro/AL – AMUT-MD)
Wendy Sherry (Cooperativa dos Artesãos de Barra Nova/AL – Cooperartban)
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Encontros virtuais vão subsidiar Plano de Salvaguarda da Romaria de Carros de Bois (GO)

As reuniões on-line ocorrem entre os dias 14 de abril a 14 de julho de 2021

Fiéis acompanham o tradicional desfile da Romaria de Carros de Bois, em Trindade (GO). (Foto: Acervo Iphan)

O costume de reunir famílias de várias regiões rurais para viajarem em carros de bois até o município de Trindade (GO) como forma de expressar fé é parte integrante do conjunto de atividades e rituais da Festa do Divino Pai Eterno de Trindade. O desfile da Romaria de Carros de Bois realizado há cerca de 180 anos é o momento mais importante para todos que percorrem o caminho da devoção e peregrinação.

Para manter viva essa tradição, reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil desde 2016, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia vinculada à Secretaria Especial da Cultura e ao Ministério do Turismo, realiza entre os dias 14 de abril a 14 de julho um ciclo de encontros virtuais. O objetivo dos eventos é discutir o Plano de Salvaguarda da Romaria de Carros de Bois da Festa do Divino Pai Eterno de Trindade.

O objetivo das reuniões é promover o diálogo entre detentores e instituições públicas envolvidas, definindo ações a serem realizadas a curto, médio e longo prazo, relacionadas à manutenção da manifestação cultural. Dividido em quatro eixos de debates, nos encontros serão abordados: a Mobilização social e alcance da política; Gestão participativa no processo de salvaguarda; Difusão e valorização; Produção e Reprodução Cultural.

O superintendente do Iphan-GO, Allyson Cabral, explica que o plano de salvaguarda contemplará demandas dos carreiros que percorrem o caminho da fé vindo de diversos municípios goianos, na perspectiva da preservação do bem cultural em larga escala. “É necessário pensar nos saberes e práticas relacionados a Romaria de Carros de Bois.  Sendo eles transmitidos às futuras gerações, não correrão o risco de se perderem com o tempo”, destacou.

Devoção

Em devoção ao Divino Pai Eterno, os fiéis saem de diversas localidades de Goiás e outros estados do Centro-Oeste e Sudeste, seguindo até Trindade como forma de agradecer as bênçãos recebidas e pagar promessas.  Os carreiros, candeeiros e demais participantes da Romaria de Carro de Bois se colocam na posição de herdeiros e transmissores desse costume.

Ao usarem um meio de transporte tido como arcaico na atualidade, os carreiros rememoram os tempos dos seus antepassados e até mesmo o da infância, reconstruindo, ano após ano, a tradição da vida rural e das devoções católicas. Em 2020, em função da pandemia, a Festa do Divino Pai Eterno de Trindade foi cancelada, não ocorrendo também o tradicional desfile da Romaria de Carros de Bois. Para este ano, está sendo estudado se a Festa acontecerá de forma presencial ou on-line.

Confira a programação completa das reuniões e os links de participação:

Plano de Salvaguarda Romaria de Carros de Bois

14 de abril (quarta-feira) – 18h

Eixo 1: Mobilização Social e Alcance da Política

https://meet.google.com/bhi-fquw-ykk

12 de maio (quarta-feira) – 18h
Eixo 2: Gestão Participativa no processo de salvaguarda

https://meet.google.com/bji-fcpy-yhz

16 de junho (quarta-feira) – 18h
Eixo 3: Difusão e Valorização

https://meet.google.com/jqi-ukbn-gjc

14 de julho (quarta-feira) – 18h
Eixo 4: Produção e Reprodução Cultural

https://meet.google.com/msc-gufs-vvq

Mais informações para a imprensa
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Marianne Cardoso – marianne.cardoso@iphan.gov.br
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