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Casa de Rui Barbosa lança edital de bolsas para a Cátedra Unesco

A Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), lançou edital de bolsas de iniciação científica, com duas vagas para doutores nas áreas de Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Letras e Artes e cinco para graduados em qualquer área de formação. As inscrições podem ser feitas até a meia-noite do dia 1º de julho.

As bolsas terão duração de cinco meses, podendo ser prorrogadas em caso de interesse da FCRB. Os valores são de R$ 1.350 para graduados e R$ 3.700 para doutores. Todos os participantes devem ter disponibilidade mínima de 20 horas semanais para dedicar-se à realização do projeto ao qual a bolsa estará vinculada.

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail catedrapoliticasculturais@rb.gov.br ou entregues pessoalmente na sede da Fundação Casa de Rui Barbosa (Rua São Clemente, 134, Botafogo/RJ), no 2º andar, na sala D, das 14h às 18h. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail de inscrição ou pelos telefones (21) 3289.8608 / (21) 3289.8610.

O resultado final da seleção será publicado no Diário Oficial da União até o dia 20 de julho de 2018 e estará disponível no site do MinC e da FCRB.

O início das atividades está previsto para até 1º de agosto deste ano ou de acordo com o cronograma de execução do projeto do bolsita.

Cátedra Unesco

As bolsas de iniciação científica integram a Cátedra Unesco sobre Políticas Culturais e Gestão, em vigor desde setembro de 2017. A Cátedra tem como objetivo a formação de um centro de excelência e um polo avançado de estudos no campo das políticas culturais e da gestão. Em torno da Cátedra, será articulada uma rede de pesquisadores, que contribuirão com os processos de disseminação de conhecimento e formação qualificada e atualizada de profissionais que atuam na área.

Além das bolsas, a Cátedra prevê, ainda, a realização de seminários internacionais, simpósios, colóquios, oficinas e de cursos de qualificação avançada, em parcerias com universidades.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
Com Informações da Fundação Casa de Rui Barbosa

Edital

Fonte: ASCOM MinC

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Mulheres, negros e indígenas são maioria das inscrições nos editais da primeira etapa do programa #AudiovisualGeraFuturo

A política de redução da desigualdade no setor audiovisual adotada pelo Ministério da Cultura (MinC) na primeira etapa do programa #AudiovisualGeraFuturo deu resultado. Entre os 1636 projetos inscritos até agora, 822 são de mulheres, 507 de negros e indígenas e 1362 de realizadores estreantes. 

A primeira etapa do programa foi lançada pela Secretaria do Audiovisual (SAv) do MinC em fevereiro. São 11 linhas que beneficiarão cerca de 250 projetos, em um investimento total de R$ 80 milhões. É o maior pacote de editais já lançado pela SAv em número de projetos e volume de recursos. Para ampliar a diversidade no setor audiovisual, os editais contam com cotas de 50% para novos realizadores, 50% para mulheres e 25% para negros e indígenas.

O balanço parcial, divulgado pelo MinC durante reunião do Conselho Superior de Cinema, na terça-feira (5), diz respeito a oito editais que já tiveram as inscrições encerradas.

Para o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o resultado preliminar das inscrições demonstra que a política de redução da desigualdade no setor audiovisual implementada pelo MinC é bem-sucedida. “Com base em estudo realizado pela Ancine (Agência Nacional do Cinema), verificamos a necessidade de estimular maior participação de mulheres, negros, indígenas e também de novos talentos no setor audiovisual. As cotas são uma tentativa inédita de corrigir as desigualdades deste mercado e estamos muito felizes em perceber que houve uma resposta positiva e que estamos no caminho certo”, observou Sá Leitão.

Diversidade

O resultado obtido pelo edital de Desenvolvimento de Projetos – 200 anos da Independência do Brasil foi outra surpresa positiva do pacote de editais lançados pela SAv no início do ano. Foram 241 inscrições de todas as regiões do País, o que demonstra boa receptividade por parte do mercado e o acerto de se lançar esta linha. Do total de inscrições, 210 são de realizadores estreantes, 94 de mulheres e 71 de negros ou indígenas. Trinta e seis desses projetos serão selecionados e receberão um total de R$ 6 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual.

Um dos mais aguardados editais, o Documentário Afro-brasileiro e Indígena, foi o que mais concentrou inscrições. Ao todo, foram 319 propostas inscritas, sendo 165 de mulheres, 171 de negros ou índios e 294 de novos diretores. O processo final de seleção contemplará dez projetos de documentário a partir de 52 minutos, com temáticas voltadas à cultura afro-brasileira e indígena. Cada projeto receberá R$ 500 mil para realização da obra.

O edital Longa Animação, que selecionará cinco projetos de produção independente de obras audiovisuais brasileiras de longa-metragem de animação, voltadas para o público infantil, teve 64 projetos inscritos, sendo de 25 mulheres, 10 de negros ou índios e 25 que se enquadram no critério novo diretor. Serão projetos de produção independente de obras audiovisuais brasileiras de longa-metragem de animação, voltadas para o público de 0 a 12 anos, com valor individual de R$ 3,5 milhões por proposição.

O edital Documentário Infância e Juventude, um dos cinco editais destinados ao público infantil, recebeu 134 inscrições, sendo 69 de mulheres, 33 de negros ou índios e 115 de novos diretores. Para esta chamada também serão selecionadas dez propostas de obras documentais, a partir de 52 minutos de duração, que receberão R$ 500 mil cada.

Voltado para a criação de 21 obras audiovisuais independentes de curta-metragem, de até 13 minutos, o edital Curta Live Action, destinado ao público de 0 a 12 anos, recebeu 197 inscrições, sendo 128 de diretores estreantes, 103 de mulheres e 58 de negros e indígenas.

O edital Séries Live Action, que selecionará cinco obras de minissérie de ficção, de 13 episódios de 7 minutos, voltadas ao público infatnil, recebeu 133 propostas, sendo 124 de diretores estreantes, 66 de realizadoras mulheres e 43 de negros e indígenas.

Dentro ainda da temática da juventude, o edital de Jogos Eletrônicos contou com 144 propostas. Desse total, 119 são de estreantes, 43 de mulheres e 42 de negros e indígenas. O edital selecionará projetos para a criação de dez jogos eletrônicos de temática livre.

Os editas Narrativas Transmídias para a Infância – Curtas Animação + Jogos Eletrônicos e Narrativas Transmídias para a Infância – Minissérie Animação + Jogos Eletrônicos têm inscrições abertas até o próximo dia 15 de junho. Já o edital Festivais, Mostras, Premiações, Eventos de Mercado e Ações de Promoção/Difusão da Produção Audiovisual Nacional, de fomento à realização de festivais, por ser de fluxo contínuo, permanecerá com as inscrições abertas.

Fonte: ASCOM MinC

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MinC e Sebrae assinam acordo para fortalecer economia criativa

Acordo assinado pelo ministro Sérgio Sá Leitão e pelo presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, visa oferecer programas de formação e capacitação a empreendedores da economia criativa (Foto: Ronaldo Caldas/Ascom MinC)

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, e o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Guilherme Afif Domingos, assinaram nesta segunda-feira (4), em São Paulo (SP), acordo de cooperação técnica para oferecer programas de formação e capacitação a empreendedores da economia criativa. A parceria prevê a realização de oficinas presenciais e a distância, pesquisas sobre o setor e a preparação de até 180 empreendedores brasileiros que serão selecionados para participar do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR), megaevento de negócios que será realizado de 5 a 11 de novembro na capital paulista.

Sá Leitão destacou a importância da economia criativa para o desenvolvimento do Brasil, lembrando que o setor já responde por 2,64% do PIB (Produto Interno Bruto, que é a soma de bens e serviços produzidos no país), gera 1 milhão de empregos e paga salários acima da média nacional, sendo um nicho que atrai trabalhadores jovens – faixa etária em que os níveis de desemprego são ainda mais altos no brasil. “Precisamos apoiar o empreendedorismo cultural, de modo que tenhamos profissionais cada vez mais capacitados para levar adiante seus empreendimentos”, disse o ministro.

O acordo foi assinado no Palácio Campos Elísios, antiga sede do governo estadual de São Paulo, atualmente cedida para o Sebrae. No prédio, funciona o Centro Nacional de Referência em Empreendedorismo, Tecnologia e Economia Criativa do Sebrae. “Nesta casa, que é do passado, estamos projetando o futuro”, destacou Afif Domingos. “A economia criativa é formadora de trabalho e renda. Nosso papel é exatamente qualificar esses empreendedores da cultura”, acrtescentou

A gerente da Unidade de Comércio e Serviços do Sebrae Nacional, Ana Clévia Guerreiro, afirmou que o acordo prevê a disponibilização de conteúdos na internet e a realização de oficinas presenciais e a distância. Empreendedores culturais serão capacitados para participar de editais, recebendo instruções também sobre como prestar contas dos valores recebidos. O Sebrae ficará encarregado ainda de oferecer formação para os empreendedores participantes do MicBR, além de conduzir as rodadas de negócios durante o megaevento. Pesquisas sobre economia criativa, cujos temas específicos ainda serão definidos, também fazem parte da parceria.

Museu do Futebol

Exposição no Museu do Futebol aborda a primeira conquista da Copa do Mundo pelo Brasil, em 1958 (Foto: Ronaldo Caldas/Ascom MinC)

Sá Leitão participou, na segunda-feira (4) à noite, da abertura da exposição A Primeira Estrela: o Brasil na Copa de 1958, no Museu do Futebol, em São Paulo. A mostra, que poderá ser visitada pelo público a partir desta terça-feira (5), conta, por meio de instalações audiovisuais e interativas, a primeira conquista da Copa do Mundo pela seleção brasileira. A exposição, assim como outras atividades do Museu do Futebol – que é mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo – recebeu recursos da Lei Rouanet.

O ministro aproveitou o evento para defender o mecanismo do incentivo fiscal, lamentando que a Lei Rouanet seja alvo de críticas muitas vezes infundadas. “Eu sou um entusiasta da lei federal de incentivo à cultura. Muitos desses ataques se baseiam na ignorância sobre como esse mecanismo funciona”, afirmou ele, pedindo ao público que ajude o Ministério da Cultura a combater a desinformação. “Lembrem-se desta exposição.”
Na tarde da segunda-feira (4), Sá Leitão já havia defendido a Lei Rouanet ao participar do Fórum Nacional de Cultura, no auditório do mesmo Museu do Futebol. “A Lei Rouanet quase tem que mudar de nome para Lei Geni, porque apanha e leva pedra todo dia. Mas nossa produção cultural não teria chegado aonde chegou sem esse mecanismo. Já foram investidos R$ 16,5 bilhões em 50,4 mil projetos culturais em todas as regiões do país”, disse o ministro.
Fonte: ASCOM MinC

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MinC e Itaú Cultural promovem seminário sobre combate ao tráfico de bens culturais

O Ministério da Cultura (MinC) e o Instituto Itaú Cultural promovem, nos dias 4 e 5 de junho, em São Paulo (SP), o seminário Proteção e circulação de bens culturais: combate ao tráfico ilícito. O evento reunirá especialistas e representantes de órgãos federais do Brasil e de países sul-americanos. O objetivo é compartilhar experiências e discutir formas de regulação, afim de subsidiar a elaboração de uma política de prevenção e repressão a esse tipo de crime no Brasil.

O evento conta com a cooperação da Representação no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO no Brasil) e do Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus (Icom) e com o apoio do Ministério das Relações Exteriores, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e da Fundação Biblioteca Nacional (FBN).

O tráfico ilícito de bens culturais é um problema global, que atravessa fronteiras e ameaça a memória e a cultura da humanidade. Obras de arte, artigos religiosos, artefatos arqueológicos, acervos bibliográficos e documentos históricos, entre outros objetos, são suscetíveis de serem roubados e comercializados ilegalmente, sendo usados ainda em crimes como a lavagem de dinheiro e até mesmo o financiamento de terrorismo.

Para o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o Brasil precisa avançar na definição de uma política de proteção dos bens culturais e isso passa pela união de esforços entre os agentes públicos e a iniciativa privada. “O seminário será a oportunidade para avançarmos no desenho de uma estratégia conjunta, aproveitando para conhecer experiências internacionais bem-sucedidas”, disse Sá Leitão.

Para Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, “este é um problema global e sistêmico. O seminário permitirá que governo e sociedade conheçam e se apropriem das melhores práticas existentes no Brasil e no exterior e avancem na constituição de um marco legal mais sólido e de metodologias mais eficazes para a boa circulação de bens culturais no país”.

Estarão presentes no seminário, além de representantes do mercado das artes, autoridades, especialistas e técnicos do Chile, do Peru e da UNESCO. Participarão também representantes da Polícia Federal, da Receita Federal, do Ministério Público, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), da Agência Nacional de Mineração e do Instituto Itaú Cultural, além de órgãos vinculados ao MinC, como o Iphan, o Ibram e a Biblioteca Nacional.

A troca de informações e de experiências dos diversos países e instituições permitirá promover a proteção de bens culturais e o combate a práticas ilícitas em âmbito regional e avançar na implementação da Convenção Relativa às Medidas a Serem Adotadas para Proibir e Impedir a Importação, Exportação e Transferência de Propriedades Ilícitas dos Bens Culturais, de 1970, da UNESCO, da qual o Brasil é membro.

Para o coordenador-geral de Autorização e Fiscalização do Iphan, Fábio Rolim, é essencial mobilizar diferentes atores no combate ao tráfico de bens culturais: “Qualquer estratégia precisa envolver três grupos de atores institucionais: a Receita Federal e as receitas estaduais, isto é, quem faz controle aduaneiro e fiscaliza o fluxo de coisas e pessoas; as polícias; e os órgãos que têm como trabalho cuidar do patrimônio e da memória, como Iphan, Ibram, Biblioteca Nacional e Arquivo Nacional, incluindo a Agência Nacional de Mineração, que é responsável por fósseis. Tudo depende da sinergia entre esses três grandes grupos”, diz Rolim.

Ações do MinC

O MinC tem liderado o esforço para criar uma comissão permanente de combate ao tráfico de bens culturais, envolvendo o Iphan, o Ibram, a Biblioteca Nacional, a Polícia Federal, a Receita Federal, o Arquivo Nacional, o Ministério das Relações Exteriores e a Agência Nacional de Mineração. Cinco reuniões já foram realizadas, a fim de debater e definir medidas conjuntas que ficarão sob a responsabilidade do grupo. O MinC, por meio de acordo de cooperação com a UNESCO no Brasil, está desenvolvendo um estudo especializado para subsidiar a elaboração de uma política nacional de combate ao tráfico de bens culturais.

Desde 1998, o Ministério da Cultura mantém, por meio do Iphan, o Banco de Dados de Bens Culturais Procurados (BCP), que registra bens protegidos pela União que tenham sido furtados ou que estejam desaparecidos, mediante denúncia ao Instituto. Quando um bem cultural ingressa no BCP, o Iphan aciona a Polícia Federal, a Interpol e o Ministério Público. O Iphan também é responsável pelo Cadastro Nacional de Negociantes de Antiguidades e Obras de Arte (Cnart), criado em 2007, originalmente para identificar bens com potencial para preservação. Atualmente o Cnart tem foco na prevenção da lavagem de dinheiro e na divulgação de informações sobre roubos.

Em outra frente, o MinC disponibiliza, por meio do Ibram, uma base de dados on-line, de acesso público, para registro de bens desaparecidos dos museus brasileiros, públicos e privados, em decorrência de furto, roubo ou qualquer outro tipo de desaparecimento. O Cadastro de Bens Musealizados Desaparecidos (CBMD) funciona desde 2010. O objetivo é possibilitar o rastreamento, a localização e a recuperação desses bens.

Desde 1973, o Brasil é parte do primeiro instrumento internacional universal para o combate ao tráfico ilícito de bens culturais: a Convenção Relativa às Medidas a Serem Adotadas para Proibir e Impedir a Importação, Exportação e Transferência de Propriedades Ilícitas dos Bens Culturais, de 1970, da UNESCO. A Convenção foi incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro por meio do decreto 72.312, de 31 de maio de 1973. Em 1999, o Brasil internalizou no ordenamento jurídico nacional a Convenção de 1995 do Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado (Unidroit) sobre Bens Culturais Furtados ou Ilicitamente Exportados, complementando o regime legal da Convenção de 1970 da UNESCO.

Serviço

Seminário: Proteção e circulação de bens culturais: combate ao tráfico ilícito
Data: 4 e 5 de junho de 2018
Horário: Das 9h às 18h
Local: Instituto Itaú Cultural: Avenida Paulista, 149 − São Paulo (SP).

Fonte: ASCOM MinC

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Eventos em Belém debatem cadeia produtiva do livro

O Ministério da Cultura (MinC) integra, em Belém (PA), importantes debates sobre bibliotecas públicas e a cadeia produtiva do livro no Brasil. No dia 4 de junho, às 14h, será realizado o seminário Políticas, Ações e Oportunidades às Cadeias Produtiva e Criativa do Livro, com entrada franca e sem necessidade de inscrição prévia. A ação é uma realização MinC e da Secretaria de Estado de Cultura do Pará e tem como objetivo apresentar políticas públicas, programas, ações e projetos de fomento e incentivo a escritores, ilustradores, editores e livreiros, entre outros.

A programação do seminário é composta pelos seguintes temas: Lei Rouanet, tradução, publicação e intercâmbio, mercado editorial, aquisição de livros para escolas públicas, livros didáticos e economia da cultura. Para tratar desses assuntos, foram convidados Vicente Filho, do Ministério da Cultura (MinC); Fábio Lima, da Fundação Biblioteca Nacional, entidade vinculada ao MinC; Luiz Álvaro Menezes, da Câmara Brasileira do Livro (CBL); Wilson Troque, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); Edivar Noronha, do Ministério da Educação, e Ana Cristina Araruna, do MinC.

“A proposta do seminário é levar representantes de instituições para apresentar ações de fomento às áreas criativa e produtiva do livro e, também, dar a oportunidade ao público de realizar uma troca com esses profissionais, tirando dúvidas e trocando opiniões”, afirma a coordenadora-geral de Leitura, Literatura e Economia do Livro do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do MinC, Ana Cristina Araruna.

I Encontro Pan-Amazônico de Bibliotecas Públicas

Em paralelo, nos dias 4 e 5 de junho, será realizado o I Encontro Pan-Amazônico de Bibliotecas Públicas, voltado ao compartilhamento de informações, conhecimentos e boas práticas em bibliotecas públicas, valorização do papel dos profissionais da área e formação cultural em espaços públicos. Com foco em profissionais de bibliotecas públicas, o evento já está com as inscrições encerradas.

O encontro é uma realização da Fundação Cultural do Pará (FCP), com patrocínio do Programa Ibero-Americano de Bibliotecas Públicas (Iberbibliotecas), que recebe investimento anual do MinC de US$ 90 mil. O evento foi selecionado no Concurso de Ajudas do Iberbibliotecas, na edição de 2017. Além disso, conta com a parceria do Instituto de Políticas Relacionais (IPR) e da Faculdade de Biblioteconomia da Universidade Federal do Pará (UFPA) e tem como público-alvo os profissionais de bibliotecas públicas.

Na avaliação de Jaqueline Gomes, coordenadora-geral do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, que faz parte do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) do MinC, a realização do encontro reforça a necessidade de aproximação dos países que compõem a região Pan-Amazônica: Brasil, Venezuela, Peru, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa e Suriname.

“O encontro ganha destaque por buscar o estabelecimento de novas relações entre a biblioteca e a sociedade, superando as eventuais barreiras geográficas e criando, assim, uma grande rede de cooperação pan-amazônica”, afirma Jaqueline Gomes, que também é vice-presidente do Programa Iberbibliotecas.

Feira Pan-Amazônia do Livro

Os dois eventos integram a programação da Feira Pan-Amazônia do Livro, reconhecida como o maior evento de fomento à leitura do Pará e um dos maiores do Brasil. A 22ª edição da feira será realizada de 1º a 10 de junho, no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, das 10h às 22h.

A programação completa da XXII Feira Pan-Amazônica do Livro, está disponível em www.feiradolivro.pa.gov.br.

Confira a programação dos dois eventos:

Seminário Políticas, Ações e Oportunidades às Cadeias Produtiva e Criativa do Livro
Data: 4 de junho de 2018
Horário: 14h
Local: Hangar – Convenções & Feiras da Amazônia/ 1º piso, sala 5
Endereço: Av. Doutor Freitas, s/n – Marco, Belém – PA
Observação: Entrada franca sem inscrições prévias.

I Encontro Pan-Amazônico de Bibliotecas Públicas

2ª feira – 4/6
13h às 14h
Credenciamento

14h às 14h40
Abertura do Encontro: Mansur Bassit, secretário da Economia da Cultura do Ministério da Cultura (MinC); Dina Oliveira, presidente da Fundação Cultural do Estado do Pará (FCP); Jaqueline Gomes (SNBP/Iberbibliotecas); Osmar Arouck, Biblioteca do Senado Federal; Daniela Greeb, Instituto de Políticas Relacionais (IPR/SP).

14h40 às 16h
Roda de Conversa: Políticas do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas na América Latina – Adriana Ferrari, da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários (FEBAB); Jaqueline Gomes (SNBP/Iberbibliotecas); Sandra Suescún Barrera, coordenadora nacional de Serviços Bibliotecários e Gestão Regional – Rede Nacional de Bibliotecas Públicas da Colômbia.
Mediação: Renata Costa – secretária-executiva do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).

16h às 16h15 – Intervalo

16h15 às 18h
Boas Práticas das Bibliotecas Públicas da Pan-Amazônia – Helena Carloni – Biblioteca da Floresta (Acre); Ruth Selam dos Santos – Biblioteca Pública Arthur Vianna (FCP-PA); Aline Nascimento – Farol do Saber (MA); Sandra Suescún Barrera, coordenadora nacional de Serviços Bibliotecários e Gestão Regional – Rede Nacional de Bibliotecas Públicas da Colômbia.
Mediação: Jaqueline Gomes (SNBP/Iberbibliotecas);

3ª feira – 5/6

10h às 11h20
Bibliotecas na Região Amazônica, desafios e oportunidades: Construção do pacto das Bibliotecas Públicas da Pan- Amazônia – Guilherme Relvas, diretor do Livro, Leitura e Literatura do MinC; Osmar Arouck, Biblioteca do Senado Federal; Jaqueline Gomes (SNBP/Iberbibliotecas); Sueli Ferreira, da Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA).
Mediação: Giselle Arouck (FCP-PA)

11h20 às 13h
Roda de Conversa: A Formação do profissional de Bibliotecas Públicas na América Latina – Franciele Marques Redigolo – Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação – ABECIN); Sueli Ferreira – Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA); Cristian Berrío Zapata – coordenador do Programa de Ciência da Informação da Universidade Federal do Pará (UFPA)
Mediação: Telma Sobrinho – Universidade Federal do Pará (UFPA) e Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB).

14h30 às 16h
Roda de Conversa: Conhecer para transformar, diagnóstico das Bibliotecas Públicas do Pará – Daniela Greeb, do Instituto de Políticas Relacionais (IPR/SP); Marinilde Barbosa – Fundação Cultural do Estado do Paraá (FCP-PA).
Mediação: Socorro Baia (FCP-PA)

17h30 às 18h – Encerramento

Fonte: ASCOM MinC

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MinC e Apex-Brasil selecionam empresas para expor no MicBR, megaevento das indústrias criativas brasileiras

O Ministério da Cultura (MinC) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) vão apoiar financeiramente a participação de até 180 empreendedores brasileiros na primeira edição do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil, o MicBR, megaevento de negócios que vai reunir, em São Paulo, milhares de artistas e empreendedores dos setores culturais e criativos do Brasil e de outros países, em especial os da América do Sul. O aviso de seleção foi publicado nesta segunda-feira (28), no Diário Oficial da União.

As inscrições para o edital vão das 12h de 28 de maio às 18h de 27 de junho de 2018 e poderão ser feitas pelo site micbr.cultura.gov.br. Serão selecionados até 80 empreendedores com produção cultural já consolidada (experientes), que participarão de rodadas de negócios, e até 100 novos empreendedores (iniciantes), que terão a oportunidade de se capacitar por meio das demais atividades do mercado. Eles receberão apoio financeiro para participar do evento. O MicBR não exclui, entretanto, a participação de outras empresas interessadas, que terão acesso às atividades, com exceção das rodadas de negócios, por meio de inscrição prévia.

O MicBR será realizado de 5 a 11 de novembro, no corredor cultural da Avenida Paulista, com o objetivo de impulsionar a internacionalização da produção cultural brasileira e o intercâmbio entre os países. O evento conta com a parceria do Itaú Cultural, Sesi-SP, Sesc-SP, secretarias estadual e municipal de Cultura de São Paulo, Livraria Cultura, Masp e Instituto Moreira Salles, além da cooperação da Unesco e o apoio de várias entidades representativas de setores criativos da indústria.

É esperada a participação diária de 2 mil pessoas nas atividades de mercado e de 3 mil na programação cultural, que é aberta ao público. Esses números devem saltar para até 30 mil pessoas no fim de semana que encerra o evento, em 10 e 11 de novembro, nas diferentes atrações espalhadas por centros culturais da Avenida Paulista.

O megaevento reunirá cerca de 500 empresas de diferentes países e aproximadamente 100 compradores internacionais. Na programação, estão incluídas rodadas de negócios (em que produtores e compradores ficam frente a frente), espaços para a troca de contatos profissionais (networking), oportunidades de apresentação de produtos e serviços (pitches), além de atividades de capacitação para empreendedores, como palestras, seminários, oficinas e clínicas de mentoria. Apresentações artístico-comerciais (showcases) de música, artes cênicas, moda e gastronomia também fazem parte da programação. A expectativa é que o MicBR movimente mais de US$ 10 milhões em negócios.

“As atividades culturais e criativas já representam 2,6% do PIB brasileiro, geram 1 milhão de empregos diretos e englobam mais de 200 mil empresas e instituições. Há um vasto potencial de crescimento e isso passa também pela internacionalização dos nossos talentos e da nossa valiosa produção cultural”, afirma o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. Segundo ele, pela primeira vez na história está sendo incentivada, no Brasil, a integração de todos os setores culturais e criativos brasileiros em um grande mercado, “estruturado, competitivo e atrativo para investidores e empreendedores da América do Sul e de todo o mundo”.

A proximidade geográfica já garante um natural intercâmbio entre os países, com compartilhamento de traços de identidade e de uma história rica em comum. “Como maior economia da região, o Brasil exerce uma liderança natural em favor de empreitadas que garantam avanços e presença mais expressiva dos países sul-americanos nas praças globais. Iniciativas como o MICBR tendem a dinamizar o mercado, a trazer novo fôlego para a indústria criativa em âmbito regional, promovendo a nossa imagem internacionalmente. Participar de eventos lá fora, para um país como o Brasil, é insuficiente. Precisamos organizar grandes eventos aqui, dentro de casa”, afirma o presidente da Apex-Brasil, embaixador Roberto Jaguaribe.

“A promoção da indústria criativa regional gera um efeito multiplicador e de escala, com reflexos na pauta exportadora como um todo e repercussão positiva da marca Brasil”, arremata Jaguaribe.

Evento engloba dez setores

Dez países sul-americanos confirmaram participação no MicBR: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, além do anfitrião Brasil. Até 100 empresas de mais de 30 países serão convidadas a participar na condição de compradoras. Em outra frente, a Apex-Brasil promoverá um seminário Brasil-China durante o evento, para estimular as relações comerciais entre os dois países.

Dos países que confirmaram presença, três já lançaram edital: Argentina, Chile e Colômbia, sendo que Argentina e Chile concluíram a seleção. Virão 70 empreendedores argentinos e 47 chilenos. A Colômbia está na fase de avaliação de propostas, enquanto os demais países estão no processo de lançamento das convocatórias, como é o caso do Brasil.

O MicBR nasce inspirado em experiências exitosas realizadas em outros países, como o Mercado de Indústrias Criativas Argentinas (Mica) e o Mercado de Indústrias Culturais dos Países do Sul (Micsul). O evento brasileiro abrangerá dez setores da economia criativa: artes cênicas (circo, dança e teatro), audiovisual (cinema, TV, publicidade e novas mídias), animação e jogos eletrônicos, design, moda, editorial, música, museus e patrimônio, gastronomia, e artes visuais.

Acesso rápido

Site oficial do MicBR

Edital

Inscrições para os empreendedores culturais com experiência comprovada superior a três anos

Inscrições para os os empreendedores culturais que tenham menos de três anos de experiência comprovada

Fonte: Assessoria de Comunicação Ministério da Cultura e Apex-Brasil

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