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CTAv divulga projetos selecionados na Linha de Formação e Qualificação Audiovisual

São mais de 16 milhões de reais destinados a 31 projetos de vertente técnica, artística e gerencial

31 iniciativas de formação e qualificação de recursos humanos na área de audiovisual foram selecionadas pelo Centro Técnico Audiovisual e a Agência Nacional do Cinema (Ancine) para aporte financeiro do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Os projetos, participantes do Edital 13/2018, receberão mais de 16 milhões de reais destinados a iniciativas de vertente técnica, artística e gerencial, enquadrados em modalidades de gestão, criação e técnico e acessibilidade.

Conforme previsto no edital, a seleção buscou a desconcentração regional de recursos. Foram aprovados 14 projetos do eixo Rio-São Paulo, 10 da macrorregião nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e 7 da região Sul, Espírito Santo e Minas Gerais. Confira aqui a apresentação com os dados finais dessa seleção.

Todos os projetos irão abrir seleção para participantes este ano, alguns estabelecendo pré-requisitos em função da especificidade do conteúdo. O detalhamento de cada projeto pode ser conferido na página do CTAv. Para mais informações, basta enviar um e-mail para formacao.ctav@cultura.gov.br.

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17ª Semana Nacional de Museus começa nesta segunda-feira (13)

No total, 3.222 eventos integram a programação especial, que segue até 19 de maio em diversos museus do País

publicado: 10/05/2019 13h22, última modificação: 15/05/2019 10h43

Começa nesta segunda-feira (13) a 17ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cidadania. Com o tema Museus como Núcleos Culturais: O Futuro das Tradições, o evento propõe um debate sobre o papel dos museus como centros disseminadores e receptores de práticas, costumes e pensamentos de nossa cultura. No total, 3.222 eventos integram a programação especial, que segue até 19 de maio em diversos museus do País. Confira a programação completa.

Um dos destaques da programação é o lançamento de cinco volumes da série República em Documentos, na sexta-feira (17), no Museu da República, no Rio de Janeiro. A instituição também preparou os seminários Haja Hoje para tanto Ontem – a fotografia no trânsito da história (13/5), Os efeitos do Movimento e do Corpo como primeiro patrimônio (14/5) e Haja hoje para tanto ontem: o que a Abolição não aboliu (15/5). A programação ainda prevê a abertura da exposição Palácio, Presidência, Museus, sobre a história do Palácio do Catete, antiga sede da Presidência da República.

Já o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, apresenta a exposição 230 Anos da Inconfidência Mineira: Caminhos e Descaminhos, sobre o movimento que levou à independência brasileira. O museu ainda organizou um ciclo de palestras, de 13 a 21 de maio, sobre a cultura afro-brasileira em Minas Gerais, no período do ciclo do ouro. No dia 18, a oficina de bordado Não me Kahlo, com sorteio de cinco exemplares do livro Pequeno guia de incríveis mulheres que sempre foram consideradas menos importantes que seus maridos (Uruatu, 2018). Saiba mais.

O Museu Victor Meirelles (MVM/Ibram), em Florianópolis, oferecerá visitas guiadas especiais para crianças e turmas escolares. Outra atividade preparada para a Semana Nacional de Museus é a oficina de roteiro e stop-motion, direcionada a membros do Centro de Atenção Psicossocial de Florianópolis. Veja como participar das atividades.

Semana Nacional de Museus

A Semana Nacional de Museus foi pensada como uma ação para dar ainda mais relevo ao Dia Internacional dos Museus (18/5), criado pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM). Trata-se de um momento propício para fomentar debates no campo museal e para estimular a realização e o desenvolvimento de projetos e atividades museológicas que podem ser de curta, média ou longa duração.

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Inscrições abertas para a 7ª Edição do Prêmio Luiz de Castro Faria

Podem participar, até 5 de agosto, pesquisadores e estudantes, brasileiros natos, naturalizados ou estrangeiros residentes no Brasil, que tenham projetos de valorização ao Patrimônio Arqueológico Brasileiro

Prêmio Luiz de Castro Faria - 7ª Edição 2019

Estão abertas até 5 de agosto as inscrições para o Prêmio Luiz de Castro Faria 2019, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cidadania. Podem participar pesquisadores e estudantes, brasileiros natos, naturalizados ou estrangeiros residentes no Brasil, que tenham projetos de valorização ao Patrimônio Arqueológico Brasileiro. Os trabalhos concorrerão a prêmios de RS 5 mil, R$ 10 mil, R$ 15 mil e R$ 20 mil. Acesse o edital e a ficha de inscrição.

Os projetos poderão ser inscritos nas seguintes categorias:
Categoria I – Monografia de Graduação: visa a apresentação de monografia final desenvolvida no âmbito de Cursos de Graduação em Arqueologia (ou com habilitação em Arqueologia reconhecido pelo Ministério da Educação/MEC) e que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Premiação: R$ 10 mil.

Categoria II – Dissertação de Mestrado: visa a apresentação de dissertação de mestrado desenvolvida no âmbito de Cursos de Pós-Graduação Stricto Sensu em Arqueologia (ou com área de concentração em Arqueologia reconhecida pela Coordenação de Pessoal de Ensino Superior/Capes) e que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Premiação: R$ 15 mil.

Categoria III – Tese de Doutorado: visa a apresentação de tese de doutorado desenvolvida no âmbito de Cursos de Pós-Graduação Stricto Sensu em Arqueologia (ou com área de concentração em Arqueologia reconhecida pela Coordenação de Pessoal de Ensino Superior/Capes) e que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Premiação: R$ 20 mil.

Categoria IV – Artigo Científico: visa a apresentação de artigo científico inédito que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro. Nesta categoria, serão contemplados dois trabalhos e poderão concorrer estudantes de Arqueologia e áreas afins, profissionais de arqueologia e áreas afins. Premiação: R$ 5 mil para cada artigo vencedor.

Desde 2013, o Centro Nacional de Arqueologia (CNA/Iphan) promove o Prêmio Luiz de Castro Faria, em reconhecimento à pesquisa acadêmica que verse sobre o patrimônio arqueológico brasileiro, que, devido à sua originalidade, vulto ou caráter exemplar, mereçam registro, divulgação e reconhecimento público. O resultado da edição deste ano será divulgado em 26 de setembro.

Luiz de Castro Faria

Nascido em Niterói (RJ) em julho de 1913, o antropólogo, arqueólogo, professor, biblioteconomista e museólogo Luiz de Castro Faria foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Antropologia. Foi responsável pela formação de uma geração inteira de antropólogos brasileiros nas universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e Fluminense (UFF), onde recebeu o título de Professor Emérito.

Designado pelo governo brasileiro, foi responsável por participar, guiar e fiscalizar grandes expedições etnográficas do século XX. A última foi a Expedição à Serra do Norte, chefiada por Claude Lévi-Strauss, em 1938. Luiz de Castro Faria morreu aos 91 anos, no dia 12 de agosto de 2004.

Serviço
7ª Edição do Prêmio Luiz de Castro Faria
Inscrições: 5 de agosto de 2019
Edital ficha de inscrição

Informações sobre a premiação:
Centro Nacional de Arqueologia (CNA/Iphan)
(61) 2024-6300 – premio.cna@iphan.gov.br
Quadra SEPS, 713/913 Bloco D – 3º andar Asa Sul Brasília – DF

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
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Biblioteca de Sergipe capacita jovens em vulnerabilidade social por meio de projeto inovador

Atualmente, as aulas, com quatro meses de duração, vêm sendo dadas no prédio da Unidade de Semiliberdade da Comunidade de Ação São Francisco de Assis (Case 1), Fundação Renascer (Fotos: Divulgação)

Biblioteca Pública Estadual Epiphanio Dória capacita e reinsere jovens de baixa renda, com dificuldade escolar ou cumprindo medidas socioeducativas por meio de projeto que ensina montagem e manutenção de computadores e educação ambiental, entre outros temas

Com mais de 170 anos de atividades, a Biblioteca Pública Estadual Epiphanio Dória, em Aracaju (SE), está cada vez mais próxima da comunidade. A instituição desenvolve, com jovens carentes da região, principalmente os de baixa renda, com dificuldade escolar ou cumprindo medidas socioeducativas, o projeto Reciclatec, que capacita em técnicas de montagem e manutenção de computadores. Até o momento, 80 alunos de 12 a 21 anos já foram capacitados.

O Reciclatec teve início em abril de 2017 e é realizado em parcerias com órgãos públicos e empresas privadas, que doaram computadores que estavam desuso. Doze profissionais participam da ação, de forma voluntária. Todo o material didático também foi doado por voluntários. Segundo a diretora da biblioteca, Juciene Maria Santos de Jesus, a proposta é que, após o curso, os participantes sejam inseridos em programas de bolsa-estágio, tanto da iniciativa privada quanto da esfera pública. “Além disso, a ideia é que, a cada turma, o projeto seja expandido para outras bibliotecas ou comunidades com associações comunitárias organizadas”, adianta.

Além de servirem como material didático para capacitação, parte dos computadores recuperados serão doados a outras bibliotecas e ONGs para criação de telecentros que possam ser utilizados de maneira gratuita pela comunidade para serviços on-line e também outros cursos. “Esperamos que os jovens que participam do projeto se tornem multiplicadores e instrutores nas comunidades onde serão criados os telecentros”, afirma. “Também pretendemos ampliar o projeto com a criação de pequenas usinas de reciclagem de lixo eletrônico nas comunidades onde o projeto está inserido, de forma a gerar renda aos participantes”, completa Juciene.

Também faz parte do currículo a criação de uma horta orgânica para a prática dos conhecimentos adquiridos nas aulas de educação ambiental

Dentro do projeto, além da capacitação em manutenção de computadores, os jovens também têm aulas de educação ambiental, noções de ética e cidadania e letramento. “Todo o assunto abordado é trabalhado de forma interdisciplinar, facilitando a compreensão sobre os temas tratados”, explica a diretora. Também faz parte do currículo a criação de uma horta orgânica para a prática dos conhecimentos adquiridos nas aulas de educação ambiental. “Pretendemos também, futuramente, implantar uma política de reciclagem do material descartado que não há possibilidade de recuperação”, informa Juciene.

Atualmente, as aulas, com quatro meses de duração, vêm sendo dadas no prédio da Unidade de Semiliberdade da Comunidade de Ação São Francisco de Assis (Case 1), Fundação Renascer, mas deverão voltar a ser na própria biblioteca assim que terminarem algumas reformas que estão sendo realizadas no local. Enquanto o projeto estiver funcionando no Case 1, o trabalho será realizado apenas com os internos de lá. “A proposta é que, com a reinauguração da biblioteca prevista para 14 de junho, possamos abrir outra turma com o público geral”, adianta a diretora.

Experiência inovadora

Esta ação de abertura da biblioteca e integração com a sociedade na oferta de atividades “não convencionais” chamou a atenção da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, que utilizou este caso de sucesso como exemplo de boas práticas durante evento no fim do mês passado, em Quito, no Equador. Na ocasião, a coordenadora-geral do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) e presidente do Iberbibliotecas, Ana Maria da Costa Souza, apresentou a experiência sergipana para integrantes dos países participantes do Programa Ibero-americano de Bibliotecas Públicas.

Para Ana Maria, a biblioteca vem conseguindo trabalhar em consonância com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que estipula objetivos sustentáveis como a educação de qualidade e preparação para o trabalho. “A biblioteca deixa de ser só um equipamento e se assume como instituição democrática, indo além de suas paredes e atingindo o público fora do próprio equipamento físico. Isso é muito importante e a gente quer caminhar nesta nova linha também”, destaca Ana Maria.

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Seminário discute matrizes tradicionais do forró como Patrimônio do Brasil

Evento, que está com inscrições abertas, marca o início do processo de pesquisa para que a expressão cultural possa candidatar-se a Patrimônio Cultural

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Brasileiro (Iphan), vinculado ao Ministério da Cidadania, promove, de 8 a 10 de maio, em Recife (PE), o Seminário Forró e Patrimônio Cultural. O evento marca o início do processo de pesquisa que investigará a complexidade das Matrizes Tradicionais do Forró com suas dimensões melódicas, harmônicas, rítmicas e coreográficas, além dos modos de fazer instrumentos musicais, dos contextos sociais e culturais em que a manifestação está inserida, bem como as particularidades dos lugares onde tais referências culturais são mais simbólicas. A pesquisa se estenderá até meados de 2020 e resultará no dossiê de registro a ser analisado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que vai deliberar se o bem receberá o reconhecimento como Patrimônio Cultural do Brasil. As inscrições já estão abertas.

O seminário vai reunir forrozeiros, artistas, músicos, artesãos, dançarinos, gestores públicos e culturais, produtores e pesquisadores de todo o Nordeste e de estados com forte presença nordestina, que há décadas acolhem e ajudam a fortalecer as Matrizes Tradicionais do Forró, como São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Espírito Santo. O evento promoverá trocas de experiências sobre temas importantes para o reconhecimento e a continuidade dessa forma de expressão tão representativa da cultura brasileira.

“Este seminário é de extrema importância para o forró como forma de expressão por falar de maneira tão profunda da cultura nordestina, que vem se renovando no tempo, mantendo-se como força viva da disseminação pelo Brasil e pelo mundo”, ressalta a presidente do Iphan, Kátia Bogéa.

Na pauta, estão debates importantes para a compreensão do forró como Patrimônio Cultural, a exemplo da valorização e sustentabilidade da manifestação; das ações de preservação; e de políticas públicas, dentre outros. A programação buscará também compreender as formas de transmissão dos saberes relacionados, por meio de oficinas e aulas de mestres sobre os diferentes instrumentos musicais, os ritmos e as danças que constituem as Matrizes do Forró.

Haverá também espaços para apresentações e interações musicais entre músicos e dançarinos, por meio de palcos abertos, e um show de encerramento especial na tradicional casa de forró recifense, Sala de Reboco, que reunirá os participantes do Seminário na noite da sexta-feira (10). O evento será aberto ao público.

O processo de Registro das Matrizes Tradicionais do Forró

Em setembro de 2011, a Associação Cultural Balaio do Nordeste encaminhou ao Iphan o pedido de registro das Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil. Desde então o Instituto buscou, em parceria com a Associação, o Fórum Nacional Forró de Raiz e outras instituições parceiras, incentivar encontros, fóruns e audiências públicas para discutir o processo de reconhecimento, abordando os potenciais, significados e limites da política de Patrimônio Cultural. As diretrizes apontadas no Encontro Nacional para Salvaguarda das Matrizes do Forró, ocorrido em João Pessoa (PB) em setembro de 2015, são o fundamento para a pesquisa a ser realizada pela Associação Respeita Januário em cooperação com o Iphan. Confira a entrevista com a presidente da Associação Cultural Balaio do Nordeste, Joana Alves.

Formas de expressão como Patrimônio imaterial

Para que um bem seja registrado pelo Iphan, é necessário possuir relevância para a memória nacional, continuidade histórica e fazer parte das referências culturais de grupos formadores da sociedade brasileira. Entre os patrimônios imateriais inscritos no Livro do Registro das Formas de Expressão estão as Matrizes do Samba do Rio de Janeiro, o Tambor de Crioula do Maranhão, o Samba de Roda do Recôncavo Baiano e o Frevo.

Serviço:
Data: 08 a 10 de maio de 2018
Horário: De 9h às 18h
Local: Museu Cais do Sertão e Paço do Frevo, Recife (PE)

Confira a Programação

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Brasileiro (Iphan)
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Investimentos do Ministério da Cidadania renovam estúdio do Centro Técnico Audiovisual

Recursos serão usados em novos equipamentos e softwares. Centro presta serviço gratuito de mixagem para filmes independentes e de baixo orçamento selecionados via edital

“O CTAv faz um excelente trabalho no apoio à produção cinematográfica independente e ao cinema de formação”, elogia o cineasta Eduardo Morotó, que contou com apoio do centro na produção e mixagem da maior parte de seus curtas-metragens (Fotos: Clara Angeleas/Ministério da Cidadania)

Quando morava em Frei Miguelinho, no agreste pernambucano, a única experiência de Eduardo Morotó com o cinema era “assistir à Sessão da Tarde” na televisão. Em 2006, como um dos prêmios por ter vencido um edital lançado pelo então Ministério da Cultura, hoje Secretaria Especial da Cultura, teve a oportunidade de viajar ao Rio de Janeiro para conhecer o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), instituição voltada a conservação de acervos cinematográficos, formação profissional e apoio à produção independente e de baixo orçamento, com serviços como empréstimo de equipamentos, mixagem e sonorização.

Durante a visita, Morotó assistiu a curtas-metragens (um deles era A velha a Fiar, de Humberto Mauro), teve o primeiro contato com equipamentos profissionais de cinema e conheceu a estrutura do centro. Começava, então, uma história de amor com o cinema, que já gerou seis curtas e um longa atualmente em produção.

“O CTAv fez parte da minha formação desde o início. Essa visita que fiz ao centro foi meu primeiro contato com o mundo do audiovisual, foi o que me fez decidir largar o curso de Administração na minha cidade e vir de vez para o Rio fazer faculdade de cinema”, conta Morotó. O cineasta destaca que, sem o apoio do CTAv, dificilmente teria conseguido concluir seus filmes. “A maior parte deles foi feita com câmeras cedidas pelo centro e mixada aqui dentro. Em geral, não é fácil encontrar meios para produzir e finalizar os filmes e o CTAv faz um excelente trabalho no apoio à produção cinematográfica independente e ao cinema de formação”, elogia. Confira os curtas do cineasta.

Gratuitos, o empréstimo de equipamentos e o apoio na finalização de filmes ocorrem por meio de editais, lançados pelo CTAv quatro vezes ao ano. Saiba mais neste link. Agora no mês de maio, o estúdio de mixagem, um dos maiores da América Latina, vai receber investimentos de R$ 433 mil para modernização, provenientes do orçamento da Secretaria Especial da Cultura. Serão adquiridos nova tela de projeção, projetor multimídia, equipamentos para gravação e reprodução de vídeo e versões atualizadas de softwares de edição e mixagem de som, entre eles o Pro Tools.

“Essa modernização será muito importante para atendermos melhor o nosso público, formado principalmente por diretores iniciantes, muitos recém-formados, e com projetos de baixo orçamento”, destaca o editor de som e mixador Alexandre Jardim, servidor do CTAv desde 2000. “A tecnologia está mudando muito rápido e muitos dos nossos equipamentos e programas ficaram obsoletos, o que vinha dificultando nosso trabalho. Tivemos, inclusive, que suspender no ano passado o apoio à mixagem de longas-metragens, o que voltaremos a fazer no início do segundo semestre, assim que a atualização estiver concluída. Este trabalho que realizamos aqui no centro é muito importante, porque permite que realizadores com pouco recurso possam ter um som de qualidade em seus filmes”, completa Jardim, que já mixou cerca de 60 longas e 200 curtas desde que começou a trabalhar no CTAv.

Assistente de direção e editor na produtora Animal Filmes, Adriano Rayol Pinto comemorou a renovação do estúdio de mixagem. “O primeiro longa da nossa produtora, chamado Portaria 243, foi mixado no CTAv. Foi um apoio muito importante, não só por ser gratuito, o que é excelente para uma produção independente e de baixo orçamento, mas também pela qualidade do serviço e dos profissionais envolvidos. Sou muito grato a todo mundo aqui”, afirma.

Rayol conta que a Animal Filmes está trabalhando em seu segundo longa-metragem – Estação Rock – e a intenção é novamente contar com o apoio para a mixagem. “Assim que forem retomados os editais para mixagem de longas nós iremos nos inscrever. Seria excelente termos novamente um apoio tão importante e de grande qualidade oferecido pelo CTAv”, destaca.

Segundo a coordenadora-geral do CTAv, Daniela Pfeiffer, após a atualização, o estúdio de mixagem deverá atender, em média, 25 projetos por ano, entre curtas, médias, longas e séries. Ela conta que o centro também planeja modernizar os demais estúdios, como o de som e o de animação. “Nossa meta é atualizar todos os nossos estúdios. O de mixagem era o mais urgente, já que a última interferência foi há dez anos, mas vamos trabalhar para que os demais venham na sequência”, informa. “O trabalho que realizamos aqui é muito importante para fomentar o cinema de baixo orçamento. Muitos filmes apoiados pelo CTAv acabam tendo um belo caminho. Um dos últimos longas que apoiamos, um documentário sobre o cineasta Humberto Mauro, foi selecionado para a mostra competitiva do Festival de Cinema de Veneza, por exemplo”, completa Daniela.

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