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Museus brasileiros contam suas memórias em programação especial

19.09.2017 – 15:05

A cultura floresce em 932 instituições pelo País na 11ª Primavera dos Museus, para comemorar o início da estação. Durante toda a semana, o público poderá conferir 2,5 mil atividades da temporada de eventos, coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura (MinC).

“O Ibram tem hoje mais de 3,7 mil museus mapeados no Brasil. Cada um carrega consigo histórias, contextos, objetivos e memórias. A Primavera dos Museus em 2017 quer dar visibilidade a esses processos”, esclarece Marcelo Araujo, presidente do Ibram, sobre o tema escolhido para esta edição.

As narrativas da memória e histórias de cada uma das instituições serão apresentadas ao público em diversas dinâmicas. O tema Museus e Suas Memórias inspira os museus do País a fortalecerem seus laços com a comunidade local. Segundo o Ibram, a ideia é ‘olhar para dentro’ e refletir, junto com as populações, sobre os processos e resultados de sua própria constituição e produção.

O convite foi bem aceito pelos museus e demais instituições, já que a 11ª edição recebeu o maior número de participantes desde a criação da Primavera dos Museus, em 2007. São 932 instituições em 417 cidades de 25 estados e do Distrito Federal com programação especial até o próximo domingo (24). Na série histórica, entre 2007 e 2016, houve um crescimento de 15% no número de instituições participantes.

Ao abordar a relação do museu com suas memórias, o Ibram também destaca a criação da primeira instituição museal do Brasil, o Museu Nacional/UFRJ no Rio de Janeiro (RJ), que completará 200 anos em 2018.
Confira a programação

O guia online traz a programação com todos os eventos cadastrados. O visitante pode encontrar atividades por estado, cidade, museu ou palavra-chave por meio de um sistema de busca rápida.

A programação ainda está disponível em formato de publicação digital.

As dúvidas sobre a 11ª Primavera dos Museus podem ser enviadas para o endereço eletrônico primavera@museus.gov.br.

Fonte: ASCOM MinC

ANCINE divulga vencedores do edital de coprodução com o Uruguai

18/09/2017 11:30

A ANCINE e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) anunciaram nesta segunda-feira, 18 de setembro, os projetos vencedores do edital de coprodução Brasil-Uruguai 2017, promovido em parceria com o ICAU – Instituto de Cinema y Audiovisual, do Uruguai. O concurso binacional contemplou dois projetos com um total equivalente a 300 mil dólares.

Foram selecionados o projeto majoritariamente brasileiro “Obreiro”, de Gabriel Mascaro, apresentado pela produtora uruguaia Malbicho Cine, em coprodução com a brasileira Desvia Produções; e o projeto majoritariamente uruguaio “A teoria dos vidros quebrados”, de Diego Fernandez, apresentado pela brasileira Okna Produções, em coprodução com a produtora uruguaia Edición. Cada um deles receberá investimentos no valor equivalente, em moedas locais, a 150 mil dólares.

A Chamada Pública PRODECINE 09/2016 – Coprodução Uruguai-Brasil do Programa Brasil de Todas as Telas teve Comissão Binacional de Seleção formada pela assessora internacional da ANCINE, Ana Julia Cury Cabral, e pela produtora Sara Silveira, designadas pela ANCINE; e pela coordenadora Geral do ICAU, Inés Peñagaricano, e pelo cineasta Sebastián Bednarik, designados pelo ICAU.

Na ata, a comissão justifica a escolha de “A teoria dos vidros quebrados” “por ser um drama de caráter original, com elementos bem resolvidos de comédia, que apresenta um cenário típico da fronteira uruguaia e brasileira, e com uma personagem central de uma pessoa comum, mas extremamente instigante dentro da sua trajetória no roteiro”. Já “Obreiro” venceu a disputa “por construir solidamente um roteiro que assume os riscos de contar uma história em uma atmosfera irreal, que ao mesmo tempo remete a um tema cotidiano e atual de forma original.”

Esta é a sétima edição do edital de coprodução com o Uruguai. Gabriel Mascaro, diretor de “Obreiro”, já venceu o concurso na edição de 2011, quando o longa “Boi neon” iniciou seu financiamento. O filme acabou fazendo uma carreira internacional de grande sucesso, com destaque para o prêmio especial do Júri no Festival de Veneza em 2015.

Fonte: ANCINE

Ministro defende extensão da Lei do Audiovisual e do Recine

15.09.2017 – 11:05

“Os mecanismos de fomento da Lei do Audiovisual são fundamentais para o desenvolvimento da atividade. É importante que sejam renovados”, ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão (Foto: Acácio Pinheiro / Ascom MinC)

Em audiência na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (14), o ministro Sérgio Sá Leitão disse que o governo não se opõe à extensão dos mecanismos de fomento ao setor de audiovisual e do Recine (regime especial de tributação para desenvolvimento da atividade de exibição cinematográfica), previstos na medida provisória 796, editada no mês passado. Sá Leitão defendeu a aprovação da medida provisória, com emendas, entre elas a que estende os benefícios da Lei do Audiovisual e o Recine para além de 31 de dezembro de 2017.

“Os mecanismos de fomento da Lei do Audiovisual que vencem em 31 de dezembro são fundamentais para o desenvolvimento da atividade. É importante que sejam renovados, assim como a extensão do Recine, mecanismo que permite a importação de equipamentos de exibição, fundamentais para a digitalização e expansão do nosso parque exibidor”, explicou o ministro. Além dessa emenda, Sá Leitão afirmou ser essencial mudar o teto financeiro por projeto, estabelecido no âmbito dos mecanismos de fomento, e incluir os games na Lei do Audiovisual _ proposta do presidente da Comissão de Cultura, deputado Thiago Peixoto (PSD-GO).

O limite de R$ 3 milhões por projeto vigora desde 2001, o que limita o orçamento geral dos filmes brasileiros. Com isso, a produção nacional perde competitividade, mesmo no mercado de filmes independentes. “O teto tem segurado o orçamento dos filmes brasileiros, o que os torna menos competitivos no mercado nacional e internacional. Hoje o filme brasileiro tem um teto da ordem de US$ 2 milhões, o que é muito pouco, mesmo no âmbito do cinema independente. Para que tenham mais apelo de público, nossos filmes precisam ter mais valor de produção, até para que a gente possa diversificar o gênero dos filmes”, argumentou.

A medida provisória 796 foi editada após o veto presidencial ao Projeto de Lei de Conversão 18/2017, que tinha um vício formal incontornável. O projeto foi aprovado pelo Congresso sem o devido estudo de impacto orçamentário das mudanças feitas por deputados e senadores. Na MP atual, o Ministério da Cultura juntou o estudo de impacto orçamentário.

“Creio que o melhor caminho é a aprovação da MP com as emendas que estão sendo debatidas e que são muito relevantes e pertinentes. Mas isso é da alçada do Legislativo, e os senadores e deputados saberão tomar a melhor decisão”, disse Sá Leitão. Na audiência, o ministro pediu aos parlamentares que incluam na proposta de Lei Orçamentária de 2018 a previsão da prorrogação da Lei do Audivisual e do Recine.

Economia da Cultura

O ministro apresentou dados que mostram o impacto do setor de audiovisual na economia brasileira. Por exemplo, a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) tem uma arrecadação anual de R$ 1,2 bilhão, mas a metade desse valor é destinada ao setor audiovisual. Cerca de R$ 600 milhões vão para o caixa da União. A renúncia fiscal da Lei do Audiovisual é de R$ 90 milhões.

Sá Leitão disse aos presentes que foi constituído um grupo de trabalho para elaborar uma proposta de regulamentação dos serviços de Vídeo sob Demanda (VOD). Para o ministro, é urgente a regulamentação do setor, que tem potencial de crescimento no país.

Fonte: ASCOM MinC

Programa Pontos de Memória será acompanhado por comitê

18.09.2017 – 10:30

A maior riqueza da Cultura brasileira pode ser observada nas experiências intrínsecas de seu povo, identificadas de Norte a Sul do Brasil em centros urbanos, no campo, territórios indígenas, quilombos, periferias, regiões ribeirinhas. 

Para reconhecer e valorizar os conhecimentos tradicionais que integram a memória social brasileira, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura (Minc), institucionalizou o Programa Pontos de Memória. O objetivo é criar um Comitê Consultivo para assegurar a continuidade do programa a partir de debates e proposição de ações, estratégias e diretrizes de fortalecimento.

Em reuniões presenciais com periodicidade anual, o Comitê será composto de representantes das cinco regiões do Brasil oriundos de Pontos de Memória pioneiros, Redes Temáticas e Territoriais de Pontos de Memória, além de representantes do Ibram.

As iniciativas dedicadas à memória social já são foco da atuação do Ibram, que reconhece 362 Pontos de Memória no Brasil e 12 no exterior, tendo premiado 152 deles com quase R$ 5 milhões ao longo de três edições da premiação, realizadas desde 2011.

Uma das iniciativas pioneiras é o ponto de memória Museu do Taquaril, em Belo Horizonte (MG), criado em 2009. Constituído de forma autônoma por iniciativa da comunidade local, o ponto busca compreender as memórias social, artística e cultural, de modo a fazer com que a comunidade perceba o processo de evolução de seus saberes.

A proposta é de o Comitê Consultivo do Programa Pontos de Memória seja renovado a cada dois anos, período que coincide com a realização do Fórum Nacional de Museus. Foi, inclusive, durante o último Fórum, em julho de 2017, que se decidiu institucionalizar o Programa.

ASCOM MinC

MinC entrega restauração de teatro histórico em Alagoas

18.09.2017 – 9:35

Presidente do Iphan, Kátia Bogéa, entrega Theatro Sete de Setembro restaurado (Crédito: Acácio Pinheiro / Ascom MinC)

O Ministério da Cultura, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional (Iphan), entregou na noite da sexta-feira (15), na cidade de Penedo, Alagoas, a restauração do Theatro Sete de Setembro. Durante a cerimônia a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, que representou o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, destacou a importância da preservação da memória nacional como vetor do desenvolvimento econômico e social. Realizada com recursos do PAC Cidades Históricas, a obra é a quinta já concluída na cidade com recursos do programa e sua entrega marca também o bicentenário de Alagoas.

“Ações como a restauração do Theatro Sete de Setembro geram melhorias para a qualidade de vida nas cidades ao fomentar as economias regionais, estimulando investimentos, gerando emprego e renda”, ressaltou Kátia.

Somente na cidade de Penedo, o PAC Cidades Históricas selecionou onze ações com previsão de investimentos de aproximadamente R$ 26,5 milhões. As restaurações do Montepio do Artistas, do Círculo Operário (Escola de Santeiros), da Biblioteca de Penedo, dos galpões da orla do rio São Francisco com implantação da Escola Náutica, Oficina e Marina Pública são algumas dessas ações – todas já entregues.

Além dessas obras, estão em execução a recuperação do Cais da Marina, a requalificação do Largo do São Gonçalo, a restauração do Chalet dos Loureiros e a restauração do Cine Penedo. Esta última com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A presidente do Iphan também destacou o desenvolvimento do projeto de viabilidade econômica do Centro de Convenções a céu aberto. “As obras do PAC Cidades Históricas em Penedo atuam de forma integrada, apoiando essa proposta. O objetivo é que cada obra atue como ponto de ação, com espaços de apoio e incentivo do Centro de Convenções”, adiantou.

Theatro Sete de Setembro

Projetado pelo arquiteto italiano Luigi Lucarini no final do século 19, o Theatro Sete de Setembro foi por décadas palco de grandes companhias teatrais e espetáculos, chegando a ser utilizado também como cinema e como espaço para bailes de carnaval. Este mês, completa 133 anos de existência.

Todo o processo de restauração incluiu intervenções estruturais no edifício, com a aquisição de equipamentos de luz, som e cenografia adequados para receber atrações de grande porte, inserindo a cidade no roteiro dos principais espetáculos do país, estimulando as atividades artísticas em Penedo e, com isso, incentivando a economia de toda a região.

PAC Cidades Históricas

O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) contempla os sítios históricos protegidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O projeto está sendo implantado em 44 cidades de 20 estados, com investimento de R$ 1,6 bilhão, destinado a 425 obras de restauração de edifícios e espaços públicos.

A cidade de Penedo foi uma das selecionadas para receber os investimentos do PAC Cidades Históricas, que já entregou quatro outras obras de restauração: o Casarão do Montepio dos Artistas, o Círculo Operário – Escola de Santeiros, o Casarão da Biblioteca de Penedo e os Galpões da orla do rio, entregues no último mês. Com a conclusão do Theatro, a cidade já soma mais de R$8,7 milhões investidos pelo Programa. A obra teve projeto elaborado pela Prefeitura Municipal de Penedo e custou aproximadamente R$4,5 milhões.

Penedo

Fundada no século 16, às margens do Rio São Francisco, a cidade de Penedo foi o primeiro povoado de Alagoas. Seu conjunto histórico e paisagístico foi tombado pelo Iphan em 1996.

Fonte: ASCOM MinC

50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro tem filmes apoiados pelo MinC

15.09.2017 – 10:30

Começa, nesta sexta-feira, com apoio do Ministério da Cultura (MinC), a 50ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O evento, que segue até 24 de setembro na capital federal, teve projeto aprovado para captar recursos por meio da Lei Rouanet e terá representantes que farão debates em painéis. Além disso, conta, na programação, com dois filmes realizados graças a editais lançados pelo Ministério da Cultura.

O curta-metragem Nada, dirigido por Gabriel Martins, é um deles. Foi selecionado, em 2012, no Edital Curta Afirmativo do MinC, para produção de obras visuais e curtas-metragens dirigidos ou produzidas por jovens negros. O filme conta a história de Bia que, ao completar 18 anos e ser questionada sobre qual curso seguir, responde que não quer fazer “nada”.

“O edital foi fundamental, foi todo o aporte que usamos no filme, o único que usamos”, afirma o diretor. “Tem que ter continuidade porque abastece cenário de curtas-metragens com projetos de pessoas negras, sou diretor negro, faço coro para que esses editais continuem assim como as políticas afirmativas”, completou.

O outro filme apoiado pelo Ministério da Cultura que integra a programação é Torre, dirigido por Nádia Mangolini e selecionado por meio do edital curtas-metragens do MinC em 2013 com o título Rascunhos. A história trata de quatro irmãos, filhos de Virgílio Gomes da Silva – o primeiro desaparecido político da ditadura militar brasileira -, que relatam suas infâncias durante o regime.

Lei Rouanet

Além do apoio a curtas, o Festival será realizado com recursos captados por meio da Lei Rouanet. Para esta edição do evento, o MinC aprovou R$ 995.593,59 via incentivo fiscal e, até o momento, houve captação de R$ 200 mil, sendo o prazo para captação total dos recursos até 31 de dezembro.
Debates

A Agência do Cinema (Ancine), entidade vinculada ao MinC, também estará presente. A diretora-presidente em exercício, Débora Ivanov, participará em 20 de setembro dos painéis Construindo a força audiovisual do Centro-oeste, Norte e Nordeste (CONNE) e Fomento e financiamento do audiovisual: desafios e oportunidades. No dia 22, é a assessora internacional da Ancine, Ana Julia Cury, que marca presença discutindo estratégias de internacionalização no painel sobre conexões.

O Festival

O 50º Festival de Brasília de Cinema Brasileiro promoverá um ambiente de negócios e funcionará como uma plataforma para o crescimento e o fortalecimento dos novos mercados audiovisuais. Nesta edição emblemática, com duração ampliada para dez dias, trará também as mostras competitivas, sessões paralelas, retrospectivas, seminários, debates, palestras, oficinas e lançamentos de livros e DVDs.

O evento é considerado um dos mais tradicionais eventos audiovisuais do País e foi o primeiro festival de cinema nacional. Ao longo dos anos, enfrentou censura, crises políticas e econômicas. Chegou a ser suspenso durante a ditadura, entre os anos de 1972 e 1974.

ASCOM MinC