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MinC inicia capacitação para o Prêmio Culturas Populares

Os municípios de Natal (RN), Manaus (AM), Mossoró (RN), Boa Vista (RR), São Paulo (SP), Santana de Parnaíba (SP) e Soure (PA) serão os primeiros a receber, esta semana, oficinas gratuitas do Ministério da Cultura (MinC) para auxiliar os interessados em participar da 6ª edição do Edital Culturas Populares. Não será necessária inscrição prévia. Representantes do MinC estarão à disposição do público para tirar dúvidas, apresentar o edital e orientar como devem ser feitas as inscrições. As oficinas serão ministradas nas cinco regiões do País.

O 6º Prêmio Culturas Populares: Edição Selma do Coco é a maior premiação da cultura popular em termos de valores e número de premiados, concedida pelo MinC desde 2007. Serão investidos R$ 10 milhões em 500 iniciativas que fortaleçam e contribuam para dar visibilidade a atividades culturais de todo o Brasil, como o cordel, quadrinha, maracatu, jongo, cortejo de afoxé, bumba-meu-boi, boi de mamão, entre outras.

Na edição 2018 do Edital, cada um dos premiados receberá R$ 20 mil, o dobro de 2017. As inscrições podem ser feitas até 13 de junho, pela internet, na página http://culturaspopulares.cultura.gov.br/, pelo sistema Salic, ou via postal.

O edital premiará iniciativas em cinco categorias: 200 prêmios para mestres e mestras (pessoa física); 180 para iniciativas de Grupos sem CNPJ; 70 para pessoas jurídicas sem fins lucrativos; 30 para pessoas jurídicas com ações comprovadas em acessibilidade cultural; e 20 para herdeiros de mestres e mestras já falecidos (in memoriam).

Lançado no último dia 27, em Recife (PE), a 6ª edição do Prêmio Culturas Populares homenageia a cantora pernambucana Selma Ferreira da Silva, a Selma do Coco, falecida em 2015.

Sobre o Prêmio

Nas cinco últimas edições, o Prêmio Culturas Populares contou com 9 mil inscrições e distribuiu R$ 18,7 milhões em prêmios a 1.545 mestres, grupos e entidades sem fins lucrativos, em todas as regiões do País. A premiação estava suspensa desde 2012 e foi retomada no ano passado, quando obteve número recorde de inscritos (2.862), com 500 premiados.

Na edição de 2017, foram 258 agraciados do Nordeste, 151 do Sudeste, 42 do Norte, 21 do Centro-Oeste e 28 do Sul do Brasil. Para garantir que a distribuição dos recursos seja feita de forma democrática, em 2018 serão 100 prêmios para cada região. Se uma das regiões não atingir o total de vagas existentes, as vagas restantes serão redistribuídas entre as demais regiões.

Confira locais e horários das oficinas:

Oficina em Natal/RN
Data: 10/5
Local: Teatro de Cultura Popular Chico Daniel
Endereço: R. Jundiaí, 641 – Tirol, Natal
Horário: 14h
Oficina em Manaus/ AM
Data:10/5
Local: Les Artistes Café Teatro
Endereço: Av. Sete de Setembro, 377- Centro
Horário: 17h
Oficina em Mossoró/ RN
Data:11/5
Local: Estação das Artes Elizeu Ventania
Endereço: Av. Rio Branco, S/N – Centro
Horário: 9h
Oficina em São Paulo/ SP
Data:11/5
Local: Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo – Salão Nobre
Endereço: R. Mauá, 51, Bairro Luz
Horário: 14h
Oficina em Boa Vista/ RR
Data:11/5
Local: Auditório do Palácio 9 de julho
Endereço: R. General Penha Brasil, 1011 – São Francisco
Horário: 17h
Oficina em Santana do Parnaíba/ SP
Data:12/5
Local: dentro da 131ª Festa do Cururuquara
Endereço: Largo das Palmeiras, s/n. – Cururuquara
Horário: 16h
Oficina em Soure-Marajó/ PA
Data:12/5
Local: Associação Cultural Cruzeirinho
Endereço: Travessa 13, esquina com a 6ª rua
Horário: 17h

Fonte: ASCOM MinC

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Ministério da Cultura vai premiar 500 iniciativas de cultura popular com R$ 10 milhões

Ministro Sá Leitão, Lia de Itamaracá e netas de Selma do Coco durante lançamento do Prêmio Culturas Populares 2018 (Foto: Clara Angeleas/Ascom MinC)

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, lançou, nesta sexta-feira (27), em Recife (PE), a 6ª edição do Prêmio Culturas Populares. Trata-se da maior premiação da cultura popular realizada pelo MinC em termos de valores e número de premiados. Este ano serão investidos R$ 10 milhões – valor recorde – em 500 iniciativas que fortaleçam e contribuam para dar visibilidade a atividades culturais de todo o Brasil, como cordel, quadrilha, maracatu, jongo, cortejo de afoxé, bumba-meu-boi e boi de mamão, entre outras.

“O Prêmio Culturas Populares é um marco. É a maior premiação da cultura popular brasileira, é o reconhecimento da importância de nossas tradições culturais e daqueles que as mantêm vivas e potentes em todas as regiões deste vasto e diverso país”, destacou o ministro durante o evento, realizado em clima de festa, com apresentações de grupos de maracatu, quadrilha e outras manifestações populares.

Durante o evento, o ministro defendeu o papel da cultura como fator de união: “Independentemente da visão política, partidária, ideológica de cada um, estamos lidando com algo que está acima disso. A cultura nos une”, afirmou Sá Leitão. Ele também destacou que o MinC tem lançado um novo olhar sobre a cultura, resgatando a importância econômica do setor. “Fico angustiado de ver o quanto nós temos historicamente desperdiçado, do ponto de vista econômico, os nossos ativos culturais. Cada real que o poder público coloca na cultura volta multiplicado na forma de arrecadação”, destacou. 

Na edição deste ano, cada um dos premiados receberá R$ 20 mil, o dobro de 2017. Serão 200 prêmios para iniciativas de mestres e mestras (pessoa física); 180 para iniciativas de grupos sem CNPJ; 70 para pessoas jurídicas sem fins lucrativos; 30 para pessoas jurídicas com ações comprovadas em acessibilidade cultural; e 20 para herdeiros de mestres e mestras já falecidos (in memoriam). As inscrições podem ser feitas de 30 de abril a 13 de junho, pela internet ou via postal.

A seleção dos premiados será conduzida por uma comissão composta por 30 membros: 15 servidores públicos e 15 membros da sociedade civil. Os critérios de seleção incluem o grau de intercâmbio de saberes e fazeres da cultura popular que tenham proporcionado aprendizado entre diferentes gerações, a relevância e a contribuição sociocultural das práticas nas comunidades em que são desenvolvidas, a capacidade de perpetuação e preservação dessas atividades tradicionais, gerando emprego e renda, entre outros.

Em cinco edições, o Prêmio Culturas Populares contou com 9 mil inscrições e distribuiu R$ 18,7 milhões em prêmios a 1545 mestres, grupos e entidades sem fins lucrativos. A premiação estava suspensa desde 2012 e foi retomada no ano passado, quando obteve número recorde de inscritos (2.862), com 500 premiados.

Na edição de 2017, foram 258 agraciados do Nordeste, 151 do Sudeste, 42 do Norte, 21 do Centro-Oeste e 28 do Sul do Brasil. Para garantir que a distribuição dos recursos seja feita de forma democrática, em 2018 serão 100 prêmios para cada região. Se uma das regiões não atingir o total de vagas existentes, as vagas restantes serão redistribuídas entre as demais regiões.

Selma do Coco

Selma do Coco foi essencial para a consolidação do coco, ritmo típico do Nordeste brasileiro (Foto: Priscilla Buhr)

A cada ano, o prêmio homenageia um grande nome da cultura popular. Nesta edição, a homenageada é a cantora pernambucana Selma Ferreira da Silva, a Selma do Coco, falecida em 2015. Nascida em 1925 na cidade de Vitória de Santo Antão, deixou como principal legado a sua contribuição para a consolidação do coco, ritmo típico do Nordeste brasileiro, como referência nacional, tendo gravado cinco discos, ganhado oito prêmios – entre eles um Prêmio Sharp – e participado de festivais internacionais nos Estados Unidos e na Europa.

Selma do Coco teve contato com a música tradicional pernambucana ainda criança, nas festas juninas que frequentava com os pais. Aos 10 anos, mudou-se com a família para Recife. Casou-se e teve 14 filhos, dos quais apenas um chegou à vida adulta. Dos demais, 10 morreram recém-nascidos, dois durante o parto e um em um acidente de caminhão, que também vitimou seu marido. Além dos filhos, também ajudou na criação de quatro sobrinhos.

Já viúva, mudou-se para Olinda. No Alto da Sé, cantava o coco enquanto trabalhava com a venda de tapiocas. A cantoria, inicialmente solitária, aos poucos se transformou em rodas de coco, realizadas no fundo do quintal da casa da artista. “Aos poucos, as pessoas foram gostando, as rodas ficaram cada vez mais cheias e assim minha avó foi ficando conhecida”, conta a neta Raquel Marta, 37 anos.

“Ocupo com muito orgulho o lugar dela”, destaca Raquel, que é vocalista do grupo Coco de Selma. “Além de fisicamente parecida, minha voz também se parece muito com a de minha avó”, afirma. “Ela era uma mulher guerreira, uma grande mestra do coco. Tinha grande amor pelo trabalho. Eu e várias outras pessoas do coco nos espelhamos nela”, destaca.

Gravou o primeiro CD – Coco de Roda, o elogio da festa – em 1995. Em 1996, apresentou-se pela primeira vez a um grande público, durante o Festival Abril pro Rock, em Recife. O segundo CD – Cultura Viva – foi gravado em Berlim, em 1997, e relançado no Brasil em 1998 com o nome Minha História. Pela obra, que traz os sucessos A Rolinha, Santo Antônio e Dá-lhe Manoel, recebeu, em 1998, o então Prêmio Sharp, hoje Prêmio da Música Brasileira.

Participou do Festival Lincoln Center, em Nova York, e do New Orleans Jazz & Heritage Festival, em Nova Orleans, entre outros, e se apresentou em diversos países, como Alemanha, França, Bélgica, Espanha, Suíça e Portugal.

Em 2007, recebeu a Ordem do Mérito Cultural (OMC), principal condecoração pública da área da cultura, entregue pelo Ministério da Cultura (MinC). Faleceu em 9 de maio de 2015.

Confira vídeo sobre a vida de Selma do Coco:

De todas as regiões do Brasil

Histórias de amor pela cultura, de dedicação e de superação dão a tônica do Prêmio Culturas Populares. No ano passado, um dos premiados foi o mestre Severino Vitalino, natural de Caruaru (PE). Com o pai, aprendeu a modelar o barro e retratar personagens e bonecos da realidade local. As obras de Mestre Vitalino podem ser vistas no Museu do Barro de Caruaru e no Museu Casa do Pontal, o mais importante museu de arte popular do Brasil, no Rio de Janeiro. O mestre criou uma narrativa visual expressiva sobre a vida no campo e nas vilas do nordeste pernambucano. Realizou esculturas antológicas, como “o enterro na rede”, “cavalo marinho” e “casal no boi”, entre outras.

O Grupo Afrolage, do Rio de Janeiro (RJ), também foi premiado no ano passado. Idealizado pela professora e coreógrafa Flávia Souza, busca dar visibilidade à cultura de matriz afro-brasileira, por meio de manifestações culturais como o jongo, a capoeira Angola, o maracatu, o coco e o samba de roda. Todo último domingo do mês, seus membros promovem, de forma voluntária, um encontro na Praça Agripino Grieco, Zona Norte da capital fluminense.

No Centro-Oeste, a Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge, em Alto Paraíso de Goiás (GO), foi outra expressão cultural reconhecida pelo Prêmio. Fundada em 1997, na pequena Vila de São Jorge, é sede e precursora do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, que reúne, anualmente, manifestações artísticas e expressões culturais do povo brasileiro, como a catira, a curraleira, a sussa, o lundu, o batuque e o congo, entre outros.

Já na região Norte, Mestre Damaceno, o “botador de boi”, repentista, cantador de carimbó, compositor de sambas, poeta e pescador, recebeu reconhecimento. Ele criou, a exemplo do boi-bumbá, o “Búfalo-Bumbá” de Salvaterra. A escolha do búfalo se deu por ser um símbolo da paisagem de Marajó. Trata-se de uma brincadeira coletiva, que percorre as ruas da cidade duas vezes por ano, em junho e agosto.

Na região Sul, o Boizinho da Praia, do município de Cidreira (RS), foi um dos contemplados no ano passado. A manifestação cultural havia caído em desuso por mais de 50 anos e foi resgatada, registrada e socializada pelo Mestre Ivan Therra. A iniciativa conta com elementos próprios do imaginário popular do litoral gaúcho, como o Minhocão da Lagoa do Armazém, a Sereia da praia da Cidreira, o Boto Encantado da Barra do Imbé, o mestre Julinho tocador de tambor e as benzedeiras da beira do mar, entre outros.

Dúvidas e mais informações: coedi@cultura.gov.br

Fonte: ASCOM MinC

1 Comentário

  1. LUIZ FILIPE CAVALIERI

    muito bom. em tempo.

    Responder

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Mapeamento dos Terreiros do DF ajudará na promoção de políticas públicas e no combate à intolerância religiosa

Mostrar onde estão os principais locais dedicados à prática das religiões de matriz africana, para promover políticas públicas que vão desde o acesso a serviços básicos à segurança por meio do combate à intolerância religiosa. Esse é o objetivo do Mapeamento dos Terreiros do Distrito Federal, que será apresentado no dia 3 de maio, às 10h30, no Museu da República, em Brasília.

A iniciativa resulta de parceria da Fundação Cultural Palmares (FCP) com a Universidade de Brasília (UnB), Ministério da Cultura (MinC) e Governo do Distrito Federal (GDF).

A cerimônia de lançamento terá a presença do presidente da Fundação Palmares, Erivaldo Oliveira; do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg; da deputada federal Érika Kokay; da reitora da UnB, Márcia Abrahão Moura; e do professor e pesquisador Rafael Sanzio, responsável pelo estudo, além de representantes da sociedade.

 Serviço:

Evento: Lançamento do Mapeamento dos Terreiros do Distrito Federal

Local: Museu da República, Esplanada dos Ministérios Brasília.

Data: 3 de maio.

Horário: 10h30

Fonte: Assessoria de Comunicação da Fundação Palmares

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Circuito #CulturaGeraFuturo leva oportunidades a produtores culturais do Acre

Ministra interina Mariana Ribas abriu o Seminário #CulturaGeraFuturo, em Rio Branco (Foto: Clara Angeleas/Ascom MinC)

O Ministério da Cultura (MinC) realizou, nesta segunda-feira (16), em Rio Branco (AC), o Circuito #CulturaGeraFuturo, que tem por objetivo ampliar o alcance da política cultural e dos instrumentos de fomento à cultura do Governo Federal.

Artistas, produtores culturais, gestores públicos e incentivadores participaram do evento, aberto pela ministra interina da Cultura, Mariana Ribas. Ela representou o titular da pasta, Sérgio Sá Leitão, que cumpre agenda internacional esta semana. Mariana destacou a força da cultura como eixo de promoção do desenvolvimento econômico do Brasil. Também apresentou as principais realizações do MinC.

O ministro Sérgio Sá Leitão deixou uma mensagem em vídeo especialmente gravada para o evento desta segunda-feira em Rio Branco. Ele explicou as metas dos seminários do Circuito #culturagerafuturo. “Nosso objetivo é ampliar ao máximo a adesão aos instrumentos de fomento, em especial nas regiões onde esses mecanismos têm utilização reduzida, como é o caso do Norte e do Nordeste do País. Queremos que haja mais e melhores projetos culturais sendo realizados no Acre para que a cultura possa transcender as divisas do estado”, defendeu.

Logo em seguida, Marina Ribas mostrou que há, sim, recursos para estimular a produção cultural. “Em 2018, há R$ 1,35 bilhão de recursos disponíveis para incentivo a projetos via Lei Rouanet em todo o Brasil e cerca de R$ 1,5 bilhão para o fomento ao audiovisual, via Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e Lei do Audiovisual. Nosso objetivo é fazer com que esses recursos cheguem a um número cada vez maior de projetos, de diferentes regiões do país”, ressaltou a ministra interina.

Durante a apresentação das diretrizes e resultados do MinC, a ministra interina da Cultura enfatizou a necessidade do envolvimento dos gestores culturais, das empresas e dos demais agentes do setor na adesão aos mecanismos de fomento do ministério, entre os quais estão a Lei Rouanet e a Lei do Audiovisual. “Se não envolvermos todos não conseguimos alcançar nosso objetivo”, disse.

Para Mariana Ribas, o duplo valor da cultura – o econômico e o simbólico – precisa ser reconhecido e valorizado pela sociedade e pelo poder público. “A cultura, hoje, representa 2,64% do PIB e gera cerca de um milhão de empregos diretos. Precisamos encarar a cultura como um dos principais ativos do País. Precisamos encarar a política pública de cultura como eixo fundamental da política de desenvolvimento, com alto impacto sobre a geração de renda, emprego, inclusão, valor agregado e arrecadação de impostos “, destacou a ministra interina no evento em Rio Branco.

O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) do MinC, José Paulo Martins, fez um apelo para que a cultura seja valorizada pela sociedade. “As pessoas não podem mais olhar a cultura como um hobby, que o artista tenha de desempenhar suas funções sem nenhuma remuneração, por diletantismo. A cultura tem importante papel na economia brasileira. Colocar a cultura no devido lugar na sociedade brasileira é um compromisso de todos nós. A sociedade é que precisa se organizar para que isso possa acontecer”, afirmou.

Fomento

Em 2017, o Acre esteve entre os três únicos estados do País nos quais não foram captados recursos por meio da Lei Rouanet para execução de projetos culturais. Outros dois estados também são da região Norte: Amapá e Roraima. A última captação no Acre foi registrada em 2015, no valor de R$ 80 mil. Com a capacitação realizada por meio do Circuito #CulturaGeraFuturo, busca-se modificar essa realidade.

Nesta 5ª rodada do Circuito #CulturaGeraFuturo, a ministra interina Mariana Ribas destacou os mecanismos de fomento do setor audiovisual do MinC nas linhas operadas pela Secretaria do Audiovisual (SAv) e pela Agência Nacional de Cinema (Ancine). Pela SAv, o enfoque está na inclusão, na preservação, difusão, formação e capacitação. Pela Ancine, há linhas de investimento para produção e coprodução internacional, TV, cinema, exibição e coinvestimentos regionais. “No setor do audiovisual, as diretrizes do MinC são a desburocratização e ampliação dos investimentos e dos desembolsos, estratégia que inclui a descentralização da aplicação de recursos”, enfatizou a ministra interina.

Os números globais e nacionais do setor de games, que têm significativo potencial de crescimento dentro do audiovisual, também receberam destaque na apresentação de Mariana Ribas. “O mercado de games movimenta, em todo o mundo, uma receita 2,8 vezes maior que a bilheteria da indústria cinematográfica e 7,2 vezes maior que a receita da indústria fonográfica. A expectativa é que, somente no Brasil, o setor cresça US$ 1,5 bilhão em 2018”, afirmou.

Mariana Ribas também chamou a atenção dos participantes do seminário para a utilização dos recursos provenientes das emendas parlamentares. “Este ano estão previstos, em emendas individuais, R$ 856 mil. São recursos que poderão ser investidos em promoção cultural por meio de feiras, festas populares, preservação e restauração de patrimônio, além da instalação, reforma ou modernização de equipamentos culturais (bibliotecas, museus, cinemas, CEUs)”, esclareceu.

Futuro

O Circuito será realizado entre abril e julho. Equipes do Ministério da Cultura (MinC) irão às 27 capitais brasileiras, levando orientações sobre a Lei Rouanet, a Lei do Audiovisual, o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e outras oportunidades. Haverá também um módulo voltado a patrocinadores. Rio Branco é a quinta cidade a receber o evento. O Circuito #CulturaGeraFuturo já passou por Macapá (AP), Fortaleza (CE), Brasília (DF) e João Pessoa (PB).

Os encontros do Circuito #CulturaGeraFuturo têm formato de seminário, com duração prevista de um dia em cada capital. Uma equipe da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) do MinC, responsável pela gestão da Lei Rouanet, orienta os participantes e tira dúvidas sobre a apresentação de projetos. Além disso, representantes da Secretaria do Audiovisual (SAv) do MinC e da Agência Nacional de Cinema (Ancine) detalham os editais e as linhas de financiamento disponíveis para o setor audiovisual.

Cultura no Acre

No Acre, o Ministério da Cultura tem ações com foco especial para os indígenas, que correspondem a 2,4% da população. São 209 aldeias no estado. O Edital Documentário Afro-brasileiro e Indígena, lançado em fevereiro pela Secretaria de Audiovisual do MinC, determina que no mínimo 10% dos projetos selecionados deverão ter diretores indígenas. O edital vai selecionar dez projetos de produção independente, com até R$ 500 mil por projeto.

Outro edital, o Jamaxin Cultural, este sem recorte de público específico, foi lançado em 2017 pelo MinC em parceria com o governo estadual, que promoveu a circulação de atividades artísticas e de formação nos municípios acreanos. Foram investidos R$ 2,2 milhões em recursos do estado e do Fundo Nacional da Cultura (FNC) em 38 projetos premiados em quatro áreas – teatro, dança, música e artes visuais.

O Acre aderiu em abril de 2013 ao Sistema Nacional de Cultura (SNC), instrumento de gestão de políticas culturais compartilhado entre União, estados e municípios. O estado ocupa o 12º lugar no ranking nacional em termos de adesão de municípios. De 22 municípios acreanos, 10 já aderiram ao SNC, o que corresponde a 45,5% do total. São eles: Rio Branco, Brasileia, Bujari, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Jordão, Plácido de Castro, Porto Acre, Tarauacá e Xapuri.

O Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) desembolsou R$ 3.689.980,00 para projetos do Acre em 2017. O valor representa 0,29% do total desembolsado pelo fundo no ano passado.

O MinC mantém contratos de repasse e convênios para obras no Acre. Um dos projetos, por exemplo, envolve repasse de mais de R$ 450 mil para a aquisição de equipamentos e mobiliários para a Biblioteca Pública de Rio Branco.

O estado tem oito Pontos de Cultura diretos (conveniados pelo próprio MinC), 15 integrantes da rede estadual de Pontos e 16 pontos indígenas.

Fonte: ASCOM MinC

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Edital Produção de Cinema terá cotas para mulheres e negros

CGFSA aprovou cotas para mulheres e negros no edital Produção de Cinema 2018 (Foto: Acácio Pinheiro/Ascom MinC)

O Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (CGFSA) acatou sugestões apresentadas por entidades ligadas ao setor audiovisual e aprovou, nesta segunda-feira (26), cotas para mulheres (cis e trans), negros e indígenas no edital Produção para Cinema 2018, que vai destinar R$ 100 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) a projetos de longas-metragens independentes de ficção, documentário ou animação. O edital integra a segunda etapa do #AudiovisualGeraFuturo, maior programa de fomento ao setor já desenvolvido pelo Ministério da Cultura (MinC).

Entusiasta da proposta, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, comemorou a decisão do CGFSA. “Fiquei muito feliz com a determinação do comitê de incluir as cotas de gêneros e raciais já neste edital seletivo. Isso já havia sido proposto pelo Ministério da Cultura na reunião anterior [do conselho], mas optou-se por deixar as cotas para a próxima linha seletiva. Mas agora, diante das demandas apresentadas pelas entidades, o Comitê mudou de ideia e resolveu adotar as cotas já para esta linha”, afirmou.

De acordo com a decisão, será estabelecida cota de 35% para mulheres (cis e trans) e 10% para negros e indígenas. Ainda dentro do mesmo edital, foram aprovadas alterações nos quesitos de avaliação dos projetos na modalidade B, que contempla projetos de longa-metragem de ficção, documentário e animação com ênfase em projetos de perfil autoral e propósitos artísticos evidentes. A mudança corrige uma possível priorização de produtoras e projetos comerciais em detrimento de obras autorais. Todas as alterações passam a valer já para o edital que está em curso. Será publicada uma retificação informando as novas regras.

Apresentações

Os integrantes do Comitê Gestor ouviram as proposições do Fórum Audiovisual de Minas Gerais, Espírito Santo e dos estados do Sul do Brasil (Fames). Sob a coordenação de Rodrigo Martins, que também preside o Sindicato da Indústria do Paraná (Siapar), o Fames sugeriu novas formas para ampliar a regionalização da produção audiovisual.

De acordo com o representante do Fames, a ideia é desenvolver ações que possam promover o crescimento dos estados que compõem o Fórum. O foco é, na regionalização, permitir investimentos que possam expandir a cadeia do audiovisual na região, garantindo assim o estímulo às aplicações de recursos dos estados nos arranjos regionais. Além disso, a expectativa dos componentes do Fórum é aumentar a competitividade das empresas da região e o acesso aos recursos de investimentos principalmente do FSA.

Os representantes da Comissão de Gênero e Diversidade, coordenada pelos servidores da Ancine, apresentaram propostas para assegurar maior representatividade de mulheres e negros no setor audiovisual. A presidente da comissão, Carolina Costa, destacou que o principal objetivo é lutar por igualdade de gênero e raça tanto dentro da agência quanto fora.

Entre as propostas da comissão, está a adoção de percentuais mínimos para a seleção de projetos de obras dirigidas por mulheres, pessoas negras, indígenas, que devem ser aplicados em todas as fases dos editais para a superação de barreiras à entrada e o avanço das propostas destes grupos.

Durante a reunião, o CGFSA definiu também o cronograma de desembolso do Fundo Setorial do Audiovisual de 2018. O planejamento prevê a liberação de R$ 700 milhões até novembro deste ano. Os integrantes do Comitê discutiram também alterações no regulamento geral do FSA, ações de capacitação e ajustes em alguns editais.

Fonte: ASCOM MinC

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MinC vai mapear cadeia produtiva do artesanato de todo o País

Desenvolver o setor do artesanato no Brasil é um dos objetivos do Ministério da Cultura (MinC). Para tanto, a Pasta produziu uma cartilha para a divulgação das metas e estratégias de desenvolvimento dessa atividade que está na raiz da identidade brasileira − e que é celebrada nesta segunda-feira (19), Dia do Artesão. A estimativa é que 8 milhões de pessoas vivam desta atividade no Brasil. 

A Cartilha faz parte do Plano Setorial do Artesanato 2016-2025, que tem como meta mapear a cadeia produtiva do artesanato brasileiro em todos os estados e no Distrito Federal, até o fim de 2018. Outra meta é promover a qualificação dos profissionais que atuam no setor no prazo de cinco anos, até 2021.

No texto de apresentação, o secretário da Economia da Cultura do MinC, Mansur Bassit, destaca o potencial produtivo do artesanato: “o setor do artesanato contribui para o desenvolvimento econômico do País, além de apresentar grande perspectiva de crescimento”.

Com a cartilha, o MinC espera contribuir para a divulgação do Plano Setorial, de maneira que prefeituras, governos estaduais e a sociedade possam incorporar as metas e estratégias à sua realidade local.

A Cartilha está disponível na página do Ministério na internet.

Fonte: ASCOM MinC

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