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CEUs de quatro cidades serão beneficiados pelo Fundo Internacional da Diversidade Cultural

Centros de Artes e Esporte Unificados (CEUs) de quatro municípios brasileiros – Toledo (PR), Embu das Artes (SP), Serra Talhada (PE) e Macapá (AP) – serão beneficiados por projeto do Fundo Internacional da Diversidade Cultural da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O projeto, elaborado por uma equipe de profissionais do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), tem o apoio do Ministério da Cultura (MinC) e foi um dos sete selecionados pelo fundo, juntamente com iniciativas da sociedade civil e instituições governamentais de outros países. Serão repassados ao Cebrap US$ 91 mil. 

Essa linha de financiamento do Fundo da Diversidade Cultural da Unesco busca promover o desenvolvimento sustentável e a redução da pobreza em países em desenvolvimento, com foco na diversidade cultural. Para o secretário de Infraestrutura Cultural do MinC, Alfredo Bertini, os CEUs realizam exatamente esse trabalho. “São centros que integram, em um mesmo espaço, programas e ações culturais, práticas esportivas e de lazer, formação e qualificação profissional, além de serviços socioassistenciais e políticas de prevenção à violência e de inclusão digital, com o objetivo de promover a cidadania em territórios de alta vulnerabilidade social. Ou seja, comungamos o mesmo objetivo”, destaca.

A proposta do Cebrap neste projeto é trabalhar com a capacitação de agentes culturais locais nos CEUs, com foco na economia da cultura e no fortalecimento de redes e cadeias locais da cultura. A ideia é que esses que agentes se tornem multiplicadores em suas regiões.

Em cada Praça CEU, haverá uma etapa de alinhamento da agenda e da estratégia com os Grupos Gestores e a coordenação-geral e, depois, o desenvolvimento dos cursos de capacitação para fomento das cadeias da cultura, com conteúdo teórico e prático. O projeto tem duração total prevista de 18 meses, de março de 2018 a agosto de 2019. A Secretaria de infraestrutura Cultural do MinC acompanhará todo o desenvolvimento do projeto e participará da articulação com os CEUs.

“A realização de cursos de capacitação para formar agentes socioculturais em CEUs estrategicamente selecionados reforçará as boas práticas e resultados. O fortalecimento de agentes e redes locais com foco na economia da cultura tende a reforçar a diversidade e a qualidade dos serviços socioculturais oferecidos nos centros, bem como as possibilidades de sustentabilidade dos equipamentos em si, além de fomentar a geração de renda para as comunidades”, destaca Bertini.

Mapear e capacitar

Segundo a coordenadora-geral do projeto, Maria Carolina Vasconcelos, o trabalho vai envolver diretamente os responsáveis pela gestão dos CEUs nas atividades de formação e de diagnóstico das necessidades locais e, com isso, ajudar a construir – e em alguns casos fortalecer – uma rede de interação entre esses equipamentos e a comunidade cultural local, bem como ampliar as informações e o conhecimento que esses equipamentos possuem sobre as cadeias de produção cultural local.

“Produzir e organizar conhecimento que sirva de insumo para as políticas públicas é algo que o Cebrap vem fazendo há décadas, e notamos que isso melhora a capacidade de ação dos gestores e a efetividade das políticas”, frisa Carolina. “Nesse sentido, a parceria e a interlocução com as equipes locais dos CEUs nas quatro cidades é fundamental. Vale lembrar que a articulação e a interação sistemáticas com as comunidades culturais locais é uma das diretrizes do projeto dos CEUs”, completa.

A equipe do Cebrap estima que, em cada cidade, cerca de 40 atores culturais – entre atores públicos e da sociedade civil, preferencialmente gestores dos CEUs, de prefeituras locais e de outros equipamentos público – participem das atividades. Haverá ainda um treinamento específico de cinco representantes de cada região, da sociedade civil, que trabalharão como multiplicadores de conhecimento locais de forma remunerada e serão centrais no levantamento de informações para compor o diagnóstico e o mapeamento de cada região. “A ideia é que esses atores, depois, possam continuar atuando como articuladores no desenvolvimento das cadeias de produção local e fomentando a participação da sociedade civil na formulação de agendas de políticas de cultura locais”, explica Carolina.

Critérios de seleção

Os CEU de Serra Talhada (no alto) e Macapá (acima) estão entre os contemplados pelo projeto do Cebrap (Fotos: Divulgação e Prefeitura Municipal da Macapá)

Os critérios de seleção dos municípios foram amplos e levaram em conta principalmente a diversidade dos cenários culturais em questão. “Temos cidades de perfis bem diferentes: Embu das Artes (SP) é tradicionalmente conhecida pelas atividades artesanais, mas também faz parte da periferia da maior região metropolitana do país e apresenta uma produção forte no que hoje vem sendo conhecido como “cultura periférica”. Toledo (PR) apresenta uma mistura entre as representações de “cultura universitária” e de “cultura rural”, além de estar próxima às fronteiras entre Brasil, Paraguai e Argentina, o que também traz uma característica de interculturalidade. Macapá (AP) mistura os atributos de uma pequena capital, com suas culturas mais centrais e mais periféricas, e uma forte presença de culturas indígenas. Já Serra Talhada (PE) traz a presença das culturas tradicionais e populares, com mecanismos específicos de organização e transmissão, e que enfrentam questões decorrentes da difusão de conteúdos mais massivos ou industriais, do crescimento da adesão a meios como a internet, por exemplo”, justifica Carolina.

Outros contemplados

Além do projeto brasileiro, o Fundo Internacional da Diversidade Cultural da Unesco selecionou mais seis projetos, sendo dois transnacionais da América Latina: o projeto de México e Guatemala chamado Empreendedores pela Diversidade, e o projeto de Colômbia, Bolívia, Equador, México, Peru e Uruguai, denominado Apropriação, Reforço e Promoção do Cinema Latino-Americano por meio da plataforma regional Retina Latina. Também foram escolhidos projetos de Montenegro, Ucrânia, Albânia e Senegal.

Fonte: Heli Espíndola, ASCOM MinC

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MinC vai apoiar restauração do Museu do Ipiranga, em São Paulo

Ministro Sérgio Sá Leitão (terceiro da direita para a esquerda) visitou nesta quinta-feira o prédio do Museu do Ipiranga, em São Paulo. MinC vai apoiar restauração do local, que deverá ser reaberto em 2022 para as comemorações do centenário da independência do Brasil (Foto: Ronaldo Brandão/Ascom MinC)

O Ministério da Cultura (MinC) vai apoiar a restauração do Museu do Ipiranga, que deverá ser reaberto à visitação pública em 2022, dentro das comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil. O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, visitou o local nesta quinta-feira (21) e se reuniu com a reitoria da Universidade de São Paulo (USP), responsável pelo museu, para discutir o processo de revitalização.

A USP deverá recorrer aos incentivos da Lei Rouanet para financiar a obra. O primeiro passo do processo de restauração, o projeto executivo da obra, teve a empresa responsável escolhida nesta semana em concurso público – Hereñu + Ferroni Arquiteto – e está orçado em R$ 5,6 milhões, a ser desembolsado ao longo de 2018. O contrato para elaboração do projeto executivo é de 12 meses.

A estimativa da Universidade de São Paulo é que a restauração custe cerca de R$ 80 milhões e comece em 2019, com conclusão prevista para o fim de 2021. O Museu do Ipiranga – oficialmente chamado de Museu Paulista – foi fechado em 2013. O edifício histórico, construído no fim do século XIX, não tem problemas estruturais, mas as fachadas precisam ser restauradas, assim como a cobertura e as instalações hidráulicas e elétricas.

Sá Leitão destacou que a celebração dos 200 anos da Independência está entre as dez ações estratégicas do Ministério da Cultura e, portanto, a restauração do Museu do Ipiranga é prioridade. “A revitalização do Museu do Ipiranga é um dos eixos das comemorações. O Museu do Ipiranga e o Museu de Petrópolis são dois centros das celebrações. Aqui é fundamental. Vamos conjugar todos os esforços para que isso seja viabilizado”, afirmou.

O ministro vai atuar em sintonia com a reitoria da USP na mobilização do poder público de São Paulo e da iniciativa privada para viabilizar os recursos necessários à restauração do Museu do Ipiranga. A sugestão do ministro é envolver nesse processo o governo estadual, a prefeitura de São Paulo e a bancada paulista no Congresso Nacional para buscar o patrocínio da iniciativa privada e de estatais.

Após a visita ao Museu, Sá Leitão se reuniu com o secretário municipal de Cultura de São Paulo, André Sturm, e tratou da restauração. O ministro propôs a apresentação do projeto ao prefeito da capital paulista, João Dória.

Além do ministro e do reitor, participaram da reunião no Museu do Ipiranga o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araújo; o vice-reitor da USP, Vahan Agopyan; o pró-reitor de Cultura e Extensão, Marcelo Romero; a diretora do Museu, Solange Lima; Fabrício Tanure, assessor especial do ministro; Renata Motta e Cláudia Toni, assessoras do reitor; e Pedro de Oliveira, assessor do vice-reitor. A visita foi guiada pelo historiador Paulo Garcez.

Fonte: ASCOM MinC

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MinC inaugura Praça CEU em Ubá, em Minas Gerais

O Ministério da Cultura (MinC) investiu R$ 2,02 milhões no CEU de Ubá (Foto: Divulgação)

Em um único lugar, aberto à população, programas e ações culturais, esportivas, educacionais, socioassistenciais e de lazer. Esse é o retrato de um Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), programa do governo federal coordenado pelo Ministério da Cultura (MinC). Nesta terça-feira (29), uma unidade do CEU foi inaugurada no município de Ubá, em Minas Gerais, em parceria com a prefeitura local. Com a inauguração do espaço, chegam também atividades gratuitas a serem oferecidas à comunidade da região.

O Ministério da Cultura (MinC) investiu R$ 2,02 milhões no centro. O CEU de Ubá se une a outros 19 já inaugurados em Minas Gerais. São escolhidos para instalação dos CEUs territórios de alta vulnerabilidade social.

O CEU de Ubá está instalado em uma estrutura de três mil metros quadrados. Serão oferecidas atividades em todos os espaços disponíveis do equipamento: oficinas e workshops nas salas multiuso e multimídia, na biblioteca e no cineteatro e atividades de esporte e lazer na quadra poliesportiva, pista de skate e pista de caminhada.

Ao ser inserido na comunidade, o centro promove benefícios como a ampliação do acesso a direitos sociais, impulsionando a formação de grupos e aumentando as possibilidades de interação, criação de vínculos, troca de saberes e conversas. A integração da comunidade é estimulada pela própria infraestrutura do espaço, cuja configuração – paredes de vidro etc. – é convidativa para que quem esteja de fora perceba as atividades e movimentações de dentro e se sinta chamado a interagir. Ao redor da praça, normalmente é possível perceber a instalação de novos comércios, a movimentação da economia local, a formação e aproximação dos grupos e coletivos da comunidade.

Participaram da inauguração o secretário de Infraestrutura Cultural do MinC, Alfredo Bertini, e o diretor do Departamento de Projetos de Infraestrutura Cultural, Paulo Edy Nakamura.

Sobre os CEUs

Programa do governo federal criado em 2010, os Centros de Artes e Esportes Unificados ou Praças CEUs fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) no Eixo Comunidade Cidadã. Cabe ao Ministério da Cultura (MinC) a gestão e a coordenação da implementação desses espaços pelo Brasil. Depois de inaugurados, a gestão do local fica a cargo de um comitê composto por representantes do Poder Público municipal, da sociedade civil organizada (ONGs e Pontos de Cultura) e de moradores do local.

Fonte: ASCOM  MinC

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Governador Valadares (MG) ganha Praça CEU nesta sexta
Em um único lugar, aberto à população, programas e ações culturais, esportivas, educacionais, socioassistenciais e de lazer. Esse é o retrato de um Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), programa do governo federal coordenado pelo Ministério da Cultura (MinC). Nesta sexta (17), uma unidade do CEU será inaugurada no município de Governador Valadares, em Minas Gerais, em parceria com a prefeitura local. Com a inauguração do espaço, chegam também atividades gratuitas a serem oferecidas à comunidade da região.

O CEU de Governador Valadares está instalado em uma estrutura de três mil metros quadrados (Foto: Prefeitura de Governador Valadares)

Entre os presentes à cerimônia de inauguração está o secretário de Infraestrutura Cultural do MinC, Alfredo Bertini. O Ministério da Cultura investiu R$ 2,02 milhões no centro. O CEU de Governador Valadares se une a outros 18 já inaugurados em Minas Gerais. São escolhidos para instalação dos CEUs territórios de alta vulnerabilidade social.
O CEU de Governador Valadares está instalado em uma estrutura de três mil metros quadrados, que inclui dois edifícios multiuso, dispostos numa praça de esportes e lazer; salas multiuso; biblioteca; telecentro; cineteatro/auditório com 60 lugares; quadra poliesportiva coberta; pista de skate; equipamentos de ginástica; playground e pista de caminhada, além de um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
Ao ser inserido na comunidade, o centro promove benefícios como a ampliação do acesso a direitos sociais, impulsionando a formação de grupos e aumentando as possibilidades de interação, criação de vínculos, troca de saberes e conversas. A integração da comunidade é estimulada pela própria infraestrutura do espaço, cuja configuração – paredes de vidro etc. – é convidativa para que quem esteja de fora perceba as atividades e movimentações de dentro e se sinta chamado a interagir. Ao redor da praça, normalmente é possível perceber a instalação de novos comércios, a movimentação da economia local, a formação e aproximação dos grupos e coletivos da comunidade.
Sobre os CEUs
Programa do governo federal criado em 2010, os Centros de Artes e Esportes Unificados ou Praças CEUs fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) no Eixo Comunidade Cidadã. Cabe ao Ministério da Cultura (MinC) a gestão e a coordenação da implementação desses espaços pelo Brasil. Depois de inaugurados, a gestão do local fica a cargo de um comitê composto por representantes do Poder Público municipal, da sociedade civil organizada (ONGs e Pontos de Cultura) e de moradores do local.
Fonte: ASCOM MinC

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Serra Talhada, em Pernambuco, sedia ativação de Praças CEUs

25.10.2017 – 11:56

Serra Talhada, em Pernambuco, sediará quarta edição do Encontro de Ativação Regional das Praças CEUs 2017

O município de Serra Talhada, no interior de Pernambuco, sedia, nesta quinta-feira (26), o IV Encontro de Ativação Regional das Praças CEUs 2017 – os Centros de Artes e Esportes Unificados. O evento, promovido pela Secretaria de Infraestrutura Cultural (Seinfra) do Ministério da Cultura, com organização da Prefeitura Municipal, será realizado das 9h às 18h, na Praça CEU localizada na Avenida Olympio de Menezes Leal, s/n – Bairro da Caxixola. Foram convidados para o evento representantes das 85 praças CEUs dos estados nordestinos.

O encontro de ativação tem como objetivo apoiar as equipes técnicas de prefeituras, gestores e comunidades na condução da mobilização social, ocupação, gestão e da infraestrutura das Praças CEUs. Além disso, há troca de experiências entre representantes de CEUs já ativos, disseminação de informações sobre o funcionamento e a manutenção do espaço, interação com a comunidade e apresentações culturais e esportivas, entre outras atividades.

O quinto Encontro de Ativação Regional das Praças CEUs 2017 está previsto para ocorrer no dia 9 de novembro, em Feira de Santana (BA).

O que são os CEUs?

Programa do governo federal coordenado pelo Ministério da Cultura (MinC), os Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs) são unidades instaladas em localidades em territórios de alta vulnerabilidade social em todas as regiões do País. Eles abrigam, em um único espaço, programas e ações culturais, esportivas, educacionais, socioassistenciais e de lazer.

A gestão dos CEUs é compartilhada entre as prefeituras e a comunidade, com a formação de um Grupo Gestor, que fica encarregado de criar um Plano de Gestão, e também conceber o uso e programação dos equipamentos.

Das 336 Praças CEUs previstas, 142 foram inauguradas. Outras 194 estão com obras em andamento.

Texto e Fonte: Assessoria de Comunicação/Ministério da Cultura

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Museu das Missões é reaberto pelo MinC após recuperação de danos causados por tornado

O Ministério da Cultura investiu mais de R$1,68 milhão na recuperação das estruturas do Museu das Missões (Foto: Divulgação Museu das Missões)

O Museu das Missões, localizado em São Miguel das Missões (RS), será reaberto ao público em sua integralidade, após ter sido atingido por um tornado e fortes chuvas em abril de 2016. A intempérie climática provocou danos a suas instalações físicas e parte de seu acervo, o que fechou as portas do Pavilhão Lúcio Costa do Museu desde então. Os presidentes do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araújo, e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Katia Bogeá, participam da cerimônia de reabertura do museu.

O trabalho de recuperação do museu administrado pelo Ibram foi realizado em parceria pelas instituições vinculadas ao Ministério da Cultura. As obras emergenciais foram contratadas e fiscalizadas pelo Iphan, com recursos do Fundo Nacional de Cultura (FNC). Foram mais de R$1,68 milhão investidos na recuperação das estruturas que incluem a Casa do Zelador, Pavilhão Lucio Costa e Sacristia Velha do Sítio Histórico de São Miguel Arcanjo. Com a força dos ventos, a cobertura do edifício foi fortemente comprometida, com destelhamento, deslocamento e desalinhamento de peças de madeira, além de ter comprometido parcela do acervo.

Com a reabertura do Museu, será apresentada uma exposição com a contextualização do que ocorreu no local há mais de um ano, contando como o acervo e o próprio edifício foram afetados pelo tornado. Uma das salas de exposição foi reservada para mostrar aos visitantes o processo em curso de tratamento das peças e recuperação do acervo atingido.

Missões Jesuíticas no Brasil

São Miguel das Missões foi o local de uma das missões jesuíticas que compreendiam os 30 povos indígenas entre Brasil, Argentina e Paraguai durante a colonização portuguesa e espanhola. Em 1937, o arquiteto Lucio Costa foi enviado ao Rio Grande do Sul para analisar os remanescentes dos Sete Povos das Missões e a visita resultou no tombamento, pelo Iphan, em 1938, dos remanescentes das Missões. No mesmo ano, o sítio arqueológico de São Miguel foi declarado Patrimônio Mundial Cultural pela Unesco e, em 2009, foi criado o Parque Histórico Nacional das Missões, que reúne os sítios arqueológicos de São Miguel Arcanjo, São Lourenço Mártir, São Nicolau e o de São João Batista.

O Iphan também inscreveu, em 2014, o bem imaterial Tava, Lugar de Referência para o Povo Guarani, no Livro de Registro de Lugares. A Tava Miri São Miguel Arcanjo é entendida como lugar de importância e referência cultural, pois converge significados e sentidos atribuídos pelo povo indígena Guarani-Mbyá ao sítio histórico que abriga os remanescentes da antiga Redução Jesuítico-Guarani de São Miguel Arcanjo.

As Missões Jesuíticas Guaranis – um sistema de bens culturais transfronteiriços em território do Brasil e da Argentina – compõem-se de um conjunto de remanescentes dos povoados implantados em área originalmente ocupada por indígenas, durante o processo de evangelização promovido pela Companhia de Jesus nas colônias da Coroa Espanhola na América, durante os séculos XVII e XVIII. Representam importante testemunho da ocupação do território e das relações culturais que se estabeleceram entre os povos nativos, na maioria da etnia Guarani, e missionários jesuítas europeus.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura, com informações do Ibram e Iphan

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