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2º censo da indústria de games vai mapear o mundo digital

O questionário do segundo censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais já está disponível na internet. Em projeto financiado pelo Ministério da Cultura (MinC), o censo vai captar informações dos agentes que desenvolvem jogos eletrônicos no Brasil, seja como atividade principal ou secundária. Profissionais autônomos ou vinculados a empresas que mantenham outras atividades na indústria de jogos também poderão participar. É só acessar o endereço https://2ocensogamesbr.questionpro.eu/.

As respostas são confidenciais e os dados da pesquisa serão utilizados apenas para o desenvolvimento de políticas públicas e de pesquisas acadêmicas. A divulgação das informações sempre manterá o anonimato do respondente. 

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, destacou que o censo irá subsidiar a criação de políticas públicas voltadas para o setor de games. “Esse levantamento é fundamental para que possamos ter uma compreensão maior do mercado de games no Brasil. Isso nos permitirá desenvolver políticas de fomento e apoio voltadas para as necessidades deste setor, que tem um imenso potencial de crescimento”, afirma.

Atualização

O primeiro estudo do mercado dos jogos digitais foi realizado em 2013 e teve os resultados divulgados em março de 2014. De acordo com Luiz Ojima Sakuda, coordenador do trabalho, a novidade deste novo censo é a ampliação do escopo da pesquisa.

“Nesta edição, além dos desenvolvedores de jogos, também serão incluídos outros atores da indústria de jogos digitais, como empresas com outras atividades que trabalhem com animação ou produção de softwares, por exemplo. Também poderão contribuir com a pesquisa os envolvidos em atividades de apoio ao desenvolvimento de jogos, como sonorização, localização, monetização e consultorias, bem como outros segmentos da indústria ligados ao publishing, à distribuição, ao varejo e à mídia”, explica.

O setor de jogos eletrônicos integra a economia criativa e se apresenta como um dos setores mais dinâmicos e capazes de contribuir para o desenvolvimento econômico e social do País. Nesse contexto, o mapeamento setorial das cadeias produtivas de games e jogos digitais constitui ferramenta fundamental para o estabelecimento de novas estratégias de desenvolvimento do setor.

Entre os anos de 2013 e 2016, o segmento experimentou um aumento das exportações superior a 625%, gerando US$ 17,4 milhões, segundo dados do Projeto Setorial de Exportação Brazilian Game Developers.

Para a diretora do Departamento de Estratégia Produtiva da Secretaria da Economia da Cultura do MinC, Ana Letícia Fialho, a atualização do censo é importante, uma vez que algumas iniciativas públicas e a própria dinâmica do setor alteraram o perfil da indústria e as suas demandas. “De um modo geral, os dados do censo possibilitam a criação de ações públicas convergentes, a promoção e acesso ao mercado internacional e o fortalecimento da competitividade do setor”, esclarece.

Fonte: ASCOM MinC

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MinC vai mapear cadeia produtiva do artesanato de todo o País

Desenvolver o setor do artesanato no Brasil é um dos objetivos do Ministério da Cultura (MinC). Para tanto, a Pasta produziu uma cartilha para a divulgação das metas e estratégias de desenvolvimento dessa atividade que está na raiz da identidade brasileira − e que é celebrada nesta segunda-feira (19), Dia do Artesão. A estimativa é que 8 milhões de pessoas vivam desta atividade no Brasil. 

A Cartilha faz parte do Plano Setorial do Artesanato 2016-2025, que tem como meta mapear a cadeia produtiva do artesanato brasileiro em todos os estados e no Distrito Federal, até o fim de 2018. Outra meta é promover a qualificação dos profissionais que atuam no setor no prazo de cinco anos, até 2021.

No texto de apresentação, o secretário da Economia da Cultura do MinC, Mansur Bassit, destaca o potencial produtivo do artesanato: “o setor do artesanato contribui para o desenvolvimento econômico do País, além de apresentar grande perspectiva de crescimento”.

Com a cartilha, o MinC espera contribuir para a divulgação do Plano Setorial, de maneira que prefeituras, governos estaduais e a sociedade possam incorporar as metas e estratégias à sua realidade local.

A Cartilha está disponível na página do Ministério na internet.

Fonte: ASCOM MinC

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MinC e Ancine anunciam investimento de R$ 471 milhões no setor audiovisual

O Ministério da Cultura (MinC) e a Agência Nacional do Cinema (Ancine) anunciaram nesta segunda-feira (12), no Rio de Janeiro, a segunda etapa do programa #audiovisualgerafuturo, com o lançamento de novos editais para cinema e televisão. Serão investidos R$ 471 milhões na indústria audiovisual brasileira. As novas chamadas públicas trazem mudanças importantes nas operações do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) geridas pela Ancine, garantindo mais agilidade e transparência aos processos.

“Apresentamos hoje a reestruturação do FSA, que é resultado de um longo processo de análise e de diálogo entre a Agência, o Ministério da Cultura e representantes do setor que fazem parte do CGFSA (Conselho Gestor do FSA). Nosso objetivo é ampliar a performance do produto brasileiro no mercado interno e externo, acelerando a capacidade de execução das linhas de investimento e realizando uma distribuição de recursos mais equilibrada em todos os elos da cadeia de valor. As mudanças permitirão também uma maior autonomia e previsibilidade aos agentes econômicos, fundamental para estimular o desenvolvimento da atividade”, avalia o diretor-presidente da Ancine, Christian de Castro.

Além de mudanças estruturais, como um sistema de pontuação mais objetivo e transparente, algumas linhas foram também renomeadas em função, por exemplo, do elo da cadeia beneficiado e do sistema de seleção adotado. Nesta etapa do programa são estimados R$ 468 milhões em produção e distribuição para cinema e TV, além de R$ 3 milhões, provenientes do orçamento da Ancine, destinados a subsidiar a atividade de grupos exibidores de pequeno porte, que se destacaram pela exibição de filmes nacionais em suas salas de cinema.

Esses recursos, somados aos R$ 80 milhões anunciados pela Secretaria do Audiovisual (SAv/MinC) em fevereiro, são provenientes do orçamento do Plano Anual de Investimento de 2017 que ainda não foram aplicados. Os valores disponíveis para o exercício de 2018 serão aprovados ainda no mês de março pelo Comitê Gestor do FSA e uma nova etapa do programa #audiovisualgerafuturo tem previsão de lançamento para abril, totalizando mais de R$ 1 bilhão no setor este ano, maior valor já disponibilizado historicamente.

“O programa #audiovisualgerafuturo é composto por linhas de investimento que se complementam. As linhas sob responsabilidade da Secretaria de Audiovisual do MinC visam promover a inclusão e reduzir as desigualdades no audiovisual, têm caráter de política compensatória. Também buscam estimular a difusão, com o fomento para mostras, festivais e encontros do mercado. Já as linhas operadas pela Ancine, que estamos lançando agora, têm um foco mais preciso na promoção do desenvolvimento do mercado de audiovisual”, explicou o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

Na ocasião, foi anunciada também a terceira edição da Linha de Produção para TVs Públicas, realizada em parceria com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Serão distribuídos R$ 70 milhões entre as cinco regiões do país, o que resultará em programação de produção independente para a TV Brasil, para os canais do Poder Legislativo e ainda para TVs Comunitárias e Universitárias.

Até o fim de março, o MinC e a Ancine divulgarão informações sobre inscrições e detalhes de cada uma das chamadas públicas.

Confira as seis chamadas públicas anunciadas na segunda etapa do programa #audiovisualgerafuturo:

Produção Cinematográfica/Seletivo (antigos Prodecine 01 e 05)

O edital, destinado a produtoras brasileiras independentes, busca ampliar a produção de filmes brasileiros com foco tanto em aspectos comerciais quanto artísticos, garantindo a diversidade na produção nacional. A chamada será dividida em duas modalidades:
Modalidade A (Livre), com investimentos de até R$ 6 milhões por projeto. O total de recursos destinados a essa modalidade será de R$ 60 milhões.
Modalidade B (Foco artístico), com investimentos de até R$ 3 milhões. O total de recursos destinados a essa modalidade será de R$ 40 milhões.
O mérito dos projetos será analisado por dois pareceristas externos, credenciados por edital. A aferição dos critérios objetivos será feita por servidores da Ancine a partir de parâmetros definidos pelo Comitê Gestor do FSA.

Produção Cinematográfica/Fluxo Automático (antigos Prodecine 02 e 04)

Serão destinados R$ 150 milhões para produção cinematográfica, que podem ser acessados por produtoras e distribuidoras brasileiras. As produtoras só poderão dispor de até 10% do valor total dos recursos, e as distribuidoras, 30%. O limite por projeto será de R$ 6 milhões.

A produtora proponente deverá apresentar contrato de distribuição com empresa brasileira independente. Distribuidoras estrangeiras só serão aceitas como codistribuidoras.

O objetivo da chamada é fortalecer a associação entre empresas produtoras e distribuidoras brasileiras, ampliando a competitividade dos filmes nacionais.

Fluxo Automático de Produção para TV (antigos Prodav 01 e 02)
Serão destinados R$ 120 milhões para a produção de conteúdos para TV, que podem ser acessados por produtoras independentes e por emissoras e programadoras brasileiras, respeitando-se o limite de 10% para a produtora e 30% para a programadora.

As programadoras estrangeiras serão aceitas somente no módulo em que a produtora é a proponente. Havendo a possibilidade de exibição em canal internacional como primeira janela, só serão aceitos os casos em que os direitos de exploração no Brasil permaneçam com a produtora brasileira independente. O objetivo é ampliar a presença do conteúdo nacional nas grades de programação dos canais brasileiros e estrangeiros.

Distribuição Cinematográfica/Fluxo Automático (antigo Prodecine 03)
Linha destinada à comercialização de obras cinematográficas com destinação inicial ao mercado de salas de exibição.

São três modalidades de investimento, de acordo com o tamanho do lançamento do longa-metragem de ficção, documentário ou animação. Será disponibilizado um total de R$ 28 milhões para investimentos. A modalidade A investe na distribuição de obras com lançamento comercial em, no mínimo, 100 salas de cinema, simultaneamente, por ao menos uma semana.

Na modalidade B, são investidos recursos para o lançamento em, no mínimo, 10 salas de cinema, ou 120 sessões simultâneas em ao menos uma semana. Já a modalidade C atende os lançamentos em, no mínimo, 10 salas, ou 140 sessões não simultâneas ao longo do período de exibição.

TVs Públicas
Em sua terceira edição, a principal novidade é a inclusão dos canais legislativos entre os canais aptos à exibição das obras, unindo-se aos segmentos de TV universitária, comunitária e educativa e cultural. Serão produzidas 80 obras, divididas da seguinte forma:

3 Temas Livres – 15 obras
5 séries de ficção
5 séries de animação
5 séries documentário
13 Blocos Temáticos – 65 obras

2 blocos ficção (profissão / histórico)
2 blocos animação (infantil e infanto-juvenil)
9 blocos DOC (jovem, infantil, sociedade e meio ambiente, biográfico, diversidade de gênero, raça, sexualidade, manifestações culturais, qualidade de vida)

Prêmio Adicional de Renda (PAR) Exibição

O edital, que se destina aos pequenos exibidores brasileiros, tem por objetivo ampliar a exibição de filmes nacionais, premiando as empresas exibidoras em função da quantidade e diversidade de filmes nacionais exibidos. Serão destinados R$ 3 milhões para complexos de até duas salas, pertencentes a grupos de até 20 salas.

O Fundo Setorial do Audiovisual (FSA)
O Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) é um fundo destinado ao desenvolvimento articulado de toda a cadeia produtiva da atividade audiovisual no Brasil. Criado pela Lei nº 11.437, de 28 de dezembro de 2006, e regulamentado pelo Decreto nº 6.299, de 12 de dezembro de 2007, o FSA é uma categoria de programação específica do Fundo Nacional da Cultura (FNC).

O FSA é um marco na política pública de fomento à indústria cinematográfica e audiovisual no País, ao inovar quanto às formas de estímulo estatal e à abrangência de sua atuação. Isso porque o FSA contempla atividades associadas aos diversos segmentos da cadeia produtiva do setor – produção, distribuição/comercialização, exibição e infraestrutura de serviços – mediante a utilização de diferentes instrumentos financeiros, tais como investimentos, financiamentos, operações de apoio e de equalização de encargos financeiros.

A Agência Nacional do Cinema (Ancine)
Criada em 2001 pela Medida Provisória 2228-1, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) é uma agência reguladora que tem como atribuições o fomento, a regulação e a fiscalização do mercado do cinema e do audiovisual no Brasil. É uma autarquia especial, vinculada desde 2003 ao Ministério da Cultura, com sede e foro no Distrito Federal e Escritório Central no Rio de Janeiro. A Ancine é a Secretaria Executiva do Fundo Setorial do Audiovisual.

Fonte: ASCOM MinC

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GT desenvolverá políticas de fomento à indústria de games

O Conselho Superior do Cinema (CSC) vai desenvolver, por meio de um Grupo de Trabalho, políticas públicas de fomento à indústria de jogos eletrônicos no País. Publicada no Diário Oficial na União (DOU) nesta terça-feira (6), a instituição do grupo de trabalho integra uma série de resoluções criadas durante a última reunião do CSC, realizada no dia 6 de fevereiro. As determinações do Conselho criam ainda outros Grupos de Trabalho que deverão tratar de temas como igualdade de gênero e raça, preservação e difusão de acervos no setor audiovisual e atração de produções e coproduções internacionais. 

Entre os objetivos do GT dos Games, está o acompanhamento do segmento de Games na política audiovisual, em especial nos mecanismos de fomento do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).
O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, lembrou que a decisão de criação do GT vem ao encontro da expectativa criada por uma das indústrias “mais potentes e promissoras no campo da economia criativa”. “O Brasil vem demonstrando uma força muito grande. Diante desse cenário, está mais do que na hora de termos uma política voltada para o desenvolvimento dos games”, destacou.

Como parte da indústria audiovisual, o setor de games está vinculado aos temas tratados pelo Conselho Superior de Cinema e às políticas da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.

Para o ministro, é possível que em curto prazo haja uma política efetiva para o desenvolvimento do setor de games no Brasil. “Com os incentivos corretos, podemos fazer uma diferença muito grande para a indústria de games. Podemos gerar muitos resultados não apenas para o setor em si, mas para a sociedade na forma de geração de renda e emprego, por exemplo. Essa é uma ótima alternativa, em um contexto em que o desemprego entre os jovens chega a 25%, uma taxa muito alta. O crescimento da indústria certamente irá contribuir para diminuir essa estatística”.

Na avaliação do presidente da Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais (Abragames), Sandro Manfredini, as políticas públicas desenvolvidas com o objetivo de organizar o setor e promover seu crescimento no Brasil são fundamentais. “Países como Canadá, França, Reino Unido e Coréia, por exemplo, investem pesadamente no setor e para sermos competitivos globalmente, o Brasil também precisa investir. A Ancine e o FSA têm a capacidade técnica e a excelência para cumprir essa missão”, afirmou.

Segundo Manfredini, a indústria de games movimenta mais de US$ 100 bilhões em todo o mundo. “Esta é uma indústria global e vetor de inovação que permeia outros setores da economia, além do próprio audiovisual”, complementou.

Panorama dos games

Levantamento compilado pela Abragames mostra que indústria global de jogos digitais movimentou US$ 108,9 bilhões em 2017, com um crescimento médio global de 8,5% ao ano. A receita é proveniente do consumo realizado por cerca de 2,1 bilhões de usuários ao redor do mundo – 28,4% da população mundial.

As previsões de mercado indicam ainda que a receita dessa indústria deve alcançar 128,5 bilhões de dólares em 2020, com um crescimento médio estimado de 6,2% ao ano. O Brasil gerou uma receita de US$ 1,3 bilhão em 2017 e tem uma projeção de crescimento para US$ 1,5 bilhão em 2018. Com cerca de 66,3 milhões de jogadores, o Brasil ocupa a 4ª posição no ranking global de países em número de consumidores de jogos.

Gênero, Raça e Pesquisa

O Conselho Superior do Cinema, em suas resoluções, criou ainda Grupos de Trabalho para debater outros temas específicos, entre os quais está o GT que deverá formular uma política de promoção da igualdade de gênero e raça no setor do audiovisual. O objetivo desse grupo é estimular a diversidade e a formação de novos cineastas, ao mesmo tempo contribuir para o fortalecimento da cadeia produtiva do cinema.

Dentro dos grupos desenvolvidos, estão também um núcleo dedicado a analisar a Preservação, Digitalização e Difusão de Conteúdo Audiovisual e outro destinado a formular propostas de política para apoio a Atração de Produções e Coproduções Internacionais. Ao final dos trabalhos, o GT de Preservação irá formular uma política para a gestão de acervos, formação de mão de obra técnica e difusão da memória audiovisual, enquanto o de Atração de Produções deverá consolidar novas políticas para atrair eventos internacionais.

Além desses grupos, o CSC montou uma Câmara Técnica, de caráter consultivo, que irá discutir questões relativas à prevenção e ao combate à pirataria.

O diretor-presidente da Ancine, Christian de Castro, ressaltou que as resoluções do CSC reforçam o compromisso da agência com o aumento da diversidade e representatividade na indústria audiovisual brasileira. “As resoluções somam-se aos esforços de todo o setor no combate à pirataria que compromete a geração de riqueza a partir dos direitos de propriedade intelectual no país”, enfatizou.

Sá Leitão afirmou que ao formar os grupos de trabalho, o Conselho segue firme em seu trabalho de cumprir a sua missão que é estabelecer diretrizes para o setor. “A ideia é que esses grupos, que reúnem representantes da sociedade civil e do governo, possam trabalhar em diretrizes que serão cumpridas pelos executores da política de audiovisual, como a Agência Nacional do Cinema (Ancine)”, explicou o ministro.

Fonte: ASCOM MinC

 

 

Confira as resoluções do CSC

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MinC lança manual de exportação de bens e serviços culturais

O Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), lançou nesta quinta-feira (1º) o primeiro Manual de Exportação de Bens e Serviços Culturais. Com vistas a estimular os empreendedores a levarem a diversificada produção cultural brasileira para além das fronteiras do País, o manual apresenta orientações sobre os caminhos para exportar. 

O lançamento ocorreu em São Paulo, com a presença do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, e de empresários, empreendedores culturais e artistas. Também participaram do evento representantes do escritório Cesnik, Quintino e Salinas Advogados, responsável pela elaboração do guia.

“A economia criativa no Brasil já tem um peso econômico muito significativo, correspondente a 2,64% do PIB, cerca de 1 milhão de empregos diretos e R$ 2,5 bilhões em arrecadação de impostos. Mas nossa produção cultural e criativa ainda é muito voltada ao mercado interno, salvo honrosas exceções”, afirmou Sá Leitão. “É uma obrigação da política cultural incentivar os nossos empreendedores culturais para que eles possam, cada vez mais, buscar a circulação de seus bens e serviços no exterior. Precisamos exportar mais e esse manual é para isso, para facilitar a vida do empreendedor cultural”, destacou.

“O Brasil tem um potencial enorme de exportação de bens e serviços culturais. Mas tem muita gente que não sabe nem por onde começar. O Manual dá aos potenciais exportadores o caminho das pedras para buscar mercados fora do País”, destacou o secretário da Economia da Cultura do MinC, Mansur Bassit.

O Manual de Exportação de Bens e Serviços Culturais, disponível no portal do MinC, abrange cinco segmentos da indústria criativa: TV e Mídias Digitais, Cinema, Música, Games e Publicidade. Concebido a partir da visão estratégica da cultura como ativo econômico do País, o guia reúne informações que estão dispersas em diversos órgãos, facilitando agora a vida do empreendedor cultural disposto a exportar.

A ferramenta traz informações sobre acesso a mercados, exigência de vistos, regimes tributários, cobrança de taxas, necessidade de documentos adicionais, procedimentos e prazos de tramitação, modelos de contratos, feiras de negócios, além de links de instituições públicas e privadas envolvidas no processo de exportação. Também congrega dados das atividades criativas e projeções de crescimento do segmento no Brasil e no mundo nos próximos anos.

Cenário promissor

O Manual de Exportação de Bens Culturais surge diante de um cenário promissor e se soma a diversas outras medidas que vêm facilitar as exportações para o empreendedor cultural brasileiro.
Apesar da crise econômica mundial, nos últimos anos, a exportação de bens e serviços culturais praticamente dobrou no mundo, segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Entre 2005 e 2015, as exportações de serviços culturais passaram de US$ 15,4 trilhões para US$ 33,8 trilhões. No mesmo período, as exportações de bens culturais foram de US$ 118 trilhões para US$ 191 trilhões.

O Brasil também segue a tendência de ampliação das exportações, mas projeções de consultorias especializadas indicam que o País tem potencial de aumentar sua participação no mercado cultural internacional, considerando a alta produção brasileira de bens e serviços deste segmento.

A indústria cultural e criativa vai crescer a índices superiores aos da economia tradicional, tanto no Brasil quanto no mundo, segundo projeções de consultorias econômicas. E o mercado de mídia e entretenimento no Brasil deve crescer a taxas superiores às da média mundial: 4,6%, enquanto a projeção da média mundial é de 4,2%, até 2021, segundo a PricewaterhouseCoopers (PwC).
As exportações de serviços audiovisuais brasileiros cresceram 138,9% entre 2014 e 2016. Em 2016, o Brasil vendeu para outros países mais de US$ 176 milhões.

Cooperação

O manual vai preparar os produtores culturais para a abertura do mercado internacional à produção nacional, amparada por acordos internacionais assinados pelo governo brasileiro e em processo de negociação. O Brasil é signatário de diversos acordos, protocolos de entendimento, declarações e outros instrumentos de direito internacional para cooperação cultural.

Além disso, o Ministério da Cultura articula cooperação com instituições como a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Confederação Nacional da Indústria (CNI) para que bens e serviços culturais sejam integrados às ações e programas de exportações dessas entidades.

Outra ferramenta que vai facilitar as exportações é o ATA Carnet, um passaporte aduaneiro internacional, emitido pela CNI em um prazo de 24 a 48 horas, que permite a exportação e a importação temporária de produtos livre de impostos de importação por um ano. É válida em 77 países, incluindo o Brasil, desde 2016.

O MinC também lançou este ano, em parceria com a Unesco, um edital para contratação de empresa que fará o mapeamento tributário da cadeia produtiva de setores da economia da cultura, cujo objetivo é elaborar estudo para o fortalecimento dessas cadeias produtivas no Brasil.

No primeiro momento, serão estudados os regimes regulatório e tributário incidentes sobre cinco setores culturais – música, mercado editorial, audiovisual, jogos eletrônicos e artes visuais. A ideia é identificar aspectos jurídicos e normativos relevantes que incidem sobre esses setores e propor medidas para aperfeiçoar os ambientes regulatórios e de negócios. As propostas serão recebidas até a próxima segunda-feira (5).

Leia o Manual de Exportação de Bens e Serviços Culturais

Fonte: ASCOM MinC

2 Comentários

  1. Vinluan

    Vôo? Tá mais para o último passo antes do penhasco. Praticamente todos os bananenses estão endividados para os próximos 15 anos, pelo menos. Ou seja, esquece mercado interno nesse período. Nosso comércio externo é uma piada, mercadorias de baixo valor e, mesmo o mundo vivendo um momento de boom gigantesco, exportações continuam ridicularmente baixas. Quando vier a próxima crise global, e as crises sempre vem, a coisa será horrorosa pra nós. Noticiaram acima, haverá 4 aumentos dos juros na matriz. Real continua como uma das moedas mais sobrevalorizada frente ao dólar. Contas do governo estão aquela “maravilha. Sucessivos cortes no rating do país e empresas. “Reformas de qualquer coisa, esquece! Perigo de nova proibição de exportação da carne bananense. Eu só vejo notícia péssima. Talvez por isso eu seja um pobre, invejoso e que nunca terá nada na vida. cheap

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MinC seleciona empresa para atualizar censo do setor de games

O Ministério da Cultura (MinC) vai selecionar empresa para realizar o II Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais. O estudo vai dar subsídios para o aprimoramento das políticas públicas voltadas aos games e permitir o direcionamento de novos investimentos para o setor. Além disso, vai fomentar o debate sobre o papel dos jogos como meio de incentivo à cultura e à educação e sua contribuição ao desenvolvimento econômico do País. 

Empresas interessadas em elaborar o estudo podem enviar proposta até às 23h59 do dia 22 de fevereiro para o e-mail coopi@cultura.gov.br. A contratação se dará por meio do acordo de cooperação técnica firmado entre o MinC, a Agência Brasileira de Cooperação e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) – Projeto 914BRZ4013.

A seleção é aberta a pessoas jurídicas de direito privado, instituições de ensino superior, públicas ou privadas, centros de pesquisa, fundações e institutos, com sede no Brasil, que comprovadamente atuem ou realizem pesquisas na área jurídica e econômica relacionadas ao setor de games.

Os interessados deverão encaminhar em uma mensagem os seguintes documentos: ato constitutivo, estatuto ou contrato social em vigor, devidamente registrado; prova de Inscrição e de Situação Cadastral no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ); proposta financeira; portfólio da empresa proponente, demonstrando histórico de realizações e comprovando experiências solicitadas no item 11 do edital; e descrição dos profissionais, acompanhada de currículos e atestados de experiência.

Mais informações sobre o procedimento licitatório podem ser encontradas no site da Unesco ou solicitadas pelo e-mail coopi@cultura.gov.br até o 20 de fevereiro.

Fonte: ASCOM MinC

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