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MAB promove curso sobre História e Cultura Indígena e Afro-brasileira

O Museu da Abolição (MAB), em Recife (PE), deu início na última terça-feira (11) ao curso de extensão “Tópicos da História e Cultura Indígena e IMG_0966Afro-brasileira”. A iniciativa tem como objetivo subsidiar professores dos níveis fundamental e médio das redes municipal e estadual para o ensino da temática, cuja obrigatoriedade é prevista pelas Leis 10.639/03 e 11.645/08.

O curso, que será desenvolvido em duas temporadas – entre os meses de abril a junho e de agosto a novembro – é resultado de parceria colaborativa do MAB com professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e da Secretaria de Educação do Estado.

A primeira aula abordou o tema “Identidade Nacional”, com o Prof. Dr. Edson Silva, do Colégio de Aplicação/UFPE. “O curso apresentou uma demanda surpreendente, tendo suas 50 vagas preenchidas no mesmo dia de sua divulgação”, explica a diretora do MAB, Maria Elisabete Arruda.

As aulas acontecerão no museu quinzenalmente com carga horária de 4h cada, abordando um tema a cada encontro. Serão conferidas declarações de participação a cada encontro e certificados para os inscritos que participarem de 75% da carga horária total do curso.

Para os próximos encontros também serão oferecidas 50 vagas por aula. A próxima edição, no dia 25 de abril, vai abordar o tema “Os Índios no Brasil Colonial”, com o Prof. Carlos Fernando Santos. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail mab.educativo@museus.gov.br.

Texto e Fonte: Ibram

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Fórum debaterá políticas culturais para povos indígenas
Renovar o Colegiado Setorial de Culturas dos Povos Indígenas e atualizar o Plano Nacional das Culturas Indígenas, documento norteador das políticas indígenas do Ministério da Cultura (MinC). Esses são os principais objetivos do II Fórum Nacional das Culturas Indígenas, que será realizado de 11 a 14 de agosto, em São Paulo (SP). O Fórum faz parte da ampla programação do evento Brasil Indígena: história, saberes e ações, que reunirá, entre 9 e 16 de agosto, mais de 200 lideranças indígenas do Brasil, que debaterão diversos pontos ligados a políticas culturais para os povos indígenas.

Fórum debaterá políticas pública de cultura para os povos indígenas (Foto: Oliver Kornblithh)

O secretário de Articulação Institucional do MinC, Vinícius Wu, considera o evento um dos momentos mais importantes de organização, planejamento e afirmação da cultura indígena neste ano. “É um espaço importantíssimo de organização de uma agenda cultural que valorize a complexidade e a diversidade da contribuição indígena para a formação da identidade cultural do País”, destacou. “Vamos aproveitar o fórum para eleger os representantes do Colegiado Setorial e os representantes dos índios no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC)”, completou.
Maurício Fonseca, membro do atual Colegiado Setorial de Culturas dos Povos Indígenas, explica que o Fórum foi pensado, originalmente, como um seminário destinado a aprofundar as reflexões contidas na publicação Brasil Indígena: História, Saberes e Ações, produzida em parceria entre o Serviço Social do Comércio de São Paulo (Sesc-SP) e o MinC. O livro trata das condições de vida atuais dos povos indígenas brasileiros e os desafios que enfrentam em seu cotidiano para fortalecer suas identidades culturais.
Ao longo do Fórum, serão realizadas 11 rodas de conversas para debater temas contidos na publicação, como meio ambiente, alimentação, línguas, saúde e expressões artísticas. “Ao fim de cada roda de conversa, as lideranças indígenas definirão propostas para enfrentar os problemas detectados, tendo como referência o plano setorial”, explica Fonseca.
A expectativa é que, ao final do Fórum e das rodas de conversa, seja estabelecida a definição das metas do Plano Setorial até 2020 e das prioridades para o biênio 2015/2016. A síntese dos debates será apresentada ao ministro da Cultura, Juca Ferreira, em 15 de agosto, às 20h, no Sesc Belenzinho.
Outra atividade do Fórum é a eleição dos membros do Colegiado Setorial de Culturas de Povos Indígenas para o biênio 2015-2017. O Colegiado é formado por 20 membros titulares, 20 suplentes, sendo 15 da sociedade civil e cinco do poder público. A eleição, realizada pelos 110 delegados do Fórum, será na manhã do dia 14 de agosto.
Encontro
O encontro Brasil Indígena: história, saberes e ações busca debater diversos pontos ligados a políticas culturais para os povos indígenas. O evento será composto de três ações: reuniões do Colegiado Setorial das Culturas Indígenas (9 e 10 de agosto), o II Fórum Nacional das Culturas Indígenas (de 11 a 14 de agosto) e o Encontro das Culturas Indígenas (de 13 a 16 de agosto).
A reunião do atual colegiado, entre 9 e 10 de agosto, vai preceder o Fórum. Ela fará um balanço da gestão 2013 a 2015 e irá preparar a transição para o novo colegiado eleito, com os desafios que precisam ainda ser superados.
Por fim, o Encontro das Culturas Indígenas encerrará o evento e irá mostrar ao público expressões culturais de diferentes etnias do Brasil. Serão realizadas rodas de história, oficinas, intervenções culturais, mostra de vídeos indígenas, feira de artes indígenas e a cerimônia de lançamento da publicação “Brasil Indígena: História, Saberes e Ações” e da entrega e divulgação da Carta do II Fórum Nacional das Culturas Indígenas.
A Fundação Nacional do Índio (Funai), a Fundação Nacional de Artes (Funarte) e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) apoiam o evento.
Texto:Cecilia Coelho
Fonte: Assessoria de Comunicação/Ministério da Cultura

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Grupo de trabalho de cultura indígena realiza reunião

Representantes do MinC, da Funai (Fundação Nacional do Índio) e da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Abip) estiveram reunidos, em Brasília, nesta quinta-feira, dia 28, e prosseguem ao longo da sexta-feira, dia 29, no Grupo de Trabalho do Colegiado Setorial de Culturas dos Povos Indígenas, formado por representantes do MinC e da sociedade civil. Os assuntos discutidos na reunião são o evento Brasil Indígena, o edital da Funarte (Fundação Nacional das Artes) para artes indígenas e antenas Gesac, que levarão sinal de internet a aldeias indígenas.

No período da tarde, o presidente da Funarte, Francisco Bosco, esteve na reunião e acertou com o grupo sua presença no 2º Fórum Nacional das Culturas Indígenas, ocasião em que o GT Indígena deverá apresentar sua proposta com as diretrizes do Edital Funarte para Povos Indígenas, cujo lançamento está previsto para 2016.

O 2º Fórum havia sido tema do GT no período da manhã. Ele está inserido no evento Brasil Indígena, programado para o período de 9 a 16 de agosto, em São Paulo. “O Fórum visa atualizar o Plano Setorial Culturas Indígenas e definir metas, para os próximos quatro anos, e prioridades, para os próximos dois anos, desse setor”, explicou Maurício Fonseca, membro do Colegiado Indígena. O Fórum vai contar, também, com a Mostra Brasil, um panorama da diversidade das mostras culturais das expressões indígenas.

Fonte: Assessoria de Comunicação/Ministério da Cultura

Povos indígenas pedem reconhecimento do Kuarup como patrimônio imaterial

O ministro Juca Ferreira e a secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Ivana Bentes, receberam nesta terça-feira (3/3) representantes das etnias Yawalapiti, Waurá, Awiti e Kamayurá.

As lideranças indígenas solicitaram o reconhecimento do Kuarup, tradicional ritual de homenagem aos mortos ilustres celebrado pelos povos indígenas da região do Alto Xingu, no Mato Grosso, como patrimônio cultural imaterial brasileiro.

“O Kuarup é muito importante para os povos do Alto Xingu. É realizado por 10 etnias diferentes. É um ritual tipicamente brasileiro, que precisa ser reconhecido como patrimônio”, afirmou o cacique Aritana Yawalapiti. “Outra demanda do nosso povo é o registro da língua Yawalapiti (como Referência Cultural Brasileira). Hoje, apenas cinco pessoas falam o idioma. Precisamos trabalhar para preservá-lo”, acrescentou.

A diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Célia Corsino, explicou aos representantes indígenas os procedimentos necessários para dar entrada no pedido de registro do Kuarup como patrimônio imaterial brasileiro. O primeiro passo é a entrega de uma carta solicitando o registro, que deve ser ratificada por todos os dez povos do Alto Xingu que compartilham o ritual.

Os representantes indígenas convidaram o ministro Juca Ferreira a visitar a região do Alto Xingu para receber no local o documento inicial para o pedido de registro. “Assim passo a ter uma responsabilidade pessoal com esse registro. Vamos fazer tudo o que for possível para isso”, comprometeu-se Juca Ferreira. “Temos muito interesse em fortalecer a relação com os povos indígenas”, completou o ministro, que prometeu assistir pela primeira vez neste ano à cerimônia do Kuarup.

A ampliação do número de Pontos de Cultura indígena também foi uma das pautas apresentadas na reunião. Hoje, há apenas um Ponto na região do Alto Xingu, localizado na Aldeia Yawalapiti. “O ideal seria termos um Ponto para cada um dos povos da região”, destacou Yanaculá Rodarte, representante da etnia Kamayurá.

A secretária Ivana Bentes informou aos participantes que, neste ano, será lançado um edital específico para a seleção de 60 Pontos de Cultura indígena. Também comprometeu-se com a realização, ainda no primeiro semestre, do II Seminário Nacional das Culturas Indígenas.

Ivana Bentes destacou a importância do registro do Kuarup como patrimônio imaterial brasileiro. “Esse reconhecimento é urgente. O Kuarup está na história não só da cultura indígena, mas da cultura do Brasil. É uma manifestação de uma enorme riqueza”, ressaltou a secretária.

Fonte:Assessoria de Comunicação/Ministério da Cultura

Mestrado inovador para comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas

Na próxima quinta-feira (4), será realizado o seminário Educação Intercultural para a Sustentabilidade, que lançará a segunda edição do Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt).

Sucesso em 2013, quando formou 23 mestres (incluindo representantes de 13 povos indígenas), o MESPT é uma iniciativa inovadora e interdisciplinar ligada ao Centro de Desenvolvimento Sustentável, da Universidade de Brasília (UnB) tem o apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR).

A exemplo do que propõe o MESPT, que se fundamenta no diálogo entre os saberes técnico-científicos e tradicionais, o seminário do dia 4 reunirá lideranças e mestres tradicionais de renome, como Raoni Metuktire e Antonio Bispo dos Santos, professores universitários, representantes de organizações internacionais, entre outros.

Além de lançar o edital da segunda edição do MESPT, o seminário discutirá temas fundamentais nas mesas redondas “A Educação Superior Intercultural na América Latina e Caribe” e “Povos indígenas e quilombolas no Brasil e os desafios da sustentabilidade de seus territórios”.

A primeira mesa contará com a presença de Daniel Mato (Instituto Internacional da Unesco para Educação Superior em América Latina e Caribe), Jack Menke (Universidade Anton Kom, do Suriname), Antônio Carlos de Souza Lima (Laboratório de Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento) e Bárbara Oliveira Souza (Instituto Cubano de Pesquisa Cultural Juan Marinelo).

Na segunda mesa estarão presentes Francisco Apurinã (Coordenação das Organizações Indígena da Amazônia Brasileira), Lucely Morais Pio (Articulação Pacari de Plantas Medicinais do Cerrado), Rosa Acevedo Marín (Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia) e Henyo Barreto Trindade Filho (Instituto Internacional de Educação do Brasil).

O mestrado

Com duração de 24 meses e carga horária de 420 horas, o MESPT visa formar profissionais para o desenvolvimento de pesquisas e intervenções sociais, com base no diálogo de saberes e em prol do exercício de direitos e salvaguarda do patrimônio cultural de povos indígenas, quilombolas e demais comunidades tradicionais.

O público ao qual o curso se destina é de profissionais vinculados a instituições que promovam a sustentabilidade de povos e territórios tradicionais.

São oferecidas, no total, 30 vagas, sendo 15 destinadas exclusivamente a candidato(a)s autoidentificado(a)s indígenas e quilombolas residentes no país, e 3 a candidato(a)s autoidentificado(a)s como indígenas e afrodescendentes residentes no México ou no Suriname.

O período de inscrição vai de 04 de dezembro de 2014 a 16 de fevereiro de 2015. Para maiores detalhes entrar em contato com mespt@unb.br.

Fonte: Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial