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Ministério da Cultura divulga municípios selecionados no edital das Cidades Criativas

19.10.2018 – 10:30

Foi publicado nesta sexta (19), no Diário Oficial da União, o resultado final do edital do Ministério da Cultura (MinC) que selecionou municípios para receber consultoria com o objetivo de desenvolver candidatura à Rede das Cidades Criativas da UNESCO.Foram contempladas 15 cidades, em cinco categorias: Diamantina (MG), Campinas (SP), Rio das Ostras (RJ), Pelotas (RS), Aracajú (SE) e Taubaté (SP), em música; Cataguases (MG), Niterói (RJ) e Novo Hamburgo (RS), em cinema; Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP), em gastronomia; Itaboraí (RJ), Imbituba (SC) e Santana de Parnaíba (SP), em artesanato e artes folclóricas; e Duque de Caxias (RJ) em artes midiáticas.

A rede tem o objetivo de promover a cooperação internacional entre cidades que investem na cultura e na criatividade como fatores de estímulo ao desenvolvimento sustentável.

 

Plano de desenvolvimento da candidatura

Para estender o apoio ao maior número de cidades possível, o MinC convocou todos os candidatos com nota igual ou superior a 60 (sessenta). Assim foram selecionados os 15 municípios que receberão a consultoria, contratada pelo MinC, para elaborar dossiê de suas candidaturas para a próxima seleção de Cidades Criativas da Unesco, prevista para 2019. A candidatura deve demonstrar de forma clara e prática a disposição, o compromisso e a capacidade do município em contribuir com os compromissos da Rede.

Deve apresentar um plano de ação realístico, incluindo detalhamento de projetos, iniciativas e políticas a serem executadas nos quatro anos seguintes à admissão ao Programa, além de identificar a área temática preferencial, que já seja significativa para a cultura e a economia locais. Os setores criativos possíveis são: artesanato e artes folclóricas, design, cinema, gastronomia, literatura, artes midiáticas ou música.

Além de auxiliar as cidades vencedoras na construção do dossiê, o MinC também busca estimular as cidades na elaboração de planos de desenvolvimento com o edital, que impulsionem a economia criativa, tenham a cultura como base e que contribuam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) previstos na Agenda 2030 da ONU. Com o encerramento do processo seletivo e a designação das categorias das cidades selecionadas, a previsão é de que as consultorias sejam iniciadas já em novembro.

 

Brasil e as Cidades criativas

Atualmente, 180 cidades de 72 países fazem parte da Rede. Oito cidades brasileiras já são consideradas Cidades Criativas pela UNESCO: Belém (PA), Florianópolis (SC) e Paraty (RJ), no campo da gastronomia; Brasília (DF) e Curitiba (PR) no do design; João Pessoa (PB), artesanato e artes folclóricas; Salvador (BA), música; e Santos (SP), cinema.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Começam as inscrições para o MicBR

18.10.2018 – 12:30

Começam nesta quinta-feira (18) as inscrições para as atividades abertas ao público do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR), que será realizado de 5 a 11 de novembro, em São Paulo. Promovido pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o megaevento vai reunir centenas de empreendedores brasileiros e de sete países sul-americanos (Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai). Dez áreas da produção cultural estarão envolvidas: artes cênicas, audiovisual, animação e jogos eletrônicos, design, moda, editorial, música, museus e patrimônio, artes visuais e gastronomia. 

Estão abertas inscrições para palestras, oficinas, mesas-redondas, mentorias, aulas do projeto Cozinha Show e para sessões de networking. As atividades serão realizadas em diferentes locais da Avenida Paulista, com número de vagas sujeito à capacidade dos espaços utilizados. Confira a programação completa no site micbr.cultura.gov.br e inscreva-se. Todos os eventos são gratuitos.

Serão realizadas no MicBR cerca de 40 palestras, oficinas e mesas-redondas. Entre os destaques está a palestra Pensamento Criativo, que será ministrada no dia 6 de novembro por John Newbigin, CEO da Creative England e embaixador para indústrias criativas da Prefeitura de Londres. Outro destaque, também no dia 6, é a palestra Raízes Culturais da Transformação Econômica e Política e Desafios, com a professora Vishakha Desai, da Universidade de Columbia.

No dia 7, o estilista japonês Kunihiro Morinaga falará sobre a produção de roupas inteligentes. Já no dia 8, a jornalista e consultora de moda Lilian Pacce participa de mesa-redonda sobre como comunicar a moda no mundo virtual. No dia 9, um dos maiores fotógrafos da América Latina, Bob Wolfenson, fala sobre sua trajetória profissional.

 

Sessões de Networking

O MicBR também vai contar com sessões de networking, que serão promovidas, de 6 a 8 de novembro, pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Durante a atividade, os presentes serão divididos em mesas com 10 participantes, que terão um minuto cada para apresentar aos demais sua empresa e seus diferenciais competitivos e distribuir seu material de divulgação.

Além das sessões de networking, o MicBR terá quatro dias de rodadas de negócio, com participação restrita a empreendedores já escolhidos pelos ministérios da Cultura do Brasil e de outros países por meio de editais de seleção pública. O Brasil selecionou 53 empreendedores experientes, com produção cultural já consolidada, para participar das rodadas. Além disso, outros 62 empreendedores, todos iniciantes, também foram selecionados pelo MinC e participarão de um seminário de capacitação durante o megaevento.

 

Mentorias

O MicBR também vai sediar sessões de mentoria voltadas a empreendedores da economia criativa. Serão selecionados, entre os inscritos, 120 participantes, que terão a oportunidade de passar 30 minutos com especialistas no segmento empresarial para tirar dúvidas e pedir orientações sobre temas como seleção de pessoal, vendas e estratégias de divulgação, entre outros. Todas as mentorias serão individuais. As inscrições serão abertas em breve.

 

Gastronomia, moda e atrações culturais

Realizado de 6 a 9 de novembro, o projeto Cozinha Show é outro destaque da programação do MicBR. Serão realizadas oito aulas, cada uma comandada por um renomado chef de um dos oito países sul-americanos participantes do evento. Cada aula trará receitas, alimentos típicos e expressões culturais dos países. Serão 75 minutos de prática e 45 minutos para degustação dos alimentos preparados.

Um estilista de cada país participante foi selecionado para apresentar suas criações. Os desfiles acontecerão no Conjunto Nacional. Além disso, várias atrações artísticas integram a programação, entre elas 16 shows musicais de oito países, que terão como palco o Sesc da Avenida Paulista, e oito apresentações teatrais de oito países, a se realizarem no Teatro Sesi.

 

Impacto econômico 

A estimativa é de que o MicBR gere um impacto de R$ 39,7 milhões na economia, de acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) realizado a pedido do MinC e divulgado durante o lançamento. Deste total, R$ 28 milhões são de impacto direto e R$ 11,7 milhões, de indireto. “Cada real investido no MicBR tem potencial de retorno de R$ 9,93 à sociedade, em forma de geração de negócios, renda e tributos”, afirma o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. Segundo ele, estão sendo investidos cerca de R$ 4 milhões na realização do megaevento, que será o primeiro do País a estimular a integração de todos os setores culturais e criativos brasileiros em um grande mercado, “estruturado, competitivo e atrativo para investidores e empreendedores internacionais”.

“As atividades culturais e criativas já representam 2,6% do PIB brasileiro, geram 1 milhão de empregos diretos e englobam mais de 200 mil empresas e instituições. Há um vasto potencial de crescimento e isso passa também pela internacionalização dos nossos talentos e da nossa valiosa produção cultural”, ressaltou Sá Leitão.

Ainda de acordo com o levantamento da FGV, apenas em tributos o MicBR deve gerar cerca de R$ 4,6 milhões, sendo R$ 2 milhões para os cofres públicos municipais, R$ 0,4 milhão para o estadual e R$ 2,1 milhões para os cofres federais. É esperada a criação de cerca de 850 postos de trabalho, sendo 460 diretos e 391 indiretos.

O evento conta com a parceria do Itaú Cultural, SESI-SP, SESC-SP, Sebrae, Universidade de São Paulo, Pixel Show, Zupi.co, secretarias estadual e municipal de Cultura de São Paulo, Anima Mundi, Livraria Cultura, MASP e Instituto Moreira Salles, além da cooperação da Unesco e da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e o apoio de várias entidades representativas de setores criativos da indústria.

 

Acesso Rápido

Confira o site do MicBR e inscreva-se

 

Fonte: Assessoria de Imprensa / Ministério da Cultura

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Edital de Cidades Criativas tem 24 cidades inscritas

31.08.2018 – 16:05

Vinte e quatro municípios se inscreveram no edital do Ministério da Cultura (MinC) que vai selecionar cinco cidades brasileiras para receber consultoria na elaboração do dossiê de candidatura à Rede de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O resultado da seleção deverá ser divulgado no dia 10 de setembro.

Foram recebidas as candidaturas de Aracaju (SE), Campinas (SP), Diamantina (MG), Jaguariúna (SP), Pelotas (RS), Rio das Ostras (RJ), Taubaté (SP) e Taió (SC), na categoria música; Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP) e Tavares (RS), em gastronomia; Bombinhas (SC), Coruripe (AL), Imbituba (SC), Itaboraí (RJ), Pomerode (SC), Santana de Parnaíba (SP) e São Gonçalo do Amarante (RN), em artesanato e artes folclóricas; Cataguases (MG), Niterói (RJ) e Novo Hamburgo (RS), em cinema; Itanhaém (SP) e Santa Bárbara d’Oeste (SP), em literatura; e Duque de Caxias (RJ), em artes midiáticas.

Para integrar a rede, a cidade deve preparar um dossiê, que passará por processo de seleção realizado pela Comissão de Avaliação da Unesco. A candidatura deve demonstrar, de forma clara e prática, a disposição, o compromisso e a capacidade da localidade em contribuir com os compromissos da Rede. Deve apresentar um plano de ação realístico, incluindo detalhamento de projetos, iniciativas e políticas a serem executadas nos quatro anos seguintes à admissão ao Programa.

Cada cidade também deve identificar uma área temática preferencial, que já seja significativa para a cultura e a economia locais. As possibilidades são: artesanato e artes folclóricas, design, cinema, gastronomia, literatura, artes midiáticas ou música.

O número de inscrições foi acima do esperado pelo MinC, que considera o resultado extremamente positivo, um reflexo do interesse dos municípios brasileiros em integrarem a Rede de Cidades Criativas da Unesco. O processo de seleção é dividido em duas fases: verificação da documentação e avaliação de formulários. A primeira fase, de caráter eliminatório, irá averiguar se as cidades que se inscreveram enviaram toda a documentação solicitada no edital. Caso haja irregularidades, a candidatura será desclassificada. Já a avaliação dos formulários leva em consideração a proposta apresentada. As cinco candidaturas melhor avaliadas receberão consultoria do MinC para a elaboração do dossiê.

Além de auxiliar na elaboração da candidatura, o edital visa estimular a elaboração de planos de desenvolvimento que impulsionem a economia criativa nos municípios brasileiros, tenham a cultura como base e contribuam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) previstos na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

Atualmente, 180 cidades de 72 países fazem parte da Rede, sendo oito do Brasil: Belém (PA), Florianópolis (SC) e Paraty (RJ), no campo da gastronomia; Brasília (DF) e Curitiba (PR), no do design; João Pessoa (PB), em artesanato e artes folclóricas; Salvador (BA), na música; e Santos (SP), em cinema. A próxima seleção ocorrerá em 2019.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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MinC apoia candidatos brasileiros a Cidade Criativa da Unesco

14.8.2018 – 9:50

Começam nesta quarta-feira (15) as inscrições para o edital que selecionará cinco cidades brasileiras para receber apoio técnico à candidatura ao título de cidade criativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Cada cidade deve identificar a área temática preferencial, dentro das seguintes categorias: artesanato e artes folclóricas, design, cinema, gastronomia, literatura, artes midiáticas ou música. As inscrições estarão abertas até 30 de agosto.

Podem participar do edital os mais de 2,6 mil municípios brasileiros que aderiram ao Sistema Nacional de Cultura (SNC) – instrumento de gestão compartilhada de políticas públicas de cultura adotado pelo Ministério da Cultura (MinC) – e que já desenvolvam ou pretendam desenvolver ações nas quais a criatividade seja vetor de desenvolvimento urbano sustentável e que ainda não integrem a rede de cidades criativas da Unesco.

Além da elaboração da candidatura, o edital visa estimular a elaboração de planos de desenvolvimento que impulsionem a economia criativa, tenham a cultura como base e que contribuam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) previstos na Agenda 2030 da ONU.

Atualmente, 180 cidades de 72 países fazem parte da Rede de Cidades Criativas, oito delas no Brasil: Belém (PA), Florianópolis (SC) e Paraty (RJ), no campo da gastronomia; Brasília (DF) e Curitiba (PR), no do design; João Pessoa (PB), em artesanato e artes folclóricas; Salvador (BA), na música; e Santos (SP), no cinema.

 

Rede de Cidades Criativas

O programa da Unesco tem o objetivo de promover a cooperação internacional entre cidades que investem na cultura e na criatividade como fatores de estímulo ao desenvolvimento sustentável. Para integrar a rede, a cidade deve preparar um dossiê, que passará por processo de seleção realizado pela Comissão de Avaliação da Unesco.

A candidatura deve demonstrar, de forma clara e prática, a disposição, o compromisso e a capacidade da localidade em contribuir com os compromissos da Rede. Deve apresentar um plano de ação realístico, incluindo detalhamento de projetos, iniciativas e políticas a serem executadas nos quatro anos seguintes à admissão ao Programa.

A Rede de Cidades Criativas da Unesco foi criada em 2004. Na prática, as participantes assumem o compromisso de compartilhar experiências e conhecimento entre si; de desenvolver parcerias com os setores público, privado e a sociedade civil; fomentar programas e redes de intercâmbio profissional e artístico; e de realizar estudos, pesquisas e criar meios de divulgação que ampliem o conhecimento sobre a Rede e suas atividades.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Memorial da América Latina sedia evento sobre indústria criativa

10.8.2018 – 11:11

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, participa nesta sexta-feira (10), em São Paulo, do evento Futuro na Cultura, que tem o objetivo de reunir inteligências e setores criativos para impulsionar o desenvolvimento econômico e cultural e propor políticas públicas no Estado. Idealizado pela Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo, a iniciativa traz palestras, workshops e debates. Às 16h30, Sá Leitão debaterá o tema O Valor do Futuro, ao lado de Pedro Magyar, da Desenvolve SP, e de Maurício Juvenal, da Secretaria da Casa Civil do Estado de São Paulo. A mediação é de Eduardo Saron, diretor do instituto Itaú Cultural. O evento segue até este sábado (11).

Mais de 20 especialistas em economia criativa, inovação e cultura integrarão os painéis do evento. Na manhã desta sexta-feira (10), representantes dos consulados do Canadá, Colômbia, México, Países Baixos e Portugal participaram do painel Estratégias internacionais de futuro, para mostrar o estágio de desenvolvimento do setor cultural nesses países, como se dá a relação entre Estado e empresas e como é a relação comercial bilateral com o Brasil.

A programação desta sexta-feira ainda traz os painéis Quase futuro, com os convidados Adriana Silva (IPCCIC – Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais), Isabel de Freitas Paula (Unesco) e Domingos Leonelli; e O saber do futuro, com a educadora Claudia Costin e representantes da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) e das Escolas de Técnicas de Economia Criativa (Etecris).

No sábado (11), os temas tratados serão Voo breve até o futuro da cultura (com a participação de Tadeu Jungle e Gil Giardelli), Moda, economia criativa e iniciativas (com Paulo Borges, criador da São Paulo Fashion Week), Novíssimas tecnologias e soluções integradas (com Rodrigo Terra, do Árvore Criativa, entre outros) e Hubs e redes como pontes para a construção da inovação e do futuro na cultura, com a consultora Luciana Bazzanella, da White Rabbit e professora da Fundação Getúlio Vargas.

Nos dois dias de evento, um palco paralelo abrigará outros painéis, como Cultura criativa 4.0 e Mercado de cultura e inovação das periferias – Novas Experiências. Além dos painéis, também haverá palcos para apresentações de música. Outros destaques da programação são o Hackday, que é uma versão diurna do hackathon, a maratona que reúne jovens desenvolvedores para ampliar o acesso à plataforma SP Estado da Cultura, e a mostra de Startups. Esses espaços foram especialmente pensados para que programadores, designers, artistas e empreendedores possam compartilhar suas práticas e ideias.

As inscrições para o Futuro da Cultura são gratuitas e podem ser feitas no site do evento. Acesse a programação completa.

 

Serviço

Futuro na Cultura

Local: Memorial da América Latina, São Paulo (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda)

Data: 10 e 11 de agosto de agosto

O local possui acessibilidade para pessoas portadoras de necessidades especiais. Para alimentação, o evento contará com foodtrucks.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Edital para apoio técnico à seleção de Cidades Criativas da UNESCO é publicado

31.7.2018 – 10:00

Foi publicado hoje, terça-feira (31), no Diário Oficial da União (DOU) o edital para selecionar cinco cidades brasileiras que irão receber consultoria para elaborar dossiê de candidatura à Rede de Cidades Criativas da UNESCO. Pela primeira vez, o governo federal, por meio do Ministério da Cultura (MinC), fornece apoio técnico aos municípios brasileiros que queiram integrar a Rede. O programa da Unesco tem o objetivo de promover a cooperação internacional entre cidades que investem na cultura e na criatividade como fatores de estímulo ao desenvolvimento sustentável.

Além da elaboração da candidatura, o edital visa estimular a elaboração de planos de desenvolvimento que impulsionem a economia criativa, tenham a cultura como base e que contribuam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) previstos na Agenda 2030 da ONU. Atualmente, 180 cidades de 72 países fazem parte da Rede. A próxima seleção acontecerá em 2019.

Podem participar do certame quaisquer municípios integrantes do Sistema Nacional de Cultura (SNC) e que já desenvolvam ou pretendam desenvolver ações nas quais a criatividade seja vetor de desenvolvimento urbano sustentável e que ainda não tenham sido eleitas cidades criativas pela UNESCO. As inscrições vão de 15 a 30 de agosto. Veja aqui a íntegra do edital.

Para integrar a rede, a cidade deve preparar um dossiê que passará por processo de seleção realizado pela Comissão de Avaliação da UNESCO. A candidatura deve demonstrar de forma clara e prática a disposição, o compromisso e a capacidade da localidade em contribuir com os compromissos da Rede. Deve apresentar um plano de ação realístico, incluindo detalhamento de projetos, iniciativas e políticas a serem executadas nos quatro anos seguintes à admissão ao Programa.

Cada cidade também deve identificar uma área temática preferencial, que já seja significativa para a cultura e a economia locais. As possibilidades são: artesanato e artes folclóricas, design, cinema, gastronomia, literatura, artes midiáticas ou música.

Criatividade brasileira

Oito cidades brasileiras já são consideradas Cidades Criativas pela UNESCO: Belém (PA), Florianópolis (SC) e Paraty (RJ), no campo da gastronomia; Brasília (DF) e Curitiba (PR) no do design; João Pessoa (PB), artesanato e artes folclóricas; Salvador (BA), música; e Santos (SP), cinema.

Curitiba e Florianópolis foram as duas primeiras cidades brasileiras a terem suas candidaturas aprovadas para a Rede, em dezembro de 2014. Ambos os municípios formaram comitês específicos para formulação da candidatura, organização de toda a documentação e dos planos de desenvolvimento de atividades da economia criativa.

Para a candidatura da capital do Paraná, por exemplo, foi preciso reunir cartas de apoio de outras cidades criativas, como Montreal (Canadá), Kobe (Japão) e Seul (Coréia do Sul). Já a capital catarinense agrupou associações de bares, restaurantes, hotéis e a secretaria de turismo para dar força à candidatura. O esforço valeu e, há quatro anos, as cidades se beneficiam da visibilidade internacional e incremento da economia criativa que a participação no programa possibilita.

Dos tropeiros à cachaça

Um dos passos mais importantes para a elaboração da candidatura é a escolha da atividade foco na qual a cidade será categorizada. Paraty, por exemplo, aproveitou o resgate de receitas e da produção de ingredientes artesanais, cuja origem remonta aos tropeiros e às influências indígena, portuguesa e africana na região, e a importância da gastronomia na economia local, para escolhê-la como vetor.

Eventos como o Folia Gastronômica, o Festival Culinário e o projeto Escola do Comer, que tem o compromisso de garantir a qualidade da merenda de 6 mil crianças do município, já figuram entre as ações municipais no âmbito das cidades criativas.

Influências nativas

Dona de uma culinária exuberante e cheia de influências da região Amazônia, Belém também integrou a Rede na categoria gastronomia. A chancela da Unesco impulsionou o já intenso calendário de eventos culinários da capital paraense, que inclui os festivais Belém Ilhas e Sabores, Ver-o-Peso na Cozinha Paraense, Ver-a-Boia, Festival do Açaí, Fartura Brasil.

A cidade ainda foi a primeira do continente americano a sediar o Encontro Mundial das Cidades Criativas da Gastronomia, em novembro de 2017. Na ocasião recebeu dezesseis representantes da Unesco e chefs renomados de diversos países. Ao contrário dos encontros anteriores, o de Belém contou com a participação do público, pois foi criada uma programação especial para que a população, os produtores, os chefs e a economia da cidade pudessem se beneficiar ainda mais com o evento.

Design

O design foi a opção natural de Brasília, cujas formas da arquitetura de Oscar Niemeyer foram imortalizadas como patrimônio da humanidade. De acordo com a secretária adjunta de turismo do Distrito Federal, Caetana Framarin, desde que foi eleita pela Unesco, em outubro de 2017, já houve uma mudança significativa em relação à economia criativa.

“Quando nos inscrevemos para participar da Rede, o intuito era promover Brasília como destino turístico, com base na economia criativa, até mesmo para desvincular um pouco a cidade da imagem puramente política”, conta a secretária. A capital federal recentemente lançou um mapa com os principais pontos turísticos ligados ao design.

Artesanato e Cinema

João Pessoa é a única cidade brasileira na categoria artesanato e artes folclóricas. Eleita em 2017, a expectativa é que a capital paraibana passe a ser um destino turístico em razão do artesanato. O projeto chave da candidatura, Sereias da Penha, promove oficinas de capacitação para artesãs locais que trabalham com escamas de peixe e conchas de marisco, que, antes, eram descartadas.

Apesar de ser uma cidade criativa do audiovisual, Santos montou uma estratégia que busca integrar outras áreas, como a literatura, o design, o artesanato, a gastronomia, o teatro e a tecnologia. Esse ano, o município paulista lançou a candidatura para sediar o Encontro das Cidades Criativas em 2020. Belém (PA) e Puebla (México) também se candidataram para receber o evento. O resultado da seleção será publicado no fim de julho.

Muito Axé

Berço do trio elétrico e dona de um dos maiores carnavais do mundo, a música foi uma escolha quase natural para a cidade de Salvador, que integra a Rede desde junho de 2016. Além de reconhecer a música como elemento de desenvolvimento econômico e social, ao se tornar uma cidade criativa, a capital baiana também assumiu o compromisso de entender o impacto da música para a economia local, além de estimular atividades de capacitação e de promover a interação da cultura com a educação.

Cidades Criativas

A Rede de Cidades Criativas da UNESCO foi criada em 2004. Na prática, as participantes assumem o compromisso de compartilhar experiências e conhecimento entre si; de desenvolver parcerias com os setores públicos, privado e a sociedade civil; fomentar programas e sistemas de intercâmbio profissional e artístico; de realizar estudos, pesquisas e de criar meios de divulgação que ampliem o conhecimento sobre a Rede e suas atividades.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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