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Dia de combate à intolerância religiosa reforça respeito à diversidade

Para debater o tema, Fundação Cultural Palmares promove regularmente seminários, campanhas de conscientização e rodas de conversa. Também realizou mapeamento com todos os terreiros do Distrito Federal

(publicado: 21/01/2019 13h28, última modificação: 22/01/2019 15h21)

Desde 2007, 21 de janeiro é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. O tema é uma das principais bandeiras da Fundação Cultural Palmares (FCP), instituição vinculada ao Ministério da Cidadania que tem entre suas atribuições disseminar a cultura de paz e pregar o respeito e a convivência entre os praticantes das mais diversas religiões no País. Para debater o tema, a Fundação promove regularmente seminários, campanhas de conscientização e rodas de conversa. Também realizou mapeamento com todos os terreiros do Distrito Federal, projeto que poderá ser estendido a outras unidades da Federação.

O 1º Mapeamento dos Terreiros do Distrito Federal constatou a existência de cerca de 330 terreiros na capital do País. Realizado por meio de emenda parlamentar, o mapeamento deverá ser estendido a outros estados do País, mediante convênios e parcerias. A metodologia foi desenvolvida em parceria com a Universidade de Brasília. Inicialmente, o foco foi apenas na questão cartográfica, mas o objetivo é que as demais etapas também identifiquem questões socioculturais e econômicas dessas comunidades.

Outra importante ação realizada pela Fundação Cultural Palmares foi a campanha Filhos do Brasil, que teve o objetivo de combater a violência e a intolerância religiosa. A campanha, que tinha o cantor e compositor Arlindo Cruz como embaixador, reforçou a necessidade de respeito às diversidades, às religiosidades e aos cultos de matrizes africanas, que têm um histórico de muita perseguição.

Diretora do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro da Fundação Cultural Palmares, Carolina Nascimento ressalta que o combate à intolerância religiosa é um tema que sempre será prioritário na agenda da instituição. “É um assunto que não podemos tirar do radar. O que gera o preconceito? A ignorância. Então, quando as pessoas não conhecem, elas têm um pré-conceito de que aquilo que você acredita, ou que eu acredito, não tem nada de positivo para nos ensinar”, declarou.

Na avaliação da diretora, a ação mais efetiva é trazer informação, expor o que ocorre nos locais de culto. “Por que, por exemplo, as pessoas cultuam os seus orixás? A partir do momento que a gente leva a informação e põe fim à ignorância, isso reduz o preconceito e, naturalmente, também a intolerância”, avalia.

Carolina observa que, inclusive, o termo intolerância não é o mais adequado para descrever a questão do respeito à religiosidade. “Nós tínhamos que falar sobre a convivência respeitosa em relação a qualquer expressão religiosa que o nosso País tem. Quando você fala em tolerar, você não traz o respeito à tona, você apenas suporta. Mas quando a gente fala em convivência respeitosa, a sua fé e a minha fé, independente do que nós acreditamos, iremos conviver bem, iremos no respeitar”, argumenta.

A diretora lamentou que, a despeito de todos os esforços feitos para conscientizar a população, ainda sejam observados tantos casos de intolerância. “A lei que criou o Dia Internacional de Combate à Intolerância Religiosa serve como uma reflexão de como essa violência, de como o racismo religioso, causa danos inclusive à vida física de nossos líderes religiosos”, destacou.

 

Intolerância

Mãe Baiana destaca que o combate efetivo à intolerância religiosa deve ser fruto de uma política transversal de governos (Foto: Secretaria Especial da Cultura)

Diretora de Monitoramento Racial da Subsecretaria da Igualdade Racial do Governo do Distrito Federal (GDF) e ex-chefe da Divisão de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro da Fundação Cultural Palmares, Adna Santos, conhecida como Mãe Baiana de Oyó, sentiu na pela a intolerância religiosa quando seu terreiro de candomblé, o Ylê Axé Oyá Bagan, localizado na região administrativa do Paranoá, no Distrito Federal, foi totalmente incendiado em novembro de 2015. O atentado fez com que o Governo do Distrito Federal instituísse, na época, uma delegacia especializada no combate à intolerância religiosa.

Mãe Baiana destaca que o combate efetivo à intolerância religiosa deve ser fruto de uma política transversal de governos. “Estamos mais uma vez precisando que os nossos governos deem liberdade ao povo de terreiro para se manifestar, se defender, e que haja políticas públicas que contemplem essa diversidade religiosa”, afirmou.

Origem da data

O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa remete a um dos mais marcantes casos de intolerância religiosa, ocorrido com a ialorixá Mãe Gilda, em Salvador. Ativista social de personalidade forte e grande participação em ações para a melhoria do bairro de Nova Brasília de Itapuã, teve a saúde fragilizada em decorrência de agressões morais ocasionadas por intolerância religiosa e veio a falecer em 21 de janeiro de 2000. Como forma de reconhecimento do trabalho da ialorixá, foi instituído, em 2007, o 21 de janeiro como o Dia de luta contra a intolerância religiosa.

 

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania

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MinC concorre ao Prêmio Jabuti com atlas econômico cultural

8.11.2018 – 16:20

O Ministério da Cultura concorre com a Coleção CEGOV – Atlas Econômico da Cultura Brasileira – metodologia I & II, no eixo Economia Criativa, ao Prêmio Jabuti, uma das maiores premiações literárias do Brasil. A cerimônia de entrega ocorre nesta quinta-feira (8), no Auditório Parque Ibirapuera, em São Paulo (SP), e conta com a presença do secretário da economia criativa do MinC, Douglas Capela.

O secretário definiu o momento como “um reconhecimento e uma grande felicidade”. Capela explicou que o objetivo do Atlas é ser um marco referencial teórico e metodológico de como fazer uma aferição dos setores culturais e criativos. “Queremos deixar como legado essa possibilidade de poder fazer essa medição”, contou.

“Entender que esse livro é algo merecedor de ser ganhador de um prêmio, só em ter sido considerado em ser um dos candidatos, já é uma prova de que estamos no caminho certo. Com o livro, está documentado todo esse referencial teórico e metodológico. Isso vai auxiliar muito na aferição desses dados. Vai servir para sempre para muita gente”, afirmou Capela.

 

Atlas Econômico

Inédito no Brasil, o Altas é considerado fundamental para a compreensão da importância da cultura na composição do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. A brochura concorre ao Jabuti com outros nove títulos.

São eles: Ninguém é Perfeito e a Vida é Assim – a música Brega em Pernambuco; Design de Capas do Livro Didático: a Editora Ática nos Anos 1970 e 1980; Era o hotel Cambridge: arquitetura, cinema e educação; Jingle é a alma do negócio: a história e as histórias das músicas de propaganda e de seus criadores; Manual de Inovanças – Criações à Brasileira; Poder suave (Soft power); Serra da Canastra: Refúgio das Aves do Cerrado; Viagens, Vinhos, História; e Xingu – Histórias dos Produtos da Floresta.

 

Volumes

Os dois primeiros volumes, lançados em 2017, trazem o marco referencial teórico e metodológico que será usado para aferição dos dados. Ao todo, serão seis obras que pretendem, utilizando metodologia e critérios unificados de aferição, dimensionar o impacto da cultura na economia do País.

As duas primeiras unidades do Atlas esclarecem que o estudo será apoiado em quatro eixos: empreendimentos culturais, mão de obra do setor cultural, investimentos públicos e comércio exterior. O Atlas aponta ainda para algumas das cadeias produtivas que serão estudadas de forma prioritária: audiovisual, games, mercado editorial, música e museus e patrimônio.

Elaborado em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Atlas conta com a colaboração de instituições como a Organização das Nações Unidades para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Banco Nacional de Desenvolvimento e Econômico e Social (BNDES), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

 

Prêmio

Em sua 60ª edição, a premiação realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) traz algumas novidades, como a reorganização das categorias em quatro eixos: Literatura, Ensaios, Livro e Inovação; a criação da categoria Formação de Novos Leitores, dedicada a ações de incentivo à leitura; as inscrições com preços mais acessíveis para autores independentes; e a premiação dos primeiros classificados de cada categoria, que receberão R$ 5 mil cada.

Além disso, haverá um grande vencedor do Jabuti, que poderá ser tanto de Ficção quanto Não Ficção. Concorrem ao prêmio de Livro do Ano, no valor de R$ 100 mil, os vencedores das categorias dos Eixos Ensaios e Literatura. A cerimônia também contará com uma homenagem ao poeta amazonense Thiago de Mello, que receberá prêmio “Personalidade Literária”, em reconhecimento ao conjunto de sua obra – referência da literatura regional do Brasil, conhecida internacionalmente e traduzida para mais de 30 idiomas.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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MinC promove resgate das brincadeiras infantis tradicionais

10.10.2018 – 10:00

Jogos, brinquedos, brincadeiras. Muito além de um passatempo, as expressões lúdicas podem ser consideradas manifestações culturais e artísticas. Apresentam simbolismos e representam diferentes grupos sociais e étnicos e a realidade de diferentes infâncias. Para o Ministério da Cultura (MinC), brincadeira é coisa séria, é ferramenta de promoção do desenvolvimento infantil. E é reforçando a importância do brincar que a Pasta contribui para o Programa Criança Feliz, do governo federal. O programa, de caráter intersetorial, promove o desenvolvimento integral das crianças na primeira infância.

Um verdadeiro tesouro está escondido nas brincadeiras praticadas e difundidas nas culturas populares e tradicionais brasileiras e o MinC está documentando essa riqueza. Para tornar essas tradições disponíveis e à mostra para qualquer cidadão, o Ministério está percorrendo algumas regiões do Brasil para documentar a ludicidade presente no País. Esse documento irá subsidiar a elaboração de uma publicação do Programa Criança Feliz referente à infância, ludicidade, cultura, diversidade e território. Com esse documento em mãos, profissionais que atuam no programa serão capacitados e, por sua vez, irão difundir os benefícios da brincadeira.

É nos primeiros anos de vida, especialmente do nascimento até os três anos (a fase também denominada primeiríssima infância), que se estabelecem as bases do desenvolvimento físico, intelectual, emocional e social da criança. E a primeira infância, que segue até os seis anos, tem sido considerada a fase mais importante do desenvolvimento humano. Por estar em uma etapa que ainda não possui a capacidade de abstração totalmente desenvolvida, a criança necessita de uma ferramenta concreta para seu aprendizado e interações – e é aqui que entra a ludicidade. Atenção, concentração, raciocínio lógico, memória, linguagem, regras, colaboração e confiança são alguns dos aspectos colocados em prática e desenvolvidos por meio de jogos e brincadeiras.

Segundo a secretária da Diversidade Cultural do MinC, Magali Moura, o Ministério está cada vez mais ciente dessa relevância e pretende promover o resgate das brincadeiras infantis nas comunidades, a partir da atuação no programa do governo federal. “A infância deve ser vista como a fundação do cidadão brasileiro. Vamos atuar repassando informações que possam beneficiar o desenvolvimento da criança por meio do brincar. Estamos fortalecendo as políticas públicas voltadas à infância”, afirma Magali. O público prioritário do Criança Feliz são as gestantes e crianças de até três anos de idade beneficiárias do Programa Bolsa Família, crianças de até seis anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e crianças afastadas do convívio familiar por medida protetiva (crianças abrigadas). Atualmente, mais de 2.700 municípios brasileiros já aderiram ao programa.

O Ministério da Cultura ainda vai articular estruturas físicas como os Pontos de Cultura e os Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs) para formação de profissionais envolvidos no programa. Entre outras atribuições do MinC no Criança Feliz, estão: fortalecer o empoderamento cultural da criança, promovendo estimulação criativa no contato com a diversidade cultural de seu território e dos vínculos afetivos e interpessoais; e assegurar às crianças o direito de acesso à transmissão das crenças e culturas familiares.

 

 

Da televisão ao arco e flecha

Em visita ao município Ronda Alta, no Rio Grande do Sul, representante do MinC constatou que crianças indígenas estão trocando brinquedos e brincadeiras tradicionais por jogos eletrônicos e televisão. Além da questão da ludicidade, as crianças já encontram dificuldade em se identificar com sua etnia, a Kaingang – uma das três principais do estado, ao lado da Guarani e Charrua. Também praticam a língua materna na escola (por ser componente curricular) com resistência, já que as crianças crescem falando português.

A partir dessa realidade local, o Ministério da Cultura já reforça o resgate de jogos, brincadeiras tradicionais e demais aspectos culturais da etnia Kaingang, como estudo dos grafismos e marcas culturais, além da história do artesanato – especialmente a cestaria. A ação ocorre por meio do Centro Cultural Kanhgág Jãre, o primeiro Ponto de Cultura indígena do País, que já recebeu R$ 75,7 mil em investimento do MinC, por meio de convênio. Entre as brincadeiras tradicionais resgatadas pelo ponto de cultura estão o arco e flecha e o tiro ao alvo com zarabatana. Os Pontos de Cultura são grupos, coletivos e entidades de natureza ou finalidade cultural que desenvolvem e articulam atividades culturais em suas comunidades e em redes, reconhecidos e certificados pelo MinC por meio dos instrumentos da Política Nacional de Cultura Viva.

 

 

Conheça brincadeiras tradicionais indígenas

Criança indígena brinca de “Bola ao cesto” (Foto: Divulgação MinC)

 

Arco e flecha

Construídos pelas crianças, o arco e flecha são utilizados em jogos que utilizam alvo, ou encenação de caça.

 

Tiro ao alvo com zarabatana

A criança recebe uma zarabatana (antigamente cada criança construía a sua) e deve tentar acertar os “alvos” com sementes, derrubando-os. Os alvos são animais, como tatu e macaco, desenhados em papel e colados em isopor.

 

Bola ao cesto

As crianças ficam sentadas e um cesto é colocado em uma determinada distância que não seja tão longe. Uma bola é entregue para a criança, que é incentivada a arremessar para acertar dentro do cesto.

 

O tigre e a lebre

Dois jogadores dão-se as mãos formando a “toca” e o terceiro ficará entre eles e será a “lebre”. Do lado de fora ficam as lebres perdidas, crianças que ficaram “sobrando”, sem toca. A um comando, as tocas levantam os braços e todas as lebres devem ocupar uma nova toca. Quem não conseguir entrar fica no centro, esperando nova oportunidade. O elemento que confere ainda mais animação à brincadeira é o “tigre”, que age como caçador. Nesse caso, apenas um participante fica de fora. Ele deverá perseguir os coelhinhos durante a troca de tocas. O primeiro a ser pego passará ao posto de “tigre”, depois realizam novas trocas, sucessivamente. É uma variação de outra brincadeira tradicional, chamada “Coelhinho sai da Toca”.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Pontos de cultura de todo o País serão mapeados

7.8.2018 – 9:20

O Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo (Secult/SP), deu mais um importante passo no processo de revisão e aperfeiçoamento do Programa Cultura Viva. Um mapeamento da rede de pontos e pontões de cultura do País acaba de ser iniciado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com o objetivo de identificar problemas e distorções e traçar um diagnóstico que possa orientar a adoção de medidas de aperfeiçoamento. 

O projeto colherá dados variados, que incluem desde a execução de convênios, fontes de recurso e prestação de contas até o tipo de manifestação cultural realizada por cada ponto, público atendido e natureza da entidade (se o ponto é coletivo cultural ou organização juridicamente constituída). Além de promover reuniões com as áreas responsáveis pelo Programa no Ministério da Cultura e na Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, a FGV também enviará pesquisadores a campo, que visitarão 1.750 pontos e pontões de cultura de todo o País.

Os dados colhidos auxiliarão ações já iniciadas pelo MinC de revisão e reestruturação do Cultura Viva. Entre as medidas em andamento está a repactuação de convênios com estados e municípios, permitindo o destravamento de recursos que estavam parados por conta de eventuais problemas de execução ou de prestações de contas. Até agora, duas repactuações já foram concluídas. A primeira, com o governo do estado de São Paulo, permitiu a liberação de um total de R$ 15 milhões, beneficiando 544 pontos. Já a repactuação do convênio com a Prefeitura do Rio de Janeiro garantiu o destravamento de R$ 4,28 milhões para 39 pontos de cultura e cinco pontões. Está em fase de conclusão a revisão e repactuação do convênio com o estado do Rio Grande do Sul.

“Estamos resolvendo aos poucos o passivo de convênios do Cultura Viva, adequando os contratos à capacidade operacional dos estados e municípios conveniados e à realidade dos grupos e entidades beneficiados”, explica o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. Segundo ele, uma nova modalidade de repasse está sendo adotada, a premiação, com o objetivo de reduzir a burocracia.

Um dos grandes entraves ao bom funcionamento do Cultura Viva ao longo do tempo foi a dificuldade dos pontos – muitas vezes coletivos pequenos, sem personalidade jurídica – em fazer a prestação de contas dos repasses de acordo com as exigências legais relativas à modalidade anteriormente adotada. “O prêmio é uma modalidade prevista em lei muito mais simples do que a anterior, e também muito mais adequada ao Cultura Viva, pois privilegia o trabalho efetivamente realizado. Estamos tratando com grupos e entidades que realizam ações culturais de alta relevância, mas que muitas vezes não tem condições de atender às exigências feitas anteriormente. O Cultura Viva está sendo desburocratizado e funcionará com mais eficiência”, disse Sá Leitão.

Para o secretário de Cultura do Estado de São Paulo, Romildo Campello, um dos desafios atuais para as políticas públicas tem sido a introdução de sistemas de informação, indicadores e metodologias de avaliação capazes de apoiar a gestão e o acompanhamento de políticas, programas e projetos. “O mapeamento da rede de pontos e pontões de cultura do País permitirá a coleta de dados variados, que incluem desde a execução de convênios, fontes de recurso e prestação de contas até o tipo de manifestação cultural realizada por cada ponto. Isso, além de proporcionar informações úteis para os processos de execução, permitirá que os agentes envolvidos nas ações, assim como a sociedade em geral, possam conhecer os resultados das ações públicas e exercer o controle social”, destacou.

 

Grupo de Trabalho

Um Grupo de Trabalho (GT) formado por técnicos e gestores do Ministério da Cultura e do Governo de São Paulo e por especialistas da FGV terá a responsabilidade de acompanhar todas as etapas do mapeamento. A previsão é de que todo o trabalho seja concluído em oito meses.

O estudo terá início com a análise de convênios, relatórios gerenciais e prestações de contas das redes estaduais e municipais e dos pontos conveniados diretamente com o Ministério da Cultura, os chamados pontos diretos.

O projeto prevê, também, a avaliação do sistema de credenciamento e monitoramento de pontos e pontões e da estrutura interna do MinC e da Secult/SP dedicadas às demandas do Programa, cujos integrantes serão entrevistados.

Além disso, nos estudos em campo, um questionário padrão, a ser validado pelo GT, será aplicado pelos técnicos que visitarão cada um dos 1.750 pontos de cultura.

Com base nos levantamentos realizados, será produzido um Plano de Ação, no qual serão propostas melhorias para qualificar a gestão do Cultura Viva e ampliar sua eficácia.

A contratação do estudo será financiada pela Secult/SP, com rendimentos dos recursos do convênio com o Ministério da Cultura.

 

Política Nacional de Cultura Viva

O programa Cultura Viva – denominado Política Nacional de Cultura Viva (PNCV) a partir da Lei 13.018/2014 – foi criado em 2004 para ampliar o acesso aos meios de produção, circulação e fruição cultural no País. Ele é gerido pelo MinC em parceria com governos estaduais, municipais e outras instituições, como escolas e universidades. Abrange diferentes linguagens e expressões artísticas e culturais. É um dos programas do MinC que visa promover o desenvolvimento da economia criativa no País. Existem, hoje, 3.364 pontos de cultura, sendo 2.133 em redes estaduais e municipais, 725 conveniados pelo próprio Ministério, 99 indígenas e 407 certificados por meio da plataforma digital do Cultura Viva.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Edital Atlas de Culturas Populares está com inscrições abertas

20.07.2018 – 18:17

O Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Unesco, publicou edital de seleção de empresa para sistematização do Atlas Culturas Populares. O Atlas terá informações dos contemplados na seleção do “Culturas Populares: Edição Leandro Gomes de Barros”, realizada em 2017, a partir de recortes por tipologia de manifestação da cultura popular brasileira e por região, para publicação física e na internet. As inscrições estão abertas até o dia 30 de julho e podem ser feitas pelo site da Unesco. Confira aqui o edital completo.

A empresa selecionada deverá analisar, articular e sistematizar dados (impressos e digitais) de todo o material encaminhado por mestres e mestras, coletivos e organizações sem fins lucrativos no “Culturas Populares: Edição Leandro Gomes de Barros”. Poderão participar do certame empresas ou instituições com sede no Brasil, que atuem na área de pesquisa, captação, sistematização e tratamento de dados nas áreas das ciências humanas e/ou sociais.

Os proponentes deverão ser empresas ou instituições especializadas (pessoa jurídica) que tenham experiência comprovada de pelo menos dois anos de atuação em acervo documental, sistematização de informação, organização de informação temática para publicação, replicação da informação, elaboração de banco de dados, criação de repositórios com documentos fotográficos, audiovisuais e impressos. A empresa também deve ter experiência comprovada em concepção e design de projetos gráficos e diagramação de publicações.

Edição Leandro Gomes de Barros

O Edital Culturas Populares: Edição Leandro Gomes de Barros é resultado da implantação de políticas públicas para as culturas populares, contribuindo diretamente, para a preservação e difusão dessas expressões, por valorizar seus protagonistas. Além disso, contribui para o mapeamento das culturas populares existentes no país, na medida em que esses atores são revelados em suas práticas, demandas, localização e potenciais parceiros.

O principal objetivo do Edital Culturas Populares: Edição Leandro Gomes de Barros foi reconhecer e premiar a atuação de Mestres e Grupos/Comunidades responsáveis por iniciativas exitosas que envolvam as expressões da cultura popular brasileira.

O edital recebeu 2.861 inscritos, sendo contempladas 500 iniciativas, divididas de acordo com os seguintes critérios: 200 prêmios destinados a pessoas físicas; 200 prêmios para coletivos culturais sem constituição jurídica; 80 prêmios para pessoas jurídicas sem fins lucrativos e com natureza ou finalidade cultural; 20 prêmios destinados a herdeiros de mestres/mestras In Memoriam, candidatos já falecido(a)s, em homenagem à dedicação ao trabalho voltado aos saberes e fazeres populares e às expressões culturais.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Mapeamento dos Terreiros do DF ajudará na promoção de políticas públicas e no combate à intolerância religiosa

Mostrar onde estão os principais locais dedicados à prática das religiões de matriz africana, para promover políticas públicas que vão desde o acesso a serviços básicos à segurança por meio do combate à intolerância religiosa. Esse é o objetivo do Mapeamento dos Terreiros do Distrito Federal, que será apresentado no dia 3 de maio, às 10h30, no Museu da República, em Brasília.

A iniciativa resulta de parceria da Fundação Cultural Palmares (FCP) com a Universidade de Brasília (UnB), Ministério da Cultura (MinC) e Governo do Distrito Federal (GDF).

A cerimônia de lançamento terá a presença do presidente da Fundação Palmares, Erivaldo Oliveira; do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg; da deputada federal Érika Kokay; da reitora da UnB, Márcia Abrahão Moura; e do professor e pesquisador Rafael Sanzio, responsável pelo estudo, além de representantes da sociedade.

 Serviço:

Evento: Lançamento do Mapeamento dos Terreiros do Distrito Federal

Local: Museu da República, Esplanada dos Ministérios Brasília.

Data: 3 de maio.

Horário: 10h30

Fonte: Assessoria de Comunicação da Fundação Palmares

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