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Cadastro de informações quilombolas

A Fundação Cultural Palmares (FCP), com o objetivo é mapear informações socioculturais, políticas, religiosas e produtivas das comunidades remanescentes de quilombo certificadas, lança o Cadastro Geral de Informações Quilombolas.

Cadastro será construído a partir das informações registradas pelas próprias comunidades em um questionário virtual, que poderá ser respondido até junho de 2018, por meio de um computador ou até mesmo de um smartphone com acesso à internet.

As informações colhidas auxiliarão a FPC a elaborar projetos estruturantes para estas comunidades, bem como ter uma visão mais abrangente da realidade de cada uma delas.

Recomendamos, por fim, que o preenchimento do questionário seja feito por uma liderança da comunidade, vinculada ou não à direção de sua associação, mas que detenha as informações necessárias. Do mesmo modo, ressaltamos que cada comunidade deve responder somente uma vez ao questionário, por isso, sugerimos fortemente que as respostas sejam revisadas com cuidado antes de serem enviadas.

Para responder o questionário, acesse o link https://goo.gl/forms/32WrwfST8rdpzhM83

Fonte: Fundação Palmares

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Fundação Palmares e ECAM promoverão mapeamento cultural de comunidades quilombolas

 

A Fundação Cultural Palmares, através do seu Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro em parceria com a ECAM – Equipe de Conservação da Amazônia, está desenvolvendo um canal de comunicação com as comunidades remanescentes de quilombo. O objetivo é criar um banco de dados cujas informações serão enviadas diretamente pelos quilombolas através de um aplicativo para aparelhos móveis.

A ideia da ferramenta consiste em disponibilizar para as comunidades tradicionais questionários onde poderão responder perguntas direcionadas à cultura local, como práticas tradicionais, saberes dos moradores mais antigos e a história do povo. Informações sobre habitação, saneamento básico, educação, saúde e alimentação comporão os questionários também. A Fundação Cultural Palmares tratará os dados que serão utilizados na formulação de políticas públicas e ajudarão outros órgãos públicos a identificarem quais são as demandas das comunidades, quais políticas precisam ser implementadas e a efetividades das já existentes.

O público-alvo para o manuseio dos questionários é a juventude das comunidades, visto que os jovens têm mais facilidade em usar aplicativos e novas tecnologias da informação. O uso do celular foi escolhido porque foi diagnosticado que as comunidades têm mais acesso a eles do que à Internet em computadores.

Hoje a plataforma está sendo aprimorada pelos técnicos da ECAM, mas será transferida quando estiver concluída para a Fundação Cultural Palmares administrar. O Quilombo Mesquita, localizado aproximadamente a 47 km de Brasília, foi definido como o local para implementação do projeto piloto por estar mais próximo à sede da Fundação. Posteriormente oito comunidades localizadas no Amapá, Rondônia, Goiás e Minas Gerais participarão da avaliação para aprimorar o sistema.

A primeira aplicação dos questionários por meio de celular teve um ótimo desempenho no Quilombo Mesquita e já demonstrou que o projeto caminha na direção correta. Os jovens que aplicaram o questionário disseram que foi uma experiência muito interessante. Contaram que apesar de ser rápido inserir as respostas e encaminhar, tiveram a oportunidade de conhecer mais profundamente a história do quilombo.

Esses questionários serão disponibilizados pelo aplicativo desenvolvido pelo Google chamado de ODK (Open Data Kit). ODK é um pacote de ferramentas que permite a coleta e envio de dados a um servidor on-line com dispositivos móveis Android, mesmo sem conexão à Internet ou serviço de telefonia móvel no momento da coleta. Podem ser inseridos nele texto, dados numéricos, GPS, fotos, vídeos, códigos de barras e áudio.

Durante o processo foram acompanhados e orientados por um coordenador, um técnico supervisor e um engenheiro de tecnologia da ECAM. No dia 4 deste mês a equipe da Fundação Cultural Palmares esteve no Quilombo Mesquita para junto aos moradores diagnosticar a efetividade dos questionários e ouvir as sugestões do quilombolas.

Pretende-se paralelamente à aplicação dos questionários, capacitar as comunidades para mapearem os seus territórios, identificando quais são as manifestações e aparelhos culturais existentes neles e registrar essas informações no Google Earth.

Texto e Fonte: Emiliane Saraiva Neves/Fundação Cultural Palmares

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Diversidade Linguística brasileira é apresentada pelo Iphan ao governo francês

A realização de parcerias e de intercâmbios entre o governo brasileiro e francês na área da diversidade linguística é uma das intenções discutidas entre representante do Governo da França e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Em comum, Brasil e França possuem uma região de multilinguismo situado na fronteira entre o Estado do Amapá e a Guiana Francesa, região onde se verifica comunicação em língua indígena das famílias Karib e Arawak, francês e português, como também de uma língua crioula, que mistura línguas indígenas ao francês e ao português. Para esta área, as instituições avaliam a possibilidade de firmar parceria bilateral para a realização de inventários linguísticos.

A experiência brasileira no campo da diversidade linguística foi tema de encontro solicitado pela embaixada da França no Brasil ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O grupo liderado pelo linguista Loïc Depecker, Delegado Geral da Língua Francesa e outras Línguas da França, foi recebido por diretores e técnicos dos Departamentos de Patrimônio Imaterial (DPI) e de Articulação e Fomento (DAF) do Iphan nesta segunda-feira, 13 de março, para a troca de conhecimento e perspectivas sobre o desenvolvimento de políticas linguísticas em ambos os países.

Um panorama sobre a realidade linguística brasileira, as categorias de línguas existentes no território nacional, e suas especificidades em relação à hegemonia da língua portuguesa foram abordadas pelo Iphan, que ressaltou o trabalho e os desafios do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL) – instrumento oficial de identificação, documentação, reconhecimento e valorização das línguas faladas pelos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira. Entre os projetos de inventários linguísticos conduzidos ou financiados pelo Instituto, estão os da Língua Talian, da Língua Guarani-Mbyá e o do povo Asurini do Trocará.

O Iphan destacou ainda a parceria com a Universidade Federal do Pará, que visa à elaboração de uma Plataforma Interativa de Dados sobre a Diversidade Linguística. O projeto em desenvolvimento objetiva, entre outras ações, formatar uma nova edição revista e ampliada do Mapa Etno-Histórico de Curt Nimuendajú, tanto em formato físico quanto digital.

Ao apresentar um panorama sobre as políticas linguísticas na França, Loïc Depecker, apontou as similaridades e as diferenças em relação à experiência brasileira, enfatizando que um dos temas mais debatidos em seu país diz respeito à inserção das línguas não oficiais, como o Árabe, o Basco e o Berbere no horizonte de oficialidade das políticas públicas. Segundo o Delegado Geral, trata-se de línguas de comunidades que se dispersam por grande extensão no território francês e que reivindicam reconhecimento de suas identidades culturais, demanda originada, sobretudo, por cidadãos mais jovens descendentes de comunidades que migraram para França em períodos mais recentes.

O Linguista francês comentou ainda sobre os desafios da promoção de políticas linguísticas nos territórios ultramarinos, como, por exemplo, a Guiana Francesa e a Nova Caledônia, onde há ocorrência de expressiva diversidade linguística.

Os Diretores do DPI e do DAF, Hermano Queiroz e Marcelo Brito, respectivamente, reforçaram à delegação francesa a disposição do Iphan em incentivar a realização de parcerias e de intercâmbios entre as instituições.

Conheça mais sobre o Inventário Nacional de Diversidade Linguística (INDL):

Publicações
Política da Diversidade Linguística
Linhas de atuação
Atores principais
Seminário Ibero-americano de Diversidade Linguística
Anais do Seminário Ibero-Americano de Diversidade Linguística

Texto e Fonte: Iphan

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