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Projeto que leva estudo da cultura afro-brasileira a escolas é ampliado

Formação de docentes da educação básica e material didático devem ser expandidos para 32 municípios. Um total de 43 já foi contemplado

Com mais de R$ 2,4 milhões de investimentos e 414 escolas participantes, o projeto Conhecendo a Nossa História: da África ao Brasil, realizado pela Fundação Cultural Palmares (FCP), vinculada ao Ministério da Cidadania, inicia o ano de 2019 com planos de expansão para mais 32 municípios, além dos 43 já atendidos.

Dividido em duas etapas, o projeto prevê a formação docente, com o objetivo de fazer conhecer, entender e trabalhar em sala de aula a história e a cultura afro-brasileira e africana, de modo a fornecer aos professores da educação básica ferramentas que lhes possibilitem identificar e corrigir estereótipos. Também está prevista a disponibilização de materiais didáticos desenvolvido pela FCP, com uma nova edição do livro O que você sabe sobre a África? Uma viagem pela história do continente e dos afro-brasileiros. Já foram entregues 70 mil livros e 70 mil revistas Coquetel para serem utilizadas escolas participantes do programa.

A Fundação Cultural Palmares criou o projeto com o intuito de fortalecer as políticas públicas voltadas à cultura negra, e de disseminar o conhecimento sobre a história e culturas do continente africano e dos afro-brasileiros. Também busca contribuir para a educação das relações étnico-raciais e valorizar o respeito à diversidade, reduzindo desigualdades.

O professor Fabrício Rufino, da Secretaria de Educação de Vila Velha no Espírito Santo, fez a formação em 2017, durante três meses. Após o curso e levar o livro para dentro da sala de aula, o professor passou a ser facilitador do curso para formar outros professores da rede pública de ensino de sua cidade. Segundo Rufino, o ensino da cultura afro nas escolas é uma cobrança do Ministério Público para a aplicação da lei 10.639/2003. O professor conta que a nova versão do livro da Fundação Palmares foi ressignificada.

Até o momento, já foram formados 40 professores, o que, além de iniciarem o trabalho de ensino da cultura afro-brasileira, motivou a criação de um núcleo dedicado ao tema.“Esse projeto foi importante porque deu início, em Vila Velha, a uma formação voltada para a histórica da cultura africana e brasileira. Desse movimento todo surgiu até um setor dentro da Prefeitura de Vila Velha que é a Coordenação de Estudos Africanos, Afro-brasileiros e Indígenas (Ceafri). Foram surgindo novos projetos voltados para a questão da África e da africanidade”, destacou.

De acordo com Rufino, um dos projetos surgidos a partir das atividades do livro é A África Contada por um Africano, ministrado por um professor da rede pública de ensino de Vila Velha, nascido em Guiné Bissau. “Ele vai às escolas mostrando, em cinco aulas, a África que o afrodescendente desconhece. Desmistifica essa imagem negativa da África e mostra o continente antes dos colonizadores”, explicou.

A supervisora de Inclusão Étnico Racial e Territorial da Secretaria Municipal de Educação de Caucaia, no Ceará, professora Cláudia de Oliveira, iniciou em maio de 2018 o processo de formação dos professores do município. Com uma metodologia semi-presencial, o curso tem duração de 120 horas e já alcança 105 profissionais de educação. “As escolas desenvolveram projetos interventivos sobre africanidades. Nós recebemos os livros, depois a Fundação Cultural Palmares fez um primeiro encontro com os articuladores nacionais”, afirmou.

Cláudia esclareceu que as atividades semi-presenciais foram marcadas após o encontro com a Palmares. “Dessas atividades, duas são obrigatórias. Uma das que nós programamos é a criação de um projeto transdisciplinar, em que as escolas desenvolvem as atividades, fundamentadas no livro e outros materiais que falam de africanidade. Outro instrumento é um portfólio para o professor registrar com fotos as ações que foram desenvolvidas”, declarou.

A professora ressalta que o diferencial da proposta do livro e de toda a concepção da Palmares é o olhar. “O professor está sendo formado dialogando essas questões com outros professores. Convido parceiros, especialistas em áreas afins. Busco trazer pessoas que realmente possam tirar dúvidas dos professores”, explica.

Adesão

Os municípios interessados em aderir ao projeto devem enviar a solicitação via e-mail para o endereço para conhecendonossahistoria@palmares.gov.br.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cidadania

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Educação patrimonial é tema de evento em Tatuí (SP)

Como ações educativas podem auxiliar na preservação da memória coletiva? Quais são as principais estratégias no trabalho de educação patrimonial? Essas são algumas questões que a roda de conversa Patrimônio Cultural, Cidadania e Educação Patrimonial pretende abordar. Com o objetivo de apresentar as diretrizes de Educação Patrimonial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e fomentar o debate sobre o tema, o evento é realizado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Artístico (CONDEPHAT) de Tatuí (SP), em parceria com a Secretaria de Esporte, Cultura, Turismo, Lazer e Juventude da Prefeitura Municipal. 

Além de apresentar os princípios de Educação Patrimonial do Iphan, a roda de conversa busca refletir qual a relação da educação para a mobilização social no campo do patrimônio. A coordenadora de Educação Patrimonial do Iphan, Sônia Rampim, que será a mediadora do encontro, explica que as estratégias educativas são fundamentais para propiciar a interação social entre o poder público e os diversos atores sociais envolvidos e preocupados com a preservação da memória coletiva.

O encontro, direcionado a professores e gestores culturais do município, também será aberto aos demais interessados. Acontecerá no dia 31 de março no Centro de Artes e Esportes Unificados Fotógrafo Victor Hugo da Costa Pires e será gratuito. As inscrições devem ser feitas no dia do evento.

Serviço:
Roda de conversa Patrimônio Cultural, Cidadania e Educação Patrimonial
Data: 31 de março de 2018, sábado, 9h30
Local: Centro de Artes e Esportes Unificados Fotógrafo Victor Hugo da Costa Pires, em Tatuí (SP)

Serviço:
Roda de conversa Patrimônio Cultural, Cidadania e Educação Patrimonial
Data: 31 de março de 2018, sábado, 9h30
Local: Centro de Artes e Esportes Unificados Fotógrafo Victor Hugo da Costa Pires, em Tatuí (SP)

Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação Iphan

comunicacao@iphan.gov.br
Fernanda Pereira – fernanda.pereira@iphan.gov.br 
Yara Diniz – yara.diniz@iphan.gov.br
(61) 2024-5534 – 2024-5504
(61) 99381-7543
www.iphan.gov.br
www.facebook.com/IphanGovBr | www.twitter.com/IphanGovBr
www.youtube.com/IphanGovBr

Fonte: Iphan

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Projeto dissemina cultura afro-brasileira nas escolas públicas

17.7.2017 – 14:02

A cultura afro-brasileira vai ganhar ainda mais espaço no sistema educacional brasileiro. A Fundação Cultural Palmares, instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), em parceria com o Ministério da Educação (MEC), municípios e estados, começa a levar para as escolas públicas do país um debate sobre as principais questões relacionadas à história e cultura negras, por meio do projeto Conhecendo nossa História: da África ao Brasil.Interna-SITE-palmares-Conhecendo-nossa-Historia

Por meio do projeto, que tem o objetivo de levar conhecimento aos estudantes sobre a contribuição do continente africano na construção da identidade e desenvolvimento nacional, estão sendo distribuídos 40 mil kits educativos para alunos e professores em 16 cidades do Brasil. O material inclui o livro O que Você Sabe sobre a África?, que narra a trajetória do povo afro-brasileiro, e uma revista de palavras cruzadas Passatempo com a mesma temática.

Nesta terça-feira (18) e quarta-feira (19), multiplicadores do projeto participam em Brasília, das 8h às 17h, na sede da Fundação Palmares (Setor Comercial Sul, Quadra 02, Ed. Toufic, 4º andar, sala multimeios), de uma capacitação para aplicarem os conteúdos do kit. Em geral, esses multiplicadores são servidores do quadro das secretarias de Educação municipais, principalmente professores, com experiência curricular com a cultura e a história afro-brasileiras. Cabe a eles disseminar o Conhecendo nossa História: da África ao Brasil para professores e gestores da rede pública.

“Desejamos que esses profissionais entendam a proposta do projeto, que vai além do kit. Queremos que eles façam uma leitura crítica desse material didático e que estimulem seus alunos a refletirem e a dialogarem sobre questões que nos atingem. Nossa intenção é estimular uma rede de debates por todo o país que nos ajude a pensar em políticas públicas destinadas à população afro-brasileira, reduzindo desigualdades históricas”, destaca o presidente da Fundação Palmares, Erivaldo Oliveira.

Para 2018, a Fundação Palmares já planeja ampliar o número de municípios atendidos. A medida está de acordo com a Lei nº 9394/96 (com a redação dada pelas Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008), que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena.

Municípios contemplados

O projeto piloto contempla estados das cinco regiões do país, assim distribuídos:
• Nordeste: Bahia (Salvador e Santo Amaro da Purificação), Alagoas (Maceió e União dos Palmares) e Paraíba (Campina Grande e João Pessoa)
• Norte: Amapá (Macapá)
• Sudeste: Rio de Janeiro (São Gonçalo, a confirmar; e Paraty), Minas Gerais (Belo Horizonte e Ouro Preto) e Espírito Santo (Vila Velha e Cariacica)
• Sul: Rio Grande do Sul (Porto Alegre e Pelotas) e Santa Catarina (Florianópolis)
• Centro Oeste: Mato Grosso do Sul (Campo Grande)

Serviço
Assessoria de imprensa da Fundação Palmares: (61) 3424-0164
Fonte: ASCOM MinC

 

Kits vão promover reflexão sobre cultura afro-brasileira nas escolas

Discutir a cultura afro-brasileira, promover a igualdade, combater as diversas formas de preconceito e despertar a consciência sobre a questão racial em escolas públicas do País. Com esse objetivo, a Fundação Cultural Palmares, por meio do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra (CNIRC), vai distribuir milhares de kits do projeto Conhecendo a Nossa História: Da África ao Brasil, que reúne o livro O que Você Sabe sobre a África?, que narra a trajetória do povo afro-brasileiro, e uma revista de palavras cruzadas Passatempo.

A iniciativa resulta de parceria entre a Fundação Palmares, instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), e o Ministério da Educação (MEC). Em um primeiro momento, em projeto-piloto, 17 cidades das cinco regiões receberão 30 mil kits. A distribuição começa nesta quinta-feira, das 8h às 17h, em escolas da Serra da Barriga, em União de Palmares (AL).

Além da Serra da Barriga, o piloto será implantado em escolas de Salvador e Santo Amaro da Purificação, na Bahia; Maceió, em Alagoas; Macapá e Curiaú, no Amapá; Belém, no Pará; Rio de Janeiro e Paraty, no estado do Rio de Janeiro; Belo Horizonte e Contagem, em Minas Gerais; Porto Alegre e Pelotas, no Rio Grande do Sul; Florianópolis, em Santa Catarina; Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; e Gama e Ceilândia, no Distrito Federal. Cada cidade vai receber pelo menos mil kits com o livro e a revista de palavras cruzadas.

Entre os critérios para selecionar as escolas participantes destacam-se a localização em área quilombola, ser de educação quilombola e do Ensino Fundamental. Erivaldo Oliveira, presidente da Fundação Palmares, destaca que não se trata apenas de distribuir os kits, mas incentivar a reflexão sobre os temas abordados na publicação. “Queremos falar de valorização da diversidade, tolerância religiosa, luta contra o racismo e o preconceito, combate ao bullying, fatos históricos da população negra, moda, artes, economia e turismo e tantas outras questões”, destaca.

Para que esse processo ocorra, um professor efetivo concursado participará de uma capacitação do projeto sobre os kits. Depois, caberá a esse profissional multiplicar os conhecimentos recebidos junto a outros docentes, para que se promova o debate nas salas de aula. A intenção é que os estudantes leiam o livro e depois tentem resolver as palavras cruzadas.

O desenvolvimento das ações do Conhecendo a Nossa História: Da África ao Brasil começam com reuniões técnicas entre a Fundação e os municípios. Já ocorreram esses eventos na Bahia e em Alagoas, neste mês de março.

Após o lançamento e implementação do trabalho com os kits, a Fundação Palmares pretende realizar um workshop para avaliar os resultados do projeto junto com os participantes.

Texto e Fonte: Marcelo Araújo/Assessoria de Comunicação/Ministério da Cultura

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Fundação Cultural Palmares participa de webconferência sobre educação escolar quilombola

30.03.2017 – 13:30

A Fundação Cultural Palmares (FCP), vinculada do Ministério da Cultura, participará na tarde desta quinta-feira (30) da segunda edição da webconferência sobre educação escolar quilombola. Organizada pelo Ministério da Educação (MEC), a ação, que envolve outras entidades ligadas à educação, terá início às 15h e poderá ser acompanhada ao vivo por meio deste link.
Para o coordenador-geral do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra, Vanderlei Lourenço, que irá representar a FCP na webconferência, o debate ajudará a divulgar o projeto de educação da Palmares. “Nosso intuito é difundir o kit composto pelo livro Conhecendo nossa história: da África ao Brasil e a revista Coquetel, que tratam sobre todo o processo de chegada dos africanos ao País”, afirmou.
De acordo com Vanderlei, a prioridade da Palmares é ampliar o acesso à informação das comunidades quilombolas. “Não queremos que o trabalho com essas comunidades fique restrito às certificações. Queremos investir na qualificação profissional e educacional de seus habitantes também”, ressaltou.
O objetivo da webconferência é valorizar a diversidade étnico-racial, tendo a educação como instrumento decisivo para a promoção da cidadania e eliminação das desigualdades. Além da Fundação Palmares, a segunda webconferêcia conta com a parceria da Undime, do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (Conaq), da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme) e da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Sepir).
Texto e Fonte: Assessoria de Comunicação/Ministério da Cultura

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