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Começam as inscrições para o MicBR

18.10.2018 – 12:30

Começam nesta quinta-feira (18) as inscrições para as atividades abertas ao público do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR), que será realizado de 5 a 11 de novembro, em São Paulo. Promovido pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o megaevento vai reunir centenas de empreendedores brasileiros e de sete países sul-americanos (Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai). Dez áreas da produção cultural estarão envolvidas: artes cênicas, audiovisual, animação e jogos eletrônicos, design, moda, editorial, música, museus e patrimônio, artes visuais e gastronomia. 

Estão abertas inscrições para palestras, oficinas, mesas-redondas, mentorias, aulas do projeto Cozinha Show e para sessões de networking. As atividades serão realizadas em diferentes locais da Avenida Paulista, com número de vagas sujeito à capacidade dos espaços utilizados. Confira a programação completa no site micbr.cultura.gov.br e inscreva-se. Todos os eventos são gratuitos.

Serão realizadas no MicBR cerca de 40 palestras, oficinas e mesas-redondas. Entre os destaques está a palestra Pensamento Criativo, que será ministrada no dia 6 de novembro por John Newbigin, CEO da Creative England e embaixador para indústrias criativas da Prefeitura de Londres. Outro destaque, também no dia 6, é a palestra Raízes Culturais da Transformação Econômica e Política e Desafios, com a professora Vishakha Desai, da Universidade de Columbia.

No dia 7, o estilista japonês Kunihiro Morinaga falará sobre a produção de roupas inteligentes. Já no dia 8, a jornalista e consultora de moda Lilian Pacce participa de mesa-redonda sobre como comunicar a moda no mundo virtual. No dia 9, um dos maiores fotógrafos da América Latina, Bob Wolfenson, fala sobre sua trajetória profissional.

 

Sessões de Networking

O MicBR também vai contar com sessões de networking, que serão promovidas, de 6 a 8 de novembro, pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Durante a atividade, os presentes serão divididos em mesas com 10 participantes, que terão um minuto cada para apresentar aos demais sua empresa e seus diferenciais competitivos e distribuir seu material de divulgação.

Além das sessões de networking, o MicBR terá quatro dias de rodadas de negócio, com participação restrita a empreendedores já escolhidos pelos ministérios da Cultura do Brasil e de outros países por meio de editais de seleção pública. O Brasil selecionou 53 empreendedores experientes, com produção cultural já consolidada, para participar das rodadas. Além disso, outros 62 empreendedores, todos iniciantes, também foram selecionados pelo MinC e participarão de um seminário de capacitação durante o megaevento.

 

Mentorias

O MicBR também vai sediar sessões de mentoria voltadas a empreendedores da economia criativa. Serão selecionados, entre os inscritos, 120 participantes, que terão a oportunidade de passar 30 minutos com especialistas no segmento empresarial para tirar dúvidas e pedir orientações sobre temas como seleção de pessoal, vendas e estratégias de divulgação, entre outros. Todas as mentorias serão individuais. As inscrições serão abertas em breve.

 

Gastronomia, moda e atrações culturais

Realizado de 6 a 9 de novembro, o projeto Cozinha Show é outro destaque da programação do MicBR. Serão realizadas oito aulas, cada uma comandada por um renomado chef de um dos oito países sul-americanos participantes do evento. Cada aula trará receitas, alimentos típicos e expressões culturais dos países. Serão 75 minutos de prática e 45 minutos para degustação dos alimentos preparados.

Um estilista de cada país participante foi selecionado para apresentar suas criações. Os desfiles acontecerão no Conjunto Nacional. Além disso, várias atrações artísticas integram a programação, entre elas 16 shows musicais de oito países, que terão como palco o Sesc da Avenida Paulista, e oito apresentações teatrais de oito países, a se realizarem no Teatro Sesi.

 

Impacto econômico 

A estimativa é de que o MicBR gere um impacto de R$ 39,7 milhões na economia, de acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) realizado a pedido do MinC e divulgado durante o lançamento. Deste total, R$ 28 milhões são de impacto direto e R$ 11,7 milhões, de indireto. “Cada real investido no MicBR tem potencial de retorno de R$ 9,93 à sociedade, em forma de geração de negócios, renda e tributos”, afirma o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. Segundo ele, estão sendo investidos cerca de R$ 4 milhões na realização do megaevento, que será o primeiro do País a estimular a integração de todos os setores culturais e criativos brasileiros em um grande mercado, “estruturado, competitivo e atrativo para investidores e empreendedores internacionais”.

“As atividades culturais e criativas já representam 2,6% do PIB brasileiro, geram 1 milhão de empregos diretos e englobam mais de 200 mil empresas e instituições. Há um vasto potencial de crescimento e isso passa também pela internacionalização dos nossos talentos e da nossa valiosa produção cultural”, ressaltou Sá Leitão.

Ainda de acordo com o levantamento da FGV, apenas em tributos o MicBR deve gerar cerca de R$ 4,6 milhões, sendo R$ 2 milhões para os cofres públicos municipais, R$ 0,4 milhão para o estadual e R$ 2,1 milhões para os cofres federais. É esperada a criação de cerca de 850 postos de trabalho, sendo 460 diretos e 391 indiretos.

O evento conta com a parceria do Itaú Cultural, SESI-SP, SESC-SP, Sebrae, Universidade de São Paulo, Pixel Show, Zupi.co, secretarias estadual e municipal de Cultura de São Paulo, Anima Mundi, Livraria Cultura, MASP e Instituto Moreira Salles, além da cooperação da Unesco e da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e o apoio de várias entidades representativas de setores criativos da indústria.

 

Acesso Rápido

Confira o site do MicBR e inscreva-se

 

Fonte: Assessoria de Imprensa / Ministério da Cultura

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Game XP gera impacto econômico de R$ 53,9 milhões para o Brasil

9.9.2018 – 11:52

O Ministério da Cultura (MinC) divulgou os resultados do estudo de impacto econômico da Game XP, maior evento de games da América Latina, realizado no Rio de Janeiro entre os dias 6 e 9 de setembro. O levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que o impacto econômico total foi de R$ 53.934.075,13. Deste montante, R$ 36,7 milhões são de impacto direto, ou seja, gastos com hospedagem, alimentação e transporte. Os R$ 17,2 milhões restantes são de impacto indireto, ou seja, incidem sobre os fornecedores das atividades atingidas por impacto direto.

Além disso, foram gerados R$ 5.036.008,30 em tributos, sendo R$ 1.901.169,39 municipais, R$ 581.113,75 estaduais e R$ 2.553.725,16 federais. Também foi observada a criação de 661 empregos diretos e 671 indiretos, totalizando 1.332 vagas de trabalho.

A geração de renda chegou a R$ 17.749.613,10, sendo R$ 8.911.769,26 de forma direta e R$ 8.837.843,84 indiretamente. Para realizar a Game XP, foi feito um investimento de R$ 19 milhões, com um retorno para a sociedade de R$ 2,84 a cada real investido na feira.

A metodologia desenvolvida pela FGV considera o efeito cascata que os gastos efetuados pelos frequentadores da Game XP têm na economia local. Os recursos gastos com hotéis, restaurantes, bares e transporte se expandem para outros setores da economia, pois os prestadores desses serviços precisam adquirir matérias-primas e outros serviços com seus fornecedores.

“Entre 2012 e 2016, o crescimento médio anual do setor de games foi de 28,7% e a estimativa é de que continue crescendo 16,5% ao ano até o ano de 2021. O mercado de games é o 13º do mundo, o maior da América Latina e deve dobrar em receita até 2021”, ressalta o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

Para realizar a pesquisa, a FGV entrevistou 445 pessoas, entre 6 e 8 de agosto. O levantamento considerou a participação de 100 mil pessoas em quatro dias de evento. Destes, 0,5% (500) são estrangeiros, 4,9% (5.100) são brasileiros não residentes na cidade, 9,4% (9.400) são excursionistas – aqueles que foram ao evento, mas não pernoitaram na cidade – e 85% (85.000) são residentes no Rio de Janeiro.

Segundo Sá Leitão, a realização de estudos de impacto econômico é uma diretriz do Ministério da Cultura adotada em vários eventos e programas, com o objetivo de mensurar o quanto o País se beneficia do investimento em cultura e das atividades culturais e criativas. “Queremos mostrar para os contribuintes o quanto os recursos públicos que são investidos em cultura retornam multiplicados na forma de geração de renda, emprego, valor, inclusão social e mais arrecadação tributária”, afirmou.

 

Game XP

Com a proposta de ser o primeiro Game Park do mundo, o evento realizado entre 6 e 9 de setembro mesclou os conceitos de feira, convenção e parque de diversões.

De acordo com a organização, um Game Park é um lugar que proporciona experiências divertidas e imersivas através da perspectiva da tecnologia, um jeito novo de viver os games dentro e fora das telas.

Dentre as principais atrações estão o simulador de futebol PES 2019, com uma área em tamanho real para os principais testes de habilidades do jogo; o Experience Bay, um parque de diversões com dez atrações que colocam os gamers no papel do personagem principal; o Oi Game Arena, que contou com a maior tela de games do mundo, com 1.500 m²; e um palco que recebeu campeonatos dos principais games da atualidade.

O Brasil é o 4º maior mercado consumidor de games no mundo, com cerca de 66,3 milhões de gamers. A área de desenvolvimento também tem apresentado crescimento expressivo, saltando de 50 empresas em 2012, para 240 em 2017, ano em que a receita do setor chegou a US$ 1,3 bilhão.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Ministérios vão aprimorar portaria sobre contratação de artistas

30.8.2018 – 14:02

Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, e ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello, discutem formas de aprimoramento da Portaria 656. Foto: Ronaldo Caldas (Ascom/MinC)

O Ministério da Cultura vai receber, no prazo de duas semanas a contar de hoje, quinta-feira (30), sugestões de aprimoramento da Portaria 656, do Ministério do Trabalho, que regulamenta a aplicação da legislação trabalhista no setor cultural, estabelecendo modelos de contrato de trabalho para contratação de músicos, artistas e técnicos de espetáculos. Entidades e associações representativas do setor cultural, bem como cidadãos interessados em participar, estão convidados a se manifestar pelo canal da Ouvidoria do MinC.

A decisão de melhorar a Portaria foi tomada a partir de uma reunião hoje, em Brasília, entre o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, e o ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello. Sá Leitão pediu ao colega do Trabalho que o meio artístico possa ser ouvido, sugestão que foi bem recebida por Vieira de Mello.

Desde que foi publicada, a portaria acabou gerando uma série de manifestações contrárias do setor artístico. Entre as críticas feitas está a de que a Portaria trata de forma igual artistas amadores e profissionais, estabelecendo a mesma necessidade de formalização contratual para ambos. O texto também levanta polêmica ao reiterar a necessidade de registro junto a entidades de classe e sindicatos, obrigatoriedade que vem sendo questionada na Justiça.

Para o ministro da Cultura, “é importante ter uma regulamentação mais adequada às dinâmicas reais da economia criativa”, afirmou.

Interessados em contribuir com o processo de aprimoramento da Portaria podem enviar suas sugestões para a Ouvidoria do MinC, com o título “Portaria 656 – Manifestação”.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Flip gera impacto econômico de R$ 47 milhões para o País

30.07.2018 – 10:00

Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) encomendado pelo Ministério da Cultura (MinC) para medir o impacto econômico da 16ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) demonstra que investir em cultura é um ótimo negócio. De acordo com análise feita pela FGV, o evento gerou retorno econômico da ordem de R$ 47 milhões, além de R$ 4,7 milhões em impostos. Tudo isso a partir de R$ 3,5  milhões (R$ 3 milhões em investimento público e R$ 500 mil de outras fontes) investidos na organização do evento.

A metodologia desenvolvida pela FGV leva em consideração o efeito cascata que os gastos efetuados pelos frequentadores da Flip têm na economia local. Os recursos gastos com hotéis, restaurantes, bares e transporte, se expandem para outros setores da economia, já que os prestadores desses serviços precisam adquirir matérias-primas e outros serviços com seus fornecedores. Deste modo, o impacto econômico na rede turística local, chamado de impacto econômico direto, gera demanda também para os fornecedores, o chamado impacto econômico indireto. No caso da Flip, são R$ 30 milhões de impacto direto e R$ 17 milhões de indireto.

Além disso, há a geração de renda e de empregos. Estima-se que a festa tenha gerado R$ 17 milhões em renda, além de ser responsável pela criação de 1.349 empregos, sendo 673 diretos e 676 indiretos. Do total de impostos gerados, R$ 1,6 milhão ficam com o município, R$ 570 mil com o estado e R$ 2,5 milhões vão para a União.

O levantamento considerou a participação de 26.400 pessoas em quatro dias de evento. Destes, 1,9% (502) são estrangeiros, 45,3% (11.959) são brasileiros não residentes na cidade, 9,1% (2.402) são excursionistas (aqueles que foram ao evento, mas não pernoitaram na cidade) e 43,7% (11.537) são residentes em Paraty.

Para o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o estudo da FGV “demonstra como, além do impacto positivo que a Flip tem no campo literário, na ampliação do acesso e da promoção do livro e da leitura como formas de qualificação do capital humano da nossa sociedade, ela também tem grande impacto na economia, em termos de geração de renda, emprego, inclusão e, portanto, de desenvolvimento”.

Segundo Sá Leitão, a realização de estudos de impacto econômico é uma diretriz do Ministério da Cultura adotada em vários eventos e programas,  com o objetivo de mensurar o quanto o País se beneficia do investimento em cultura e das atividades culturais e criativas. “Queremos mostrar para os contribuintes o quanto os recursos públicos que são investidos em cultura retornam multiplicados na forma de geração de renda, emprego, valor, inclusão social e mais arrecadação tributária˜, disse ele.

Esse é o terceiro evento do calendário do Programa Rio de Janeiro a Janeiro a ter o impacto econômico mensurado pela Fundação Getúlio Vargas. Os dois primeiros foram o Réveillon de Copacabana e o Carnaval do Rio de Janeiro. Monitoramento do programa feito pela FGV mostra que, no primeiro semestre, 39 eventos chancelados pelo Rio de Janeiro a Janeiro, realizados em solo fluminense, geraram impacto total de R$ 6,4 bilhões.

A Festa Literária Internacional de Paraty reuniu, na cidade histórica, milhares de autores, gestores e produtores culturais, artistas e turistas, para celebrar a língua portuguesa e a literatura. Na edição de 2018, a Flip homenageou a poetisa e cronista brasileira Hilda Hilst, considerada uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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MinC e FGV farão pesquisa de impacto econômico e social da 16ª Flip

5.07.2018   20:36

Você sabe o impacto que um evento cultural pode ter na cidade em que ocorre? Geração de renda e emprego, arrecadação de impostos e aumento da visitação em sítios turísticos são alguns dos benefícios gerados. Neste ano, de forma inédita, será possível conhecer dados como esses em relação a 16ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que ocorre de 25 e 29 de julho, no município histórico.  O balanço é realizado pelo Ministério da Cultura (MinC), com apoio técnico da Fundação Getúlio Vargas (FGV Projetos).

A Flip está entre os 154 eventos que compõem o calendário do Programa Rio de Janeiro a Janeiro, realizado por meio de parceria entre o Governo Federal, a Prefeitura do Rio e o Governo do Estado, com o objetivo de estimular a geração de renda, emprego e inclusão por meio da economia criativa, e com isso impulsionar o desenvolvimento da cidade e do estado.

Os 22 eventos realizados no primeiro quadrimestre de 2018 tiveram um impacto econômico estimado de R$ 5,93 bilhões no estado. O número foi calculado com base em dados apresentados pelos organizadores do evento por meio de uma fórmula matemática criada pela FGV.

No caso da Flip, entretanto, a Fundação Getúlio Vargas vai realizar pesquisa específica, in loco, como fez com o Carnaval e o Réveillon, que foram os eventos com maior impacto na economia do estado até o momento. O Carnaval do Rio bateu recorde, injetando R$ 3 bilhões, seguido pelo Réveillon do Rio, com R$ 1,940 bilhão.

O Anima Mundi, maior festival de animação da América Latina, será o quarto evento do programa Rio de Janeiro a Janeiro que contará com pesquisa do MinC e da FGV.

As pesquisas serão tema de workshops, inseridos no programa Rio de Janeiro a Janeiro, que ocorrerão em 9 de julho, na capital fluminense, e em 13 de julho, em Brasília.  O objetivo é apresentar os detalhes técnicos dessa metodologia para transferir conhecimento para uma audiência mais ampla, como servidores e associações da cultura e do turismo.

“A pesquisa é uma ferramenta importante para dar evidência ao que sabemos na prática: que o investimento feito no setor cultural e criativo retorna multiplicado em forma de arrecadação de impostos, de renda, de emprego e de movimentação da economia da região”, explica o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

“O impacto estimado mostra como cada real investido, dentro dessa carteira de projetos do Rio de Janeiro a Janeiro, tem retornado 13 vezes mais para a dinâmica econômica”, esclarece Lucas Mastellaro Baruzzi, diretor de Sustentabilidade e Inovação da Secretaria da Economia da Cultura (SEC /MinC).

 

Metodologia

Na Flip, dez pesquisadores da FGV bilíngues estarão presentes in loco, munidos de um aplicativo, por meio do qual farão, ao longo de três dias, um questionário (disponível em inglês e espanhol) aos visitantes. As perguntas incluem gastos com transporte, alimentação, perfil do visitante e questões relacionadas à cadeia criativa, como lugares culturais visitados ou livros comprados.

“O objetivo da pesquisa é saber a movimentação econômica e o retorno que o evento traz. O visitante consome outros segmentos, como alimentação e hospedagem”, afirma Luciana Viana, coordenadora de pesquisa da FGV projetos. “Mas o estudo tem um filtro importante, só abordamos o turista que vai participar da Flip”, enfatizou.

Em relação ao Anima Mundi, o estudo seguirá o mesmo padrão do adotado na Flip, com dez pesquisadores.

 

Rio de Janeiro a Janeiro

A expectativa é que, ao final de 2018, os 154 eventos que compõem o calendário do Programa tenham injetado um total de até R$ 13,2 bilhões na economia, gerando 351 mil empregos e R$ 773 milhões em tributos, para um investimento previsto de R$ 1,06 bilhão na sua realização.

O impacto econômico é calculado com base nos gastos dos frequentadores (turistas brasileiros, estrangeiros e moradores do Rio) no período dos eventos, e também de acordo com os investimentos na produção do evento (serviços contratados, como artistas, iluminadores, infraestrutura de palco etc.). São considerados gastos com hospedagem, transporte local, compras realizadas no período de estadia, alimentação, passeios, combustível, energia, serviços de comunicação e serviços financeiros.

Segundo estudo da FGV, um incremento de 20% no fluxo de turistas tem um impacto de R$ 6,1 bilhões na economia do estado e gera ao menos 170 mil novos empregos.

Saiba mais: http://www.riodejaneiroajaneiro.com.br/

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Com apoio da Rouanet, portal dá visibilidade a artesanato

Plataforma com apoio da Rouanet irá profissionalizar o artesanato brasileiro (Foto: Itawi Albuquerque/Sedetur AL)

Artesãos e mestres de comunidades tradicionais que produzem artesanato no Brasil ganharam, nesta terça-feira (27), um portal para expor seus trabalhos, trocar experiências e profissionalizar o setor. A nova plataforma, lançada em São Paulo, faz parte da Rede Artesol – Rede Nacional do Artesanato Cultural Brasileiro e foi financiada com incentivos fiscais da Lei Rouanet.

De início, foram selecionados 126 grupos e associações de artesãos, para divulgação no portal. Como numa rede social, cada grupo tem a sua página, com fotos e informações sobre a comunidade e o artesanato produzido.

Em muitas dessas páginas, chamadas de perfis, há dados de contato, como telefone e e-mail dos respectivos grupos. A própria plataforma também permite o envio de mensagens, o que poderá abrir caminho para a comercialização de obras.

A Rede é uma iniciativa da organização social sem fins lucrativos Artesol – Artesanato Solidário, de São Paulo (SP). A coordenadora-geral do projeto, Josiane Masson, diz que a Rede e o portal são tentativas de superar a histórica fragmentação e desarticulação do setor. “A ideia é conectar pessoas, histórias e territórios. A gente queria mostrar o quanto o artesanato é belo na sua simplicidade”, afirma Josiane.

A seleção dos 126 grupos foi resultado de pesquisa em 24 unidades da federação – apenas Roraima, Rondônia e Amapá ficaram de fora. A Artesol mapeou as cadeias produtivas em que os grupos estão inseridos, identificando lojistas, espaços culturais e entidades que apoiam o setor.

Além dos perfis, o portal prevê uma seção, ainda não implementada, que será dedicada a oferta de aulas on-line para a capacitação dos artesãos. Até maio, consultores da Artesol irão a todos os 126 grupos, ministrando oficinas de fotografia e redes sociais, para auxiliar os artesãos na divulgação do próprio trabalho. Uma comunidade no Facebook foi criada para incentivar a troca de ideias.

O portal contém ainda seções com conteúdo sobre o que é artesanato e orientações para comerciantes que atuam no setor, com foco no combate ao trabalho infantil, na promoção da igualdade de gênero, no uso sustentável dos recursos naturais e na remuneração justa dos trabalhadores. Há também uma espécie de código de conduta para quem comercializa obras de artesanato: “A gente não quer atravessadores, pessoas que explorem os artesãos.” Um blog divulga iniciativas de artesãos e apoiadores do setor.

O portal está aberto a outros mestres e artesãos, mas estabelece critérios de seleção. Josiane diz que somente serão aceitos grupos de comunidades tradicionais, já que se trata primordialmente de um projeto cultural com o objetivo de fortalecer as raízes do artesanato brasileiro.

Fonte: ASCOM MinC

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