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Economia criativa é destaque em reunião de ministros do Mercosul

“A parceria com outros países da América do Sul é fundamental para ampliarmos a circulação de bens e serviços culturais da região”, ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão (2º da esq para dir). Foto: Acácio Pinheiro / Ascom MinC

A importância da Cultura para a economia dos países da América do Sul foi destaque dos debates da 42ª Reunião de Ministros da Cultura do Mercosul, realizada nesta sexta-feira (1/12) no Rio de Janeiro, com a presença de representantes do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Peru, Equador e Chile. No encontro, também houve o lançamento do Mapa de Residências Artísticas do Mercosul, que possibilitará maior intercâmbio cultural entre os países-membros, e foi aprovado o Plano Estratégico de Integração Cultural do bloco para 2018 e 2019.

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, destacou aos presentes que uma das prioridades do Ministério da Cultura do Brasil (MinC) é o fomento aos empreendimentos culturais. “A economia da cultura é um dos nossos focos principais. Hoje, as atividades criativas representam 2,64% do Produto Interno Brasileiro, o que as colocam entre as 10 mais importantes atividades econômicas do País, à frente de setores tradicionais, como eletrônicos, têxtil e farmacêutico, por exemplo”, afirmou. “A parceria com outros países da América do Sul é fundamental para ampliarmos a circulação de bens e serviços culturais da região, não apenas dentro dos países, mas também fora, de forma globalizada, rentabilizando e monetizando nossos ativos culturais, que são riquíssimos”, completou.

Para o ministro da Cultura do Paraguai, Fernando Griffith, um dos principais desafios dos países sul-americanos é trabalhar de forma integrada. “Somos um continente com características únicas, no qual sobra talento. E a indústria cultural é uma ferramenta de desenvolvimento muito importante. Precisamos ser ambiciosos e usar a cultura como ferramenta de transformação social”, afirmou. No próximo semestre, o Paraguai assume a presidência pro tempore do Mercosul em substituição ao Brasil.

O secretário de Integração Federal e Cooperação Internacional do Ministério da Cultura da Argentina, Iván Petrella, ressaltou que todos os países da região têm dificuldades de mostrar à sociedade a importância de se investir em cultura. “Muita gente não entende o porquê de se usar recursos públicos para fomentar a cultura. É necessário mostrar a razão, fazer com que haja uma reflexão. O fato é que precisamos defender a cultura em termos econômicos não só para nossos governos, mas para a sociedade”, apontou.

O cônsul-geral do Peru no Rio de Janeiro, Hugo Enrique Flores, ressaltou a importância de um trabalho conjunto entre os setores da cultura e do turismo. “Em meu país, a história e a cultura são enormes vantagens competitivas. Não temos como competir com as praias do Brasil, mas temos todo um legado dos incas e outros povos que são um grande atrativo. A cultura pode ter um impacto muito grande nas receitas de um país, e associá-la ao turismo pode dar ótimos resultados”, afirmou.

Mapa de Residências Artísticas

Além do debate sobre economia da cultura, a Reunião de Ministros da Cultura foi palco para o lançamento oficial do Mapa de Residências Artísticas do Mercosul, plataforma colaborativa, pública e gratuita com acesso a informações sobre oportunidades de mobilidade e residências artísticas em toda a América do Sul.

“É uma plataforma importante para que haja maior intercâmbio no campo da cultura entre nossos países. Queremos fazer com que artista dos diversos países possam fazer contato com seus colegas e possam trocar ideias e experiências”, afirmou o ministro Sérgio Sá Leitão.
Durante o evento, também foi lançada a publicação Cadernos da Diversidade, revista digital com artigos sobre ações culturais do Mercosul. Nesta primeira edição, elaborada pelos ministérios da Cultura do Brasil e da Argentina, foram abordadas experiências de protagonismo cultural realizada por mulheres e para mulheres.

Plano Estratégico 2018-2019

Ao final da reunião, foi aprovado o Plano Estratégico de Integração Cultural do Mercosul para 2018-2019. Entre as ações previstas para o próximo biênio estão a revisão da estrutura e do regulamento do Mercosul Cultural; a realização de atividades que promovam o papel da cultura na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS); o reconhecimento do sistema cultura da erva-mate como Patrimônio Cultural do Mercosul; a criação de uma Capital do Patrimônio Cultural do Mercosul; o mapeamento de mercados internacionais prioritários para a atuação conjunta dos países do bloco, com realização de duas missões comerciais até 2019; a realização de ações sobre questões de gênero em regiões de fronteira; e a difusão de estudos nacionais sobre os setores culturais da região.

Fonte: ASCOM MinC

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Games produzidos no Brasil ganham reconhecimento mundial

O mercado mundial de games vem apresentando crescimento expressivo. Pesquisa divulgada pela empresa Newzoo mostra que, em 2016, o mercado global faturou cerca de U$ 100 bilhões, um crescimento de 8,5% em relação a 2015. E a expectativa é que, em 2019, esse montante chegue a US$ 118,6 bilhões.

No Brasil, o mercado segue a tendência mundial. De acordo com dados da 18ª Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2017-2021, realizada pela PricewaterhouseCoopers, o gasto com games em 2016 chegou a US$ 644 milhões. Em 2021, a expectativa é que atinja US$ 1,4 bilhão, um crescimento médio de 17% ao ano.

Atento a este movimento, o Ministério da Cultura está investindo, este ano, mais de R$ 10,8 milhões em três editais de fomento à produção de jogos eletrônicos. Na próxima semana, serão divulgados os vencedores do edital App pra Cultura, que premiará, com R$ 20 mil, 40 aplicativos ou games originais voltados para o oferecimento de serviços culturais, sendo 20 voltados ao audiovisual e 20 com temática cultural livre. No total, serão R$ 800 mil em prêmios.

Neste mês de novembro, o Ministério publicou a lista de vencedores do Prêmio Literário Ferreira Gullar, que destinará R$ 30 mil a três estudantes dos ensinos fundamental e médio que desenvolverão jogos eletrônicos ou aplicativos que incentivem a leitura e o conhecimento da obra do poeta maranhense. E em maio, a Agência Nacional do Cinema (Ancine), vinculada ao MinC, revelou os 23 vencedores do primeiro edital de jogos eletrônicos do Programa Brasil de Todas as Telas, que investiu R$ 10 milhões na produção de novos games brasileiros.

Internacionalização

Este ano, dois games brasileiros entraram para a lista PAX-10, uma seleção dos melhores games independentes expostos todos os anos na Penny Arcade Expo (PAX). Celeste, do estúdio brasileiro MiniBoss, foi um dos escolhidos. Mas este ano também viu, pela primeira vez, a escolha de um game 100% brasileiro para a lista dos melhores: o No Heroes Here, um jogo em 2D que pode ser jogado por uma a quatro pessoas.

O No Heroes Here conta a história do Reino de Noobland, que perdeu seus heróis e conta com os jogadores para defender o castelo de inimigos. Mas, como o próprio nome do jogo sugere, não há heróis individuais no jogo: a única forma de ganhar é cooperando com os demais jogadores, para criar diferentes tipos de munição, armas e táticas de defesa.

A Penny Arcade Expo celebra a cultura gamer, com shows temáticos, painéis de discussão, torneios e áreas para que os amantes possam jogar as mais novas criações. Ao mesmo tempo, a PAX oferece uma plataforma única para desenvolvedores de games independentes, que podem mostrar ao público seus projetos mais recentes. Normalmente, esse rol é dominado por americanos e britânicos, mas os brasileiros têm começado a acabar com o monopólio.

O No Heroes Here entrou para a PAX-10 em setembro deste ano, levando ao mesmo tempo o Prêmio Indie do festival. Para ser selecionado, o jogo foi avaliado por mais de 50 gamers e especialistas do mercado. A jogabilidade e o fator “diversão” foram os principais critérios na avaliação.

Desenvolvido e produzido pela Mad Mimic, uma empresa independente, o No Heroes Here está disponível para o público desde o dia 3 de outubro em PC e Mac (via Steam). No primeiro trimestre de 2018, a empresa planeja lançar o jogo para PlayStation 4 e Nintendo Switch.

Fonte: ASCOM MinC, com informações do site Be Brasil, da Apex-Brasil

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Cursos fortalecem identidade cultural negra

A implantação de Núcleos de Formação de Agente Cultural da Juventude Negra (Nufac) é uma ação da Fundação Cultural Palmares (FCP). A iniciativa permite a formação de jovens negros para o mercado de cultura. Dentro do projeto, nesta sexta-feira, 17 de novembro, alunos do curso de extensão Assistente em Design e Produção de Moda com Referência à Matriz Africana recebem seus certificados de conclusão. A cerimônia será às 15h30, no Campus do Instituto Federal de Brasília (IFB) de Taguatinga.

O projeto conta com parceria do IFB. A colaboração com a Fundação Palmares têm objetivo de fortalecer a identidade das populações com risco de perda de suas tradições. Neste caso, o curso foca nas manifestações de matriz africana, com suas roupas, instrumentos e objetos de representação simbólica cultural e religiosa. Para a Fundação Palmares, a formação de jovens negros em cultura, além de uma oportunidade profissional, pode prevenir vulnerabilidades e promover o resgate da cultura afro-brasileira.

Fonte: Fundação Cultural Palmares

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ANCINE divulga estudo sobre o perfil do emprego no setor audiovisual

Dados do RAIS mapeiam desenvolvimento da indústria

A ANCINE divulgou nesta quarta-feira, 21 de junho,  o estudo “Emprego no setor audiovisual”, elaborado pela Coordenação de Análise Técnica de Regulação (CTR) e pela Secretaria Executiva (SEC), a partir dos dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), Registro Administrativo do Ministério do Trabalho. O documento completo está publicado no Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual.

Com ano-base 2015, o estudo inédito, que passará a ser lançado anualmente, tem como objetivo mapear o perfil do emprego no audiovisual entre os anos de 2007 e 2015. O número de empregos do setor, remuneração média, escolaridade, gênero e distribuição geográfica dos trabalhadores são alguns dos dados divulgados.

O estudo revelou que durante o período analisado o segmento audiovisual com maiores níveis de geração de empregos foi a TV aberta, que apresentou um comportamento majoritariamente ascendente, totalizando, em 2015, 54%. Enquanto a distribuição foi a atividade que menos gerou vínculos empregatícios neste mesmo período.

As atividades econômicas que mais cresceram em número de empregos gerados no período foram as de produção e pós-produção audiovisual, e exibição cinematográfica. O número de postos de trabalho gerados pelas as empresas de produção e pós-produção audiovisual mais que dobrou, passando de 5.358 empregos gerados em 2007 para 11.252 empregos gerados em 2015. Já as empresas exibidoras tiveram um aumento de 69% no volume de empregos gerados passando de 8.445 para 14.297 empregos gerados no período.

Com relação à qualificação da mão de obra, o nível médio (completo ou incompleto) de escolaridade foi maioria no setor, que registrou ainda o crescimento em 9% da participação de trabalhadores com nível superior (completo ou incompleto), integrando 42% da participação total. Os trabalhadores com mestrado ou doutorado também viram crescer sua contribuição para o mercado audiovisual, passando de 0,13% em 2007 para 0,45% em 2015. Os acréscimos demonstram uma tendência de aumento no nível de escolaridade da mão de obra.

As contribuições de homens e mulheres para o setor audiovisual também foram contabilizadas. A predominância masculina (60%) se manteve praticamente imutável entre 2007 e 2015, registrando apenas um ponto de decréscimo nos anos de 2009 e 2014, mesmo momento em que a participação feminina registrou o único ponto de crescimento, alcançando o ápice de 41%. De acordo com o estudo, as atividades de TV aberta agruparam 67% de trabalhadores do sexo masculino, e Operadoras e Programadoras de TV paga, 62% de homens. Os segmentos de Exibição Cinematográfica e Aluguel de DVDs registraram maioria feminina, sendo a primeira com 59% e a segunda com 58% de mulheres.

A faixa etária do setor se manteve 2 anos mais jovem em comparação a economia brasileira como um todo e, ainda assim, aumentou em 2,2 anos, passando de 32,8 anos em 2007 para 35 em 2015.

Apesar do baixo nível da distribuição na participação do setor (1% do total), a atividade registrou os maiores salários médios mensais (R$ 7.405,00), seguida pelas Programadoras de TV Paga (R$ 6.053) e TV Aberta (R$ 5.309). Em 2015, os homens receberam, em média, R$ 3.526,00 enquanto as mulheres, R$ 3.051,00, o que representa uma diferença de 13%.

Entre os anos de 2007 e 2015 o setor audiovisual concentrou 61% dos empregos na região Sudeste. Após oscilação nos anos anteriores, a região Nordeste figura com a segunda maior participação (14%), seguida da região Sul, com 12%. A região Norte registrou a menor participação em todo o período, porém apresentou um crescimento de 50% na contribuição ao número de empregos totais, passando  de 4% em 2007 para 6% em 2015.

Embora o estudo tenha revelado um decréscimo de 42% sobre os estabelecimentos empregadores entre os anos de 2007 e 2015, no segmento de Produção e Pós-Produção os números dobraram, crescendo de 757 em 2007 para 1.524 estabelecimentos em 2015. O segmento de TV Aberta também se expandiu com o acréscimo de 121 estabelecimentos e passou de 564 em 2007 para 685 estabelecimentos em 2015. A maior concentração se deu na região Sudeste, onde contou com 54% de participação entre 2007 e 2009 e 53% a partir de 2010. Ainda segundo o mapeamento, o setor audiovisual é formado majoritariamente por microempresas, 81% do total de estabelecimentos (5.323) possuem entre 0 e 9 vínculos.

Texto e Fonte: Ancine