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MinC contrata pesquisa para fortalecer cadeias produtivas

O Ministério da Cultura (MinC) vai elaborar pesquisa para fortalecer as cadeias produtivas da economia da cultura no Brasil. Serão estudados os regimes regulatório e tributário incidentes sobre cinco setores culturais – música, mercado editorial, audiovisual, jogos eletrônicos e artes visuais. O objetivo é identificar aspectos jurídicos e normativos relevantes que incidem sobre esses setores e propor medidas para aperfeiçoar os ambientes regulatórios e de negócios.

Empresas especializadas interessadas em elaborar o estudo sobre o regime regulatório e tributário e um mapa-síntese do regime tributário da cultura para os cinco setores podem enviar proposta até às 8h do dia 22 de janeiro para o e-mail coopi@cultura.gov.br. A contratação se dará por meio do acordo de cooperação técnica firmado entre o MinC, a Agência Brasileira de Cooperação e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) – Projeto 914BRZ4013.

A seleção é aberta a pessoas jurídicas de direito privado, instituições de ensino superior, públicas ou privadas, centros de pesquisa, fundações e institutos, com sede no Brasil, com experiência de pelo menos cinco anos e que comprovadamente atuam ou realizam pesquisas na área jurídica e econômica relacionadas às cadeias produtivas a serem estudadas.

Os interessados deverão encaminhar em um único e-mail os seguintes documentos: ato constitutivo, estatuto ou contrato social em vigor, devidamente registrado; prova de Inscrição e de Situação Cadastral no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ); proposta financeira; portfólio da Empresa Proponente, demonstrando histórico de realizações e comprovando experiências solicitadas no item 11.3 do Termo de Referência (atestados de capacidade, formação acadêmica, Inscrição Estadual, entre outros); e descrição dos profissionais indicados para a realização do estudo, acompanhada de currículos e atestados de experiência. Mais detalhes aqui (link).

O processo licitatório está inserido na categoria de Solicitação de Cotação, conforme as regras do capítulo 7 do Manual de Convergência de Normas Licitatórias da Unesco, disponível neste link.

Mais informações sobre o procedimento licitatório podem ser solicitadas pelo e-mail coopi@cultura.gov.br até o dia 19 de janeiro.

Fonte: ASCOM MinC

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Funarte lança site dedicado à memória da instituição em SP

A Fundação Nacional de Artes (Funarte), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), lançou o site Vozes da Funarte SP, que passa a integrar o Portal das Artes, endereço da fundação na internet. O projeto foi desenvolvido como parte das comemorações dos 40 anos da instituição em São Paulo, celebrados em 2017. O site é composto por uma linha do tempo, fotos, depoimentos, notícias de jornal e área aberta para a contribuição dos visitantes. 

Resultado de um ano e meio de pesquisa em acervos, consulta a documentos históricos e entrevistas, o site apresenta um panorama histórico do local onde hoje estão instalados o Complexo Cultural Funarte SP e as representações regionais do Ministério da Cultura, da Fundação Biblioteca Nacional e da Fundação Palmares. A ideia nasceu do interesse de artistas, estudantes e pesquisadores, que procuram frequentemente o escritório da Funarte SP em busca de informações, entre outras, sobre o projeto arquitetônico e a história das construções, localizadas no bairro paulistano de Campos Elíseos.

Cercado de lendas, o terreno pertenceu à Baronesa de Limeira, mas foi vendido ao estado de São Paulo em 1906 e, posteriormente, cedido ao Governo Federal para a construção de uma sede para a Escola de Aprendizes Artífices, já na década de 1920. Nos anos 1970, a escola foi transformada no Instituto Técnico Federal de São Paulo e transferida para o bairro do Canindé. O casarão histórico e os galpões usados como oficina pelos alunos passaram a abrigar uma delegacia do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em 1977, uma representação regional da Funarte foi instalada no local e, no ano seguinte, foi inaugurada a Sala Guiomar Novaes, importante palco para a música alternativa nos anos 1980, que ajudou a lançar artistas como Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção. Ao longo dos anos, os galpões foram convertidos em salas de espetáculos e galerias de arte, formando o Complexo Cultural Funarte SP, em intensa atividade até os dias atuais.

O site também conta a história do Teatro de Arena Eugênio Kusnet. Fundado na década de 1950 por José Renato, o teatro foi palco de grandes atores e diretores nacionais, entre eles, Augusto Boal, Vianninha e Gianfrancesco Guarnieri. Atualmente, o local conta com uma sala de espetáculos que homenageia Boal, o criador do Teatro do Oprimido, e com um espaço expositivo, a Sala Umberto Maganani, no andar superior.

A partir desses “lugares de memória”, a pesquisa compõe uma rede alimentada por depoimentos, fotos, documentos históricos e notícias de jornal – a maioria cedida pelo jornal O Estado de S. Paulo. São abordados temas variados, que abrangem os espaços culturais, circuitos artísticos e políticas públicas, transitando pelas áreas de cultura, educação e saúde. Setores que, no início do século XX, eram diretamente relacionados.

Também estão disponíveis entrevistas com alguns dos primeiros servidores da Funarte SP, gestores e artistas que passaram pelo lugar ou que, de alguma forma, contribuíram para sua construção e memória. Há, ainda, um mural, uma área aberta para colaborações de todos os interessados. Os textos e as imagens são publicados no site e podem receber comentários de outros usuários, como em uma rede social. A proposta é continuar acrescentando conteúdo à pesquisa de modo a ampliar, de forma coletiva, os debates sobre as linguagens artísticas e as políticas públicas, mantendo viva a memória dos espaços culturais da Funarte SP.

Site Vozes da Funarte SP

Ficha técnica:
Concepção: Ester Moreira e Sharine Melo | Texto, entrevistas e pesquisa de conteúdo: Ester Moreira e Sharine Melo | Pesquisa de imagens e consulta ao acervo do CEDOC/Funarte: Sharine Melo | Transcrição e edição das entrevistas: Alexandre Shiguehara, Ester Moreira e Sharine Melo | Revisão: Alexandre Shiguehara | Design do site: Sharine Melo |Apoio de programação Web: Ronaldo Lucena

Fonte: FUNARTE

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MinC participa da 16ª Bienal de Arquitetura de Veneza

Com inauguração em maio de 2018, a participação oficial do Brasil na 16ª Mostra Internacional de Arquitetura – Bienal de Veneza terá curadoria dos arquitetos Gabriel Kozlowski, Laura González Fierro, Marcelo Maia Rosa e Sol Camacho. Selecionado pela Fundação Bienal de São Paulo, o coletivo irá apresentar Muros de Ar, exposição que explora a questão da transposição de fronteiras materiais e imateriais do Brasil e de sua arquitetura.

Da esquerda para a direita, Marcelo Maia Rosa, Laura Gonzalez Fierro, Sol Camacho e Gabriel Kozlowski, curadores da representação brasileira na 16ª Mostra Internacional de Arquitetura – Bienal de Veneza (Foto: Pedro Ivo Trasferetti – Fundação Bienal de São Paulo)

“O tema coloca o muro como um elemento da arquitetura, da cultura e da identidade brasileira e vê no ato de sua transposição um convite ao convívio e à multiplicidade cultural”, explicam os arquitetos curadores. “Desse modo, posiciona-se contrária à homogeneização, intolerância e extremismo provenientes do isolamento e reclusão. É uma proposta que celebra o coabitar e não somente o coexistir”. A mostra, que irá ocupar o pavilhão do Brasil, é uma resposta à curadoria geral da 16ª Bienal de Arquitetura, que nesta edição propõe, sob o título Freespace, uma reflexão sobre a essência espacial da arquitetura e a sua potencialidade de mediar, pela fruição do espaço vazio, a relação entre as pessoas e os edifícios.

Por meio de uma pesquisa coletiva, Muros de Ar se propõe a tornar visível as formas de separação espacial e conceitual resultantes dos processos de urbanização do país. Além de questionar as diferentes formas de muros que constroem, em diversas escalas, o território brasileiro, a proposta pretende repensar as fronteiras da própria arquitetura em relação a outras disciplinas.

O pavilhão apresentará a proposta curatorial Muros de Ar por meio de duas frentes expográficas. A primeira consiste de uma pesquisa realizada em parceria com um grupo de colaboradores e instituições que irá gerar novo conteúdo a ser representado por meio de desenhos cartográficos. A segunda refere-se a uma chamada de projetos aberta aos arquitetos do país, mecanismo inédito no pavilhão brasileiro. O chamamento será anunciado nas ultimas semanas de dezembro.

“Ao selecionar a proposta Muros de Ar para representar o país na Bienal de Arquitetura de Veneza, a Fundação Bienal de São Paulo rearticula, em âmbito internacional, alguns dos debates mais atuais da arquitetura brasileira, e reafirma seu compromisso com o intercâmbio e a promoção cultural do Brasil”, diz o presidente da fundação, João Carlos de Figueiredo Ferraz.

Desde 1995, a organização das representações oficiais do Brasil nas bienais de Arte e Arquitetura de Veneza é uma atribuição conjunta dos Ministérios da Cultura e das Relações Exteriores – responsáveis pela promoção e difusão da cultura brasileira nos âmbitos nacional e internacional, e da Fundação Bienal de São Paulo – responsável pela escolha dos curadores e a produção das mostras.

Sobre os curadores da participação oficial do Brasil na 16ª Mostra Internacional de Arquitetura – Bienal de Veneza:

Gabriel Kozlowski é arquiteto, formado pela PUC-Rio (2011) e mestre em Urbanismo pelo MIT (2015). Atualmente leciona como Teaching Fellow no Departamento de Arquitetura do MIT e trabalha como pesquisador associado no Leventhal Center for Advanced Urbanism. Anteriormente, foi líder de projeto no SENSEable City Lab; pesquisador para o pavilhão dos EUA na 14ª Bienal de Veneza; e co-fundador do coletivo ENTRE. Recebeu entre outros reconhecimentos o Department of Architecture Graduate Fellowship no MIT (2013), o prêmio de melhor tese de mestrado pela mesma Universidade (2015), o MIT-Brazil TVML Seed Fund (2016), e foi selecionado para o Buckminster Fuller Institute’s Catalyst Program (2017).

Laura González Fierro é arquiteta pela Universidade Iberoamericana da Cidade do México (2002) e mestre em arquitetura pela Universidade de Columbia GSAPP (2008). Em 2010, fundou +ADD, atuando em Cidade do México, São Paulo e Nova York nas áreas de projetos de arquitetura, urbanismo, design e consultoria. Seu trabalho foi publicado pela Braun Publishing, LEAF Review, PIN-UP entre outros. Paralelamente à prática fundou o LED [Laboratório Experimental a Distância], uma plataforma dedicada a pesquisa multidisciplinar sobre o ambiente construído e as dinâmicas urbanas.

Marcelo Maia Rosa é arquiteto e sócio do Andrade Morettin Arquitetos Associados (2007), escritório vencedor do concurso para nova sede do IMPA-RJ (2015), onde coordenou o projeto do novo museu do Instituto Moreira Salles (2017), em São Paulo. Marcelo é graduado em arquitetura e urbanismo pela Universidade Mackenzie em São Paulo e TU/e em Eindhoven (2005) – com cursos complementares pela Université Paris Sorbonne (2012) – e pós graduado pela Escola da Cidade (2017), onde atualmente é professor. Foi curador em 2015 do Global Shapers Community Hub São Paulo, iniciativa do World Economic Forum.

Sol Camacho é arquiteta pela Universidade Iberoamericana da Cidade do México e Paris Val de Seine (2004) e mestre em arquitetura e urbanismo pela Universidade de Harvard (2008). Fundou o escritório RADDAR em São Paulo (2011). Recebeu o Premio Lafarge Holcim Awards (2017) pelo projeto PIPA – Conjunto cultural e comercial em Paraisopolis onde tem uma sede do RADDAR desenvolvendo pesquisa sobre o entorno. Entre outros reconhecimentos, Sol foi candidata ao Rolex Mentor and Protégé Arts Initiative (2016) e ganhou duas vezes a bolsa de Pesquisa FONCA (2012, 2014). Atualmente, Sol é diretora Cultural do Instituto Bardi / Casa de Vidro.

Pavilhão do Brasil na 16ª Mostra Internacional de Arquitetura – Bienal de Veneza

Comissário: João Carlos de Figueiredo Ferraz, presidente da Fundação Bienal de São Paulo
Curadoria: Gabriel Kozlowski, Laura González Fierro, Marcelo Maia Rosa e Sol Camacho
Título da exposição: Muros de Ar
Local: Pavilhão do Brasil
Endereço: Giardini Castello, Padiglione Brasile, 30122 Veneza, Itália
Data: 26 de maio a 25 de novembro de 2018

Fonte: ASCOM MinC
Com informações da Fundação Bienal de São Paulo

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MinC promove Seminário Cultura e Pensamento América Latina

Goiânia (GO) será sede, de quinta (30/11) a sábado (2/12), do Seminário de Cultura e Pensamento América Latina. Promovido pelo Ministério da Cultura (MinC), em parceria com o Media Lab da Universidade Federal de Goiás (UFG), o evento reunirá convidados do Brasil e de outros países da América Latina para debater quatro temas principais: economia da cultura, políticas públicas culturais, cultura das fronteiras e cultura digital. A participação é gratuita. Interessados podem se inscrever neste link (http://inscricoes.medialab.ufg.br). 

A cerimônia de abertura será nesta quinta (30), às 9h30, e contará com a participação da secretária de Articulação e Desenvolvimento Institucional do Ministério da Cultura, Magali Guedes, do reitor da UFG, Orlando Afonso, da superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Goiás, Salma Saddi, e do prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha.

Serão realizadas três mesas de debate na quinta-feira e quatro na sexta-feira e no sábado. As discussões contarão com representantes de Brasil, México, Chile, Uruguai, Colômbia, Bolívia, Argentina e Venezuela.

Além dos debates, o seminário também contará com apresentações musicais das bandas Metá Metá, Francisco El Hombre, Carne Doce, Heróis de Botequim, Lucas Lanne e os Bipolares e Canapé Jazz. Também haverá espetáculos de dança contemporânea com a Cia Concreto e Corpo de baile Noara Beltrami e apresentação do DJ Avá Canoeiro.

Serviço
Seminário de Cultura e Pensamento América Latina
Data: 30 de novembro a 2 de dezembro
Local: Palácio da Música Belkiss Spenzièri, Centro Cultural Oscar Niemeyer, Goiânia – Goiás
Horários: 08:00 às 17:00 – Grupos de debate e discussões | 17:30 às 00:00 – programação cultural

Programação completa

Fonte: ASCOM MinC

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Games produzidos no Brasil ganham reconhecimento mundial

O mercado mundial de games vem apresentando crescimento expressivo. Pesquisa divulgada pela empresa Newzoo mostra que, em 2016, o mercado global faturou cerca de U$ 100 bilhões, um crescimento de 8,5% em relação a 2015. E a expectativa é que, em 2019, esse montante chegue a US$ 118,6 bilhões.

No Brasil, o mercado segue a tendência mundial. De acordo com dados da 18ª Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2017-2021, realizada pela PricewaterhouseCoopers, o gasto com games em 2016 chegou a US$ 644 milhões. Em 2021, a expectativa é que atinja US$ 1,4 bilhão, um crescimento médio de 17% ao ano.

Atento a este movimento, o Ministério da Cultura está investindo, este ano, mais de R$ 10,8 milhões em três editais de fomento à produção de jogos eletrônicos. Na próxima semana, serão divulgados os vencedores do edital App pra Cultura, que premiará, com R$ 20 mil, 40 aplicativos ou games originais voltados para o oferecimento de serviços culturais, sendo 20 voltados ao audiovisual e 20 com temática cultural livre. No total, serão R$ 800 mil em prêmios.

Neste mês de novembro, o Ministério publicou a lista de vencedores do Prêmio Literário Ferreira Gullar, que destinará R$ 30 mil a três estudantes dos ensinos fundamental e médio que desenvolverão jogos eletrônicos ou aplicativos que incentivem a leitura e o conhecimento da obra do poeta maranhense. E em maio, a Agência Nacional do Cinema (Ancine), vinculada ao MinC, revelou os 23 vencedores do primeiro edital de jogos eletrônicos do Programa Brasil de Todas as Telas, que investiu R$ 10 milhões na produção de novos games brasileiros.

Internacionalização

Este ano, dois games brasileiros entraram para a lista PAX-10, uma seleção dos melhores games independentes expostos todos os anos na Penny Arcade Expo (PAX). Celeste, do estúdio brasileiro MiniBoss, foi um dos escolhidos. Mas este ano também viu, pela primeira vez, a escolha de um game 100% brasileiro para a lista dos melhores: o No Heroes Here, um jogo em 2D que pode ser jogado por uma a quatro pessoas.

O No Heroes Here conta a história do Reino de Noobland, que perdeu seus heróis e conta com os jogadores para defender o castelo de inimigos. Mas, como o próprio nome do jogo sugere, não há heróis individuais no jogo: a única forma de ganhar é cooperando com os demais jogadores, para criar diferentes tipos de munição, armas e táticas de defesa.

A Penny Arcade Expo celebra a cultura gamer, com shows temáticos, painéis de discussão, torneios e áreas para que os amantes possam jogar as mais novas criações. Ao mesmo tempo, a PAX oferece uma plataforma única para desenvolvedores de games independentes, que podem mostrar ao público seus projetos mais recentes. Normalmente, esse rol é dominado por americanos e britânicos, mas os brasileiros têm começado a acabar com o monopólio.

O No Heroes Here entrou para a PAX-10 em setembro deste ano, levando ao mesmo tempo o Prêmio Indie do festival. Para ser selecionado, o jogo foi avaliado por mais de 50 gamers e especialistas do mercado. A jogabilidade e o fator “diversão” foram os principais critérios na avaliação.

Desenvolvido e produzido pela Mad Mimic, uma empresa independente, o No Heroes Here está disponível para o público desde o dia 3 de outubro em PC e Mac (via Steam). No primeiro trimestre de 2018, a empresa planeja lançar o jogo para PlayStation 4 e Nintendo Switch.

Fonte: ASCOM MinC, com informações do site Be Brasil, da Apex-Brasil

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Serra da Barriga, em Alagoas, celebra Dia da Consciência Negra

A programação começou ainda na madrugada, com a celebração de rituais religiosos de matriz africana. Por toda manhã, rodas de capoeira, grupos de percussão e cantos animaram os presentes (Foto: Marcelo Araújo)

Uma grande festa com centenas de pessoas marcou as comemorações do Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, nesta segunda-feira, no Parque Memorial Quilombo dos Palmares. Este ano, o tom do evento ficou com o título recebido pela Serra da Barriga, em União dos Palmares (AL), de Patrimônio Cultural do Mercosul.

A programação começou ainda na madrugada, com a celebração de rituais religiosos de matriz africana. Por toda manhã, rodas de capoeira, grupos de percussão e cantos animaram os presentes. Moradores de todo o estado de Alagoas, entre eles alunos de escolas públicas, e turistas compareceram aos festejos.

A solenidade contou com a participação do presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Erivaldo Oliveira, do governador de Alagoas, Renan Filho, do prefeito de União dos Palmares, Kil Freitas, e do primeiro presidente da Fundação Palmares, Carlos Moura, além de autoridades federais, estaduais e municipais, do meio acadêmico, dos quilombolas, dos capoeiristas, dos povos de terreiro e da sociedade civil em geral.

O presidente da FCP entregou aos membros da Comunidade Quilombola Muquém, de União dos Palmares, o Selo Quilombola. O documento resulta de parceria entre a Fundação Palmares a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário. A artesã Albertina Nunes recebeu o selo, que agrega valor às atividades dos remanescentes de quilombos. Depois, Erivaldo Oliveira e Renan Filho deram os certificados de conclusão da capacitação para multiplicadores do projeto Conhecendo Nossa História: da África ao Brasil, uma iniciativa da FCP em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e prefeituras.

Império da Guiné

A cerimônia teve também um lançamento importante, do jogo Império da Guiné, desenvolvido pela Fundação Palmares e Instituto Federal de Brasília (IFB). O material será trabalhado em escolas que aderiram ao Conhecendo Nossa História, apresentando aspectos diplomáticos culturais e científicos da África. Ainda no evento, o governador Renan Filho assinou a ordem de serviço para implantação de mais de 7km de asfalto no acesso à Serra da Barriga, o que deve contribuir para fortalecer o turismo na região.

Erivaldo Oliveira agradeceu o apoio do governo estadual para o desenvolvimento da Serra da Barriga, localidade que no passado abrigou o Quilombo dos Palmares, onde Zumbi dos Palmares liderou a luta pela liberdade do povo negro. O presidente da FCP adiantou que, em 2018, sua instituição vai propor a candidatura da Serra da Barriga ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade na reunião da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). “Hoje o setor de turismo é o que mais cresce no mundo inteiro. Queremos fazer daqui um lugar de grande visitação, mas de forma organizada, com as pessoas aprendendo sobre a religiosidade de matriz afro, sobre o gingado da capoeira e sobre a história de Zumbi dos Palmares”, destacou.

Carlos Moura lembrou que a história da Fundação Palmares começou no fim dos anos 80, depois que militantes do movimento negro conheceram a Serra da Barriga. “Meus cumprimentos à Fundação Palmares pelo excelente trabalho. Não basta só denunciar o racismo e o preconceito. É preciso ter políticas públicas como as que esta instituição realiza”, elogiou o primeiro presidente da Fundação, que em 2018 comemora 30 anos de criação.

O prefeito Kil Freitas observou que a chegada do título de Patrimônio Cultural do Mercosul coincide com um momento de mudanças para União dos Palmares. Renan Filho parabenizou a Fundação Palmares pelo trabalho realizado na promoção da cultura e na defesa dos direitos do povo negro. “Hoje é um dia especial, o primeiro 21 de novembro tendo a Serra da Barriga como Patrimônio Cultural do Mercosul. Viva Zumbi! Axé”, afirmou Renan Filho.

A cada ano, uma surpresa

Para quem compareceu à festa do Dia da Consciência Negra, junto com a comemoração da data havia o orgulho pelo reconhecimento do Mercosul, que contou com campanha empreendida pela Fundação Palmares. A jovem Ekedi Lucélia Tainá participa dos festejos desde criança e trazia a alegria estampada no rosto. “Cada ano, temos uma surpresa. Em 2017, é o título para a Serra. Significa mais uma reverência à memória do nosso herói, Zumbi dos Palmares”, ressaltou Lucélia.

O estudante Jeiverson Bernardo contou que é importante prestigiar os eventos do Dia da Consciência Negra. “Esta data nos faz refletir sobre as questões do povo negro por todo o ano”, disse. O técnico de enfermagem Jadiel Rodrigues subiu a serra pela primeira vez e ficou feliz com o que viu. “Nem dormi nessa noite. Estou bastante empolgado”, revelou Jadiel.

Para o ativista do movimento negro e professor Zezito Araújo, o título dado pelo Mercosul inaugura um novo capítulo na história da Serra da Barriga. “Vivemos um resgate dos nossos valores. A população alagoana está tomando conhecimento do que aconteceu aqui e, automaticamente, melhorando sua autoestima”, declarou Zezito.

Fonte:

Marcelo Araújo
Fundação Cultural Palmares
Ministério da Cultura

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