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Igreja de Itapanhoacanga, em Minas Gerais, será restaurada

Importante bem tombado individualmente pelo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e representante singular da arquitetura religiosa de Minas Gerais, a Igreja Matriz de São José de Itapanhoacanga, em Alvorada de Minas (MG), será restaurada. As obras são frutos de um Termo de Compromisso firmado entre o Iphan e a Anglo American no valor de R$ 4 milhões.

Serão executadas obras civis e serviços de elementos artísticos, além de implantação de sistema de proteção de descargas atmosféricas, alarme e proteção a incêndios, hidrossanitário e sonorização. A previsão é de 24 meses para a entrega da igreja totalmente restaurada à comunidade.

Construída em 1785 como capela filial da Matriz da Vila do Príncipe (atual município de Serro), a Igreja ostenta belas pinturas decorativas de Manuel Antônio, compondo‐se de 12 painéis que representam cenas da vida de São José e da infância de Jesus. Tombada em 1972, a igreja passou por obras de restauração entre os anos 1999 e 2000.

O povoado de Itapanhoacanga, que pertencia ao antigo distrito do Serro do Frio, passou a pertencer ao município de Alvorada de Minas em 1962. Por muito tempo foi antigo pouco no Caminho dos Diamantes e da Estrada Real, que ligava o Serro a Ouro Preto.

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1 Comentário

  1. Jordane

    Este é o sonho d todos da comunidades ver está obra comcuida pois é muito triste ver uma marco da cidade sendo consumida pelo tempo e ninguém fazer nada pelo lugar parabéns pela iniciativa

    Responder

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Igreja Matriz Espírito Santo

A cidade de Jaguarão (RS) encerra o ano de 2019 em festa. Nos próximos dias, a população receberá o resultado de duas importantes obras de restauração: a Igreja Matriz do Divino Espírito Santo e o Mercado Público Municipal. Juntas, elas somam investimentos de R$ 13,5 milhões advindos do Governo Federal, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), gerando benefícios para toda a região.

A primeira a ser entregue será a restauração e ampliação da Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, localizada na Praça Dr. Alcides Marques. Todo o templo recebeu intervenções, com a recuperação de toda a parte interna, altares e áreas administrativas, além da construção de um novo salão paroquial e memorial histórico. A obra foi executada pela Prefeitura Municipal e teve o apoio da Paróquia do Divino Espírito Santo, recebendo recursos de mais de R$ 8 milhões do Iphan.

Construída em estilo eclético, em 1846, a Igreja Matriz é um dos marcos no núcleo formador de Jaguarão. Após três anos fechada para as obras de restauração, será reaberta ao público na próxima sexta-feira, dia 20, às 20h, em evento com extensa programação religiosa e cultural, incluindo apresentações musicais e uma benção no local. Para encerrar a solenidade, os sinos da Igreja serão tocados ao mesmo tempo que os das demais capelas ao Divino Espírito Santo na região.

Mercado Público MunicipalJá no dia 26 de dezembro será a vez de o Mercado Público reabrir as portas. A edificação de estilo colonial, construída entre 1864 e 1867, é representativa do assentamento urbano no território de fronteira, já que se encontra em local estratégico na divisa entre o Brasil e o Uruguai, e foi, durante anos, símbolo do comércio entre os dois países. A obra de restauração contemplou todo o edifício, com a realização de serviços como restauro das coberturas e dos forros, pintura geral, estabilização estrutural e a implantação de um Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio e de Sistema de Proteção contra descargas atmosféricas.

A obra, executada pela Prefeitura Municipal, com recursos de R$ 5,3 milhões do Iphan, também propõe a retomada dos usos do local, com a instalação de restaurantes e lojas de artesanato e outros produtos. Ao todo, são sete espaços disponíveis para comercialização, sendo que três deles já estarão ocupados no dia da reabertura do Mercado. A proposta é que, assim, o espaço retome sua importância na dinâmica econômica e cultural da cidade, atraindo moradores e turistas para a região do Centro Histórico.

Investimentos no Patrimônio Cultural
O conjunto histórico e paisagístico de Jaguarão é protegido pelo Iphan, por meio do tombamento, desde 2011. Ele inclui uma série de edificações, a exemplo do Mercado e da Igreja Matriz, que vêm sendo conservadas como parte do simbólico Patrimônio Cultural Brasileiro no Rio Grande do Sul, representativas da história e da formação do Estado. Nesse sentido, nos últimos anos, o Iphan tem feito uma série de investimentos no local, somando recursos de R$ 14,3 milhões já investidos em obras e projetos. Além das duas obras que estão sendo concluídas agora, o Teatro Esperança também foi restaurado pela instituição. No Estado como um todo, esses recursos já alcançam quase R$ 38 milhões, incluindo intervenções nas cidades de Porto Alegre, Pelotas e São Miguel das Missões.

Serviço:
Entrega da restauração da Igreja Matriz do Divino Espírito Santo
Data:
20 de dezembro de 2019, às 20h
Local: Praça Alcides Marques, nº 35 – Jaguarão/RS

Entrega da restauração do Mercado Público Municipal
Data:
26 de dezembro de 2019, às 19h
Local: Rua General Marques – Jaguarão/RS

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Os 36 novos integrantes do Conselho Nacional de Política Cultural aprovaram o regimento interno e as datas e temas das próximas reuniões

Os 36 novos integrantes do Conselho Nacional de Política Cultural tomaram posse nesta sexta-feira (20), em cerimônia realizada no auditório do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), em Brasília. Na ocasião ainda foi realizada a primeira reunião extraordinária do conselho. Os novos membros têm a responsabilidade de formular, discutir e analisar as políticas públicas para o setor.

Nesse momento de retomada do conselho, o secretário especial da Cultura, Roberto Alvim, destacou a importância do órgão. “Esse conselho tem uma importância histórica, na medida em que nós vamos, juntos aqui, governo e sociedade civil. Promovemos uma revisão do Plano Nacional de Cultura. O anterior vence em dezembro de 2020 e nós teremos esse um ano aí para revisarmos, reestruturarmos, reescrevermos o Plano, que designa todas as metas, ações, ideias, acerca de políticas culturais estruturantes para os próximos 10 anos”, concluiu. Já a secretária da Diversidade Cultural, Jane Silva, destacou que cabe ao CNPC “desenvolver a gestão pública de cultura de modo a contribuir para o desenvolvimento do Brasil”.

O colegiado, que estava desativado desde janeiro de 2017, reúne representantes da sociedade civil e do poder público. Confira aqui o nome de todos os novos integrantes do conselho. Dos 18 membros da sociedade civil, dez foram eleitos por voto popular pela internet, entre 53 candidatos indicados pelos conselhos estaduais. Seis foram indicados por entidades habilitadas por meio de edital. Já uma indígena e um cidadão de notório saber foram indicados pela Secretaria da Cultura.

A indicação pelo poder público da cacique Libiana Pompeu Tavares, da aldeia de Mainumy, de Barra do Corda (MA), para representante dos povos indígenas, se deu porque nenhuma entidade respondeu ao chamamento do edital. De acordo com ela, a presença de uma representante indígena no CNPC auxiliará a preservar sua cultura. “Eu tenho certeza de que o conselho fará um trabalho bonito, que vai mostrar ao povo indígena o valor que sua cultura tem. Aqui nós pegamos ideias, que podemos levar para as aldeias e mostrar que a nossa cultura, a nossa medicina, também possam expandir”, conta a líder da etnia Guajajara.

Reunião extraordinária

Na pauta da reunião extraordinária, esteve a apreciação do regimento interno do CNPC, bem como o agendamento e a delimitação da pauta dos próximos encontros. Outro ponto abordado foi a decisão da data de organização da próxima Conferência Nacional de Cultura, que reúne representantes do setor de todo o País para debater e propor diretrizes para a cultura brasileira.

A proposta inicial, de que fosse realizada em 2020, foi amplamente debatida, em razão de ser ano de eleições municipais. A proposta é de que seja realizada em 2021, para ampliar a participação dos municípios na conferência. Segundo a representante da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Ana Clarissa Fernandes, a participação da entidade tanto no conselho, quanto na conferência, é essencial para fazer com que cheguem até a ponta.

“A Confederação Nacional de Municípios é a entidade que representa todos os municípios brasileiros, que são diversos, que tem especificidades, não só em termos de diferentes portes populacionais, mas também em termos de institucionalização das políticas municipais. A nossa participação traz a oportunidade de a gente colocar no debate federal como a política vai se desdobrar nos municípios. Porque no final das contas, essas políticas acontecem todas é no âmbito local, é para as populações que vivem nos seus municípios”, comentou ela.

Novo CNPC

Este é o primeiro grupo de conselheiros a tomar posse desde que o conselho foi reestruturado, em junho deste ano. O número de membros passou de 440 para 36, sendo 18 da sociedade civil e 18 do poder público. A economia estimada nos custos anuais de manutenção é de cerca de R$ 1,8 milhão – um corte de R$ 1,9 milhão para R$ 182 mil anuais, ou seja, cerca de 90%.

Segundo a secretária da Diversidade Cultural, Jane Silva, “o novo formato contribui para o fortalecimento do Sistema Nacional de Cultura, já que temos representantes dos conselhos estaduais no plenário do CNPC”. Até o momento, os 26 estados e o Distrito Federal, além de 2.665 municípios, aderiram formalmente ao SNC e estão constituindo seus sistemas de cultura, tendo os conselhos de cultura como componente obrigatório.

Leia mais: Reestruturado, novo CNPC toma posse nesta sexta-feira (20)

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Secretaria Especial da Cultura

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Complexo Cultural do Bumba meu boi poderá se tornar Patrimônio Imaterial

Candidatura será analisada pelo Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco nos próximos dias 10 a 12 de dezembro, durante a 14º reunião realizada em Bogotá, na Colômbia

Foto: Edgar Rocha / Iphan

Um testemunho da grande capacidade de criatividade humana e uma expressão cultural de alta relevância para memória, diversidade cultural e histórica do Brasil. Assim, o Complexo Cultural do Bumba meu boi do Maranhão já é reconhecido nacionalmente e, agora, essa riqueza popular pode também ser consagrada como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. A candidatura será analisada pelo Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco nos próximos dias 10 a 12 de dezembro, durante a 14º reunião realizada em Bogotá, na Colômbia.

O Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, destaca que a análise da Unesco apenas reforça todo o potencial do turismo cultural do país. “Não à toa, fomos eleito pelo Fórum Econômico Mundial como o nono país em atrativos culturais, o que nos faz ter a certeza de que a valorização de nossa identidade cultural será fundamental para levar nosso setor a um novo patamar”, afirma.  Para o secretário Especial da Cultura, Roberto Alvim, o reconhecimento é de extrema importância pois, além de garantir maior promoção do bem no país e no exterior, também vem acompanhado de todo um trabalho de valorização e proteção. “No dossiê construído para a candidatura estão previstas ações de salvaguarda que terão que ser cumpridas para garantir que essa expressão cultural não se perca de sua essência, e continue encantando multidões pelo Brasil”, ressalta.

Reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural do Brasil em 2011, o Bumba meu boi realizado no Maranhão é considerado um Complexo Cultural por congregar diversos bens associados em uma manifestação. No campo da expressão popular, por exemplo, apresenta performances dramáticas, musicais e coreográficas, destacando-se ainda a riqueza das tramas e personagens. Já no plano material, podem ser apreciados os artesanatos, como os bordados do couro do boi e das indumentárias de seus personagens, os instrumentos musicais confeccionados artesanalmente, entre outros. “Essa candidatura vai mostrar para o mundo o que os brasileiros já apreciam. Vamos compartilhar com eles toda a magnitude dessa expressão de alta relevância para memória, diversidade cultural e história nacional”, destaca a presidente do Iphan, Kátia Bogéa.

A brincante e presidente do Boi de Maracanã, Maria José Soares, um dos mais tradicionais do Estado maranhense, diz ser uma honra dar continuidade ao trabalho do mestre Humberto de Maracanã, o Guriatã, e que tem na prática uma devoção e um compromisso com São João. Para ela “é um privilégio concorrer a esse título da Unesco que traz o reconhecimento a um trabalho realizado por todos que fazem a celebração acontecer”. Só no grupo que preside são mais de mil envolvidos para manter viva a cultura popular.

Para contribuir para a continuidade dessa tradição e sustentabilidade da prática, bem como para a melhoria das condições sociais e materiais de transmissão e reprodução que possibilitam sua existência, o Iphan, da Secretaria Especial da Cultura, vinculado ao Ministério do Turismo, tem desenvolvido junto com as comunidades e parceiros diversas ações estratégicas de curto, médio e longo prazo. Dentre as ações do Plano de Salvaguarda estão a identificação, documentação, preservação, promoção, proteção e valorização. Esse plano, inclusive, é uma das exigências da Unesco para aceitar a candidatura de um bem cultural.

Caso conquiste este título, o Complexo Cultural do Bumba meu Boi será o sexto bem brasileiro a integrar a lista internacional junto com a Arte Kusiwa – Pintura Corporal e Arte Gráfica Wajãpi (2003), o Samba de Roda no Recôncavo Baiano (2005), o Frevo: expressão artística do Carnaval de Recife (2012), o Círio de Nossa Senhora de Nazaré (2013) e Roda de Capoeira (2014).

Processo para candidatura

A candidatura a ser avaliada pelo Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial é a último passo de um longo caminho que deve atender a critérios nacionais e internacionais. De início, a comunidade encaminha ao Iphan a proposta de inclusão na lista representativa da Unesco. O bem cultural deve atender aos requisitos de elegibilidade à Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, dispostos na Resolução 1/2009 do Iphan.

O próximo passo é a avaliação da proposta de candidatura realizada pela Câmara do Patrimônio Imaterial e do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. Tendo o aceite, o proponente então elaborará o dossiê de acordo com formulário da Unesco e com a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco de 2003, apresentando neste documento ao Organismo Internacional que o bem preenche requisitos de excepcionalidade cultural.

A Celebração

Profundamente enraizado no cristianismo e, em especial, no catolicismo popular, o bumba meu boi envolve a devoção aos santos juninos São João, São Pedro e São Marçal, que mobilizam promessas e marcam algumas datas comemorativas. Os cultos religiosos afro-brasileiros do Maranhão, como o Tambor de Mina e o Terecô, também estão presentes nessa celebração, uma vez que ocorre o sincretismo entre os santos juninos e os orixás, voduns e encantados que requisitam um boi como obrigação espiritual.

Muitas vezes definido como um folguedo popular, o bumba meu boi extrapola o aspecto lúdico da brincadeira para fazer sentido como uma grande celebração em cujo centro gravitacional encontram-se o boi, o seu ciclo vital e o universo místico-religioso. Considerado a mais importante manifestação da cultura popular do Estado, tem seu ciclo festivo dividido em quatro etapas: os ensaios, o batismo, as apresentações públicas ou brincadas, e a morte. É vivenciado pelos brincantes ao longo de todo o ano.

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Confira os selecionados da sociedade civil ao Conselho Nacional de Política Cultural

Previsto na Constituição Federal, órgão é responsável pela proposição de políticas públicas e pelo desenvolvimento e fomento de atividades culturais brasileiras

A Secretaria Especial da Cultura divulgou, nesta quarta-feira (27), o resultado final do edital que selecionou os membros da sociedade civil que farão parte do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), órgão recém-integrado à estrutura do Ministério do Turismo. Previsto na Constituição Federal, o CNPC é responsável por articular e debater, com as esferas governamentais e a sociedade civil organizada, proposições de políticas públicas para o desenvolvimento e o fomento de atividades culturais brasileiras.

Foram selecionados representantes, titulares e suplentes, de organizações e entidades culturais nos seguintes segmentos: técnico artístico; patrimônio cultural; culturas populares; e expressões culturais afro-brasileiras. No total, foram selecionados três representantes para o segmento técnico artístico e um para cada um dos demais segmentos. Não houve entidade habilitada para o segmento de culturas dos povos indígenas. A indicação para esse segmento caberá ao Secretário Especial da Cultura, conforme previsto no edital de chamada pública.

Além disso, foram eleitos dois titulares e dois suplentes por macrorregião brasileira (Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste), indicados pelos conselhos de cultura dos estados e do Distrito Federal. No total, mais de 3,6 mil eleitores de todas as regiões brasileiras votaram nos candidatos indicados por esses conselhos.

Essa nova representação visa fortalecer a atuação do CNPC, bem como dos conselhos estaduais e do DF, como instâncias propositivas, de consulta, monitoramento e debate sobre as políticas públicas de cultura no território nacional.

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Ação de salvaguarda da Capoeira é destaque na Serra da Barriga

Vista Panorâmica da paisagem da Serra da Barriga (AL)

O Dia da Consciência Negra foi celebrado, nesta quarta-feira, dia 20 de novembro, na Serra da Barriga, em União dos Palmares (AL). A cerimônia contou com ação de salvaguarda da Capoeira no estado, promovida pelo Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional em Alagoas (Iphan-AL), com o objetivo de orientar os detentores do bem cultural sobre a política de salvaguarda e para o cadastramento na plataforma nacional.

“Tivemos momentos significativos de representatividade com os mestres antigos que participaram do evento. A ação foi um momento importante de aproximação com os capoeiristas, no qual foi possível divulgar as políticas de salvaguarda da capoeira e o cadastramento de 40 capoeiristas na plataforma nacional, entres eles contramestres e professores”, diz o consultor de Patrimônio Imaterial, Clair Junior.

Ação de salvaguarda da Capoeira celebra Dia da Consciência Negra na Serra da Barriga, em Alagoas

A iniciativa é resultado da articulação entre os mestres, capoeiristas, pesquisadores e o Iphan, por meio de reuniões do Grupo de Trabalho da Salvaguarda da Capoeira, com o objetivo de identificar os grupos e praticantes que mantêm a manifestação afro-brasileira. O mapeamento visa fornecer dados e informações sobre a quantidade e distribuição espacial da Capoeira em Alagoas.

A primeira etapa da salvaguarda da Capoeira em Alagoas teve início no mês de agosto de 2019 e deve ser concluída até o fim do ano. Até lá, o Grupo de Trabalho coordenado pelos próprios capoeiristas tem promovido encontros sistemáticos na sede do Iphan-AL.

Ofício de Mestre da Capoeira e da Roda de Capoeira
A Roda de Capoeira é um elemento estruturante de uma manifestação cultural, espacial e temporal, na qual se expressam simultaneamente o canto, o toque dos instrumentos, a dança, os golpes, o jogo, a brincadeira, os símbolos e os rituais de herança africana – notadamente banto – recriados no Brasil. O bem foi registrado pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil em 2008.

No mesmo ano, foi reconhecido o Ofício dos Mestres de Capoeira, saber transmitido de modo oral e gestual, de forma participativa e interativa, nas rodas, nas ruas e nas academias, assim como nas relações de sociabilidade e familiaridade construídas entre mestres e aprendizes.

Os registros da Roda de Capoeira e do Ofício dos Mestres de Capoeira têm abrangência nacional. Em 2014, a Roda de Capoeira foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultural (Unesco) como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Fonte: Iphan

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