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Projetos sobre o Patrimônio Cultural terão prioridade na captação de recursos via lei de incentivo fiscal

A priorização das propostas culturais de patrimônio material e imaterial se relacionam com as metas 04, 24 e 25 do PNC.

A previsão foi publicada em Portaria da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo.

Marabaixo (AP) – Cortejo e Benção da Murta Seafro – Foto: Eduardo Costa

Projetos que visam ao Patrimônio Cultural material e imaterial terão prioridade na captação de recursos via lei de incentivo fiscal, conforme a Portaria nº 24 da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo. Publicada em dezembro de 2020, a portaria também prioriza propostas referentes à atividade museológica, ações plurianuais e conservação de acervos. O objetivo principal da portaria é instituir metas de análise de propostas culturais.

A portaria trata dos incentivos previstos no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), instituído pela Lei nº 7.505/1991, tendo como um de seus objetivos a preservação do Patrimônio Cultural. Pela lei, são passíveis de incentivo, projetos que têm como escopo a “construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como coleções e acervos”.

“Priorizar as propostas culturais de patrimônio material e imaterial é uma forma de atendermos à urgência que esse tipo de ação cultural requer”, explicou o secretário Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura da Secretaria Especial de Cultura, André Porciúncula.

Ainda no âmbito do Pronac, estão previstas a conservação e a restauração de “prédios, monumentos, logradouros, sítios e demais espaços, inclusive naturais, tombados pelos Poderes Públicos”. Isso inclui bens tombados pelo Iphan em todo o Brasil, como edificações, centros históricos das cidades e, ainda, bens reconhecidos como Patrimônio Mundial, tal qual o Parque Nacional da Serra da Capivara (PI) e o Parque Nacional do Iguaçu (PR). Atualmente, há 1.266 bens de natureza material tombados pelo Iphan, além de outros 591 bens valorados no âmbito do Patrimônio Ferroviário.

Outro objetivo do incentivo a projetos culturais é a proteção do “folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais”. Nesse campo, estão incluídos os 48 bens registrados como Patrimônio Cultural, desde ofícios como o das Baianas do Acarajé e dos Mestres de Capoeira, às celebrações, como a Festa do Senhor Bom Jesus do Bonfim (BA), o Complexo Cultural do Boi Bumbá (AM) e a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, além das formas de expressão como o Frevo (PE), o Jongo no Sudeste e o Marabaixo (AP).

Para a presidente do Iphan, Larissa Peixoto, a portaria ressalta a relevância do conjunto de bens acautelados pelo Instituto e, mais ainda, a necessidade de realização de projetos que incentivem a preservação e reprodução do Patrimônio Cultural. “O incentivo a esses projetos relativos ao Patrimônio Cultural é fundamental em diversos aspectos, especialmente em duas frentes: o direito à memória e à identidade nos vários estados, mas também o fomento à geração de emprego e renda entre os fazedores de cultura.”

Serra da Capivara - Foto:Joaquim Neto

Serra da Capivara – Foto: Joaquim Neto

 

Metas para prestação de contas

A Portaria da Secretaria de Cultura criou ainda metas para a análise da prestação de contas das propostas culturais beneficiadas pelo programa federal de incentivo. A medida busca evitar o aumento do passivo de prestação de contas da secretaria. De acordo com o documento, devem ser analisados em média seis processos ao dia, totalizando 120 ao mês. A secretaria também determina que deve haver equilíbrio entre as admissões de propostas relativas ao fomento e incentivo cultural e a capacidade operacional de análise das prestações de contas.

Fonte: Iphan

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Iphan lança campanha de fomento ao Patrimônio Cultural Imaterial

A ação se relaciona com a meta 04 do PNC.

Teatro de Bonecos Popular do Nordeste

Em parceria com comunidades detentoras, a ação visa promover bens registrados e produtos associados. A chamada pública para adesão segue aberta.

Mestres e mestras do carimbó, produtores da viola-de-cocho e grupos do teatro de bonecos popular do Nordeste são alguns dos participantes da ação “Conectando Patrimônios: redes de artes e sabores”, lançada nesta quinta-feira, 18 de fevereiro. Realizada a partir da parceria entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e comunidades detentoras, a campanha visa à promoção do Patrimônio Cultural Imaterial, estimulando a venda de produtos relacionados a bens registrados em todo o Brasil.

Diante da situação de emergência em saúde pública decorrente da pandemia do novo coronavírus, shows, apresentações e todo tipo de evento tiveram de ser adiados. Isto impactou o cotidiano de festas e rituais realizados por grupos detentores de bens registrados como Patrimônio Cultural do Brasil. Neste cenário, essas comunidades buscaram alternativas para lidar com o isolamento social. O Ciclo do Marabaixo (AP), por exemplo, foi realizado por meio de lives; bailes do Fandango Caiçara tiveram transmissão on-line; e, em São Luís (MA), grupos do Bumba-meu-boi realizaram carreatas pela cidade.

Com o objetivo de criar um espaço de visibilidade para detentores e suas respectivas manifestações culturais, a ação vai apresentar coletivos de detentores de vários estados com os seus respectivos contatos de telefone e redes sociais, que ficarão reunidos no site da campanha. Quem se interessar, poderá entrar nas páginas virtuais dos coletivos e adquirir produtos desses grupos, como gêneros alimentícios e biojóias produzidas por indígenas do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (AM) e os livretos de artistas da Literatura de Cordel (DF). A compra, o pagamento e a entrega dos artigos são realizadas diretamente entre o detentor e o comprador.

“O Iphan entendeu a necessidade de ações emergenciais, dentro da política de salvaguarda, para promover e visibilizar o Patrimônio Cultural Imaterial. Nesse projeto, somos mediadores entre detentores e o público em geral”, explicou a presidente do Iphan, Larissa Peixoto. “Dar visibilidade a práticas e saberes de mestres de todo o Brasil é, também, garantir a preservação do Patrimônio Cultural e, principalmente nesse momento de pandemia, estimular a qualidade de vida e a inclusão social.”

Tambor de Crioula (MA)

Visando promover a sustentabilidade de bens registrados como Patrimônio Cultural, a campanha é uma ação de salvaguarda inserida no Programa Nacional do Patrimônio Imaterial que, em 2020, completou 20 anos de criação.

“É uma ação que, ao reunir detentores, promove saberes e práticas realizadas em todo o Brasil. E mostra à sociedade a importância da herança cultural intangível”, avalia o diretor do Departamento do Patrimônio Imaterial (DPI), Tassos Lycurgo. “Uma das principais dimensões da campanha é apoiar a sustentabilidade das manifestações. Falamos do fortalecimento socioeconômico das comunidades para garantir a continuidade daquilo que é a história, a cultura e a identidade brasileiras.”

Para viabilizar o Conectando Patrimônios, as superintendências do Iphan nos estados mobilizaram coletivos de detentores que participam da ação. Mas a chamada continua. Os grupos que tiverem interesse em participar devem entrar em contato com a superintendência do Iphan no seu estado, que dará os detalhes sobre como aderir à ação.

Serviço:
Ação “Conectando Patrimônios: redes de artes e sabores”
Lançamento:
18 de fevereiro de 2021
Endereço: portal.iphan.gov.br/conectapatrimonios

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Portaria que estabelece diretrizes de preservação do Teatro Municipal de São Paulo é publicada

A  preservação do Teatro Municipal de São Paulo se relaciona com as metas 05 e 10 do PNC.

Regulamentação prevê poligonal de tombamento deste importante monumento nacional cravado no centro da capital paulista

Teatro Muncipal de São Paulo

Teatro Municipal de São Paulo, tombado pelo Iphan em 2014 (Foto: Victor Hugo).

Tombado pelo Iphan em 2014, o Teatro Municipal de São Paulo foi projetado por Domiziano Rossi e Claudio Rossi e construído pelo escritório de Ramos de Azevedo. O edifício, seu acervo e os jardins laterais na praça Ramos de Azevedo integram o bem tombado que, com a Portaria IPHAN nº8/2021, é objeto de delimitação de poligonal de entorno e estabelecimento de diretrizes de preservação.

A partir da publicação desta portaria, apenas os imóveis e logradouros localizados dentro dos limites dessa poligonal deverão ser objeto de análise técnica por parte do Iphan, assegurando, com isto, clareza do papel institucional do Instituto em sua missão de reconhecer e preservar este importante monumento nacional.

O processo de construção desta regulamentação considerou aspectos relativos à manutenção da visibilidade e ambiência histórica do bem, em especial os visuais obtidos a partir da praça do Patriarca, do Vale do Anhangabaú e do viaduto do Chá.

Considerando o contexto urbano consolidado onde se insere o bem, as diretrizes de preservação propostas foram construídas de modo a garantir a valorização do bem tombado, por meio do disciplinamento do mobiliário, equipamentos publicitários e sinalização urbana.

A poligonal de tombamento e entorno, além das diretrizes de preservação, podem ser visualizadas no Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão – SICG, acessando o link https://sicg.iphan.gov.br/sicg/protecoes/mapa?pre_setor=686.

Dados gerais sobre o bem tombado

Nome: Teatro Municipal de São Paulo, incluindo o edifício, com seus bens integrados e o seu jardim lateral situados na Praça Ramos de Azevedo, no Município de São Paulo (SP).

Níveis de proteção:

  • Tombamento federal – processo 1349-T-95 inscrito no Livro do Tombo Histórico – Volume III, sob nº 629, folha 96, e no Livro do Tombo de Belas Artes – Volume II, sob nº 644, folha 80, em 30 de outubro de 2014.
  • Tombamento estadual – processo nº21752/81 CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico inscrito no Livro do Tombo Histórico nº158, pagina 34 no dia 28/01/1982.

 

Assessoria de Comunicação Iphan
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Tiago Rodrigues – 
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Fonte Iphan

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equalificação do Pátio da Antiga Estação Ferroviária de Caruaru (PE)   Começa requalificação do Pátio da Antiga Estação Ferroviária de Caruaru (PE)

A inauguração da Estação Ferroviária de Caruaru, em 1895, conduziu uma série de mudanças na cidade.

A chegada do trem em Caruaru (PE), no final do século XIX, apontou caminhos para que a então pequena cidade do interior despontasse como uma metrópole do Estado nos séculos que se seguiram. O apito da locomotiva causou alvoroço na população que tanto demonstrava esperança, quanto manifestava apreensão com relação aos novos aparatos tecnológicos. Os trilhos conduziram para o futuro: comércio, indústria, mobilidade e circulação de informações foram potencializados pela inauguração da Estação Ferroviária de Caruaru, em 1895.

Ao longo do século XX, o alastramento das rodovias colocou em segundo plano o transporte ferroviário. O trem, que antes abria o caminho para o progresso, passou a resistir como um marco histórico. Agora, buscando resgatar o vínculo entre o monumento e a população do presente, sem deixar de preservar as memórias que o compõem, o Pátio da Estação de Caruaru está passando por obras de requalificação.

Com recursos provenientes do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, serão investidos aproximadamente R$ 3,1 milhões nas intervenções. Executadas pela Prefeitura de Caruaru, as obras são fiscalizadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Os trabalhos iniciaram neste mês de agosto e estão previstos para serem concluídos em 6 meses.

A elaboração do projeto foi acompanhada por técnicos da Superintendência do Iphan em Pernambuco. O escopo das intervenções inclui a consolidação dos espaços para atividades culturais e recreativas, a adaptação dos ambientes segundos as normas de acessibilidade, serviços de manutenção das fachadas dos prédios históricos, assim como a implementação de um novo projeto paisagístico, em harmonia com as construções originais.

A requalificação busca transformar o espaço em um grande museu a céu aberto. Para tanto será estabelecido um roteiro que vai contar a história ferroviária a partir dos elementos preservados ainda existentes. O local vai abrigar seis casas de cultura, que promoverão eventos e atividades voltadas ao aprendizado e ao lazer.

O Pátio, a Estação e o Armazém de Caruaru integram o Patrimônio Ferroviário valorado pelo IphanAtualmente o Pátio sedia a tradicional Festa de São João de Caruaru. Trata-se de uma data marcante para a identidade do caruarurense, que mantém uma relação de afeto com os festejos. Essa celebração coloca a cidade na rota do turismo voltado às festas juninas. Após a requalificação, o local se integrará ainda mais com o dia a dia da população: funcionará como um hub de mobilidade, isto é, uma área de convergência intermodal de transporte.

Desde 2010, o Pátio, a Estação e o Armazém de Caruaru integram o Patrimônio Ferroviário valorado pelo Iphan. Três anos antes, em 2007, a Lei 11.483 atribuiu ao Instituto a responsabilidade de receber, administrar e zelar pela manutenção dos bens móveis e imóveis de valor artístico, histórico e cultural oriundos da extinta Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA).
Registros históricos relatam que a luz elétrica chegou a Caruaru no mesmo dia da inauguração da Estação. Os lançamentos motivaram uma série de celebrações na cidade. Séculos mais tarde, os caruarurenses têm novos motivos para comemorar relacionados a este símbolo do Patrimônio Ferroviário da região.

Recursos do FDD
Coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o FDD reúne recursos provenientes de condenações judiciais, multas e indenizações para a reparação de danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. Entendidos como reparação à ordem econômica e outros interesses difusos e coletivos, esses valores são, então, destinados a projetos de órgãos públicos e entidades civis, selecionados a partir de decisão do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos.

O Patrimônio Cultural em Caruaru
Além da Estação Ferroviária, destaca-se entre as tradições da cidade a Feira de Caruaru, registrada como Patrimônio Cultural Imaterial pelo Iphan. Lugar de memória e de continuidade de saberes, fazeres, produtos e expressões artísticas, a feira foi inscrita em 2006 no Livro de Registro dos Lugares.

Ponto de socialização, construção de identidades e exposição da criatividade popular, a Feira de Caruaru é um lugar de referência viva da história e da cultura do agreste pernambucano, e, de modo mais geral, da cultura nordestina. A sua preservação ao longo dos anos possibilitou que continuassem vivos no comércio local produtos como figuras de barro inventadas pelo Mestre Vitalino; brinquedos reciclados; redes de tear; utensílios de flandres; cordéis; gomas e farinhas de mandioca; bem como ervas e raízes medicinais.

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Ruínas de sítio arqueológico em Serra (ES) são inauguradas após restauro

Um museu a céu aberto que guarda memórias da luta e do sofrimento de negros escravizados no Espírito Santo:  este é o legado evocado pelas Ruínas de São José do Queimado. Localizadas em Serra (ES), o monumento se encontra na área do Sítio Histórico São José do Queimado, um sítio arqueológico cadastrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

As ruínas receberam uma série de melhorias para proporcionar o acesso de capixabas e turistas a este símbolo da resistência à escravidão no estado. Todo o processo de restauração foi acompanhado pelo Iphan.

Reinaugurado nesta segunda-feira, 17 de agosto, Dia Nacional do Patrimônio Cultural, trata-se de um ponto de visitação inclusivo, pois tem acessos e ambientes adaptados de acordo com as normas de acessibilidade.

As obras se estenderam por pouco mais de um ano e somaram investimentos da ordem de R$ 1,3 milhão. Demanda antiga de toda a sociedade – especialmente do movimento negro capixaba – a restauração foi viabilizada por um acordo de cooperação técnica e financeira assinado entre a Prefeitura de Serra Sede e o Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Espírito Santo (Sincades). Responsável pela proteção ao Patrimônio Cultural a nível estadual, a Secretaria de Estado de Cultura do Espírito Santo também acompanhou os trabalhos. A execução ficou a cargo do Instituto Modus Vivendi.

Durante as intervenções, foi descoberta uma série de achados arqueológicos: a etapa da limpeza revelou estruturas arquitetônicas como a escada, o arco cruzeiro, o piso da nave, entre outros. Além de favorecer a percepção de como se apresentavam as edificações originais antes do arruinamento, esse trabalho ajuda a resgatar a própria história do período em que as construções foram erguidas. Memórias de indivíduos, vestígios de práticas sociais e modos de fazer da época ficaram marcados nas estruturas remanescentes.

A restauração revelou uma série de achados arqueológicos O local foi palco da Revolta do Queimado, ocorrida em 1849. O movimento eclodiu depois que negros escravizados não receberem a alforria prometida como compensação pelo trabalho de construção da Igreja de São José do Queimado. Entre outros combatentes, Elisiário, Chico Prego e João da Viúva são os protagonistas desta insurreição. Eles lideraram um grande levante que só foi reprimido após a chegada de reforços militares vindos do Estado do Rio de Janeiro. Após o fim da revolta, cinco negros foram condenados à morte, entre os quais se incluem os principais líderes do movimento. Apenas um deles, Elisário, conseguiu fugir: desapareceu nas matas do Morro do Mestre Álvaro.

O Patrimônio Arqueológico
Reconhecidos como parte integrante do Patrimônio Cultural Brasileiro pela Constituição Federal de 1988, os sítios arqueológicos são inscritos no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos (CNSA). No âmbito da autarquia, o Centro Nacional de Arqueologia (CNA) é a Unidade Especial do Instituto voltada para a área de gestão do patrimônio arqueológico.

A Superintendência do Iphan no Espírito Santo acompanha e protege cerca de 550 sítios arqueológicos, localizados em vários municípios. Além deste amplo cenário, também fiscaliza empreendimentos com potencial de impacto em sítios registrados e ainda não identificados.

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Começa a segunda etapa da restauração da Igreja de São Pedro dos Clérigos, em Recife (PE)

Nos últimos 300 anos, Recife passou por todo tipo de transformação. Edifícios substituíram antigos casarões; vias de terra foram pavimentadas; o cenário colonial deu lugar a uma metrópole urbanizada. Apesar de tantas mudanças, desde o século XVIII, uma parte da cidade se mantém praticamente inalterada: o conjunto arquitetônico formado pela Igreja de São Pedro dos Clérigos e o Pátio de São Pedro.

A fachada da igreja é famosa pela grande verticalidadeA fim de que este monumento religioso continue a compor a paisagem de Recife integrado ao cotidiano da população, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vai investir aproximadamente R$ 7 milhões em serviços de restauração do bem cultural.

O valor inclui os R$ 3,2 milhões designados para as intervenções realizada entre 2013 e 2016, com foco na obra civil. Concentrados nos bens integrados, os novos serviços totalizam cerca de R$ 4,1 milhões e vêm complementar a restauração da edificação, considerada uma das mais monumentais do Brasil.

Trata-se de um dos primeiros bens tombados pelo Instituto, em 1938, um ano após a criação do Iphan. O conjunto arquitetônico foi inscrito nos Livros do Tombo Histórico e das Belas Artes.

Nesta quarta-feira, 12 de agosto, às 12 h, a igreja vai sediar uma missa para registrar o início do serviço de restauração dos seus bens integrados, como forros da nave, nártex, sacristia e galeria. Para acompanhar não é necessário descumprir o isolamento social recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como medida para enfrentar o novo coronavírus, pois a Rádio Olinda transmitirá a celebração ao vivo.

Prevista para durar 16 meses, a restauração inclui serviços de desinfestação, limpeza, nivelamento, reconstituições de ornatos, entre outras intervenções. Uma etapa se destaca para os entusiastas do Patrimônio Cultural: a reintegração do douramento e policromia do forro da nave, que vai valorizar ainda mais a obra do mestre João de Deus Sepúlveda.

O célebre pintor do Brasil no período colonial buscou inspiração no barroco português para representar, em perspectiva, São Pedro abençoando clérigos e religiosos. Sepúlveda se debruçou sobre esta obra de arte entre os anos de 1764 e 1780. A contemplação da pintura cria a ilusão de adentrar um espaço formado por uma sucessão de balcões e arcadas. Assim, o efeito ótico gera sensação de movimento e de amplitude infinita.

Graças à integridade do monumento, caminhar pelas edificações nos desloca para a Recife de outros tempos. Do pátio é possível ter uma visão global da igreja, emoldurada por um casario antigo. O conjunto tombado é formado pelo templo, pátio e outras 63 edificações, entre casas térreas e sobrados.

A baixa estatura do casario ao lado realça a grande verticalidade do templo, o que ajuda a compor uma curiosa paisagem de contrastes. No interior, a disposição simétrica estabelece um jogo de espaços cheios e vazios. Já as torres esguias oferecem uma vista tão singular que, durante os séculos XVIII e XIX, eram utilizadas como pontos de orientação para pequenas embarcações.

Novas intervenções focam na restauração dos bens integrados

om planta idealizada por Manuel Ferreira Jácome, a construção da igreja teve início em 1728. A fachada apresenta proporções rigorosas, o que remete a uma possível influência da arquitetura clássica. Além disso, a edificação agregou traços estilísticos de expressões artísticas como o maneirismo, o barroco e o rococó.

Longe de ser um cenário passivo para a vida dos recifenses, este bem abriga manifestações de caráter popular e de tradição pernambucana. Durante todo o ano, apresentações com música e dança dos ciclos carnavalesco, junino, natalino; assim como da cultura negra e do movimento mangue reforçam o laço de pertencimento da população com esse espaço.

O Iphan em Pernambuco
Além da restauração completa da Igreja de São Pedro dos Clérigos, o Instituto também tem trabalhado em uma série de ações para o Patrimônio Cultural edificado em Pernambuco. Nos últimos anos, já foram mais de R$ 38,5 milhões investidos em obras em Recife, Olinda e Fernando de Noronha.

Em Recife, além da primeira etapa de obras da Igreja de São Pedro dos Clérigos, já foram concluídas as obras civis das Igrejas Matriz de Santo Antônio e Conceição dos Militares. Atualmente encontra-se em execução o serviço de restauração dos bens integrados dessa última.

Fonte: Iphan

Crédito das fotos: Braulio Moura

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