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Cultura recebe inscrição de 140 produções literárias para prêmio

Resultado preliminar foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (29). Recursos podem ser enviados à Secretaria Especial da Cultura, por meio do portal

A Secretaria Especial da Cultura publicou, nesta sexta-feira (29), o resultado preliminar do edital de seleção do Prêmio de Incentivo à Publicação Literária – 200 anos de Independência. No total, 140 obras inéditas que abordam de forma livre os 200 anos da Independência do Brasil, que serão celebrados em 2022, foram habilitadas para participar do prêmio.

Acesse o edital preliminar de Seleção Pública

Os candidatos que tiveram seus processos indeferidos têm dois dias úteis para solicitar reconsideração à Comissão Técnica de Habilitação, por meio de formulário disponibilizado no portal.

De acordo com o secretário especial da Cultura, Roberto Alvim, o edital incentiva a literatura brasileira e valoriza autores nacionais. “Ficamos surpresos com a quantidade de obras apresentadas. É um momento muito importante da história do nosso País e, por isso, devemos reforçar a relevância e o significado dele para a nossa sociedade com estes livros”, apontou Alvim.

Ao todo, 20 trabalhos serão contemplados com R$ 30 mil cada – o investimento total será de R$ 600 mil. Esta é a segunda edição do prêmio, que promove a literatura brasileira em todo o País.

Dúvidas e informações sobre o edital poderão ser esclarecidas pelo e-mail: premioliterario200anos-2edicao@cidadania.gov.br.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura

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Edital de feiras literárias: confira o resultado preliminar

Projetos não selecionados têm cinco dias corridos para entrar com pedido de recurso. No total, Secretaria Especial da Cultura vai investir R$ 2 milhões no apoio a 11 eventos

A Secretaria Especial da Cultura divulgou, nesta quarta-feira (20), o resultado preliminar de seleção do edital de Feiras e Ações Literárias 2019. No total, serão investidos R$ 2 milhões no apoio à realização de 11 eventos. Responsáveis por projetos não selecionados têm cinco dias corridos para apresentarem pedido de recurso, que deve ser enviado para o e-mail edital.feirasliterarias2019@cidadania.gov.br, com apresentação de justificativa, em formulário disponível neste link.

Foto: Divulgação

 

 

Para participar da seleção pública, os eventos precisaram ter, no mínimo, uma edição já realizada e serem produzidos por organizações da sociedade civil sem fins lucrativos. Seis feiras ou ações receberão R$ 100 mil; três, R$ 200 mil; e duas, R$ 400 mil. Os selecionados precisarão entrar com contrapartida de 25% do valor recebido.

O edital tem como objetivo ampliar o acesso ao livro e à leitura nos municípios, difundir a literatura brasileira, fortalecer a cadeia produtiva e a economia do livro e estimular a formação de leitores e práticas de leitura. Os critérios de pontuação incluem os impactos cultural, social e econômico do evento na região em que será realizado.

Para o secretário adjunto da Cultura, José Paulo Soares Martins, as feiras têm grande capacidade de engajamento social em torno do livro. “Essas feiras têm uma capacidade de mobilização de comunidades da maior importância, envolve a possibilidade da participação da sociedade, das escolas. Então tem uma temática importantíssima, do ponto de vista de formação da educação da sociedade e de fortalecimento da nossa cultura por meio do livro”, destaca.

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Secretaria Especial da Cultura

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Ministério fomenta produções literárias sobre 200 anos da Independência

Edital com normas aos participantes foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (11). Os interessados têm até o dia 25 de novembro para se inscrever

O Ministério da Cidadania vai premiar obras literárias inéditas que abordem de forma livre os 200 anos da Independência do Brasil, que serão celebrados em 2022. Os interessados em participar do edital têm até o dia 25 de novembro para se inscrever. Confira.

Ao todo, 20 trabalhos serão contemplados com R$ 30 mil cada – o investimento total será de R$ 600 mil. Esta é a segunda edição do prêmio, que promove a literatura brasileira em todo o País.

“O objetivo desse edital é fomentar atividades relacionadas à promoção da literatura brasileira, valorizar autores nacionais e incentivar a qualidade literária por meio da seleção e premiação de obras literárias inéditas em português do Brasil, que abordem de forma livre a temática do bicentenário da Independência do Brasil”, explica a diretora do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da Secretaria Especial da Cultura, Ana Araruna.

Para o secretário adjunto da Cultura, José Paulo Soares Martins, a premiação é uma oportunidade para celebrar a literatura brasileira em uma importante data para o Brasil. “O livro passa a ser um documento que vai colocar uma série de posições, de vários autores, sobre a importância do tema e o significado dele para a sociedade. Então, esse edital é bastante relevante porque traz essa temática em uma oportunidade única, que é essa data de comemoração dos 200 anos da nossa independência”, destaca.

A avaliação das produções se dará pelos seguintes critérios: qualidade literária, criatividade, originalidade, comunicabilidade e contribuição à cultura nacional. Haverá bonificação aos participantes que apresentarem, na inscrição, uma carta de editora demonstrando interesse em publicar a obra.

Edital
Anexo I – Declaração de Autoria
Anexo II – Termo de Doação
Anexo III – Declaração de Concordância
Anexo IV – Autorização dos Responsáveis
Perguntas Frequentes

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Ações ligadas ao Ministério da Cidadania incentivam nas crianças o gosto pela leitura

Criança Feliz e Museu Casa de Rui Barbosa levam conhecimento e apresentam a literatura ao público infantil

(publicado: 14/02/2019 19h32, última modificação: 26/02/2019 12h31)

Contação de histórias, leituras mediadas e oficinas estão entre as atividades oferecidas ao público infantil pela Biblioteca Maria Mazetti (Foto: Divulgação)

 

Contar histórias e deixar que uma criança tenha contato com livros permite a ela conquistar um melhor desenvolvimento cognitivo, emocional e social. Estimular nos pequenos o gosto pela leitura é um dos objetivos do Programa Criança Feliz, do Ministério da Cidadania, além de outras ações que a pasta promove em parceria com entidades.

O trabalho desenvolvido há quatro décadas pela Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, é um exemplo disso. Situado na casa onde residiu Rui Barbosa de 1895 a 1923, o hoje museu conta com três bibliotecas, sendo a de nome Maria Mazetti dedicada especificamente ao público infantil. Desde a fundação, em 1979, promove leituras mediadas, contação de histórias e oficinas, além de oferecer um espaço dedicado aos pequenos leitores.

A jornalista Karen Terahata, de 43 anos, frequentou a biblioteca e os jardins do museu durante toda a infância. Foi lá que teve o primeiro contato com livros fora de casa, em um ambiente que considerava uma extensão do seu lar. “Até os meus 20 anos, morei na Rua Assunção, que fica atrás da Casa de Rui Barbosa. Então, era o quintal da minha casa. Eu ia praticamente todo dia para lá. Por volta de uns quatro anos, comecei a frequentar a biblioteca”, relembra. A relação próxima com os livros, inclusive, teve influência na escolha da sua profissão, conta Karen. “Sempre gostei muito de ler. Tinha as mesinhas pequenininhas, cadeirinhas, as estantes menores. Tenho uma relação de amor e carinho pela leitura.”

A biblioteca do Museu Casa de Rui Barbosa permite, durante a semana, a visita de crianças acompanhadas dos pais no contraturno das aulas ou em excursões escolares. Em 2018, metade do público que visitou o espaço era de crianças. “Temos um trabalho muito primoroso no atendimento na área de educação. A biblioteca infantil Maria Mazzetti é um primor, uma joia. Uma criança que convive na biblioteca infantil vai ter uma educação de qualidade e isso vai transformar a vida dela”, avalia a chefe do Museu Casa de Rui Barbosa, Jurema Seckler.

Carinho e estímulo

Assim como a leitura foi fundamental para o desenvolvimento da Karen Terahata, os livros já exercem um poder de encantamento sobre o pequeno Kevin Silva, de 1 ano e 8 meses. Somente depois que começou a participar do Programa Criança Feliz, em Morrinhos (GO), a mãe do garoto e beneficiária do Bolsa Família, Karen Caroline Silva, 21 anos, passou a ler para o filho.

Na hora da leitura, o tom de voz da mãe muda, a criança acompanha, participa, ajuda a contar a história e o carinho se espalha pela pequena sala de casa. “Não entendíamos muito bem a necessidade de uma ação como essa. Vai ser bom para ele, porque quando for para a escola já vai conhecer as palavras, os números. Ele não vai ter muita dificuldade com isso. Hoje, Kevin até já se interessa pelo material de escola do irmão, de seis anos”, descreve Karen.

O incentivo para separar um tempo para ler histórias veio depois que chegaram as primeiras obras doadas por meio de parceria do Ministério da Cidadania com a Fundação Itaú Social. As famílias que fazem parte do Criança Feliz e mais de 4 mil Centros de Referência de Assistência Social (Cras) receberam 1,2 milhão de livros.

Fundamental

Crianças acompanhadas dos pais no contraturno das aulas ou em excursões escolares podem usufruir do acervo da biblioteca da Fundação Casa de Rui Barbosa, vinculada ao Ministério da Cidadania (Foto: Divulgação).

De acordo com a secretária Nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano, Ely Harasawa, a leitura é fundamental para o desenvolvimento de qualquer ser humano, especialmente na primeira infância. “É um momento muito privilegiado, de aconchego. É quando se cria um vínculo e se estreita laços. Quando os pais leem para as crianças pequenas, a diferença do desenvolvimento da linguagem e da capacidade de comunicação é muito grande em comparação àquelas que não tiveram essa oportunidade nos primeiros anos de vida”, explica.

Angela Dannemann, superintendente da Fundação Itaú Social, relata que ação em conjunto com o governo federal atende ao real objetivo da instituição. “O ministério trata das famílias de baixa renda e de maior vulnerabilidade no país. Trabalhando juntos, fazemos um círculo virtuoso para promover o desenvolvimento e corrigir a desigualdade no país.”

Saiba mais

 

Criança Feliz

O Ministério da Cidadania coordena as ações do Criança Feliz por meio da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social. O programa integra as áreas da Saúde, Assistência Social, Educação, Justiça, Cultura e Direitos Humanos e atende cerca de 500 mil crianças em todo o país todas as semanas. Nas visitas, técnicos capacitados orientam sobre o desenvolvimento das crianças de até 3 anos beneficiárias do Bolsa Família e de até 6 anos que recebem o BPC. As gestantes também recebem atendimento.

 

Museu Casa de Rui Barbosa

Atualmente, o acervo é composto de 9.454 títulos. É aberto ao público de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Além disso, todo primeiro domingo do mês, realiza-se o Domingo na Casa de Rui, atividade coordenada pelo Museu.

 

Maria Mazzetti

A Casa de Rui colocou o nome da educadora infantil Maria Mazzetti em uma das suas bibliotecas. É uma homenagem ao trabalho que ela desenvolveu ao longo da vida, unindo teatro, música e poesia na relação das crianças com os livros e a literatura. Maria Mazzetti (1926-1974) foi professora primária, técnica em educação e escritora. Participou da Rádio-Escola (Rádio Roquette-Pinto). Chefiou o setor de teatro infantil, da Seção de Bibliotecas e Auditórios — Divisão de Educação Primária Fundamental da Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Guanabara e dirigiu o Teatro Gibi (teatro de bonecos).

Serviço

Informações sobre os programas do Ministério da Cidadania:
0800 707 2003

Informações para a imprensa:

(61) 2024-2256 / 2030-1505

Endereço do Museu Casa de Rui Barbosa:

São Clemente, 134 – Botafogo, Rio de Janeiro (RJ)

 

Camila Campanerut e André Luiz Gomes
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cidadania

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Obras de Monteiro Lobato entram para domínio público

Saiba o que muda e quais repercussões isso poderá ter na relação dos leitores com as obras do escritor

(publicado: 21/01/2019 17h12, última modificação: 24/01/2019 11h57)

Ele dá nome a ruas, escolas e bibliotecas por todo o Brasil. O Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado em 18 de abril, homenageia a data de nascimento desse escritor, autor de mais de 50 livros que mexeram, como ninguém, com o imaginário de crianças e jovens de todo o Brasil. A personalidade em destaque é Monteiro Lobato, cujas obras ingressaram em domínio público em 1º de janeiro deste ano.

“Quando a obra ingressa no domínio público, qualquer pessoa pode utilizá-la, fazer adaptações, traduzir, veicular, imprimir, ou seja, fazer qualquer tipo de uso econômico sem ter de pedir autorização prévia para o autor ou titular de direitos”, explica a diretora da Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Carolina Panzolini. “Isso, na prática, significa que as obras de Monteiro Lobato agora podem ser livremente exploradas comercialmente”, completa. A legislação brasileira estipula o prazo de 70 anos a partir de 1º de janeiro ao ano subsequente à morte do autor para que as obras dele entrem em domínio público.

Especialista na obra de Monteiro Lobato, a professora de Literatura Brasileira Milena Ribeiro Martins, da Universidade Federal do Paraná, acredita que o ingresso da obra do escritor paulista em domínio público vai aumentar a atenção do público e reaquecer o interesse pela obra de Lobato. “Não só as editoras podem investir comercialmente em livros sem gastar com direitos autorais, mas autores podem investir na recriação de suas obras sem pedir licença para a família a respeito disso”, afirma. “O número de leitores de Lobato tende a aumentar porque, comercialmente, vai haver novas edições, e o número de criações com base na obra de Lobato deve aumentar”, avalia.

Milena defende que, apesar de alguns terem quase 100 anos, os livros de Lobato, em especial os voltados ao público infantil, podem ser muito atraentes para os jovens leitores que vivem cercados de experiências multimídias. “Há um misto de fantasia, de ciência, de imaginação e de criatividade na obra do Lobato, que ainda é atraente para as crianças”, argumenta.

Um dos principais exemplos dessa irreverência é a personagem Emília. A boneca de pano falante está sempre cheia de ideias e, com seu gênio forte, causa uma série de confusões para sua dona, a menina Lúcia, mais conhecida como Narizinho, prima de Pedrinho e neta de Dona Benta, que é dona do Sítio do Picapau Amarelo. Esses personagens, além de renderem dezenas de livros, séries de TV, animações, bonecos e um conjunto de produtos para o público infantil, povoaram o imaginário de várias gerações de crianças brasileiras desde a década de 1930.

Uma das ousadias de Lobato foi, em uma época em que o conservadorismo era grande, dar voz às crianças, que não costumavam ter espaço na maioria das famílias para expor seus pensamentos. “Ele não vai pensar numa criança simplesmente obediente, mas ele vai pensar numa criança reflexiva, criativa, produzindo novos significados para o seu momento histórico. E, nesse sentido, ele muda muito a literatura nacional e discute produção literária estrangeira dentro da sua obra”, destaca a especialista.

Múltiplas facetas

Na vida profissional, Lobato atuou em várias frentes. Formou-se em Direito. Foi promotor público no interior paulista. Escreveu artigos, críticas de arte, fez ilustrações e caricaturas para jornais e revistas. Traduziu e fez adaptações para o português de importantes obras literárias, como Minha vida e minha obra, de Henry Ford, Por quem os sinos dobram, de Ernest Hemingway, Robson Crusoé, de Daniel Defoe, e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, entre outros. Também cuidou de uma propriedade rural, que herdou do avô.

Fundou uma editora, a Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato. Foi adido comercial em Nova York, nos Estados Unidos, e fez prospecção de petróleo por meio da Companhia Petróleos do Brasil. Suas obras foram traduzidas para mais de 10 idiomas e publicadas no exterior.

Conquistou, em 1936, a cadeira 39 da Academia Paulista de Letras, mas não conseguiu uma vaga na Academia Brasileira de Letras.

Casou-se com Maria da Pureza de Castro Natividade, com quem teve quatro filhos: Martha, Edgard, Guilherme e Ruth. Suas principais paixões eram escrever, desenhar e fotografar.

Polêmico

Antonio Gomes da Costa Neto, do Departamento de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Brasília, é especialista na obra de Monteiro Lobato (Foto: Clara Angeleas/Ascom)

Aos olhares dos dias de hoje, muitas das falas de seus personagens podem ser consideradas racistas. No entanto, o racismo, ou melhor, a discriminação por raça e cor só foi tida como crime no Brasil há 30 anos, em 1989, quando entrou em vigor a Lei 7.716.

“Aquela obra foi produzida em tempos pretéritos, quando a filosofia era a admissibilidade do racismo como política pública. Hoje, isso não mais existe. Então, a melhor forma de se lembrar de Lobato é você pegar e contextualizá-lo no período em que ele escreveu”, resume o pesquisador Antonio Gomes da Costa Neto, do Departamento de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Brasília (UnB).

O pesquisador sustenta que esta polêmica deveria servir de debate entre os professores e os alunos em sala de aula. Neste caso, os professores deveriam ter um preparo para falar sobre o assunto. Em paralelo, ele defende que os novos livros de Lobato deveriam conter notas explicativas que contextualizem o período em que vivia Lobato e aproveitem para desconstruir qualquer estímulo ao racismo.

“A minha defesa é que você trabalhe a educação das relações étnico-raciais dentro do livro. Quando você trabalha na desconstrução do racismo, você agrega porque tem que trabalhar a questão de gênero, a questão de diversidade, de reconhecimento de cultura. A política étnico-racial valoriza o quilombola, valoriza a origem africana e é isso que eu quero, que a gente valorize uma cultura de povos formadores da nossa nação”, afirma Costa Neto.

Acervo

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), localizada no Rio de Janeiro, conta em seu arquivo digitalizado com 28 arquivos sobre Lobato, entre eles 26 cartas trocadas com o também escritor Lima Barreto e com o historiador Nelson Werneck Sodré (Foto: Divulgação)

As obras de Lobato estão acessíveis em boa parte das bibliotecas de todo o País. Há, no entanto, alguns itens curiosos relacionados a ele que estão disponíveis em entidades vinculadas ao Ministério da Cidadania.

No Banco de Conteúdos da Cinemateca Brasileira é possível encontrar fotos de filmes feitos com base em seus trabalhos, como O Saci, de Rodolfo Nanni (a primeira adaptação cinematográfica de Monteiro Lobato para o cinema); O Comprador de Fazendas, de Alberto Pieralis (baseada no conto homônimo); e Jeca Tatu, de Milton Amaral, entre outros.

Ainda na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, no Centro de Documentação e Pesquisa, é possível consultar bibliografia sobre o tema e agendar um horário para assistir filmes como Monteiro Lobato, da cineasta Ana Carolina (documentário de 1971); Jeca Tatu, de 1959, de Milton Amaral; e O Comprador de Fazendas, de 1951, de Alberto Pieralisi.

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), localizada no Rio de Janeiro, conta em seu arquivo digitalizadocom 28 arquivos sobre Lobato, entre eles 26 cartas trocadas com o também escritor Lima Barreto e com o historiador Nelson Werneck Sodré.

Já a Fundação Nacional de Artes (Funarte) produziu, em 2012, um programa especial com canções que falam dos personagens de Lobato, com roteiro assinado por Cláudio Felício e apresentação de Paulo César Soares. O Estúdio F é resultado de uma parceria entre a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) com a Funarte, lançado em novembro de 2006.

Familiares de Monteiro Lobato também criaram um portal em que é possível ver detalhes sobre a vida e obra do autor, além de fotos e imagens no endereço: http://www.monteirolobato.com.

No site, inclusive, há uma observação importante com relação às mudanças que o domínio público acarreta para o uso da obra dele. “Somente a obra original – o texto da maneira exata como foi escrito – por Monteiro Lobato pode ser reproduzida e utilizada sem que haja penalizações. As ilustrações não fazem parte da obra, foram criadas por outros artistas como J.U. Campos (Jurandir Ubirajara Campos), Nino, Andre Le Blanc, Belmonte, Jean Gabriel Villin, Voltolino, Kurt Wiese, entre outros e não caíram em domínio público ainda”, resume.

 

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Bienais Internacionais do Livro ocorrem em seis municípios em 2019

Espaços de democratização do acesso e incentivo à leitura, eventos contam com apoio do Governo Federal, por meio da Rouanet

(publicado: 11/02/2019 20h06, última modificação: 18/02/2019 11h57)

O governo federal investe, por meio da Lei Rouanet, R$ 3,1 milhões em bienais internacionais do livro (Foto: Divulgação)

Quilômetros de livros recém-lançados a preços acessíveis, palestras com autores, programação cultural. Um verdadeiro apelo à vontade de ler. É o que nos provocam as bienais internacionais do livro. Este ano, leitores de Maceió (AL), Fortaleza (CE), Contagem (MG), Rio de Janeiro (RJ) Recife e Garanhuns (PE) terão a oportunidade de frequentar Bienais Internacionais do Livro que ocorrem em suas cidades.

O Governo Federal está apoiando, por meio de incentivo fiscal via Lei Rouanet, dois destes eventos: a 19ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro e a 12ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. Juntas, elas já conseguiram captar R$ 3.168.553,96. A Bienal do Rio, que ocorre entre 30 de agosto e 8 de setembro, já captou R$ 3.165.000,00, tendo a autorização para captar mais de R$ 5.079.672,57. A Bienal de Pernambuco, que ocorre de de 4 a 13 de outubro, captou R$ 3.553,96 do valor de R$ 1.767.714,64 que foi autorizada a captar.

Um total de 49 bienais já contaram com apoio do incentivo fiscal do Governo Federal, tendo captado mais de R$ 53 milhões por meio deste mecanismo. A Bienal de São Paulo – a mais antiga do País, realizada desde 1961, já chegou a captar, em 2018, R$ 6,5 milhões. “Desenvolvemos um conceito criativo que procura destacar o livro como principal fonte do conhecimento em meio ao turbilhão de estímulos tecnológicos que vemos hoje”, pontua o presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Luís Antonio Torelli. Ele destaca o intercâmbio que ocorreu entre cerca de 60 editoras nacionais e internacionais ao longo da Bienal.

Torelli também salienta o impacto social provocado por este tipo de evento, o incentivar debates sobre temas essenciais, como religião e feminismo negro. Para o presidente, tanto o acesso quanto a autonomia, a transparência e a multiplicação de pessoas alcançadas são fundamentais para o desenvolvimento da cultura. “Na nossa última edição, observamos que as atividades de maior relevância foram a programação cultural, a interação e encontro com autores – além do apelo visual dos estandes e os preços acessíveis”, resume. Em dez anos, a bienal de literatura paulista já captou mais de R$ 23 milhões com apoio governamental.

Em Brasília, a Bienal Brasil do Livro e da Leitura (BBLL) ocorre desde 2012, tendo captado mais de R$ 2 milhões em quatro edições. A produtora cultural e diretora geral da 4ª BBLL, Suzzy Souza, conta que a missão do evento é democratizar e incentivar o acesso ao livro e à leitura, a partir de plataformas multiculturais. “Em 2018, criamos um novo formato, para abrir espaços e oportunidades a criadores não só da literatura, mas também de outras áreas artísticas: do cinema, do teatro, da música e até das artes plásticas”, relata.

Suzzy explica que a literatura não está somente nas prateleiras. “Também está traduzida em diversas linguagens artísticas bem exploradas no evento. A internet não pode ser vista como inimiga nesse momento, principalmente por seu potencial de democratização das mais diversas obras”, destaca a diretora geral, que compreende a literatura como chave para a construção do senso crítico.

Tal construção é evidenciada na linguagem da poeta Noélia Ribeiro. Natural de Recife, fez escala no Rio de Janeiro antes de passar a morar em Brasília, onde reside até a atualidade. Toda essa mudança de cidades contribuiu para o desenvolvimento de seu olhar criativo. Hoje, Noélia participa de diversos eventos literários ao longo do país. Nos últimos anos, ao lançar uma trilogia, a movimentação só cresceu.

“Gente e poesia são duas coisas que adoro. Minha poesia e minha maneira de recitar só melhoraram com essa troca”, revela a artista. Em relação às bienais que ocorrem nacionalmente, a poeta ressalta a importância dos mecanismos de apoio à cultura. “Mesmo diante das dificuldades, não podemos deixar que essas iniciativas se percam. A poesia tem de ocupar os espaços”, observa.

Serviço

19ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro
Data: de 30 de agosto a 8 de setembro de 2019.
Local: Palácio das Artes, no Riocentro, Barra da Tijuca, Zona Oeste do RJ.

12ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco 2019
Data: de 4 a 13 de outubro de 2019.
Local: Centro de Convenções de Pernambuco (Av. Professor Andrade Bezerra Olinda/PE).

3ª Bienal do livro de Contagem 2019
Data: 4 a 6 de outubro de 2019.
Local: a definir.

9ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas 2019
Data: a definir.
Local: a definir.

13ª Bienal Internacional do Livro do Ceará 2019
Data: a definir.
Local: a definir.

IX Bienal Internacional do Livro do Agreste de Pernambuco 2019
Data: a definir.
Local: a definir.

 

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