Você está aqui:
MinC e Sebrae assinam acordo para fortalecer economia criativa

Acordo assinado pelo ministro Sérgio Sá Leitão e pelo presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, visa oferecer programas de formação e capacitação a empreendedores da economia criativa (Foto: Ronaldo Caldas/Ascom MinC)

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, e o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Guilherme Afif Domingos, assinaram nesta segunda-feira (4), em São Paulo (SP), acordo de cooperação técnica para oferecer programas de formação e capacitação a empreendedores da economia criativa. A parceria prevê a realização de oficinas presenciais e a distância, pesquisas sobre o setor e a preparação de até 180 empreendedores brasileiros que serão selecionados para participar do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR), megaevento de negócios que será realizado de 5 a 11 de novembro na capital paulista.

Sá Leitão destacou a importância da economia criativa para o desenvolvimento do Brasil, lembrando que o setor já responde por 2,64% do PIB (Produto Interno Bruto, que é a soma de bens e serviços produzidos no país), gera 1 milhão de empregos e paga salários acima da média nacional, sendo um nicho que atrai trabalhadores jovens – faixa etária em que os níveis de desemprego são ainda mais altos no brasil. “Precisamos apoiar o empreendedorismo cultural, de modo que tenhamos profissionais cada vez mais capacitados para levar adiante seus empreendimentos”, disse o ministro.

O acordo foi assinado no Palácio Campos Elísios, antiga sede do governo estadual de São Paulo, atualmente cedida para o Sebrae. No prédio, funciona o Centro Nacional de Referência em Empreendedorismo, Tecnologia e Economia Criativa do Sebrae. “Nesta casa, que é do passado, estamos projetando o futuro”, destacou Afif Domingos. “A economia criativa é formadora de trabalho e renda. Nosso papel é exatamente qualificar esses empreendedores da cultura”, acrtescentou

A gerente da Unidade de Comércio e Serviços do Sebrae Nacional, Ana Clévia Guerreiro, afirmou que o acordo prevê a disponibilização de conteúdos na internet e a realização de oficinas presenciais e a distância. Empreendedores culturais serão capacitados para participar de editais, recebendo instruções também sobre como prestar contas dos valores recebidos. O Sebrae ficará encarregado ainda de oferecer formação para os empreendedores participantes do MicBR, além de conduzir as rodadas de negócios durante o megaevento. Pesquisas sobre economia criativa, cujos temas específicos ainda serão definidos, também fazem parte da parceria.

Museu do Futebol

Exposição no Museu do Futebol aborda a primeira conquista da Copa do Mundo pelo Brasil, em 1958 (Foto: Ronaldo Caldas/Ascom MinC)

Sá Leitão participou, na segunda-feira (4) à noite, da abertura da exposição A Primeira Estrela: o Brasil na Copa de 1958, no Museu do Futebol, em São Paulo. A mostra, que poderá ser visitada pelo público a partir desta terça-feira (5), conta, por meio de instalações audiovisuais e interativas, a primeira conquista da Copa do Mundo pela seleção brasileira. A exposição, assim como outras atividades do Museu do Futebol – que é mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo – recebeu recursos da Lei Rouanet.

O ministro aproveitou o evento para defender o mecanismo do incentivo fiscal, lamentando que a Lei Rouanet seja alvo de críticas muitas vezes infundadas. “Eu sou um entusiasta da lei federal de incentivo à cultura. Muitos desses ataques se baseiam na ignorância sobre como esse mecanismo funciona”, afirmou ele, pedindo ao público que ajude o Ministério da Cultura a combater a desinformação. “Lembrem-se desta exposição.”
Na tarde da segunda-feira (4), Sá Leitão já havia defendido a Lei Rouanet ao participar do Fórum Nacional de Cultura, no auditório do mesmo Museu do Futebol. “A Lei Rouanet quase tem que mudar de nome para Lei Geni, porque apanha e leva pedra todo dia. Mas nossa produção cultural não teria chegado aonde chegou sem esse mecanismo. Já foram investidos R$ 16,5 bilhões em 50,4 mil projetos culturais em todas as regiões do país”, disse o ministro.
Fonte: ASCOM MinC

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Campanha sobre economia criativa chega aos cinemas

O primeiro filme da campanha #culturagerafuturo, do Ministério da Cultura (MinC), terá espaço em 292 salas de cinema de 75 cidades de todas as regiões do Brasil. A peça publicitária de 30 segundos, veiculada a partir desta quinta (8), apresenta o conceito “Cultura gera futuro” e será divulgada por quatro semanas.

A campanha evidencia o Brasil como um País vocacionado para as atividades criativas e culturais. Por meio de diferentes meios de comunicação, a iniciativa apresenta a Cultura como ativo que gera emprego, renda e inclusão social, além de ter um papel fundamental na promoção de um desenvolvimento mais justo e sustentável.

Um dos destaques da campanha é o portal www.culturagerafuturo.com, que reúne conteúdo sobre economia criativa no Brasil. Entre eles, estão histórias de quem faz Cultura, notícias, agenda de eventos e cursos. A campanha também poderá ser acompanhada por meio de perfis no Facebook e Twitter.

Para a veiculação do filme no cinema, o MinC conta com apoio da Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex (Abraplex), da United Cinemas International Brasil (UCI), da Cinemark, da Kinoplex, da Rede Cinesystem Cinemas, da Centerplex Cinemas, da Cinépolis e da GNC Cinemas.

Também foram produzidos conteúdos para rádio e redes sociais. A #culturagerafuturo contará ainda com outros três filmes, que abordam a Lei Rouanet, o Audiovisual e a importância da economia criativa.

Força da Economia Criativa

Segundo estudo publicado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), as atividades criativas e culturais respondem por 2,64% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, colocando-se entre os dez maiores setores econômicos do país, superando indústrias tradicionais. O setor envolve 200 mil empresas e instituições e gera cerca de um milhão de empregos diretos. Além disso, paga R$ 10,5 milhões de impostos por ano.

Nesse contexto, os mecanismos de fomento do setor cultural, especialmente a Lei Rouanet e a Lei do Audiovisual, assumem papel estratégico não apenas como propulsores do segmento criativo, mas como instrumentos de desenvolvimento econômico do país.

Ao longo de 26 anos de existência, a Lei Rouanet injetou cerca de R$ 16,5 bilhões na economia criativa e permitiu que diversas atividades culturais se concretizassem. Foram, mais precisamente, 50,4 mil projetos realizados de teatro, dança, circo, cinema, literatura, artes visuais, música, design, patrimônio cultural e festas populares, entre outros segmentos.

Fonte: ASCOM MinC

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quatro municípios baianos terão patrimônios restaurados

Na Bahia, ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão (centro), participa de cerimônia que marca o início das obras do Programa Avançar em quatro cidades baianas (Foto: Ronaldo Caldas / Ascom MinC)

O impacto da preservação do patrimônio na economia criativa e na transformação dos municípios foi destacado pelo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, nesta segunda-feira (5), durante cerimônia de assinatura das ordens de serviço que marcaram o início das obras do Programa Avançar em quatro cidades da Bahia.

No município de Itaparica, serão restauradas as Igrejas Matriz do Santíssimo Sacramento e de São Lourenço, com investimentos de R$ 6,4 milhões. Em Santo Amaro, serão investidos R$ 4 milhões na restauração da antiga Casa de Câmara e Cadeia. A cidade de Maragogipe terá R$ 6 milhões para a restauração da Igreja Matriz de S. Bartolomeu. E em São Félix, será realizada obra emergencial de restauração do Paço Municipal, orçada em R$ 1,2 milhão.

Na avaliação do ministro, poucas áreas da cultura demonstram tão claramente a importância da economia criativa do que patrimônio histórico. “A área do patrimônio está diretamente vinculada às atividades geradoras de receita, como o turismo, a gastronomia ou outras ligadas à preservação da nossa história. Edifícios históricos restaurados muitas vezes acabam sendo perfeitos para esse tipo de empreendimento”, destacou Sá Leitão.

O ministro reiterou a relevância para a economia brasileira das atividades criativas, que representam 2,64% do PIB brasileiro, envolvem 200 mil empresas e instituições e geram R$ 10,5 bilhões em impostos. “Neste balanço, nós estamos no azul. Além disso, é preciso lembrar que, nas atividades culturais, a média salarial é o dobro das demais atividades. O potencial é imenso. De acordo, com a PriceWaterHouseCooper, o setor crescerá 4,6% ao ano no Brasil”, informou.

Sá Leitão reafirmou sua satisfação, enquanto gestor público, por viabilizar obras que realmente transformam a vida de milhares de pessoas. “O início de obras como estas nos dá o combustível necessário para seguirmos em frente e superarmos as adversidades. Para nós, como gestores públicos, é essencial que possamos nos envolver em obras que tragam impacto positivo na vida dos cidadãos e cidadãs”, afirmou.

Cadeia econômica

A presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, lembrou o papel da restauração das obras na movimentação da cadeia econômica e na preservação histórica. “Estas obras são importantes para o patrimônio do País. Em um estado que respira cultura, as restaurações exercerão papel fundamental no turismo. Todas as obras movimentaram a economia e geram emprego e renda”, destacou.

Kátia explicou que o programa PAC Cidades Históricas investiu na Bahia mais de R$ 200 milhões. “O programa, que agora é Avançar, teve seus recursos garantidos pelo presidente Michel Temer, e todas as obras serão continuadas. Todas as que estavam no PAC Cidades Históricas serão entregues até o fim do ano”, garantiu.

Além do ministro e da presidente do Iphan, participaram da cerimônia os prefeitos de Santo Amaro, Flaviano Rhors; de Maragogipe, Vera Lúcia dos Santos; de Itaparica, Marlylda Barbuda; de São Félix, Alex Sandro Aleluia; o secretário de Cultura e Turismo de Salvador, Claúdio Tinoco; o superintendente do Iphan na Bahia, Bruno Tavares, o secretário da Infraestrutura Cultural do MinC, Alfredo Bertini, e o diretor do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, João Carlos Oliveira.

Avançar

Na Bahia, o Programa Avançar conta com 40 obras – quatro já foram concluídas. O total de previsão de investimentos no estado é de R$ 202,09 milhões. A cidade de Salvador possui seis obras em execução: restauração da Catedral Basílica de Salvador, restauração do Antigo Hotel Castro Alves, ampliação do Centro Cultural da Barroquinha, restauração do Casarão na Ladeira da Barroquinha, implantação da sede da Fundação Gregório de Matos e restauração de edificações do conjunto da Rua da Conceição da Praia.

Fonte: ASCOM MinC

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Após 20 anos fechada, Igreja do Passo é reaberta ao público

A Igreja do Passo foi reaberta ao público nesta segunda-feira, após investimentos de mais de 11 milhões do governo federal (Fotos: Ronaldo Caldas/Ascom MinC e BahiaTur)

Após mais de 20 anos de portas fechadas, a Igreja do Santíssimo Sacramento da Rua do Passo, ou Igreja do Passo, em Salvador (BA), foi reaberta ao público na noite desta segunda-feira (5). A igreja, que foi cenário de um dos mais importantes filmes nacionais, O Pagador de Promessas, passou por um processo de estabilização de sua estrutura e de recuperação completa das imagens sacras. As obras duraram três anos e receberam investimento de mais de R$ 11 milhões do governo federal, por meio do Programa Avançar.

A reabertura da igreja à população de Salvador foi marcada por uma cerimônia que contou a presença de fiéis e de autoridades, como o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o arcebispo de Salvador, Dom Murilo Krieger, o prefeito da capital baiana, Antônio Carlos Magalhães Neto, e a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa.

Em discurso, o ministro Sérgio Sá Leitão lembrou o momento especial vivido pela cultura baiana, especialmente no que se refere à preservação do patrimônio. “Hoje estamos vivendo um dia muito especial em Salvador, com a entrega da Casa do Carnaval, da Igreja do Passo e a assinatura da ordem de serviço para restauração de obras em quatro cidades baianas”, afirmou. “Nós temos 40 intervenções de patrimônio cultural ocorrendo na Bahia neste momento, com investimentos de R$ 202 milhões. É um investimento significativo que está à altura da relevância do patrimônio cultural do estado aonde o Brasil teve início”, destacou.

Somente a Igreja do Passo e a Casa do Carnaval receberam, juntas, investimentos de R$ 21,3 milhões em recursos do programa Avançar. O ministro Sá Leitão enfatizou a importância do aspecto econômico dos bens culturais restaurados. “Cada imóvel recuperado se torna uma atração capaz de atrair recursos do Brasil e do exterior, por meio de turistas que virão para vivenciar o que estamos experimentando neste momento na Igreja do Passo”, afirmou.

Sá Leitão destacou a importância de uma cidade como Salvador ter uma gestão que entenda a importância da cultura para o desenvolvimento do Brasil. “Não apenas pelo aspecto simbólico, da cultura como fator de identidade, de intensificação do senso de pertencimento das pessoas, do engrandecimento intelectual de cada indivíduo, mas também como fator de desenvolvimento econômico, de geração de renda e tributos, de inclusão. A cultura é um dos pilares do crescimento do País”, ressaltou o ministro.

Sobre a Igreja

Localizada no Centro Histórico de Salvador, no Alto do Carmo, a Igreja do Passo foi tombada pelo Iphan em 1938. O templo foi construído em 1736, para ser matriz da freguesia do Santíssimo Sacramento da Rua do Passo, com estrutura em alvenaria de pedra e tijolos, interior neoclássico e planta típica das igrejas baianas do século XVIII, com corredores laterais superpostos por tribunas e sacristia transversal. A monumentalidade do edifício é realçada pela escadaria de 55 degraus, que foi cenário de O Pagador de Promessas (1962), único filme brasileiro a ganhar a Palma do Ouro do Festival de Cannes.

Fonte: ASCOM MinC

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Encontro em São Paulo discute turismo étnico

O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Erivaldo Oliveira, participa nesta quinta-feira (30), do 1º Encontro Internacional Técnico de Cultura, Negócios e Turismo Étnico. O evento acontece a partir das 14h, na Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo (Rua Mauá, Centro).

Na ocasião, haverá lançamento de projetos inovadores e discussões sobre valorização de ações sociais, culturais e de mercado integradas à história do Brasil. A realização é da Associação nacional de Turismo Afro-Brasileiro e da FHS Consultoria.

No evento, Erivaldo Oliveira vai destacar o título recebido em 2017 pela Serra da Barriga, em Alagoas, de Patrimônio Cultural do Mercosul. Ele ressaltará a importância do resgate da cultura e história negras como elemento fundamental para promoção da mobilidade social, com geração de trabalho e renda de maneira sustentável.

Fonte: Fundação Palmares

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Em cerimônia de certificação como patrimônio do Mercosul, ministro destaca potencial turístico da Serra da Barriga
Na cerimônia de certificação da Serra da Barriga, em Alagoas, como Patrimônio Cultural do Mercosul, realizada neste sábado (11), o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, afirmou que esse reconhecimento internacional vai incrementar um importante vetor de desenvolvimento da região – o turismo.
“Este é um lugar que tem todo um potencial para atrair turistas do mundo inteiro, pela sua relevância tanto no campo simbólico, como no campo histórico. Isso pode trazer desenvolvimento para a região e, sobretudo, desenvolvimento sustentável”, afirmou o ministro.
Para Sá Leitão, a partir de agora, Serra da Barriga, além de turistas, vai atrair também investimentos, com impacto positivo na geração de empregos e renda para a comunidade. Dados oficiais indicam que 1% de aumento no fluxo de turistas gera R$ 30 milhões na economia brasileira por ano.
Responsável pela gestão de Serra da Barriga, a Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), articula com as universidades Federal de Alagoas (Ufal) e Estadual de Alagoas (Uneal) um projeto para desenvolvimento do turismo no local. No próximo ano, deverá ser lançado o calendário de visitas guiadas no Parque Memorial Quilombo dos Palmares, espaço na Serra da Barriga que reproduz as edificações do período de resistência na região.
A cerimônia de certificação, neste sábado, começou com uma visita guiada ao Parque, conduzida pelo historiador Helcias Pereira, presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir). Autoridades e convidados também assistiram a apresentações de capoeira e afoxé e a um ritual de orixás, na Lagoa Encantada dos Negros.
Liberdade
Além do ministro da Cultura, receberam o certificado de reconhecimento da Serra da Barriga o governador de Alagoas, Renan Filho, o prefeito de União dos Palmares, Kil Freitas, e três representantes da comunidade negra: Mirian Araújo Souza Melo (religiões de matriz africana), Cláudio de Figueiredo (capoeira) e Amaro Félix Filho (quilombolas).
“O reconhecimento é um impulso para que vocês sigam trabalhando para manter vivas suas culturas e suas raízes”, destacou Gabriela Gallardo Martin, da Comissão de Patrimônio Cultural do Mercosul.
A Serra da Barriga foi reconhecida, em maio deste ano, como Patrimônio Cultural do Mercosul dentro da temática Cumbres, Quilombos y Palenques. A serra ocupa uma área de 28 quilômetros quadrados, em União dos Palmares (AL), e abrigou o movimento de resistência de escravos no Brasil. De 1597 a 1695, a República Livre dos Palmares abrigou cerca de 20 mil pessoas, não só negros, mas também indígenas e brancos.
O ministro da Cultura ressaltou que a Serra da Barriga representa a liberdade, que é “o maior valor que a humanidade tem”. “Vivemos hoje em um país democrático, onde há uma Constituição, livremente escrita e promulgada, que consagra a democracia, o estado de Direito e a liberdade como um valor fundamental dos brasileiros e das brasileiras”, afirmou.
Sá Leitão condenou a intolerância e a perseguição a líderes de religiões de matriz africana. “Ainda hoje, apesar de a Constituição consagrar todas as liberdades, a de expressão, a de manifestação, a religiosa, os representantes das religiões de matriz africana são perseguidos, são vítimas de intolerância”.
 
Preservação do patrimônio do Mercosul

O reconhecimento pelo Mercosul implica compromisso dos governos federal e estadual, assim como da sociedade civil, na proteção, conservação, promoção e gestão do bem. Até o momento, sete bens nacionais ou regionais foram declarados Patrimônio Cultural do Bloco. Além da Serra da Barriga, a lista inclui o Edifício sede do Mercosul, em Montevidéu, inaugurado em 30 de dezembro de 1909; a Ponte Internacional de Barão de Mauá, que liga as cidades de Jaguarão, no Rio Grande do Sul, e Rio Branco, no Uruguai; a pajada, que é uma arte que mistura música e poesia e que adquiriu grande desenvolvimento no Cone Sul; o Itinerário Cultural das Missões Jesuítas Guaranis, Moxos e Chiquitos; o chamamé, estilo musical tradicional da Argentina, e o cimarronaje cultural equatoriano, imaginário de resistência visível em práticas rituais, festivas, gastronômicas e musicais dos povos afrodescendentes do país.

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *