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Igreja dos Reis Magos receberá obras para conservação

13.11.2018 – 12:18

Um dos bens culturais mais preciosos para o Espírito Santo ganhará do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entidade vinculada ao Ministério da Cultura, mais uma obra de conservação. A Igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida, no município da Serra, construída entre 1580 e 1615, receberá investimentos de aproximadamente R$ 720 mil. A ordem de serviço, que também contempla a residência, será assinada na próxima quarta-feira (14), às 10 horas, pela presidente do Iphan, Kátia Bogéa, em cerimônia que contará com a presença do governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, e do prefeito da Serra, Audifax Barcelos.

A Igreja dos Reis Magos foi construída entre 1580 e 1615 e é um dos símbolos da presença jesuíta no Brasil. Foto: Acervo Iphan

Serão realizadas ações no telhado, nas alvenarias, nas esquadrias, pisos, forros e substituição de equipamentos hidráulicos. Também será feita a recomposição de piso do pátio e da Igreja, a substituição de elementos elétricos e a realização de intervenções em elementos artísticos, como por exemplo, a higienização mecânica do quadro Adoração dos Reis Magos. A obra está prevista para ficar pronta em dez meses.

A presidente do Iphan, Kátia Bogéa, destaca que a igreja é um dos símbolos da presença jesuíta no Brasil. “Esta edificação secular, por sua excepcionalidade, está inscrita nos livros de Belas Artes e Histórico. Manter viva essa memória exige permanente atenção por parte de toda a comunidade e dos poderes públicos”, afirma.  A obra de conservação tem como objetivo garantir a manutenção e a proteção dos elementos arquitetônicos e artísticos do Patrimônio Cultural tombado pelo Iphan em 1943, para que o bem possa ser usufruído por toda a comunidade e pelos turistas que visitam a cidade.

O prefeito Audifax Barcelos destaca a importância do bem. “A Igreja e Residência dos Reis Magos é um dos mais importantes símbolos do Estado e da Serra. É o segundo ponto turístico mais visitado do Espírito Santo. Além de ajudar a contar parte da história da cidade, atrai visitantes e gera renda para o município. A conservação desse patrimônio é um marco e deve ser comemorada”.

 

Patrimônio Cultural conservado

No município vizinho, Anchieta, o Iphan também está com obras em andamento. O Santuário Nacional de São José de Anchieta será totalmente restaurado. O museu do Santuário do século XVI, um dos mais antigos monumentos católicos do país, irá passar por obras de acessibilidade e ganhar rampas, plataformas elevatórias, banheiro adaptado, além de sinalização em braile. A intervenção tem o propósito de democratizar o acesso às salas do museu, como a histórica Cela de São José de Anchieta. O local receberá projeto museográfico de organização do acervo, que contempla investimentos na climatização, telhado, iluminação, comunicação, sonorização e restauro de peças.

Na segunda etapa da obra, serão executados o restauro da Igreja, a montagem da sala de documentação e estudos e o paisagismo na área do entorno do Santuário. O projeto, contratado pelo Iphan, será executado pelo Instituto Modus Vivendi. A primeira etapa conta com patrocínio da Vale, que investirá R$ 5,6 milhões, via lei Rouanet.

 

Herança Jesuíta no Espírito Santo

No Estado, além do aspecto religioso, a passagem jesuítica teve significativo papel na educação e no empreendedorismo. Fundaram o Colégio de São Tiago (atual Palácio Anchieta), em Vitória, e as aldeias de Reis Magos, em Nova Almeida, e de Reritiba, em Anchieta, além das fazendas de Muribeca, em Presidente Kennedy, Itapoca, em Serra, e Araçatiba, em Viana.

As fazendas garantiam a subsistência do Colégio e a continuidade de seus trabalhos, assegurando-lhe independência autárquica, além da função específica de ensino. Elas tiveram importante influência na vida econômica da capitania ao se tornarem os mais importantes centros de produção da época.

A herança dos Jesuítas também é relevante no conjunto arquitetônico do patrimônio histórico no estado, sendo quatro os bens considerados Patrimônio Cultural Brasileiro: a Igreja de Nossa Senhora da Assunção e Residência, em Anchieta; a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Guarapari; a Igreja dos Reis Magos e Residência, em Serra; e a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, em Viana.

Existem outros três bens tombados pelo Conselho Estadual de Cultura: a Igreja de São João de Carapina, em Serra; a Igreja de Nossa Senhora das Neves, em Presidente Kennedy; e o Palácio Anchieta, em Vitória. Contudo, dentre os vários aldeamentos jesuítas por todo o Brasil, a dos Reis Magos impressiona por ser um dos poucos conjuntos sem muitas alterações ao longo de quatro séculos.

O Pároco da cidade, Frei Diniz, destaca a importância que as obras de conservação representam para a população da Serra e convida a comunidade para participar da cerimônia. “Vamos celebrar essa iniciativa e demonstramos que valorizamos e estamos cuidando muito bem desse bem cultural que está em nossa cidade, mas é patrimônio do Brasil”, conclui.

 

Jesuítas e o Patrimônio Cultural Brasileiro

Criado em 1937, com a finalidade de promover a preservação do patrimônio cultural do Brasil, o Iphan incluiu o expressivo legado jesuítico em suas primeiras ações de proteção e conservação. Foram onze tombamentos logo em 1938, entre os quais a Catedral Basílica de Salvador (BA), o Seminário de Olinda (PE), a Capela de São Pedro d’Aldeia (RJ), o antigo Colégio de Paranaguá (PR) e as ruínas da igreja de São Miguel (RS). Paralelamente aos acautelamentos pioneiros, foram realizados detalhados estudos sobre a contribuição dos jesuítas nas artes plásticas e arquitetura.

 

Fonte: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional / Ministério da Cultura

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FGV apresenta método para medir impacto econômico cultural

9.11.2018 – 10:1

Você sabe o impacto econômico que um evento cultural pode ter? Geração de renda, arrecadação de impostos e criação de empregos são alguns dos benefícios, que vão muito além do simples entretenimento. Com o programa Rio de Janeiro a Janeiro, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) desenvolveu uma metodologia que permitiu mensurar dados como esses e comprovar que o retorno financeiro de um evento cultural vai muito além do investido. Lançado pelo Ministério da Cultura no final do ano passado, o programa Rio de Janeiro a Janeiro visa contribuir para a revitalização econômica do estado por meio do apoio à realização de eventos capazes de atrair investimentos e turistas.

Representante da Fundação falou sobre o programa Rio de Janeiro a Janeiro, lançado pelo governo federal. Foto: Ronaldo Caldas (Ascom/MinC)

O tema foi abordado nesta quinta-feira (8) durante palestra no Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR), megaevento que está sendo promovido até este domingo (11), em São Paulo, pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Apex-Brasil. Ao longo do evento, o coordenador da Fundação Getúlio Vargas, Lauro Nobre, explicou a criação do programa, os objetivos, a metodologia utilizada e citou alguns resultados de eventos mensurados, como o Carnaval e o Réveillon. “Queremos mostrar que a cultura tem um viés econômico e que isso pode, sim, ser mensurado”, destacou.

A iniciativa do governo federal selecionou 154 projetos, que tiveram impacto de R$ 13,2 bilhões e geraram 351 mil postos de trabalho.  Cada real investido em eventos do programa Rio de Janeiro a Janeiro resultou em um retorno de R$ 13.  Ao longo do debate, Nobre lembrou ainda que a FGV realizou estudos específicos para a Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), Carnaval, Réveillon, Anima Mundi e Game XP.

Nobre citou também alguns resultados específicos do Carnaval do Rio de Janeiro e da Game XP, que geraram, respectivamente, R$ 3,02 bilhões e R$ 53,9 milhões. “Esse pacote de metodologia está pronto e pode ser usado por outras instituições, é adaptável a outras realidades”, informou.

 

Oportunidade

O representante da FGV abriu a palestra falando sobre a criação do programa Rio de Janeiro a Janeiro, que surgiu para fomentar projetos de âmbito cultural, esportivo e turístico no estado do Rio de Janeiro em um momento de enfraquecimento econômico. “O Ministério da Cultura viu uma oportunidade de enxergar o setor cultural e eventos como algo que prova que vão além de entretenimento e que podem fomentar a economia do local”, explicou.

Em seguida informou o passo a passo de como foi implementado o programa, que exigiu delimitar o perfil de projetos, a forma de inscrição, elaborar a concepção de um banco de dados e de um regulamento, além de desenvolver um hotsite e uma metodologia de cálculo e avaliação. Também houve um acompanhamento pós-evento, que procurou comparar resultados estimados com os de fato registrados.

Em relação à metodologia de cálculo e avaliação, a FGV criou diversos parâmetros. Estabeleceu, por exemplo, o retorno sobre investimento público, que é tratado só sob a ótica do governo, e o índice de alavancagem econômica, que é o retorno sobre o investimento sob a ótica da sociedade. O primeiro, é medido pela divisão do retorno em tributos pelo investimento público e o segundo corresponde ao Impacto econômico total dividido pelo investimento total.

Para cada eixo do programa, que inclui temas como o impacto na geração do emprego, o impacto social e o potencial de continuidade e expansão, foram consideradas variáveis. Entre elas, número de edições anteriores, quando ocorreu a última edição, expectativa de novas edições, valor pleiteado, percentual de mão de obra contratada, e número de turistas brasileiros e estrangeiros.

 

Sobre o MicBR

O Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR), promovido pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ocorre até 11 de novembro, em São Paulo. O megaevento reúne milhares de empreendedores brasileiros e de sete países sul-americanos em atividades de capacitação, rodadas de negócios e apresentações artístico-comerciais, além de um público geral de aproximadamente 30 mil pessoas. Dez áreas da produção cultural estarão envolvidas: artes cênicas, audiovisual, animação e jogos eletrônicos, design, moda, editorial, música, museus e patrimônio, artes visuais e gastronomia.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Linha de Desempenho Comercial Cinema abre inscrições

8.10.2018 – 13:45

Estão abertas as inscrições para o Edital da Chamada Pública BRDE/FSA – Suporte Automático – Linha De Desempenho Comercial Cinema 2018. Serão disponibilizados recursos financeiros no valor total de R$ 47.900.000, sendo R$ 19,7 milhões para produtoras brasileiras independentes e R$ 28,2 milhões para distribuidoras brasileiras atuantes no mercado de salas exibição. As inscrições seguem até 21 de novembro e devem ser feitas por meio do Sistema ANCINE Digital – SAD.

A pontuação irá se basear na Receita Bruta de Bilheteria auferida pela exploração comercial de obras brasileiras independentes no mercado de Salas de Exibição, no território brasileiro, nos dois exercícios anteriores ao da publicação do edital (2016 e 2017), de acordo com os valores constantes no SADIS – Sistema de Acompanhamento de Distribuição da ANCINE – no dia útil anterior à data de publicação da Chamada Pública, de 4 de outubro.

A ANCINE também divulgou a lista de obras de referência para pontuação no Sistema de Suporte Financeiro Automático – Linha de Desempenho Comercial Cinema 2018 e Linha de Desempenho Comercial TV e VOD 2018.

A lista de obras de referência, conforme item 38 do Regulamento Geral do PRODAV, compreende os conteúdos audiovisuais cujo licenciamento comercial é considerado para fins de pontuação no sistema de suporte automático.

O edital faz parte do sistema de financiamento público no qual as ações financiadas são selecionadas pelo Beneficiário Indireto, em face de seu desempenho e práticas comerciais anteriores no segmento de mercado de Salas de Exibição, para destinação, via investimento, na produção, no desenvolvimento de projetos e na distribuição de obras audiovisuais brasileiras de produção independente.

Acesso Rápido

Edital da Chamada Pública BRDE/FSA – Linha De Desempenho Comercial Cinema 2018

Veja a lista de obras de referência

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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“Integrar Turismo, Cultura, Educação e C&T é essencial”

26.9.2018 – 14:44

“Se quisermos colocar o Brasil no Século 21, temos que basear investimento forte em turismo, economia criativa e cultura integradas”, afirmou o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, na abertura da 46ª Expo Abav, nesta quarta-feira (26), véspera do Dia Mundial do Turismo. Promovido pela Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), o evento ocorre simultaneamente ao 50º Encontro Comercial da Braztoa, a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo. Durante a abertura, o ministro disse que o País tem um imenso potencial e que é possível proporcionar bem-estar à população com geração de emprego e renda.

Ministro Sérgio Sá Leitão participou da abertura da 46ª Expo Abav e defendeu o trabalho integrado entre as pastas da Cultura, Educação, Turismo e Ciência e Tecnologia (Fotos: Clara Angeleas/Ascom MinC)

Para Sá Leitão, a integração das pastas da Cultura, Educação, Turismo e Ciência e Tecnologia é fundamental para que o Brasil se coloque em um novo patamar de desenvolvimento. “São as áreas que, se integradas, podem mudar o futuro do País. Tenho, na minha gestão, trabalhado para isso”, apontou.

O turismo representa, atualmente, 7,9% do PIB brasileiro, de acordo com dados do Ministério do Turismo. A estimativa de crescimento para 2018 é de 2,7%. O setor emprega 6,6 milhões de pessoas em todo o País e sua cadeia produtiva impulsiona 52 diferentes setores da indústria nacional. O Brasil, além de ser a 11ª maior economia de turismo do mundo, e o primeiro País em atrativos naturais, é o 8º em atrativos culturais.

 

Impacto econômico

Durante o evento na Abav, o ministro ressaltou os estudos de impacto econômico de grandes eventos, como o Réveillon e o Carnaval do Rio, como modo de apresentar aos governos e à sociedade a importância do turismo e da cultura. Para se ter uma ideia, análise da Fundação Getúlio Vargas (FGV), feita em parceria com o MinC, mostra que em 2018 o Carnaval gerou impacto econômico de R$ 3 bilhões e o Réveillon, de R$ 1,94 bilhão. “No MinC, desenvolvemos esses estudos de impacto econômico para evidenciar a importância das atividades de cultura e turismo. Eles mostram o potencial e o retorno que esses eventos trazem à sociedade. O impressionante é que as pessoas não se dão conta e agentes públicos falam em reduzir investimentos, por exemplo, para o Carnaval”, comenta.

A metodologia desenvolvida pela FGV leva em consideração o efeito cascata que os gastos efetuados pelos frequentadores dos eventos têm na economia local. Os recursos gastos com hotéis, restaurantes, bares e transporte se expandem para outros setores da economia, já que os prestadores desses serviços precisam adquirir matérias-primas e outros serviços com seus fornecedores. Desse modo, o impacto econômico na rede turística local, chamado de impacto econômico direto, gera demanda de combustível, energia, serviços de comunicação, serviços financeiros, ou seja, de fornecedores. Esse é chamado de impacto econômico indireto. Ainda são contabilizados os investimentos na produção dos eventos (serviços contratados, como artistas, técnicos, iluminadores, infraestrutura de palco).

 

Cidades históricas

Uma forma de fazer com que o turismo e a cultura sirvam de vetores para o impulso de economias regionais é a afirmação das cidades históricas brasileiras e seus atrativos culturais como destinos turísticos, gerando desenvolvimento e atraindo novos investimentos para essas regiões.

Para aproveitar essa vocação, foi criado o PAC Cidades Históricas, gerido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entidade vinculada ao Ministério da Cultura. O programa tem como objetivo desenvolver ações integradas para promoção econômica do Patrimônio Cultural, em particular para a atividade turística, atraindo novos investimentos e parceiros para as localidades. A previsão total de investimentos para este programa é de R$ 1,6 bilhão, destinado a ações em 44 cidades de 20 estados brasileiros.

 

Abav e Braztoa

A 46ª Expo Abav é um evento criado para absorver as diferentes demandas da cadeia produtiva do turismo, em especial a dos agentes de viagens, que são o principal canal de distribuição de viagens no Brasil. Na feira, há representantes de diversos segmentos, entre eles os de destinos nacionais e internacionais, operadoras emissivas e receptivas, companhias aéreas, consolidadoras, hotéis e resorts, cruzeiros, fornecedoras de tecnologia e sistemas, locadoras de veículos, empresas de ecoturismo e aventura e de representantes do turismo rural, entre outros.

Em 2017, o evento contou com a presença de 1.100 marcas expositoras, 600 profissionais de imprensa cadastrados para cobrir o evento, cerca de 80 palestras, painéis e mesas redondas, reunindo um total de 23 mil participantes. As rodadas do Espaço de Turismo Especializado e do Match Business totalizaram 250 reuniões e uma expectativa anunciada de R$ 16 milhões em negócios para os 12 meses após o evento. Simultaneamente à 46ª Expo ABAV, será realizado o 50º Encontro Comercial da Braztoa, a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Catedral Basílica de Salvador volta ao circuito turístico do Pelourinho

14.9.2018 – 10:12

Uma das principais atrações da Bahia volta a abrir as portas no Pelourinho, para o encanto de turistas do Brasil e do mundo. Depois de quase quatro anos de restauração e acesso fechado ao público, a Catedral Basílica de Salvador volta a ser o destino de um dos mais belos passeios no Centro Histórico da capital baiana. A reabertura da catedral, nesta sexta-feira (14), inclui acesso a um bem especialmente valioso: seu altar-mor, igualmente recuperado após longos anos fora do alcance dos visitantes.

A Catedral Basílica de Salvador foi reaberta após quase quatro anos de restauração. Ministro Sérgio Sá Leitão (ao lado do arcebispo Dom Murilo Krieger), visitou a igreja nesta sexta-feira (Fotos: Mário Vitor Bastos e Clara Angeleas)

“É impossível não se emocionar ao entrar nesta catedral, que foi recuperada em sua plenitude. É muito importante preservar um monumento como este. Temos todos que nos irmanar nesta missão. Um país que não se referencia em seu passado está fadado a repetir erros”, destacou o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, que visitou a igreja nesta sexta-feira. “Além disso, o investimento na restauração da catedral e de outros patrimônios históricos de Salvador é essencial para atrair turistas e movimentar a economia”, completou.

A presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, observou que “a catedral é uma aula de arquitetura”. “Este monumento mostra a força do gênero humano. O povo deve ser o principal guardião do patrimônio cultural brasileiro.”

Construída entre 1652 e 1672 e tombada pelo Iphan, instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), em 25 de maio de 1938, a catedral é um dos primeiros templos do país e o último remanescente do desaparecido Convento e Escola dos Jesuítas, que foi o maior e mais importante do Brasil Colonial. Os trabalhos de restauração de seu conjunto, que inclui 13 capelas, bens integrados e imagens sacras, duraram três anos e oito meses.

Nesse período, itens do acervo da catedral, considerado um dos mais valiosos do país, também foram recuperados. Telas de autores seiscentistas, móveis em jacarandá e diversos objetos sacros em ouro e prata podem, agora, ser revistos junto a 30 bustos, relicários de virgens e santos mártires que retornam à igreja depois de mais de 15 anos sob a guarda do Museu de Arte Sacra, que os devolveu igualmente restaurados.

Em meio às inúmeras renovações, um espaço que pode ser considerado o coração da Catedral volta a pulsar aos olhos do visitante. Fechado por anos ainda mais longos devido a uma obra anterior inacabada, o altar-mor da basílica foi reaberto depois de ser completamente restaurado.

 

Profissionais

A atenção recebida pela catedral nesses três anos e meio de restauro sob o comando do Iphan esteve à altura da importância de uma das principais construções sacras do Brasil Colonial. Seus elementos dourados, vistos em diferentes partes da igreja, foram recuperados com folhas de ouro importadas de Florença, na Itália. Esta e as demais atividades foram realizadas por uma equipe multidisciplinar, formada por mais de 120 profissionais, que mesclou a utilização de técnicas e materiais tradicionais e contemporâneos.

O supervisor dos trabalhos foi um dos mais conceituados profissionais do país, o restaurador e professor mineiro Antonio Fernando dos Santos, responsável pela recuperação dos profetas esculpidos por Aleijadinho no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (MG), e dos painéis de Portinari na Igreja São Francisco de Assis, na Pampulha, em Belo Horizonte.

 

Segurança

As obras na catedral incluíram pinturas nas fachadas e a restauração da fachada principal em cantaria e das torres de azulejos. Os trabalhos, no entanto, não se limitaram à estética e elementos sacros. Houve foco também na segurança de usuários e visitantes. Além da revisão completa da cobertura da basílica, foram promovidos reparos nas instalações elétricas e a recuperação dos forros, dos pisos e das esquadrias.

No decorrer da obra, foram identificadas novas demandas para a conservação do monumento. Em resposta, foram revistos itens de segurança, da iluminação e da sonorização interna e modernizado o sistema de prevenção e combate a incêndio. “Foi feito um investimento significativo em termos de segurança. O sistema de combate à incêndio é o mais avançado em termos de bens tombados no país, com muita tecnologia”, observou Sá Leitão.

 

Catacumba

Algumas descobertas também surpreenderam os profissionais envolvidos. Debaixo do altar-mor e sob uma lápide de mármore, foi encontrada uma escadaria de acesso a uma antiga catacumba. No interior de uma das capelas, por sua vez, foram descobertas ossadas, incluindo 13 crânios humanos. Pinturas originais nas paredes e peças sacras, que revelaram quadros com imagens de santos jesuítas escurecidos pelo tempo e até purpurina nas áreas revestidas de ouro, foram igualmente encontradas. Na capela do Santíssimo, foram recuperados diversos elementos com folhas de prata, que estavam encobertas por camadas de repintura.

Formalmente denominada Catedral Basílica Primacial de São Salvador, o templo localizado no Largo Terreiro de Jesus, no Pelourinho, é propriedade da Arquidiocese de Salvador. Com a saída dos jesuítas do país, a igreja foi abandonada e chegou a ser utilizada como hospital militar. Em 1833, também abrigou a primeira Escola de Medicina do Brasil.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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Casa de Câmara e Cadeia de Florianópolis é restaurada

13.9.2018 – 9:35

A capital catarinense ganha nesta sexta-feira (14) um novo equipamento cultural e atrativo turístico. A antiga Casa de Câmara e Cadeia de Florianópolis (SC) foi integralmente restaurada e modernizada, por meio de uma ação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), em convênio com a Prefeitura Municipal. O edifício receberá o Museu da Cidade, que será implantado e gerido pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), encerrando um período de anos sem uso.

Foram investidos mais de R$ 7,5 milhões na restauração do edifício do século XVIII, sendo cerca de R$ 4 milhões provenientes do Iphan, por meio do Fundo Nacional da Cultura. A obra contemplou tanto o restauro arquitetônico, recuperando as características históricas da antiga Casa de Câmara e Cadeia, quanto a modernização necessária para o uso, conferindo condições adequadas de acessibilidade, iluminação e climatização das salas.

Local de grande importância histórica para Florianópolis, o edifício foi inaugurado em 1780, para abrigar o poder legislativo e a cadeia da antiga Nossa Senhora do Desterro. O casarão de características luso-brasileiras, localizado na Praça XV de Novembro, recebeu diversas alterações ao longo do tempo e, nos últimos anos em atividade, sediou a Câmara Municipal de Florianópolis. Com a nova proposta de uso, o museu irá contar com um espaço que retrata a história da cidade, utilizando ferramentas interativas e dinâmicas, além da história da própria edificação, que é uma das três mais antigas da cidade.

A intervenção está entre uma série de investimentos que o Ministério da Cultura (MinC), por meio do Iphan, vem realizando no Patrimônio Cultural de Florianópolis nos últimos anos. Uma delas é a restauração do Museu Victor Meirelles, já em fase de conclusão. Também está em curso a revitalização do Largo da Alfândega, cuja obra foi iniciada em agosto.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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