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Casa de Anita Garibaldi, na cidade de Laguna (SC), é reaberta ao público após restauração

Cerimônia contou com a presença do ministro da Cidadania, Osmar Terra. Mais de R$ 610 mil foram investidos pelo Ministério da Cidadania

publicado: 30/08/2019 19h00, última modificação: 04/09/2019 15h21
Foto: Rafael Zart/Ministério da Cidadania

Nesta sexta-feira (30), data em que se celebram os 198 anos do nascimento de Anita Garibaldi, a cidade de Laguna, em Santa Catarina, recebeu um presente em homenagem a uma de suas mais célebres cidadãs. A Casa de Anita reabriu as portas, após ser completamente restaurada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia vinculada ao Ministério da Cidadania. Com a restauração, o espaço se consolida como importante equipamento cultural de Laguna, fomentando a economia criativa por meio da valorização do turismo e da memória local.

Presente à cerimônia de reabertura, o ministro da Cidadania, Osmar Terra destacou a importância de se preservar a memória de Anita Garibaldi e de outros brasileiros relevantes para a história do País. “A Anita simboliza muito para os brasileiros, para os italianos. É a heroína dos dois mundos, uma pessoa particularmente extraordinária, que tinha uma vida simples, que foi modificada por um encontro, e que transformou muito a história do Brasil, da Itália e do Uruguai também”, afirmou.

“Nós precisamos contar mais essas histórias, o Brasil tem que ter orgulho, o nosso cinema, a nossa arte tem que estar voltada para as pessoas extraordinárias que nasceram aqui, que construíram este País em que nós vivemos e que contribuíram tanto para o mundo”.

O prefeito de Laguna, Mauro Vargas Candemil, agradeceu o apoio do Ministério da Cidadania na restauração do patrimônio municipal. “Esta obra tem importância bastante significativa, já que aqui é um marco histórico da nossa Laguna. Essa contribuição do Iphan, com recursos do governo federal, vai engrandecer o patrimônio histórico aqui do nosso município e, mais ainda, levar o nome de Anita Garibaldi como heroína de dois mundos”, afirmou.

O Iphan investiu mais de R$ 610 mil na recuperação total do edifício histórico, construído em 1711. Além disso, a Casa de Anita recebeu estrutura para implementação do museu, como condições de acessibilidade, climatização, iluminação e equipamentos multimídia e de comunicação visual, contribuindo para a difusão da história e do legado da heroína catarinense.

Também estiveram presentes ao evento, o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, o diretor do Departamento de Projetos Especiais do Iphan, Robson de Almeida, a superintendente do Iphan em Santa Catarina, Liliane Nizzola, além de representantes do Instituto Cultural Anita e de uma comitiva italiana.

Uma casa para celebrar Anita Garibaldi

A Casa de Anita é um dos espaços mais visitados no Centro Histórico de Laguna, protegido pelo Iphan como Patrimônio Cultural Brasileiro. Localizada na Praça Vidal Ramos, a edificação foi residência de várias famílias da cidade catarinense. Entre elas, a família Mendes Braga, que confeccionava vestidos de noiva e emprestava um dos cômodos da casa para que as moças se vestissem para casar na Igreja Matriz de Santo Antônio dos Anjos. Foi o que aconteceu com Ana Maria de Jesus Ribeiro, a Anita, na ocasião de seu primeiro casamento, com Manoel Duarte de Aguiar.

Quatro anos mais tarde, quando completou 18 anos, ela conheceu o italiano Giuseppe Garibaldi, com quem se casou novamente e viveu o resto da vida. Ao lado dele, integrou importantes movimentos políticos, como a Revolução Farroupilha e o processo de unificação da Itália, tornando-se, então, conhecida como Anita Garibaldi, heroína, revolucionária e símbolo de coragem. Anita faleceu em 1849, em Ravenna, na Itália, aos 27 anos. Em 1978, a casa de Laguna foi aberta ao público como Casa de Anita, um pequeno museu com móveis de época e objetos que fizeram parte da história da cidade e da personagem célebre.

Investimentos em Santa Catarina

A intervenção no espaço que honra a memória de Anita é parte de uma série de ações que vêm sendo feitas pelo Ministério da Cidadania em Santa Catarina. Em Laguna, foi entregue ainda este ano a obra de restauração da Casa Candemil, que sedia o Arquivo Público Municipal. Outras seis obras estão em execução: a primeira etapa da requalificação urbanística do Centro Histórico e as restaurações do Clube União Operária, da sede da Sociedade Musical Carlos Gomes e do Clube Blondin, somando investimentos de R$ 12,4 milhões, além do Complexo Ferroviário e do Clube do Congresso Lagunense, que contam com outros R$ 4,41 milhões provenientes do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD). Na cerimônia de entrega da Casa de Anita, também foi assinada a ordem de serviço para início da obra do Complexo Ferroviário, que conta com recursos de R$ 2,4 milhões e será a primeira obra do Ministério da Cidadania com recursos do FDD.

“O Ministério da Cidadania está investindo muito no patrimônio histórico. Só aqui em Santa Catarina, estamos trabalhando com o horizonte de R$ 16 milhões. Estamos com recursos do Fundo de Defesa Direitos Difusos, provenientes de pagamentos de ações judiciais em todo o Brasil. Conseguimos R$ 300 milhões no total e Santa Catarina é, proporcionalmente, o estado que vai ter mais obras. Laguna vai ser um lugar particularmente privilegiado nessa caminhada de recuperação do nosso patrimônio”, destacou Osmar Terra.

Os investimentos do Ministério da Cidadania nos patrimônios da cidade não vão beneficiar apenas os 50 mil habitantes do local. O município é um dos mais importantes polos turísticos do estado, chegando a receber mais de 200 mil turistas durante o período de férias e festas de final de ano. Visitantes de todo o Brasil e também de países como Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile passam por Laguna todos os anos.
As festas religiosas também atraem muitos turistas, como a de Santo Antônio dos Anjos, padroeiro de Laguna.

História

Muito antes de sua fundação oficial, em 1676, Laguna serviu de referência para a assinatura do Tratado de Tordesilhas entre Portugal e Espanha. Os países estabeleceram uma linha imaginaria, 370 léguas a oeste do Arquipélago de Cabo Verde, passando ao Norte por Belém do Pará, e ao Sul por Laguna. As terras situadas a Leste do meridiano ficaram com Portugal.
De acordo com alguns mapas, o território português no Brasil começava próximo onde atualmente se encontra Belém (PA) e descia em linha reta até perto de Laguna (SC).

No século XVIII, a região foi um posto da coroa portuguesa, auxiliando no desbravamento e na defesa do território durante as disputas por terra com a Espanha. Nesse período também ocorre a chegada dos imigrantes açorianos, cujas tradições e cultura são mantidas até hoje entre os lagunenses.

Para conhecer outros investimentos realizados pelo Ministério da Cidadania em museus e patrimônios históricos brasileiros, acesse: cultura.gov.br

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cidadania
Com informações do Iphan

 

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Potencial turístico cultural no Brasil é apontado por escritório da ONU
Diagnóstico prévio foi apresentado pelo coordenador residente do Sistema das Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic, ao secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires

publicado: 07/08/2019 18h21, última modificação: 07/08/2019 18h22
Foto: Clara Angeleas/Ministério da Cidadania

As atividades do Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos (UNOPS) no Brasil foram apresentadas, na manhã desta quarta-feira (7), para o secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires. Braço operacional da Organização das Nações Unidas (ONU), o escritório está presente no Brasil desde 2012, trabalhando com a formulação e gestão de projetos em diversas instâncias, inclusive culturais, como a restauração, construção e reconstrução de museus e outras instituições.

O Unops foi apresentado pelo coordenador residente do Sistema das Nações Unidas (ONU) no Brasil, Niky Fabiancic. Também participaram do encontro com o secretário Henrique Pires e o secretário de Infraestrutura Cultural do Ministério da Cidadania, Paulo Nakamura, a gerente do Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos (UNOPS) no Brasil, Claudia Valenzuela, o arquiteto do UNOPS, Sylvio Farias, e a coordenadora de Cultura do Escritório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, Isabel de Freitas Paula.

Na avaliação dos representantes da ONU, o Brasil tem grande potencial turístico em razão do número de patrimônios mundiais, o que pode ser incrementado a partir de parcerias que promovem planejamento estratégico. Ainda foi destacada a importância da valorização de atividades culturais e da economia criativa para impulsionar o turismo. Fabiancic defendeu a necessidade de se pensar em planos de sustentabilidade e de manutenção para eventuais edifícios e locais restaurados. Caso contrário, há o risco de deterioração por falta de uso.

O secretário Paulo Nakamura observou que, em reuniões com municípios interessados na construção de equipamentos culturais, tem sido ressaltada a necessidade de manutenção e preservação, com detalhamento dos recursos necessários para esta finalidade.

Investimento do governo federal

Por meio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), foram direcionados recursos da ordem de R$ 200 milhões para a restauração e modernização de diversos equipamentos culturais, como as fundações Casa de Rui Barbosa e Biblioteca Nacional – entidades vinculadas ao Ministério da Cidadania –, museus e edifícios tombados.

Ligado ao Ministério da Justiça, o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD) utiliza os recursos provenientes de condenações judiciais, multas e indenizações para financiar projetos de instâncias federais, estaduais e municipais que visem a reparação de danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. A seleção de projetos ocorre por meio de edital e é feita pelo Conselho Gestor do FDD.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania

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Patrimônio Arqueológico: gravuras rupestres são descobertas no Paraná

Arqueólogos estudam em Capitão Leônidas Marques (PR) mais de 150 desenhos feitos há pelo menos 4 mil anos

(publicado: 14/02/2019 10h15, última modificação: 14/02/2019 10h17)

Arqueólogos descobriram mais de 150 gravuras rupestres em sítio arqueológico no sudoeste paranaense. Desenhos foram feitos há pelo menos 4 mil anos (Foto: Raquel Schwengber/Espaço Arqueologia)

 

O município de Capitão Leônidas Marques, situado na região sudoeste do Paraná, é habitado por pouco mais de 15 mil pessoas e tem chamado a atenção de pesquisadores e da imprensa nos últimos dias. Isso porque arqueólogos descobriram aproximadamente 150 gravuras rupestres em um sítio arqueológico. As gravuras estão distribuídas em três rochas e os pesquisadores estimam que elas foram esculpidas há pelo menos 4 mil anos. O local de descoberta do sítio já vem sendo estudado desde 2009, quando, por meio do licenciamento ambiental, o mesmo foi identificado e já cadastrado no banco de dados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituição vinculada ao Ministério da Cidadania. O sítio arqueológico Vista Alta e outros sítios de diversas tipologias foram identificados durante as prospecções arqueológicas realizada nas áreas pretendidas para a implantação da Usina Hidrelétrica do Baixo Iguaçu.

Apesar de os estudos terem começado há dez anos, foi nos últimos dias que iniciou-se uma avaliação mais aprofundada da área. Em decorrência da importância do sítio, do potencial informativo para a comunidade e do fato de que a área estava sofrendo impactos decorrentes de outras atividades, o Iphan solicitou estudos mais detalhados e a verificação da possibilidade de transformar o sítio em um local de visitação, um museu a céu aberto. Neste momento, pesquisadores brasileiros e portugueses estão tratando em laboratório especializado fotografias feitas por drone, para a produção de material cartográfico, bem como modelos digitais de terreno e descrição do estado de conservação. As fotografias também servirão para subsidiar um modelo de gestão do sítio após as atividades de levantamento.

Todo o material que se encontra em estudo possibilitará produzir um vasto conjunto de informações sobre o sudoeste do Paraná, bem como dados interpretativos sobre o comportamento humano nessa região, tanto nos aspectos tecnológicos como simbólicos. O sítio é considerado de alta relevância e a sua localização privilegiada, em área não afetada diretamente pelo barramento, faz com que ele tenha grande potencial para ser preservado, estudado e visitado.

Os impactos ao meio ambiente causados por grandes projetos de infraestrutura, instalações industriais, entre outros, sempre estão vinculados aos aspectos culturais das comunidades onde essas obras são realizadas. É nesse sentido que o Iphan está presente nos estudos de impacto dos grandes empreendimentos, por meio do licenciamento ambiental, com objetivo de assegurar a sustentabilidade dos ecossistemas em suas variabilidades físicas, bióticas, socioculturais e econômicas.

Desse modo, o licenciamento ambiental é uma obrigação legal prévia à instalação de qualquer empreendimento ou atividade potencialmente poluidora ou degradadora do meio ambiente, compartilhada entre instituições federais, estaduais e municipais. Nos processos de licenciamento ambiental o Iphan é consultado preventivamente, para que um empreendimento ou atividade não venha a impactar ou destruir os bens culturais acautelados em âmbito federal.

 

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ministério da Cidadania

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Plano Diretor define diretrizes de preservação do Parque dos Guararapes

Publicação é parte de ações para consolidar a gestão do parque e a regularização fundiária das áreas ocupadas por população de baixa renda.

(publicado: 15/01/2019 15h54, última modificação: 15/01/2019 19h09)

 

Parque Histórico Nacional dos Guararapes (Foto: Iphan)

Um dos mais emblemáticos palcos das lutas travadas entre Portugal e Holanda em solo brasileiro, o Campo das Batalhas de Guararapes, atualmente conhecido como Parque Histórico Nacional de Guararapes-PHNG, agora conta com diretrizes gerais para a gestão da preservação do bem cultural. A publicação do Plano Diretor no Diário Oficial da União, na segunda-feira (14), é parte das ações conjuntas entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, da Superintendência do Patrimônio da União, do Exército Brasileiro e da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes para consolidação da gestão do Parque dos Guararapes e a regularização fundiária das áreas ocupadas por população de baixa renda.

Histórico

Localizado no Município de Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, o Parque Histórico Nacional dos Guararapes foi palco de um dos mais importantes episódios da história nacional: a Batalha dos Guararapes (1648 -1649), que consistiu em enfrentamentos entre as forças portuguesas e holandesas pelo controle de boa parte da região Nordeste do Brasil. Por essa relevância, “Campos das batalhas de Guararapes” foi apreciado e tombado em 1954, por meio do processo 523-T-53, e inscrito no livro de Tombo Histórico em 1961.

O parque foi criado em 1971 e conta com uma área de 3,63 quilômetros quadrados, sendo que parte desse território está sob responsabilidade do Exército. O local também é sede da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres dos Montes Guararapes, templo barroco que guarda os restos mortais dos heróis das lutas travadas no local.

Em 1965, uma área de 224,4 hectares foi desapropriada pela União, com objetivo de criar um parque público. Em 1971, foi criado o Parque Histórico Nacional dos Guararapes, por Decreto Presidencial. A partir de 1998, cerca de 80 hectares do PHNG foram destinados à constituição de área militar e parque público, sob guarda do Ministério da Defesa, por meio da 7ª Região Militar. Desse modo, uma parcela da área objeto do tombamento federal encontra-se sob gestão do Exército e outra parte abrange assentamentos humanos de elevada densidade construtiva.”

 

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ministério da Cidadania

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Ministério da Cidadania lança campanha de Patrimônio Cultural do Sul

Osmar Terra participou da cerimônia, no Palácio Piratini, em Porto Alegre, na manhã desta quinta-feira (7)

(publicado: 07/02/2019 10h11, última modificação: 08/02/2019 14h33)

Lançamento de campanha apresentou calendário de atividades para a região (Foto: Mauro Vieira)

As atividades culturais prometem alavancar o turismo na região Sul do País, em 2019. O ministro da Cidadania, Osmar Terra, lançou, nesta quinta-feira (7), em Porto Alegre (RS), a campanha “Patrimônio Cultural do Sul: Turismo Cultural como ativo para o desenvolvimento de cidades históricas”. O lançamento ocorreu no Palácio Piratini, localizado no centro histórico da capital. A campanha é promovida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cidadania.

Na ocasião do lançamento, o ministro aproveitou para reforçar que a cultura transborda questões estéticas, e promove transformação social. “A cultura tem várias oportunidades para a gente realçar: a beleza, o encantamento que a arte produz, mas também realçar a autoestima, ajudar no desenvolvimento econômico”. Segundo Osmar Terra, a união de cultura e turismo, com foco no desenvolvimento, fomenta a redução da pobreza, especialmente no caso de famílias mais vulneráveis. “Tudo o que estamos fazendo na área cultural, estamos casando com a geração de emprego e renda. O turismo e a área cultural tem um papel muito importante nestas ações”.

A riqueza cultural da região Sul integra mais de 150 bens tombados individualmente, 13 conjuntos urbanos e cinco bens arqueológicos, além do patrimônio imaterial registrado. Presente na cerimônia, a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, destacou que a região será prioritária ao longo do ano: “Durante o ano de 2019, todas as ações do Iphan serão prioritariamente sobre esses três estados [do Sul]”. A presidente informou que o Iphan realiza políticas com foco em regiões específicas a cada ano, de forma itinerante. Em 2018, por exemplo, a região Norte foi contemplada. Já para este ano, Kátia reforçou que conta com parcerias para promover a aproximação com a área do turismo nos estados da região Sul – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Para a presidente, “a promoção turística é fundamental para a preservação do patrimônio, que só se preserva se tiver uso e se ele for apropriado pelas pessoas com sentimento de pertencimento”.

O ministro da Cidadania destacou que as ações vão resultar, ainda, em mais conhecimento sobre a própria história: “Estas ações vão valorizar o patrimônio histórico, e a nossa gente vai ter a oportunidade de conhecer a nossa origem. Isso nos impulsiona para um futuro melhor”.

Semana de eventos

As ações voltadas ao patrimônio na região vão culminar em uma Semana de Eventos, prevista para ocorrer entre os dias 21 e 25 de outubro, em Porto Alegre. O calendário de atividades foi apresentado no evento de lançamento da campanha. Entre as atividades previstas está o Seminário Internacional Patrimônio + Turismo, que compartilha experiências exitosas de integração entre as duas áreas. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, agradeceu a escolha da capital gaúcha para sediar o encontro, destacando que a preservação do patrimônio, aliada ao turismo, é uma ferramenta de promoção do desenvolvimento local. “Gera empregos e extrai riquezas que ajudam a preservar o patrimônio e, ainda, devolve à população empregos e renda. Tenho certeza que o evento vai ser importante para discutir políticas públicas de preservação do patrimônio que nos orgulha muito”, avaliou.

Outra atividade prevista para semana é a entrega do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. Na maior festa do patrimônio cultural brasileiro, o governo federal vai reconhecer projetos que contribuem para a manutenção deste patrimônio, com ações de preservação. Além da visibilidade às comunidades envolvidas, o reconhecimento nacional promove a aproximação com novos parceiros e a possibilidade de continuidade de suas iniciativas. O prêmio é oferecido desde 1987, está em sua 32ª edição, e foi assim denominado em homenagem ao primeiro dirigente do Iphan. Representa uma política pública realizada em parceria com a comunidade: anualmente, o evento revela simples ideias que transformam realidades.

O lançamento da mais recente edição da Revista do Patrimônio, uma das publicações institucionais mais antigas e respeitadas do País, também vai ocorrer na programação especial apresentada. A reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural também será sediada na capital gaúcha, em outubro. O conselho é o órgão colegiado de decisão máxima do Iphan, responsável pelo exame, apreciação e decisões relacionadas à proteção do Patrimônio Cultural Brasileiro.

Patrimônio da região

Apesar de ser a menor região brasileira em extensão territorial, o Sul oferece um inventário plural de bens culturais que será divulgado, valorizado, promovido e debatido coletivamente pelo governo federal e seus parceiros, ao longo do ano. Trata-se de uma vasta lista de edificações, conjuntos urbanos, manifestações culturais, bens arqueológicos e ferroviários.

Apenas do Rio Grande do Sul, onde ocorre o lançamento da campanha, são 3.263 sítios arqueológicos cadastrados e diversos bens materiais tombados, incluindo sete conjuntos urbanos – localizados na capital Porto Alegre e nos municípios de Pelotas, Novo Hamburgo, Santa Tereza, Antônio Prado, Jaguarão e Vila de Santo Amaro do Sul.

Entre os bens imateriais registrados, estão as Tradições Doceiras da Região de Pelotas e Antiga Pelotas. Bem casado, marmelada, quindim, pessegada, ninho, camafeu, figo em calda, amanteigado, ameixa recheada, abóbora cristalizada, bolo de noiva e tantas outras delícias fizeram com que a região ficasse conhecida como a “terra do doce”. Mais do que simples quitutes, eles representam um importante contexto histórico e cultural que elevam seu significado para além da função de alimento. E é exatamente o modo de fazer os doces locais que foi registrado no Livro dos Saberes do Iphan.

São Miguel das Missões

Ruínas de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões (RJ). Foto: Divulgação

Já na sexta-feira (8), no município São Miguel das Missões, o ministro visitará o Parque Histórico, onde assinará ordem de serviço para início da primeira etapa da obra de requalificação urbanística do entorno de São Miguel Arcanjo, um dos sítios arqueológicos que compõem o Parque Histórico Nacional das Missões. O Parque é composto ainda pelos sítios arqueológicos de São Lourenço Mártir, São Nicolau e São João Batista.

Osmar Terra participa também da cerimônia de entrega, ao povo Guarani, do certificado da Tava como Patrimônio Cultural do Mercosul. O certificado é o reconhecimento da presença ancestral deste povo indígena no local, considerado sagrado. O evento contará também com a presença de representantes do povo Guarani e da coordenadora-executiva da Comissão de Patrimônio Cultural do Mercosul, Gabriela Gallardo.

O investimento previsto para a primeira etapa da obra de requalificação de São Miguel Arcanjo é de R$ 3,05 milhões, por meio do PAC Cidades Históricas. Entre as melhorias previstas, estão o novo pavimento de pedra, ciclovias com pavimento rígido, calçadas com pavimento em concreto e telas de aço, acessibilidade, trilhas, paisagismo e requalificação de três praças. O projeto visa a melhoria da infraestrutura urbana do entorno do Sítio tombado, melhorando as condições de habitabilidade, drenagem e tráfego.

Para todo o estado, o PAC prevê o investimento total de R$ 154,43 milhões. São 29 obras previstas em quatro cidades do Rio Grande do Sul: Porto Alegre, São Miguel das Missões, Jaguarão e Pelotas. Do total, R$ 36 milhões já foram investidos em obras como a Restauração do Mercado Público, em Porto Alegre.

 

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania

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Museus do Ibram em Goiás tiveram recorde de público em 2018

Os Museus das Bandeiras e de Arte Sacra da Boa Morte, na Cidade de Goiás, receberam 37.383 pessoas no ano passado, um aumento de 26% em relação a 2017

(publicado: 01/02/2019 14h53, última modificação: 01/02/2019 14h54)

O Museu de Arte Sacra da Boa Morte recebeu 13.726 visitantes em 2018, com visitação aquecida por diversas ações voltadas ao público escolar (Foto: Nabil Bonduk)

O Museu das Bandeiras (Muban) e o Museu de Arte Sacra da Boa Morte, que integram a rede do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em Goiás, tiveram recorde de público em 2018. Em conjunto, os dois museus localizados na cidade histórica de Goiás (GO), foram visitados por 37.383 pessoas – um aumento de 26% em relação a 2017.

Para a direção dos museus, o aumento é reflexo de ações contínuas e forte diálogo com a comunidade local, que auxilia e fortalece as ações, sugerindo ideias e propostas, além de visitar e interagir com as atividades realizadas.

Ao longo de 2018, o Museu das Bandeiras promoveu diversos eventos, cursos, pesquisas e ações culturais e educativas voltadas a escolas e guias turísticos. Entre as atividades que ajudaram a aquecer a visitação ao museu estiveram a Semana Nacional de Museus e a Primavera dos Museus, o projeto Muban nas Escolas, a Semana das Crianças e o Muban Mambembe.

O Museu das Bandeiras recebeu, em 2018, 23.657 visitantes. Sediado no antigo edifício construído para ser utilizado como Câmara e Cadeia em 1766 na antiga Vila Boa de Goyaz, o museu foi aberto ao público como tal em 1954. Deste então, narra a ocupação da região Centro-Oeste, tendo como marco as entradas e bandeiras, e apresenta aos seus visitantes as memórias daqueles que ficaram presos na antiga cadeia, função que o prédio teve por quase 178 anos.

Já o Museu de Arte Sacra da Boa Morte recebeu 13.726 visitantes em 2018, com visitação aquecida por diversas ações voltadas ao público escolar. O museu está localizado no centro histórico de Goiás, em edifício construído originalmente para abrigar a Igreja de Santo Antônio de Pádua em 1792, abrigando obras sacras do escultor e dourador goiano Veiga Valle. O edifício foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1951 e ganhou a função de museu em 1969.

 

Casa da Princesa

Após dois anos fechado para obras de restauro e processo amplo de reformulação, o Museu Casa da Princesa, que também integra a rede Ibram em Pilar de Goiás (GO), foi reaberto ao público em dezembro passado. Além de restaurado, o museu ganhou novo circuito expositivo. Saiba mais.

 

Instituto Brasileiro de Museus (Ibram)
Ministério da Cidadania

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