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Em cerimônia de certificação como patrimônio do Mercosul, ministro destaca potencial turístico da Serra da Barriga
Na cerimônia de certificação da Serra da Barriga, em Alagoas, como Patrimônio Cultural do Mercosul, realizada neste sábado (11), o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, afirmou que esse reconhecimento internacional vai incrementar um importante vetor de desenvolvimento da região – o turismo.
“Este é um lugar que tem todo um potencial para atrair turistas do mundo inteiro, pela sua relevância tanto no campo simbólico, como no campo histórico. Isso pode trazer desenvolvimento para a região e, sobretudo, desenvolvimento sustentável”, afirmou o ministro.
Para Sá Leitão, a partir de agora, Serra da Barriga, além de turistas, vai atrair também investimentos, com impacto positivo na geração de empregos e renda para a comunidade. Dados oficiais indicam que 1% de aumento no fluxo de turistas gera R$ 30 milhões na economia brasileira por ano.
Responsável pela gestão de Serra da Barriga, a Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), articula com as universidades Federal de Alagoas (Ufal) e Estadual de Alagoas (Uneal) um projeto para desenvolvimento do turismo no local. No próximo ano, deverá ser lançado o calendário de visitas guiadas no Parque Memorial Quilombo dos Palmares, espaço na Serra da Barriga que reproduz as edificações do período de resistência na região.
A cerimônia de certificação, neste sábado, começou com uma visita guiada ao Parque, conduzida pelo historiador Helcias Pereira, presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir). Autoridades e convidados também assistiram a apresentações de capoeira e afoxé e a um ritual de orixás, na Lagoa Encantada dos Negros.
Liberdade
Além do ministro da Cultura, receberam o certificado de reconhecimento da Serra da Barriga o governador de Alagoas, Renan Filho, o prefeito de União dos Palmares, Kil Freitas, e três representantes da comunidade negra: Mirian Araújo Souza Melo (religiões de matriz africana), Cláudio de Figueiredo (capoeira) e Amaro Félix Filho (quilombolas).
“O reconhecimento é um impulso para que vocês sigam trabalhando para manter vivas suas culturas e suas raízes”, destacou Gabriela Gallardo Martin, da Comissão de Patrimônio Cultural do Mercosul.
A Serra da Barriga foi reconhecida, em maio deste ano, como Patrimônio Cultural do Mercosul dentro da temática Cumbres, Quilombos y Palenques. A serra ocupa uma área de 28 quilômetros quadrados, em União dos Palmares (AL), e abrigou o movimento de resistência de escravos no Brasil. De 1597 a 1695, a República Livre dos Palmares abrigou cerca de 20 mil pessoas, não só negros, mas também indígenas e brancos.
O ministro da Cultura ressaltou que a Serra da Barriga representa a liberdade, que é “o maior valor que a humanidade tem”. “Vivemos hoje em um país democrático, onde há uma Constituição, livremente escrita e promulgada, que consagra a democracia, o estado de Direito e a liberdade como um valor fundamental dos brasileiros e das brasileiras”, afirmou.
Sá Leitão condenou a intolerância e a perseguição a líderes de religiões de matriz africana. “Ainda hoje, apesar de a Constituição consagrar todas as liberdades, a de expressão, a de manifestação, a religiosa, os representantes das religiões de matriz africana são perseguidos, são vítimas de intolerância”.
 
Preservação do patrimônio do Mercosul

O reconhecimento pelo Mercosul implica compromisso dos governos federal e estadual, assim como da sociedade civil, na proteção, conservação, promoção e gestão do bem. Até o momento, sete bens nacionais ou regionais foram declarados Patrimônio Cultural do Bloco. Além da Serra da Barriga, a lista inclui o Edifício sede do Mercosul, em Montevidéu, inaugurado em 30 de dezembro de 1909; a Ponte Internacional de Barão de Mauá, que liga as cidades de Jaguarão, no Rio Grande do Sul, e Rio Branco, no Uruguai; a pajada, que é uma arte que mistura música e poesia e que adquiriu grande desenvolvimento no Cone Sul; o Itinerário Cultural das Missões Jesuítas Guaranis, Moxos e Chiquitos; o chamamé, estilo musical tradicional da Argentina, e o cimarronaje cultural equatoriano, imaginário de resistência visível em práticas rituais, festivas, gastronômicas e musicais dos povos afrodescendentes do país.

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MinC reforça parceria entre as áreas de cultura e turismo

27.09.2017 – 16:10

“Temos muito a fazer juntos, com ações e iniciativas que vão favorecer essas vocações econômicas do Brasil: o turismo e a economia criativa”, ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão (Foto: Acácio Pinheiro / Ascom MinC)

No dia internacional do Turismo, comemorado nesta quarta-feira (27), o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, participou da abertura da 45ª Expo Internacional da Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), em São Paulo. O prefeito de São Paulo, João Doria, e os presidentes da Abav, Edmar Bull e da Embratur, Vinícius Lummertz, também participaram do evento.

O ministro defendeu a integração natural entre os setores da cultura e do turismo, uma vez que uma das principais motivações de viagem é conhecer a cultura de um país, seus signos e símbolos, o modo de ser de seus povos. Nesse sentido, Sá Leitão ressaltou a importância do calendário de eventos Rio de Janeiro a Janeiro, lançado no último domingo, dia 24 de setembro.

O calendário é fruto da parceria entre os governos federal, estadual e municipal, e a iniciativa privada. O objetivo da iniciativa é potencializar eventos culturais, esportivos e turísticos e maximizar o impacto sobre a economia não só do Rio, mas do Brasil, já que a cidade é a principal porta de entrada de turistas do País.

“Estamos trazendo para o Governo Federal o que já é a realidade. Temos muito a fazer juntos, com ações e iniciativas que vão favorecer essas vocações econômicas do Brasil: o turismo e a economia criativa”, disse o ministro. Com a expansão de eventos tradicionais e viabilização de novos projetos é possível atrair investimentos e turistas, criando oportunidades de emprego e renda no estado e na cidade do Rio de Janeiro. Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, um aumento de 20% do turismo seria capaz de injetar R$ 6,1 bilhões na economia do estado.
A agenda do programa Rio de Janeiro a Janeiro começa com a festa de Réveillon de Copacabana e segue durante todo o ano, passando pelo Carnaval – com desfiles das escolas de samba e blocos de rua – e demais atividades culturais, turísticas e esportistas.
Relevância econômica

Os setores cultural e turístico estão entre as 10 maiores atividades econômicas do País, sendo responsáveis por 2,64% e 3,2% do PIB nacional, respectivamente. O ministro do Turismo, Marx Beltrão, falou sobre a importância da parceria com o Ministério da Cultura e ressaltou o potencial dos setores para o avanço do Brasil.
Lançamento de selos

Durante a cerimônia de abertura da feira, ainda foram lançados, em parceria com os Correios, selos comemorativos que estampam paisagens turísticas das cinco regiões do Brasil. A série de selos América traz as paisagens de Monte Roraima (RR); Maragogi (AL), Chapada dos Veadeiros (GO), Armação de Búzios (RJ) e Cataratas do Iguaçu (PR).

Leia a íntegra do discurso do ministro Sérgio Sá Leitão durante a cerimônia de abertura da 45ª Expo Internacional da ABAV:

“Bom dia a todos e a todas,

Gostaria muito de agradecer o convite para estar aqui com vocês, agradecer aos nossos queridos anfitriões, a Magda Nassar e o Edmar Bull. Gostaria também de saudar todos que estão na mesa e faço isso em pessoa do meu querido colega, o Ministro Marx Beltrão, do Turismo. Vocês sabem que turismo e cultura são atividades não apenas complementares, são atividades que estão naturalmente integradas.

Uma boa parte da motivação que as pessoas têm para fazer turismo, para conhecer novos lugares, cidades, países, é buscar a cultura desses lugares, buscar o conjunto de valores, de princípios, de signos, de modos de ser, de estar e a própria criação cultural e a vivência comportamental das pessoas, dos povos desses lugares. Então, é absolutamente natural que a cultura e o turismo estejam juntos.

No governo federal, não estamos fazendo nada mais do que trazer para o governo isso que já é uma realidade no dia a dia das pessoas, no dia a dia de vocês que trabalham com o “trade” de turismo. Cultura e turismo tem que andar juntos, tem que se integrar, tem que ter ações coordenadas e vamos fazer isso, na verdade já estamos fazendo isso no âmbito do governo federal por meio desse diálogo, dessa parceria, dessa troca, dessa combinação, desse entendimento entre o Ministério do Turismo e a Embratur e o Ministério da Cultura e as suas instituições.

Temos muitas coisas para fazer juntos e penso que essas ações, essas iniciativas, vão beneficiar muito o “trade” de turismo e o conjunto da sociedade brasileira. Uma dessas ações vocês viram, o vídeo que foi apresentado aqui, foi exatamente esse programa: Rio de Janeiro a Janeiro. Eu gostaria de aproveitar esse momento, essa oportunidade, para falar um pouco desse programa aqui para vocês e também, exortá-los, convidá-los, estimulá-los a se engajar nesse programa.

É fundamental que o setor de turismo, que as agências de viagens, que os agentes de turismo, que as companhias aéreas, enfim, todos que trabalham no setor de turismo, se apropriem desse programa, dessa iniciativa, desse calendário Rio de Janeiro a Janeiro. Incorporem esses eventos que estão sendo apoiados e promovidos por meio dessa iniciativa nas suas atividades, de maneira que nós possamos verdadeiramente potencializar, maximizar o efeito desses eventos sobre o turismo e sobre a economia, não apenas do Rio de Janeiro, mas do Brasil.

Tudo o que acontece no Rio reverbera positiva ou negativamente sobre o conjunto do País. Estamos falando da principal porta de entrada dos turistas no nosso país, dos turistas de fora, estamos falando também do segundo maior PIB anual do País. Se o Rio compra menos, diminui seu poder de consumo, obviamente isso prejudica o conjunto da economia brasileira e por aí vai. Então, faz todo o sentido que o governo federal estabeleça essa parceria com o governo do estado com a prefeitura da capital, mas também com as prefeituras das demais cidades, no sentido de promover articuladamente, integradamente, duas das principais vocações econômicas e sociais do Rio de Janeiro e, por que não, meus amigos, do Brasil? Eu me refiro obviamente ao turismo e à economia criativa.

Se pensarmos no País como um todo, como foi dito aqui, temos aí a contribuição do turismo para o PIB do Brasil da ordem de 3,7% e uma contribuição dos conjuntos das atividades que compõem o campo da economia criativa da ordem de 2,64%. Mesmo sendo paradas, essas duas atividades, esses dois setores, estão entre as 10 maiores atividades econômicas do nosso país, com peso econômico maior do que atividades econômicas tradicionais que muitas vezes são mais reconhecidas e mais apoiadas inclusive pelo poder público. Me refiro, por exemplo, à indústria de eletroeletrônicos, à indústria têxtil, à indústria farmacêutica… São setores que tem um peso econômico inferior ao que o turismo e a economia criativa têm no Brasil; são duas grandes vocações do nosso País e são duas grandes vocações do Rio de Janeiro. No caso do estado do Rio, o PIB do turismo é 4% e o PIB da economia criativa é 3,9% – estamos falando de duas atividades entre as cinco maiores atividades econômicas do estado do Rio de Janeiro.

É fundamental, portanto, essa exortação que eu gostaria de fazer a vocês, que o setor de turismo abrace o Rio de Janeiro a Janeiro e se aproveite dele ao máximo. No que consiste exatamente esse programa? Nós formamos, no âmbito do governo federal, um grupo de trabalho com o Ministério do Turismo, com a Embratur, com o Ministério do Esporte, e a maioria do trabalho é coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência da República. O governo federal, como vocês sabem, está ajudando, apoiando o estado do Rio de Janeiro com três linhas de ação: uma linha é o reforço da segurança pública, a outra linha é a recuperação fiscal do estado e a terceira linha, é justamente a linha de geração de emprego e renda, de desenvolvimento para que o estado do Rio possa sair da crise e, com isso, contagiar positivamente o restante do País.

Então, o calendário Rio de Janeiro a Janeiro é basicamente uma iniciativa que visa o desenvolvimento do turismo e da economia criativa no Rio de Janeiro, com a atração de mais turistas, de mais investimentos, e com isso a gente pode irrigar a economia da cidade, do estado. O governo federal, por meio desse grupo trabalho, fez uma seleção prévia de eventos, tanto eventos que já acontecem tradicionalmente, quanto eventos novos que estão sendo previstos pensados pelos organizadores de eventos no Rio. Esses eventos foram analisados pela Fundação Getúlio Vargas, que nós contratamos justamente para essa função. Eles foram analisados sob cinco critérios: a capacidade de atração de turismo, a capacidade de geração de emprego e renda, a capacidade de atração de investimentos, a capacidade de geração de inclusão social e também a capacidade de sustentabilidade e de expansão.

A partir do trabalho da Fundação Getúlio Vargas, chegamos a uma lista inicial de 100 eventos que apresentamos, domingo, no Rock in Rio – foi algo que teve uma grande divulgação e teve um grande apoio do conjunto da sociedade, da mídia, etc. Esses 100 eventos serão apoiados pelo governo federal, pelo governo do estado e pela prefeitura, por meio de patrocínios diretos das empresas estatais, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Lei de Incentivo ao Esporte e também das leis estaduais e municipais de incentivo. Enfim, estamos amealhando um total de R$ 150 mil para apoiar a realização e a expansão desses eventos, que no total somam investimentos da ordem de R$ 1 bilhão. A expectativa é que nós possamos aumentar o turismo no Rio de Janeiro, o fluxo de turismo em torno de 20% – e com isso estaremos injetando R$ 6,1 bilhões à economia do estado e do País, e gerando 170 mil empregos diretos por meio do turismo e da economia criativa.

É fundamental que vocês abracem esse programa, que vocês explorem ao máximo essas atividades, que vocês comprem pacotes para que as pessoas do Brasil inteiro e do exterior possam ir a esses eventos. Temos eventos de cultura, eventos de esportes, eventos de moda, de gastronomia; e eventos grandes, médios, pequenos eventos de negócios. Tem um nicho importantíssimo que é um turismo LGBT, temos no Rio de Janeiro a parada de Copacabana, a parada de Madureira, e agora teremos no mês de outubro mais eventos na cidade e no estado do Rio relacionados a esse nicho de turismo, que se afirma cada vez mais.

Esse é o sentido da minha presença e da minha fala aqui: sublinhar essa parceria não apenas natural, mas desejável e necessária entre turismo e cultura. Estamos juntos e convidamos vocês a se apropriarem desse calendário Rio de Janeiro a Janeiro em suas atividades. Vocês são os protagonistas do País, vocês são os empreendedores, são aqueles que geram renda, que geram emprego, que movimentam a nossa economia que gera o desenvolvimento do nosso País. Vocês também são heróis e digo a vocês: o Brasil precisa urgentemente de um choque de liberalismo para que a gente possa nos livrar desse fardo que todos nós, empreendedores, carregamos nas nossas costas.

Enfim, espero que isso entre na agenda da sociedade e entre na agenda da política. Temos o ano eleitoral no ano que vem e vai ser uma oportunidade muito interessante de transformarmos as coisas. É isso, boa feira pra vocês, parabéns pelos números impressionantes do setor e da própria feira, parabéns a vocês. Que seja um momento de grandes negócios e que nós possamos valorizar cada vez mais o turismo e também a cultura do nosso País.

Muito obrigado”.

Fonte: ASCOM MinC

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MinC homologa tombamento do conjunto histórico de Noronha
07.09.2017 – 10:30

O Ministério da Cultura (MinC), por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), homologou nesta quarta-feira (6) o tombamento do Conjunto Histórico do Arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco. Com a decisão, as fortificações e o conjunto urbano da Vila dos Remédios, incluindo algumas de suas edificações históricas, passam a ser Patrimônio Cultural do Brasil.

Arquipélago de Fernando de Noronha foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil durante reunião no Iphan (Foto: Divulgação Iphan)

Para o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, responsável pelo ato de homologação, o tombamento é fundamental para assegurar a proteção do conjunto. “Mais do que um reconhecimento, é uma medida que visa preservar e promover uma região importante do ponto de vista histórico, cultural, ambiental e turístico. Caberá ao Iphan zelar pelo tombamento. Viva Fernando de Noronha!”, comemorou.

Integram o Conjunto Histórico do Arquipélago de Fernando de Noronha o Sistema Fortificado, composto pelos Fortins de Santo Antônio, de Nossa Senhora da Conceição, de São Pedro do Boldró e o Reduto de Santana; o Conjunto Urbano da Vila dos Remédios, incluindo a vila ou colônia prisional e o centro urbano do povoamento da ilha; além dos seguintes bens isolados: Vila da Quixabá, capela de São Pedro dos Pescadores, prédio da Air France e um testemunho da presença Americana na Ilha – “iglu” da Vila dos Americanos.

A homologação efetiva a inclusão das obras no Livro do Tombo – inscrição definitiva de um bem – e assegura o reconhecimento de seu valor histórico e cultural. Aprovado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural no dia 22 de junho deste ano, o tombamento do Conjunto Histórico de Noronha marcou o fim de um longo processo de identificação dos bens notáveis feita por meio de um diálogo conduzido pelo Iphan com a comunidade do arquipélago. Além de representar um marco importante nas comemorações dos 80 anos do Iphan.

Fonte: ASCOM MinC

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18.8.2017 – 10:42

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias recebeu investimentos de R$ 4 milhões por meio do PAC Cidades Históricas (Foto: André Macieira)

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias, uma das mais representativas de Ouro Preto (MG) e sede do Museu Aleijadinho, está de cara nova. Com recursos do PAC Cidades Históricas, a igreja passou por uma importante obra de restauração arquitetônica conduzida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC).

Foram investidos cerca de R$ 4 milhões na recuperação estrutural do edifício, que inclui ações como substituição de instalações elétricas e prevenção e combate a incêndio. Outra importante mudança foi a pintura nas cores originais da igreja, resgatadas por meio de prospecções cromáticas, iconografia histórica e no relato dos antigos moradores. Ainda está prevista uma segunda etapa de obras, para a restauração dos elementos artísticos integrados da igreja, tais como altares e forro.

A solenidade de entrega da primeira etapa será nesta sexta-feira (18), às 15h, e contará com a presença da presidente do Iphan, Kátia Bogéa, do diretor do PAC Cidades Históricas, Robson de Almeida, da superintendente do Iphan em Minas Gerais, Celia Corsino, do prefeito de Ouro Preto, Júlio Pimenta, do Arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha, e de representantes da paróquia e do Museu Aleijadinho. A cerimônia terá ainda a apresentação do Coral Canto Crescente, projeto sociocultural de formação musical de crianças e adolescentes da cidade, e exibição do documentário Esperando Conceição, produzido pela jornalista Lidiane Andrade com a comunidade da paróquia, no âmbito do Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural do Iphan.

Preciosidade mineira

Uma das mais antigas igrejas de Minas Gerais e também uma das maiores em tamanho e suntuosidade, a Igreja Matriz de Antônio Dias foi tombada isoladamente pelo Iphan em 1939. Tem inquestionável relevância para a história da cidade de Ouro Preto e da arte e arquitetura religiosa no Brasil. Sua construção foi iniciada com um templo em 1705, depois ampliado em novo edifício em 1727, cujas obras duraram até a segunda metade do século XVIII e foram conduzidas pelos mestres Manuel Francisco Lisboa e Aleijadinho. Os dois estão enterrados nesta igreja, que veio também abrigar, anos mais tarde, o Museu Aleijadinho, responsável pela guarda de importantes obras do artista.

Além da restauração da Igreja Matriz e da restauração dos chafarizes do Centro Histórico, estão previstas outras 13 ações na cidade por meio do PAC Cidades Históricas.

Texto e Fonte: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)/Ministério da Cultura (MinC)

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Requalificação da Praça JK será entregue nesta segunda-feira

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), entrega nesta segunda-feira (26), às 18h, a obra de requalificação da Praça Juscelino Kubitschek (a Praça JK), na cidade de Diamantina (MG). Com investimento de R$ 787 mil do PAC Cidades Históricas, foram realizadas ações de requalificação do paisagismo, inserção de mobiliário urbano, instalação de rampas de acessibilidade e alargamento dos passeios, além de higienização do Chafariz da Câmara, recuperação das balaustradas e repintura de dois bens tombados na praça: a Igreja de São Francisco de Assis e a Casa do Fórum.

Obra de requalificação da Praça JK, em Diamantina (MG), contou com investimento de R$ 787 mil do PAC Cidades Históricas (Foto: Iphan)

O projeto de requalificação da praça começou a ser executado em julho do ano passado e levou em consideração critérios como melhoramento urbano da área com condições de acessibilidade e segurança, promovendo a valorização do patrimônio cultural da cidade de Diamantina.
Patrimônio
O Centro Histórico de Diamantina foi tombado pelo Iphan em 1938 e reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Mundial em 1999. A Praça JK é o ponto de convergência de sete ruas, originadas ainda no século 18. O nome da praça é uma homenagem ao ex-presidente Juscelino Kubitschek, nascido em Diamantina.
O conjunto urbanístico e arquitetônico de Diamantina encontra-se bastante íntegro, com monumentos que vão desde dos primeiros anos de ocupação, no século 18, até as obras de Oscar Niemeyer do século 20.
A solenidade de entrega, que terá a presença do diretor do PAC Cidades Históricas, Robson de Almeida, e da superintendente do Iphan-MG, Célia Corsino, será realizada na Igreja de São Francisco de Assis, localizada na praça JK.
Texto e Fonte: Assessoria de Comunicação/Ministério da Cultura/Com informações do Iphan

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Encontro discute estratégias para desenvolver cidades históricas

Sinalização turística em Congonhas é exemplo de boas práticas para o patrimônio mundial (Foto: Barbara Silva/Iphan)

Mais de 300 prefeitos e secretários municipais de todo o País se reúnem em Brasília nesta terça (11) e quarta-feira (12) para planejar e consolidar ações para gestão das cidades históricas brasileiras. A proposta do encontro nacional é alavancar o crescimento econômico e social desses municípios, aliando a preservação do Patrimônio Cultural e o desenvolvimento sustentável, em ações transversais entre as diversas políticas públicas, como turismo, educação e geração de emprego e renda.

O 3º Encontro Brasileiro das Cidades Históricas Turísticas e Patrimônio Mundial é uma parceria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) – instituição vinculada ao Ministério da Cultura – com a Confederação Nacional de Municípios (CNM) e a Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM). Na programação do evento, estão debates e palestras com representantes dessas e outras instituições, como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), para discutir temas como a governança das cidades históricas, diversidade cultural, a relação entre turismo e Patrimônio Mundial, o PAC Cidades Históricas e o Acórdão 3155/2016 do Tribunal de Contas da União (TCU), que tece recomendações para a gestão dessas cidades enquanto polos de turismo e investimentos.

Para a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, a prioridade agora é estabelecer parcerias com os gestores das cidades históricas brasileiras, formando uma rede de cooperação entre governos, sociedade civil e iniciativa privada para promover o Patrimônio Cultural e ampliar as potencialidades desses municípios. “Precisamos construir juntos os novos caminhos que trilharemos nos próximos anos, por meio de uma política nacional que priorize questões como a sinalização e a interpretação dos sítios, a adequação de infraestrutura e demais estratégias que impulsionem e adequem nossas cidades para receber cada vez melhor os turistas, de forma sustentável e que valorize a cultura como seu maior ativo”, afirma.

Programação

Realizado na sede da CNM, o 3º Encontro Brasileiro das Cidades Históricas Turísticas e Patrimônio Mundial também traz em sua programação o lançamento dos livros Museu de Congonhas (MG), da Unesco, e do Compêndio dos Editais do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI), do Iphan. Além disso, o evento também conta com a abertura da exposição Patrimônios Culturais Brasileiros, produzida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Iphan.

Serviço:
3º Encontro Brasileiro das Cidades Históricas Turísticas e Patrimônio Mundial
Data: 11 e 12 de abril de 2017
Local: Sede da CNM – Brasília/DF
Inscrições: http://www.cidadeshistoricas.cnm.org.br

Texto e fonte: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)/Ministério da Cultura

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