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Festival-escola de música clássica em Santa Catarina é o maior da América do Sul

Com 14 edições realizadas, Femusc transforma a vida de estudantes de música por meio do intercâmbio com professores e músicos renomados de todo o mundo

(publicado: 13/02/2019 12h51, última modificação: 13/02/2019 12h56)

 

Estudantes de 29 países se inscreveram na 14ª edição do Femusc, realizado em Jaguará do Sul (Foto: Divulgação)

Ajudar jovens músicos brasileiros a atingir a excelência técnica internacional. Esse é o objetivo do Festival de Música de Santa Catarina (Femusc), que ocorre entre o fim de janeiro e o início de fevereiro na cidade de Jaraguá do Sul. Considerado o maior festival-escola da América Latina, devido ao número expressivo de aulas particulares, concertos, oficinas e participantes, o Femusc foi idealizado pelo oboísta e maestro Alex Klein, consagrado com dois prêmios Grammy, os únicos de música erudita para o Brasil, e um dos principais solistas de Oboé da Orquestra Sinfônica de Chicago.

Se nas primeiras edições do Femusc havia mais gente no palco do que na plateia, esta 14ª edição do evento, encerrada em 1º de fevereiro desse ano, teve público de 50 mil pessoas, sendo 60 mil online – quase um terço da população da pequena Jaraguá do Sul, com 170 mil habitantes. Foram quase mil inscrições, de estudantes de 29 países, para preencher as 300 vagas que o Festival oferece. São esses participantes que formam as orquestras, trios, quartetos, entre outras formações musicais, responsáveis pelos 200 concertos oferecidos ao público ao longo dos 10 dias de evento.

“Aos poucos, a resistência em relação à música erudita foi sendo quebrada”, explica o diretor executivo do Femusc, Fenisio Pires Junior. Tanto que, hoje, o Femusc movimenta toda a cidade, tanto no aspecto artístico, quanto social, educacional e financeiro. O Festival leva concertos a presídios, creches, asilos e abrigos da cidade. Durante duas semanas, também leva música e alegria para os hospitais, como contrapartida social. Incentivadas pela grandiosidade do festival, atualmente, mais de mil crianças e jovens de Jaraguá do Sul têm aulas de formação musical, oferecidas pela Sociedade Cultura Artística (SCAR), que dirige o Centro de Cultura de Jaraguá do Sul, onde são realizadas diversas atividades do festival.

Para organização do Festival, o Instituto Femusc capta recursos por meio de incentivo fiscal do governo federal, via Lei Rouanet, para a organização do Festival desde 2010, totalizando quase R$ 13 milhões ao longo destes 10 anos. Para a edição de 2019, já captaram R$ 1.242.416,00. Para viabilizar a realização do evento, várias instituições se uniram e fundaram o Instituto Femusc. A SCAR, a Prefeitura de Jaraguá do Sul, entre outras entidades, integram a direção do Instituto, responsável pela organização do Festival.

A economia da cidade agradece. Nesse ano, durante os 10 dias de
Festival, cerca de R$ 3 milhões foram movimentados diretamente na economia de Jaraguá do Sul, mais que o dobro do investimento de R$ 1,2 milhão, captados com apoio da Rouanet. O diretor executivo do Femusc, Fenisio Pires Junior, comenta que os hotéis, bares e restaurantes ficam cheios durante todo o evento. “As pessoas saem do teatro, dos concertos e, ao invés de irem para casa, vão jantar fora. Assim, o Femusc movimenta a economia e toda a cidade.”

Nível internacional

Um dos principais atrativos do Festival é a presença de músicos e professores de renome internacional – só nesta última edição foram 22. Para o diretor artístico e idealizador do projeto, Alex Klein, o intercâmbio com artistas com experiência nas grandes orquestras de todo o mundo é essencial para elevar o nível técnico dos jovens músicos brasileiros. “E se não podemos enviar todos eles ao mundo, então vamos trazer o mundo até eles”, declara.

Um dos destaques do Femusc desse ano foi o norte-americano Harry Silverstein, diretor cênico de Óperas, com mais de 90 produções musicais em todo o mundo. Junto a André Santos, na direção musical, e Laura Bulhões, na coordenação, foi responsável por produzir dois espetáculos, com mais de cem pessoas, em apenas duas semanas: “Suor Angélica”, de Puccini, e “Os Sete Pecados Capitais”, de Kurt Weill.

E se engana quem acha que os renomados profissionais internacionais vem ao Femusc motivamos por altos cachês. Cada professor e participante recebe uma diária, quase uma ajuda de custo, para participar do festival. “O que os une é o amor pela música e a vontade de ensinar, de compartilhar, de ajudar na formação de novos talentos”, ressalta Fenisio.

Novos talentos

O Festival tem três níveis de classificação dos participantes: intermediário, avançado e profissional. Não raro, novos talentos, “verdadeiras pérolas”, como se refere Fenisio, são descobertas entre os estudantes de nível intermediário. É o caso de Richard Mickael Bartikoski, natural de São Leopoldo no Rio Grande do Sul, que ficou famoso em todo o país ao participar de programas de televisão.

Apresentado ao violino aos 8 anos, o menino se apaixonou pelo instrumento e começou sua formação. Em um determinado momento, precisava de um instrumento próprio, cujo valor era de R$ 12 mil, um investimento que era impossível para a família. Incentivado por amigos, Richard foi para a porta do shopping da cidade tocar o instrumento que tinha para arrecadar os recursos necessários para comprar um novo. Foi quando uma rede de TV local fez uma reportagem sobre ele e, a partir de então, sua história rodou o Brasil.

O Femusc foi o segundo festival do qual Richard participou, e ele se apaixonou logo de cara. “É o único festival do Brasil que permite que você almoce ao lado de um músico chinês e faça aula com um australiano no mesmo dia, nenhum outro oferece esse contato com tantos estudantes de tantos lugares do mundo. Além disso, eles trazem os melhores professores”, destaca.

Outra história comovente é de um estudante do interior da Amazônia, que tem aulas quinzenais de violino em Manaus, distante três dias de viagem da cidade onde mora. Para ir ao Femusc desse ano, o estudante precisou viajar durante dez dias, três de barco até Manaus, e sete de ônibus até Jaraguá do Sul.

Apoio e eventos gratuitos

Quase toda a programação do Festival é gratuita. As únicas exceções foram o Concerto de Gala e a Ópera que, em 2019, tiveram ingressos vendidos a R$ 20. “Foi a primeira vez que cobramos ingresso. Como os eventos gratuitos têm lotação máxima, algumas pessoas de localidades vizinhas não vinham aos eventos. Com a venda de ingressos a preços populares, pudemos garantir a vinda do público das cidades vizinhas, além da ajuda financeira ao festival”, relata Fenisio.

O empresariado apoia a as atividades culturais na região. Como resultado, o Centro Cultural possui a maior coleção de harpas da América Latina, 18 no total, além de 30 pianos, tudo adquirido com doações e contribuições das empresas da cidade. Esse acervo permite que o Festival não precise alugar ou pedir emprestados instrumentos para aulas e apresentações.

Outro ponto forte é o voluntariado. Uma tradição em Jaraguá do Sul, o trabalho voluntário é essencial para a realização do festival. Nessa edição, cerca de 100 voluntários desempenharam as mais diversas funções, possibilitando a realização de um evento dessa envergadura com poucos recursos. “Há festivais de música que têm orçamentos bem mais elevados que o nosso. Os voluntários contribuem muito para que consigamos fazer tudo o que fazemos com os recursos de que disponibilizamos”, afirma o diretor executivo.

 

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Festival de Cinema Ambiental do Espírito Santo abre inscrições

Podem participar da seleção curtas de ficção, animação, documentário ou gêneros híbridos. Evento conta com apoio da Lei Rouanet

(publicado: 20/02/2019 10h20, última modificação: 20/02/2019 10h20)

Estão abertas até 20 de março as inscrições de curtas-metragens de ficção, animação, documentário ou gêneros híbridos para a quinta edição do Festival de Cinema Ambiental e Sustentável do Espírito Santo (Cine.Ema), que será realizada de 7 a 8 de junho no distrito de Burarama, em Cachoeiro de Itapemirim, e nos dias 2 e 3 de agosto na Reserva Ambiental Águia Branca, em Vargem Alta. Podem participar filmes de até 30 minutos de duração, com temáticas ambientais, ecológicas e sustentáveis, que serão avaliados por curadoria e poderão compor a grade de programação das mostras competitivas e não competitivas do evento. Confira aqui as regras gerais de participação.

Em 2019, o evento realizará mais uma vez o Cine.Eminha, mostra ambiental infantil, com filmes de curta duração voltados para crianças. Os filmes submetidos para esta mostra não competitiva também devem ser inscritos na seleção. As obras que participam da mostra competitiva concorrem ao troféu “Sino” de melhor obra audiovisual, nas categorias ficção, animação, documentário, gênero híbrido e júri popular, este último eleito pelo próprio público da mostra.

Os filmes da mostra competitiva e não competitiva serão avaliados por um seleto grupo de profissionais da área ambiental e cultural do Brasil. Além de avaliarem os conteúdos submetidos para a avaliação, os curadores também poderão convidar obras de destaque nacional ou internacional para compor a grade de programação do festival.

Inspirado na Pedra da Ema, cartão postal do bucólico distrito de Burarama, em Cachoeiro de Itapemirim (ES), o “Cine.Ema – Festival de Cinema Ambiental e Sustentável do Espírito Santo” é um projeto social e cultural de ampliação da consciência ambiental por meio do cinema, exibindo gratuitamente obras audiovisuais que tematizem o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável em mostras realizadas em rua, praça pública ou escolas. O evento realiza atividades paralelas de educação ambiental que relacionem a ruralidade do distrito, que é considerado a principal rota agroturística de Cachoeiro de Itapemirim, ao sul do estado.

 

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Com apoio da Secretaria Especial da Cultura, escritores e cineastas produzirão obras sobre 200 anos da Independência

Editais lançados em 2018 premiaram 25 iniciativas inéditas de livros e 35 de audiovisual, entre séries, longas-metragens e documentários

(publicado: 16/01/2019 15h59, última modificação: 21/01/2019 17h21)

Livro de Bruno Gaudêncio terá como personagem principal o pintor Pedro Américo, autor do emblemático quadro O Grito do Ipiranga ou Independência ou Morte (Foto: Reprodução)

A Independência do Brasil, que completa 200 anos em 2022, será retratada em obras literárias e audiovisuais com apoio da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania. Em 2018, dois editais – Incentivo à Publicação Literária e Desenvolvimento de Projetos – 200 anos da Independência do Brasil – selecionaram 25 livros e 35 longas-metragens, documentários ou séries para receber recursos para sua produção. Cada um dos livros vencedores recebeu R$ 40 mil e cada obra audiovisual, R$ 100 mil (documental) ou R$ 200 mil (ficção).

O historiador Bruno Gaudêncio, de Campina Grande (PB), foi um dos selecionados no edital de Incentivo à Produção Literária. Doutorando em História Social pela Universidade de São Paulo (USP), é professor de História da Rede Estadual de Ensino e autor de 15 livros de poesias, contos, ensaios e roteiro de quadrinhos.

A obra de Gaudêncio enfoca a personalidade responsável pelo que se tem, até hoje, de imagem coletiva do ato da independência, o também paraibano Pedro Américo, autor do emblemático quadro O Grito do Ipiranga ou Independência ou Morte. A pintura, de 1888, retrata Dom Pedro I em cima de um cavalo, seguido por vários cavaleiros. A obra integra o acervo do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, atualmente fechado para visitação.

Voltado ao público infantil e juvenil, o livro vai misturar ficção com realidade. “A história é ambientada em três tempos. No ano que Pedro Américo pintou o Grito do Ipiranga, que é 1888, ele encontra um amigo, que lhe proporciona viajar no tempo para 1822, ano da independência, e para 2022, ano do bicentenário”, explica o autor.

Gaudêncio destaca que editais como este estimulam a produção de livros e dão oportunidade a profissionais de regiões como o Nordeste, que nem sempre estão na mira das editoras. Desde o anúncio do resultado do prêmio, conta, já foi procurado por algumas editoras interessadas em publicar a obra. Ele estima que, antes do meio do ano, o livro estará publicado.

Também vencedora do edital de Incentivo à Produção Literária, a escritora Adelice Souza destacou em sua obra a participação da Bahia na Independência do Brasil, em especial as mulheres e o povo miscigenado. “Brancos e meninos bem nascidos não foram guerrear pela libertação do Brasil de Portugal. A guerra foi feita por caboclos, por índios, que queriam a sua própria independência, e por escravos que, ao participarem da guerra, recebiam dos seus senhores o aval, a carta de alforria. Então, muitos negros escravizados participaram da guerra para serem libertados”, destaca a escritora.

Doutora em Artes Cênicas pela Universidade Federal (UFBA), Adelice é dramaturga, diretora teatral, arte-educadora e instrutora de ioga. Já publicou oito livros, entre romances, contos e peças de teatro, além de ter participado em coletâneas.

Em formato de romance que mescla história e ficção, a história de Adelice vai ressaltar a ação de três personagens verídicas: Maria Quitéria (que se vestiu de homem para lutar pela independência); Joana Angélica (religiosa, considerada mártir da Independência pela resistência à invasão das tropas portuguesas ao Convento da Lapa, em Salvador) e Maria Felipa (pescadora negra que contribuiu para o ataque contra portuguesas como informante).

“Para nós, baianos, a independência não chegou em 1822. Chegou em 1823, em 2 de julho, com a independência da Bahia. Eu fiz a narrativa em cima do conceito de que a independência da Bahia é uma parte importantíssima da independência do Brasil. A criação da autora parte da história de uma cabocla que interfere na vida pessoal dessas três mulheres que acabam sendo figuras preponderantes desta guerra.

Bicentenário no audiovisual

A produtora cultural Tati Mendes é uma das cabeças por trás do longa-metragem De Amor e Liberdade – Um Brasil Tardio. Com direção do cineasta Amaury Tangará e roteiro de Sônia Rodrigues, o projeto foi um dos vencedores do edital Desenvolvimento de Projetos – 200 anos da Independência do Brasil.

O longa-metragem conta uma história de amor tendo como cenário a Rusga de Mato Grosso, um conflito armado que fez parte do processo de independência do País e culminou com a morte de 400 portugueses em uma única noite. “A luta durou uma noite e nós a chamamos de a Noite de São Bartolomeu de Cuiabá”, conta a produtora, referindo-se a evento ocorrido em 1572 em que católicos franceses massacraram cerca de 3 mil protestantes.

De acordo com a produtora, a ideia é captar recursos também em Portugal, local no qual deverão ser realizadas algumas filmagens. “O filme é baseado em fato real muito pouco explorado pelos livros de história, mas que tem documentação. Nós descobrimos que em Portugal tem mais relatos da Rusga do que aqui no Brasil”, conta.

Para Tati Mendes, a ideia de criar um edital de fomento a projetos é uma oportunidade de o País poder conhecer sua própria história. “Com certeza, o edital deve trazer roteiros incríveis, já que a história do Brasil é riquíssima em todos os estados. Para nós, é uma chance única de contar um episódio tão interessante para o País”, destacou.

Outro projeto selecionado no edital Desenvolvimento de Projetos – 200 anos da Independência do Brasil é o da Super8Prod, de Porto Alegre (RS). A empresa vai produzir a série de animação A Animalesca História da Independência, voltado a adultos e de comédia, na qual todos os personagens são animais. O protagonista é próprio Brasil, representado por uma jaguatirica.

 A série A Animalesca História da Independência foi um dos projetos premiados no edital Desenvolvimento de Projetos – 200 anos da Independência do Brasil (Foto: Reprodução)

A ideia, de acordo com o criador e roteirista Gustavo Magnani, é toda em cima do narrador, que conta a história da independência em cinco partes. “Cansado da forma como conhecemos a independência, os mesmos heróis, as mesmas histórias, ele (Brasil) tenta contar a própria biografia. Obviamente enviesado, como um narrador sempre é, ainda mais contando sua própria história tendo os personagens como animais”, afirma.

Realizador estreante, Magnani viu no edital de 200 anos uma oportunidade “genuinamente” inovadora. “Sem nenhum exagero. Eu, que já participei de uma série de editais, nunca tinha visto editais com tantas oportunidades para diretores, realizadores estreantes, mulheres, negros, indígenas e de regiões normalmente não contempladas. O ano de 2018 foi um dos melhores para o audiovisual no Brasil. Eu sou uma dessas pessoas que continuaria trabalhando, é claro, mas com esse edital tudo ficou melhor”, declarou.

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Ancine lança edital para projetos de coprodução internacional

Edital prevê investimentos de R$ 36,8 milhões para a seleção Coprodução Mundo, com inscrições a partir de 6 de fevereiro

(publicado: 23/01/2019 13h01, última modificação: 28/01/2019 10h01)

A Agência Nacional do Cinema (Ancine), entidade vinculada ao Ministério da Cidadania, e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) publicaram o Edital de Coprodução Mundo, linha de coprodução internacional para cinema e TV. Serão investidos R$ 36,8 milhões, sendo R$ 18, 15 milhões para cinema e R$ 18,65 milhões para TV.

O edital funcionará na modalidade de fluxo contínuo e atenderá a projetos cujas produtoras brasileiras sejam minoritárias ou majoritárias. Serão exigidos contratos de coprodução internacional para todos os projetos, de distribuição para os projetos de cinema e de pré-licenciamento para os projetos de TV. Confira aqui o regulamento na íntegra.

“Nos últimos anos, a Ancine tem colocado em média R$ 5 milhões por ano em coproduções internacionais. Foram investidos algo em torno de R$ 29 milhões nos editais minoritários. Este ano, no Plano Anual de Investimento foi aprovado aproximadamente R$ 42 milhões de recursos do FSA em coproduções internacionais. O objetivo é fazer com que o empreendedor do audiovisual brasileiro consiga ser mais competitivo no mercado internacional, para coproduzir mais e atrair mais investimento”, explica o diretor-presidente da agência, Christian de Castro.

Os projetos deverão ser inscritos em uma das 4 submodalidades do edital, conforme a participação brasileira na coprodução e a destinação do projeto:

Seleção de projetos

Os projetos serão avaliados conforme critérios estabelecidos no edital, cabendo a decisão final ao Comitê de Investimento. O limite de investimento por projeto será de R$ 3 milhões para coproduções majoritárias brasileiras e de R$ 1 milhão para minoritárias. Cada produtora e seu grupo econômico poderão receber até R$ 4 milhões. Em relação aos projetos de cinema, serão avaliados os aspectos artísticos da coprodução e a capacidade gerencial e desempenho da produtora/grupo econômico.

A avaliação de desempenho comercial e do desempenho artístico das produtoras será feita conforme critérios dispostos no Regulamento de Pontuação: Cinema e TV, já se utilizando do ciclo avaliativo de 2019. Os projetos de TV serão avaliados diretamente pelo Comitê de Investimento. A adimplência das empresas proponentes será condição de elegibilidade no edital de Coprodução Mundo. Ela será verificada logo após a inscrição dos projetos, já na etapa de Habilitação.

É fundamental que todos as empresas proponentes observem se estão adimplentes junto à Ancine, ao FSA e ao BRDE, bem como regulares em relação aos Créditos Tributários Federais e ao CEIS – Cadastro Nacional de Empresa Inidôneas e Suspensas, além de outras eventuais exigências de regularidade contidas nos respectivos editais. Projetos de empresas inadimplentes não serão contemplados.

Evolução da coprodução

No período de 2009 a 2017, foram 116 obras em coprodução lançadas em cinema, sendo 22 apenas em 2017 – recorde da série histórica – um aumento de 69% em relação a 2016. Esse crescimento foi impulsionado por editais específicos destinados à coprodução, especialmente com países da América Latina. Tal política de estímulo resultou em coproduções premiadas com a Argentina (“Zama”), Paraguai (“As herdeiras”), Chile (“Violeta foi para o céu”) e Colômbia (“La Playa”), por exemplo.

A conjugação destas ações se traduz numa cinematografia diversa e plural que tem alcançado excelentes resultados também no exterior, estando cada vez mais presente nos principais festivais e mercados internacionais.

 

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Bienais Internacionais do Livro ocorrem em seis municípios em 2019

Espaços de democratização do acesso e incentivo à leitura, eventos contam com apoio do Governo Federal, por meio da Rouanet

(publicado: 11/02/2019 20h06, última modificação: 18/02/2019 11h57)

O governo federal investe, por meio da Lei Rouanet, R$ 3,1 milhões em bienais internacionais do livro (Foto: Divulgação)

Quilômetros de livros recém-lançados a preços acessíveis, palestras com autores, programação cultural. Um verdadeiro apelo à vontade de ler. É o que nos provocam as bienais internacionais do livro. Este ano, leitores de Maceió (AL), Fortaleza (CE), Contagem (MG), Rio de Janeiro (RJ) Recife e Garanhuns (PE) terão a oportunidade de frequentar Bienais Internacionais do Livro que ocorrem em suas cidades.

O Governo Federal está apoiando, por meio de incentivo fiscal via Lei Rouanet, dois destes eventos: a 19ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro e a 12ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. Juntas, elas já conseguiram captar R$ 3.168.553,96. A Bienal do Rio, que ocorre entre 30 de agosto e 8 de setembro, já captou R$ 3.165.000,00, tendo a autorização para captar mais de R$ 5.079.672,57. A Bienal de Pernambuco, que ocorre de de 4 a 13 de outubro, captou R$ 3.553,96 do valor de R$ 1.767.714,64 que foi autorizada a captar.

Um total de 49 bienais já contaram com apoio do incentivo fiscal do Governo Federal, tendo captado mais de R$ 53 milhões por meio deste mecanismo. A Bienal de São Paulo – a mais antiga do País, realizada desde 1961, já chegou a captar, em 2018, R$ 6,5 milhões. “Desenvolvemos um conceito criativo que procura destacar o livro como principal fonte do conhecimento em meio ao turbilhão de estímulos tecnológicos que vemos hoje”, pontua o presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Luís Antonio Torelli. Ele destaca o intercâmbio que ocorreu entre cerca de 60 editoras nacionais e internacionais ao longo da Bienal.

Torelli também salienta o impacto social provocado por este tipo de evento, o incentivar debates sobre temas essenciais, como religião e feminismo negro. Para o presidente, tanto o acesso quanto a autonomia, a transparência e a multiplicação de pessoas alcançadas são fundamentais para o desenvolvimento da cultura. “Na nossa última edição, observamos que as atividades de maior relevância foram a programação cultural, a interação e encontro com autores – além do apelo visual dos estandes e os preços acessíveis”, resume. Em dez anos, a bienal de literatura paulista já captou mais de R$ 23 milhões com apoio governamental.

Em Brasília, a Bienal Brasil do Livro e da Leitura (BBLL) ocorre desde 2012, tendo captado mais de R$ 2 milhões em quatro edições. A produtora cultural e diretora geral da 4ª BBLL, Suzzy Souza, conta que a missão do evento é democratizar e incentivar o acesso ao livro e à leitura, a partir de plataformas multiculturais. “Em 2018, criamos um novo formato, para abrir espaços e oportunidades a criadores não só da literatura, mas também de outras áreas artísticas: do cinema, do teatro, da música e até das artes plásticas”, relata.

Suzzy explica que a literatura não está somente nas prateleiras. “Também está traduzida em diversas linguagens artísticas bem exploradas no evento. A internet não pode ser vista como inimiga nesse momento, principalmente por seu potencial de democratização das mais diversas obras”, destaca a diretora geral, que compreende a literatura como chave para a construção do senso crítico.

Tal construção é evidenciada na linguagem da poeta Noélia Ribeiro. Natural de Recife, fez escala no Rio de Janeiro antes de passar a morar em Brasília, onde reside até a atualidade. Toda essa mudança de cidades contribuiu para o desenvolvimento de seu olhar criativo. Hoje, Noélia participa de diversos eventos literários ao longo do país. Nos últimos anos, ao lançar uma trilogia, a movimentação só cresceu.

“Gente e poesia são duas coisas que adoro. Minha poesia e minha maneira de recitar só melhoraram com essa troca”, revela a artista. Em relação às bienais que ocorrem nacionalmente, a poeta ressalta a importância dos mecanismos de apoio à cultura. “Mesmo diante das dificuldades, não podemos deixar que essas iniciativas se percam. A poesia tem de ocupar os espaços”, observa.

Serviço

19ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro
Data: de 30 de agosto a 8 de setembro de 2019.
Local: Palácio das Artes, no Riocentro, Barra da Tijuca, Zona Oeste do RJ.

12ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco 2019
Data: de 4 a 13 de outubro de 2019.
Local: Centro de Convenções de Pernambuco (Av. Professor Andrade Bezerra Olinda/PE).

3ª Bienal do livro de Contagem 2019
Data: 4 a 6 de outubro de 2019.
Local: a definir.

9ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas 2019
Data: a definir.
Local: a definir.

13ª Bienal Internacional do Livro do Ceará 2019
Data: a definir.
Local: a definir.

IX Bienal Internacional do Livro do Agreste de Pernambuco 2019
Data: a definir.
Local: a definir.

 

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Divulgado resultado final do Prêmio Funarte de Dramaturgia

4.9.2018 – 10:55

A Fundação Nacional de Artes (Funarte), instituição vinculada ao Ministério da Cultura, publicou o resultado final do Prêmio Funarte de Dramaturgia 2018. Também foram disponibilizadas as portarias de nomeação das comissões das fases de habilitação e seleção. Os documentos estão disponíveis na página do edital.

Dez autores são premiados no edital, em duas categorias, de acordo  com a faixa etária às quais os textos se destinam. Em cada um desses grupos é contemplada uma obra, de cada uma das cinco regiões do país, com premiação de R$ 20 mil. Na categoria Adulto, os vencedores são dos municípios de Primavera do Leste (MT), Porto Velho (RO), Recife (PE), Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ). Na classe Infância e Juventude, serão premiados dramaturgos de Viamão (RS), Brasília (DF) Porto Velho (RO), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

Também é prevista pelo edital a publicação de uma coletânea das peças contempladas na página da Funarte. Foram considerados quatro critérios na avaliação: estrutura do texto, tema e linguagem; originalidade; potencial de montagem; e clareza do tema abordado.

 

Funarte

A Fundação Nacional de Artes (Funarte) é o órgão responsável, no âmbito do Governo Federal, pelo desenvolvimento de políticas públicas de fomento às artes visuais, à música, ao teatro, à dança e ao circo. Os principais objetivos da instituição são o incentivo à produção e à capacitação de artistas, o desenvolvimento da pesquisa, a preservação da memória e a formação de público para as artes no Brasil.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

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