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Indígenas e quilombolas recebem formação de gestores culturais

18.8.2017 – 14:25

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A primeira turma dos cursos se reuniu na aldeia do krahôs, em Itacajá, com a presença de cerca de 60 indígenas em dois dias de atividades (Foto: Divulgação)

Comunidades indígenas e quilombolas do Tocantins vão participar de cursos presenciais do Programa Nacional de Formação de Gestores e Conselheiros Culturais. Realizadas pelo Ministério da Cultura (MinC) em parceria com a Universidade Federal do Tocantins (UFT), as aulas visam qualificar lideranças para a construção e gestão de sistemas municipais de cultura, que incluem plano, conselho, conferência e sistema de financiamento da cultura, com a criação de fundos municipais.

O objetivo dos cursos é preparar lideranças das comunidades quilombolas e indígenas para disseminar conhecimento entre os demais integrantes. Nas aulas, são entregues, além de apostilas com o conteúdo do curso, um guia de para elaboração dos planos municipais de cultura, que trazem metas a serem atingidas no campo cultural.

“Os cursos visam qualificar essas comunidades, o que permitirá uma articulação mais efetiva com os gestores municipais para fortalecimento dos instrumentos de gestão dos sistemas municipais de cultura”, destaca a coordenadora de Assistência Técnica aos Entes Federados e ao Programa de Formação de Gestores Culturais do MinC, Luísa Galiza.

A primeira turma dos cursos se reuniu na aldeia do krahôs, em Itacajá, nos dias 12 e 13 de agosto, com a presença de cerca de 60 indígenas em dois dias de atividades. Os indígenas, segundo Luísa Galiza, demonstraram interesse em participar da definição das políticas públicas municipais, integrar os conselhos municipais de cultura e discutir os planos municipais de cultura. “Isso possibilita a aproximação da comunidade com as prefeituras municipais e a criação de instrumentos de valorização da cultura indígena”, argumentou.

Próximos cursos

No fim da próxima semana, serão realizados encontros com as comunidades quilombolas de Malhadinha e Barra do Aroeira, nos dias 24 e 25 de agosto. Na sequência, virá a aldeia dos xerentes, dias 25 e 26 de agosto. E de 11 a 16 de setembro, serão contempladas as aldeias dos karajás e dos krahôs de Araguatins e os quilombolas de Araguaína e Apinajés.

Também serão realizados cursos nas aldeias dos karajás e dos javaés, na Ilha do Bananal, de 20 a 24 de setembro. E a comunidade quilombola do Jalapão será contemplada entre 16 e 21 de outubro. Todas as comunidades receberão pelos menos duas visitas de treinamento.

Até o momento, 18 estados já foram contemplados com ações do Programa Nacional de Formação de Gestores e Conselheiros Culturais, vinculado à Secretaria de Articulação e Desenvolvimento Institucional do Ministério da Cultura.

Texto e Fonte: Assessoria de Comunicação/Ministério da Cultura

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Acordo prevê instalação de 167 antenas para levar banda larga às comunidades indígenas, quilombolas e rurais

Os ministérios da Cultura (MinC) e das Comunicações (MiniCom) assinaram nesta sexta-feira (17) acordo de cooperação que prevê a instalação de 167 antenas que vão garantir o acesso a internet em banda larga em comunidades indígenas, quilombolas e rurais. O programa Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac) oferece a conexão, de forma gratuita, por via terrestre e satélite, a comunidades em estado de vulnerabilidade social em todo o Brasil.

A reivindicação do acesso à banda larga e à comunicação em aldeias é antiga. O diálogo para efetivar o projeto começou em 2006, ainda na gestão de Gilberto Gil, com um acordo firmado entre o MinC e o MiniCom, que resultou na instalação de um conjunto de antenas em diversas áreas e regiões, indígenas e não indígenas, das quais 19 estão em funcionamento.

“Existe uma demanda grande de conexão dos Pontos de Cultura e das aldeias indígenas, que querem produzir sua própria mídia. Isso vem se fortalecendo. É uma ferramenta decisiva para que os grupos indígenas possam se comunicar, se articular, fazer suas reivindicações. É um momento muito feliz a retomada desse projeto”, destaca a secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC, Ivana Bentes.

O secretário de Inclusão Digital do MiniCom, Jéferson D’Avila, afirmou que possibilitar o acesso à internet em comunidades rurais, quilombolas e indígenas é um dos desafios do órgão. “Esta parceria com o Ministério da Cultura é essencial e complementar para suprir demandas reprimidas desses grupos e proporcionar uma vida mais digna às pessoas. As pesquisas mostram que, com a inclusão digital, os indicadores sociais também crescem. É essencial que possamos trabalhar juntos nesse processo”.

O cacique Álvaro Tukano, diretor do Memorial dos Povos Indígenas de Brasília, ressaltou que o acesso às redes digitais e o protagonismo dos povos indígenas na condução das políticas públicas são essenciais. “Essa disputa pelas antenas GESAC mostra isso”, observou.

Além da instalação das antenas, o termo assinado prevê ainda o fortalecimento de ações de inclusão digital com os povos indígenas e os Pontos e Pontões de Cultura.

Fonte: Assessoria de Comunicação/Ministério da Cultura